header image

Arquivos para abril, 2010

Extinção em massa a caminho

atwa extincaohumana Extinção em massa a caminho

Biólogos estão convencidos de que uma extinção em massa de plantas e animais está em curso, e que o fenômeno representará uma grande ameaça para o ser humano no próximo século. Ironicamente, a maioria das pessoas comuns é apenas vagamente consciente sobre o problema.

O rápido desaparecimento de espécies foi classificado como uma das preocupações ambientais mais graves do planeta, superando a poluição, o aquecimento global e a diminuição da camada de ozônio, de acordo com o levantamento de 400 cientistas comissionados pelo Museu da História Natural de Nova Iorque.

A recente pesquisa foi divulgada em conjunto com um estudo inovador da diversidade de plantas, que concluiu que pelo menos uma em cada oito espécies de plantas conhecidas está sob ameaça de extinção. Embora os cientistas estejam ainda divididos sobre os números específicos, todos acreditam que a taxa de perda é maior agora do que em qualquer outro momento na história.

“A velocidade com que espécies estão sendo perdidas é muito mais rápida do que qualquer outro período que já vimos no passado – incluindo as extinções relacionadas a colisões de meteoros”, disse Daniel Simberloff, ecologista da Universidade de Tennessee e renomado especialista em diversidade biológica. [Nota: a última extinção em massa foi a dos dinossauros, causada pela colisão de um meteorito há 65 milhões de anos].

A maioria dos cientistas, aparentemente, concorda com essa afirmação. Sete em cada dez dos biólogos entrevistados para o estudo disseram acreditar que uma extinção em massa “está em andamento”, e um número igual previu que até um quinto de todas as espécies vivas poderiam desaparecer em 30 anos. Quase todas as perdas são atribuídas à atividade humana, especialmente a destruição de habitats de plantas e animais.

Entre os não-cientistas, entretanto, o assunto parece ter feito relativamente pouca impressão. 60% dos leigos entrevistados disseram ter pouca ou nenhuma familiaridade com o conceito de diversidade biológica, e apenas metade classificou a perda de espécies como uma “ameaça importante”.

Para ler a matéria original, clique aqui

 Extinção em massa a caminho

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson: “A verdade é somente o que você quer e precisa…”

atwa passarinho Charles Manson: A verdade é somente o que você quer e precisa...

“Nas janelas do corredor da morte, um pássaro veio até mim, e eu dei a ele uma semente.

A mãe dele disse: ‘Vem, vamos procurar comida.’ E ele respondeu: ‘Mãe, eu já tenho comida.’

A mãe dele disse: ‘Você não pode contar com isso para sempre.’ Mas ele veio todos os dias, e comeu, e cantou, e ele se sentia bem.

A mãe dele morreu, e com isso ele deixou de fazer como a mãe dele fazia.

O passarinho bebê cresceu, colocou ovos, e voltou para mim com os seus bebês. Eu alimentei todos eles, e eles todos cantavam e se tornaram passarinhos gordos dos arredores da prisão. Um monte de pássaros, alimentados pela prisão há mais de 100 anos.

Então um dia, a sentença de morte foi anulada, os homens deixaram o corredor da morte e as celas ficaram vazias. Os pássaros sentavam nas janelas, sem saber o que fazer. Os condenados sentavam em outros lugares, e olhavam os milhares de pássaros morrerem. Era de partir o coração ver os amigos desamparados com fome.

Eu fiquei comovido, e um pardal veio e fez um ninho. Uma carriça veio e quebrou os seus ovos, e eu vi essa carriça, e vi como ela não cantava, ela apenas foi e quebrou os ovos do passarinho. Eu coloquei as minhas mãos e protegi o pardal.

Aí eu tive um sonho, uma coisa que parecia ser um deus veio até mim com uma cabeça de uma carriça, e disse: ‘Fique longe dos nossos ovos! Nós sabemos o que estamos fazendo, você não é necessário.’ Ele explicou que os passarinhos colocam muitos mais ovos do que as carriças são capazes de armar ninhos, e que se as carriças não quebrassem os ovos, os céus e a luz do sol estariam encobertos, e ele me mostrou milhões de passarinhos que estavam comendo tudo o que viam, e as folhas e as árvores estavam morrendo. Tudo estava sendo comido e destruído. Eu me senti um idiota. Havia tanta coisa que eu não compreendia. Eu não queria fazer a vida selvagem ser mais difícil. Eles já têm uma vida complicada naturalmente.

Quando as sentenças de morte foram anuladas paras as crianças da década de 1960, as pessoas não viam ou entendiam. As pessoas do poder queriam explodir o mundo, mas as pessoas esquecem-se das coisas porque elas estão sempre mentindo para as crianças e as criando em novos jogos de mentira pelo dinheiro. Homens dos ovos vêem o mundo todo ir e vir de novo.

Um passarinho bebê estava sendo empurrado e maltratado, e ele caiu do muro e outros pássaros vieram atrás dele. Eu coloquei as minhas mãos para protegê-lo. A carriça olhou para mim e disse: ‘Saia do meu caminho.’ Eu disse: ‘Eu não vou deixar você machucar esse passarinho.’ Eu desafiei ele, e ele saiu voando, e eu afastei ele. O passarinho bebê fugiu, e o outro ficou irritado comigo.

Então eu vi que ele tinha uma nova parceira, e eles tinham um ninho com os outros pássaros que voavam com a carriça má. Ele disse: ‘Você vê, você nos enfraqueceu e nos dividiu, e nos causou problemas com o seu jeito estúpido. O seu jeito não é voar, você não tem asas, e o seu cérebro é muito lento.’

Eu tentei me defender, e eu tinha outros amigos, como aranhas, formigas, percevejos, libélulas, corvos, falcões, etc, mas todos me diziam que ele estava certo, e que eu não tinha o direito de me colocar sobre o que ele estava fazendo. Tratava-se da sobrevivência dele, e eu não sabia nada sobre as coisas da carriça.

Eu tinha um rato que eu roubei de umas pessoas que queriam destruí-lo. Eu o peguei, e escondi-o em um lugar em que ninguém poderia encontrá-lo. Mas a carriça o encontrou, e a gaivota o encontrou, comeram ele e foram embora, rindo de mim e me chamando de estúpido.

Na minha janela eu tinha uma aranha, e nós nos dávamos bem. A gaivota veio ontem, comeu a aranha, e sentou na janela olhando para mim.

Como é que nós sabemos quando e como fazer algo? Nós achamos que nós sabemos, mas não importa o que nós pensamos, não é assim. Eu escrevo isso para dizer para você: eu vejo que a verdade é somente o que você quer e precisa.

-Charles Manson”

 Charles Manson: A verdade é somente o que você quer e precisa...

© 2010 ATWA Brasil


Mais sobre a farsa do Acordo de Copenhague (COP-15)

atwa cop15 Mais sobre a farsa do Acordo de Copenhague (COP 15)

Um grupo de pesquisadores da Alemanha acaba de pôr em números algo que todo mundo já sabia: o Acordo de Copenhague (COP-15) é incapaz de manter o aquecimento global em 2ºC, seu objetivo declarado. Na verdade, argumentam os cientistas, seguir o acordo pode produzir o efeito inverso: fazer as emissões globais subirem e, com elas, os termômetros.

