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A sua alimentação e respeito a ATWA

atwa alimentacao A sua alimentação e respeito a ATWA

O Reino Unido poderia reduzir consideravelmente as suas emissões de carbono se mais pessoas optassem por uma dieta vegetariana, segundo uma nova pesquisa da Universidade de Lancaster. O relatório, intitulado “Impacto relativo de gases de efeito estufa com base em escolhas alimentares realistas”, informa que se todas as pessoas do Reino Unido trocassem seus atuais hábitos alimentares por uma dieta vegetariana ou vegana, a diminuição na emissão de gases de efeito estufa seria equivalente a 50% das emissões de toda a frota de automóveis do Reino Unido.

É necessário compreender que tudo o que entra em nossos carrinhos de compras tem um custo cumulativo para o meio ambiente em cada etapa da produção desses alimentos – do cultivo e transporte ao armazenamento e embalagem, cada etapa resulta em um aumento de emissões de gases de efeito estufa.

Ao considerar as emissões de gases de efeito estufa associados com a produção de 61 diferentes categorias de alimentos, os autores do relatório foram capazes de determinar as emissões típicas associadas a uma variedade de diferentes dietas.

O estudo detalhou que as emissões totais de gases de efeito estufa resultantes da alimentação comum do Reino Unido hoje são equivalentes a 167 milhões de toneladas de dióxido de carbono. Considerando isso, uma mudança para dietas vegetarianas ou veganas poderia reduzir esse número entre 22% e 26% imediatamente.

A carne fresca bovina apresentou as maiores emissões de todos os itens analisados, mas carnes e queijos em geral tiveram altos custos em termos de emissões de gases de efeito estufa. Essas emissões foram em grande parte causadas pelo metano, da ruminação dos animais, lama e esterco dos terreiros, e óxido nitroso dos fertilizantes. Nesse contexto, a carne tem uma pegada de carbono de cerca de 17 kg de dióxido de carbono por quilo. Queijos tem cerca de 15 kg. As carnes, quando cozidas, ainda têm suas pegadas elevadas em mais 11 kg por quilograma – ou seja, representam um verdadeiro inimigo do planeta.

Em contraste, frutas e legumes cultivados sem aquecimento artificial têm baixas emissões. O vinho tem uma pegada de carbono de 2 kg por quilograma, e as batatas, maçãs, pães, e cereais estão todos abaixo dos 2 kg.

Sendo assim, cada vez que você se alimenta, todos os dias, você se depara com duas opções: ignorar a consequência das suas ações, e simplesmente se ajoelhar perante o seu próprio desejo humano; ou agir em respeito a todas as vidas (que inclui a sua), em harmonia com ATWA, e tomar uma decisão consciente pensando em tudo o que vive. A escolha é sua – e as consequências também serão.

 A sua alimentação e respeito a ATWA

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Um alerta de ATWA aos brasileiros que comem carne

atwa carneamazonia Um alerta de ATWA aos brasileiros que comem carne

Atenção aos brasileiros covardes que se alimentam de carne e sangue!

62% da área desflorestada da Amazônia estão ocupadas por pastos. É o que diz um novo estudo realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com apoio do Ministério do Meio Ambiente.

As análises foram feitas com base em dados reunidos até 2008 e mostram como está sendo usada a terra agredida da floresta – uma área de 720 mil km² desmatados, do tamanho do Uruguai. Desse total, 62,1% foram transformados em pastagem, dos quais 46,7% são pasto limpo, com capim plantado; 8,7% de pasto sujo, onde o capim divide espaço com uma vegetação arbustiva; 6,7% de área de pasto em regeneração, onde há predomínio de vegetação arbustiva sobre o capim; e 0,1% de pasto com solo exposto.

Segundo o estudo, esse quadro confirma a existência de uma pecuária extensiva de baixa produtividade, com menos de uma cabeça de gado por hectare. O mapeamento também revela que a produção agrícola ocupa menos de 5% da área total desmatada na Amazônia.

Os dados confirmam que a pecuária continua a ser o fator predominante por trás do desmatamento da floresta amazônica. Em uma região onde os preços da terra estão se valorizando rapidamente, a pecuária é usada como um veículo para especulação de terra, quase sempre ilegal. Terras com florestas têm pouco valor, mas transformadas em pastagens podem ser utilizadas para produzir gado ou serem vendidas para grandes agricultores. E com isso, a pecuária na Amazônia tem se tornado um negócio multibilionário, que abastece os mercados domésticos de carne e os mercados no exterior com produtos de couro.

Brasileiro, se você se alimenta de outros animais, você está destruindo a Amazônia. Se você se alimenta de carne e sangue – a prática dos covardes, inimigos da Vida – você está apagando o verde da bandeira do Brasil. E acima disso, você está em guerra contra ATWA – e ATWA era ATWA antes de a humanidade ser a humanidade.

 Um alerta de ATWA aos brasileiros que comem carne

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ATWA: Guerra contra os transgênicos

atwa transgenicos ATWA: Guerra contra os transgênicos

Abaixo, algumas perguntas e respostas sobre os alimentos transgênicos – outra face do combate dos homens contra a soberania de ATWA:

Você sabe o que são transgênicos? E produtos transgênicos?
Os transgênicos são espécies animais e vegetais geneticamente modificadas por cientistas em seus laboratórios. Os produtos transgênicos são produtos industriais que possuem, em sua composição, organismos geneticamente modificados.

Você sabe dos riscos que eles podem trazer à sua saúde?
Consumindo produtos transgênicos, você tem seu sistema imunológico alterado. Isso pode provocar alergias alimentares, redução do efeito de antibióticos, e aumento do nível de substâncias tóxicas que prejudicam a saúde, acima de tudo com efeitos cancerígenos.

Você sabe dos riscos que os transgênicos trazem ao meio ambiente?
Os transgênicos provocam o aparecimento de superpragas, afetam a vida microbiana no solo, matam insetos vitais para natureza, e provocam a perda da diversidade genética.

Sabia que os impactos dos transgênicos na natureza são irreversíveis?
Os transgênicos, uma vez liberados na natureza, se misturaram com as outras espécies vegetais, posteriormente tornando-se impossível retirar da natureza os genes que foram introduzidos. As conseqüências disso são imprevisíveis – e perigosíssimas.

Você sabia que os transgênicos podem estar bem próximos de você?
Os transgênicos podem ser encontrados nas prateleiras dos supermercados. Veja aqui algumas empresas conhecidas no Brasil que utilizam transgênicos:

Ajinomoto
Arcor
Bauducco
Batavo
Cirio
Da Grana
Effem
Hikari
Kellog’s
Kraft
Liza (Cargill)
Mococa
Nestlé
Nutrifoods
Nutrilatina
Nutrimental
Oetker
Parmalat
Quaker
Santista
Soya (Bunge)
Vigor
Visconti
Wickbold

Se você não é favorável à livre comercialização dos transgênicos e de seus derivados, saiba como combatê-los:
Consuma produtos orgânicos. Esses produtos, além de serem saudáveis e nutritivos, não degradam o meio ambiente, pois são produzidos sem agrotóxicos e adubos químicos. Evite comprar produtos importados dos Estados Unidos, Argentina e Canadá que contenham derivados de soja, milho, canola e tomate.

 ATWA: Guerra contra os transgênicos

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Superpopulação humana e desaparecimento dos peixes

atwa genocidiopeixes Superpopulação humana e desaparecimento dos peixes

Um novo estudo indica que mais de um terço dos peixes de água doce estão ameaçados de extinção. Os dados sugerem que, assim como os anfíbios, os peixes de água doce devem também ser considerados como um dos grupos de espécies mais ameaçadas no planeta. O estudo identificou 5685 espécies de peixes de água doce, e indica que 36% dessas espécies estão atualmente ameaçadas.

