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Charles Manson: “Precisamos desse Sol…”

manson sobrevivencia Charles Manson: Precisamos desse Sol...

“Nós estamos falando de bichos, cara. Estamos falando de pássaros e árvores. Estamos falando da sobrevivência da Vida – não de civilizações. Estamos falando da sobrevivência da Vida – não de nações, ou cidades, ou países, ou economias, carros ou poluição. Nós estamos falando sobre a sobrevivência do planeta. E todas as formas de vida vivas, do fundo do oceano ao próprio Sol. Porque sem a Terra, o Sol não teria um corpo sobre o qual brilhar. Então nós precisamos desse Sol – e o Sol precisa da Terra. Nós não queremos abandonar a nossa Terra para automóveis, combustíveis fósseis, e ego-maníacos que querem imortalizar as suas economias em vez de sua sanidade. Isso comunica?”

- Charles Manson

 Charles Manson: Precisamos desse Sol...

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Madre de Dios: Urgência por ATWA na América do Sul

atwa madrededios Madre de Dios: Urgência por ATWA na América do Sul

Visitantes não são bem-vindos em Guacamayo – uma das maiores áreas de garimpo ilegal do mundo, tão grande que é visível do espaço. Esse ponto, em meio à densa Floresta Amazônica do Peru, marca o início de onde árvores, plantas e animais não são mais encontrados. A vida natural foi substituída por um vasto deserto, pontilhado com barracas cobertas com lonas de plástico azul, onde milhares de garimpeiros vivem. Estamos diante da corrida do ouro do século 21, que está destruindo rapidamente a região conhecida como Madre de Dios (Mãe de Deus) da Amazônia, na região sudeste do Peru, que abriga a mais rica biodiversidade da Terra.

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente do Peru, estima-se que cerca de 10 mil garimpeiros ilegais já depredaram mais de 18 mil hectares da floresta virgem, despejando no processo cerca de 40 mil toneladas de mercúrio por ano sobre a terra e os rios da região. E tudo isso pela corrida do ouro, que abastece mercados europeus como Londres e Zurique.

Guacamayo representa a maior operação de garimpagem ilegal em Madre de Dios, embora inúmeros outros locais tenham surgido recentemente. A região, que nasceu há apenas três anos, ocupa hoje cerca de 155 quilômetros quadrados, crescendo a cada dia. Isso tudo acontece além das concessões de mineração legais, cujo número, de acordo com os sindicatos de mineiros, saltou de 500 em 2004 para mais de 2.600 hoje. O valor do ouro, que duplicou nos últimos dois anos e está em um recorde de alta atualmente, alimenta essa febre – uma conseqüência dos receios dos investidores sobre a crise econômica mundial.

Uma nova estrada que cortou um trecho enorme desse território uma vez inacessível está permitindo toda essa atividade. Os 1.600 quilômetros da Rodovia Transoceânica conectam os portos fluviais da Amazônia do Brasil com os portos do Oceano Pacífico do Peru. Após 40 anos de planejamento e construção, a estrada foi finalmente inaugurada em dezembro de 2010, acompanhando a alta do ouro e o aumento da exploração ilegal do minério. A rodovia é vista como o projeto do século da infra-estrutura da América do Sul. Mas ela representa a morte para o meio ambiente local, e desencadeou uma onda de exploração de terra e corrupção.

A Rodovia Transoceânica tornou muito mais fácil trazer os suprimentos essenciais exigidos para a extração do ouro: gasolina, tratores, escavadoras pesadas, e o mercúrio usado para separar a areia do metal precioso. O mercúrio, altamente tóxico, é importado dos Estados Unidos e da Espanha, e é vendido abertamente em lojas. Assim como o Ministério do Meio Ambiente do Peru, organizações ambientais estimam que mais de 40 mil toneladas do produto sejam despejadas todos os anos na região, poluindo rios a ponto de o dano ser irreparável.

Anteriormente, grande parte da região de Madre de Dios poderia ser alcançada somente por pequenas embarcações. Mas a nova rodovia vai causar a mesma trilha de destruição que foi deixada no Brasil, quando a seção foi concluída em 1980. Os efeitos no Peru, porém, serão gritantes. Madre de Dios é a fonte da Amazônia, a bacia superior, onde tudo nasce. O modo como as sementes são dispersas, e os peixes que se deslocam para essa região para se reproduzir, são a base do ciclo de nutrientes. Se Madre de Dios desmoronar, tudo vai desmoronar – inclusive no Brasil.

Portanto, resgatar Madre de Dios é uma urgência por ATWA. Trata-se de um reflexo perfeito das ações humanas em todos os níveis da vida: a economia mundial (humana), a falta de visão (humana) com relação à ordem natural, a ignorância alarmante das massas (humanas), e o sistema explorador chamado por alguns (humanos) de “progresso”. E tudo isso retorna para ATWA.

Brasileiros, servidores da natureza nos Estados Unidos do Brasil: vocês têm o problema e a solução.

Abaixo, algumas imagens de Guacamayo, em Madre de Dios:

 Madre de Dios: Urgência por ATWA na América do Sul

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A busca pela verdadeira ecologia

atwa unicaecologia A busca pela verdadeira ecologia

É muito fácil protestar pelos inconvenientes de uma sociedade industrializada, egoísta e decante como a atual – motivos não faltam. É muito emocionante pedir uma sociedade limpa, ecológica, onde se respeite o meio ambiente. Também é muito conveniente simplesmente solicitar uma sociedade onde os modos e a mentalidade da gente assumam o amor à natureza como algo prioritário. O problema é assumir as conseqüências dessas declarações. A história é testemunha de que os homens brincam com ATWA tanto quanto eles brincam com seus outros jogos de ego. Os homens gritam muito sobre muitas coisas, mas fazem muito pouco além de gritar.

Esses sentimentos ecológicos das massas são colocados à prova quase sempre, ao redor do mundo. Quando a Noruega se nega a dar quotas de pesca à Espanha, e têm-se pescadores desempregados; quando se trata de proibir a fabricação de sprays que atentam contra a camada de ozônio, com o qual sofremos a concorrência da Índia ou da Tailândia, que não os proíbem; quando se encarece a carne por obrigar a cumprir a lei de transporte de gado, ou se devem fechar as indústrias têxteis das bacias catalãs, que contaminam seus rios, enquanto trazemos tecidos de Cingapura; quando se quer obrigar o Brasil a conservar a selva que não souberam conservar na Europa; ou quando se nega o uso de carros SUV e por isso fecha-se uma fábrica que os produziam, deixando milhares de trabalhadores desempregados. Enfim, em cada caso, em cada tema, quando se chega à realidade é quando se põe à prova o “sentimento” ecológico que todos alardeiam.

