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4º Comunicado de ATWA ao COP-15

dinheiro terra 4º Comunicado de ATWA ao COP 15

Abaixo, o 4º Comunicado de ATWA enviado ao COP-15:

“Eu nasci dias depois que o mundo veio a conhecer o nome ‘Manson’ – eu era uma pequena criança quando o seu rosto estava sendo ensinado a mim como a face do ódio e do medo. Lembro-me muito bem de todos os horrores que me mostraram na televisão quando eu crescia. Mesmo com apenas 4 ou 5 anos de idade eu sabia que estavam mentindo para mim. Eu sabia que algo estava terrivelmente errado com a maneira como o mundo funcionava. Mas também, eu nunca tive medo do maléfico bode expiatório, o ‘líder de seita’ da época, Charles Manson. Como uma criança, eu não estava enganada – com uma simplicidade infantil de compreensão, muitas vezes você pode ver a verdade, antes que sua mente seja roubada pelo sistema educacional e doutrinada para a verdade estabelecida. No meu caso, a doutrinação deles não funcionou. A ‘face do mal’ não me assustava quando criança, porque eu sabia que eles estavam usando o rosto de Manson para encobrir os seus próprios crimes.

Hoje, 40 anos depois, eu tenho um conhecimento plenamente desenvolvido sobre quem Manson é, e apenas saber que ele está vivo e no planeta me dá um sentimento de paz – um equilíbrio para o caos do mundo. Quão louco isso deve parecer para algumas pessoas! Por que Manson nos dá um equilíbrio? Por que ele desmascarada todas as mentiras de todas as pessoas – ele vê o certo em todos os jogos e resgata as pessoas deles. Essa é parte da razão pela qual ele é tão temido pela grande mídia. Mas nós sabemos muito bem pela história que profetas, ou pessoas que falam a verdade, são ou mortas ou condenadas na vida, e adoradas tempos depois, quando já é tarde demais. A verdade crua e espontânea de Manson é anátema para quem está matando toda a vida, e a mídia corporativa vai continuar a demonizá-lo até o túmulo. Poucas pessoas realmente pararam para escutar o que Manson, Red ou Blue falam. As palavras deles estão aí para quem quiser ouvir e se interessar por uma opinião diferente. Mas para a mídia só interessa falar dos crimes, banhos de sangue e histeria, como sempre. Talvez em 50 ou 100 anos as pessoas irão finalmente entender. Talvez 1000 anos. Será tarde demais?

A completa popularização e sequestro por parte de governos do movimento ambientalista é uma grande enganação – uma campanha da Madison Avenue usando políticos e celebridades para vender um produto que alguns chamam de uma ‘nova ordem mundial’. Uma Ordem Mundial e uma Nova Ordem Mundial não são a mesma coisa. Elas estão em guerra uma contra a outra. Uma Ordem Mundial é um mundo de conexões e respeito por todas as vidas, mas a ordem fraudulenta deles é apenas ganância e controle sobre você, sua família e a terra sobre qual você caminha. A mudança climática é real, uma combinação de destruição feita pelas mãos dos homens e mudanças cíclicas da Terra. Os homens de paletós, porém, estão usando isso para fazer mais dinheiro – é simples assim. Isso tudo foi planejado especificamente no Iron Mountain Report, e é bem fácil ver através da charada e aprender esses fatos com pesquisas. O plano deles não envolve salvar qualquer pessoa, planta ou árvore. Alguém está falando sobre energias renováveis, abandonar o petróleo, sobre as florestas, habitat, melhores formas de alimentação? Não, eles estão falando de emissões de carbono e taxas, fazer bilhões de dólares sobre o fator medo da mudança climática – mais escravidão. Esses ‘líderes mundiais’ não têm o mínimo de preocupação sobre a vida ou morte dos animais, árvores e crianças. Enquanto isso, os paletós se encontram em Copenhague, usando seus jatos privados e limusines – a hipocrisia é evidente para qualquer um que preste um mínimo de atenção. Para criar um futuro com vida, nós humanos precisamos criar alguma forma de organização mundial – um sistema que reconheça a nossa unidade de vida. Esse é um fato inevitável da evolução. Mas isso não é o que vemos acontecer em Copenhague ou qualquer outro lugar. A mesma mentira que Manson tenta elucidar às pessoas por décadas está se tornando pior e pior.

