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O combate natural à superpopulação

1 497pixels O combate natural à superpopulação

Textos como esse abaixo são esquecidos pelos seres humanos por questões que têm muito pouco haver com o que as palavras do texto dizem. Através dos preconceitos e julgamentos das pessoas, elas se afastam de fontes de conhecimento de muito valor, que ilustram o pensamento de uma época. Sem aprender com o passado, o futuro trará surpresas que poderiam ser evitadas. Deixe os seus medos de lado, e olhe para o mundo com a mente e o coração abertos.

“A Alemanha tem um acréscimo de população de, aproximadamente, 900 mil almas por ano. A dificuldade de alimentação desse exército de novos cidadãos tem de aumentar de ano para ano e acabar finalmente numa catástrofe, caso não se encontrem meios de, em tempo, dominar os perigos da miséria e da fome.

Havia alguns caminhos para evitar esse tremendo desenlace.

Primeiro, podia-se, a exemplo da França, limitar artificialmente o acréscimo de nascimentos e, com isso, impedir uma superpopulação.

A própria natureza costuma agir no sentido de limitar o aumento de população de determinadas terras ou raças, em épocas de grandes necessidades ou más condições climáticas, bem como de pobreza do solo; e isso com um método tão sábio quão inexorável. Ela não impede a capacidade de procriação em si e sim, porém, a conservação dos rebentos, fazendo com que eles fiquem expostos a tão duras provações que o menos resistente é forçado a voltar ao seio do eterno desconhecido. O que ela deixa sobreviver às intempéries está milhares de vezes experimentado e capaz de continuar a produzir, de maneira que a seleção possa recomeçar. Agindo desse modo brutal contra o indivíduo e chamando-o de novo momentaneamente a si, desde que ele não seja capaz de resistir à tempestade da vida, a natureza mantém a raça e a espécie vigorosas, e as tornam capazes das maiores realizações.

A diminuição do número de pessoas, por esse processo, resulta em um reforço da capacidade do indivíduo e, por conseguinte, em última análise, em um revigoramento da espécie.

As coisas se passam de outra maneira quando é o homem que toma a iniciativa de provocar a limitação de seu número. Aí é preciso considerar não só o fator natural como o humano. O homem sabe mais que essa cruel rainha de toda a sabedoria – a natureza. Ele não limita a conservação do indivíduo, mas a própria reprodução. Isso lhe parece, a ele que sempre tem em vista a si mesmo e nunca à raça, mais humano e mais justificado que o inverso. Infelizmente, porém, as conseqüências são também inversas.

Enquanto a natureza, liberando a procriação, submete, entretanto, a conservação da espécie a uma prova das mais severas, escolhendo dentro de um grande número de indivíduos os que julga melhores e só a estes conserva para a perpetuação da espécie, o homem limita a procriação e se esforça, duramente, para que cada ser, uma vez nascido, se conserve a todo preço. Essa correção da vontade divina lhe parece ser tão sábia quanto humana, e ele alegra-se de, mais uma vez, ter sobrepujado a natureza e até de ter provado a insuficiência da mesma. E o filho de Adão não quer ver nem ouvir falar que, na realidade, o número é de fato limitado, mas à custa do enfraquecimento do indivíduo.

Sendo limitada a procriação e diminuído o número dos nascimentos, sobrevém, em lugar da natural luta pela vida, que só deixa viverem os mais fortes e mais sãos, a natural mania de conservar e “salvar” a todos, mesmo os mais fracos, a todo preço. Assim se deixa a semente para uma descendência que será tanto mais lamentável quanto mais prolongado for esse escárnio contra a natureza e suas determinações.

O resultado final é que tal povo um dia perderá o direito à existência neste mundo, pois o homem pode, durante certo tempo, desafiar as leis eternas da conservação, mas a vingança virá mais cedo ou mais tarde. Uma geração mais forte expulsará os fracos, pois a ânsia pela vida, em sua última forma, sempre romperá todas as correntes ridículas do chamado espírito de humanidade individualista, para, em seu lugar, deixar aparecer uma humanidade natural, que destrói a debilidade para dar lugar à força.

Aquele, pois, que quiser assegurar a existência ao povo alemão limitando a sua multiplicação, rouba lhe com isso o futuro.

Outro caminho seria aquele que hoje em dia freqüentemente ouvimos como aconselhado e louvado: a chamada colonização interna. Essa é uma proposta que muitos fazem, na melhor das intenções, que é, porém, mal compreendida pela maioria e que pode trazer, por isso, os maiores prejuízos imagináveis.

