Na semana passada (dia 26), o líder eleito pelo povo brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o contrato de concessão da Usina de Belo Monte, que será construída no Rio Xingu, no Pará. Ao fazê-lo, ele assumiu o papel de líder esperado por aqueles que o elegeram: “O que está acontecendo hoje aqui é o fim de um período em que as pessoas tinham medo de governar”, disse o presidente. Depois de 30 anos de críticas, com escândalos variando de obras superfaturadas a crimes ambientais e contra a vida, o Brasil aceitou dar mais um passo a caminho da sua autodestruição – com aval do povo brasileiro.
A usina de Belo Monte, que será a segunda maior do Brasil, atrás apenas da binacional Itaipu, e custará pelo menos R$ 19 bilhões (sem contar todos os roubos pelo caminho), vai ser um desastre ambiental. A construção vai aniquilar o Rio Xingu e aqueles que dependem dele para sobreviver, humanos e não-humanos. Mas para as mentes de dinheiro, essas preocupações não passam de obstáculos a serem atropelados. Pouco eles sabem, mas a cova que estão cavando também lhes pertence.
O ex-secretário de meio ambiente de São Paulo, Walter Coronado Antunes, descreveu o projeto como o “pior projeto de engenharia da história de represas hidrelétricas do Brasil e talvez do mundo”. A população que depende do Rio teme a seca na Volta Grande, local habitado por índios. Isso porque a água terá seu curso desviado para um reservatório, uma área que será alagada, e com isso a vazão será reduzida por um trecho de 100 quilômetros.
Os danos materiais dessa obra serão contabilizados no futuro. Mas o resultado desse golpe contra a vida será conhecido tarde demais, quando ATWA responder aos crimes humanos contra toda a natureza. Nessa guerra, não há vitória a ser conquistada pelos homens.
Do lado do respeito à vida, uma forte mobilização da parte dos índios irá acontecer. As lideranças das aldeias indígenas que serão afetadas pela construção da usina de Belo Monte afirmam que vão usar todas as armas na luta para evitar que a obra seja concretizada. Luis Xipaia, da aldeia tukaia, diz que 4 mil índios estão prontos para lutar. “O Governo federal só vai construir a usina se matar os índios que vivem aqui. O Rio Xingu vai ficar vermelho de sangue”, declarou Xipaia.
Todos aqueles que amam a vida – que respeitam a autoridade de ATWA – devem embarcar nesse combate. Permanecer sentado é fazer parte do problema. Não agir é tomar uma posição, e nesse caso, de declarar guerra contra ATWA. Vocês foram alertados.
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