O verdadeiro movimento ambientalista é algo que vem da alma, de indivíduos optando por escapar de hábitos ruins do consumismo e recuperar o seu patrimônio, vivendo mais próximo a terra. Será um balanço orgânico, com aqueles que escolheram viver em equilíbrio, reivindicando o seu direito divino de viver livremente sobre a terra e respeitando a vida. Quando você dá respeito você recebe respeito – a Terra vai honrar aqueles que a honraram pela livre escolha das suas decisões. O planeta vai morrer de muitas maneiras e se transformar antes de tudo realmente acabar. Isso é uma parte necessária da limpeza para qual nós precisamos nos preparar para colaborar. Quem permanecerá? Apenas aqueles que escolherem deixar de ser a doença e se tornar anticorpos. Esse processo natural será um evento co-criativo – nós e a Terra trabalhando juntos como Um para erradicar as doenças.

‘Helter Skelter’ ainda está em andamento e está chegando mais rápido do que nunca. Alguns o chamam de Apocalipse. Significa mudanças importantes de todos os tipos para todos nós – Manson (e Red e Blue) estavam apenas à frente dos tempos quando tentaram alertar as pessoas em 1969. Eles nunca mataram ninguém, porque eles entendem o karma instantâneo – Manson explicou isso mais de uma vez. Os nossos governos e elites que perderam as suas consciências falharam em lembrar essas regras básicas da vida. Se você machucar o seu mundo, você sofrerá o karma de tê-lo feito. Manson nunca se declarou um líder e denunciou tal coisa – ele tentou fazer as pessoas serem os seus próprios profetas e líderes. E muitos conseguiram. Existem milhões de Mansons no planeta agora – muitos de nós que sentimos a pulsação da Terra. Nós somos o Ar, as Árvores, a Água e os Animais. Nós somos conectados, e o que nós fazemos para nos proteger, nós fazemos por todas as vidas.

Para os selvagens,

-Desert Wolf”

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3º Comunicado de ATWA ao COP-15

terra afundando 3º Comunicado de ATWA ao COP 15

Abaixo, o 3º Comunicado de ATWA enviado ao COP-15:

“Membros da conferência, líderes mundiais,

Parece inegável nesse momento da história civilizada do homem que, para a maioria dos seres humanos, a ganância substituiu a preocupação, o egoísmo substituiu o cuidado, o dinheiro substituiu a honra, e as mentiras substituíram a verdade. Infelizmente, em alguns casos, até mesmo a consciência sobre a ordem natural da vida, e o equilíbrio conservacionista que é necessário para manter essa vida, não somente para a humanidade e suas futuras gerações, mas para todas as formas de vida e os elementos necessários para que todas as vidas existam e floresçam, está a se aproximar cada vez mais da surdez, mudez e cegueira. O vínculo entre a maioria dos humanos e os animais, entre os humanos e a nossa mãe Terra, perdeu a sua coesão: a compreensão essencial sobre a necessidade de uma harmonia não-destrutiva – um equilíbrio sem o qual não se pode haver sustentabilidade para a eternidade para as coisas vivas desta linda Terra.

Essa ‘compreensão essencial’ parece estar sendo ensinada fora da natureza instintiva das mentes das nossas crianças, com um currículo social global de separação do mundo natural: o ar, as árvores, a água e os animais.

Eu sugiro ensinar as crianças sobre a importância dos nossos deveres inerentes para a preservação dos sistemas de vida naturais da Terra, que incluem as árvores e o ar que elas ajudam a fornecer através da fotossíntese, os oceanos, os animais, e a necessidade desse sistema de todas essas unidades, porque cada um deles tem o seu lugar e o seu dever com relação ao equilíbrio, e a necessidade de controle e proteção do nosso ar e água.

Na busca de uma vida de maior conforto, os juízes do culto do progresso tomaram passos na direção errada, sem qualquer respeito quanto às implicações desses passos para a existência sustentável. Os efeitos disso estão sendo percebidos em uma escala mundial.

Em um período relativamente curto, entre essas marés de progresso, o planeta já perdeu tantos recursos naturais, tantos animais, e insetos (e os habitat que eles necessitam para sobreviver), tantas florestas ancestrais, e tantos dos nossos parentes dos mares. Incontáveis espécies já se foram para sempre, extintas. As demais espécies estão sendo esgotadas em um nível que muitos consideram um grau de genocídio. Os ‘civilizados’ pensam dessa idéia como se fosse uma forma de evolução, mas é, na realidade, completamente o contrário: é um caminho certo para a aniquilação de todas as vidas desse planeta. Tudo o que é preciso para ver isso claramente é limpar o pó, ou a poluição, dos nossos olhos.