Algumas espécies se encontram em situação mais alarmante do que outras. A enguia européia, por exemplo, teve a sua população reduzida em 90% desde os anos 1980. O esturjão-atlântico, que é fonte de um dos tipos mais caros de caviar consumido pelo homem, e já foi comum em rios por toda a Europa, agora é encontrado somente em um único rio, na França, onde tem uma população estimada em entre 20 e 750 indivíduos. O peixe-gato-gigante está destinado a desaparecer no próximo ano, contando hoje com menos de 250 indivíduos na natureza. Muitas outras espécies pouco conhecidas, que se tornam isoladas em cursos de água remotos, também estão entre aquelas com maior risco de desaparecer durante os próximos anos.

Ironicamente, como discutido em postagens anteriores, a população humana continua a subir aceleradamente. Com crescimento populacional paralelo à destruição das outras formas de vida, estamos nos reproduzindo à custa da extinção de outras espécies. Estamos avançando com um genocídio descarado das formas de vida inteligentes desse planeta, um verdadeiro crime contra ATWA que não sairá impune.

Nunca é tarde demais para abandonar os inimigos da Vida e se unir aos soldados de ATWA, que destinam suas vidas ao amor e respeito pela Mãe Terra – a verdadeira mãe.

 Superpopulação humana e desaparecimento dos peixes

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Números e os soldados de ATWA

atwa soldados Números e os soldados de ATWA

A população humana mundial está prevista para atingir sete bilhões de pessoas em outubro desse ano. Em 2050, as previsões mais otimistas sugerem que a mesma chegue a nove bilhões. Mantidas as previsões, no ano de 2100 chegaremos a 10 bilhões de seres humanos.

Apesar disso, o crescimento populacional é altamente desigual geograficamente. Na Alemanha, por exemplo, a tendência é que a população continue igual, ou até diminua um pouco nos próximos anos. Outros países europeus têm uma tendência semelhante.

Por outro lado, no continente africano a situação se inverte. A África será responsável por mais de um bilhão de pessoas do crescimento populacional mundial projetado para o ano 2050. Em outras palavras, 49% do crescimento populacional mundial está centralizado na África. Ironicamente, os países africanos também são os que têm mais dificuldade em produzir seu próprio alimento nos dias de hoje – sem contar na total escassez de água.

Ao mesmo tempo, mesmo considerando o crescimento populacional fora do padrão do resto do mundo, o estilo de vida africano é visivelmente menos agressivo com relação ao meio ambiente. Apesar das florestas africanas terem sido desmatadas em níveis semelhantes à destruição comandada pelo Ocidente, ao menos em termos de emissões nocivas os africanos permanecem pouco hostis. Isso deve ser considerado em qualquer ação por respeito à ATWA: imagine substituir a população africana por uma população menor, porém com estilo de vida com padrão Ocidental?

Fato é que os números são armadilhas. Homens de paletó adoram números, e são com números que eles enganam a todos. Qualquer número é relativo, e deve ser questionado. Não importa o número de pessoas – o que importa é quantos desses números representam soldados de ATWA, e quantos são soldados inimigos, trabalhando com as forças da morte. Esses são os números de ATWA. Se tivéssemos nos aproximando de sete bilhões de soldados de ATWA, certamente não haveria desarmonia com a Vida. Mas não é o caso.

E você… está aliado com o Exército de ATWA, ou com os inimigos da Vida?

 Números e os soldados de ATWA

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ATWA: Gerifalte como expressão de adaptação

atwa gerifalte ATWA: Gerifalte como expressão de adaptação

Enquanto o coletivo da humanidade trava a sua guerra sem limites contra ATWA, os nossos irmãos e irmãs em harmonia com a vontade de Deus, em defesa e preparação para o futuro contra-ataque, se organizam com as armas providas pela inteligência que dita as leis da sobrevivência. O falcão gerifalte é mais um exemplo da resistência de ATWA.

O gerifalte é uma espécie de falcão que vive no litoral ártico e nas ilhas da América do Norte, Europa e Ásia. É a maior de todas as espécies de falcão. Sendo bem adaptado ao clima frio, o gerifalte tem plumagem grossa e penas brancas, características que garantem a sua proteção no ambiente ártico. Um estudo recente descobriu uma característica muito original que essa espécie possui. Ela é a única ave de rapina (predatória) terrestre que faz seu lar nos icebergs flutuantes sobre os oceanos.

O estudo rastreou o movimento sazonal de 48 gerifaltes usando transmissores via rádio. Os pesquisadores descobriram que algumas das aves passaram a maioria dos meses de inverno sobre o oceano, usando gelo marítimo e icebergs como bases para planejamento de ataques. Trata-se de um fato inédito com relação a pássaros predadores, que não são adaptados à vida na água. O falcão não possui adaptações de aves marítimas como gaivotas, alcatrazes, andorinhas e patos. Também não têm pés adaptados para o nado, nem revestimento oleoso em suas penas para manter o corpo seco.

O que o gerifalte tem é garras fortes, alta velocidade, e uma impressionante capacidade de capturar presas voadoras. Porque ele caça outras aves, não é necessário mergulhar na água. O falcão voa acima das ondas e, usando sua velocidade, captura aves marinhas e as leva ao seu iceberg para alimentação.

Há muito tempo que os gerifaltes têm impressionado os seres humanos com seu domínio dos céus. A ave é ainda hoje representada no brasão de armas da Islândia. Durante a época medieval, foi considerado um pássaro real em toda a Europa, Ásia e até mesmo no Egito, tão distante das terras árticas. Trata-se de um verdadeiro fenômeno da adaptação de vida.

 ATWA: Gerifalte como expressão de adaptação

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Homens e animais: A raiz do debate para ATWA

atwa ordemnatural 2 Homens e animais: A raiz do debate para ATWA

As touradas, a caça, a vivisseção, as peles, os matadouros, as “festas” baseadas na brutalidade contra os animais – esses são temas clássicos de debate quando o tema é a relação do homem com os outros animais. Ambos os lados dessa discussão perdem muito tempo e energia rodeando as mesmas questões e raramente chegando a um consenso. Isso acontece porque dois pontos de vista sempre serão dois pontos de vista, até que algo surja que lhes domine, e os transforme em um único ponto de vista.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Tudo é um. Não existem dois. Dois continua sendo um, mas com os seus dois lados. O que você precisa é trazer um símbolo de medo que una os dois lados, e assim eles voltarão a ser um – subjugado pelo seu símbolo.”

Sendo assim, nesse debate eterno sobre a relação entre os homens e os outros animais, o problema é que as pessoas se perdem nos ramos do argumento, e deixam de lidar com o núcleo do problema. Sem lidar com a raiz do problema, o problema persistirá.

Não, o problema não está em discutir se é cruel ou não cada um desses subtemas do relacionamento homem-animais. É pura hipocrisia que um toureiro diga que o touro está contente em ser ferido. O mesmo acontece quando pessoas tentam justificar o assassinato coletivo diário de animais para a alimentação humana. Não, as desculpas para tudo isso sobram. O problema é outro, e ninguém aborda esse problema pela raiz.

O problema é entender se a crueldade contra os animais pode ser aceita em interesses de fins mais ou menos justificáveis para o próprio homem. Por exemplo, milhões de “pessoas” pelariam vivo um cervo se pudessem com isso ganhar um carro de presente. Esse é o verdadeiro problema!

O sábio mártir Charles Manson diz: “O problema são as pessoas!”

E Manson diz: “ATWA não são pessoas. ATWA é ar, árvores, água e animais trancados em zoológicos espalhados pelo mundo.”

Portanto, não vamos às desculpas, e sim direto ao problema. A atormentação do touro é um espetáculo mítico, sangrento como eram os sacrifícios humanos maias. E matar, seja o cervo, ou o pato, ou mesmo um ser humano, faz parte de uma sensação de “poder” inata no interior daquele que mata. Muitos triturariam seu pobre cachorro, depois de 10 anos de tê-lo em casa, se com isso pudessem extrair um remédio que lhes garantisse vidas mais longas. Diz um ditado que “o homem é lobo para o homem”. Mas pobre é a origem desse ditado, que pouco conhecia sobre os lobos e os homens. O homem é uma besta cruel e insensível, capaz de fazer o que nenhum lobo ousaria.

