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Vida na Terra ameaçada: Cientistas confirmam visão de ATWA

atwa confirmacao Vida na Terra ameaçada: Cientistas confirmam visão de ATWA

A Terra tem apenas uma década para escapar de diversos “pontos críticos” antes que todo o dano causado pelo homem se torne para sempre irreversível. Se o planeta não se resgatar dessa condição crítica dentro dos próximos anos, testemunhará uma série de avarias nos sistemas que sustentam a vida humana, como oceanos e solo.

“As pesquisas mais recentes demonstram que a continuação do funcionamento do sistema da Terra que tem suportado o bem-estar da civilização humana pelos últimos séculos está em risco”, explicou o cientista Mark Stafford Smith durante a conferência Planet Under Pressure (Planeta Sob Pressão), que aconteceu entre 26 e 29 de março, em Londres. Determinar essa realidade foi o grande êxito da conferência.

Fato é que o homem tem sido muito melhor em documentar problemas e compreender os processos degenerativos causados pela humanidade do que em se envolver com possíveis soluções. Cientistas têm documentado as evidências de um novo evento de extinção em massa na Terra acelerado por ações humanas, mas têm oferecido poucas alternativas concretas a serem estabelecidas no dia-a-dia do homem moderno. O mesmo acontece com o povo comum, que convive diariamente com os sinais da catástrofe, e até se diz disposto a mudar, mas permanece enraizado em seus erros, incapaz de agir.

Segundo os cientistas presentes na conferência em Londres, essa inércia humana em transformar teorias em prática se deve a três fatores que se tornaram conhecidos apenas há pouco tempo: primeiro, a compreensão (e resistência à compreensão) de que vivemos em uma Era Antropocena, onde uma única espécie (o ser humano) domina os sistemas de vida do planeta; segundo, o reconhecimento de que os processos de vida do planeta são todos interconectados, e que portanto deve-se pensar sempre sob o ponto de vista do todo em vez de focar em partes específicas; e a ética de vida de “negócios a parte” do homem moderno ocidental, que trata de compreender as questões da natureza sob o ponto de vista político-econômico. Esses três fatores, e a resistência em compreendê-los, resultariam na ineficácia das decisões humanas para resgatar os sistemas de vida da Terra.

Ironicamente, são necessárias viagens, hospedagens, conferências, salários, cientistas, paletós e gravatas para comunicar essa realidade com alguma credibilidade para outros humanos. Charles Manson, trancado na escuridão das penitenciárias americanas, tem alertado sobre isso, e proposto mudanças práticas (e não simplesmente teóricas) desde ao menos 1967, sem ser ouvido. Passaram-se 45 anos de tempo perdido para resgatar os sistemas de vida do planeta, e agora os cientistas alertam sobre “as poucas décadas que nos restam para agir”. Seria cômico, se não fosse tão real.

 Vida na Terra ameaçada: Cientistas confirmam visão de ATWA

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A beleza de ATWA na época dos dinossauros

atwa florestasdinossauros A beleza de ATWA na época dos dinossauros

Os primeiros mapas detalhados das florestas da Terra na época dos dinossauros foram elaborados. Os padrões de vegetação, juntamente com informações sobre a taxa de crescimento das árvores, apoiam a ideia de que o planeta vivia sob um calor sufocante há cerca de 100 milhões de anos.

Altas temperaturas e possivelmente mais dióxido de carbono atmosférico permitia que florestas crescessem até muito mais próximas dos polos do planeta, expandindo com mais que o dobro da velocidade de crescimento de hoje.

Cientistas elaboraram os mapas depois de criar um banco de dados de mais de duas mil áreas de florestas fossilizadas do período Cretáceo, quando os dinossauros estavam eu seu auge. A pesquisa mostra que a maior parte do planeta era coberta por densas florestas, com mais ênfase nas regiões dos trópicos. Em latitudes médias havia florestas secas de cipreste, e perto do Polo Norte havia florestas de pinheiros.

Naquela época, os trópicos úmidos se estendiam sobre uma área maior do que agora, e climas temperados chegavam muito mais perto dos polos do planeta, que eram cobertos mais por florestas do que por gelo.

Parece, porém, que pouco antes da extinção dos dinossauros, as florestas foram alteradas com a aparição de angiospermas – plantas com flores. Árvores floridas semelhantes às atuais magnólias surgiram, trazendo cor e cheiro ao mundo pela primeira vez. As angiospermas gradualmente assumiram habitats anteriormente dominados pelas coníferas, e pelo final do período Cretáceo já haviam se tornado as árvores mais comuns da Terra.

Segundo o estudo, se o nível de concentração de dióxido de carbono continuar a subir no ritmo atual, a Terra retornará a uma condição climática semelhante à do período Cretáceo em menos de 250 anos. Se isso acontecer, florestas voltarão a ocupar partes do planeta geladas como a Antártida – e os seres humanos não existirão mais para documentar essa transformação.

 A beleza de ATWA na época dos dinossauros

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A extinção dos oceanos de ATWA

atwa oceanosameacados A extinção dos oceanos de ATWA

A água de ATWA está confrontada com uma perda sem precedentes de formas de vida inteligentes, comparável às grandes extinções em massa da pré-história – é o alerta soado por um novo relatório do Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos (IPSO). O relatório confirma que os mares estão morrendo em um ritmo mais acelerado do que as estimativas científicas previam.

Essa destruição é explicada por uma série de graves afrontas, que vão desde o aquecimento do clima e a acidificação da água do mar, à poluição química e a pesca predatória generalizada – fatores que são associados a ações humanas. A união desses fatores agora ameaça o ambiente marinho com uma catástrofe “sem precedentes na história da humanidade”, segundo o relatório.

Os novos dados sugerem que a extinção potencial de espécies, de grandes peixes a pequenos corais, é diretamente comparável às cinco grandes extinções em massa documentadas geologicamente, que marcaram o desaparecimento de boa parte da vida do planeta. O pior desses eventos, que aconteceu há 251 milhões de anos, chegou a eliminar mais de 70% das espécies terrestres e 96% das espécies marinhas da Terra. E ao que tudo indica, nosso futuro não será muito diferente disso.

O novo documento, que considerou as últimas pesquisas de todas as áreas da ciência marinha, concluiu que “uma combinação de fatores está criando hoje as condições associadas a cada episódio anterior de extinção em massa de espécies na história da Terra”. Os autores também concluíram que:

1) A velocidade e a taxa de degeneração dos oceanos são muito maiores do que qualquer previsão científica anterior;
2) Muitos dos impactos negativos identificados anteriormente são mais severos do que as previsões mais pessimistas;
3) Os primeiros passos que confirmam uma extinção em massa podem já ter acontecido.