A conta foi feita por Joeri Rogelj e Malte Meinshausen, do Instituto de Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam, e publicada na edição de hoje do periódico “Nature”. Os cientistas se basearam nas promessas de corte de emissões feitas até o último dia 13 de abril pelos 76 países que aderiram ao acordo produzido na cúpula do clima de dezembro passado (COP-15).

A conferência na Dinamarca terminou sem um acordo global e legalmente vinculante de corte de emissões de gases-estufa para o período 2013-2020. Produziu um documento frouxo, sem metas de longo prazo, no qual os países anotariam seus compromissos voluntários de redução para 2020. “Como não sabíamos que propostas os países inscreveriam, não tínhamos como saber qual seria o nível real de ambição do Acordo de Copenhague”, disse Meinshausen. “Sabemos agora, e ele calha de ser inadequado para cumprir a meta de 2ºC”.

Os alemães inseriram os valores mínimos e máximos das propostas num modelo computacional de resposta do clima a emissões de origem humana. A conclusão é que, se o acordo for seguido, o mundo chegará a 2020 com emissões anuais de 47,9 bilhões a 53,6 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (a soma das emissões de todos os gases-estufa “convertidas” em CO2). No entanto, para ter uma chance igual ou maior do que 50% de manter o aquecimento num máximo de 2ºC – nível considerado seguro – as emissões anuais máximas teriam de ser de 44 bilhões de toneladas.

A trajetória insustentável do acordo se coloca por duas razões. Primeiro, o voluntarismo do texto faz os países inscreverem como metas aquilo que demanda o menor esforço. Japão e Noruega são os únicos países considerados “ricos” que apresentaram propostas nos valores recomendados pelo IPCC (painel do clima da ONU), de corte de 25% a 40% no CO2 em relação aos níveis de emissão de 1990.

Depois, por sua natureza jurídica frouxa, o acordo não proíbe o uso de créditos de carbono em excesso gerados pelo Protocolo de Kyoto. Meinshausen estima que haja 12 bilhões de toneladas de gás carbônico em créditos “ocos”, ou seja, que não corresponderam a um esforço de redução de emissões – é apenas um truque contábil de Kyoto para facilitar o cumprimento das metas.

O modelo dos alemães estima que esses “buracos” no acordo dão uma chance maior do que 50% de que o aquecimento ultrapasse os 3ºC em 2100. “Emitir 48 bilhões de toneladas de CO2 equivalente em 2020 é o mesmo que correr na direção de um penhasco e torcer para parar na beirinha”, diz Meinshausen.

Abaixo, um artigo da ATWA Brasil sobre o lado obscuro da “Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2009”:

Piada em Copenhague: O “texto dinamarquês”

E também, os cinco comunicados enviados pela ATWA International para os líderes mundiais durante os encontros em Copenhague:

Comunicado da ATWA Brasil ao COP-15

2º Comunicado de ATWA ao COP-15

3º Comunicado de ATWA ao COP-15

4º Comunicado de ATWA ao COP-15

5º Comunicado de ATWA ao COP-15

 Mais sobre a farsa do Acordo de Copenhague (COP 15)

© 2010 ATWA Brasil


Atualização sobre Charles Manson (23/04/2010)

manson 2010 2 Atualização sobre Charles Manson (23/04/2010)

Mais uma nova foto exclusiva de Charles Manson, feita em abril de 2010.

Ele aparece aqui acompanhado de uma amiga.

 Atualização sobre Charles Manson (23/04/2010)

© 2010 ATWA Brasil


ATWA Brasil – "Respeite ATWA"

Abaixo, uma nova produção da ATWA Brasil – “Respeite ATWA”.

Um vídeo sobre a força incontrolável e beleza marcante de ATWA – e um alerta de Charles Manson. O vídeo conta com legendas em português.

 ATWA Brasil   "Respeite ATWA"

© 2010 ATWA Brasil


Eyjafjallajokull: A beleza de ATWA

atwa vulcao Eyjafjallajokull: A beleza de ATWA

A recente erupção do vulcão Eyjafjallajökull na Islândia representa a força incontrolável e a beleza marcante de ATWA. Um símbolo do poder do nosso planeta, e da relativa insignificância do homem e das suas obras. Trata-se de uma lição para aqueles que vêem e compreendem.

Um pouco sobre o Eyjafjallajökull

Eyjafjallajökull é uma das geleiras de menor dimensão da Islândia. Situa-se ao norte de Skógar e a oeste da geleira de Mýrdalsjökull – essa última, muito maior.

A bacia da geleira cobre um vulcão (de 1666 m de altura) cuja atividade eruptiva começou a ser mais frequente a partir da última idade do gelo. Houve três grandes erupções precedentes em tempos históricos: em 920, 1612 e 1821-1823 A penúltima erupção (1821-23) provocou um jökulhlaup (literalmente, uma “corrida glacial”) fatal. A cratera do vulcão tem um diâmetro de 3 a 4 km. A geleira estende-se por cerca de 107 km².

O limite sul da montanha fez, no passado, parte da costa atlântica. Com a regressão marítima, formaram-se penhascos inclinados que originam hoje em dia um conjunto impressionante de quedas de água, sendo a mais conhecida a de Skógafoss. Quando há ventos fortes, a água das cascatas menores é levada pela montanha acima pelo ar, um fenômeno interessante.

O vulcão entrou em erupção novamente em 21 de março de 2010, e ampliou sua atividade notavelmente no dia 14 de abril. Foi esse evento que colocou Eyjafjallajökull sob os holofotes recentemente, mas de uma maneira curiosamente insensível.

A beleza de ATWA ofuscada pela ignorância

É triste ler nos jornais e assistir na televisão que a referência mais comum à recente erupção do Eyjafjallajökull lida com os “transtornos” causados ao homem – especialmente com relação ao espaço aéreo e, ironicamente, às pessoas com problemas respiratórios na Europa. Esse último, irônico porque a indústria, criação do homem, é responsável por boa parte desses problemas.

Até mesmo as imagens mais lindas e impressionantes parecem servir apenas ao propósito de validar o tamanho do “problema”. O acontecimento não é apreciado, e a força da natureza é pouco discutida. Isso marca muito. É um modo de pensar e agir que corresponde aos danos que estão sendo causados a tudo o que é vivo todos os dias, a todo o momento. É uma ignorância que ameaça os seres humanos.

Dinheiro nenhum vai salvar-nos da confusão – Helter Skelter – que está sendo arquitetada por nós mesmos. Enquanto ATWA exibe seus alertas, cada vez mais freqüentes, os homens parecem continuar a agir como zumbis, pedaços de carne sem vida e sem inteligência, a caminho do apocalipse. Os alertas são claros, e precisam ser ouvidos. A harmonia do todo da vida é a vontade de Deus, o único caminho para a sobrevivência.