Fato é que para os desejos das massas não existem barreiras. Qualquer crueldade é aceitável se a mesma permitir o alcance de confortos e desejos pessoais. A questão, portanto, é convencer as pessoas a deixarem de ser cruéis, embora isso custe o sacrifício de alguns de seus gostos e desejos. Em outras palavras, não se trata, por exemplo, de proibir ou limitar o consumo de animais como alimento, mas de conseguir com que as pessoas não consigam nem sequer pensar em se alimentar de carne e sangue.

Sendo assim, a solução está mesmo nas palavras do sábio mártir, Charles Manson. O ser humano é fraco e medroso. Tudo o que eles construíram serviu para fortalecê-lo quanto às suas fraquezas diante da ordem natural. Para aqueles que amam a vida, é necessário explorar melhor a maior fraqueza do homem – o medo da morte. Todos os homens nascem condenados à morte, e todos vivem em fuga do dia da execução. O método deve ser cercá-los usando o maior símbolo de medo do coletivo da humanidade: a sua própria extinção. Esse é o símbolo capaz de contornar qualquer debate. Afinal, você abandonaria os seus gostos e desejos se isso lhe salvasse da morte? E essa é a raiz da questão quanto ao relacionamento entre os homens e os outros animais – o problema somos nós. E somente nós podemos resolver o problema.

 Homens e animais: A raiz do debate para ATWA

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A eterna guerra santa por ATWA

atwa jesusvegan A eterna guerra santa por ATWA

“Em verdade vos digo que, para esse efeito
Eu vim ao mundo: para que eu possa colocar
Um fim a todas as oferendas de sangue e à alimentação
Da carne dos animais e das aves
Que foram mortos pelos homens.

No início, o Criador deu a todos
Os frutos das árvores, e as sementes
E as ervas para alimento, mas aqueles que
Amavam-se mais do que amavam o Senhor
Ou seus companheiros, corromperam os seus caminhos
E trouxeram doenças a seus corpos,
E encheram a terra com prazer e
Violência. Não é pelo derramamento de
Sangue inocente, portanto, mas por viver
A vida justa é que você encontrará a paz.

Bem-aventurados os que guardam esta Lei, pois
O Criador se manifesta em todas as criaturas
E todas as criaturas vivem no Criador.”

Essas são as palavras de Jesus no Evangelho dos Nazarenos, 75:9-14.

O texto acima foi encontrado preservado pelo ramo Mt. Carmelo dos essênios (Carmelitas), no Tibete, na última parte do primeiro século. Esse texto pré-data os escritos do Novo Testamento.

Textos que confirmam essa mensagem aparecem nos Manuscritos do Mar Morto, descobertos em 1947.

Bem-aventurados são certamente aqueles que escolheram o caminho do abolicionismo vegano, pois esses têm atendido ao apelo da consciência com uma devoção abnegada, determinada e corajosa à justiça em um mundo povoado por hordas de opressores iníquos cujas mentes não iluminadas e corações de pedra permanecem impassíveis diante dos horrores do holocausto animal que eles cometem.

Esses opressores descaradamente e alegremente infligem um nível de sofrimento que foge da capacidade humana de imaginar, criam caudalosos rios de sangue que nascem das cabeceiras do abate desenfreado e galopante e da aniquilação dos animais não-humanos. Eles exercem o poder derivado de seu lucro sangrento como um porrete para esmagar os que se interpõem entre eles e suas vítimas exploradas. Vocês que se atrevem a se opor a eles são abençoados.

Assim como Jó, vocês veganos abolicionistas aderem à sua fé em face da adversidade tremenda. Apesar da quase esmagadora oposição, dos períodos de desespero profundo, semi-isolamento, da marginalização, da humilhação pública, da intimidação legal, das dificuldades financeiras, do rompimento dos laços familiares e, em alguns casos, da prisão, vocês perseveram nessa guerra sociocultural para trazer outros entre os sensíveis a essa esfera moral. Vocês são abençoados.

Atuando como um representante para aqueles cujas vozes de oposição à sua exploração e assassinato são limitadas a gritos e choros que iludem a capacidade da nossa espécie de compreender, e como um representante para aqueles cuja capacidade de afastar os horrores da civilização industrial, o antropocentrismo, e a crueldade humana é profundamente inadequada, vocês têm empreendido uma cruzada nobre e justa. Como aqueles que vos precederam em batalhas similares por justiça social, vocês lutam pelos direitos daqueles que foram esquecidos. Vocês são abençoados.

Como uma pequena fração da superpopulação humana que arrasta a Terra para o Período Antropoceno, vocês estão travando uma guerra moral infinita contra os exércitos dos especistas que são vastamente mais numerosos do que vocês e que potencialmente podem lhes causar muita dor e sofrimento. Vocês são abençoados.

Incansavelmente vocês lutam pelos direitos essenciais e básicos dos animais não humanos, oferecendo uma camada muito fina de proteção dos níveis obscenos de abuso, barbárie, tortura, escravização e abate que nossa espécie impõe sobre os outros seres sensíveis. Vocês lutam para proteger esses seres que têm vidas intelectuais, emocionais e sociais muito mais complexas do que qualquer especista se atreve a imaginar. Vocês são abençoados.

É seu esforço admirável? Sim. E ainda assim, como afirma o ditado, “nenhuma boa ação fica impune”. Você recebe muitas punições e dolorosamente poucas recompensas. Além da satisfação pessoal alcançada por aderir às suas crenças morais e éticas, ou pelo conhecimento agradável de que seus esforços abrandam um pouco do sofrimento onipresente, você colhe muito pouco na forma de recompensas materiais. Vocês são abençoados.

Enquanto a nossa espécie evoluiu moralmente, reconhecemos que as crianças são inocentes e sacrossantas. Anteriormente comuns e amplamente aceitas, práticas como o abuso infantil, a escravidão infantil, o trabalho infantil e exploração sexual infantil são hoje ilegais. Como parte da vanguarda moral da humanidade, vocês lutam por uma estrutura sociocultural em que outros seres sencientes também estarão livres desses mesmos tormentos. Sua evolução moral tem ofuscado a maioria dos seus companheiros humanos. Vocês são abençoados.

E para aqueles de vocês que são elevados espiritualmente, aqui estão duas orações aos deuses animais em que vocês podem encontrar consolo para os momentos difíceis do caminho desafiador que vocês escolheram:

“Poder superior, conceda-me serenidade para aceitar que não vou ganhar todas as batalhas, a coragem para vencer as batalhas que posso vencer, e a sabedoria para saber a diferença.”

“Dá-me a força para segurar a minha cabeça erguida, para cuspir de volta em seus rostos, e nunca se render.”

Soldados de ATWA, vocês são abençoados. Olhe apenas para frente. Siga com a sua luta, por eles…

 A eterna guerra santa por ATWA

© 2010 ATWA Brasil


Brasil e a catástrofe malthusiana

atwa malthus Brasil e a catástrofe malthusiana

Pesquisas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que entre os censos brasileiros de 1940 e 2000, a população do Brasil cresceu quatro vezes. Ou seja, em números, passou de 41,2 milhões para 169,8 milhões de habitantes. Em 2009, o último censo estima 192,2 milhões de brasileiros – como se pode ver, o crescimento continua acelerado.

Considerando essa realidade, e os perigos dessa situação para o presente e futuro, é vital considerar o pensamento inovador de Thomas Malthus. Algumas passagens de seu trabalho, publicado ainda em 1798, causam um frio na espinha daqueles que vivem e enxergam ao considerar a situação do planeta hoje com a ameaça da superpopulação.

