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Arquivos para setembro, 2010

A destruição do verde de ATWA

atwa coresdoverde A destruição do verde de ATWA

Um novo estudo aponta que mais de um quinto das espécies de plantas do mundo corre o risco de se extinguir por conseqüência de ações humanas. Olhando para todo o verde de ATWA: uma em cada cinco árvores será perdida; uma em cada cinco plantas será perdida; uma em cada cinco algas dos oceanos será perdida. Os homens continuam a consumir o planeta, de forma semelhante a um câncer se multiplicando no corpo humano, sem dar chance para a sobrevivência. Ironicamente, estão se auto-aniquilando no processo, mas a máquina não pára.

O novo relatório sobre a perda de plantas é o mapeamento mais preciso já feito sobre a ameaça para as estimadas 380 mil espécies de plantas do planeta. “Este estudo confirma o que nós já suspeitávamos. As plantas estão sob ameaça e a principal causa é a perda de habitat pelas mãos do homem”, explica um dos dirigentes do estudo.

As plantas estão mais ameaçadas do que as aves, tão ameaçadas quanto os mamíferos, e menos do que os anfíbios e os corais. Entre as plantas, o grupo que inclui os pinheiros está entre os mais ameaçados. O grande perigo é representado pela perda de habitat provocada pelo homem – a maioria dos casos é resultado da conversão de habitat naturais para cultivo e criação de gado. A atividade humana responde por 81% das ameaças.

Essa é uma tendência com efeitos potencialmente catastróficos para a vida na Terra. É um verdadeiro crime nos sentar e simplesmente observar o desaparecimento das espécies de plantas. Elas são a base de toda a vida na Terra, fornecendo ar limpo, água e alimento. Todas as vidas dependem delas. O homem é visivelmente o causador desse problema. A destruição não somente das plantas, mas esse obstáculo imposto à sobrevivência de todas as vidas, está sendo criado nesse exato momento pelo coletivo da humanidade.

É essa arrogância e egoísmo do homem que permitiu a declaração de guerra contra ATWA, mas nessa luta não existe vitória para a raça humana. A harmonia das vidas faz parte da vontade de Deus. Nós nos colocamos fora dessa equação, e nos negamos a retornar para o nosso verdadeiro lugar. Mas sem dúvida, a harmonia prevalecerá. A solução para isso será o nosso próprio fim.

Para ler um artigo da mídia corporativa sobre o novo estudo, clique aqui.

 A destruição do verde de ATWA

© 2010 ATWA Brasil


ATWA Brasil responde: “A questão humana e o anarquismo”

atwa anarquiaveganismo ATWA Brasil responde: A questão humana e o anarquismo

Desconheço a origem do seguinte artigo, uma vez que o mesmo foi republicado em diversos websites de mesma orientação, e em todos os casos sem um nome que se responsabilizasse pela autoria. Isso não é um problema, mas é importante enfatizar que essa resposta da ATWA Brasil, portanto, não é endereçada a uma pessoa específica, mas sim ao coletivo das pessoas que têm interesse pelo respeito ao todo da vida.

O artigo é intitulado “A questão humana e o anarquismo”, e procura dar uma luz à questão da ideologia vegana com relação ao papel do homem nessa equação. São eles os animais, somos nós, os somos todos animais? E se somos todos animais, como lidar com isso? São questões importantes, uma vez que se pode dizer que a ética antropocêntrica é o provavelmente o maior inimigo das coisas vivas desse planeta.

O problema que a ATWA Brasil avista no diálogo do citado artigo é a questão do anarquismo, que nesse caso aparece associado à questão de respeitar o reino animal – do qual nós fazemos parte. Em uma crítica à autonomia do Estado, que segue em paralelo à questão da objetificação do homem nesse debate moral sobre a ética do veganismo, o artigo propõe uma “abordagem anárquica, ou seja, anti-coercitiva e libertária”. E nisso nasce outro problema.