Abaixo, imagens da força incontrolável e beleza marcante de ATWA:

 Eyjafjallajokull: A beleza de ATWA

© 2010 ATWA Brasil


A conexão entre alimentação e violência

atwa pitagoras A conexão entre alimentação e violência

“Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.”
-Pitágoras de Samos (570 – 497 a.C.)

Há mais de 2500 anos, uns poucos entre muitos tinham a sabedoria inata sobre as regras da natureza – as leis de ATWA, da harmonia e da sobrevivência do todo da vida nesse planeta. Para todos os homens, trata-se de uma lógica simples: comer animais é ter cumplicidade em um assassinato de um ser vivo desconhecido e inocente. Mas é necessário ser mais do que um ser humano comum para compreender, aceitar e agir de acordo com a resposta moral para essa lógica. Afinal, como é que o homem reclama de violência nas cidades quando ele pratica assassinatos todos os dias ao comprar e consumir vidas perdidas? Existe uma linha de sabedoria inata que separa aqueles que entendem esse fenômeno daqueles que lêem em argumentos como esse simplesmente um caso de “loucura”.

O homem se alimenta com violência todos os dias. Alguns praticam os crimes eles mesmos, mas a maioria depende de assassinos contratados para que os animais cheguem às casas com aspecto purificado, com pouca semelhança ao momento em que deixaram de viver. E as pessoas se alimentam com a morte dos outros, e dizem não compreender a sempre presente violência pelas ruas. Tirar a vida de um ser humano é tão imoral quanto tirar a vida de uma vaca, um porco ou uma galinha. Os gritos de “socorro” do homem, quem sabe, nos afeta mais do que os uivos dos animais, mas isso é somente uma questão de compreensão dos sons. Ambos gritam pela vida, com vontade de viver. Sendo assim, não é somente criminoso o homem que pratica tal crime, mas também burro, ingênuo, impróprio e impuro. Há mais de 2500 anos, os sábios eram os sábios e os ordinários eram ordinários.

O argumento de Pitágoras em favor da dieta sem animais tem três “pontas” (como um triângulo):
- Veneração religiosa
- Saúde física
- Responsabilidade ecológica

Essas razões continuam a ser citadas até hoje. Enquanto sempre houve vegetarianos na população mundial, muitos escolheram esse caminho mais por necessidade do que por preferência. O mundo medieval considerava vegetais e cereais como comida para animais. A carne era símbolo de status da classe alta: quanto mais alguém comia carne, mais elevada era a sua posição na sociedade – de forma que somente a pobreza compelia as pessoas à substituição de carnes por vegetais.

Vegetarianismo é com frequência ligado a religião, e segundo alguns argumentos, a força dessa relação parece se vincular diretamente à longevidade de cada credo religioso. O relativamente jovem Islam (1300 anos), por exemplo, não tem cultura vegetariana forte. Os budistas, por outro lado, seguindo os princípios de não-violência, têm praticado vegetarianismo por 2500 anos. O Hinduísmo possui princípios vegetarianos que datam de 5000 anos. Judeus citam uma passagem bíblica como prescrição da dieta original:

“E Deus disse, Eu vos dei cada semente de erva, que estão por toda a terra, cada árvore, nas quais estão os frutos de semente; para vocês elas servirão de comer” (Gênesis 1:29).

Evitar o consumo de carne e jamais comer porco ou mariscos era uma provação (símbolo de pesar e tristeza), voltada também para a restrição dos desejos e prazeres do corpo. O Cristianismo primitivo, com suas raízes na tradição judaica e no paganismo europeu, via o vegetarianismo de maneira similar – um jejum modificado para purificar o corpo: evitar a carne é uma forma de reforçar a disciplina e a força de vontade necessária para resistir às tentações. Isso tornou as restrições dietéticas muito comuns no comportamento cristão da época. E essa crença foi passada adiante, ao longo dos anos, de uma forma ou de outra – por exemplo, a proibição de carne (exceto peixe) da Igreja Católica Romana nas sextas durante a Quaresma.

Enfim, parece existir uma clara conexão entre a sabedoria do homem, o avanço espiritual de acordo com a sobrevivência, e o verdadeiro combate à violência. É necessário ter uma inteligência inata para compreender a importância do respeito ao todo da vida, e somente esse respeito pode afastar a violência do homem. O homem que se alimenta com violência não é capaz de escapar de ser violento, porque ele conscientemente aceitou esse papel. Acontece que a maioria das pessoas não é capaz de enxergar isso – elas roubam vidas, e reclamam da insegurança das cidades. Um paradoxo da ignorância, quem sabe.

Para ATWA, todas as vidas são uma única vida. Ar, árvores, água, animais – o sistema de suporte de vida do nosso planeta. O homem deve respeitar essa lei simples, resgatar e pagar pelos crimes cometidos contra a vida, e esse é o verdadeiro caminho para a salvação. A crença para chegar a esse ponto não interessa – o importante é compreender que o respeito à vida é algo sagrado, além do mundo material que nos cerca. Se não for feito em paz, será feito com violência e ódio, e que não exista dúvidas disso. Os soldados da vida estão ansiosos.

Mas enquanto isso, uma imagem de bronze de Pitágoras tem vista para o porto antigo de sua aldeia homônima, Pitágoras, na ilha grega de Samos. Mais de 2500 anos se passaram desde que ele se sentou sobre estas margens, e questionou o significado da vida. Ironicamente, é quase impossível encontrar uma refeição vegetariana em qualquer um dos restaurantes que circundam o cais do porto hoje. Pitágoras ainda seria gratificado de saber como amplamente sua doutrina vegetariana se espalhou, mas talvez um pouco decepcionado que é pelo seu teorema matemático que ele é mais lembrado.

Um homem sábio, em meio ao caos dos ignorantes, e um esboço da conexão entre a alimentação e a violência.

Para ler a matéria original, clique aqui

 A conexão entre alimentação e violência

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson: “Você é seu próprio…”

manson corvo Charles Manson: Você é seu próprio...

Essa é uma mensagem de Charles Manson para você. Imagine-se com o grupo sob a sombra de uma árvore enquanto ele fala:

“A vida e as pessoas estão distantes – pessoas de honra estão mortas enquanto as mentiras, os atores, os palhaços e os falsos se chamam disso, e andam por aí mortos e sem alma e criam os seus filhos para ser como eles são.

Dois lados: dentro e fora. Duas rodas, o Exército Americano, o Exército Alemão. Eu estava com a verdade dentro e ao redor deles dois em uma única roda, em três pontos, três rodas = uma.

O que é estar dentro ou fora foi definido nos padrões de pensamento dos cérebros pelo puro descontentamento dos cérebros de pessoas que, nas suas vontades de fugir delas mesmas, fogem também de onde elas estão. Correm para escapar em livros, televisão, filmes, dinheiro, sempre pensando que existe um outro lugar.

Eu assisti a tudo isso a minha vida inteira – homens que são incapazes de se compreender, e estar trancado em uma cela sozinho é um inferno para as mentes deles. As mentes deles são programadas tão fortemente pelos descontentamentos das suas mães que eles têm que continuar fugindo.