O novo documento diz: “Os resultados são chocantes. Ao considerarmos o efeito cumulativo das ações humanas com relação aos oceanos, as implicações se tornam muito piores do que nós havíamos compreendido individualmente. Trata-se de uma situação muito séria, que exige ações inequívocas em todos os níveis da sociedade. Estamos olhando para consequências para a humanidade que irão impactar as nossas vidas, e o que é ainda pior, impactar as vidas das nossas crianças e as gerações que estão a caminho”.

Portanto, mais um alarme foi soado, alertando os homens sobre os pecados das suas ações contra ATWA e a perfeição de todas as vidas. Trata-se da urgência de resgatar ATWA. Trata-se da conscientização humana sobre seus crimes e pecados. Trata-se da verdade do agora, desse exato momento. Trata-se de todos nós. Ou você está em guerra pela Vida, ou você está em guerra pela morte – e todo homem é dotado de livre vontade.

 A extinção dos oceanos de ATWA

© 2011 ATWA Brasil


Economias mundiais e a guerra contra ATWA

atwa economias Economias mundiais e a guerra contra ATWA

Costumamos não nos prender muito a estudos científicos e à confusão de números publicados todos os dias. Sabemos que isso faz parte do processo de desinformação do público: com tantos estudos e números contraditórios, é mais fácil manter as discussões entre as pessoas em um nível superficial e, dessa forma, coibi-las de agir contra o sistema que nos rege.

Mas aqui está um novo estudo que exibe com clareza a essência da guerra do homem contra ATWA. Trata-se do paralelo entre o suposto “avanço econômico” e a poluição do ar. Essas duas variáveis caminham juntas: quanto melhor vão as economias, mais poluição é liberada contra ATWA. Quando as economias se enfraquecem, porém, as taxas de poluição melhoram consideravelmente. Isso exibe o dilema da humanidade com lucidez: é necessário frear essa máquina, ou não haverá mais vida para contar a nossa história.

Durante o ápice da recessão mundial em 2009, as emissões de CO2 caíram paralelamente à desaceleração das atividades econômicas. Mas agora que o mundo percebe sinais modestos de recuperação, o ritmo da atividade econômica se acelerou novamente, assim como as emissões de CO2. Segundo um novo estudo, o planeta pode chegar a um nível recorde de emissões até ao final do ano de 2010 – uma prova do fracasso das negociações sobre a mudança do clima.

O novo estudo aponta que as emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis foram 1,3% menores em 2009 do que no ano anterior – ainda assim, isso é menos da metade da queda que anteriormente havia sido prevista. Isso porque, enquanto algumas economias da América do Norte e Europa estavam em baixa, atividades em outros continentes foi crescente. O Reino Unido, por exemplo, teve emissões 8,6% mais baixas em 2009 do que em 2008. Números semelhantes podem ser aplicados para os Estados Unidos, Japão, França e Alemanha. No entanto, essas reduções foram compensadas por um crescimento constante em países como o Brasil e a China – esse último, sozinho, aumentou suas emissões em 8%.

O estudo prevê um aumento das emissões globais de mais de 3% em 2010, uma taxa de crescimento semelhantes à encontrada entre 2000 e 2008. Pode-se concluir, portanto, que nada mudou durante a última década.

Sendo assim, os homens estão carregando a vida do planeta Terra para o túmulo. O coletivo da humanidade parece ser incapaz de enxergar por cima das muralhas de desinformação que são erguidas todos os dias. Não agir é tomar uma posição de guerra contra ATWA. O sistema de vida humana atual não pode prosseguir – é suicídio coletivo. Mas pior do que isso: as vidas inocentes que caminham em harmonia com ATWA também são vítimas do nosso descaso.

A ignorância da humanidade é um crime contra o todo da vida, mas na ordem natural não existe impunidade.

 Economias mundiais e a guerra contra ATWA

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A humanidade de costas para ATWA

atwa decostas A humanidade de costas para ATWA

O homem está em guerra contra ATWA. De fato, o coletivo da humanidade assumiu o risco real da alteração climática há alguns anos. Discute-se muito sobre os elementos que contribuem para essa mudança, mas poucos discordam de que as mudanças estão a caminho. Alguns reconhecem em seu instinto de sobrevivência – aqueles poucos que não se renderam aos confortos humanos – que medidas drásticas devem ser tomadas por todos. Outros não, e simplesmente colocam suas vidas nas mãos de desconhecidos que elaboram o sistema que a humanidade adotará.

Fato é que aqueles que até então têm determinado o caminho da humanidade se provaram incapazes. O Protocolo de Kyoto serve para ilustrar a liderança humana: se todos os países chegassem a cumprir com as suas metas de limitar as emissões de gases na atmosfera, ainda assim os Estados Unidos, sozinho, responsável por 25% do total desse impacto humano, elevaria em 6% o total mundial de emissões. Eles se recusaram a assinar o acordo, provavelmente sabendo que não se passa de mais uma brincadeira humana com relação a algo muito sério. De qualquer maneira, o Protocolo de Kyoto foi ratificado por 47 países, e quase nenhum deles cumpriu com as suas exigências.

Nos últimos 10 anos, só o setor energético aumentou em 30,5% suas emissões de dióxido de carbono. A produção de cimento, e as indústrias metalúrgicas e químicas aumentaram suas emissões em 33%. As atividades agropecuárias elevaram suas cotas para 65%. Trata-se de um quadro de abandono do instinto humano de sobrevivência. Todos nós apertamos a fundo o acelerador do sistema de produção, distribuição e consumo. Queremos carros novos, quanto mais rápidos e potentes melhor; desejamos maior consumo elétrico para ter ar condicionado e adquirir as últimas novidades em matéria de eletrodomésticos; não estamos dispostos a viajar menos, nem a frear o crescimento econômico, nem a renunciar o esbanjamento e os produtos descartáveis.