Thomas Robert Malthus nasceu na Inglaterra em 1766. Malthus estudou na Universidade de Cambridge, e ingressou depois na carreira eclesiástica como pastor anglicano. Na história do pensamento econômico, poucos economistas chegaram a suscitar tantas controvérsias como ele. O livro do socialista inglês William Godwin, “Um Inquérito Concernente aos Princípios da Justiça Política e Sua Influência sobre a felicidade e a Virtude em Geral”, provocou um grande impacto na vida de Malthus em 1793. Ele não conseguia concordar com alguns pensamentos de Godwin, como por exemplo: que no futuro não haverá mais um punhado de ricos, mas uma multidão de pobres; que não haverá mais guerras, nem doenças; que o homem não se angustiará nem mais viverá melancolicamente; que não haverá necessidade nem da administração da justiça, nem de governo, entre outras coisas. Diante a isso, Malthus decidiu escrever sua própria visão sobre o futuro da humanidade e o crescimento populacional.

Em 1798, Malthus escreveu e publicou sob anonimato o seu célebre livro, “Um Ensaio sobre o Princípio da População que Afetam o Melhoramento Futuro da Sociedade: com Observações sobre as Especulações do Senhor Godwin, Monsieur Condorcet e Outros Escritores”, uma obra essencialmente polêmica, dirigida os autores e as idéias utópicas oriundas da Revolução Francesa. Malthus foi o primeiro a desenvolver uma teoria populacional relacionando crescimento populacional com a fome.

A teoria de Malthus pode ser compreendida com base em dois fatores: 1) que o alimento é necessário à existência do homem; 2) que a paixão entre os sexos é necessária e permanecerá aproximadamente em seu presente estado. Portanto, a capacidade de crescimento da população humana é indefinidamente maior que a capacidade da terra de produzir meios de subsistência para o homem. De acordo com Malthus, existem dois tipos de obstáculos: 1) obstáculos positivos (a fome, a desnutrição, as epidemias, doenças, as pragas, as guerras), no sentido de aumentar a taxa de mortalidade; 2) obstáculos preventivos (as práticas anticoncepcionais voluntárias), no sentido de reduzir as taxas de natalidade.

Citando Malthus diretamente: “Pode-se seguramente declarar que, se não for a população contida por freio algum, irá ela dobrando de 25 em 25 anos, ou crescerá em progressão geométrica (1,2,4,8,16,32,64,128,256,512,…). Pode-se afirmar, dadas as atuais condições médias da terra, que os meios de subsistência, nas mais favoráveis circunstâncias, só poderiam aumentar, no máximo, em progressão aritmética (1,2,3,4,5,6,7,8,9,10). [...] O poder da população é tão superior ao poder do planeta de fornecer subsistência ao homem que, de uma maneira ou de outra, a morte prematura acaba visitando a raça humana.”

Em outras palavras, não importando os esforços humanos, no fim a fome nivelará a população humana e os alimentos disponíveis no planeta. Alguns comerão e viverão; outros muitos morrerão de fome.

Escrevendo em 1798, Malthus não levou em consideração o avanço tecnológico do homem no setor agrícola – mecanização, irrigação, “melhoramento genético”, etc – o que aumenta a produção de alimentos. De fato aumenta, mas não distribui. Em outras palavras, a população com menos poder aquisitivo continua sem capital (dinheiro) para comprar comida para si, e continua a se proliferar (pois quanto mais filhos, mais mão-de-obra, portanto, mais dinheiro em casa). Malthus também não pôde levar em conta os avanços no campo da medicina, que prolonga a vida humana a limites até então inimagináveis.

Portanto a produção agrícola mundial cresce, e a população humana também cresce – e morre cada vez menos.

Nesse contexto, vale voltar às definições humanas de causas e conseqüências em referência ao que se entende por “praga”. A definição biológica de praga é quando uma população fica com alta taxa de natalidade e baixa taxa de mortalidade, e o número de indivíduos cresce em progressão geométrica de forma anormal no meio ambiente natural. A superpopulação fica então sem controle, até que surjam predadores que façam esse controle externo, ou se os predadores e parasitas (doenças) não aparecerem, o descontrole continua até que acabe o alimento disponível no ambiente. Como explicado por Malthus acima: na ordem natural, a fome nivelará a população humana e os alimentos disponíveis no planeta.

Quando isso acontece, fenômenos biológicos significantes aparecem para conter a explosão dessas populações descontroladas, e esses fenômenos podem ser de várias formas. No caso da população humana, esse controle vem sendo feito com guerras, doenças e miséria. No fim, será a fome – a guerra pelo alimento. ATWA há de agir, essa é a ordem natural.

 Brasil e a catástrofe malthusiana

© 2010 ATWA Brasil


O precioso jardim de ATWA

atwa jardim O precioso jardim de ATWA

Com a ampliação sem precedentes do conhecimento humano que temos visto nos últimos cem anos, obteve-se um crescimento proporcional da consciência sobre o mundo que nos rodeia. Uma consciência sobre o dever humano de voltar a fazer parte de ATWA, afinal nós fomos criados como parte de um todo, e não à parte desse todo, como costuma dizer o sábio mártir Charles Manson.

Nós controlamos e ditamos as regras sobre coisas complexas como o vapor, a eletricidade e a energia atômica. Tornamos-nos conscientes do nosso ambiente natural de doze quilômetros de profundidade nos oceanos a trilhões de quilômetros de distância em direção ao universo. Nossa compreensão de processos biológicos tem florescido em novas curas, novas prevenções, a substituição de órgãos vitais, e agora estamos começando a penetrar os mistérios da mecânica genética. Esses são marcos que ilustram uma competência.

E com esse aumento de consciência, temos desenvolvido uma maior compreensão de nosso papel na vida natural do nosso planeta e da nossa responsabilidade com relação às nossas decisões. Isso é essencial não apenas para preservar a nossa própria existência frágil nesse imenso tesouro de seres vivos, mas também para preservar o nosso sistema de suporte de vida, em que dependemos para as necessidades da vida: ATWA – ar, árvores, água e animais.

A Bíblia nos diz que Noé foi ordenado a levar com ele em sua arca dois animais de cada espécie, um macho e uma fêmea, para que eles também pudessem ser salvos do dilúvio. O espírito que ajudou Noé a sobreviver sabia que ele e sua família não seriam capazes de sustentar as suas vidas depois que as águas recuassem se estivessem sozinhos. Toda criatura e todas as gerações de seus descendentes seriam necessários para manter a vida na Terra e para o cumprimento de qualquer futuro planejado para as sucessivas gerações de Noé. Se a menor das criaturas fosse perdida, a própria humanidade estaria ameaçada.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Todas as interpretações tem vindo e voltado por milhares de anos e falam a mesma coisa a cada vez: a atmosfera está morrendo! Não tem nada a ver com o que aconteceu há milhares de anos atrás, mas algo que simplesmente acontece, e acontecerá para sempre, está acontecendo agora, nesse momento. Esse momento é onde nós estamos vivendo!”

E agora, no século XXI, podemos ver a sabedoria desse comando. Mesmo com a nossa compreensão ainda imatura, a necessidade absoluta de um sistema de apoio à diversidade biológica da vida pode ser medida e comprovada para os céticos mais devotos. A cadeia da vida não pode ser quebrada ou resistida.

No entanto, sabemos também que muitas espécies estão à beira da extinção. Muitas estão morrendo agora e muitas outras se foram para sempre. Não apenas para nosso próprio bem-estar, mas para que a imensa rede da vida possa continuar, que a humanidade possa se beneficiar não só fisicamente, mas espiritualmente de segurar a continuidade da vida no planeta, devemos ver que é necessário resgatar a vida toda em todos os lugares. Temos um único mundo, apesar das fronteiras que os homens construíram.

Nós criamos desastres trágicos e, literalmente, causamos milhões de mortes em situações que já não podemos nos dar o luxo de fazê-lo. Eliminamos dos grandes oceanos os peixes em regiões que eram marcadas por comunidades quase inesgotáveis desses animais. O bacalhau selvagem, por exemplo, está quase desaparecido. O salmão está ameaçado. Os oceanos, uma vez cheios de vida, agora são comparados a um deserto – não no sentido de ser menos vivo, mas da transformação causada pelo homem. Muitas outras espécies estão penduradas nas bordas do poço sem fundo da extinção.