Aqui é todos os lugares na palavra inglesa de Manson, que é verdadeira no agora, de 1934 e da Primeira Guerra Mundial – de Charles Maddox de Kentucky, e Nancy Maddox, rainha do rei James.

Você só encontra Deus dentro do seu próprio espaço e amor. E se você não pode estar em paz dentro de si mesmo, nenhuma quantidade de dinheiro ou qualquer coisa vai fazer funcionar. O colapso final está dentro de você, e isso é do lado de fora. Você é seu próprio, e o seu próprio fora.

Paz e amor e Deus é agora, para sempre, sempre e nada.

-Charles Mac Manson”

 Charles Manson: Você é seu próprio...

© 2010 ATWA Brasil


A luta contra Belo Monte continua

atwa belomonte A luta contra Belo Monte continua

Essa semana, a Comissão Especial de Licitação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu o projeto de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (PA). Com isso, todas as etapas do projeto, inclusive o leilão, marcado anteriormente para a próxima terça-feira, dia 20, estão suspensas. Trata-se de uma pequena vitória para aqueles que respeitam a vida, mas as mentes do dinheiro certamente não desistiram e voltarão a atacar.

Em teoria, a usina de Belo Monte forneceria cerca de 6% da eletricidade total do país até 2014, mesmo ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol e apenas dois anos antes do Rio de Janeiro receber as Olimpíadas de 2016. Considerando o histórico problemático do país com relação ao fornecimento de energia, é fácil de compreender o desespero em ter o projeto de Belo Monte aprovado e em andamento. Acontece que essa motivação passou por cima dos direitos da vida em dois sentidos: 1) a falta de planejamento sobre os danos ao meio ambiente em desviar a naturalidade do fluxo da vida; 2) os direitos dos povos nativos daquele local.

Segundo o ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Mércio Gomes, a instalação de uma barragem antes da Volta Grande do Rio Xingu diminuirá o fluxo de água durante períodos de seca. Segundo Gomes, a diminuição da vazão do rio impedirá o tráfego fluvial, a proliferação de algas, reduzindo a reprodução de peixes utilizados como alimento ou para a venda, e ainda pode provocar o aumento de doenças causadas por insetos, como a malária, devido à formação de grandes poças d’água. “Com a intervenção, não vai ter um fluxo de água permanente do tamanho da largura do rio, que em várias partes chega a um quilômetro. Então, se só tivermos um filete de água, cobrindo apenas 50 metros [da largura do rio], teremos 900 metros de terra encharcada para os mosquitos crescerem. Ou seja, vai mudar a ecologia de toda aquela região”, destaca o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF). Isso se refere ao problema número um, mas a questão não pára nisso.

O projeto afetará “profundamente” as 15 etnias indígenas que vivem às margens do Rio Xingu, além de ribeirinhos. Gomes avalia que o projeto não foi negociado com os índios, que ainda não sabem exatamente quais serão os impactos da obra e como podem ser compensados. Até o momento foram constatadas 13 violações graves dos direitos humanos no processo da usina. Entre as violações está a do direito constitucional de consulta prévia, tendo em vista que os 24 grupos étnicos da Bacia do Xingu não foram ouvidos durante o licenciamento. Esse direito é conhecido como oitivas indígenas, e garantido por legislação brasileira e pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil em 2002.

Por sua vez, o atropelamento dos direitos dos índios representa também a negação da lei. A lei existe para manter a ordem. Se uma lei é quebrada por aqueles que instauraram tal lei, então isso abre o jogo para que todos nós brasileiros quebremos todas as leis, qualquer lei que seja imposta. É bom que isso fique claro: enquanto as pessoas assistem a tudo isso da distância das suas televisões, as próprias leis que garantem essa segurança em seus lares estão sendo destruídas. Nenhuma ação ocorre sem provocar uma reação. Em outras palavras, a distância física entre os seus lares e o crime que está para acontecer no Rio Xingu não lhes faz menos brasileiros e menos responsáveis. São as suas leis em jogo.

 A luta contra Belo Monte continua

© 2010 ATWA Brasil


Karma e o “desastre” no Rio de Janeiro

atwa riodejaneiro Karma e o “desastre” no Rio de Janeiro

Ninguém gosta de morte. Não se trata de algo que, na maioria dos casos, é comemorado. Acontece que é comum em casos de mortes coletivas, como em um acidente aéreo ou no recente deslizamento de terras e inundações no Rio de Janeiro, classificar o acontecimento como “desastre” ou “fatalidade” e livrar a situação de uma relação de causa e efeito. Nessa vontade de proteger e inocentar vítimas, e de criar um círculo de emoção entre o público geral, nem sempre honesto por parte da mídia, que se preocupa somente em audiência para a venda de comerciais, a causa dos acontecimentos permanece esquecida. Mas ironicamente, é precisamente o erro de não avaliar a causa que garante a repetição do evento no futuro. Choros e lágrimas não desativam a lei da causa e efeito. Emoções de lado, é hora de cada um se responsabilizar pela sua parcela de culpa pelo que aconteceu na última semana no estado do Rio de Janeiro.

A maioria das pessoas que morreram como resultado dos deslizamentos no Rio de Janeiro eram pessoas simples. Algumas trabalhadoras, outras não, como em qualquer outro lugar. Da mesma forma, pode-se dizer que algumas sabiam, e outras não, sobre a questão de ATWA – o sistema de suporte de vida na Terra, a guerra contra a poluição, a proteção do ar, das árvores, da água e dos animais. Mudança climática, aquecimento global, desmatamento, extinção, poluição, etc. De qualquer maneira, muita gente morreu sem saber porque morreu. Muitas vidas foram perdidas sem nem sequer ter noção sobre a lei de causa e efeito que desencadeou nos deslizamentos e nas inundações. Seria isso inocência? Difícil julgar o morto, mas a realidade permanece.

Pode ser que os mortos não sabiam disso, e pelo que parece, o foco da mídia continua a ser o sensacionalismo, a contagem de corpos e as imagens da destruição, mas a história que aconteceu é resultado de uma lei de causa e efeito muito simples: o desvio de um córrego artificial que tem causado a erosão gradual da encosta que aquelas pessoas vivem. Simples assim. Essa foi a causa do deslizamento e das inundações, e não as chuvas torrenciais.

Sim, as autoridades do estado do Rio de Janeiro se esconderam atrás de comunicar “as piores chuvas nas últimas quatro décadas”. Isso é normal – é o caminho mais simples, menos racional, mas mais prático. Mas sinceramente, as chuvas então são o problema? Ou as obras dos homens, das ações dos homens, a ignorância do homem? “Desastre natural” é o termo que eles gostam de usar. De “natural” na história, só mesmo o homem, a chuva, e a terra. O resto, é invenção humana – e o que desabou, foi a invenção humana, como resultado de erros humanos. Culpar a chuva é o mesmo que culpar a bala de um revolver quando alguém é assassinado a tiros – e isso, também, acontece muito no Rio de Janeiro.