O citado artigo afirma:

“O Estado exerce, por definição, forças coercitivas sobre determinada sociedade. Sua legitimidade, contudo, não é incontestável (apesar de pragmaticamente o ser). Qual é a legitimidade das leis que lhes são impostas sem sua participação em sua elaboração? Ao meu ver, teriam caso houve um deslocamento livre e de sua vontade para o campo de influência normativa desse Estado. Mas, e no caso de você simplesmente nascer lá?”

Em outras palavras, o artigo aponta uma falha da teoria democrática contemporânea (a ausência do indivíduo na elaboração de leis) para justificar uma não-relação pessoal com as leis que são impostas. Ele também enxerga um nível de legitimidade dessa ocorrência caso o indivíduo tenha escolhido migrar para tal Estado, mas não necessariamente se “simplesmente nasceu lá”. E a resposta para essa questão (uma delas), está no pensamento anárquico, nesse caso associado ao veganismo como explicado anteriormente.

Mas o caminho deve ser precisamente o contrário. A ordem natural deve ser a primeira lei. ATWA – ar, árvores, água, animais – o sistema de suporte de vida do nosso planeta, é fundamentado na ordem, na interdependência de todos os elementos com seus papéis igualmente importantes. Você perde uma dessas peças, você acaba por perder todas. Nada é mais característico da ordem do que a vida na Terra, e a anarquia é inimiga da ordem.

Uma vez que o indivíduo faz parte de uma área de influência política, ele tem seus direitos e deveres desse ambiente. Ele faz parte desse ambiente, e ele é responsável pelo caminho que esse ambiente trilha. Em uma democracia, o seu não-voto ou o seu voto para um ou outro candidato não altera em nada a sua responsabilidade pelo resultado das eleições e pelas leis que são elaboradas ou impostas a partir desse momento. Vivendo nesse ambiente, você tem um contrato de concordância com seja lá qual for o resultado de eleições ou passagem de leis, porque isso faz parte dos seus direitos e deveres. Sendo assim, o indivíduo é sim responsável por “leis que lhes são impostas sem sua participação em sua elaboração”, não importando o seu posicionamento ideológico.

A democracia exalta o poder do coletivo. Todos dividem os erros e acertos, igualmente, e são responsáveis por todas as decisões, também igualmente. Independentemente das suas orientações pessoais, você faz parte da solução e do problema. Nesse caso, a anarquia nada mais é do que uma extensão da democracia, uma vez que abre mais uma camada de “liberdade”, que pode ser também interpretada como “irresponsabilidade” pelas decisões que são tomadas. Em outras palavras, o indivíduo é posicionado ainda mais distante de onde as leis são impostas, e por estar mais distante, ele sente que pode caminhar sem dividir a responsabilidade com aqueles que elaboram as leis e ditam o caminho da nação.

A solução não está nesse caminho. É necessário olhar para o outro lado da cerca. Se o objetivo final é a natureza, então é imperativo reconhecer e se submeter à ordem natural. Tudo na sua forma original está em ordem, e a busca deve ser para resgatar essa ordem que a humanidade desequilibrou com as suas decisões coletivas.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Os anarquistas não ajudam a ordem. A maioria dos anarquistas são pessoas que não se encaixam. Eu sou um deles que não se encaixa, e gostaria de ter a liberdade para poder ser um anarquista. Mas com certeza não ajudaria ATWA. [...] Nós precisamos ter ordem se queremos que a Terra sobreviva.”

E Manson diz: “Vocês têm duas escolhas: anarquia e destruição, ou ordem e vida. E vocês podem ter ordem e vida como uma linda sinfonia, porque nós temos a capacidade de colocar a mente em ordem.”

O homem que procura trazer ordem para a Terra deve encontrar o seu centro no Sol. O homem deve render-se à ordem do universo e às leis da natureza, as leis da vida e da morte – os movimentos de uma roda. As estações e ciclos, fogo e gelo, luz e trevas, criação, destruição e a determinação de existir em harmonia com a lei.

Essa é a ordem de ATWA, a ordem natural, a ordem da vida. Se existe uma revolução a ser feita pelo homem, ela deve pelo resgate da lei. E o anarquismo é inimigo da ordem.