Os seres humanos, com suas armas e seus castelos, são muito eficientes como caçadores e pescadores para o nosso próprio bem-estar. Mas nós perturbamos o equilíbrio da natureza entre presas e predadores. Nós matamos os últimos animais de muitas espécies. Nossa pesca tem massacrado os oceanos, e a nossa caça fez a terra estéril.

Não apenas poluímos nossas águas além de potabilidade, mas também temos envenenado a água com substâncias provenientes de fazendas industriais, fábricas de produtos farmacêuticos e produtos químicos, pesticidas, petróleo e plástico. Nossas indústrias liberam centenas de toneladas de metais pesados em nosso ar a cada ano. Milhões de pessoas morrem pela natureza estar fora de equilíbrio, pelo ar estar poluído, as árvores ameaçadas, a água envenenada e os animais caindo no abismo da extinção. Os seres humanos têm dominado o nosso sistema de suporte de vida de uma maneira destrutiva, ao ponto que nós mesmos estamos agora ameaçados. E não é apenas a nossa vida física que está ameaçada.

Nossa vida espiritual deve ser tida em conta. Se queremos ser os protetores e não os destruidores da vida, o mundo natural de abundância quase infinita não deve sofrer sob a nossa supervisão. Para sobreviver é preciso ser previdente, e não parasitário. Se estamos a nos vestir para o jardim de acordo com Gênesis, temos de superar as atividades que nos permitiram chegar onde estamos e somente agora ver que precisamos da natureza mais do que ela precisa de nós. Ataques indiscriminados e sem inteligência contra os nossos oceanos lhes trouxe para um mundo abandonado por tudo o que uma vez vivia. A criação de animais para serem mortos, a fim de alimentar um luxo humano, não somente desequilibra a vida animal como também os subprodutos dessa prática têm feito a nossa terra e água inabitáveis.

A dispersão habitual de milhões de toneladas de chumbo por ano, que poluem os animais que nós matamos e comemos, bem como aqueles que são alimento dos que matamos, ameaça o desenvolvimento saudável das nossas crianças, além de envenenar o nosso sistema de suporte de vida.

Mas, em última análise, o fim dessa guerra declarada pelo homem contra ATWA é a única cura para a morte da nossa ecologia. Pode-se dizer que nos tornamos bons demais em matar para que a natureza nos permita chegar a uma vida adulta. Nós agora temos dentes, que estão mordendo os mamilos da natureza.

Nós vivemos pelo espírito eterno dentro de nós, e não há outra opção, não há vida duradoura sem esse espírito. Ou a nossa espécie vai voltar para a lama e poeira de onde veio, porque perdemos o nosso sustento e o nosso destino, ou nós vamos subir para as estrelas como verdadeiros sábios conscientes, criados para ser parte desse planeta e salvar esse precioso jardim para sempre.

 O precioso jardim de ATWA

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Baleias ilustram a perfeição de ATWA

atwa baleias Baleias ilustram a perfeição de ATWA

O caso da caça de baleias ilustra perfeitamente a unicidade de ATWA – a união e interdependência de todas as formas de vida em nosso planeta. O crime contra a sobrevivência desses animais esboça a ignorância dos homens, das mentes do dinheiro. Enquanto essas vidas são roubadas, transformadas em lucro para uns poucos, o caçador parece cego quanto à realidade de que o golpe é também contra a vida dele mesmo: no sistema da unicidade da vida, aquela vida é a sua vida. O carma natural retornará.

As nações pró-caça perpetuaram mitos para justificar a matança. Esses mitos são disseminados pela mídia de alguns dos países pró-caça, como a Noruega, o Japão e a Islândia, e financiados por outros atores comerciais envolvidos no processo da caça.

Entre os principais mitos, está o de que as baleias comem muito peixe, reduzindo os estoques pesqueiros, deixando menos para os seres humanos. Trata-se de um argumento egoísta, típico da ética antropocêntrica do homem moderno, que posiciona o homem como administrador legítimo dos assuntos do planeta. Não passa de falta de inteligência e conhecimento sobre ATWA, o sistema de suporte de vida do planeta Terra. Os mares vêm convivendo com os peixes e as baleias há milênios – até que os humanos chegaram. O maior impacto nesse relacionamento se deu com o desenvolvimento da tecnologia a vapor, que possibilitou “arrastões” para pilhar os oceanos. Obviamente, o homem é a espécie invasora.

Outro mito comum é a ironia de que “a caça é feita de forma humanitária”. Logicamente, é humanitária mesmo, considerando que se trata de assassinatos para abastecer os desejos e confortos dos humanos. Mas não é esse o argumento dos criminosos. Com “forma humanitária”, os assassinos querem dizer que os animais não sofrem com a perda das suas vidas. Os caçadores dizem que eles usam arpões com explosivos para matar os animais “rapidamente”. Ironicamente, esse argumento não considera a vontade da baleia de sobreviver. Mesmo assim, os pontos do argumento não passam de mitos: a Comissão Internacional da Baleia estima que a morte leva, em média, 14 minutos – se o arpão for atirado com eficácia. Se não, pode ultrapassar uma hora. As baleias que não morrem imediatamente são supostamente alvejadas com rifles, mas é comum também que elas sejam arrastadas até se afogarem.

Esse último mito foi desmascarado absolutamente com imagens divulgadas recentemente pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, na sigla em inglês). O vídeo mostra um baleeiro norueguês usando arpões explosivos para matar as baleias em 23 de maio desse ano. A tripulação passa 22 minutos tentando se certificar de que a baleia está morta. O mamífero sofre por cerca de duas horas e depois é atingido por um outro arpão lançado pelo navio norueguês, quando finalmente morre. Se for isso que os criminosos querem chamar de “forma humanitária”, então que fique evidente que se trata de tortura e assassinato – nada além disso.

Sobre esses crimes, está marcada para o dia 21 de junho uma reunião da Comissão Internacional da Baleia, em Agadir, no Marrocos, em que os 88 países membros vão votar uma proposta da comissão de permitir a caça controlada do animal. Ironicamente, o Japão estaria comprando votos de pequenas nações para ganhar apoio pró-caça. Países como São Cristóvão e Nevis, Grenada, Ilhas Marshall, Kiribati, Guiné e Costa do Marfim se mostraram interessados em negociar seus votos na comissão. Eles estariam recebendo ajuda financeira do Japão em troca de seus votos favoráveis à caça. Alguns países alegaram que o Japão também ofereceu dinheiro para gastarem nas despesas da reunião da comissão e até mesmo garotas de programa para ministros e diplomatas.

Dessa forma, se faz a lei pelas mãos dos homens: mais um exemplo de como atuam as mentes do dinheiro em conflito com ATWA. Se a comissão aprovar a caça das baleias, será interessante saber se, no futuro, será lembrado que o genocídio contra esses animais foi aprovado em troca de dinheiro e prostitutas japonesas.

O ciclo e a perfeição de ATWA estão claros para todos que vêem. Um sistema perfeito e harmônico, em equilíbrio com tudo o que vive nesse planeta. Nem todos os homens são iguais, mas o coletivo denuncia a espécie: um câncer que se multiplica sem controle nas células do corpo da Terra, destruindo esse equilíbrio a cada dia.

Um exemplo dessa perfeição dos sistemas vivos é encontrado na recente pesquisa da Universidade Flinders, na Austrália, sobre como as fezes de baleias ajudam a absorver o dióxido de carbono do ar – exatamente o que os homens estão se provando incapazes de fazer com as próprias mãos, tecnologia e bom senso. A beleza é impressionante: as baleias do Oceano Antártico liberam cerca de 50 toneladas de ferro em suas fezes por ano, o que estimula o crescimento de plantas marinhas (fitoplâncton) que absorvem gás carbônico durante a fotossíntese. O processo resulta na absorção de cerca de 400 mil toneladas de carbono, mais do que o dobro do que as baleias liberam na respiração, segundo o estudo dos australianos. Eis aqui um exemplo de um ser vivo responsável, capaz de sobreviver em aliança com o planeta.

