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Arquivos para outubro, 2009

Índios da Amazônia prontos para a guerra

atwa leopardo Índios da Amazônia prontos para a guerra

Nativos indígenas da Amazônia estão se dirigindo para a cidade de Salvacion, no Peru, com um plano para forçar a remoção da empresa de petróleo americana Hunt Oil de suas terras. A polícia peruana, preparada com centenas de soldados, se diz estar já à espera na cidade.

A crise recentemente se escalou na área conhecida como Lote 76, a Reserva Comunal Amarakaeri. A reserva de 400 mil hectares foi criada em 2002 para proteger a flora e a fauna nativa da região, bem como as bacias hidrográficas de grande importância para os grupos indígenas da região.

Apesar de seu status de proteção, em 2006 o governo peruano fez concessões dentro da reserva para duas companhias de petróleo, a americana Hunt Oil e a empresa espanhola Repsol.

Segundo a FENAMAD (Federação Nativa de Madre de Dios), as proteções tinham sido lenta e sistematicamente removidas na reserva, sem prestar contas aos grupos indígenas. Além disso, a FENADMAD alega que a Hunt Oil violou as normas internacionais e a Constituição peruana ao seguir em frente com as suas operações sem a aprovação dos grupos indígenas.

Um documento escrito pela FENAMAD alega ainda que o Estudo do Impacto Ambiental e Social realizado pela Hunt Oil e aprovado pelo governo federal é “completamente irresponsável e não descreve nenhuma realidade para a área. Foi aprovado ilegalmente e inconstitucionalmente, contrariando as observações feitas por um grupo de profissionais da sociedade civil em Madre de Dios”.

Em 13 de setembro desse ano, representantes de grupos indígenas divulgaram um comunicado que dizia que “a entrada da Hunt Oil e da Repsol na Reserva Comunal Amarakaeri para executar projetos sísmicos não é aceito, uma decisão que será respeitada pelo Estado peruano, pela Hunt Oil e pela Repsol, que foram testemunhas presentes desta decisão”.

No entanto, a Hunt Oil prosseguiu os seus estudos sísmicos no interior da reserva. Foi a incapacidade da empresa de parar o seu projeto ilegal que levou os grupos indígenas a viajar para Salvacion e, segundo declarações feitas pelos mesmos, fazer uso da força para remover as corporações estrangeiras de suas terras.

“As áreas ecológicas mais vulneráveis estão sendo invadidas por linhas sísmicas, cujos impactos ambientas são irreparáveis. A área de intervenção é uma de valor biológico altíssimo, e seus sistemas hidrológicos de superfície e subterrâneo têm grande importância cultural para os Harakmbut, o que torna esse espaço vital para a subsistência não só das comunidades indígenas, mas também de toda a população da Bacia Amazônica”, afirma o documento da FENAMAD. “Por esse motivo, todas as comunidades beneficiárias da Reserva Comunal Amarakaeri adotaram a posição de impedir a entrada das empresas de petróleo e defender a área protegida com as suas vidas”.

A declaração da FENAMAD pode ser um presságio: em junho desse ano, um conflito entre povos indígenas e a polícia peruana sobre a exploração da Amazônia se tornou sangrento. Milhares de indígenas bloquearam estradas para protestar contra a mudança das regras que tornaram mais fácil para as empresas estrangeiras extraírem petróleo, gás, minerais e madeira da Amazônia peruana. Durante o confronto que se seguiu, vinte e três policiais e pelo menos dez manifestantes foram mortos, segundo números oficiais. Os grupos indígenas, entretanto, dizem que centenas continuam desaparecidos, e pediram a abertura de uma comissão para investigar o trágico incidente.

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Charles Manson e o nascimento de ATWA

atwa arvores Charles Manson e o nascimento de ATWA

Perguntei ao Charles Manson quando ele havia se tornado consciente sobre o ar, as árvores, a água e os animais – ATWA.

Essa resposta é parafraseada de uma narrativa que Manson ofereceu durante uma visita em outubro de 2008. Outras partes foram extraídas de algumas de suas cartas ao longo do tempo.