Sem dúvida, a capacidade produtiva de um terreno pode ser elevada até determinado limite. Mas só até esse limite determinado, e não infinitamente mais. Durante um certo tempo, poder-se-á, portanto, compensar, sem perigo de fome, a multiplicação do povo alemão por meio do aumento do rendimento de nosso solo. Entretanto, a isso se opõe o fato de crescerem as necessidades da vida mais do que o número da população. As necessidades humanas com relação ao alimento e ao vestuário crescem de ano para ano e, por exemplo, já hoje em dia, não estão em proporção com as necessidades de nossos antepassados de cem anos atrás. É, pois, errôneo pensar que cada elevação da produção provoque a condição necessária a uma multiplicação da população. Isso se dá até certo ponto, pois ao menos uma parte do aumento da produção do solo é consumida na satisfação das necessidades crescentes da humanidade. Entretanto, mesmo com a máxima moderação de um lado e a máxima diligencia por outro lado, chegará um dia em que um limite será atingido pelo próprio solo. Mesmo com toda a diligência, não será possível aproveitá-lo mais e surgirá, embora protelada por algum tempo, uma nova calamidade. A fome aparecerá de tempos em tempos, quando houver má colheita. Com o aumento da população, isso se dará cada vez mais, de sorte que isso só não aparecerá quando raros anos de riqueza encherem os armazéns de mantimentos. Entretanto, finalmente, aproximar-se-á a época em que não se poderá mais atender à miséria e a fome, então, tornar-se-á a companheira de tal povo. A natureza terá de prestar auxílio de novo e proceder à seleção entre os escolhidos, destinados a viver; ou então é o próprio homem que a si mesmo se auxilia, lançando mão do impedimento artificial de sua reprodução com todas as graves conseqüências para a raça e para a espécie.

Poder-se-á ainda objetar que esse futuro está destinado a toda a humanidade, de uma maneira ou de outra, e que, portanto, nenhum povo conseguirá naturalmente escapar a essa fatalidade.

À primeira vista, sem mais considerações, isso está correto. É necessário, porém, considerar o seguinte:

Numa determinada época, toda a humanidade será certamente forçada a interromper o aumento do gênero humano ou a deixar a natureza decidir, por si própria. Essa situação atingirá a todos os povos, mas atualmente só serão atingidas por essa miséria as raças que não possuam energia suficiente para assegurarem para si o solo necessário. Ninguém contesta que, hoje em dia, ainda há neste mundo solo em extensão formidável e que só espera quem o queira cultivar. Da mesma forma também é certo que esse solo não foi reservado pela natureza para uma determinada nação ou raça, como superfície de reserva para o futuro. Trata-se, sim, de terra e solo destinados ao povo que possua a energia de conquistá-los e a diligência de cultivá-los.

A natureza não conhece limites políticos. Preliminarmente, ela coloca os seres neste globo terrestre e fica apreciando o jogo livre das forças. O mais forte em coragem e em diligência recebe o prêmio da existência, sempre atribuído ao mais resistente.

Quando um povo se limita à colonização interna, enquanto outras raças se agarram a cada vez maiores extensões territoriais, esses serão forçados a restringir as suas necessidades em uma época em que os outros povos ainda se acharão em constante multiplicação. Esse caso dá-se tanto mais cedo quanto menor for o espaço à disposição de um povo. Como, porém, em geral, infelizmente, as melhores nações, ou mais corretamente falando, as únicas raças verdadeiramente culturais, portadoras de todo o progresso humano, muitas vezes se resolvem na sua cegueira pacifista a desistir de nova aquisição de solo, contentando-se com a colonização interna, nações inferiores sabem assegurar-se de enormes territórios. Tudo isso conduz a um resultado final:

As raças culturalmente melhores, mas menos inexoráveis, teriam de limitar a sua multiplicação por força da limitação do solo, ao passo que os povos culturalmente mais baixos, naturalmente mais brutais, ainda estariam, em conseqüência da maior superfície disponível, em condições de se reproduzirem ilimitadamente. Em outras palavras, dia viria em que o mundo passaria a ser dominado por uma humanidade culturalmente inferior, porém mais enérgica.

Assim, para um futuro não muito remoto, só há duas possibilidades: ou o mundo será governado nos moldes de nossas modernas democracias, e então o fiel da balança decidirá a favor das raças numericamente mais fortes, ou o mundo será governado segundo as leis da ordem natural, e vencerão então os povos de vontade brutal e, por conseqüência, não a nação que limita a si mesma.

O que ninguém poderá duvidar é que o mundo será exposto às mais graves lutas pela existência da humanidade. No fim, vence sempre o instinto da conservação. Sob a pressão deste, desaparece o que chamamos de espírito de humanidade como expressão de uma mistura de tolice, covardia e pretensa sabedoria. A humanidade tornou-se grande na luta eterna; na paz eterna, ela perecerá.”

 O combate natural à superpopulação

© 2010 ATWA Brasil


Extinção em massa a caminho

atwa extincaohumana Extinção em massa a caminho

Biólogos estão convencidos de que uma extinção em massa de plantas e animais está em curso, e que o fenômeno representará uma grande ameaça para o ser humano no próximo século. Ironicamente, a maioria das pessoas comuns é apenas vagamente consciente sobre o problema.