O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha nessa parte do mundo, e o crescimento dessas pequenas plantas é limitado à quantidade de nutrientes disponível, incluindo o ferro. As baleias se alimentam basicamente de lulas no fundo do oceano e defecam nas águas mais próximas da superfície onde o fitoplâncton pode crescer, tendo acesso à luz. O fitoplâncton é consumido por animais marinhos minúsculos – como o zooplâncton – que, por sua vez, são consumidos por criaturas maiores que fazem parte do cardápio das baleias. Um ciclo fechado, perfeito. A interferência do homem resulta em roubar uma peça desse quebra-cabeça em equilíbrio. Os efeitos disso não são limitados à cadeia alimentar marinha.

Esse caso das baleias serve como testemunha da perfeição de ATWA e da guerra declarada pelo homem contra o sistema de suporte de vida do planeta. Mitos são disseminados por aqueles que lucram com o crime; os criminosos compram a lei dos fracos e ignorantes com moedas e prostitutas; o desequilíbrio do que é perfeito é incentivado; e para terminar, o ciclo é fechado: os erros voltarão contra os homens, pois a vontade de Deus é uma e será respeitada. O erro é não compreender que contra ATWA não existe vitória – ou você está lutando pela vida, ou está lutando pela morte.

 Baleias ilustram a perfeição de ATWA

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O combate natural à superpopulação

1 497pixels O combate natural à superpopulação

Textos como esse abaixo são esquecidos pelos seres humanos por questões que têm muito pouco haver com o que as palavras do texto dizem. Através dos preconceitos e julgamentos das pessoas, elas se afastam de fontes de conhecimento de muito valor, que ilustram o pensamento de uma época. Sem aprender com o passado, o futuro trará surpresas que poderiam ser evitadas. Deixe os seus medos de lado, e olhe para o mundo com a mente e o coração abertos.

“A Alemanha tem um acréscimo de população de, aproximadamente, 900 mil almas por ano. A dificuldade de alimentação desse exército de novos cidadãos tem de aumentar de ano para ano e acabar finalmente numa catástrofe, caso não se encontrem meios de, em tempo, dominar os perigos da miséria e da fome.

Havia alguns caminhos para evitar esse tremendo desenlace.

Primeiro, podia-se, a exemplo da França, limitar artificialmente o acréscimo de nascimentos e, com isso, impedir uma superpopulação.

A própria natureza costuma agir no sentido de limitar o aumento de população de determinadas terras ou raças, em épocas de grandes necessidades ou más condições climáticas, bem como de pobreza do solo; e isso com um método tão sábio quão inexorável. Ela não impede a capacidade de procriação em si e sim, porém, a conservação dos rebentos, fazendo com que eles fiquem expostos a tão duras provações que o menos resistente é forçado a voltar ao seio do eterno desconhecido. O que ela deixa sobreviver às intempéries está milhares de vezes experimentado e capaz de continuar a produzir, de maneira que a seleção possa recomeçar. Agindo desse modo brutal contra o indivíduo e chamando-o de novo momentaneamente a si, desde que ele não seja capaz de resistir à tempestade da vida, a natureza mantém a raça e a espécie vigorosas, e as tornam capazes das maiores realizações.

A diminuição do número de pessoas, por esse processo, resulta em um reforço da capacidade do indivíduo e, por conseguinte, em última análise, em um revigoramento da espécie.

As coisas se passam de outra maneira quando é o homem que toma a iniciativa de provocar a limitação de seu número. Aí é preciso considerar não só o fator natural como o humano. O homem sabe mais que essa cruel rainha de toda a sabedoria – a natureza. Ele não limita a conservação do indivíduo, mas a própria reprodução. Isso lhe parece, a ele que sempre tem em vista a si mesmo e nunca à raça, mais humano e mais justificado que o inverso. Infelizmente, porém, as conseqüências são também inversas.

Enquanto a natureza, liberando a procriação, submete, entretanto, a conservação da espécie a uma prova das mais severas, escolhendo dentro de um grande número de indivíduos os que julga melhores e só a estes conserva para a perpetuação da espécie, o homem limita a procriação e se esforça, duramente, para que cada ser, uma vez nascido, se conserve a todo preço. Essa correção da vontade divina lhe parece ser tão sábia quanto humana, e ele alegra-se de, mais uma vez, ter sobrepujado a natureza e até de ter provado a insuficiência da mesma. E o filho de Adão não quer ver nem ouvir falar que, na realidade, o número é de fato limitado, mas à custa do enfraquecimento do indivíduo.

Sendo limitada a procriação e diminuído o número dos nascimentos, sobrevém, em lugar da natural luta pela vida, que só deixa viverem os mais fortes e mais sãos, a natural mania de conservar e “salvar” a todos, mesmo os mais fracos, a todo preço. Assim se deixa a semente para uma descendência que será tanto mais lamentável quanto mais prolongado for esse escárnio contra a natureza e suas determinações.

O resultado final é que tal povo um dia perderá o direito à existência neste mundo, pois o homem pode, durante certo tempo, desafiar as leis eternas da conservação, mas a vingança virá mais cedo ou mais tarde. Uma geração mais forte expulsará os fracos, pois a ânsia pela vida, em sua última forma, sempre romperá todas as correntes ridículas do chamado espírito de humanidade individualista, para, em seu lugar, deixar aparecer uma humanidade natural, que destrói a debilidade para dar lugar à força.

Aquele, pois, que quiser assegurar a existência ao povo alemão limitando a sua multiplicação, rouba lhe com isso o futuro.

Outro caminho seria aquele que hoje em dia freqüentemente ouvimos como aconselhado e louvado: a chamada colonização interna. Essa é uma proposta que muitos fazem, na melhor das intenções, que é, porém, mal compreendida pela maioria e que pode trazer, por isso, os maiores prejuízos imagináveis.

Sem dúvida, a capacidade produtiva de um terreno pode ser elevada até determinado limite. Mas só até esse limite determinado, e não infinitamente mais. Durante um certo tempo, poder-se-á, portanto, compensar, sem perigo de fome, a multiplicação do povo alemão por meio do aumento do rendimento de nosso solo. Entretanto, a isso se opõe o fato de crescerem as necessidades da vida mais do que o número da população. As necessidades humanas com relação ao alimento e ao vestuário crescem de ano para ano e, por exemplo, já hoje em dia, não estão em proporção com as necessidades de nossos antepassados de cem anos atrás. É, pois, errôneo pensar que cada elevação da produção provoque a condição necessária a uma multiplicação da população. Isso se dá até certo ponto, pois ao menos uma parte do aumento da produção do solo é consumida na satisfação das necessidades crescentes da humanidade. Entretanto, mesmo com a máxima moderação de um lado e a máxima diligencia por outro lado, chegará um dia em que um limite será atingido pelo próprio solo. Mesmo com toda a diligência, não será possível aproveitá-lo mais e surgirá, embora protelada por algum tempo, uma nova calamidade. A fome aparecerá de tempos em tempos, quando houver má colheita. Com o aumento da população, isso se dará cada vez mais, de sorte que isso só não aparecerá quando raros anos de riqueza encherem os armazéns de mantimentos. Entretanto, finalmente, aproximar-se-á a época em que não se poderá mais atender à miséria e a fome, então, tornar-se-á a companheira de tal povo. A natureza terá de prestar auxílio de novo e proceder à seleção entre os escolhidos, destinados a viver; ou então é o próprio homem que a si mesmo se auxilia, lançando mão do impedimento artificial de sua reprodução com todas as graves conseqüências para a raça e para a espécie.