Para ler o artigo “A questão humana e o anarquismo”, clique aqui.

 ATWA Brasil responde: A questão humana e o anarquismo

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson: “Somos nós que devemos pagar…”

atwa nosdevemospagar Charles Manson: Somos nós que devemos pagar…

Aqui, um trecho de mais uma carta de Charles Manson.

“Eu sinto e penso livremente, e percebo que se eu deixar as coisas caírem nos padrões de pensamento da minha mente, que isso é ruim para mim, mas que isso está apenas em mim. A grandiosa e maravilhosa parte da vida é que cada um tem a si próprio, e pode fazer o que bem querer.

Eu vejo a queda de uma árvore pau-brasil, e eu sinto todos aqueles que aceitam que não vale à pena a vida que lhes foram dadas.

ATWA – como vai ficar e o que vai ser? Nada conta se não estiver no lado da sobrevivência. Quando a mente do mundo começa a chegar a pensamentos como esse, nós não podemos sobreviver sem isso. Eu não gosto de interferir na natureza das coisas, e trabalhar para entender o que é natural e o que não é.

Nós, como povo, colocamos muito sobre a palavra Deus, e não pensamos mais sobre isso. Mas se nós parássemos e nos detivéssemos em nossa própria Câmara de Deus, e pegássemos de novo do nosso Deus o que nós abandonamos, acordaríamos e veríamos que somos nós – somos nós que devemos pagar e equilibrar a ATWA que nós distorcemos.”

- Charles Manson

 Charles Manson: Somos nós que devemos pagar…

© 2010 ATWA Brasil


ATWA e o Dia da Árvore

atwa diadaarvore ATWA e o Dia da Árvore

Nessa semana que marca a chegada da primavera no hemisfério sul, comemora-se no dia 21 de setembro o Dia da Árvore. A conscientização é aguçada nesse momento em que a natureza parece recuperar toda a vida que estava adormecida pelos dias frios de inverno. Apesar dos obstáculos, o ciclo da vida segue em frente, com ATWA ditando as leis.

Mas é irônico que o homem moderno tenha sentido a necessidade de nomear um dia especial para as árvores. Isso indica uma falta de conscientização geral sobre a importância desses seres vivos para a vida do próprio homem. Para que se tenha equilíbrio e justiça, todos os dias devem ser o Dia da Árvore. As árvores podem servir como analogia para a vida do homem – nos dão lições de como viver e aprender, e revelam o caminho para a harmonia. Chegar ao ponto em que o homem tornou-se cego quanto a isso, se sentindo portanto no direito de nomear o Dia da Árvore para os outros homens, é uma vergonha. Estamos caminhando às margens da ordem natural, contrariando as leis de ATWA.

Dos primeiros seres vivos do planeta, as árvores resistiram às mais diversas mudanças climáticas, renovando-se, transformando-se para poderem se adaptar a diferentes situações. São verdadeiros sobreviventes, porque nunca desviaram do caminho de ATWA. Apesar disso, hoje nós as forçamos contra uma nova transformação: a que realiza o suposto “progresso” da civilização humana.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Progresso? Não existe tal coisa como progresso. Existe apenas mudança. Você cava um buraco no chão, constrói uma cidade, luta uma guerra, e chama isso de progresso?”

De fato, o que o homem chama de “progresso” não passa de um estado de transformação. O homem está forçando uma mudança que tem suas origens em um pensamento afastado da ordem natural. Estamos fugindo do equilíbrio do todo da vida, e correndo atrás de um equilíbrio humano para todas as vidas. Trata-se de um crime contra esse planeta. ATWA dita as regras, e os vivos se adaptam. Mas agora, o homem quer ditar as regras? A cegueira do homem será capaz de destruir muito, especialmente ele mesmo, apesar de carregar para os túmulos do tempo muitas vidas inocentes. Mas como as coisas naturalmente são, e ATWA era ATWA antes de o homem ser homem, aqueles que caminham em harmonia com as leis naturais vencem.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Nós somos árvores. A nossa vida não está em nosso corpo. A nossa vida está nas árvores. É melhor deixar que os mortos enterrem os mortos, e subir nessa árvore – a árvore Manson – ou não haverá mais vida”.