Isso sumariza o nosso argumento inicial: o homem está em guerra contra ATWA. São as ações do coletivo da humanidade que ditam as leis da nossa existência. Não existe um com mais culpa do que outro. Essa é a sociedade na qual vivemos. É a forma de pensar, observar e viver da esmagadora maioria dos seres humanos; essa mesma que alguns estimulam com sentenças tão falsas como “o povo sempre tem a razão”. Estamos vivendo imersos em uma sociedade predadora, ávida de maior riqueza e de poder ao preço que seja, onde os mais desfavorecidos só desejam ter acesso a maiores níveis de consumo. Todos os seres querem maior desenvolvimento econômico, e o medem com as pautas do modelo vigente que nos conduziu ao desastre da nossa natureza. O mundo e as leis naturais que o regem não podem suportar semelhante espólio irresponsável.

Aqueles que se auto-intitulam “ecologistas” são também transgressores quando dizem demagogicamente que é possível reduzir o impacto ambiental a níveis sustentáveis sem renunciar o nosso conforto atual, medido em bens e serviços. Argumento totalmente indefensível. Não há forma de defender isso sem uma profunda mudança em nossa cultura.

Mas ao mesmo tempo, a história é testemunha de que as pessoas pensam muito pouco com as suas próprias cabeças. É possível alterar completamente as suas idéias em uma certa direção, afinal, é exatamente isso que tem sido feito com relação ao cuidado com a ordem natural. Um exemplo: nos anos 80 se proibiram os sprays de CFCs pelo cloro que afetava a camada de ozônio na alta atmosfera. Os meios de comunicação falavam sobre o assunto, e as crianças aprendiam sobre isso nas escolas. Todos foram programados com essa história. Mas os CFCs só representavam uma mínima parte da contaminação, e as outras fontes não foram abordadas, como uma infinidade de usos industriais, os vôos supersônicos de dezenas de milhares de aeronaves militares, ou os agrotóxicos empregados na agricultura intensiva. Esse exemplo é válido para balancear a questão da culpabilidade humana nessa guerra contra ATWA. Mas seria essa fraqueza mental um fator de inocência?

Diferentemente de nossa sociedade que vive de costas para ATWA, nossos ancestrais e os homens do campo percebiam os sinais que anunciavam uma catástrofe. Quando os rebanhos selvagens fugiam em debandada depois de sentir o ar, sabia-se de que direção provia a ameaça seguindo o exemplo dos próprios animais, sempre atentos para detectar as ameaças do tempo. No entanto, como disse Nietszche: “A vida, segura sob o império do instinto, periga sob o império da razão”.

Houve uma época em que o homem fazia parte da ordem natural, em que o seu instinto de sobrevivência lhe colocava como irmão das outras espécies do planeta. Antes bastava um sinal sutil para soar um alerta. Mas hoje, o homem ignora esses sinais com orgulho, como se tratasse de coisas triviais. A humanidade se sente mais forte do que a própria natureza. O homem de hoje se vê como vencedor pela ilusão de dominá-la, controlá-la e tê-la a seu serviço. Um ignorante otimismo tecnológico convenceu a humanidade de que sempre poderá neutralizar os fenômenos naturais.

A solução é uma: reger-nos pelas leis eternas da natureza, a ordem de ATWA.

Quem sabe, ainda há tempo. É preciso deixar de viver de costas à única verdade. É necessário apelar não apenas à cabeça do homem, mas ao seu coração, obtendo assim a força da psique coletiva. Mas em seus moldes da atualidade, a humanidade não merece sobreviver. Nós nos retiramos da ordem mundial, e assim a natureza está encarregada de nos expelir dos seus cuidados. Mas ainda existe ATWA: o ar, as árvores, a água e os animais. Façamos algo então, por eles.

 A humanidade de costas para ATWA

© 2010 ATWA Brasil


Aquecimento global: Colocando os céticos em foco

atwa aquecimento Aquecimento global: Colocando os céticos em foco

Enquanto caminhamos para a nossa própria extinção, é possível ver todo o tipo de percepção quanto à questão do aquecimento global. A maioria parece compreender que se trata de uma ameaça real, mas apesar disso poucos saem da frente da televisão para fazer algo a respeito. São os agentes passivos. Entre os agentes ativos, existem os que se auto-intitulam “céticos” ou “negacionistas” da mudança do clima. Esses são os objetos de foco desse artigo.

O negócio deles é semear a dúvida, lançar suspeitas e espalhar desinformação. Em todas as guerras a desinformação (ou propaganda inimiga) teve um papel primordial, e no caso da guerra atual do homem contra ATWA não poderia ser diferente. Faz parte da estratégia.

Um de seus argumentos é que o aquecimento global estaria virando desaquecimento global. Afinal, a temperatura média da troposfera (a camada mais baixa da atmosfera) não aumentou desde 1998, o ano mais quente no registro histórico. Mas e se 2010 bater o recorde de 1998? Nada mudará na estratégia provocadora dos negacionistas. Como sempre fazem, ignorarão o dado que lhes seja desfavorável.

Eles passarão para o próximo “argumento”. Por exemplo: que não é possível apurar uma grandeza como a temperatura média da atmosfera, ou que o tratamento estatístico dos dados é manipulação, ou que a atividade solar é a verdadeira causa do aquecimento, e não os gases do efeito estufa. São incorrigíveis.

Acima de uma prova de estupidez perigosa, essa posição dos negacionistas serve como lição para aqueles que realmente lutam por ATWA: não será com números que a ordem natural será restabelecida. Ciência e números são coisas complexas. São coisas que para o homem comum, que faz as coisas do dia a dia como um robô e no fim do dia não quer muito além de uma televisão e um pouco de entretenimento, vão além do conhecimento. Você pode oferecer números sobre tudo, e convencê-los de muita coisa, mas os números parecem ser muito subjetivos. Em outras palavras, com números tudo que parece provável por ser confundido e negado também. Eles não somam muito quando a questão é mobilizar as massas em uma mesma direção.

Para os que procuram números, há boa chance de 2010 se tornar, de fato, o ano mais quente de todos os tempos – ou melhor, desde que se iniciaram as medidas em escala planetária. Não houve outro período janeiro-agosto mais quente que o desse ano. E isso numa fase de atividade mínima do Sol, em que a radiação solar pouco contribui para esquentar a atmosfera além do usual.

Mas nada disso será suficiente para mobilizar a espécie humana com relação ao aquecimento do planeta – causado em grande escala pelas nossas atividades diárias. Aliás, eis aqui outro fator que os negacionistas procuram lutar contra, em um desespero para inocentar a própria espécie. Não passa de antropocentrismo mal formulado. Não reconhecer que embarcamos no caminho errado é cavar a própria sepultura.