O rápido desaparecimento de espécies foi classificado como uma das preocupações ambientais mais graves do planeta, superando a poluição, o aquecimento global e a diminuição da camada de ozônio, de acordo com o levantamento de 400 cientistas comissionados pelo Museu da História Natural de Nova Iorque.

A recente pesquisa foi divulgada em conjunto com um estudo inovador da diversidade de plantas, que concluiu que pelo menos uma em cada oito espécies de plantas conhecidas está sob ameaça de extinção. Embora os cientistas estejam ainda divididos sobre os números específicos, todos acreditam que a taxa de perda é maior agora do que em qualquer outro momento na história.

“A velocidade com que espécies estão sendo perdidas é muito mais rápida do que qualquer outro período que já vimos no passado – incluindo as extinções relacionadas a colisões de meteoros”, disse Daniel Simberloff, ecologista da Universidade de Tennessee e renomado especialista em diversidade biológica. [Nota: a última extinção em massa foi a dos dinossauros, causada pela colisão de um meteorito há 65 milhões de anos].

A maioria dos cientistas, aparentemente, concorda com essa afirmação. Sete em cada dez dos biólogos entrevistados para o estudo disseram acreditar que uma extinção em massa “está em andamento”, e um número igual previu que até um quinto de todas as espécies vivas poderiam desaparecer em 30 anos. Quase todas as perdas são atribuídas à atividade humana, especialmente a destruição de habitats de plantas e animais.

Entre os não-cientistas, entretanto, o assunto parece ter feito relativamente pouca impressão. 60% dos leigos entrevistados disseram ter pouca ou nenhuma familiaridade com o conceito de diversidade biológica, e apenas metade classificou a perda de espécies como uma “ameaça importante”.

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 Extinção em massa a caminho

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A destruição da Amazônia ameaça o Brasil

atwa amazoniafogo A destruição da Amazônia ameaça o Brasil

Muito se fala sobre a destruição da Amazônia – uns falam das queimadas, outros da agropecuária, alguns sobre as hidrelétricas, etc. O problema não é a falta de comunicação, mas quem sabe o excesso? Todo mundo fala muito, e faz muito pouco. Qualquer desculpa é o suficiente para culpar o outro e se acomodar. Isso faz muito pouco para lidar com o problema.

Um estado de consciência como ATWA seria o suficiente para agir diretamente contra o problema, mas seria prematuro exigir tal coisa no estado atual, em que todos sabem sobre o que está acontecendo, mas permanecem agindo como mortos-vivos, zumbis. É necessário acordar antes.

Considerando isso, a questão inteira do extermínio da Amazônia deveria ser reformulada para o povo brasileiro. A destruição do verde não é apenas um problema ambiental – longe disso. Para o Brasil, o verde está na bandeira e no hino nacional. “Gigante pela própria natureza”, diz o hino que emociona os brasileiros. “Teus risonhos, lindos campos têm mais flores”. “E diga o verde-louro dessa flâmula, paz no futuro e glória no passado”. São frases que não foram colocadas no hino aleatoriamente, e ao permanecer cego, surdo e mudo com relação à aniquilação do verde, o brasileiro passivamente elimina a si próprio. Todos os dias, enquanto as florestas caem, o Brasil deixa de ser Brasil, e o brasileiro de ser brasileiro.

É necessário compreender que todo o verde é um verde só. É imperativo olhar para a natureza como um único organismo, e compreender que cada árvore que é assassinada representa uma parte de você mesmo que se foi, para sempre. Ar, árvores, água e animais – são o sistema de suporte de vida do planeta Terra. São a essência de ATWA – a unicidade do todo da vida. Ao sentar em casa e assistir os crimes contra a natureza, o brasileiro precisa entender que ele é parte do problema, e pode ser parte da solução. O brasileiro precisa saber que ele tem sangue nas mãos ao permanecer passivo diante à guerra que o homem tem travado contra a vontade de Deus.

Semana passada, o Banco Mundial publicou um novo estudo sobre a destruição da Amazônia. Obviamente, não podemos acreditar em tudo o que lemos: o interesse por trás das notícias raramente é informar o cidadão. Mas cientistas coletaram dados, e chegaram a um consenso sobre a publicação. Serve para, mais uma vez, alertar a todos sobre o que está acontecendo.

Se o desmatamento da Amazônia – que já consumiu 17% da floresta – atingir a marca de 20%, o aquecimento global se encarregará de naturalmente destruir o que sobrou, afirma a compilação de estudos sobre a região feita pelo Banco Mundial. As conclusões do documento, que reúne vários estudos publicados nos últimos anos, levam em conta simulações do comportamento da Amazônia em diferentes cenários projetados pelo IPCC (painel do clima da ONU).