E não existe paz sem justiça. Para se ter justiça, deve-se resgatar as consciências e organizá-las de acordo com a ordem natural – a Ordem de ATWA. Para resgatar as consciências, é necessário parar, e olhar para o passado. Encontrar onde o caminho tomou o rumo do erro é uma missão, e forçar a humanidade de volta para a roda da vida é a grande finalidade. Não existem dois. Todos são um. Ou todos vencerão, ou não haverá outros para ver quem perdeu.

Em mais esse Dia da Árvore, boa sorte para os homens.

 ATWA e o Dia da Árvore

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson: “Nos tornar ATWA…”

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Aqui, um pedaço de uma carta de Charles Manson. A imagem acima é uma versão digital de um desenho feito à mão por Manson e enviado junto com essa carta, para ilustrar o pensamento de ATWA.

“Eu descobri que isso funciona assim, e dá certo para a minha irmandade: quando eu dou tudo o que eu tenho, não importa o quanto seja porque o tudo é tudo, e deve ser tudo para ser uma palavra.

Essa palavra significa muito mais, tudo, não menos do que a alma e o amor, até mesmo a vida, e é aí que as pessoas acabam presas em seus próprios demônios.

Quando eles vêem a minha vontade de dar tudo, eles vêem isso como uma fraqueza, e tiram de mim aquilo que os meus irmãos cuidam comigo, e pensam que eu sou um tolo e fraco e que não compreendo. Outros roubam as minhas coisas e vendem os meus sapatos e toda a ajuda que eu consigo eles sugam de mim, e eu os vejo e penso: não julgue, dê, perdoe, não condene.

Isso é difícil para mim porque eu quero chutá-los, mas aí eu percebo que as pessoas acabam sendo como elas são por causa de dor, e eu não quero ser um dos que impõem dor.

Quando alguém continua roubando as minhas pequenas coisas, isso preenche uma necessidade que ele tem de pensar que a sua realidade é mesmo real, e que a minha realidade não é. Eu fui deixado no banco dos juízes, os alteradores da verdade, onde o bom se torna ruim e o ruim se torna bom.

Todas as vidas vêm da vida. As crianças de Deus têm gastado muito tempo aprendendo a dar, e que o todo faz parte de um todo ainda maior que nós não conseguimos enxergar, até que nós possamos dar o todo a si mesmo, e assim podemos nos tornar ATWA.”

- Charles Manson

 Charles Manson: Nos tornar ATWA…

© 2010 ATWA Brasil


“Árvores” de Hermann Hesse

atwa arvoressagradas Árvores de Hermann Hesse

Abaixo, um texto do escritor alemão Hermann Hesse, intitulado “Árvores”. Ele capta a essência do pensamento de ATWA.

“Para mim, as árvores sempre foram os pregadores mais penetrantes. Eu as reverencio quando elas vivem em tribos e famílias, nas florestas e bosques. E eu as reverencio ainda mais quando elas estão sozinhas. Elas são como pessoas solitárias. Não como eremitas, que se perderam por alguma fraqueza, mas como grandes homens solitários, como Beethoven e Nietzsche. Em seus galhos mais altos o mundo sussurra. Suas raízes descansam no infinito. Mas elas não se perdem lá; elas lutam com toda a força de suas vidas para uma única coisa: a realizar-se de acordo com suas próprias leis, para construir a sua própria forma, para representar a si mesmo. Nada é mais sagrado, nada é mais exemplar do que uma árvore, bela e forte. Quando uma árvore é cortada e revela a sua morte ferida nua para o Sol, pode-se ler a sua história inteira no disco luminoso, inscrito em seu tronco: nos anéis dos seus anos, suas cicatrizes, toda a sua luta, todo o seu sofrimento, todas as suas doenças, toda a sua felicidade e prosperidade estão realmente escritas, os anos difíceis e os anos de luxo, os ataques resistidos, as tempestades vencidas. E cada jovem das roças sabe que a madeira mais nobre e mais sólida tem os menores anéis, que no alto das montanhas e em perigo permanente são as árvores mais indestrutíveis, mais fortes, mais ideais, que crescem.