Poder-se-á ainda objetar que esse futuro está destinado a toda a humanidade, de uma maneira ou de outra, e que, portanto, nenhum povo conseguirá naturalmente escapar a essa fatalidade.

À primeira vista, sem mais considerações, isso está correto. É necessário, porém, considerar o seguinte:

Numa determinada época, toda a humanidade será certamente forçada a interromper o aumento do gênero humano ou a deixar a natureza decidir, por si própria. Essa situação atingirá a todos os povos, mas atualmente só serão atingidas por essa miséria as raças que não possuam energia suficiente para assegurarem para si o solo necessário. Ninguém contesta que, hoje em dia, ainda há neste mundo solo em extensão formidável e que só espera quem o queira cultivar. Da mesma forma também é certo que esse solo não foi reservado pela natureza para uma determinada nação ou raça, como superfície de reserva para o futuro. Trata-se, sim, de terra e solo destinados ao povo que possua a energia de conquistá-los e a diligência de cultivá-los.

A natureza não conhece limites políticos. Preliminarmente, ela coloca os seres neste globo terrestre e fica apreciando o jogo livre das forças. O mais forte em coragem e em diligência recebe o prêmio da existência, sempre atribuído ao mais resistente.

Quando um povo se limita à colonização interna, enquanto outras raças se agarram a cada vez maiores extensões territoriais, esses serão forçados a restringir as suas necessidades em uma época em que os outros povos ainda se acharão em constante multiplicação. Esse caso dá-se tanto mais cedo quanto menor for o espaço à disposição de um povo. Como, porém, em geral, infelizmente, as melhores nações, ou mais corretamente falando, as únicas raças verdadeiramente culturais, portadoras de todo o progresso humano, muitas vezes se resolvem na sua cegueira pacifista a desistir de nova aquisição de solo, contentando-se com a colonização interna, nações inferiores sabem assegurar-se de enormes territórios. Tudo isso conduz a um resultado final:

As raças culturalmente melhores, mas menos inexoráveis, teriam de limitar a sua multiplicação por força da limitação do solo, ao passo que os povos culturalmente mais baixos, naturalmente mais brutais, ainda estariam, em conseqüência da maior superfície disponível, em condições de se reproduzirem ilimitadamente. Em outras palavras, dia viria em que o mundo passaria a ser dominado por uma humanidade culturalmente inferior, porém mais enérgica.

Assim, para um futuro não muito remoto, só há duas possibilidades: ou o mundo será governado nos moldes de nossas modernas democracias, e então o fiel da balança decidirá a favor das raças numericamente mais fortes, ou o mundo será governado segundo as leis da ordem natural, e vencerão então os povos de vontade brutal e, por conseqüência, não a nação que limita a si mesma.

O que ninguém poderá duvidar é que o mundo será exposto às mais graves lutas pela existência da humanidade. No fim, vence sempre o instinto da conservação. Sob a pressão deste, desaparece o que chamamos de espírito de humanidade como expressão de uma mistura de tolice, covardia e pretensa sabedoria. A humanidade tornou-se grande na luta eterna; na paz eterna, ela perecerá.”

 O combate natural à superpopulação

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A conexão entre alimentação e violência

atwa pitagoras A conexão entre alimentação e violência

“Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.”
-Pitágoras de Samos (570 – 497 a.C.)

Há mais de 2500 anos, uns poucos entre muitos tinham a sabedoria inata sobre as regras da natureza – as leis de ATWA, da harmonia e da sobrevivência do todo da vida nesse planeta. Para todos os homens, trata-se de uma lógica simples: comer animais é ter cumplicidade em um assassinato de um ser vivo desconhecido e inocente. Mas é necessário ser mais do que um ser humano comum para compreender, aceitar e agir de acordo com a resposta moral para essa lógica. Afinal, como é que o homem reclama de violência nas cidades quando ele pratica assassinatos todos os dias ao comprar e consumir vidas perdidas? Existe uma linha de sabedoria inata que separa aqueles que entendem esse fenômeno daqueles que lêem em argumentos como esse simplesmente um caso de “loucura”.

O homem se alimenta com violência todos os dias. Alguns praticam os crimes eles mesmos, mas a maioria depende de assassinos contratados para que os animais cheguem às casas com aspecto purificado, com pouca semelhança ao momento em que deixaram de viver. E as pessoas se alimentam com a morte dos outros, e dizem não compreender a sempre presente violência pelas ruas. Tirar a vida de um ser humano é tão imoral quanto tirar a vida de uma vaca, um porco ou uma galinha. Os gritos de “socorro” do homem, quem sabe, nos afeta mais do que os uivos dos animais, mas isso é somente uma questão de compreensão dos sons. Ambos gritam pela vida, com vontade de viver. Sendo assim, não é somente criminoso o homem que pratica tal crime, mas também burro, ingênuo, impróprio e impuro. Há mais de 2500 anos, os sábios eram os sábios e os ordinários eram ordinários.

O argumento de Pitágoras em favor da dieta sem animais tem três “pontas” (como um triângulo):
- Veneração religiosa
- Saúde física
- Responsabilidade ecológica

Essas razões continuam a ser citadas até hoje. Enquanto sempre houve vegetarianos na população mundial, muitos escolheram esse caminho mais por necessidade do que por preferência. O mundo medieval considerava vegetais e cereais como comida para animais. A carne era símbolo de status da classe alta: quanto mais alguém comia carne, mais elevada era a sua posição na sociedade – de forma que somente a pobreza compelia as pessoas à substituição de carnes por vegetais.

Vegetarianismo é com frequência ligado a religião, e segundo alguns argumentos, a força dessa relação parece se vincular diretamente à longevidade de cada credo religioso. O relativamente jovem Islam (1300 anos), por exemplo, não tem cultura vegetariana forte. Os budistas, por outro lado, seguindo os princípios de não-violência, têm praticado vegetarianismo por 2500 anos. O Hinduísmo possui princípios vegetarianos que datam de 5000 anos. Judeus citam uma passagem bíblica como prescrição da dieta original:

“E Deus disse, Eu vos dei cada semente de erva, que estão por toda a terra, cada árvore, nas quais estão os frutos de semente; para vocês elas servirão de comer” (Gênesis 1:29).

Evitar o consumo de carne e jamais comer porco ou mariscos era uma provação (símbolo de pesar e tristeza), voltada também para a restrição dos desejos e prazeres do corpo. O Cristianismo primitivo, com suas raízes na tradição judaica e no paganismo europeu, via o vegetarianismo de maneira similar – um jejum modificado para purificar o corpo: evitar a carne é uma forma de reforçar a disciplina e a força de vontade necessária para resistir às tentações. Isso tornou as restrições dietéticas muito comuns no comportamento cristão da época. E essa crença foi passada adiante, ao longo dos anos, de uma forma ou de outra – por exemplo, a proibição de carne (exceto peixe) da Igreja Católica Romana nas sextas durante a Quaresma.

Enfim, parece existir uma clara conexão entre a sabedoria do homem, o avanço espiritual de acordo com a sobrevivência, e o verdadeiro combate à violência. É necessário ter uma inteligência inata para compreender a importância do respeito ao todo da vida, e somente esse respeito pode afastar a violência do homem. O homem que se alimenta com violência não é capaz de escapar de ser violento, porque ele conscientemente aceitou esse papel. Acontece que a maioria das pessoas não é capaz de enxergar isso – elas roubam vidas, e reclamam da insegurança das cidades. Um paradoxo da ignorância, quem sabe.

Para ATWA, todas as vidas são uma única vida. Ar, árvores, água, animais – o sistema de suporte de vida do nosso planeta. O homem deve respeitar essa lei simples, resgatar e pagar pelos crimes cometidos contra a vida, e esse é o verdadeiro caminho para a salvação. A crença para chegar a esse ponto não interessa – o importante é compreender que o respeito à vida é algo sagrado, além do mundo material que nos cerca. Se não for feito em paz, será feito com violência e ódio, e que não exista dúvidas disso. Os soldados da vida estão ansiosos.