Os cientistas identificaram que o efeito conjunto de incêndios, desmatamento e mudança climática empurra a floresta para um estado em que ela perde sua “massa crítica” para a sobrevivência. Como as árvores tropicais são importantes para a regulação do clima e o regime de chuvas, forma-se uma espécie de efeito dominó que afeta todo o bioma.

Estima-se que a floresta da Amazônia encolherá 44% até o ano 2025. O volume das precipitações tende a aumentar durante o período de chuvas e diminuir nos de seca, afetando a vazão dos rios de toda a bacia.

O leste da Amazônia – que é contíguo ao Nordeste – terá as consequências mais graves. O período de seca aumentará e o clima mais quente contribuirá para o avanço da vegetação típica do semiárido. Até 2025, a região poderá perder 74% de sua atual área de floresta.

Já no sul da Amazônia, pelo menos 30% dessa área de floresta tropical terá sido substituída por cerrado até 2025. Assim como a caatinga, esse tipo de vegetação tem árvores menores, que absorvem menos gás carbônico da atmosfera.

Mais carbono no ar, então, contribui para o aquecimento global, expandindo os impactos para o resto do país. No Nordeste, por exemplo, as estiagens devem se tornar ainda mais prolongadas, prejudicando a agricultura e a geração de energia elétrica na região.

Essas são as conclusões do estudo. Mais uma vez, serve como um novo alerta.

Se os brasileiros têm o mínimo de respeito sobre o que é ser brasileiro, então eles têm que acordar imediatamente para o que deve ser feito com relação à natureza. As mentes não podem ser seqüestradas pelo dinheiro, porque o dinheiro não vai comprar vida. Para o Brasil ser Brasil, o brasileiro precisa ser brasileiro: olhar para a bandeira, para o hino, e saber o que aqueles símbolos significam, honrar aqueles que morreram nas batalhas do passado para que nós, hoje, pudéssemos ter o que nós temos.

ATWA é uma revolução contra a poluição – uma guerra contra tudo o que destrói o todo da vida. Não existe ontem, e não existe amanhã. O problema está aqui agora, nesse momento, e é nesse momento que o problema deve ser tratado.

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 A destruição da Amazônia ameaça o Brasil

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Causas da superpopulação

superpopulacao deus Causas da superpopulação

A crítica à civilização pretende não mais do que pensar no que fizemos no passado que não queremos fazer no futuro. Um dos argumentos que geralmente são usados para desqualificar a crítica à civilização é simplificar o problema dizendo que é tudo culpa da superpopulação, que por sua vez é apenas um resultado do crescimento populacional acelerado. Isso pressupõe que tal crescimento é uma coisa que acontece espontaneamente, como se a responsabilidade não fosse nossa. Por outro lado, o crescimento populacional é geralmente visto como uma grande conquista da humanidade, e a civilização é supostamente a melhor forma de organizar uma sociedade de massas. Logo, a civilização está acima de qualquer questionamento. A necessidade da civilização é afirmada por uma suposta necessidade da sociedade de massas, que é resultado inevitável do crescimento populacional acelerado, ainda que este gere superpopulação e todos os problemas sociais e ambientais decorrentes dele, que são literalmente todos os problemas sociais e ambientais dignos de preocupação.

O termo “crescimento populacional acelerado” é facilmente substituído por “redução da mortalidade”, um termo muito mais positivo. A crescente dependência tecnológica é chamada de “aumento da qualidade de vida”. E ainda que a superpopulação seja um problema, a estabilidade populacional é vista como algo que apenas o desenvolvimento econômico pode nos dar. O que parece estranho é que tínhamos uma população estável antes da civilização, e a mortalidade não era um problema terrível. Numa população pequena, o número de mortos também é pequeno. Certamente aqueles que estão defendendo a “redução da mortalidade” não estão interessados se mais pessoas estão morrendo. Mas ao dizer isso é como se não se importassem realmente com o valor da vida humana, mais vale milhões morrerem num mundo com “baixa mortalidade” que apenas alguns milhares morram num mundo com “alta mortalidade”.

Outro dado importante é que mesmo que a mortalidade tenha caído, a taxa de mortes violentas e de suicídios aumentou desproporcionalmente, assim como o número de doenças. As cidades são o ambiente perfeito para microorganismos causadores de doenças, e para a expansão da indústria farmacêutica também. Bactérias e vírus se tornaram muito mais fortes quando nós quebramos as fronteiras populacionais e criamos meios de transporte que podem fazer uma epidemia se alastrar pelo mundo em poucas horas. A maioria dessas doenças foi transmitida pelos animais que nós domesticamos e matamos para comer. Câncer, doenças do coração, diabetes, enfisemas, hipertensão e cirrose são hoje 75% das causas de morte no mundo. Todas essas doenças praticamente não existiam antes da civilização. Afinal, estaríamos nos reproduzindo para a extinção? Charles Manson diz: “O problema são as pessoas”.