Isso acontece porque uma política em harmonia com ATWA – ecologicamente real, autêntica, aplicável – passa por duas medidas profundamente impopulares (isso considerando, é claro, a dinâmica das sociedades modernas):

– A proibição de importar qualquer produto que não tenha sido produzido com os rigores ecológicos estabelecidos. Sem isso, a concorrência do mercado mundial leva à ruína os ecologistas diante dos sem escrúpulos.

- A aceitação de um custo adicional em nível de vida. É necessário renunciar o consumo e os costumes “cômodos” para conseguir uma aplicação ecológica realista.

O primeiro ponto é absolutamente necessário: sem uma eliminação do dumping (prática econômica que consiste em vender abaixo do preço normal ou de custo de produção) social e ecológico, que representa a concorrência desleal dos países sem respeito ao meio ambiente, não há possibilidade de uma ecologia real. Em outras palavras, não há possibilidade de uma ecologia real em uma sociedade dominada pelo mercado, em que o dinheiro – ou melhor, quem controla o dinheiro – é o que estabelece as regras.

Quanto ao segundo ponto, evidentemente é necessário eliminar um consumismo excessivo, mas isso não tem porque significar um nível de vida pior. Sim, uma mudança do estilo de vida, mas não uma queda da qualidade de vida.

O homem estar hipnotizado por suas invenções modernas não é necessariamente um obstáculo a essa busca por uma verdadeira ecologia. Em outras palavras, a ecologia é um objetivo que pode ser alcançado não limitado apenas a uma “marcha atrás” no desenvolvimento tecnológico, mas também, e seguramente assim deve ser, por um passo adiante da tecnologia. Há grandes planos, inclusive agora, inclusive sob a repugnante mentalidade mercantilista, de processos de fabricação recicláveis, de produtos sob normas de reuso e de aproveitamento de resíduos. Há métodos modernos incríveis para usar energias alternativas e recuperar áreas degradadas. Tudo isso limitado inclusive pela falta de um incentivo real para desenvolver novos métodos ecológicos de produção, dado que o sistema não promove precisamente o respeito ao meio ambiente diante dos lucros. Mas temos uma enorme fronteira para alcançar de imaginação e tecnologia a serviço da ecologia, se nos permitirem aqueles que mantêm o poder do dinheiro.

A ecologia não é contra o mundo do futuro, mas sim a mentalidade mercantilista do presente. Um mundo em que a invenção do homem esteja a serviço de uma mentalidade ecológica e de um Estado decidido a proteger o meio ambiente poderá alcançar enormes metas de bem-estar real da população, precisamente potencializando o desfrute do meio natural – do qual nós fazemos parte.

É negativa a idéia de uma ecologia baseada em uma “marcha atrás”, em “deixar de produzir” ou “deixar de fazer”. A ecologia do amanhã é baseada precisamente no contrário – em uma enorme vontade de fazer, de restaurar e de inventar métodos modernos de viver dignamente com a natureza. O homem não deve renunciar a sua presença na natureza, mas renunciar o seu papel atual como consumidor da natureza, dirigindo a mesma pela estrutura economista. Só 10% de aumento de custo podem significar 90% de melhorias ecológicas. Bastaria “pequenas mudanças” de comportamento para eliminar problemas enormes – e após um primeiro passo de sucesso, sempre haverá um segundo.

O verdadeiro problema é encontrar quem teria o valor de impor essas medidas, arrasando os obstáculos que se opõem: o mercado mundial, a ânsia de lucros econômicos e, sobretudo, o hedonismo (doutrina que considera que o prazer individual e imediato é o único bem possível, princípio e fim da vida moral) das massas, compradas pelo prazer e pela vulgaridade.

Charles Manson seria esse homem, capaz de resgatar da profundidade do egoísmo da humanidade a compreensão das necessidades de ATWA. Mas as massas programadas pela televisão – essa seita que ama morte, sangue e banalidade – o penduraram na cruz das suas ignorâncias, e o abandonaram. Apesar disso, a mensagem única de Manson persiste: não existem leis senão ATWA.

E de fato, para o homem moderno não existe outro caminho para uma vida em harmonia com a natureza senão através da conscientização total de ATWA. Não existe outro caminho. As leis naturais atropelam – e sempre atropelarão – as leis fabricadas pelos homens, porque a ordem natural é a vontade do que chamamos de Deus. Na busca por uma verdadeira ecologia, o homem precisa, antes de tudo, se tornar consciente de ATWA. Quando ele reconhecer que não existem dois – que tudo é um, e que uma vida tirada é um golpe contra si próprio – será possível direcionar a máquina da humanidade em uma direção que leve a um retorno da harmonia entre os seres humanos e o restante da vida desse planeta. Essa é a única e verdadeira ecologia.

 A busca pela verdadeira ecologia

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ATWA Brasil: “Charles Manson: Cadeia de Comando”

Abaixo, mais uma produção da ATWA Brasil: “Charles Manson: Cadeia de Comando”.

Uma nova conversa por telefone com Charles Manson, gravada em outubro de 2010. Ele fala sobre a necessidade de organizar uma força ativa para resgatar ATWA. O vídeo conta com legendas em português.

 ATWA Brasil: Charles Manson: Cadeia de Comando

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Aumento do consumo de água ameaça ATWA

atwa agua 2 Aumento do consumo de água ameaça ATWA

A busca por confortos pessoais e o contínuo aumento da população humana representam uma verdadeira ameaça às reservas de água do planeta Terra. A água é um dos pilares de ATWA – sem esse elemento, não há mais vida.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Você sabia que todas as gotas de chuva, os rios, os lagos, toda a água da Terra é uma única água? Que toda a vida na Terra é uma única vida?”

E Manson diz: “O nosso mundo é formado por água e ar. A nossa fundação está na água, no ar, nas árvores e nos animais.”