Mas a “esperteza” dos céticos encontra barreiras, sim. Seu limite está na nossa própria capacidade de buscar a melhor ciência, contornar as armadilhas do senso comum e pensar com a própria cabeça.

A alavanca da revolução contra a poluição não serão os números. Resta saber se haverá alguma outra ferramenta para isso antes que ATWA decida, de vez, nos expulsar dos seus domínios.

 Aquecimento global: Colocando os céticos em foco

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Antropoceno: O karma da humanidade em ação

atwa antropoceno Antropoceno: O karma da humanidade em ação

A humanidade pode estar no alvorecer de uma nova era: os seres humanos têm feito enormes mudanças sem precedentes no planeta, e com isso podem ter inaugurado um novo período da história geológica. A chegada do período Antropoceno pode incluir a sexta extinção em massa da história da Terra.

Através da poluição, crescimento populacional, urbanização, viagens, mineração e utilização de combustíveis fósseis os seres humanos alteraram o planeta de maneiras que serão sentidas pelos próximos milhões de anos. Cientistas temem que a humanidade tenha causado danos que levarão à sexta extinção em massa da história da Terra, com milhares de plantas e animais sendo exterminados nos próximos anos.

A nova época, apelidada de Antropoceno – significando “novo homem” – seria o primeiro período do tempo geológico da Terra moldado pela ação de uma única espécie. Embora o termo tenha sido usado informalmente entre os cientistas há mais de uma década, ele passou agora a ser considerado como um termo oficial.

Um novo grupo de trabalho de peritos já foi estabelecido para reunir todas as provas que corroborassem a reconhecer o Antropoceno como o período sucessor do Holoceno, em que vivemos atualmente. Os cientistas irão considerar as mudanças que as atividades humanas trouxeram para a biodiversidade terrestre e para a estrutura das rochas, bem como o impacto de fatores como a poluição e a extração mineral.

Eles concluem: “O Antropoceno representa uma nova fase na história tanto da humanidade como da Terra, quando as forças naturais e as forças humanas se tornaram interligadas, de modo que o destino de um determina o destino do outro. Geologicamente, este é um episódio marcante na história deste planeta”.

Dr. Jan Zalasiewicz, co-autor do relatório, acrescentou: “Sugere-se que estamos na linha de produção de uma extinção em massa catastrófica para rivalizar com as cinco grandes perdas de espécies e organismos no passado da Terra”.

Não há dúvidas: o karma da humanidade está em ação. O ciclo contínuo do todo da vida está retornando, e foram as ações humanas que aceleraram os ponteiros dos relógios.

O sábio mártir Charles Manson diz: “ATWA não são pessoas. ATWA é ar, árvores, água e animais trancados em zoológicos”.

Em outras palavras, a ordem não é o homem, mas o sistema de suporte de vida do nosso planeta. É o todo da vida, do qual nós fazemos parte. Nós somos parte do todo, e não gerenciadores do todo. É o resultado do coletivo das nossas ações que está nos destruindo, porque as nossas ações vão além dos limites que o mundo nos reservou. Pensar como ATWA é pensar em todas as vidas como uma única vida – é abandonar a ética antropocêntrica que está enraizada em nós. Esse é o caminho para resgatar do caos o que é perfeito!

Para ler o artigo original, clique aqui

 Antropoceno: O karma da humanidade em ação

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Imagens expõem destruição de ATWA

atwa aral Imagens expõem destruição de ATWA

Foram finalmente divulgadas imagens feitas por satélites durante os últimos 40 anos que expõem a destruição de ATWA através de dramáticas mudanças no meio ambiente causadas pela ação do ser humano. Os registros mostram a seca de muitos corpos de água vitais para a vida no planeta, enquanto paralelamente aumenta a demanda da humanidade pelos recursos hídricos: uma equação com resultado alarmante.

O desaparecimento do mar de Aral

Imagens registradas entre 1973 e 2009, por exemplo, registram o desaparecimento quase total do mar de Aral – que na verdade era um gigantesco lago de água salgada – na Ásia Central, que tinha o tamanho da Irlanda. O desaparecimento do Aral pode significar um dos maiores desastres ambientais do planeta, mas pouco se ouve falar sobre a extensão do dano que esteve sendo causado nas últimas décadas.

O Aral, que fica entre o Uzbequistão e o Cazaquistão, já foi o quarto maior lago do planeta. Contudo, desde os anos 60, ele perdeu mais da metade de seu volume. Os rios que alimentam o mar foram sobrecarregados por irrigações nas plantações de campos de algodão, ainda na época da União Soviética. Além da falta de água, o Aral sofre intensamente com a poluição, que chegou a níveis perigosos, arruinando a pouca água que sobrou.

O berço da civilização vira um deserto

No Iraque, a histórica região entre os rios Tigre e Eufrates também sofre com a exploração do homem. Na metade do século XX os pântanos da Mesopotâmia começaram a ser drenados para a agricultura e para atingir a região onde viviam contrários ao partido que dominava o país. Imagens registradas da região em 1990 e 2000 mostram em um pequeno espaço de tempo drásticas mudanças na região.

Os desastres vistos no mar de Aral e nos pântanos são uma combinação dos efeitos do homem e do aumento da temperatura nessas regiões. Não há uma grande mudança no volume de chuva nessas áreas, mas desde os anos 70 a temperatura subiu 1°C, o que aumenta as perdas devido à evaporação. A poluição na área está ficando pior porque, enquanto a água evapora, poluentes na água ficam mais concentrados, menos diluídos.

Abaixo, algumas imagens de satélite que ilustram a destruição de ATWA no mar de Aral e nos pântanos do Iraque:

 Imagens expõem destruição de ATWA

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Oceanos engasgados em CO2

atwa oceanos Oceanos engasgados em CO2

Os oceanos do mundo estão engasgando com o aumento da presença de gases de efeito estufa liberados por ações humanas, destruindo os ecossistemas marinhos e quebrando as cadeias alimentares – são mudanças irreversíveis que não ocorreram por vários milhões de anos, aponta um novo estudo. A mudança pode ter conseqüências desastrosas para centenas de milhões de pessoas e outros seres vivos ao redor do mundo que dependem dos oceanos para a sua sobrevivência, e pode significar a destruição do coração e dos pulmões da Terra.

“É como se a Terra fumasse dois maços de cigarros por dia”, explica o cientista australiano Ove Hoegh-Guldberg, autor do novo estudo. A conclusão é baseada em 10 anos de investigação marinha, e descobriu que as alterações climáticas têm causado declínios importantes nos ecossistemas marinhos.