As chuvas foram mesmo violentas – quanto a isso, não há discussão. Alguns acadêmicos do campo da oceanografia classificaram o ocorrido como resultado de “mudanças climáticas globais que têm efeitos locais”. Em outras palavras, as chuvas fortes do Rio de Janeiro como conseqüência da ação global do homem – aquelas pessoas que morreram, mortas pela ação do coletivo dos homens que habitam esse planeta. Essas alterações climáticas incluem, entre outras coisas, o aumento da atividade desde o final de 2009 do fenômeno do El Niño, caracterizado por um aumento anormal da temperatura das águas superficiais dos oceanos. “No Rio de Janeiro, estamos sofrendo um fenômeno climático com uma causa global. A temperatura mais elevada do mar leva a uma maior evaporação da água, que por sua vez, produz mais chuva”, explica o oceanógrafo David Zee, professor da Universidade Gama Filho e UERJ. Sendo assim, o que aconteceu é muito mais do que uma “fatalidade” ou “desastre”. Classificar assim é, no mínimo, ingênuo. Pior do que isso: garante a possibilidade de acontecer novamente.

Como se pode ver, existe uma pluralidade de ações humanas que desencadearam os eventos da semana passada. Contribuindo para o problema está a degradação ambiental causada pelo crescimento populacional da cidade. O cimento é agora muito mais difundido do que a cobertura florestal original, que ajudaria a reter água nas colinas e montanhas. Agora, a água simplesmente flui através disso tudo, indo de encontro às moradias e em direção á cidade lá embaixo. Deficiências crônicas nos sistemas de drenagem da cidade e o acúmulo de lixo tão comum nas encostas, obviamente, não fazem nada para ajudar a situação.

O desvio do córrego na área de Guararapes, que costumava correr e providenciar todas as necessidades de água potável das comunidades da região, provocou essa situação que, ironicamente, está sendo somente explicada como ação das “fortes chuvas”. E se existe uma lição importante para se tomar, é ouvir um dos moradores de Guararapes, Waldemar Santana, que perdeu sua casa com o deslizamento: “Não podemos culpar a natureza, porque ela sabe o que está fazendo. Mas podemos culpar os seres humanos”. Não foi o Waldemar quem desviou o córrego. O córrego foi desviado para um desenvolvimento imobiliário privado no pico do morro. Desde então, a água vazando tem sido gradualmente filtrada, colaborando para a erosão do solo. Sendo assim, é fácil entender porque a culpa cái sobre a chuva: alguém vai assumir o karma das 223 vidas que foram perdidas (até o presente momento)?

Falando em karma, essa é uma lei que não falha. Ação e reação; causa e efeito. Não existe matemática para isso. Não existem mentes do dinheiro que consigam fugir disso. Nada acontece que não seja contabilizado. E é um ciclo – um dia um sobe, outro dia ele desce. O homem, o coletivo dos seres humanos, é responsável pelas alterações climáticas que resultou no aumento de chuvas. Alguns homens, individualmente, são responsáveis pela destruição da vegetação nativa do Rio de Janeiro, pelo lixo nas ruas e encostas, pelo desvio de córregos, etc. Esse karma é deles, e eles lidarão com isso – ou alguém levará a realidade a eles antes. A única lei é ATWA!

 Karma e o “desastre” no Rio de Janeiro

© 2010 ATWA Brasil


"The Inner Sanctum" – Novo álbum de Charles Manson

manson innersanctum2 "The Inner Sanctum"   Novo álbum de Charles Manson

É com honra que anunciamos o lançamento de um novo álbum de Charles Manson, o primeiro desde “One Mind”, há cinco anos.

O novo álbum se chama “The Inner Sanctum”, e está disponível em uma versão limitada de 1000 cópias somente. A única versão disponível é em disco vinil de 7 polegadas. São 14 minutos de gravação, três novas músicas, sem cortes.

As faixas são:

1. Air (3:48)
2. Labor Of The Mind (3:15)
3. Just Love Someone (6:59)

O novo disco está a venda, e será enviado para todo o mundo a partir do dia 1º de maio.

Você pode comprá-lo diretamente do distribuidor oficial, clicando aqui.

 "The Inner Sanctum"   Novo álbum de Charles Manson

© 2010 ATWA Brasil


A suástica de ATWA

suastica atwa A suástica de ATWA

Se existe um comentário que é repetido mais vezes que outros entre os interessados (ou não) em ATWA e Charles Manson é a questão da suástica. O poder de expressão desse símbolo é realmente intenso, e não é à toa que ele tem sido usado a milhares de anos por diferentes povos ao redor do planeta. Acontece que muitas pessoas, provavelmente programadas pelos seus professores e livros, filmes e mídia em geral, referenciam a suástica somente ao breve período da cultura alemã durante a Segunda Guerra Mundial. Isso se deve, entre outras coisas, pela quantidade de imagens da guerra em que a suástica aparece – imagens assim não existem da suástica original, aquela de milhares de anos atrás. Existem também outros fatores, é claro, como a demonização de todo um sistema ideológico, a compra e venda da guerra por aqueles que, em teoria, foram vitoriosos, entre outros. De uma forma ou outra, o que nos interessa aqui é contextualizar um pouco mais a suástica de ATWA.

 

Compreendendo o termo “suástica”

O termo “suástica” deriva da língua sânscrita, ou simplesmente sânscrito. A palavra original seria algo como “svastika”. Ela é formada do prefixo “su-“, significando “bom, bem” e “-asti”, uma forma abstrata para representar o verbo “ser”. “Suasti” significa, portanto, “bem-ser”. O sufixo “-ca” designa uma forma diminutiva, portanto “suástica” pode ser literalmente traduzida por: “pequenas coisas associadas ao que traz um bom viver (ser)”.

 

Geometria da suástica

suastica direita ant A suástica de ATWA

Sentido anti-horário

suastica direita hor A suástica de ATWA

Sentido horário

 A suástica é classificada como uma cruz. Geometricamente, ela pode ser definida como um icoságono (polígono de 20 lados) irregular. Os “braços” têm largura variável e são freqüentemente retilíneos (mas isto não é obrigatório).

Existem inúmeras variações da suástica. As variações podem ser de sentido de rotatividade (sentido horário ou anti-horário), de sentido (com o braço superior apontado para a direita ou para a esquerda), invertida ou não, etc. São inúmeras variações porque são inúmeros símbolos – ele se desenvolveu por todo o mundo, mas não paralelamente, com sentidos muitas vezes semelhantes, mas nem sempre idênticos, como veremos a seguir.

Também vale a pena lembrar que não existe tal coisa como “a suástica hindu” ou “a suástica nazista”. Diferentes povos adotaram o símbolo com conotações dos seus momentos, que refletiam sentidos e necessidades das suas épocas. É impraticável reduzir o símbolo da suástica a um único momento na história, porque isso induz que alguma pessoa ou povo alguma vez tomou conta da definição desse símbolo milenar.