De fato, a humanidade se tornou uma usuária tão sedenta das águas subterrâneas do planeta que essa exploração é responsável por um quarto do aumento anual do nível dos oceanos. A estimativa atual é que a exploração de água doce subterrânea mais que dobrou dos anos 1960 para cá, passando de 126 km3 para 283 km3 por ano.

Até que ponto a irresponsabilidade humana passará impune? O problema é que ainda não existem dados precisos sobre a quantidade de água subterrânea no mundo. Ao contrário dos seus irmãos da vida selvagem, o ser humano perdeu o seu instinto de sobrevivência. O homem enxerga nessa dúvida científica uma motivação para prosseguir com a destruição da água. Mas, a esse ritmo, se tais reservas fossem equivalentes aos Grandes Lagos dos Estados Unidos e Canadá, essa fonte de água seria esgotada em menos de 80 anos. A questão é que quando a destruição puder ser precisamente quantificada, será tarde demais.

Não é necessário procurar muito longe para compreender a ameaça das práticas humanas. O interior brasileiro abriga, por exemplo, a maior fração do aquífero Guarani, gigantesca reserva com 1,2 milhão de km2. Hoje, 75% dos municípios do interior paulista precisam usar as águas do aquífero para seu abastecimento – essa dependência é crescente. No caso de Ribeirão Preto, uma das principais cidades do estado, essa dependência é total.

Até quando o homem continuará a se isolar da ordem natural e a contar com a sorte do acaso?

 Aumento do consumo de água ameaça ATWA

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A humanidade de costas para ATWA

atwa decostas A humanidade de costas para ATWA

O homem está em guerra contra ATWA. De fato, o coletivo da humanidade assumiu o risco real da alteração climática há alguns anos. Discute-se muito sobre os elementos que contribuem para essa mudança, mas poucos discordam de que as mudanças estão a caminho. Alguns reconhecem em seu instinto de sobrevivência – aqueles poucos que não se renderam aos confortos humanos – que medidas drásticas devem ser tomadas por todos. Outros não, e simplesmente colocam suas vidas nas mãos de desconhecidos que elaboram o sistema que a humanidade adotará.

Fato é que aqueles que até então têm determinado o caminho da humanidade se provaram incapazes. O Protocolo de Kyoto serve para ilustrar a liderança humana: se todos os países chegassem a cumprir com as suas metas de limitar as emissões de gases na atmosfera, ainda assim os Estados Unidos, sozinho, responsável por 25% do total desse impacto humano, elevaria em 6% o total mundial de emissões. Eles se recusaram a assinar o acordo, provavelmente sabendo que não se passa de mais uma brincadeira humana com relação a algo muito sério. De qualquer maneira, o Protocolo de Kyoto foi ratificado por 47 países, e quase nenhum deles cumpriu com as suas exigências.

Nos últimos 10 anos, só o setor energético aumentou em 30,5% suas emissões de dióxido de carbono. A produção de cimento, e as indústrias metalúrgicas e químicas aumentaram suas emissões em 33%. As atividades agropecuárias elevaram suas cotas para 65%. Trata-se de um quadro de abandono do instinto humano de sobrevivência. Todos nós apertamos a fundo o acelerador do sistema de produção, distribuição e consumo. Queremos carros novos, quanto mais rápidos e potentes melhor; desejamos maior consumo elétrico para ter ar condicionado e adquirir as últimas novidades em matéria de eletrodomésticos; não estamos dispostos a viajar menos, nem a frear o crescimento econômico, nem a renunciar o esbanjamento e os produtos descartáveis.

Isso sumariza o nosso argumento inicial: o homem está em guerra contra ATWA. São as ações do coletivo da humanidade que ditam as leis da nossa existência. Não existe um com mais culpa do que outro. Essa é a sociedade na qual vivemos. É a forma de pensar, observar e viver da esmagadora maioria dos seres humanos; essa mesma que alguns estimulam com sentenças tão falsas como “o povo sempre tem a razão”. Estamos vivendo imersos em uma sociedade predadora, ávida de maior riqueza e de poder ao preço que seja, onde os mais desfavorecidos só desejam ter acesso a maiores níveis de consumo. Todos os seres querem maior desenvolvimento econômico, e o medem com as pautas do modelo vigente que nos conduziu ao desastre da nossa natureza. O mundo e as leis naturais que o regem não podem suportar semelhante espólio irresponsável.

Aqueles que se auto-intitulam “ecologistas” são também transgressores quando dizem demagogicamente que é possível reduzir o impacto ambiental a níveis sustentáveis sem renunciar o nosso conforto atual, medido em bens e serviços. Argumento totalmente indefensível. Não há forma de defender isso sem uma profunda mudança em nossa cultura.

Mas ao mesmo tempo, a história é testemunha de que as pessoas pensam muito pouco com as suas próprias cabeças. É possível alterar completamente as suas idéias em uma certa direção, afinal, é exatamente isso que tem sido feito com relação ao cuidado com a ordem natural. Um exemplo: nos anos 80 se proibiram os sprays de CFCs pelo cloro que afetava a camada de ozônio na alta atmosfera. Os meios de comunicação falavam sobre o assunto, e as crianças aprendiam sobre isso nas escolas. Todos foram programados com essa história. Mas os CFCs só representavam uma mínima parte da contaminação, e as outras fontes não foram abordadas, como uma infinidade de usos industriais, os vôos supersônicos de dezenas de milhares de aeronaves militares, ou os agrotóxicos empregados na agricultura intensiva. Esse exemplo é válido para balancear a questão da culpabilidade humana nessa guerra contra ATWA. Mas seria essa fraqueza mental um fator de inocência?

Diferentemente de nossa sociedade que vive de costas para ATWA, nossos ancestrais e os homens do campo percebiam os sinais que anunciavam uma catástrofe. Quando os rebanhos selvagens fugiam em debandada depois de sentir o ar, sabia-se de que direção provia a ameaça seguindo o exemplo dos próprios animais, sempre atentos para detectar as ameaças do tempo. No entanto, como disse Nietszche: “A vida, segura sob o império do instinto, periga sob o império da razão”.