As árvores são santuários. Quem sabe como falar com elas, e quem saber ouvi-las, pode aprender a verdade. Elas não pregam a aprendizagem ou preceitos. Elas pregam, sem se abalar, a antiga lei da vida.

Uma árvore diz: um núcleo está escondido em mim, uma faísca, um pensamento, eu sou a vida da vida eterna. A tentativa e o risco que a mãe eterna tomou comigo é único, exclusivas as formas e as veias da minha pele, único também a menor das folhas em meus galhos e a menor cicatriz da minha casca. Eu fui criada para formar e revelar o eterno em cada um dos meus pequenos detalhes.

Uma árvore diz: minha força é a confiança. Não sei nada sobre meus pais, eu não sei nada sobre os milhares de crianças que a cada primavera nascem de mim. Eu vivo o segredo da minha semente até o fim, e eu não me importo com nada além disso. Eu confio que Deus está em mim. Eu confio que o meu trabalho é sagrado. É dessa confiança que eu vivo.

Quando somos feridos e não podemos mais suportar nossas vidas, então a árvore tem algo a nos dizer: atenção! Atenção! Olhe para mim! A vida não é fácil, a vida não é difícil. Esses são pensamentos infantis. Deixe Deus falar dentro de você e seus pensamentos irão crescer em silêncio. Você está ansioso porque o seu caminho conduz para longe da mãe e do lar. Mas cada passo e cada dia o levam de volta para a mãe. O lar não está aqui nem lá. Ou o lar está dentro de você, ou o lar não está em lugar algum.

Uma ânsia para vagar arranca lágrimas do meu coração quando ouço as árvores farfalhando ao vento durante a noite. Se alguém ouve em silêncio por um longo tempo, esse desejo revela o seu núcleo, o seu significado. Não é tanto uma questão de escapar de um sofrimento, embora possa parecer assim. É uma saudade de casa, de uma memória da mãe, de novas metáforas para a vida. Isso o leva para casa. Cada caminho leva em direção a casa, cada passo é o nascimento, cada passo é a morte, cada túmulo é a mãe.

Assim, a árvore sussurra à noite, quando estamos inquietos diante dos nossos próprios pensamentos infantis: árvores têm pensamentos longos, uma respiração longa e tranquila, assim como elas têm uma vida mais longa que a nossa. Elas são mais sábias do que nós, enquanto nós não as ouvirmos. Mas quando aprendemos a ouvir as árvores, a brevidade e a rapidez e a pressa infantil de nossos pensamentos alcançam uma alegria incomparável. Quem aprendeu a escutar as árvores já não quer ser uma árvore. Ele não quer ser nada, exceto o que ele é. Isso é estar em casa. Isso é a felicidade.”

 Árvores de Hermann Hesse

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson: Deus e o homem

atwa deuseohomem Charles Manson: Deus e o homem

Aqui, a transcrição de uma recente conversa com Charles Manson, de junho de 2010:

“Deixe-me dizer-lhe algo que é muito importante: se um homem tem um problema, e trabalha toda a sua vida sobre esse problema, sabendo que ele não pode resolvê-lo, mas que pode empurrá-lo um pouco mais para frente… e cada vez que um homem se torna um homem, qualquer que seja ele, não tem nada a ver com preferências sexuais, não tem nada a ver com o que ele veste, ou com como ele fala, ou com o quão forte ele é. É o espírito de saber na verdade da justiça, e ser capaz de analisar, o poder de observação, para observar e perceber que é uma única vida: Deus.