Há muito tempo atrás, Manson foi preso e colocado em isolamento em uma cela solitária, também conhecida como “the hole”, ou “o buraco”, por mais de cinco anos. A mesma cela escura, todas as horas do dia, todos os dias, por cinco anos.

“Tudo o que eu podia ver através da minha pequena janela era uma única árvore. Eu olhei para essa uma árvore por quase cinco anos. Primavera, verão, outono, inverno. Você pode vir a conhecer uma árvore muito bem, se você olhar para ela por cinco anos”.

arvores1 Charles Manson e o nascimento de ATWA

“A maioria das pessoas, quando elas pensam em uma árvore, pensam apenas em papel e móveis. Apenas madeira. Elas não pensam nessa árvore como um ser vivo, como uma alma, o mesmo que você e eu”.

Manson conviveu com essa única árvore durante cinco anos. No outono, suas folhas mudavam de cor. No inverno, as folhas caíam, deixando galhos nus. No entanto, ela ainda estava viva. No início da primavera, cresciam alguns brotos. Os brotos se transformavam em folhas inteiras. As folhas voltavam-se para o sol. Era a perfeição da vida. As folhas caíam quando não havia água suficiente, e elas bebiam da chuva quando chovia. A árvore foi a casa de muitos pássaros, animais e insetos. Todo esse tempo, nessa cela solitária, Manson observava as mudanças da árvore.

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Perguntei a ele se aquela árvore, em algum momento, começou a “falar” com ele – não como uma piada, mas da forma como os xamãs dizem poder ouvir as vozes de árvores, animais e espíritos.

“A árvore realmente não falava comigo, pelo menos não como as pessoas falam. Mas sim, aquela árvore me contou algo. Ela disse que queria viver”.

arvores5 Charles Manson e o nascimento de ATWA

Sentado em sua cela, Manson tornou-se ciente de que a árvore não estava apenas “sentada” ali – era criava oxigênio, vivia e gerava vida. Ela produzia o ar que nós respiramos. Não era só madeira. A árvore também foi um habitat, um lar para muitos animais. Ela tinha uma consciência, uma espiritualidade. Ela era mesmo um ser, o mesmo que os animais e as pessoas são. Uma idéia tão simples assim, tão pura, mas que na prática poucos hoje respeitam.

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Manson conviveu diretamente com algo que é, de fato, muito simples: sem as árvores, não há ar. Sem o ar, não há vida. Sem o ar, não podemos existir. O ciclo da vida.

“E é quando a minha mente mudou, e é quando ATWA nasceu”.

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A acidificação dos oceanos

atwa agua A acidificação dos oceanos

A poluição causada pelos seres humanos está transformando o mar em ácido tão rapidamente que as próximas décadas irão recriar condições nunca antes vistas na Terra. Cientistas alertaram que, desde que se consegue analisar tais dados, não há amostras de que a condição da água dos oceanos esteve tão ruim.

Essa rápida acidificação é causada pelas enormes quantidades de dióxido de carbono expelido pelas chaminés das indústrias e pelos escapamentos dos carros, que então se dissolvem nos oceanos. A alteração química está a colocar “pressão” sem precedentes na vida marinha, e pode provocar uma extinção em massa.

Um recente estudo, realizado por cientistas da Universidade de Bristol, procurou entender a complexidade da acidificação dos mares. Em um resumo das suas conclusões, os cientistas ingleses afirmam que “perigosos níveis de acidificação dos oceanos terão consequências graves para os organismos marinhos”. “Encontramos que a taxa de acidificação da superfície dos oceanos é muito provavelmente sem precedentes nos últimos 65 milhões de anos”. Os cientistas acrescentaram que “a situação no fundo do mar é de preocupação ainda maior”.

Os cientistas compararam a taxa de acidificação atual com uma versão pré-histórica de gases de efeito estufa, que os geólogos confirmam ter causado uma extinção generalizada das espécies de águas profundas. O resumo do estudo diz: “Porque as taxas de acidificação entre o passado e o futuro são comparáveis, e [porque] houve uma extinção generalizada de organismos vivos no passado, devemos concluir que um nível semelhante de extinção é mais provável no futuro”.