Houve uma época em que o homem fazia parte da ordem natural, em que o seu instinto de sobrevivência lhe colocava como irmão das outras espécies do planeta. Antes bastava um sinal sutil para soar um alerta. Mas hoje, o homem ignora esses sinais com orgulho, como se tratasse de coisas triviais. A humanidade se sente mais forte do que a própria natureza. O homem de hoje se vê como vencedor pela ilusão de dominá-la, controlá-la e tê-la a seu serviço. Um ignorante otimismo tecnológico convenceu a humanidade de que sempre poderá neutralizar os fenômenos naturais.

A solução é uma: reger-nos pelas leis eternas da natureza, a ordem de ATWA.

Quem sabe, ainda há tempo. É preciso deixar de viver de costas à única verdade. É necessário apelar não apenas à cabeça do homem, mas ao seu coração, obtendo assim a força da psique coletiva. Mas em seus moldes da atualidade, a humanidade não merece sobreviver. Nós nos retiramos da ordem mundial, e assim a natureza está encarregada de nos expelir dos seus cuidados. Mas ainda existe ATWA: o ar, as árvores, a água e os animais. Façamos algo então, por eles.

 A humanidade de costas para ATWA

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Mares e oceanos de ATWA – vivos ou mortos?

atwa oceanos2 Mares e oceanos de ATWA – vivos ou mortos?

A água é um dos pilares de ATWA. Os mares e lagos cobrem dois terços da superfície do nosso planeta, e têm um papel de enorme importância para todo o meio ambiente.

Apesar disso, os seres humanos parecem estar fazendo o possível – em todas as partes do nosso planeta – para produzir um impacto negativo sobre os mares e a todas as vidas que o mesmo abriga. Conseqüentemente, trata-se também de um ataque contra nós mesmos, mas o homem parece confiar mais na sorte do que na realidade dos fatos.

Abaixo estão listados alguns fatores que merecem destaque nessa guerra do homem contra a água de ATWA:

- Os mares contêm 90% da biomassa do nosso planeta – das algas à baleia azul.

- Aproximadamente 3,5 bilhões de seres humanos dependem dos mares (esse número pode duplicar dentro dos próximos 20 anos).

- Mais de 70% dos peixes são pescados em excesso. As reservas de atum, bacalhau e peixe espada foram reduzidas em 90% no último século.

- 80% da poluição marítima têm a sua origem fora dos mares.

- O material plástico descartado mata anualmente um milhão de pássaros marinhos, 100 mil mamíferos marinhos e incontáveis peixes.

- Os vazamentos involuntários, despejo ilegal pela navegação e acidentes marítimos poluem anualmente os mares com enormes quantidades de óleo.

- O nível do mar subiu de 10 a 25 cm nos últimos 100 anos, e continuará a subir, inundando regiões costeiras baixas.

- Dos recifes de corais tropicais localizados em 109 países, em 93 dos casos já estão fortemente danificados pelo desenvolvimento econômico das regiões costeiras e pelo crescente turismo.

- Os recifes de corais cobrem apenas 0,5% do fundo do mar, mas 90% das espécies de seres vivos dependem desses recifes de maneira direta ou indireta.

 Mares e oceanos de ATWA – vivos ou mortos?

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ATWA: Naturalidade acima de ecologia

atwa naturalidade ATWA: Naturalidade acima de ecologia

O mundo moderno é especialista em adulterações. Poderíamos dizer que a base da mentalidade atual é o produto de uma adulteração global. O sexo se apresenta como amor, a cidade como o ideal, e a democracia como liberdade. Tudo está adulterado. Para contestar a brutal degradação do amor e da espiritualidade, inventou-se a divinização do sexo, a destruição da família, o divórcio como normalidade. Promoveu-se e financiou-se a arte-lixo para manter as estatísticas da “cultura” atual. Uma Terra vazia que preenche o espaço da arte e da espiritualidade à base de lixo envolto em frases de críticos bem pagos – todos adoradores do Deus-Dinheiro.

Pois o mesmo aconteceu com a destruição massiva do meio ambiente – e sequestraram a ecologia. Em primeiro momento, isso pode fazer tremer algum apaixonado pelo meio ambiente e pelos princípios ecológicos. Pode parecer também contraditório para o que ATWA propõe. Mas lamentavelmente, é verdade.

A ecologia é uma palavra adulterada. Eliminou-se seu conteúdo original, dos ideais de pessoas como Konrad Lorenz, e criou-se um Frankenstein moderno “ecologista”, uma mistura de todas as imperfeições possíveis, aglutinadas mediante a mentalidade moderna e cidadã do “consumista consciente”. Outros adotaram uma “ecologia política conscientizada”, uma espécie marxista que protesta pelos erros do capitalismo, e sonha com uma nova versão de sociedade materialista, semelhante à qual realizou a destruição ecológica maior da história: a URSS, onde o desprezo pelo meio ambiente foi ainda maior do que registrado no capitalismo.

A ecologia atual é um “mercado do verde”, e não um sentimento de integração com a natureza. A idéia original foi convertida de uma ciência para uma adulteração política, para poder assim tornar coerente a venda da “solução” para a ameaça do meio ambiente pelos princípios homocêntricos e economistas do modo de vida atual. Os movimentos considerados “verdes” são parte do problema, uma vez que se passou o tempo de pregar “consciência” e falar em “eficiência”. Os seguidores do Deus-Dinheiro – criado pelo próprio homem – adoram seus ídolos nos bancos, enquanto a natureza é vendida muitas vezes como obstáculo aos ganhos financeiros.

Nossa posição é, por outro lado, perfeitamente coerente com nossos princípios diferencialistas e naturais. A raiz do pensamento de ATWA se baseia precisamente nos valores da natureza, e, portanto, era de prever que o conceito de relação com a natureza fosse absolutamente coerente com sua ideologia, uma vez que parece claro que os princípios de igualdade se chocam radicalmente contra uma relação lógica homem-natureza.

O nosso interesse é acabar com a base de todo o problema. Para nós, as relações homem-natureza estão dadas por uma concepção ética do homem e por uma definição da natureza como objeto de direito, e não como mero “elemento de uso”. Rejeitamos absolutamente o antropocentrismo, a base mítica sobre a qual se fundamenta a exploração materialista e as relações economistas homem-natureza.

Deve existir uma profunda relação de amor e respeito a todo o natural, de forma que cada pessoa “viva a natureza”, e seja parte dela. A educação e a convivência na natureza e com os animais não é um aspecto secundário da existência, mas sim a sua base. É nesse contexto que a natureza se torna um objeto de direito do homem. Mas sem esse respeito mútuo, o homem está no crime contra a ordem natural, agindo de forma semelhante a um câncer lutando contra a vida do corpo humano.