Eu sei muito bem que não existe uma maneira de desfazer as atrocidades cometidas contra a Terra, e todos os seus habitantes, no passado. Não existe uma maneira de corrigir o que nos trouxe até o presente momento: a 11ª hora. Eu acredito que exista apenas uma maneira de mudar o modo que nós fazemos as coisas, para trazer qualquer tipo de redenção pelo que foi feito pelos nossos ancestrais de decisões e políticas errôneas. Para isso, não basta apenas trabalho por parte de cada um de nós, como uma célula, uma entidade, mas um sacrifício absoluto do nosso apego a esses progressos e confortos que acabamos nos tornando acostumados. A crença em ‘eu’ e ‘você’ precisa ser erradicada. E o entendimento de que existe apenas ‘um’ precisa ser trazido de volta dos cemitérios. De volta dos cemitérios das tribos, sociedades, irmandades.

Caso contrário, toda essa conferência sobre a mudança climática é apenas mais uma charada dos poderes mundiais dos séculos XX e XXI, falsas preocupações e conciliações. Apenas mais uma tentativa de controle e manipulação dos pobres, enquanto ainda descaradamente ignorando opressões e ocupações que têm continuado despercebidas por muitas décadas. Uma cortina de fumaça sob a bandeira do ‘verde’, sob o disfarce de inovações de ‘energias renováveis’, e uma corrida para encurralar economias mundiais envolvidas no desenvolvimento das tecnologias que irão se aproveitar desse novo mercado. Propaganda hegemônica, na melhor das hipóteses.

É tudo ignominioso, a não ser que uma Ordem dos Cavaleiros pelo Ar, Árvores, Água e Animais seja instalada, ou um Tribunal Penal Internacional de Crimes à Terra seja criado para proteger todas as coisas vivas nessa Terra com regras estritas e onipotentes, códigos e leis implementados que nenhum dinheiro será capaz de corromper, comprar ou influenciar.

Até que tal convicção e coragem sejam mostradas e ressuscitadas, eu não posso, e eu não irei, aceitar ou acreditar que qualquer sala cheia de políticos brandindo ideais como o capitalismo, comunismo, democracia e liberdade, considerando a história desses ideais, possa fazer o que é honroso e garantir que qualquer forma de justiça seja imposta aos transgressores da Terra – além das multas do passado. As multas que foram aplicadas às grandes corporações por suas séries de crimes de poluição, envenenamento, destruição e assassinato. Essas sanções monetárias fazem muito pouco, e não devem de forma alguma ser consideradas um meio de justiça.

O delicado equilíbrio de todas as vidas está, e tem sido, abandonado em risco – o ar, as árvores, a água e os animais, que incluem esses animais reunidos nesta convenção. Essa espécie de mamífero reunida aqui, o homo sapiens, tem a inteligência para enviar um homem à Lua, e para voar em um jato até a Dinamarca em poucas horas, mas apesar disso não consegue ver, ou prefere negar a discutir o grau de responsabilidade que tem, por ser o único culpado pela morte inevitável de todas as outras formas de vida.

Ninguém precisa mais falar da longa lista de fatos e estatísticas sobre o dano irreversível já causado à ordem natural, ou sobre se a mudança climática é real ou não. O que nos resta são ações a serem executadas. Não existe mais como ‘negar’ as evidências. Eu testemunho isso, respiro isso, sinto o gosto disso, cheiro isso, todos os dias. Aqueles que negam têm apenas uma agenda de absoluta insignificância se comparados a um ar limpo e respirável, a uma água potável e livre, às árvores e formas de vida verdes e todos os animais com o direito de viver.

Ter qualquer tipo de otimismo ou fé nas ‘soluções’ que essa conferência pode oferecer, especialmente considerando o recente ‘vazamento’ de ‘textos’, seria muito irrealista para qualquer pessoa consciente. E assim, como testemunha de muitos que têm falado há décadas sobre a crise que agora está sendo tão oportunamente discutida, apenas para ser silenciada de uma forma ou outra, e como testemunha das falhas das outras ‘convenções’, eu não tenho otimismo ou fé na capacidade da ‘Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2009’ de trazer qualquer tipo de mudança que não esteja associada a marcas de dólares.