A preocupação com a acidificação dos oceanos em função da poluição de carbono causada pelo dia a dia dos seres humanos tem crescido nos últimos anos, mas a questão recebe muito menos atenção do que o aquecimento global – também causado pelas emissões humanas de carbono. O estudo dos cientistas de Bristol é um dos primeiros a prever as conseqüências de águas ácidas ao olhar para os acontecimentos passados.

Ken Caldeira, um especialista na acidificação do oceano do Instituto Carnegie, na Califórnia, afirmou que as próximas décadas poderiam produzir “mudanças profundas” nos oceanos. Segundo ele: “A escolha de continuar emitindo dióxido de carbono implica que isso será um agente de mudança biológica de uma força superada apenas pela magnitude dos grandes eventos de extinção em massa. Se não cortarmos as emissões de dióxido de carbono profundamente e logo, as conseqüências da acidificação dos oceanos vão se concretizar como um exemplo único nos estudos do tempo geológico. Essas consequências serão incorporadas no registro geológico como testemunho de uma civilização que teve a sabedoria para desenvolver tecnologias de ponta, mas que não foi capaz de desenvolver a sabedoria para usá-las sabiamente”.

Uma reunião dos cientistas essa semana vai publicar uma atualização para o relatório de 2007 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Uma série de estudos publicados desde o relatório do IPCC foram preparados, e mostram que as emissões de carbono estão crescendo mais rapidamente do que o esperado e que as metas de gases com efeito de estufa existentes podem não ser suficientes para evitar o catastrófico aumento da temperatura.

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A barbearia

Abaixo, uma carta de Charles Manson enviada em 2009:

barbearia A barbearia

“Eu trabalhei nas barbearias nos anos de prisão antes de eu vir aqui para os tribunais da Califórnia – em Ohio, na Pensilvânia, em Virgínia, Washington DC. Eu sempre cortei o meu cabelo porque eu nunca tive ninguém para me enviar ajuda. Então eu meio que estive nas barbearias, e eu fui à escola de barbearia no estado de Washington, mas nunca voltei lá para pegar a minha licença. Eu posso ser um barbeiro licenciado naquele estado, então eu sei como as regras e os jeitos das barbearias lá são. Tudo era feito nas áreas abertas da prisão. Eu comecei nessas áreas antes da maioria das pessoas virem à prisão, então eu entendo isso.

Então quando o promotor abriu a sua cabeça para mim no tribunal para tentar se tornar grande lá do lado de fora, eu abri a minha cabeça para ser tão grande quanto ele, mas aqui do lado de dentro. Eu não tinha o direito de falar, então eu o fiz mesmo assim, mas com imagens. Eu sabia que eu havia ganhado, porque tudo o que ele estava fazendo era o que a mãe dele lhe havia dito – isso era a igreja, a escola, etc. Ele não tem uma alma, uma mente dele mesmo, ele está trancado nas prisões. Então eu abri a minha barbearia na sala do julgamento, e quanto eu voltei para a prisão eu só me mantive de um jeito: construa, deixe crescer, depois corte, e eu tenho controlado as imagens, os sons e os movimentos como no jogo de xadrez que ele está jogando com os vivos – mas eu estou lidando, na verdade, com os mortos.

Eu sei mais sobre os tribunais, as leis, as prisões, a marinha, o exército, a força aérea, a guarda costeira do que qualquer pessoa nesse mundo, ou qualquer pessoa que já esteve nesse mundo. Eu tenho pegado os cérebros de milhares de pessoas. Veja, quando você não tem ninguém, e você cresce olhando para todos ao seu redor, você aprende de todos: os homens são os seus pais, as mulheres são as suas mães, e as esposas são você. Você se torna tudo o que você é capaz de descobrir.

A corporação abre a sua barbearia com o homem mais poderoso, e ele é Charles Manson – Guerra Mundial I e Guerra Mundial II.

-C. Manson”

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As sequóias da Califórnia

A sequóia é uma árvore do gênero da família Cupressaceae. Contendo apenas uma única espécie viva hoje, a Sequoia sempervirens, é uma conífera nativa da América do Norte, especialmente do lado oeste dos Estados Unidos.