Os oceanos estão em um processo de aquecimento e acidificação, a circulação da água está sendo alterada e zonas mortas nas profundezas dos oceanos estão em expansão, diz o relatório. Há também uma queda nos ecossistemas dos oceanos, como as florestas de laminarias (algas) e recifes de corais, e as cadeias alimentares marinhas estão sendo destruídas, com peixes cada vez menores e maior freqüência de doenças e pragas entre os organismos marinhos. “Se continuarmos por essa via, chegaremos a condições nunca antes vistas pelo homem”, disse Hoegh-Guldberg. Ironicamente, são as ações humanas que estão pintando essa realidade.

Os oceanos são o coração e os pulmões da Terra, produzindo metade do oxigênio do mundo e absorvendo 30 por cento do dióxido de carbono liberado pelo homem. “Estamos entrando em um período em que os serviços dos oceanos sobre o qual muito depende a humanidade estão passando por grandes mudanças e, em alguns casos, começando a falhar”, disse Hoegh-Guldberg. “Muito claramente, a Terra não pode ficar sem o mar. Esta é mais uma prova de que estamos a caminho para o próximo grande evento de extinção”, explicou o cientista.

Mais de 3,5 bilhões de pessoas dependem dos oceanos para a sua principal fonte de alimento, e em 20 anos esse número pode dobrar, os autores do relatório dizem. O clima do planeta manteve-se estável durante milhares de anos, mas a mudança do clima nos últimos 150 anos está forçando organismos a mudarem rapidamente – mudanças que no ritmo natural da evolução levariam muito tempo.

Mas pensar nesse assassinato dos oceanos com um foco sobre as implicações para a humanidade é um grande erro – afinal, os seres humanos são a raiz do problema. Os alertas dos cientistas são importantes para elucidar o caminho que estamos traçando, mas interpretá-los sob uma ótica antropocêntrica é uma falha que faz pouco para que a solução para os problemas seja encontrada. A vida está morrendo agora, e não daqui a 10 ou 20 anos. Os oceanos estão lutando para sobreviver, e esse assassinato parte das mãos dos homens.

ATWA era ATWA antes de o homem aparecer, e continuará a ser ATWA depois que o apocalipse da Terra se complete. Serve então aos poucos homens que desejam sobreviver lutar pelo todo da vida – toda a água é uma única água, todas as vidas são uma vida só. Esse é o pensamento do agora, e a única saída para escapar do Helter Skelter que está presente por todos os lados.

Para ler outro artigo sobre o assassinato dos oceanos, clique aqui.

 Oceanos engasgados em CO2

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Ação humana e a extinção da própria espécie

atwa dinheiro Ação humana e a extinção da própria espécie

Os netos dos nossos netos podem já não poder viver no planeta Terra.

Um estudo recente das universidades de New South Wales, na Austrália, e de Purdue, nos Estados Unidos, acende todos os sinais vermelhos que obriguem a tomar medidas sérias e rápidas agora, antes que seja tarde de mais. E por quê? O aquecimento global pode deixar até metade do planeta inabitável nos próximos três séculos.

O estudo, publicado na última edição da revista especializada “Proceedings of the National Academy of Sciences”, afirma ainda que é possível que já no próximo século várias regiões do planeta estejam sob calor intolerável para humanos e outras espécies de mamíferos.

Ironicamente, os sinais se tornam a cada dia mais evidentes de que as ações humanas contra o meio ambiente resultarão na aniquilação da própria espécie. O estudo ressalta que o calor já é uma das principais causas de morte por fenômenos naturais, e que muitos acreditam, erroneamente, que a humanidade pode simplesmente se adaptar a temperaturas mais altas. Em outras palavras, os fenômenos naturais, que são hoje mais presentes do que nunca, não são resultado de jogos de sorte ou azar, mas sim conseqüência do coletivo das ações humanas.

O seu carro, o seu lixo, a sua alimentação, são fatores que resultaram na morte de outros seres da sua própria espécie. Você viu na televisão, não entendeu nada, e não percebeu o sangue em suas mãos. Em ATWA, não existe desperdício: todas as ações ressonam em algum lugar, e o carma sempre retorna para a sua origem. É tudo muito simples, e a conscientização sobre essa lei resolveria muitos problemas. A vida animal é baseada no instinto de sobrevivência – e o ser humano é parte do reino animal.

O sábio mártir Charles Manson diz: “A simplicidade da ordem de ATWA é que se trata da ordem de todas as vidas, e se resume em sobrevivência”.

Ironicamente, os seres humanos parecem ter perdido essa característica tão básica que lhes garante o direito de sobreviver.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Todas as pessoas que chamamos de ‘vivos’ estão na realidade mortos, e não há chance de redimir-los. Mas há uma chance de resgatar esses mortos”.

De fato, existe pouca vida nas pessoas. Sobrevivência não passa de mais uma palavra para os dicionários. São mortos-vivos, repetindo os mesmos movimentos, os mesmos erros, para a eternidade. O teto da ordem desaba sobre eles, e os mesmos movimentos continuam. São robôs, programados para a morte e a destruição. A sensibilidade com relação a tudo o que tem vida foi perdida completamente: existe uma barreira na mente das pessoas que não lhes permite ver as conseqüências das suas ações e reconhecê-las como tal.

O instinto de sobrevivência da humanidade foi esquecido. Os seres humanos estão se matando, um pouco mais a cada dia, mas as mentes continuam controladas pelo dinheiro. Os cegos não vêem o que é tão claro.

O sábio mártir Charles Manson diz: “O ar que você respira é mais importante do que o dinheiro que você gasta, porque você pode gastar esse dinheiro e acabar sem ar algum”.

Em outras palavras, o ser humano parece ter perdido um elemento essencial do que lhe faz um animal. Sem o instinto de lutar pela vida, a humanidade tem os seus dias contados. Esse recente estudo é somente mais um alerta sobre o que está por vir.

Para ler a matéria original, clique aqui

 Ação humana e a extinção da própria espécie

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Extinção em massa a caminho

atwa extincaohumana Extinção em massa a caminho

Biólogos estão convencidos de que uma extinção em massa de plantas e animais está em curso, e que o fenômeno representará uma grande ameaça para o ser humano no próximo século. Ironicamente, a maioria das pessoas comuns é apenas vagamente consciente sobre o problema.