E com isso entramos no conceito básico de naturalidade. Para uma pessoa sensível normal, dessas que vivem em povoados menores, longe da deformação imposta nas grandes cidades, passear pelo campo não é uma “libertação temporária em um fim de semana”, mas um ato normal de sua vida. É o dia-a-dia. É gente que vive perto dos montes e dos campos, em contato natural com os cachorros e com os animais, que ama o meio ambiente do seu povoado, conhece suas colinas e suas formas, sabe onde estão os vales e fontes de sua região, sabe onde encontrar coelhos, plantas e pássaros, reconhece seus cantos e nomes. Esse tipo de pessoa não é o mesmo tipo de humano que os macro-cidadãos, que não sabem nada de seu entorno, que para eles passear é um luxo e tratar animais é algo exclusivo dos zoológicos, que não conhecem sua região nem viram em meses seus rios e montes. Para a cidade, caminhar é uma obrigação, e observar o vôo dos pássaros uma inutilidade que ninguém vê.

Por fim, esses macro-cidadãos são ecologistas. A ecologia existe porque predomina essa loucura de cimento e asfalto, parques industriais e cidades. A ecologia existe para os quais perderam a noção da terra úmida, e para os quais se cansam se sobem em uma colina próxima. A ecologia substitui a naturalidade nos cidadãos que ainda resistem à sua condição de semi-homens.

Mas para a gente sã, para os quais amam seu entorno porque vivem nele, para os quais o rio de carros é antinatural, para os que “ouvem” o ruído infernal das ruas e vêem as paredes de cimento como algo artificial, para os quais os bosques são sua normalidade e conhecem os detalhes de seus caminhos, para esses não é preciso a ecologia, mas sim evitar que os homens zumbis lhes tirem a sua naturalidade.

Temos de entender os inimigos de ATWA da seguinte forma: perderam a parte natural do homem, se converteram em seres desenraizados, aliados ao materialismo, ao mecanicismo. São seguidores do Deus-Dinheiro, adoradores de seus ídolos na Terra. Os bancos mandam, apesar da maioria deles não perceber, no andamento das suas vidas. Por isso aspiram à ecologia, porque perderam a naturalidade, e não estão em harmonia com eles mesmos e com a ordem natural.

Nossa luta é para recuperar o sentido natural do mundo. Esse é o objetivo, e não a ecologia. Não as medidas de eficiência, nem as reivindicações eco-marxistas. Todos somos o problema, porque todos nós perdemos a naturalidade. E na guerra contra ATWA, não existe vitória para o homem.

 ATWA: Naturalidade acima de ecologia

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A destruição do verde de ATWA

atwa coresdoverde A destruição do verde de ATWA

Um novo estudo aponta que mais de um quinto das espécies de plantas do mundo corre o risco de se extinguir por conseqüência de ações humanas. Olhando para todo o verde de ATWA: uma em cada cinco árvores será perdida; uma em cada cinco plantas será perdida; uma em cada cinco algas dos oceanos será perdida. Os homens continuam a consumir o planeta, de forma semelhante a um câncer se multiplicando no corpo humano, sem dar chance para a sobrevivência. Ironicamente, estão se auto-aniquilando no processo, mas a máquina não pára.

O novo relatório sobre a perda de plantas é o mapeamento mais preciso já feito sobre a ameaça para as estimadas 380 mil espécies de plantas do planeta. “Este estudo confirma o que nós já suspeitávamos. As plantas estão sob ameaça e a principal causa é a perda de habitat pelas mãos do homem”, explica um dos dirigentes do estudo.

As plantas estão mais ameaçadas do que as aves, tão ameaçadas quanto os mamíferos, e menos do que os anfíbios e os corais. Entre as plantas, o grupo que inclui os pinheiros está entre os mais ameaçados. O grande perigo é representado pela perda de habitat provocada pelo homem – a maioria dos casos é resultado da conversão de habitat naturais para cultivo e criação de gado. A atividade humana responde por 81% das ameaças.

Essa é uma tendência com efeitos potencialmente catastróficos para a vida na Terra. É um verdadeiro crime nos sentar e simplesmente observar o desaparecimento das espécies de plantas. Elas são a base de toda a vida na Terra, fornecendo ar limpo, água e alimento. Todas as vidas dependem delas. O homem é visivelmente o causador desse problema. A destruição não somente das plantas, mas esse obstáculo imposto à sobrevivência de todas as vidas, está sendo criado nesse exato momento pelo coletivo da humanidade.

É essa arrogância e egoísmo do homem que permitiu a declaração de guerra contra ATWA, mas nessa luta não existe vitória para a raça humana. A harmonia das vidas faz parte da vontade de Deus. Nós nos colocamos fora dessa equação, e nos negamos a retornar para o nosso verdadeiro lugar. Mas sem dúvida, a harmonia prevalecerá. A solução para isso será o nosso próprio fim.

Para ler um artigo da mídia corporativa sobre o novo estudo, clique aqui.

 A destruição do verde de ATWA

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ATWA Brasil responde: “A questão humana e o anarquismo”

atwa anarquiaveganismo ATWA Brasil responde: A questão humana e o anarquismo

Desconheço a origem do seguinte artigo, uma vez que o mesmo foi republicado em diversos websites de mesma orientação, e em todos os casos sem um nome que se responsabilizasse pela autoria. Isso não é um problema, mas é importante enfatizar que essa resposta da ATWA Brasil, portanto, não é endereçada a uma pessoa específica, mas sim ao coletivo das pessoas que têm interesse pelo respeito ao todo da vida.

O artigo é intitulado “A questão humana e o anarquismo”, e procura dar uma luz à questão da ideologia vegana com relação ao papel do homem nessa equação. São eles os animais, somos nós, os somos todos animais? E se somos todos animais, como lidar com isso? São questões importantes, uma vez que se pode dizer que a ética antropocêntrica é o provavelmente o maior inimigo das coisas vivas desse planeta.