O grande destaque dessa espécie se deve ao seu porte. Uma sequóia pode viver por milênios, e ao final desse tempo ultrapassar os 100 metros de altura e algumas dezenas de metros de circunferência. Alguns exemplares da espécie nos Estados Unidos possuem troncos de cor avermelhada, tão robustos que se pode escavar túneis para a passagem de carros em suas bases.

Nos últimos anos, a Sequoia sempervirens tem sido plantada na região sul do Brasil, para fins ornamentais.

A sequóia é originária da Califórnia, onde existem exemplares de até 4 mil anos. Uma delas, chamada Hyperion, é a árvore mais alta da Terra, com 115 metros de altura.

Abaixo, umas fotos das Sequoia sempervirens tiradas pelos irmãos e irmãs de ATWA na Califórnia:

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ATWA e Charles Manson: Uma declaração de testemunhas

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Charles Manson arquitetou a palavra ATWA (Air, Trees, Water, Animals em inglês), ou seja, ar, árvores, água e animais, para representar o nosso sistema de suporte de vida no planeta Terra.

Existe apenas UM. Um ar, uma água, um Deus. ATWA é Deus, pois sem ar, sem água, não existe você, não existo eu, não há vida na Terra para se ter ou não um deus.

Os meios de comunicação só têm mentido e ocultado a verdade, ocultando os esforços de muitas pessoas para mostrar que Charles Manson é ordem e vida, e não confusão e morte.

Manson tem servido à vida por mais de 60 anos em sua cela e sepultura. Irmão de todos os homens, Charles está de acordo com a honra e a verdade, e traz esse mundo para o agora, com a ordem e as soluções para resgatar a nossa sobrevivência na Terra.

 

Testemunhos  

“Pessoalmente conhecendo Charles Manson, me perturba ver as mentiras que dizem sobre ele na TV. Eles não têm idéia do que estão falando!

O exemplo perfeito de uma enganação é Charles Manson falando com a mídia. Não importa o que ele diz, ele é considerado insano de antemão. Como você pode explicar alguma coisa quando as pessoas já fizeram as suas mentes que se trata de um louco? Pensando sobre isso, você sabe que tudo o que está na TV não está no melhor interesse das pessoas. Você sabe que eles não têm a menor idéia sobre qualquer coisa. Se você não entendeu isso até agora, então não importa mesmo.

Nós, seres humanos, estamos vivendo em um mundo artificial de concreto e plástico. Há um monte de cabeças de TV que são ignorantes demais para reconhecer Deus e a verdade. O deus deles é o dinheiro, as perversões sexuais, o ego – uma visão simplesmente baseada no desejo pelo conforto.

Se você colocar um saco plástico sobre a sua cabeça, você aprenderá bem rápido o que é Deus. Deus é o ar. Esse é o número um. ATWA = Ar, Árvores, Água, Animais: a sua sobrevivência no planeta Terra. Qualquer coisa que polua o nosso ar e a nossa água está indo contra o desejo dos deuses, que é a vida. É simples assim, e é isso o que Charles Manson tem dito ao mundo por mais de 40 anos.

A vida nesse planeta vai sobreviver, com ou sem os seres humanos. É melhor que você se salve de um monte de horrores e sofrimento, e coloque Manson em seu devido lugar de comando. O mundo humano está caindo aos pedaços, puxando o resto da Terra para baixo com ele. A resposta para o problema está em uma cela na Prisão Estadual de Corcoran. É tempo de acordar, e ouvir o homem sábio, se vocês quiserem sobreviver.

-Star, 2009”

 

“Ele salvou a minha vida. Ele nunca mentiu para mim. Eu assisti uma por uma as coisas que ele me disse que iriam acontecer, embora no momento em que ele me disse tudo fazia pouco sentido para mim.

Agora é o momento para colocar a energia de volta para a Terra. Nós já sugamos muita energia. Pense nisso: nós não podemos sobreviver sem a Terra. Tenho certeza de que a Terra poderá sobreviver sem nós, isso é, se deixarmos o suficiente para que exista alguma sobrevivência.