Na verdade – em guerra pela vida – Ar, Árvores, Água, Animais,

-Haze”

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2º Comunicado de ATWA ao COP-15

atwa mansonhead 2º Comunicado de ATWA ao COP 15

Abaixo, o 2º Comunicado de ATWA enviado ao COP-15:

“ATWA é a palavra de Charles Manson, que significa Ar, Árvores, Água, Animais – toda a vida na Terra como uma única vida. Sabemos que o todo da vida está em perigo como resultado do comportamento humano (poluição). Trata-se um problema muito mais urgente do que as pessoas são levadas a acreditar e reconhecer pela mídia corporativa. Porque esta é uma verdade tão simples, eu acredito que as mentes da maioria das pessoas acham difícil entender isso como uma realidade. As pessoas do mundo devem perceber que temos de agir agora. À luz de todas as nossas capacidades como uma civilização do mundo, a definição de objetivos para 2020 ou mais tarde é pura loucura e, obviamente, uma estratégia daqueles cujo único interesse é o lucro e conforto, com total desrespeito pela vida e pela realidade da situação que estamos lidando. Nós já perdemos, agora temos uma chance de resgatar tudo isso, antes que seja tarde demais.

A importância de Charles Manson em relação à ATWA é que ele é o único que sabe o que deve ser feito, e como trazer ordem e justiça ao nosso mundo para que possamos sobreviver como formas de vida deste planeta. Ele irá definir todos os sistemas de forma eficiente, se apenas lhe for permitida a autoridade para fazê-lo. Ele tem dito ao mundo por mais de 40 anos que temos que deixar de poluir o nosso ar, de cortar as nossas árvores, de envenenar e represar a nossa água, e de abater a nossa fauna, ou não teremos uma vida aqui neste planeta. Manson é algo que nenhum outro homem é: ele não tem outra agenda, senão corrigir, resgatar e servir a vida na Terra. Não há mentira, jogos de ego, ou de folga, em seu ato. Ele entende e respeita os militares e a cadeia de comando. Ele sabe que a única maneira de alcançar o nosso objetivo de redenção é através dos militares e da lei.

Os líderes mundiais devem assumir as suas responsabilidades de proteger a sua parte da Terra, ou outros se levantarão para fazê-lo. Caso contrário, não haverá vida na Terra. Todas as nossas florestas, áreas naturais e águas remanescentes devem ser ferozmente protegidas, sem compromisso.

Enquanto o dinheiro, o poder e a cobiça controlarem as nossas civilizações, não há esperança de fazer as mudanças que precisam ser feitas se quisermos parar a poluição e salvar a nossa vida na Terra.

Quanto mais esperarmos, mais horríveis serão as consequências. Se não fizermos as mudanças necessárias, não iremos sobreviver. Temos de resgatar a vida na Terra. Todas as pessoas têm que trabalhar para o mesmo objetivo: sobrevivência da vida. Charles Manson disse que nós não podemos parar de poluir um rio em um lugar, e manter poluentes em um lugar diferente. Esse mesmo conceito se aplica a todo o planeta e todos os seus povos. Tudo funciona como um, e não há lugar na Terra que não seja afetado pelo veneno que nós, como seres humanos, estamos produzindo em uma escala tão grande. Não podemos fazer mudanças positivas em alguns países e não em outros. Precisamos de uma única ordem mundial para sobreviver.

Manson possui a sabedoria e a capacidade de lidar com esta crise global em uma escala global. Ele sabe o que deve ser feito.

-Star”

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Comunicado da ATWA Brasil ao COP-15

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Abaixo, um comunicado oficial da ATWA Brasil enviado aos líderes mundiais presentes na Conferência de Copenhague.

“A questão do meio ambiente tem oportunamente se tornado uma preocupação geral nos últimos anos. Tornou-se evidente que todas as pessoas devem trabalhar juntas para salvar o ar, as árvores, a água e os animais – do que nós fazemos parte. Isto é o que a COP-15 deve ser: a unidade entre a humanidade, para que se possam definir as metas para a sobrevivência.