O problema que a ATWA Brasil avista no diálogo do citado artigo é a questão do anarquismo, que nesse caso aparece associado à questão de respeitar o reino animal – do qual nós fazemos parte. Em uma crítica à autonomia do Estado, que segue em paralelo à questão da objetificação do homem nesse debate moral sobre a ética do veganismo, o artigo propõe uma “abordagem anárquica, ou seja, anti-coercitiva e libertária”. E nisso nasce outro problema.

O citado artigo afirma:

“O Estado exerce, por definição, forças coercitivas sobre determinada sociedade. Sua legitimidade, contudo, não é incontestável (apesar de pragmaticamente o ser). Qual é a legitimidade das leis que lhes são impostas sem sua participação em sua elaboração? Ao meu ver, teriam caso houve um deslocamento livre e de sua vontade para o campo de influência normativa desse Estado. Mas, e no caso de você simplesmente nascer lá?”

Em outras palavras, o artigo aponta uma falha da teoria democrática contemporânea (a ausência do indivíduo na elaboração de leis) para justificar uma não-relação pessoal com as leis que são impostas. Ele também enxerga um nível de legitimidade dessa ocorrência caso o indivíduo tenha escolhido migrar para tal Estado, mas não necessariamente se “simplesmente nasceu lá”. E a resposta para essa questão (uma delas), está no pensamento anárquico, nesse caso associado ao veganismo como explicado anteriormente.

Mas o caminho deve ser precisamente o contrário. A ordem natural deve ser a primeira lei. ATWA – ar, árvores, água, animais – o sistema de suporte de vida do nosso planeta, é fundamentado na ordem, na interdependência de todos os elementos com seus papéis igualmente importantes. Você perde uma dessas peças, você acaba por perder todas. Nada é mais característico da ordem do que a vida na Terra, e a anarquia é inimiga da ordem.

Uma vez que o indivíduo faz parte de uma área de influência política, ele tem seus direitos e deveres desse ambiente. Ele faz parte desse ambiente, e ele é responsável pelo caminho que esse ambiente trilha. Em uma democracia, o seu não-voto ou o seu voto para um ou outro candidato não altera em nada a sua responsabilidade pelo resultado das eleições e pelas leis que são elaboradas ou impostas a partir desse momento. Vivendo nesse ambiente, você tem um contrato de concordância com seja lá qual for o resultado de eleições ou passagem de leis, porque isso faz parte dos seus direitos e deveres. Sendo assim, o indivíduo é sim responsável por “leis que lhes são impostas sem sua participação em sua elaboração”, não importando o seu posicionamento ideológico.

A democracia exalta o poder do coletivo. Todos dividem os erros e acertos, igualmente, e são responsáveis por todas as decisões, também igualmente. Independentemente das suas orientações pessoais, você faz parte da solução e do problema. Nesse caso, a anarquia nada mais é do que uma extensão da democracia, uma vez que abre mais uma camada de “liberdade”, que pode ser também interpretada como “irresponsabilidade” pelas decisões que são tomadas. Em outras palavras, o indivíduo é posicionado ainda mais distante de onde as leis são impostas, e por estar mais distante, ele sente que pode caminhar sem dividir a responsabilidade com aqueles que elaboram as leis e ditam o caminho da nação.

A solução não está nesse caminho. É necessário olhar para o outro lado da cerca. Se o objetivo final é a natureza, então é imperativo reconhecer e se submeter à ordem natural. Tudo na sua forma original está em ordem, e a busca deve ser para resgatar essa ordem que a humanidade desequilibrou com as suas decisões coletivas.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Os anarquistas não ajudam a ordem. A maioria dos anarquistas são pessoas que não se encaixam. Eu sou um deles que não se encaixa, e gostaria de ter a liberdade para poder ser um anarquista. Mas com certeza não ajudaria ATWA. [...] Nós precisamos ter ordem se queremos que a Terra sobreviva.”

E Manson diz: “Vocês têm duas escolhas: anarquia e destruição, ou ordem e vida. E vocês podem ter ordem e vida como uma linda sinfonia, porque nós temos a capacidade de colocar a mente em ordem.”

O homem que procura trazer ordem para a Terra deve encontrar o seu centro no Sol. O homem deve render-se à ordem do universo e às leis da natureza, as leis da vida e da morte – os movimentos de uma roda. As estações e ciclos, fogo e gelo, luz e trevas, criação, destruição e a determinação de existir em harmonia com a lei.

Essa é a ordem de ATWA, a ordem natural, a ordem da vida. Se existe uma revolução a ser feita pelo homem, ela deve pelo resgate da lei. E o anarquismo é inimigo da ordem.

Para ler o artigo “A questão humana e o anarquismo”, clique aqui.

 ATWA Brasil responde: A questão humana e o anarquismo

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Charles Manson: “Somos nós que devemos pagar…”

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Aqui, um trecho de mais uma carta de Charles Manson.

“Eu sinto e penso livremente, e percebo que se eu deixar as coisas caírem nos padrões de pensamento da minha mente, que isso é ruim para mim, mas que isso está apenas em mim. A grandiosa e maravilhosa parte da vida é que cada um tem a si próprio, e pode fazer o que bem querer.

Eu vejo a queda de uma árvore pau-brasil, e eu sinto todos aqueles que aceitam que não vale à pena a vida que lhes foram dadas.

ATWA – como vai ficar e o que vai ser? Nada conta se não estiver no lado da sobrevivência. Quando a mente do mundo começa a chegar a pensamentos como esse, nós não podemos sobreviver sem isso. Eu não gosto de interferir na natureza das coisas, e trabalhar para entender o que é natural e o que não é.

Nós, como povo, colocamos muito sobre a palavra Deus, e não pensamos mais sobre isso. Mas se nós parássemos e nos detivéssemos em nossa própria Câmara de Deus, e pegássemos de novo do nosso Deus o que nós abandonamos, acordaríamos e veríamos que somos nós – somos nós que devemos pagar e equilibrar a ATWA que nós distorcemos.”

- Charles Manson

 Charles Manson: Somos nós que devemos pagar…

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Charles Manson: “Nos tornar ATWA…”

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Aqui, um pedaço de uma carta de Charles Manson. A imagem acima é uma versão digital de um desenho feito à mão por Manson e enviado junto com essa carta, para ilustrar o pensamento de ATWA.

“Eu descobri que isso funciona assim, e dá certo para a minha irmandade: quando eu dou tudo o que eu tenho, não importa o quanto seja porque o tudo é tudo, e deve ser tudo para ser uma palavra.