O governo, os tribunais, as igrejas, as escolas, os jornais, a televisão, todos eles mentem para nós todos os dias. Dinheiro é um truque barato, e não serve para a vida. Temos de mudar as coisas ao nosso redor agora. ATWA – Isso sempre foi o seu pensamento, a direção para onde ele sempre apontou. Ele não merecia o que fizeram com ele. Não é assim que as coisas acontecem? Você dá amor e diz a verdade, e eles te caçam, lhe chamam de Diabo e tentam roubar a sua vida.

-Silver, 2009”

 

“Eu decidi ir para as montanhas para falar com Deus, pedir desculpas por 1900 anos dessa confusão. Foi quando eles me pegaram e me trouxeram aqui”.

-Charles Manson, 1970

 

Quando Charles Manson foi preso com um grupo de jovens sobrevivencialistas em Death Valley, em 1969, não foi assassinato o motivo pelo qual eles foram detidos, mas a destruição de máquinas de terraplanagem, usadas para destruir poços, construir estradas e rasgar a terra. Perguntado se ele tinha algo a dizer ao mundo, Manson respondeu: “Voltem para os cavalos!” Quarenta anos depois, Manson se mantém firme em sua mensagem para o equilíbrio ecológico e a necessidade de purificação e harmonia na Terra.

Dos cantos encobertos de poluição do Palácio de Justiça na década de 1970, de joelhos os aliados de Manson falaram pela Terra, lutaram pela Terra e viveram na Terra. A mídia acobertou tudo isso, e continuou a esconder isso até este dia. Não era lavagem cerebral que movimentava esse grupo – era o amor, era a música, era a lealdade à guerra contra a poluição, as mentiras e a confusão.

ATWA foi criado a partir do fundo, como uma semente que começa a vida sob a terra. Charles Manson e a Família de Almas Infinitas deram suas vidas para impedir que o mundo seja destruído. Eles deram tudo para trazer ATWA à realidade, para trazer esse mundo a um único pensamento.

Agora, é preciso transcender a lavagem cerebral da mídia, voltar e enfrentar os nossos filhos e o nosso mundo que morre a cada dia. Torne-se um único coração, uma única mente, e trabalhe para resgatar o ar, as árvores, a água e os animais – que nos inclui. Manson é o seu reflexo. Se você quiser compreendê-lo, será preciso primeiro conhecer a si mesmo, e estar disposto a encarar a si mesmo e a maneira como você vive a sua vida.

Estamos todos respirando o mesmo ar. Quem peca contra o nosso ar, poluindo-o ou destruindo o verde, as árvores que nos dão o nosso ar, é um criminoso e tem que enfrentar um tribunal do mundo que não tem misericórdia para com os transgressores. Todo mundo estava, e foi, advertido. Ou você trabalha por ATWA, ou você simplesmente deixará de existir.

Sob a autoridade de Manson, não haverá filmes, nada de esportes ou música para entretenimento, apenas trabalho. Um mundo, trabalhando para limpar o ar e a água, e proteger as árvores e os animais. Prisões serão fazendas que produzem seu próprio alimento. Todas as escolas, todos os trabalhos, deverão servir à sobrevivência da vida, ou eles também irão desaparecer. O nosso dinheiro funcionará apenas a serviço do povo e ATWA, e não como uma ferramenta para a ganância, a corrupção ou o controle.

Essa mensagem é urgente. Não há tempo para a mentira, a competição ou os jogos pessoais de ego e ambição. Temos de dar a Charles Manson a autoridade, para trazer ordem ao nosso mundo, um único mundo em serviço à vida.

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A crise (humana) dos anfíbios

sapo atwa3 A crise (humana) dos anfíbios

Um terço de todas as espécies de anfíbios estão ameaçadas de extinção, quase metade das espécies estão em declínio, e eles são os mais ameaçados de todos os grupos de seres vertebrados. Se nada contra isso for feito, as perdas previstas constituirão a maior extinção em massa do planeta Terra desde o desaparecimento dos dinossauros. Mas antes de mais nada, o que são os anfíbios e porque é que nos preocupamos com o seu declínio?