Com o vazamento recente do chamado “texto dinamarquês,” tornou-se evidente que os líderes mundiais ainda não estão comprometidos com a sobrevivência. Enquanto um político gastou 1,1 trilhões de dólares para salvar uma economia que tem sido responsável por uma parte considerável da poluição do mundo, eles parecem estar angustiados com os gastos de alguns bilhões de dólares para salvar ATWA – o ar, as árvores, a água e os animais. Isto é em si uma mensagem à COP-15, e não deve ser subestimada.

A humanidade precisa de um Tribunal Mundial de ATWA – um órgão oficial autorizado a propor leis e impor a ordem. Os líderes do mundo são, acima de tudo, responsáveis por aquilo que eles lideram. Com um Tribunal Mundial para observar e avaliar os seus empenhos e resultados obtidos em relação a toda a vida, será possível garantir que a Terra estará protegida contra corrupções humanas – para o bem da própria humanidade.

Este é um momento adequado para considerar esta possibilidade. É para o bem comum, é para toda a vida, e está em conformidade com o que o homem foi capaz de entender nos anos recentes. Acima de economias, sobretudo o comércio, além das tensões étnicas e religiosas, cabe a vida, ATWA – Ar – Árvores – Água – Animais. Dê uma chance à verdadeira paz.”

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Piada em Copenhague: O "texto dinamarquês"

atwa copenhague Piada em Copenhague: O "texto dinamarquês"

Para quem tem consciência ambiental, para quem vive em ATWA e respira ATWA, o encontro dos poluidores e irresponsáveis em Copenhague, também conhecido como COP-15 ou pelo seu nome mais formal, “Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2009”, não passaria mesmo de mais uma piada.

O presidente que envia 17 mil soldados para a guerra, e está pensando em mais 30 mil, ganhou o Prêmio Nobel da Paz. O mesmo homem que gastou 1,1 trilhões de dólares para salvar a economia mais destrutiva do planeta Terra, mas se recusa a abrir a mão quando se fala do ar, das árvores, da água e dos animais. Considerando isso, não é surpresa o vazamento do “texto dinamarquês”. E quem estava envolvido? Sim, o “homem da paz”.

A Conferência de Copenhague se tornou, porém, uma piada mais azeda logo de início. Tudo começou a alguns dias, em 8 de dezembro, com o vazamento do chamado “texto dinamarquês”. Trata-se de um documento oficial que não deveria ter vazado. Ele concede mais poder às supostas “nações desenvolvidas”, minimiza o papel da ONU de interferir com as questões climáticas, e abandona o Protocolo de Kyoto. Esse era o plano dos Estados Unidos, Reino Unido e Dinamarca na Conferência de Copenhague. Seriam gastos 11 dias de baboseira – e muito dinheiro, e muita poluição – para assinar esse papel que já estava pronto.

O rascunho também dividia os “países em desenvolvimento” em dois grupos, os “capazes” e os “vulneráveis”, sendo que os “países capazes” não teriam a necessidade de receber recursos – o Brasil entraria nessa categoria. “O resultado de tudo isso é que os países ricos querem roubar dos países em desenvolvimento seu espaço de emissões na atmosfera”, argumentou o embaixador Lumumba Stanislaus DI-Aping, do Grupo do G77 + China.

Lumumba ainda contou que o “texto dinamarquês” não levava em consideração nenhuma das propostas apresentadas por países em desenvolvimento. Em termos de financiamento da adaptação dos países pobres, a proposta era de que os países ricos transferissem a eles 10 bilhões de dólares por ano, de 2012 a 2015. A quantia é bem menor do que os 1,1 trilhões que os Estados Unidos investiram para se salvar da crise financeira recentemente.

Os líderes das nações são os líderes das nações. As decisões da nação são responsabilidade deles. Da mesma forma que a incapacidade de conter a destruição da Amazônia é responsabilidade da autoridade máxima no Brasil, o presidente, o mesmo se aplica para todos os outros países.

Se a Terra e a vida são jogos de dinheiro para eles, haverá um momento em que as crianças terão que sair de casa com facas, armadas na escuridão, e trazer o problema às casas deles. A autoridade será das crianças, vítimas desses crimes. Um crime contra o ar, as árvores, a água, os animais, é um crime contra a vida – a minha vida, a sua vida, toda vida. No karma contínuo do universo, haverá punição.