As inúmeras variações da suástica não dão á suástica um novo nome, uma nova simbologia. O símbolo é um único símbolo, com suas variações em formatos e sentidos, mas ainda assim, um único símbolo. A suástica é a suástica.

 

Variações de simbolismo

suastica india A suástica de ATWA

Ritual Hindu da Suástica

As variações de simbolismo são infinitas, mas existe um padrão que se repete freqüentemente – uma referência às coisas naturais do planeta Terra e do universo.

Por exemplo, no hinduísmo, a suástica é incorporada em seus dois sentidos, apontada para a direita ou para a esquerda. Quando apontada para a direita, representa a evolução do universo. Para a esquerda, a involução do universo. Por também apontar para todas as quatro direções (norte, leste, sul e oeste), pode significar terra de estabilidade, ou as quatro direções cardeais.

O seu uso como um símbolo do Sol pode ser relatado primeiramente em sua representação do deus hindu Surya – o Deus-Sol. A suástica também é um dos 108 símbolos da divindade hindu Vishnu, e representa os raios do sol, do qual a vida depende.

Para o budismo, a suástica age como uma representação gráfica da eternidade. O símbolo é usado na arte e escritura budista, e representa dharma, ou harmonia universal, e o equilíbrio dos opostos.

Na China antiga, suástica também era usada como um símbolo alternativo do sol. Essa é uma das mais freqüentes referências da suástica às coisas naturais do planeta Terra e do universo. O formato da suástica, com o seu aspecto de rotatividade, freqüentemente se refere ao sol e aos raios solares que possibilitam a vida na Terra.

Na arquitetura greco-romana, a suástica freqüentemente representa o movimento perpétuo, refletindo a concepção de um moinho girando.

Os antigos armênios consideravam o sol como seu deus, e tinham rituais de adoração. Também nesse caso, a suástica aparecia constantemente como uma ilustração do Deus-Sol.

Para os povos germânicos, o símbolo da suástica é associado com Thor, deus do trovão na mitologia germânica, possivelmente representando o seu martelo Mjolnir – simbólico do trovão – e, eventualmente, está conectado à roda do sol da Idade do Bronze.

Para o cristianismo em geral, a suástica é usada como uma versão da cruz cristã, o símbolo da vitória de Cristo sobre a morte. Algumas igrejas cristãs construídas nos estilos românico e gótico são decoradas com suásticas.

Para os judeus, uma suástica incomum, composta das letras hebraicas Aleph e Resh, aparece na obra cabalística do século XVIII chamada “Parashat Eliezer”, pelo rabino Eliezer Fischl de Strizhov. Refere-se explicitamente ao poder do sol, bem como a forma do símbolo mostra um forte simbolismo solar. Nessa tradição, o símbolo se destina a ajudar um místico a contemplar a natureza cíclica e a estrutura do universo.

Enfim, essas são apenas algumas das variações de simbolismo da suástica. Obviamente, não é possível definir um único significado a esse símbolo, e é exatamente isso que permite a suástica ser tão poderosa – ela comunica além das diferenças e definições dos homens. Se existe, porém, um sentido que aparece com maior freqüência, esse é o da conexão entre o homem e as forças da Terra e do universo.

 

O caminho da suástica pelo mundo

suastica viking A suástica de ATWA

Suástica em um barco Viking

A imagem da suástica foi primeiro utilizada ainda na Pré-História. Os primeiros indícios remetem ao Período Neolítico, também chamado de Idade da Pedra Polida, na Eurásia.

As primeiras formas da suástica conservadas são datadas de cerca de 4000 a.C., em antigas inscrições européias, e como parte da escrita encontrada na região do Indo, de cerca de 3000 a.C., a qual as religiões posteriores (hinduísmo e budismo) passaram a usar como um de seus símbolos.

Na Idade Antiga, a suástica foi usada amplamente pelos indo-arianos, hititas, celtas e gregos, dentre outros. Em especial, a suástica era um símbolo sacro do hinduísmo, budismo e jainismo. Ela ocorre em outras culturas asiáticas, européias, africanas e indígenas americanas – eventualmente como símbolo religioso.

A suástica também foi usada por alguns dos povos americanos. Foi encontrada em escavações junto ao rio Mississipi, como no vale do rio Ohio, e era usada por muitas tribos norte-americanas, com destaque pelos Navajos. Também é um símbolo bastante antigo na cultura Kuna, de Kuna Yala, no Panamá. Para eles, a imagem lembra o polvo que criou o mundo: seus tentáculos, voltados para os quatro pontos cardeais, deram origem ao arco-íris, ao sol, à lua e às estrelas.

O símbolo tem uma história bastante antiga também na Europa, aparecendo em artefatos de culturas européias pré-cristãs. O símbolo era usado em moedas do século XIX como referência a uma cunha usada como calço nas janelas das igrejas medievais, e aparece como ornamento em muitos artefatos pré-cristãos, tanto com as pontas viradas para a esquerda como para a direita. Motivos similares, dentro de círculos ou formas arredondadas, foram também interpretados como formas da suástica.

O símbolo nórdico denominado “Cruz do Sol” ou “Roda do Sol”, forma habitualmente interpretada como uma variante da suástica, aparece freqüentemente na arte antiga desse povo europeu. Também foram encontradas formas semelhantes em artefatos alemães antigos, como uma ponta de lança encontrada em Brest-Litovsk, Rússia, ou a pedra de Snoldelev, em Ramsø, Dinamarca.

As religiões neo-pagãs Asatru e Heathenry germânicas a forma da suástica é freqüentemente usada como símbolo religioso.

No começo do século XX, a suástica era amplamente utilizada em muitas partes do mundo, considerada como amuleto de sorte e sucesso.

Enfim, a suástica vive a pelo menos 10 mil anos. Pensando assim, é simples compreender que limitar a compreensão desse símbolo milenar à breve história da Segunda Guerra Mundial é, no mínimo, um sinal de ignorância. A suástica traçou o seu caminho pelo mundo por milhares de anos – antes de as culturas atuais serem as culturas atuais, a suástica já era a suástica.

 

A suástica de ATWA

suastica manson A suástica de ATWA

A suástica de Charles Manson

A suástica de ATWA é a suástica de Charles Manson – simples assim. Como foi demonstrado anteriormente, diferentes povos, em diferentes lugares, de diferentes épocas, adotaram a suástica como símbolo. Charles Manson adotou a suástica como símbolo durante seu julgamento (1969-1971) e subseqüente condenação à morte.

Nada melhor do que o próprio homem para definir o seu próprio símbolo. Charles Manson diz: “Essa suástica para mim são quatro ‘L’ – uma roda, um círculo do sol. Um símbolo da completa eternidade, para sempre: o pai, o chefe, conhecer a paz, amizade, verdade, sabedoria”. Obviamente, a suástica de Manson tem um aspecto místico.

Charles Manson diz: “Quando eu fui para o julgamento, e um monte de assassinatos estavam acontecendo, eu marquei todas as minhas cabeças. As cabeças que estavam no mesmo suor, no mesmo esforço – ar, árvores, água e animais, como a minha vida”. Ou seja, Charles Manson adotou a suástica, rasgada em sua testa para a eternidade, inicialmente para marcar a distinção entre aqueles que estavam sendo acusados de assassinato, e aqueles que estavam assassinando. Duas mentes diferentes, duas intenções. As cabeças do mesmo suor: ATWA – ar, árvores, água e animais.