E quando Deus se torna real no homem, não é uma denominação ou um livro de histórias. Não é uma ilusão, um jogo, ou uma peça de teatro. Não é para atenção ou aprovação. Não é para o homem. É somente para Deus que Deus é Deus. Deus não é Deus para o homem. Deus é Deus porque Deus é tudo o que existe, e não há nada dos homens nele. É eterno. A vida está no homem. E diz isso, na minha inteligência: eu estive a vida inteira em uma cela tentando resolver esse problema. Não me esforçando, mas fazendo automaticamente. Eu não consigo dormir sem pensar. Eu não consigo viver sem algo batendo dentro do meu peito ou funcionando na minha alma e na minha vida que diz o seguinte: existe apenas um caminho. Não pode haver nenhuma dissensão. Não pode haver divisão. Não pode haver nenhuma dúvida sobre isso. O que é deve ser para ser o que é. Se a vida vai existir nesse planeta, tem que vir em perfeita ordem com a atmosfera que respira. Se ela não tem isso, então não há mais nada. Tudo deve ser sacrificado por um princípio em uma única ordem, em uma única vida, em um único ar, em um único mundo, em uma única Terra, em uma única mente, que não tem nada a ver com os seres humanos. Os seres humanos são o problema. São eles que estão criando as decisões que estão destruindo a vida na Terra. Todas as vidas serão perdidas na Terra se você não lidar com o problema humano. O homem é o problema; as pessoas são o problema. O petróleo não machuca as pessoas. É o povo que está manuseando o petróleo que está prejudicando as pessoas.

Você sabe que quando eu falo algo, eu quero dizer o que eu digo, e eu digo o que eu quero dizer. Eu estou dizendo isso para você: pare esse maldito combustível fóssil ou você vai acabar com a vida no planeta Terra. Se você quer ter ar nesse planeta, você tem que mudar, ou simplesmente partir. De uma forma ou de outra, mais cedo ou mais tarde, a vontade de Deus será realizada nesse planeta. Não tem nada a ver com quantos websites você tem, ou com quantas pessoas estão lendo os seus livros ou falando sobre o que está escrito em suas camisetas, ou com o quão longo é o seu cabelo, ou se você será amigo de alguém ou inimigo de alguém. Todo esse lixo humano remonta ao Faraó – a flecha, que disparou em direção ao Sol quando o Faraó disse: ‘Não há ninguém mais senão Deus, e vocês farão a vontade de Deus ou não existirão mais’. Remonta aos escravos, e você vê que o escravo está feliz, e ele se congratula com as suas correntes que puxam a carroça que vai tirá-lo dessa merda de combustíveis fósseis, e o colocarão de volta na estrada para a vida. ATWA é a equação final, porque a sepultura do Faraó é a escuridão das prisões. A eternidade está dentro das baratas, aranhas e insetos.

Eu dei tudo o que era meu para um velho cego que lutou por toda a sua vida, que deu a sua vida, e os seus filhos estão nas sepulturas da vida eterna. O Grateful Dead disse: ‘Alcatraz era apenas um pelicano sobre uma montanha, olhando para o oceano’. O pássaro é Deus. Temos de trabalhar para os pássaros e todos os diferentes animais que são deuses. O exército? Procure no zoológico pelo seu general, e diga que nós sabemos que os animais são os nossos deuses, em nossas cabeças. E volte para o planeta o mais rápido que puder, para o ar e pela água. E pare de cortar as árvores por coisas estúpidas. Você já tem todas essas coisas, cara.

Você sabe que, basicamente, a pessoa comum que não sabe nada tem que trabalhar para fazer algo. E todos os trabalhos já foram postos em prática pelos mortos. O que é necessário é um CCM, o Corpo de Conservação do Mundo, para começar com novos trabalhos e estar nas novas economias, com novos cartões de crédito, novos bancos, e novos números, para a conservação de toda a vida no planeta. Nós começamos o CCM na Califórnia, e foi dado aos veteranos que retornavam das guerras em cadeiras de rodas. Essas são realidades que ajudarão a sobrevivência no planeta Terra, cara. Mais cedo ou mais tarde, será realizado.”

- Charles Manson
Junho de 2010

 Charles Manson: Deus e o homem

© 2010 ATWA Brasil