Abaixo, algumas matérias sobre esse assunto:

“Texto dinamarquês” acentua divisões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento

Projeto de texto dinamarquês ameaça cúpula de Copenhague

A polêmica sobre o texto dinamarquês

Aqui, uma cópia escaneada do documento original, o “texto dinamarquês”:

Documento Original do ”Texto Dinamarquês”

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A acidificação dos oceanos

atwa agua A acidificação dos oceanos

A poluição causada pelos seres humanos está transformando o mar em ácido tão rapidamente que as próximas décadas irão recriar condições nunca antes vistas na Terra. Cientistas alertaram que, desde que se consegue analisar tais dados, não há amostras de que a condição da água dos oceanos esteve tão ruim.

Essa rápida acidificação é causada pelas enormes quantidades de dióxido de carbono expelido pelas chaminés das indústrias e pelos escapamentos dos carros, que então se dissolvem nos oceanos. A alteração química está a colocar “pressão” sem precedentes na vida marinha, e pode provocar uma extinção em massa.

Um recente estudo, realizado por cientistas da Universidade de Bristol, procurou entender a complexidade da acidificação dos mares. Em um resumo das suas conclusões, os cientistas ingleses afirmam que “perigosos níveis de acidificação dos oceanos terão consequências graves para os organismos marinhos”. “Encontramos que a taxa de acidificação da superfície dos oceanos é muito provavelmente sem precedentes nos últimos 65 milhões de anos”. Os cientistas acrescentaram que “a situação no fundo do mar é de preocupação ainda maior”.

Os cientistas compararam a taxa de acidificação atual com uma versão pré-histórica de gases de efeito estufa, que os geólogos confirmam ter causado uma extinção generalizada das espécies de águas profundas. O resumo do estudo diz: “Porque as taxas de acidificação entre o passado e o futuro são comparáveis, e [porque] houve uma extinção generalizada de organismos vivos no passado, devemos concluir que um nível semelhante de extinção é mais provável no futuro”.

A preocupação com a acidificação dos oceanos em função da poluição de carbono causada pelo dia a dia dos seres humanos tem crescido nos últimos anos, mas a questão recebe muito menos atenção do que o aquecimento global – também causado pelas emissões humanas de carbono. O estudo dos cientistas de Bristol é um dos primeiros a prever as conseqüências de águas ácidas ao olhar para os acontecimentos passados.

Ken Caldeira, um especialista na acidificação do oceano do Instituto Carnegie, na Califórnia, afirmou que as próximas décadas poderiam produzir “mudanças profundas” nos oceanos. Segundo ele: “A escolha de continuar emitindo dióxido de carbono implica que isso será um agente de mudança biológica de uma força superada apenas pela magnitude dos grandes eventos de extinção em massa. Se não cortarmos as emissões de dióxido de carbono profundamente e logo, as conseqüências da acidificação dos oceanos vão se concretizar como um exemplo único nos estudos do tempo geológico. Essas consequências serão incorporadas no registro geológico como testemunho de uma civilização que teve a sabedoria para desenvolver tecnologias de ponta, mas que não foi capaz de desenvolver a sabedoria para usá-las sabiamente”.

Uma reunião dos cientistas essa semana vai publicar uma atualização para o relatório de 2007 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Uma série de estudos publicados desde o relatório do IPCC foram preparados, e mostram que as emissões de carbono estão crescendo mais rapidamente do que o esperado e que as metas de gases com efeito de estufa existentes podem não ser suficientes para evitar o catastrófico aumento da temperatura.

Para ler a matéria original, clique aqui

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O que é "ecologia profunda"?

Você e ATWA

Apresentamos aqui a introdução do livro “A Vida Secreta da Natureza”, de Carlos Cardoso Aveline.

A natureza, cuja evolução é eterna, possui valor em si mesma, independentemente da utilidade econômica que tem para o ser humano que vive nela. Esta idéia central define a chamada ecologia profunda – cuja influência é hoje cada vez maior – e expressa a percepção prática de que o homem é parte inseparável, física, psicológica e espiritualmente, do ambiente em que vive.

Na nova era global, milhões de pessoas voltam a perceber que o sentimento de comunhão com a natureza é um dos mais elevados de que o ser humano é capaz, e fonte de grande felicidade. Não é coisa do passado ou um costume do tempo das cavernas. Ao contrário, deverá marcar as civilizações do futuro. Em qualquer tempo histórico, o convívio direto com a natureza foi e será um fator decisivo para o bem-estar físico e psicológico do ser humano.