Os anfíbios são um dos grupos menos conhecidos da natureza – uma questão que apresenta grandes desafios para o estabelecimento da ação de preservação que é tão urgentemente necessitada. Eles habitam o planeta há cerca de 360 milhões de anos, cerca de 100 milhões de anos antes dos primeiros mamíferos e 200 milhões de anos antes do primeiro pássaro.

Grandes Sobreviventes

Os anfíbios modernos incluem rãs, sapos, salamandras, cobras-cegas, entre outros. Segundo as estatísticas atuais, são mais de 6 mil espécies de anfíbios no planeta que foram cadastrados. Mais de 20% deles não se conhece bem o suficiente para ser atribuído qualquer estado de conservação, e estima-se que existam cerca de 10 mil espécies no total. Sumarizando, sabe-se muito pouco sobre esses animais.

Os anfíbios são encontrados em todos os continentes exceto a Antártida – do Círculo Ártico aos desertos tropicais. De todos os vertebrados, os anfíbios têm um estilo de vida dos mais particulares. Várias espécies são capazes de sobreviver congelamento parcial, mais de 10 anos sem alimento, longos períodos de seca e temperaturas de até 40ºC. Eles estão entre os grandes sobreviventes do planeta, resistindo até mesmo à extinção em massa que dizimou os dinossauros e cadeias inteiras de mamíferos e aves. Considerando isso, a sua crise de extinção atual se torna ainda mais preocupante.

Embora não pareçam ter um impacto sobre o cotidiano de muitas culturas, os anfíbios oferecem inúmeros serviços essenciais para a vida humana. Eles consomem enormes quantidades de invertebrados, incluindo as pestes mais ameaçadoras à humanidade. O seu papel fundamental no ecossistema mundial, tanto como predador e presa, mantém os ambientes em funcionamento saudável.

As secreções da pele dos anfíbios, que os protegem contra a predação e muitas infecções, contam com compostos farmacêuticos importantes que mostram potencial para tratar uma variedade de doenças modernas como o HIV e o câncer. O caso mais famoso é o do veneno do Epipedobates tricolor. Secreções da pele dessa rã contêm o composto epibatidine, que é um analgésico 200 vezes mais eficaz que a morfina. Enfim, os anfíbios são repositórios de produtos químicos com o potencial para salvar vidas, e são organismos chave na investigação científica.

Testemunhando a queda vertiginosa dos anfíbios é decepcionante. Por que agora, depois de centenas de milhões de anos de sobrevivência, eles estão inclinados para a extinção? Como sempre, as razões são diversas e complexas. A destruição do habitat, alterações climáticas, contaminantes ambientais e a superexploração representam fatores-chave.

A luta para salvar os anfíbios se encontra em meio aos debates sobre alterações climáticas, guerras, a superpopulação e inúmeras outras catástrofes globais, tornando sua situação (assim como muitos outros aspectos da biodiversidade) ignorada na agenda de prioridades a nível mundial; eles estão desaparecendo em silêncio.

O futuro

Apesar de seu passado glorioso, estudos apontam que os anfíbios simplesmente não conseguem resistir ao ataque atual causado pela interação humana no meio-ambiente. Significativamente, os mesmos fatores que ameaçam os anfíbios também colocam em perigo toda a vida na Terra, incluindo os seres humanos. Se não podemos corrigir a crise da extinção dos anfíbios, então o que isso significa para o futuro da humanidade?

Salvar o mundo dos anfíbios é uma parte crucial do enigma para garantir a nossa própria existência. Caberá saber se o ser humano agirá antes que seja tarde demais para todos nós.

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Anarquia e ordem

Abaixo, mais uma carta enviada por alguém a Charles Manson, e a resposta que foi enviada por Manson. O assunto é “Anarquia e Ordem”.

mansonatwa1 filtered Anarquia e ordem

A carta enviada:

“Sr. Manson,

Saudações. Meu nome é (nome suprimido) e eu publico uma revista anarquista chamada (nome suprimido). Gostaria de entrevistá-lo para uma próxima edição da revista. Nós poderíamos fazê-la através do correio mesmo, ou eu poderia vir para você. Se você estiver interessado, entre em contato comigo. Espero ouvir de você em breve.