A questão do “aumento da expectativa de vida” é outro mito. A expectativa de vida começou a cair desde a criação da agricultura, e tem se recuperado apenas recentemente por causa do avanço da medicina, mas apenas para quem pode pagar. Trabalhadores pobres continuam tendo uma expectativa de vida menor que a que tínhamos antes da civilização. Mas chamar o desenvolvimento econômico de solução para todos os problemas é ignorar que ele não pode existir sem desigualdade, e que foi a desigualdade que deu origem a nossos problemas. Não pode haver “redução da mortalidade” sem desenvolvimento tecnológico, já que ela é um resultado da medicina moderna. Mas antes que haja desenvolvimento tecnológico, precisou haver um modo de vida voltado à produção, que por sua vez não pode existir sem divisão de trabalho. Um modo de vida que retira o aspecto sagrado da terra, tratando-o como mera propriedade. Quando a comida é vista como um produto do trabalho humano, e não como uma dádiva da terra, a própria terra passa a ser não mais do que um objeto.

A relação do homem com a natureza precisou se modificar completamente antes que o crescimento populacional fosse possível. Em outras palavras, a mudança de visão de mundo é a verdadeira causa desses eventos, e é esta visão que inaugura e fundamenta a civilização. A causa da superpopulação não é falta de desenvolvimento. O crescimento populacional acelerado não aconteceu por fatores meramente externos, não fomos vítimas dela. Nossas escolhas culturais foram suas causadoras, e o crescimento populacional não é sempre benéfico, especialmente nessa proporção. Sem mudar a visão que propicia o crescimento, não é possível resolver os problemas gerados por ele, apenas mudá-los de lugar. Ainda que tenhamos uma população estável novamente, será preciso cada vez mais desenvolvimento. É apenas questão de tempo até não sermos capazes de adicionar mais nada. Aprenderemos com nossos erros antes disso?

Obs: o autor do texto acima não tem nenhum vínculo com a ATWA Brasil.

 Causas da superpopulação

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O dia de hoje em números

Nesse exato momento, dia 17 de fevereiro de 2010, às 20h49min (horário de Brasília) :

A população do planeta Terra é de 6 803 903 586 (6,8 bilhões) pessoas.
A população do Brasil é de 192 742 909 (192,7 milhões) pessoas.

No Brasil, em média 1 pessoa morre a cada 25,3 segundos.
No Brasil, em média 1 pessoa nasce a cada 8,6 segundos.

No Brasil, 1000 toneladas de CO2 são emitidas a cada 1,6 minuto.
No Brasil, uma média de 1,69 tonelada de CO2 é emitida por pessoa a cada ano.

*A fonte dos dados é o United States Census Bureau.

 O dia de hoje em números

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Atividade solar ameaça a Terra em 2012

manson solterra Atividade solar ameaça a Terra em 2012

A atividade na superfície do Sol vem se intensificando e poderá provocar interferências nas redes de comunicação da Terra nos próximos dois anos, segundo adverte um grupo de cientistas em antecipação ao lançamento de um novo observatório solar da Nasa, a agência espacial americana.

Novas fotos feitas por telescópios espaciais mostram um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos conhecidos como pontos solares após um período com a mais baixa atividade solar em quase um século. A atividade solar intensa pode prejudicar o campo de proteção magnética da Terra, provocando sérios problemas nos sistemas de comunicação e nos sistemas de distribuição de energia elétrica.

Segundo os cientistas, o pico da atividade solar poderá ocorrer em meados de 2012, elevando o risco de problemas com transmissões de televisão e redes de internet e o risco de apagões.

“Nos últimos três anos, a superfície do Sol havia se acalmado bastante por um tempo. A cada 11 anos as labaredas reaparecem, e de repente vemos a retomada dessa atividade”, afirma a astrônoma Heather Couper, ex-presidente da Associação Britânica de Astronomia. “O Sol é uma grande massa magnética, e se há qualquer interrupção nos campos magnéticos, o Sol fica meio maluco, então temos essas incríveis explosões e labaredas. Quando o Sol tem uma labareda, isso pode realmente afetar as conexões elétricas no nosso planeta”, diz a astrônoma.

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 Atividade solar ameaça a Terra em 2012

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A maneira do lobo

lobo A maneira do lobo

O lobo (Canis lupus) é um mamífero selvagem, pertencente à família dos canídeos, gênero Canis. Um sobrevivente da Era do Gelo, o lobo tem sua origem no período Pleistoceno Superior, há 300 mil anos. O lobo tem ampla distribuição geográfica, ocorrendo originalmente na Europa, Ásia e América do Norte. Ao longo dos séculos, o lobo foi um dos animais mais temidos pelo homem, e a caça e destruição do seu habitat o levaram a extinção em várias regiões em que antes era comum.