A expressão ecologia profunda foi criada durante a década de 1970 pelo filósofo norueguês Arne Naess, em oposição ao que ele chama de “ecologia superficial” – isto é, a visão convencional segundo a qual o meio ambiente deve ser preservado apenas por causa da sua importância para o ser humano.

Ao nível superficial, o homem coloca-se como centro do mundo e quer preservar os rios, o oceano, as florestas e o solo porque são instrumentos do seu próprio bem-estar. Quando olha para o meio ambiente com esta preocupação, o homem só enxerga os seus próprios interesses, já que, inconscientemente, se considera a coisa mais importante que há no universo. Olha a árvore e vê madeira. Olha o solo e vê o potencial agrícola ou a possível exploração de minérios. Olha o rio e vê um curso d’água navegável por barcos de determinado porte. Ele sabe que deve preservar os chamados recursos naturais, porque são preciosos. A natureza para ele é um grande cofre, abarrotado de riquezas renováveis, mas que deve ser cuidadosamente preservado. Daí a necessidade de autoridades ambientais atuantes e uma boa legislação que preserve o meio ambiente.

Este nível da consciência ecológica tem importância, porque faz com que os seres humanos questionem seu comportamento econômico e comecem a perceber mais claramente que a ética, afinal, dá bons resultados. A postura mais primitiva, de mera pilhagem, vem sendo deixada de lado em grande parte da economia. As políticas públicas de meio ambiente têm reforçado até hoje prioritariamente este primeiro nível, claramente insuficiente, de consciência ambiental. A multa, a repressão, a aplicação da legislação ambiental e a fiscalização seriam instrumentos muito úteis a curto prazo, se no Brasil a política nacional de meio ambiente não tivesse sido tão persistentemente esvaziada.

Mas as boas notícias são mais fortes que as más. Uma nova consciência empresarial já repensa o conjunto das atividades econômicas a partir da meta de administrar sabiamente, a longo prazo, os recursos naturais. As gerações mais recentes de empresários e executivos trazem consigo uma forte consciência ambiental. Sua atitude é compatível com a descrição holista do universo e com a ecologia profunda. Progresso econômico e bem-estar material deixam de ser inimigos da preservação ambiental ou da busca espiritual. As novas tecnologias permitem aumentar a produção, ao mesmo tempo que se diminui, radicalmente, o impacto ambiental. O verdadeiro progresso econômico – surge agora um consenso em torno disso – deve ser socialmente justo e ecologicamente sustentável. As medidas convencionais e de curto prazo para a preservação ambiental combatem os efeitos da devastação e pressionam pela gradual adaptação das atividades econômicas às leis da natureza. Mas a ecologia profunda dá um sentido maior às estratégias convencionais de preservação. Atacando as causas ocultas da devastação, projeta e estimula o surgimento de uma nova civilização culturalmente solidária, politicamente participativa e ecologicamente consciente.

Em última instância, as causas da destruição ambiental são o individualismo ingênuo, o sentimento de cobiça material sem freios e a ilusão de que o ser humano está separado do meio ambiente, podendo agir sobre ele sem sofrer as conseqüências do que faz. Ter isto claro é importante. No entanto, não basta uma percepção teórica deste dilema ético. Além de compreender intelectualmente o princípio da unidade ecológica de tudo o que há, é oportuno vivenciar e deixar-se inspirar pelo sentimento da comunhão com a natureza. Deste modo, aprende-se a colocar cada um dos processos econômicos e sociais a serviço da vida, já que é absurdo pretender inverter o processo e colocar a vida a serviço deles.

Não há, pois, oposição real entre a ecologia convencional ou de curto prazo e a ecologia profunda ou mística. São dois níveis diferentes de consciência. Ambos são indispensáveis, e são mutuamente inspiradores. Foi em meados da década de 1980 que diversos pensadores – Warwick Fox, Henryk Skolimowski e Edward Goldsmith, além do próprio Arne Naess – começaram a produzir textos variados a partir do ponto de vista da ecologia profunda. A nova física e a nova biologia, com Fritjof Capra, Gregory Bateson, Rupert Sheldrake, David Bohm, e também os trabalhos científicos de James Lovelock e Humberto Maturana, entre outros, deram legitimidade científica à ecologia profunda. Em sua vertente religiosa, esta corrente de pensamento tem ampla base de apoio na tradição mística de todas as grandes religiões da humanidade. São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia, está longe de ser uma figura isolada.