O rápido desaparecimento de espécies foi classificado como uma das preocupações ambientais mais graves do planeta, superando a poluição, o aquecimento global e a diminuição da camada de ozônio, de acordo com o levantamento de 400 cientistas comissionados pelo Museu da História Natural de Nova Iorque.

A recente pesquisa foi divulgada em conjunto com um estudo inovador da diversidade de plantas, que concluiu que pelo menos uma em cada oito espécies de plantas conhecidas está sob ameaça de extinção. Embora os cientistas estejam ainda divididos sobre os números específicos, todos acreditam que a taxa de perda é maior agora do que em qualquer outro momento na história.

“A velocidade com que espécies estão sendo perdidas é muito mais rápida do que qualquer outro período que já vimos no passado – incluindo as extinções relacionadas a colisões de meteoros”, disse Daniel Simberloff, ecologista da Universidade de Tennessee e renomado especialista em diversidade biológica. [Nota: a última extinção em massa foi a dos dinossauros, causada pela colisão de um meteorito há 65 milhões de anos].

A maioria dos cientistas, aparentemente, concorda com essa afirmação. Sete em cada dez dos biólogos entrevistados para o estudo disseram acreditar que uma extinção em massa “está em andamento”, e um número igual previu que até um quinto de todas as espécies vivas poderiam desaparecer em 30 anos. Quase todas as perdas são atribuídas à atividade humana, especialmente a destruição de habitats de plantas e animais.

Entre os não-cientistas, entretanto, o assunto parece ter feito relativamente pouca impressão. 60% dos leigos entrevistados disseram ter pouca ou nenhuma familiaridade com o conceito de diversidade biológica, e apenas metade classificou a perda de espécies como uma “ameaça importante”.

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 Extinção em massa a caminho

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Mais sobre a farsa do Acordo de Copenhague (COP-15)

atwa cop15 Mais sobre a farsa do Acordo de Copenhague (COP 15)

Um grupo de pesquisadores da Alemanha acaba de pôr em números algo que todo mundo já sabia: o Acordo de Copenhague (COP-15) é incapaz de manter o aquecimento global em 2ºC, seu objetivo declarado. Na verdade, argumentam os cientistas, seguir o acordo pode produzir o efeito inverso: fazer as emissões globais subirem e, com elas, os termômetros.

A conta foi feita por Joeri Rogelj e Malte Meinshausen, do Instituto de Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam, e publicada na edição de hoje do periódico “Nature”. Os cientistas se basearam nas promessas de corte de emissões feitas até o último dia 13 de abril pelos 76 países que aderiram ao acordo produzido na cúpula do clima de dezembro passado (COP-15).

A conferência na Dinamarca terminou sem um acordo global e legalmente vinculante de corte de emissões de gases-estufa para o período 2013-2020. Produziu um documento frouxo, sem metas de longo prazo, no qual os países anotariam seus compromissos voluntários de redução para 2020. “Como não sabíamos que propostas os países inscreveriam, não tínhamos como saber qual seria o nível real de ambição do Acordo de Copenhague”, disse Meinshausen. “Sabemos agora, e ele calha de ser inadequado para cumprir a meta de 2ºC”.

Os alemães inseriram os valores mínimos e máximos das propostas num modelo computacional de resposta do clima a emissões de origem humana. A conclusão é que, se o acordo for seguido, o mundo chegará a 2020 com emissões anuais de 47,9 bilhões a 53,6 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (a soma das emissões de todos os gases-estufa “convertidas” em CO2). No entanto, para ter uma chance igual ou maior do que 50% de manter o aquecimento num máximo de 2ºC – nível considerado seguro – as emissões anuais máximas teriam de ser de 44 bilhões de toneladas.

A trajetória insustentável do acordo se coloca por duas razões. Primeiro, o voluntarismo do texto faz os países inscreverem como metas aquilo que demanda o menor esforço. Japão e Noruega são os únicos países considerados “ricos” que apresentaram propostas nos valores recomendados pelo IPCC (painel do clima da ONU), de corte de 25% a 40% no CO2 em relação aos níveis de emissão de 1990.

Depois, por sua natureza jurídica frouxa, o acordo não proíbe o uso de créditos de carbono em excesso gerados pelo Protocolo de Kyoto. Meinshausen estima que haja 12 bilhões de toneladas de gás carbônico em créditos “ocos”, ou seja, que não corresponderam a um esforço de redução de emissões – é apenas um truque contábil de Kyoto para facilitar o cumprimento das metas.

O modelo dos alemães estima que esses “buracos” no acordo dão uma chance maior do que 50% de que o aquecimento ultrapasse os 3ºC em 2100. “Emitir 48 bilhões de toneladas de CO2 equivalente em 2020 é o mesmo que correr na direção de um penhasco e torcer para parar na beirinha”, diz Meinshausen.

Abaixo, um artigo da ATWA Brasil sobre o lado obscuro da “Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2009”:

Piada em Copenhague: O “texto dinamarquês”

E também, os cinco comunicados enviados pela ATWA International para os líderes mundiais durante os encontros em Copenhague:

Comunicado da ATWA Brasil ao COP-15

2º Comunicado de ATWA ao COP-15

3º Comunicado de ATWA ao COP-15

4º Comunicado de ATWA ao COP-15

5º Comunicado de ATWA ao COP-15

 Mais sobre a farsa do Acordo de Copenhague (COP 15)

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Conhecer a terra é compreender o problema

atwa soloseco Conhecer a terra é compreender o problema

“Os sapos desapareceram da zona rural por causa das mudanças do clima, e agora não há como controlar os insetos. Agora temos que usar produtos químicos para lutar contra as pestes, mas isso está matando o solo”, conta Julián Pilco, um fazendeiro peruano. Enquanto homens de paletós se encontram para discutir o impacto ambiental das práticas humanas, armados com complexos sistemas e modelos climáticos, fruto do trabalho de cientistas dedicados e bem pagos, basta realmente estar vivo e consciente sobre o que cerca o homem hoje para compreender que algo mudou seriamente. As pessoas que vivem na terra, e de acordo com a terra, sabem muito bem disso.

A emissão excessiva de gases de efeito estufa, a maioria proveniente dos países chamados de “industrializados”, tem um impacto cada vez mais forte na vida de milhões de pessoas residentes em áreas rurais ao redor do mundo. O principal emissor de gases do efeito estufa é os Estados Unidos, com 20,6% do total global. O Peru, nosso vizinho, de acordo com dados da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, emite apenas 0,4% desses gases, mas é um dos países mais vulneráveis no que se refere às conseqüências dessa prática.