Essa palavra significa muito mais, tudo, não menos do que a alma e o amor, até mesmo a vida, e é aí que as pessoas acabam presas em seus próprios demônios.

Quando eles vêem a minha vontade de dar tudo, eles vêem isso como uma fraqueza, e tiram de mim aquilo que os meus irmãos cuidam comigo, e pensam que eu sou um tolo e fraco e que não compreendo. Outros roubam as minhas coisas e vendem os meus sapatos e toda a ajuda que eu consigo eles sugam de mim, e eu os vejo e penso: não julgue, dê, perdoe, não condene.

Isso é difícil para mim porque eu quero chutá-los, mas aí eu percebo que as pessoas acabam sendo como elas são por causa de dor, e eu não quero ser um dos que impõem dor.

Quando alguém continua roubando as minhas pequenas coisas, isso preenche uma necessidade que ele tem de pensar que a sua realidade é mesmo real, e que a minha realidade não é. Eu fui deixado no banco dos juízes, os alteradores da verdade, onde o bom se torna ruim e o ruim se torna bom.

Todas as vidas vêm da vida. As crianças de Deus têm gastado muito tempo aprendendo a dar, e que o todo faz parte de um todo ainda maior que nós não conseguimos enxergar, até que nós possamos dar o todo a si mesmo, e assim podemos nos tornar ATWA.”

- Charles Manson

 Charles Manson: Nos tornar ATWA…

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Charles Manson: Deus e o homem

atwa deuseohomem Charles Manson: Deus e o homem

Aqui, a transcrição de uma recente conversa com Charles Manson, de junho de 2010:

“Deixe-me dizer-lhe algo que é muito importante: se um homem tem um problema, e trabalha toda a sua vida sobre esse problema, sabendo que ele não pode resolvê-lo, mas que pode empurrá-lo um pouco mais para frente… e cada vez que um homem se torna um homem, qualquer que seja ele, não tem nada a ver com preferências sexuais, não tem nada a ver com o que ele veste, ou com como ele fala, ou com o quão forte ele é. É o espírito de saber na verdade da justiça, e ser capaz de analisar, o poder de observação, para observar e perceber que é uma única vida: Deus.

E quando Deus se torna real no homem, não é uma denominação ou um livro de histórias. Não é uma ilusão, um jogo, ou uma peça de teatro. Não é para atenção ou aprovação. Não é para o homem. É somente para Deus que Deus é Deus. Deus não é Deus para o homem. Deus é Deus porque Deus é tudo o que existe, e não há nada dos homens nele. É eterno. A vida está no homem. E diz isso, na minha inteligência: eu estive a vida inteira em uma cela tentando resolver esse problema. Não me esforçando, mas fazendo automaticamente. Eu não consigo dormir sem pensar. Eu não consigo viver sem algo batendo dentro do meu peito ou funcionando na minha alma e na minha vida que diz o seguinte: existe apenas um caminho. Não pode haver nenhuma dissensão. Não pode haver divisão. Não pode haver nenhuma dúvida sobre isso. O que é deve ser para ser o que é. Se a vida vai existir nesse planeta, tem que vir em perfeita ordem com a atmosfera que respira. Se ela não tem isso, então não há mais nada. Tudo deve ser sacrificado por um princípio em uma única ordem, em uma única vida, em um único ar, em um único mundo, em uma única Terra, em uma única mente, que não tem nada a ver com os seres humanos. Os seres humanos são o problema. São eles que estão criando as decisões que estão destruindo a vida na Terra. Todas as vidas serão perdidas na Terra se você não lidar com o problema humano. O homem é o problema; as pessoas são o problema. O petróleo não machuca as pessoas. É o povo que está manuseando o petróleo que está prejudicando as pessoas.

Você sabe que quando eu falo algo, eu quero dizer o que eu digo, e eu digo o que eu quero dizer. Eu estou dizendo isso para você: pare esse maldito combustível fóssil ou você vai acabar com a vida no planeta Terra. Se você quer ter ar nesse planeta, você tem que mudar, ou simplesmente partir. De uma forma ou de outra, mais cedo ou mais tarde, a vontade de Deus será realizada nesse planeta. Não tem nada a ver com quantos websites você tem, ou com quantas pessoas estão lendo os seus livros ou falando sobre o que está escrito em suas camisetas, ou com o quão longo é o seu cabelo, ou se você será amigo de alguém ou inimigo de alguém. Todo esse lixo humano remonta ao Faraó – a flecha, que disparou em direção ao Sol quando o Faraó disse: ‘Não há ninguém mais senão Deus, e vocês farão a vontade de Deus ou não existirão mais’. Remonta aos escravos, e você vê que o escravo está feliz, e ele se congratula com as suas correntes que puxam a carroça que vai tirá-lo dessa merda de combustíveis fósseis, e o colocarão de volta na estrada para a vida. ATWA é a equação final, porque a sepultura do Faraó é a escuridão das prisões. A eternidade está dentro das baratas, aranhas e insetos.

Eu dei tudo o que era meu para um velho cego que lutou por toda a sua vida, que deu a sua vida, e os seus filhos estão nas sepulturas da vida eterna. O Grateful Dead disse: ‘Alcatraz era apenas um pelicano sobre uma montanha, olhando para o oceano’. O pássaro é Deus. Temos de trabalhar para os pássaros e todos os diferentes animais que são deuses. O exército? Procure no zoológico pelo seu general, e diga que nós sabemos que os animais são os nossos deuses, em nossas cabeças. E volte para o planeta o mais rápido que puder, para o ar e pela água. E pare de cortar as árvores por coisas estúpidas. Você já tem todas essas coisas, cara.

Você sabe que, basicamente, a pessoa comum que não sabe nada tem que trabalhar para fazer algo. E todos os trabalhos já foram postos em prática pelos mortos. O que é necessário é um CCM, o Corpo de Conservação do Mundo, para começar com novos trabalhos e estar nas novas economias, com novos cartões de crédito, novos bancos, e novos números, para a conservação de toda a vida no planeta. Nós começamos o CCM na Califórnia, e foi dado aos veteranos que retornavam das guerras em cadeiras de rodas. Essas são realidades que ajudarão a sobrevivência no planeta Terra, cara. Mais cedo ou mais tarde, será realizado.”