 

territoriosdoslobos A maneira do lobo

 

lobo shape A maneira do lobo

A Medicina do Lobo

Professor, Guia, Descobridor, Lealdade, Hierarquia, Sobrevivência, o Clã, a Família, a Alcatéia, Força, Resistência, Energia, os Sentidos, as Sombras, a Lua.

 

lobos fucinho A maneira do lobo

Não coma carne se você ama os lobos

Se você se alimenta de animais, lobos estão sendo mortos por você. A maior ameaça para os lobos são fazendeiros, que os caçam para proteger as suas terras para a pecuária.

 

lobo caminhando A maneira do lobo

Linguagem de Movimento do Lobo

Dominação: um lobo dominador mantém suas pernas firmes e assume uma postura que valoriza a sua altura. As orelhas ficam de pé e apontadas para frente. Normalmente o rabo se posiciona verticalmente e curvado em direção às costas. Essa posição afirma a posição hierárquica do lobo na alcatéia. Um lobo dominador pode olhar para um lobo submisso, subir sobre suas costas, e até mesmo usá-lo para reforçar a sua altura.

Submissão (ativa): na submissão ativa, todo o corpo desce próximo ao chão. As orelhas se curvam para trás. Muitas vezes, a submissão ativa é acompanhada por lambidas no focinho, e a língua é colocada para fora da boca. O rabo também abaixa, algumas vezes curvando-se para frente, entre as pernas do animal. O focinho se direciona para o animal dominador. Quanto mais arcado o animal, maior a sua submissão perante o dominador.

Submissão (passiva): a submissão passiva é mais intensa do que a submissão ativa. O lobo rola sobre suas costas e expõe o seu pescoço vulnerável. As patas ficam curvadas em direção ao corpo. Essa postura é normalmente acompanhada por choramingo.

Raiva: um lobo irritado tem suas orelhas eretas, e seu pelo arrepiado. Os lábios se curvam para cima e para trás, e os dentes incisivos são lançados. O lobo pode também curvar as suas costas enquanto rosna.

Medo: um lobo assustado procura assumir uma postura que diminua o seu tamanho e lhe deixe menos notado. As orelhas se curvam em direção à cabeça, e o rabo pode ser direcionado entre as pernas do animal. Pode haver também latidos de medo ou choro.

Defesa: um lobo defensivo curva as suas orelhas em direção à cabeça e flexiona as pernas traseiras, assumindo uma posição de consciência extrema.

Agressão: um lobo agressivo rosna e seus pelos se arrepiam. O animal se agacha, preparado para atacar a qualquer momento se necessário.

Desconfiança: as orelhas curvadas para trás indicam que o lobo está desconfiado. Os seus olhos também ficam mais estreitos, e o seu rabo é apontado verticalmente, paralelo ao chão.

Relaxamento: um lobo relaxado tem o seu rabo apontado para baixo, e ele pode assumir uma postura como uma esfinge ou deitado sobre um dos lados do seu corpo. O lobo pode também abanar o seu rabo. Quanto mais baixo o rabo desce, mais relaxado está o animal.

Tensão: um lobo tenso tem o seu rabo apontado verticalmente, e o animal se agacha, descendo com a sua parte traseira próxima ao chão.

Alegria: assim como os cachorros, o lobo balança o seu rabo quando está se sentindo feliz. A língua pode ser relaxadamente colocada para fora da boca.

Caçada: um lobo que está caçando permanece tenso. Sendo assim, tem o seu rabo apontado verticalmente.

 

lobo guara A maneira do lobo

O Lobo do Brasil

O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é o maior canídeo nativo da América do Sul. A sua distribuição geográfica estende-se pelo sul do Brasil, Paraguai, Peru e Bolívia a leste dos Andes, estando já extinto no Uruguai e na Argentina, e considerado uma espécie ameaçada nos demais países. O Brasil abriga o maior número de animais; dos cerca de 25 mil indivíduos da espécie, cerca de 22 mil estão em território brasileiro. Os biomas de sua ocorrência no Brasil são: Cerrado, Pantanal, Campos do Sul, parte da Caatinga e Mata Atlântica.

Ao contrário dos lobos do hemisfério norte, esta espécie não forma alcatéias e tem hábitos solitários, juntando-se apenas em casais durante a época de reprodução.

Estes animais são bastante dependentes da lobeira (Solanum lycocarpum) e estabelecem com esta planta uma relação simbiótica: sem os frutos da lobeira, o lobo-guará morre de complicações renais causadas por nemátodos. Em contrapartida, o lobo tem um papel fundamental na dispersão das sementes desta planta.