(Assinatura do autor da carta)”

 

A resposta de Charles Manson:

“Os anarquistas não ajudam a ordem. A maioria dos anarquistas são pessoas que não se encaixam. Eu sou um deles que não se encaixa, e gostaria de ter a liberdade para poder ser um anarquista. Mas com certeza não ajudaria ATWA. Somente os conscientes e adaptados podem sobreviver, mas isso não é bom para as árvores, para a vida selvagem e vida em geral. Nós precisamos ter ORDEM se queremos que a Terra sobreviva, essa é uma maneira de olhar isso. E a Terra vai sobreviver, de qualquer maneira. Em qualquer caso, cada um de nós vê as coisas como é melhor para o nosso próprio centro. O meu centro é ATWA.

-Manson”

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Assassinando nossos ancestrais – as árvores

arvores atwa Assassinando nossos ancestrais – as árvores

Quando criança, crescendo numa estação de controle do Serviço Florestal no alto das montanhas do estado de Oregon, acreditava que a tribo de árvores que nos cercavam eram vizinhos silenciosos que sustentavam o céu acima de nossas cabanas rústicas para nos proteger. Porque as árvores eram mais altas e mais velhas que as pessoas e porque todos nós — das cobras e esquilos às pessoas — éramos obviamente relacionados, presumi que as árvores eram nossas ancestrais. Elas estavam aqui antes de nós. Nós éramos seus filhos.

Os gigantescos pinheiros, apesar de sua profunda imobilidade, freqüentemente faziam barulho durante a noite, murmúrios e assobios suaves, que atravessavam as paredes da cabana feitas com seus parentes. No início, memorizei a floresta com as mãos, engatinhando em cima das agulhas dos pinheiros. Como uma cega lendo Braille, meus dedos gorduchos tateavam a casca das árvores, procurando a seiva endurecida. Eu mastigava a cheirosa goma, mais saborosa que qualquer insípida comida para bebê. O sabor da seiva de pinheiro despertou meu nariz e meu cérebro; eu franzia o rosto de alegria, o que me valeu o apelido de “roedora”.

Crianças pequenas não têm que ser humanas na floresta. Os adultos nos chamavam por nomes de animais ou vegetais, tais como “gambá” ou “cabeça-de-abóbora”. E as árvores não precisavam ser inanimadas ou lenha morta. Quarenta anos atrás, quando nasci naquela floresta do noroeste do Pacífico, as velhas árvores ainda eram abundantes. Quarenta anos atrás, meus ancestrais ainda velavam sobre mim, sobre todos nós.

Agosto passado, viajando de carro de Los Angeles para minha casa em Seattle, passei novamente através daquelas florestas. Durante as quatro horas de viagem entre o norte da Califórnia e Eugene, no Oregon, contamos 50 caminhões de transporte de madeira — aproximadamente um caminhão a cada quatro minutos. Muitos deles carregavam apenas uma ou duas árvores enormes. Não sei quando comecei a chorar. Talvez tenha sido quando ligamos para nosso amigo em sua cabana no rio Snake e ele nos disse que, todos os dias, do nascer ao pôr-do-sol, um caminhão de madeira passava a cada cinco minutos. “É como um cortejo fúnebre saindo da floresta”, disse meu amigo Joe.

À medida que dirigia através daquelas montanhas outrora luxuriantes, meus dedos ficavam brancos de raiva de tanto apertar a direção cada vez que um caminhão passava. Fiquei pensando nos lenhadores. Eles também haviam crescido na floresta, suas pequenas mãos também haviam aprendido que a casca das árvores é um tipo de pele. Nas famílias de lenhadores, há um amor simbiótico pelas árvores. Então, qual o motivo desta desesperada derrubada de seus próprios ancestrais?

Nossos ancestrais pagãos acreditavam que as árvores eram mais importantes que as pessoas, porque a floresta sobrevivia e contribuía por muitos anos para mais que uma vida humana. Cortar um carvalho sagrado significava a mais severa punição: o ofensor era aberto pelo umbigo, seus intestinos enrolados em volta do toco da árvore para que árvore e homem morressem juntos. Naquela época, reconhecíamos que nosso destino estava diretamente ligado à terra; as árvores eram sagradas.