As geleiras peruanas diminuíram 22% nos últimos anos – o equivalente ao consumo total de água da sua capital, Lima, por um período de 10 anos. Pragas e doenças têm aparecido em novas áreas, enquanto que na Amazônia Peruana há cada vez mais inundações, secas e tempestades de granizo. Em pouco tempo, a região perdeu completamente qualquer forma de equilíbrio natural.

Testemunhos alarmantes dos que vivem da terra são muitos. “As chuvas que costumavam vir em setembro chegam agora em janeiro do ano seguinte. Enquanto isso, o sol não perdoa”, conta Abrasa Pilco, um agricultor da região central andina de Cuzco. “Não há mais nenhuma neve na montanha Apu Ausangate, e não há mais água nas nascentes”, diz Cayetano Huanta, um agricultor da mesma região. Na cidade costeira de Chimbote, Yolanda Lara relata que “o mar está transbordando e as fundações das casas foram enfraquecidas”. Na região amazônica de San Martín, o experiente agricultor Misael Salas Amasifuén relata recentes tempestades de granizo em sua comunidade: “Isso nunca tinha acontecido antes”. Os sinais estão claros.

Para aqueles que não estão trancados em suas prisões, suas cidades, fortalezas para “proteger” o homem do mundo animal do qual ele ironicamente pertence, a mudança climática da Terra não é algo a ser debatido considerando o futuro – ela está acontecendo aqui, agora! O planeta está respondendo a cada minuto às decisões humanas e, portanto, todos os homens, como um só, são responsáveis pelo que está a caminho.

ATWA – ar, árvores, água, animais – é o nosso sistema de suporte de vida, e destruir ATWA é apagar a nossa existência. Manson diz: “A ecologia é Deus, pois sem ela estaremos mortos para sempre – não haverá vida na Terra”. A terra e os animais têm mais a nos falar do que qualquer modelo climático de qualquer cientista, e interpretar os sinais que vêm da terra é a única maneira de aprender a respeitar o nosso planeta, que pulsa com vida. Ele continuará a viver mesmo depois de todos nós desaparecermos.

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2000 – 2009: Fechamento da década mais quente

terra fogo2 2000   2009: Fechamento da década mais quente

Um novo estudo da Organização Meteorológica Mundial divulgado na Dinamarca derrubou a tese de que o aquecimento global teria estacionado. Os anos de 2000 a 2009 correspondem, por enquanto, à década mais quente da história desde que medições confiáveis começaram a ser feitas, por volta de 1850. Os anos 2000 superam com folga os anos 1990, derrubando a tese de que o aquecimento global teria “estacionado” ou até “começado a diminuir”.

Segundo a análise da OMM, a temperatura global combinada das superfícies terrestre e marítima do globo para 2009 ficou entre 0.44º C e 0.11º C mais quente dos as médias anuais registradas para o período de 1961 a 1990.

No Ártico, a extensão da camada de gelo durante o verão de 2009 no Hemisfério Norte foi a terceira menor já registrada. O texto lembra que este foi um ano coalhado de eventos climáticos extremos na América do Sul, Ásia e Austrália. A OMM diz que, no caso do Brasil, as enchentes no Nordeste que aconteceram entre março e maio e as que ocorreram em outubro e novembro em Santa Catarina – quebrando recordes históricos de precipitação – podem ser consideradas anomalias, bem como a seca que atingiu o Sul do país e o Norte da Argentina no início do ano.

A instabilidade do clima, na verdade, passeou por praticamente todo o planeta em 2009. As grandes planícies no Norte dos Estados Unidos também submergiram em enchentes que há muito não se via. Em Burkina Faso, na África, choveu num período de apenas 12 horas cerca de 263 mm, uma marca que não era alcançada há 90 anos. Mas o ano não teve apenas eventos climáticos anômalos.

Segundo a OMM, as temperaturas também andaram endoidecendo. Janeiro registrou um inverno ameno no Norte da Europa e muito mais frio do que o habitual a Oeste e Leste no continente. Na China, 2009 foi considerado na média o ano mais quente desde 1951. Entre março e maio no Sul do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, as temperaturas ficaram entre 30ºC e 40ºC, absolutamente atípicas para esta época do ano.

Existem poucas dúvidas de que a década que abrimos hoje (2010 – 2019) será ainda mais quente. Quem sabe, com um aumento nos desastres naturais por todo mundo, os chamados “homens civilizados” vão abrir os olhos para o fato de que a humanidade não tem a menor chance de vencer a guerra contra a Terra – a força de Deus. A guerra contra a vida precisa parar. Ou você está do lado da vida, ou do lado da morte, confusão e destruição. A Mãe Natureza é quem dita as regras. ATWA não pode, e não irá, esperar pelos cegos.

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5º Comunicado de ATWA ao COP-15

atwa hayhay 5º Comunicado de ATWA ao COP 15

Abaixo, o 5º Comunicado de ATWA enviado ao COP-15:

“Para aqueles que estão cegos quanto ao desbotamento das cores da Terra, toda a vida vem do Sol. A fonte de toda a energia na Terra é a luz solar. O Sol é Deus. O homem que procura trazer ordem para a Terra deve encontrar o seu centro no Sol. O homem deve render-se à ordem do universo e às leis da natureza, as leis da vida e da morte – os movimentos de uma roda. As estações e ciclos, fogo e gelo, luz e trevas, criação, destruição e a determinação de existir em harmonia com a lei. Existe neste momento uma polarização na compreensão das mudanças por quais a Terra está passando. A polarização na mente sobre a mudança climática e o aquecimento global é uma manifestação da divisão que está a atrasar a transformação que virá a acontecer de uma forma ou, Deus nos livre, de outra. A causa destas alterações são o homem e o Sol – são mudanças reais que devem ser enfrentadas agora. Não há tempo para debates. As alterações climáticas, aquecimento global, as emissões dos combustíveis fósseis, a superpopulação, a poluição química, a modificação genética, o desmatamento, a extinção de espécies e muitas outras realidades são problemas do mundo que devem ser tratados a nível mundial, com clareza da mente, energia física e pureza de espírito. Uma Economia Mundial deve ser baseada no trabalho, deve ser baseada em energia, na vida, no solo, e não no petróleo, não no ouro, no dinheiro artificial, sem valor real.