 

lobo pegada A maneira do lobo

A Pegada do Lobo

 

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O gato-vermelho-de-Bornéu

gatovermelho O gato vermelho de Bornéu

Raros, indescritíveis, e ameaçados pela perda de habitat, o Gato-vermelho-de-Bornéu é uma das espécies menos estudadas do mundo dos gatos selvagens. Exemplares do gato foram coletados nos séculos 19 e 20, mas um gato vivo não foi nem sequer fotografado até 1998. Agora, investigadores em Sabah, no Bornéu malaio, conseguiram capturar o primeiro filme do animal. Com duração de sete segundos, o vídeo (veja abaixo) mostra claramente o gato de cor marrom-avermelhada em seu habitat natural.

Durante três anos, o Programa Global Canopy tem procurado os gatos selvagens de Bornéu com câmeras escondidas. Entre outras espécies, incluem o leopardo nublado Sunda, o gato marmoreado e o gato de cabeça chata. Mas o Gato-vermelho-de-Bornéu é a única espécie inteiramente de Bornéu. Assim como a gravação do primeiro vídeo do gato, as primeiras fotos do animal também foram tiradas em Sabah.

Devido à perda de habitat e ao desmatamento, em função da expansão das plantações de óleo de palma na região, o Gato-vermelho-de-Bornéu está listado como ameaçado pela Lista Vermelha da IUCN, e sua população está em declínio. Se as taxas de desmatamento continuarem como é esperado, os pesquisadores estimam que a população já pequena de gatos vai cair mais 20% na próxima década.

O Gato-vermelho-de-Bornéu não está sozinho em seu sofrimento. Quatro das cinco espécies de gatos selvagens de Bornéu são classificados pela IUCN como ameaçados de extinção devido ao desmatamento contínuo.

“Nenhum outro lugar tem uma percentagem maior de gatos selvagens ameaçados”, explica Jim Sanderson, um especialista em gatos pequenos do mundo. Salientando que 80% dos gatos de Bornéu estão em risco de extinção, Sanderson acrescenta que “não existe um destes gatos selvagens que constituam uma ameaça direta para os seres humanos”.

Tão pouco é conhecido sobre o Gato-vermelho-de-Bornéu que até mesmo a sua dieta permanece um grande mistério.

Para ler a matéria original, clique aqui

Abaixo, o único vídeo existente do Gato-vermelho-de-Bornéu:

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A crise (humana) dos anfíbios

sapo atwa3 A crise (humana) dos anfíbios

Um terço de todas as espécies de anfíbios estão ameaçadas de extinção, quase metade das espécies estão em declínio, e eles são os mais ameaçados de todos os grupos de seres vertebrados. Se nada contra isso for feito, as perdas previstas constituirão a maior extinção em massa do planeta Terra desde o desaparecimento dos dinossauros. Mas antes de mais nada, o que são os anfíbios e porque é que nos preocupamos com o seu declínio?

Os anfíbios são um dos grupos menos conhecidos da natureza – uma questão que apresenta grandes desafios para o estabelecimento da ação de preservação que é tão urgentemente necessitada. Eles habitam o planeta há cerca de 360 milhões de anos, cerca de 100 milhões de anos antes dos primeiros mamíferos e 200 milhões de anos antes do primeiro pássaro.

Grandes Sobreviventes

Os anfíbios modernos incluem rãs, sapos, salamandras, cobras-cegas, entre outros. Segundo as estatísticas atuais, são mais de 6 mil espécies de anfíbios no planeta que foram cadastrados. Mais de 20% deles não se conhece bem o suficiente para ser atribuído qualquer estado de conservação, e estima-se que existam cerca de 10 mil espécies no total. Sumarizando, sabe-se muito pouco sobre esses animais.

Os anfíbios são encontrados em todos os continentes exceto a Antártida – do Círculo Ártico aos desertos tropicais. De todos os vertebrados, os anfíbios têm um estilo de vida dos mais particulares. Várias espécies são capazes de sobreviver congelamento parcial, mais de 10 anos sem alimento, longos períodos de seca e temperaturas de até 40ºC. Eles estão entre os grandes sobreviventes do planeta, resistindo até mesmo à extinção em massa que dizimou os dinossauros e cadeias inteiras de mamíferos e aves. Considerando isso, a sua crise de extinção atual se torna ainda mais preocupante.

Embora não pareçam ter um impacto sobre o cotidiano de muitas culturas, os anfíbios oferecem inúmeros serviços essenciais para a vida humana. Eles consomem enormes quantidades de invertebrados, incluindo as pestes mais ameaçadoras à humanidade. O seu papel fundamental no ecossistema mundial, tanto como predador e presa, mantém os ambientes em funcionamento saudável.

As secreções da pele dos anfíbios, que os protegem contra a predação e muitas infecções, contam com compostos farmacêuticos importantes que mostram potencial para tratar uma variedade de doenças modernas como o HIV e o câncer. O caso mais famoso é o do veneno do Epipedobates tricolor. Secreções da pele dessa rã contêm o composto epibatidine, que é um analgésico 200 vezes mais eficaz que a morfina. Enfim, os anfíbios são repositórios de produtos químicos com o potencial para salvar vidas, e são organismos chave na investigação científica.