Neste inverno, faz dois anos que meu avô morreu. Um fazendeiro das épocas difíceis e antigo xerife, vovô era superespecial para o bando de netos que se reunia na fazenda quase todos os verões. Falando em um dialeto que precisaria de tradução hoje, reclamava dos patifes e salafrários que precisava prender por crimes que iam desde contrabando até homicídio. Uma de minhas memórias mais antigas é estar jogando damas com um patife não muito perigoso na cadeia de vovô. Uma outra é de sacudir na sua caminhonete enquanto ele fazia campanha para reeleição, tocando a buzina e gritando em frente de cada bar clandestino: “Vou fechar vocês; vou fechar mais rápido que Jesus chegando!” Também lembro de vovô chorando por causa da morte de seu velho cão de caça. “É porque ele nunca mais vai andar do meu lado”, vovô explicou. Alguém lhe deu um filhote, mas vovô ficou ofendido. “Você não pode substituir um pelo outro. Aquele cão, ele cuidava de mim. Agora, desse filhote, eu tenho que cuidar.”

A primeira vez que vi toda minha família chorar junta foi no enterro de vovô. Sem nenhuma vergonha, mais ou menos trinta pessoas choravam numa pequena igreja da roça — era uma dor diferente do desespero que eu havia presenciado na morte de uma criança ou de um adulto mais jovem. No enterro do meu avô, todos, sem distinção de idade, choramos como crianças abandonadas. Quem contaria histórias do nosso povo? Quem nos daria a sabedoria de um velho sobrevivente? Nosso avô, esse muito amado ancião, não estava mais entre nós.

Quando voltei para casa, alguém me perguntou: “Quantos anos ele tinha?” Quando eu disse que oitenta e seis, a pessoa ficou visivelmente aliviada. Ela até encolheu os ombros: “Ah, bom.” Fiquei imaginando se ele ia sugerir que eu arranjasse um novo cão de caça. Numa sociedade pré-industrial ou agrária, a morte de um idoso era causa de grande tristeza e homenagem. Em nossa arrogância moderna, equacionamos valor com juventude.

Se meu avô fosse um daqueles velhos pinheiros, Douglas, que vi sendo retirados da floresta, será que ele seria realmente igualado a uma pequena árvore? Velhas árvores, como as pessoas, sobrevivem à luta na competição por luz ou por glória; elas devolvem às gerações mais oxigênio, mais histórias; são altas e enxergam longe o suficiente para ver o futuro, porque estão firmemente enraizadas no passado. Velhas árvores e pessoas oferecem nutrição; as mudas plantadas para substituí-las necessitam de nutrição. Recentemente, uma índia da tribo dos Nez Perce do Oregon me contou que, na tradição do seu povo, houve um tempo em que as árvores antigas eram tumbas vivas para as pessoas. Após a morte de um ancião da tribo, uma árvore era escavada o suficiente para conter o corpo em posição fetal. A casca, então, era colocada novamente para crescer sobre os ossos como um enxerto de pele. “As árvores antigas mantiveram nossos idosos durante milhares de anos”, ela disse suavemente. “Se você corta essas árvores, você perde seus próprios antepassados, todos os que vieram antes de você. Uma solidão insuportável.” Sem antepassados, nossa tribo logo estará perdida. Vamos esquecer quem somos e vagar como crianças perdidas, todos nós.

Sempre vou sentir falta de meu avô. Sempre terei saudades dos meus ancestrais, meu Povo de Pé: cuidaram de mim e até emprestaram sua pele para meu berço. Em um nível espiritual, nossas entranhas ainda estão enroladas em volta das árvores, como um cordão umbilical. Cada vez que uma grande árvore é cortada, nossa espécie também morre — solitária e sentindo falta daquilo que não reconhecemos como nós mesmos.

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Helter Skelter

“Helter Skelter significa simplesmente confusão. Se vocês não vêem confusão no mundo hoje, então eu acho que vocês não sabem o que é confusão.”

- Charles Manson

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