- Charles Manson
Junho de 2010

 Charles Manson: Deus e o homem

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Belo Monte: Brasil e sua autodestruição

atwa belomonte Belo Monte: Brasil e sua autodestruição

Na semana passada (dia 26), o líder eleito pelo povo brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o contrato de concessão da Usina de Belo Monte, que será construída no Rio Xingu, no Pará. Ao fazê-lo, ele assumiu o papel de líder esperado por aqueles que o elegeram: “O que está acontecendo hoje aqui é o fim de um período em que as pessoas tinham medo de governar”, disse o presidente. Depois de 30 anos de críticas, com escândalos variando de obras superfaturadas a crimes ambientais e contra a vida, o Brasil aceitou dar mais um passo a caminho da sua autodestruição – com aval do povo brasileiro.

A usina de Belo Monte, que será a segunda maior do Brasil, atrás apenas da binacional Itaipu, e custará pelo menos R$ 19 bilhões (sem contar todos os roubos pelo caminho), vai ser um desastre ambiental. A construção vai aniquilar o Rio Xingu e aqueles que dependem dele para sobreviver, humanos e não-humanos. Mas para as mentes de dinheiro, essas preocupações não passam de obstáculos a serem atropelados. Pouco eles sabem, mas a cova que estão cavando também lhes pertence.

O ex-secretário de meio ambiente de São Paulo, Walter Coronado Antunes, descreveu o projeto como o “pior projeto de engenharia da história de represas hidrelétricas do Brasil e talvez do mundo”. A população que depende do Rio teme a seca na Volta Grande, local habitado por índios. Isso porque a água terá seu curso desviado para um reservatório, uma área que será alagada, e com isso a vazão será reduzida por um trecho de 100 quilômetros.

Os danos materiais dessa obra serão contabilizados no futuro. Mas o resultado desse golpe contra a vida será conhecido tarde demais, quando ATWA responder aos crimes humanos contra toda a natureza. Nessa guerra, não há vitória a ser conquistada pelos homens.

Do lado do respeito à vida, uma forte mobilização da parte dos índios irá acontecer. As lideranças das aldeias indígenas que serão afetadas pela construção da usina de Belo Monte afirmam que vão usar todas as armas na luta para evitar que a obra seja concretizada. Luis Xipaia, da aldeia tukaia, diz que 4 mil índios estão prontos para lutar. “O Governo federal só vai construir a usina se matar os índios que vivem aqui. O Rio Xingu vai ficar vermelho de sangue”, declarou Xipaia.

Todos aqueles que amam a vida – que respeitam a autoridade de ATWA – devem embarcar nesse combate. Permanecer sentado é fazer parte do problema. Não agir é tomar uma posição, e nesse caso, de declarar guerra contra ATWA. Vocês foram alertados.

 Belo Monte: Brasil e sua autodestruição

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ATWA e o fogo que nos consome

atwa guerrapoluicao ATWA e o fogo que nos consome

A guerra do homem contra ATWA continua. Mas seria ignorância afirmar que não haverá um fim: sim, o fim está se aproximando, mas não para ATWA, e sim para os homens. ATWA era ATWA antes de o homem existir, e continuará a ser ATWA quando o homem desaparecer. O karma da humanidade está retornando, em todos os lugares. Aqui, não é diferente.

O Brasil está imerso num mar de queimadas, mas não há nem cheiro de fumaça nas campanhas presidenciais. Como de costume, ninguém trata disso. Fala-se muito de números, de dinheiro, e nada sobre viver e estar vivo. Em meio à fumaça, nossas orelhas não ardem, pois nenhum dos nossos futuros líderes fala de nós – eles falam deles. Mas a realidade é que nossos narizes estão pegando fogo. Placas se acumulam nas mucosas, às vezes com sangue. Acorda-se no meio da noite com as narinas entupidas por falta, e não excesso, de muco. Não caia na conversa de que uma massa de ar quente e seco nos impede de respirar em pleno inverno. Sim, o ar está seco. Mas ele está cheirando a quê?

Onde há fumaça, há fogo – disso todos sabem, apesar de poucos considerarem isso na prática do dia a dia. E não é só a combustão interna de veículos movidos a combustíveis fósseis (gasolina, diesel) ou renováveis (etanol, biodiesel). Florestas, pastagens, matas virgens estão ardendo – combustível vivo.

Olhe para o céu. Olhe para o horizonte. Não é mera poluição ou névoa seca o que se enxerga. São partículas de fuligem que sobrecarregam o ar, produto da queima de matéria vegetal. São as cinzas daqueles que se foram pelo nosso consumo. É resultado das nossas práticas. São crimes nossos – e ironicamente, contra nossa própria sobrevivência.

O material particulado (que chamamos de poeira) altera o comportamento da radiação luminosa que parte do Sol. Com o Sol baixo no horizonte, seus raios têm de atravessar uma camada mais espessa de ar e, portanto, encontram mais partículas pelo caminho. Com a fuligem adicional, surgem os pores do sol mascarados de vermelho dos últimos dias. Parece bonito, mas é fumaça. Fogo!

É um ciclo vicioso. No inverno chove menos, e a vegetação seca, tornando-se inflamável. Fazendeiros e sitiantes usam e abusam da tecnologia mais antiga da nação – a coivara do tupi – para manejar o solo, adubando-o com cinzas. A poeira lançada na atmosfera pelas labaredas multiplica partículas às quais moléculas de água podem aderir. Chove menos. Tudo resseca. A mata queimada se torna ainda mais inflamável nos anos seguintes, pois as árvores morrem e as gramíneas penetram onde antes não tinham luz para viver. As chamas se erguem cada vez mais alto, até as copas, detonando tempestades de fogo. É uma pesquisa científica, mas também uma metáfora do Brasil futuro.

Os ataques contra ATWA são ataques contra o próprio homem. O sentimento de conforto – dos que sentem tal coisa – inviabiliza a solução. Estar em paz enquanto o fogo queima é acender novos incêndios. Em nenhuma guerra existe vitória para o homem. A guerra contra ATWA representa o mais perfeito exemplo dessa afirmação. Enquanto o fogo queima, nós queimamos. Mas ATWA sobreviverá. O homem, ainda não se decidiu.

 ATWA e o fogo que nos consome

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