Testemunhando a queda vertiginosa dos anfíbios é decepcionante. Por que agora, depois de centenas de milhões de anos de sobrevivência, eles estão inclinados para a extinção? Como sempre, as razões são diversas e complexas. A destruição do habitat, alterações climáticas, contaminantes ambientais e a superexploração representam fatores-chave.

A luta para salvar os anfíbios se encontra em meio aos debates sobre alterações climáticas, guerras, a superpopulação e inúmeras outras catástrofes globais, tornando sua situação (assim como muitos outros aspectos da biodiversidade) ignorada na agenda de prioridades a nível mundial; eles estão desaparecendo em silêncio.

O futuro

Apesar de seu passado glorioso, estudos apontam que os anfíbios simplesmente não conseguem resistir ao ataque atual causado pela interação humana no meio-ambiente. Significativamente, os mesmos fatores que ameaçam os anfíbios também colocam em perigo toda a vida na Terra, incluindo os seres humanos. Se não podemos corrigir a crise da extinção dos anfíbios, então o que isso significa para o futuro da humanidade?

Salvar o mundo dos anfíbios é uma parte crucial do enigma para garantir a nossa própria existência. Caberá saber se o ser humano agirá antes que seja tarde demais para todos nós.

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A luz verde para a extinção dos tigres

tigre A luz verde para a extinção dos tigres

A constante queda da população mundial de tigres poderá ser intensificada após o governo da China ter cautelosamente aprovado a venda de produtos extraídos desses animais. Ambientalistas alertaram ontem que essa decisão poderia impulsionar o comércio de poções ilegais e expandir o mercado negro para os caçadores furtivos, predando esses raros animais até em áreas distantes como a Índia.

Tônicos de tigre, como o vinho feito a partir de ossos do animal, são considerados como potentes medicamentos tradicionais chineses, e são vendidos por um preço elevado no mercado negro.

A Administração Florestal Estatal da China, que é responsável pela vida selvagem no país, emitiu um documento autorizando o comércio de tigres legalmente obtidos e peles de leopardo em dezembro de 2007, mas com tão pouco alarde que mal houve menção disso na mídia nacional. Quase toda referência a isso foi posteriormente apagada da internet, aparentemente em meio a preocupações oficiais de danos à reputação da China antes dos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim.

O novo documento especifica o comércio e uso de peles de leopardo e tigre “e seus produtos”. Essas peles são tradicionalmente valorizadas entre os tibetanos para embelezar vestes para ocasiões cerimoniais. Mas são essas três palavras vagas – “e seus produtos” – que provocam desconfianças.

Aproximadamente, somente 30 a 40 tigres sobrevivem hoje em estado selvagem na China. Mas cerca de 5 mil deles vivem nas chamadas “fazendas de tigres”, onde eles são criados e alimentados em grande escala. Ostensivamente, as fazendas são atrações turísticas, mas acredita-se que seus proprietários esperam usar os animais para produzir os caros tônicos de tigre. A renda proveniente dos visitantes seria certamente ofuscada pelos lucros das vendas de vinho de osso de tigre.

A Índia, país vizinho da China, possui a maior população mundial de tigres em estado selvagem. Conservacionistas indianos acreditam que o rápido declínio no número de tigres no país é resultado direto do crescimento econômico da China e do aumento na procura de medicamentos tradicionais chineses. A população de tigres indianos situou-se em 1411 em fevereiro do ano passado, segundo uma contagem oficial, contra 3642 em 2002 e estimados 40 mil animais há um século.

É temido que a liberação de produtos de tigres de criação legal criará um nicho de mercado para produtos dos tigres selvagens da Índia, que são considerados mais potentes do ponto de vista do consumidor chinês.

Os conservadores também acreditam que os tigres indianos serão alvo por causa da caça ilegal de animais ser muito mais barata do que criá-los. “Você pode matar um tigre com apenas alguns pesticidas”, disse Ashok Kumar, de um grupo ambientalista indiano. “Por outro lado, expandir um em cativeiro é uma tarefa muito mais cara”. De fato, os caçadores de tigres selvagens na Índia são pagos pelos traficantes de animais cerca de 20 Reais por carcaça de tigre.

Do outro lado da fronteira, na China, tigres têm sido usados para fins medicinais há milhares de anos, e um único animal pode valer muito. Os ossos são a parte de maior valor, com os 25 kg de um animal médio chegando a valer cerca de 850 mil Reais.

Considerando o preço banal para caçá-los na Índia, essa é a receita perfeita para a destruição dos tigres selvagens.

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E abaixo, um vídeo da ATWA Brasil sobre essa questão:

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