Mas enquanto isso, uma imagem de bronze de Pitágoras tem vista para o porto antigo de sua aldeia homônima, Pitágoras, na ilha grega de Samos. Mais de 2500 anos se passaram desde que ele se sentou sobre estas margens, e questionou o significado da vida. Ironicamente, é quase impossível encontrar uma refeição vegetariana em qualquer um dos restaurantes que circundam o cais do porto hoje. Pitágoras ainda seria gratificado de saber como amplamente sua doutrina vegetariana se espalhou, mas talvez um pouco decepcionado que é pelo seu teorema matemático que ele é mais lembrado.

Um homem sábio, em meio ao caos dos ignorantes, e um esboço da conexão entre a alimentação e a violência.

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 A conexão entre alimentação e violência

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Consumo de carne é suicídio coletivo

atwa carnebovina2 Consumo de carne é suicídio coletivo

No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca maciça está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera. Mudar nossos hábitos não é mais um caso de opção, mas um dever coletivo. Charles Manson diz: “As pessoas que pensam que o mundo não pode ser resgatado – os padrões de cérebros das suas mentes também devem mudar, por e com a vontade de Deus, total e completamente, ou eles devem ser retirados do mundo”.

Alimentar a humanidade – nove bilhões de indivíduos até o ano 2050, segundo as previsões da ONU – exigirá uma adaptação do nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, afinal, os biopiratas são os maiores responsáveis pelo consumo desenfreado de animais. Por exemplo, os Estados Unidos e a China, que juntos somam algo como 25% da população total do planeta, consomem 35% do total da carne bovina, 50% da carne de frango e 65% da carne de porco “produzida” na Terra. Ironicamente, o Brasil é um dos maiores exportadores de carne para esses dois países.

Segundo um recente relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano. Apesar dos sinais de ATWA sobre as práticas humanas, o consumo de animais continua a crescer mundialmente. Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países apelidados de “desenvolvidos”, o consumo chega a 80 kg per capita.

“O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo”, explica Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre “os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050”.

Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos. Deste total, no entanto, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais – que só restituem em média 500 calorias na mesa – e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos. Isso quer dizer que, além de o consumo de animais ser um crime contra o todo da vida, se trata também de uma prática insustentável, em que áreas enormes que poderiam ser aproveitadas para o resgate da natureza são transformadas em pasto – uma espécie de “lixo vivo” que simplesmente prepara os animais para o seu assassinato.

O gado custa caro ao meio ambiente: 8% do consumo de água, 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa (mais que os transportes como um todo) e 37% do metano (que colabora para o aquecimento do clima 21% mais que o CO2) emitido pelas atividades humanas. Mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é “rentável” do ponto de vista alimentar: “são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina”, explica Guyomard. Desta maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado – 56% nos países ricos – segundo o World Resources Institute.

Seria o caso, então, de cortar o consumo de carne? Charles Manson diz: “Você come carne com os seus dentes e você mata coisas que são melhores do que você, e do mesmo jeito você diz como são ruins e violentas as suas crianças”.

Desviar o assunto para o consumo de peixes não é solução. Os oceanos não podem ser considerados uma despensa inesgotável, diz Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD). De fato, o número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies. No ritmo atual, a totalidade das espécies comercializadas haverá desaparecido antes de 2050.

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 Consumo de carne é suicídio coletivo

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Conseqüências históricas do desmatamento: Ilha de Páscoa

atwa pascoa Conseqüências históricas do desmatamento: Ilha de Páscoa

A história da Ilha de Páscoa, suas estátuas e seus povos, tem sido envolta em mistério. Alguns falam sobre a presença de “extraterrestres”. Outros procuram explicações em “raças ultra desenvolvidas” que teriam se tornado extintas. No entanto, novas evidências com base na análise de pólen colhido na Ilha de Páscoa suportam uma teoria muito mais simples: os habitantes da ilha teriam destruído sua própria sociedade através do desmatamento.

A Ilha de Páscoa, quando foi “descoberta” pelos europeus em 1722, era uma paisagem árida, sem árvores com mais de dez metros de altura. O pequeno número de habitantes, por volta de 2000 na época, vivia em um estado de desordem civil, além de mal nutridos e fracos. Praticamente nenhum animal além de ratos habitava a ilha, e os nativos não tinham acesso a embarcações desenvolvidas para navegar em alto mar. Compreensivelmente, os europeus ficaram assombrados pela presença das grandes estátuas de pedra, algumas bem altas, com mais de 10 metros de altura, e pesando mais de 80 toneladas. Ainda mais impressionantes eram as chamadas estátuas abandonadas, com mais de 20 metros de altura e cerca de 270 toneladas. Como poderia um povo criar e depois mover tais estruturas enormes? Ao que tudo indica, a resposta está no passado ecológico da Ilha de Páscoa, enquanto o local não havia ainda se tornado estéril.

A Ilha de Páscoa dos tempos antigos era formada por uma floresta subtropical, com árvores de grande porte como a Paschalococos, também conhecida como Palmeira da Ilha de Páscoa, uma árvore adequada para a construção de casas e canoas. Com a vegetação natural da ilha, os nativos tinham lenha e recursos para fazer cordas. Em função das suas embarcações resistentes, eles viviam com uma dieta à base de peixes. Havia uma complexa estrutura social, com um governo centralizado e sacerdotes religiosos, que mantinha a ordem da sociedade.

Foi essa sociedade da Ilha de Páscoa que construiu as famosas estátuas e transportou-as ao redor da ilha usando plataformas de madeira e cordas construídas com materiais extraídos das grandes palmeiras. A construção dessas estátuas aconteceu durante o apogeu da civilização nativa, entre os anos 1200 e 1500. Entretanto, as recentes análises do pólen indicam que foi neste exato momento que a população de árvores da ilha sofreu um rápido declínio.

Por volta do ano 1400, a Palmeira da Ilha de Páscoa se tornou extinta devido ao desmatamento excessivo. Sua capacidade de se reproduzir tornou-se severamente limitada pela proliferação de ratos, que comiam as suas sementes. Nos primeiros anos após o desaparecimento da palmeira, antigas pilhas de lixo revelam que os ossos de peixes também sofreram um declínio acentuado. Isso é explicado pelos nativos não terem mais acesso às grandes palmeiras para construir suas embarcações e, portanto, não podiam mais fazer viagens para o mar. Conseqüentemente, o consumo de aves terrestres, aves migratórias e moluscos aumentou nesse período. Logo, as aves terrestres também foram extintas, e os números de aves migratórias foi severamente reduzido – a receita ideal para o fim das florestas da Ilha de Páscoa. Sob intensa pressão por parte da população humana, em busca de lenha e materiais de construção, as florestas perderam seus animais polinizadores e dispersores de sementes com o desaparecimento das aves. Hoje, apenas uma das 22 espécies de aves nativas da ilha pode ser encontrada.

Com a perda das suas florestas, a qualidade de vida dos nativos despencou. Córregos e água potável desapareceram rapidamente. As colheitas diminuíram em função da erosão provocada pelo aumento na intensidade dos ventos, chuvas e sol. Fogueiras tornaram-se um luxo, uma vez que não havia mais madeira na ilha. Enquanto puderam, os nativos acendiam fogueiras com grama seca. Os habitantes da ilha começaram a morrer de fome, sem animais ou plantas para alimentação. A sociedade organizada desapareceu, e o caos e desordem tomou conta. Sobreviventes formaram pequenos grupos, e confrontos eclodiram. Quando os europeus chegaram em 1722, não havia quase nenhum sinal de que, um dia, uma grande civilização havia governado a ilha.

A Ilha de Páscoa é um exemplo perfeito do que o desmatamento generalizado pode fazer para uma sociedade. Como as florestas se tornam esgotadas, a qualidade de vida cai e, por conseqüência, a ordem é perdida. O exemplo da Ilha de Páscoa deve ser suficiente para repensarmos as nossas práticas atuais.

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