Charles Manson diz: “Esse é um símbolo das pessoas que nunca foram derrotadas”. Um símbolo de resistência, de martírio, quem sabe, mas nunca de derrota. Em ATWA, não existe derrota. ATWA, o sistema de suporte de vida desse planeta, a vontade de Deus, não é possível de se derrotar, porque sem ATWA não há vida – não há um vencedor.

Charles Manson diz: “As pessoas colocaram o símbolo em Hitler, mas Hitler colocou-se sobre ele. Quando eu o peguei, estava comigo no fundo, discriminado e indesejado”. De fato, as pessoas ignorantes que ousam expressar suas opiniões infundadas sobre a suástica de Charles Manson freqüentemente se referem a Adolf Hitler e ao governo alemão do período da Segunda Guerra Mundial. Para quem sabe o mínimo sobre a suástica, seria até vergonhoso perder tempo para responder a tais argumentos. Manson sabia do peso da sua decisão de resgatar a suástica da escuridão do corredor da morte.

Charles Manson costuma se referir à suástica tatuada em sua testa como o seu pai. Isso se refere aos homens que retornavam dos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial, e que de volta aos Estados Unidos trabalhavam como oficiais e guardas nas prisões em que Manson vivia. Charles Manson diz: “Eu fui a minha própria mãe. O meu pai era o sistema [penitenciário]”. Ele foi criado por esses homens na prisão e, portanto, o símbolo também marca esse momento importante.

Para ATWA, a suástica também pode ser vista como um símbolo da continuidade da vida. Cada “braço” do símbolo como uma das estações do ano, a totalidade do tempo – a eternidade. Um símbolo de luta e ordem, com certeza, mas para a eternidade. O infinito existe e sempre existirá, mas ele é construído no “agora”. ATWA, uma guerra contra a poluição, agora!

 A suástica de ATWA

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson: Audiência de liberdade condicional de 1997

manson assinado3 Charles Manson: Audiência de liberdade condicional de 1997

Abaixo, o discurso de Charles Manson em sua audiência de liberdade condicional de 1997:

“Se eu fosse culpado disso, então isso seria verdade. Mas enquanto esse tribunal permanecer, é isso que faz de mim o que eu sou para a mente desse homem. Isso não sou eu. Ele pega a sua realidade daquele tribunal. Se aquele tribunal diz que eu sou culpado, ele vai concordar com isso. Se um católico romano vem aqui e entra no escritório do seu promotor público,… Roma! Isso está falando de todo o caminho de volta para a cruz. E eles vão fazer de tudo no mundo para colocar uma cruz de volta em ordem, porque se eles não colocarem uma cruz em ordem, eles terão o Islam se erguendo desde Chicago e aquelas quadras de basquete.

Agora, mais cedo ou mais tarde vocês vão ter que sair desse corredor e ver a quem esse corredor pertence. Esse é o meu espanador e a minha vassoura ali no canto, Jack! Você sabe, seja lá o que for que vocês estiverem jogando aqui, é legal vocês brincarem enquanto vocês têm dinheiro. Mas quando vocês estiverem em um tempo difícil, quando você não tem nada além da sua mente e do seu desleixo, você tem que lidar com o que você tem que lidar a partir daqui, queridos. E quando você puder fazer isso, então isso é a penitenciária.

Eu não sei todas as coisas que vocês sabem, mas vocês não sabem as coisas que eu sei. Eu não desprezo você e roubo os seus direitos! Então me dê a porra dos meus direitos! Vocês não conseguem me enganar. Eu não tenho nada a ver com a morte dessas pessoas, ponto! Eu disse isso desde o começo. Eu não estava por perto quando elas foram mortas. Eu não estou dizendo que eu não sou capaz de fazer isso com as minhas próprias mãos, mas eu estou falando: eu não fiz isso! E eu poderia ter provado isso em um tribunal de direito.”

 Charles Manson: Audiência de liberdade condicional de 1997

© 2010 ATWA Brasil


ATWA e uma nova ética

atwa flor1 ATWA e uma nova ética

O texto abaixo foi escrito baseado em um comentário de J. Howard Moore, de 1907:

Os habitantes da terra são conectados uns aos outros pelos laços e obrigações de um parentesco comum. O homem é simplesmente um de uma série de consciências, diferindo em grau, mas não em espécie, dos seres abaixo, acima, e ao redor dele. A Grande Lei – “aja com os outros como você agiria com uma parte de você mesmo” – é aplicável a todos os homens, e não apenas aos homens, mas para todos os seres. Existe a mesma obrigação de agir com um alemão ou um japonês como se eles fossem uma parte do seu próprio organismo como a de agir da mesma forma com os norte-americanos ou ingleses. E, além disso, existe o mesmo motivo para agir dessa forma com cavalos, cães, gatos, aves, peixes, como há em agir assim com outros homens. Restringir a aplicação dessa moral tão completa para a espécie humana é uma prática ditada exclusivamente pelo egoísmo humano. A restrição é feita não porque é lógica, mas porque somos diminutivos – pensamos no mundo como se fosse nosso.

Como seria para algum grupo distinto dos habitantes de um mundo isolar-se eticamente dos outros, observando entre si uma conduta de acordo com essa Grande Lei, mas ignorando-a em sua conduta em relação aos demais, agindo com relação a todos os outros, embora esses outros sejam como eles em todos os aspectos essenciais, como se eles estivessem desprovidos de todos os direitos comuns e as sensibilidades de uma consciência comum? É imaginável que os homens teriam qualquer dificuldade em ver claramente a insustentabilidade de tal atitude? E ainda assim, seria tão lógico que qualquer outro grupo de animais fizesse isso quanto é para os homens fazê-lo. Fato é que as filosofias do mundo têm sido desenvolvidas por, e do ponto de vista de, uma única espécie, e elas ainda são gerenciadas e mantidas de acordo com o interesse dessa espécie.

A prática e a compreensão do que é conhecido como “moralidade” são tribais e antagônicas. Elas são herdadas, e não raciocinadas. Elas foram entregues a nós, e não geradas por nós. Elas surgiram como resultado da condição militante das coisas, no meio da qual, e em conformidade com, a vida que tem sido desenvolvida sobre a terra.

O ideal da obrigação social é maior do que a família e os amigos, maior que a cidade e o estado em que se nasce e cresce, maior do que a espécie. Não existe inimigo em qualquer lugar, nem mesmo no inferno, para o ser que é verdadeiramente moral – apenas irmãos. O coração universal é irmão além de todos os limites de forma, cor, arquitetura e acidentes de nascimento – em cada lugar onde estremece uma alma viva. A Grande Lei serve como a cura e consolo de todos. A obrigação moral é tão extensa quanto a capacidade de sentir.