Para os líderes do mundo, os banqueiros internacionais e aqueles que controlam os recursos e energia do planeta, e a todos os que tenham se submetido ao dinheiro como Deus e a Uma Economia Mundial como a Nova Religião Mundial, eu digo a vocês agora – destruam os seus falsos ídolos – o seu sistema está caindo e destruindo a Terra no processo. A Terra deve ter Um Tribunal Mundial estabelecido para proteger o ar, as árvores, a água e os animais. Aqueles que estão violando a natureza com fins lucrativos devem ser responsabilizados pelas suas ações. A Conferência de Copenhague está sendo realizada no aniversário de dois eventos distintos que dizem respeito ao fim da vida no mundo, a Convenção de Genebra de 1949 e o desastre da Union Carbide em Bhopal, em 1984. Quando os Julgamentos de Nuremberg transformaram Genebra em uma realidade, as Nações Unidas estabeleceram o pensamento de que a guerra é um crime. Os Protocolos de Genebra afirmam que o uso de produtos químicos em guerra é um crime. Utilizar produtos químicos é uma guerra, e um crime contra a vida na Terra. Utilizar herbicidas sobre as plantas, inseticidas sobre os insetos e biocidas nos oceanos é um crime contra a natureza. Isso é comprovado pela catástrofe com que estamos confrontados agora. Se a guerra é um crime, então levem à justiça aqueles que lutam contra a Terra. Estendam os Protocolos de Genebra para proteger a vida e o equilíbrio do ar, das árvores, da água e dos animais.

A poluição é uma guerra contra toda a vida na Terra. A poluição internacional deve ser tratada como um crime internacional, e é dever das Nações Unidas certificar que a justiça seja servida em nível mundial. Você vê que o envenenamento da Terra trará uma guerra maior do que qualquer outra que já se viu? Despejando produtos químicos no ar, na terra e na água irá trazer a guerra para o ar puro, para a terra e para a água. A solução está nos tribunais, e não nos bancos. Quando a ONU estiver pronta para enfrentar os problemas reais, deverá estabelecer Um Tribunal Mundial com o propósito de proteger a alma do ar, da terra, da água, da vida selvagem e trazer os responsáveis pelo envenenamento da Terra à justiça. Isso é o que as Nações Unidas deveriam estar fazendo agora. A Union Carbide, empresa que praticamente fundou a indústria petroquímica e tem envenenado a Terra por cerca de 100 anos, é uma das muitas entidades destrutivas que devem ser levadas perante o Tribunal Mundial. Tragam a Union Carbide para o Tribunal Mundial pelo desastre de Bhopal.

O mundo precisa lidar com a raiz do problema – a mudança climática é um efeito do problema, lidar com a causa é a solução. O problema deve ser erradicado, e não suportado ou comercializado. A poluição é o problema. Assim como o ar poluído estão poluídas as mentes, e a mente do mundo é a mente de Deus – é difícil de notar o quanto o ar se tornou poluído porque, de todos os elementos, o ar é o mais sutil. O que é necessário agora é um sopro de ar limpo, puro. Muita sabedoria será concedida para aqueles que entendem a natureza de uma árvore e da transmutação do espírito dentro da árvore. Precisamos de árvores porque precisamos de ar. As árvores mantêm o equilíbrio, elas precisam do ar e da água assim como nós. Nós precisamos de árvores para sobreviver, assim como os animais selvagens, pássaros, insetos e todas as formas de vida, incluindo muitas crianças e pessoas simples, cujas vidas estão sendo desrespeitadas. Medite sobre a árvore. As nações do mundo não serão capazes de equilibrar os seus carmas através de sistemas complicados, mas sim com soluções simples e que fazem sentido, métodos que funcionaram durante milhares de anos. Temos de voltar para os cavalos, devemos deixar os automóveis para trás. Temos de voltar a terra, voltar para pequenas fazendas e nos livrar da agricultura industrial. A solução não é complicada.

Se a guerra continuar a ser travada contra a Terra, ela irá rebater toda a violação transgredida contra o seu corpo – os horrores da guerra do homem contra o homem serão pouco se comparados à guerra de Deus contra o homem, e não existe nenhuma forma de vida na Terra preparada para essa batalha. A Terra está em total desordem e deve ser limpa. Apenas Um Exército Mundial, por ordem do Tribunal Mundial, será capaz de fazer o trabalho. Use a cadeia de comando para proteger a teia da vida. Temos apenas um planeta. Deve haver Uma Ordem Mundial. Não haverá paz até que a guerra seja direcionada contra o verdadeiro inimigo, o inimigo comum – a poluição. Uma guerra pela vida, uma guerra contra a poluição. Estabelecer Um Exército Mundial para combater a poluição do ar e da água, o desmatamento e para a proteção da vida selvagem. Estabelecer uma Corporação de Conservação Internacional para aqueles de acordo com a vontade da vida, aqueles que estão dispostos a trabalhar pela vida e ser recompensados por devolver à Terra o que dela foi tirado. Aqueles que não estão dispostos a mudar, aqueles que não estão dispostos a trabalhar pela vida e abandonar os seus brinquedos triviais, luxos e entretenimento – menos gente, menos poluição, adeus.

Charles Manson deve ter uma cadeira na Organização das Nações Unidas – ele é brilhante, criativo, original e diferente de qualquer outro homem na Terra. Se lhe fosse dada a oportunidade de ouvi-lo, você saberia. O seu único interesse é o equilíbrio da Terra – deve ser concedida a ele uma voz para que seja parte da solução. Ele ganhou a sua autoridade natural na experiência, na honra, na verdade, na justiça, como um servo e testemunha da vida na Terra. Ele passou 62 anos na prisão, com todo o tempo do mundo para entender os caminhos da redenção e saber o que deve ser feito. Ele está fora da necessidade de aprovação e da ganância que motiva a corrupção e confusão. Décadas atrás, ele viu tudo o que está se desenrolando agora. Quando você estiver pronto para colocar ordem no mundo, você vai encontrá-lo trancado em uma jaula na região mais poluída dos Estados Unidos da América. Paz na Terra vem da justiça, a justiça vem da verdade e a verdade vem do amor. Quando se caminha em harmonia na Terra, se encontra ordem e equilíbrio – é o que Charles Manson chama de ATWA, e é ao que ele tem entregado toda a sua vida. Se você realmente cuidar e amar a vida, e está em busca de entendimento, olhe para a Terra, no espírito de sobrevivência, é lá você encontrará Manson.

-Hay Hay”

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