O homem se definiu como o “paradigma da criação”. Isso é, claramente, uma avaliação exagerada. O homem não é mais que um modelo de animal quanto o universo é um modelo de universo. O homem é um fanático, e na sua concepção de si mesmo e em sua estimativa da importância relativa de si e dos outros, ele demonstra os pontos fracos da sua espécie. O tratamento do homem com os seus companheiros e, especialmente, a sua conduta em relação às formas de vida diferentes anatomicamente da dele, são de molde a carimbá-lo como sendo qualquer coisa outra, exceto um animal ideal.

Os seres humanos têm sido suficientemente ousados e dedicados uns aos outros ao ponto de evoluir para se tornarem os donos da Terra, mas em vez de reconhecer as suas responsabilidades e converterem-se em preceptores para as raças vencidas, como uma raça ideal teria feito, acabaram se tornando os destruidores do universo. Em vez de se tornarem modelos e mestres do mundo em que eles conquistaram, e se esforçarem para melhorar as naturezas defeituosas, e orientar aqueles por meio dos quais eles foram elevados em distinção, eles se tornaram os inimigos arrogantes, proclamando-se os animais de estimação da criação, e ensinando uns aos outros sobre outras raças, que não passam de enfeites para pastos, objetos de consumo ou passatempo para os homens.

Eles pregam que é a relação ideal entre seres associados que um pense e aja com outros como ele gostaria que os outros pensassem e agissem com ele. Esse ideal da integridade social foi descoberto dois ou três mil anos atrás, e tem sido ensinado pelos sábios da espécie desde então. Mas, na aplicação dessa regra, os seres humanos a restringem hipocritamente aos membros da sua própria espécie. Nenhum ser não-humano é inocente o suficiente, ou é suficientemente sensível ou inteligente, para se isentar dos males mais terríveis, se for por esses males que o conforto humano, a curiosidade, ou o passatempo sejam providenciados. A nossa própria felicidade, e aquela dos outros da nossa espécie, se presume ser tão relevante que nós sacrificamos sem hesitação os interesses mais sagrados dos outros, a fim de que os nossos interesses possam prevalecer. Até mesmo em troca de vaidades humanas, florestas são silenciadas e comunidades de seres vivos são transformadas em pilhas de mortos e moribundos. Seres lindos que povoam os bosques com música e juvenilidade são obrigados a partir desse mundo sem vida.

Apenas olhe para as cenas que encontramos em nossas cidades. Elas são arrepiadoras o suficiente para horrorizar qualquer ser com o mínimo de sensibilidade. Um exército de carniceiros com os pés no sangue, mergulhando suas facas contra a carne de outros seres vivos, que se contorcem e gritam, em vão; suínos desamparados, balançando por suas patas, com o seu sangue jorrando de suas jugulares cortadas; bois com os olhos inocentes olhando para o pólo mortal dos machados, e momentos depois, deitados sob o seu leito da morte; um ambiente em permanente rotatividade com os gemidos e gritos dos moribundos, ruas abarrotadas de funerais nunca concluídos; cadáveres pendurados por ganchos nas esquinas; e homens e mulheres que se vestem bem e vão orar e pregar, e depois sentam duas vezes por dia em suas casas e atacam os restos de alguma pobre criatura que foi assassinada anteriormente pelas suas próprias mãos ou pelas mãos de assassinos contratados. E o homem fala muito de violência e criminalidade, não é surpreendente?

Mortes, mortes e mais mortes – uma matança contínua, universal, por toda parte. Seria esse o universo modelo? Ou o animal modelo? Ou em algum momento da ética do homem algo seguiu por um caminho errado, em que a arrogância e o amor-próprio permitiram a abertura de uma guerra santa contra tudo o que é vivo? E pior do que isso – poucos no presente momento são capazes de perceber o que está acontecendo ao seu redor diariamente.

Basta lembrar, quando você se encarregar de suas tarefas diárias, onde quer que você esteja e não importando o que você estiver fazendo, que cada vez que o relógio tocar, 6500 vidas inteligentes, inocentes e altamente sensíveis tiveram suas cabeças esmagadas com machados e suas gargantas cortadas. E eles lutaram, se estremeceram, e viram o mundo desaparecer de seus olhos, aqui, no nosso mundo, no mundo que nós construímos. E lembre-se também que esse massacre terrível continua, e continua, e continua, dia após dia, mês após mês, ano após ano.

E aqueles que pregam e falam em nome da vontade de Deus, que seqüestram a autoridade divina, olham com indiferença e leviandade para essa realidade, uma hemorragia grande como os continentes. Essa fé não tem créditos para os homens que pensam.

Os homens e mulheres que têm responsabilidade pelos crimes comuns da nossa civilização fariam melhor ao parar de dar dinheiro para os missionários e pregadores e investir em si mesmos, porque cometem a cada dia de suas vidas crimes mais perversos do que aqueles que eles dizem condenar em suas escrituras. Deus tem pena desse mundo que o homem inventou.

Alega-se que o homem não pode ser constantemente humanitário, porque é necessário que ele explore os outros de várias maneiras a fim de suprir as suas necessidades e desejos. Esse é o contra-argumento mais comum com relação à crítica da ética humana. É o mais comum porque é o mais egoísta. Tão proeminente é o egoísmo da psicologia humana, e das filosofias que surgiram a partir dessa psicologia, que as acusações mais naturais e convincentes para qualquer proposição são aquelas solicitadas apelando para os instintos egoístas. A questão que surge na mente do homem comum, quando uma mudança no regime do mundo é sugerida para ele, não é o que vai ser o efeito da mudança sobre o universo, mas qual será o efeito sobre ele mesmo – sobre esse átomo do universo tão zelosamente separado do restante do todo da vida.

O homem tem sido assim por muito tempo, acostumado ao privilégio indiscutível da espoliação, se imaginando ser o centro de tudo o que existe no mundo. É por isso que quando uma hipótese surge que parece contestar essa condição, não importando a justiça da proposição quando vista de um ponto de vista imparcial, ela é imediatamente classificada como a alegação de um ingênuo, eliminada assim que é demonstrado ser capaz de interferir com a conveniência humana ou prazer.

Uma nova ética é necessária, e a nova ética do homem não nascerá daqueles que desfrutam das vaidades do presente. É imperativo se distanciar do modo de vida atual, olhar para dentro estando fora, e eliminar passo a passo o clico de hipocrisia, ódio e violência que domina a sociedade moderna. O paradoxo de condenar a violência, mas praticá-la todos os dias em casa, faz parte do desequilíbrio do aspecto de vida contemporâneo. Trata-se de uma realidade simples de compreender, e é a continuidade disso sem questionamento que condena o homem em todos os sentidos.

 ATWA e uma nova ética

© 2010 ATWA Brasil


ATWA Brasil – "Carne e Sangue"

Abaixo, uma nova produção da ATWA Brasil – “Carne e Sangue”.

Uma mensagem de Charles Manson sobre usar outros animais como alimento. O vídeo conta com legendas em português.

 ATWA Brasil   "Carne e Sangue"

© 2010 ATWA Brasil