Cauteloso, Arne Naess recusou-se a criar um sistema racionalmente coerente – um circuito fechado de idéias – capaz de limitar o conceito de ecologia profunda, e manteve-o como uma idéia aberta segundo a qual a variedade da vida é um bem em si mesma. Para Naess, esta ecologia surge do reconhecimento interior da nossa unidade com a natureza. O fato nem sempre requer explicações e muitas vezes não pode ser descrito com palavras. Mas a ação freqüentemente mostra com clareza o que é ecologia profunda.

Em certa ocasião, um rio da Noruega foi condenado à destruição para que fosse construída uma grande hidrelétrica. As margens do curso d’água seriam inundadas para que se fizesse o lago da barragem. Um nativo do povo Sami recusou-se, então, a sair do lugar. Quando, finalmente, foi preso por desobediência e retirado dali à força, ele não teve opção. Mais tarde a polícia perguntou-lhe por que se recusara a sair do rio. Sua resposta foi lacônica:

“Este rio faz parte de mim mesmo”.

O indígena estava certo. O meio ambiente faz, realmente, parte de nós mesmos. São dele o ar que respiramos e a água que compõe 70 por cento do nosso corpo físico. Dele vêm os nutrientes que renovam a cada instante as nossas células. Esta unidade dinâmica não está limitada ao plano material da vida, mas também é psicológica e espiritual, mesmo que alguns de nós não tenham plena consciência disso.

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Extinção em massa: a vida na Terra ameaçada

dead earth Extinção em massa: a vida na Terra ameaçada

Embora o aquecimento global continue a ganhar sensibilização generalizada da opinião pública, uma ameaça ambiental potencialmente mais devastadora só começou recentemente a ser percebida. Essa ameaça é a extinção em massa, e os cientistas estão levando essa hipótese muito a sério.

Há uma crença generalizada entre a comunidade científica de que as atuais espécies de vida estão se tornando extintas em uma taxa mais de 1000 vezes maior do que o que é considerado normal. “Estamos no abismo do fim do mundo”, disse Chera Van Burg do grupo de cientistas Species Alliance.

Um asteróide causou a última extinção em massa no planeta, quando os dinossauros foram mortos há 65 milhões de anos. Mas alguns cientistas acreditam que, se um meteoro com mesma proporção colidisse contra a Terra hoje, o efeito sobre a vida seria pouco diferente do que o que pode já estar em curso. “De acordo com um consenso de biólogos do mundo, uma extinção em massa está acontecendo ou prestes a acontecer no planeta Terra”, disse David Ulansey da organização Massextinction. Os golfinhos do rio Yangtze representam apenas o exemplo mais recente de espécies que desapareceram no último mês.

Enquanto as pessoas que disseminam essas crenças apocalípticas estão no extremo da opinião científica, alguns biólogos acreditam que um cenário de extinção em massa poderia eliminar 50% das espécies existentes. Os seres humanos, e espécies associadas a eles, não estão ameaçados de extinção,mas se essa teoria de extinção em massa ocorresse, quebraria o ciclo da vida e levaria a um enorme declínio da vida humana.

Alguns cientistas dizem que a culpa é dos próprios seres humanos. “Se a nossa influência na Terra continuar a expandir, nós provavelmente perderemos metade ou mais das espécies de vida atuais”, explica Peter Vitousek, ecologista da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. “Se nós continuarmos nesse ritmo atual, virtualmente todas as espécies de peixes nos oceanos estarão extintas em 50 anos”.

E isso é algo que os pescadores profissionais dizem preocupá-los diariamente. “Somente agora as pessoas estão começando a perceber que todos esses gases que nós temos colocado na atmosfera têm causado um impacto que pode ameaçar a vida nesse planeta”, disse Zeke Grader, presidente de uma associação de pescadores dos Estados Unidos.

Biólogos dizem que a mudança climática representa somente um dos fatores que colaboram com o risco de extinção em massa. Segundo eles, o problema é muito maior. “Não é como o aquecimento global”, disse David Ulansey. “O problema não pode ser definido como CO2. Você não pode colocá-lo em uma caixa. O problema é o modo como nós vivemos. São todos os aspectos do nosso estilo de vida”.

E, de fato, todos os aspectos das nossas vidas têm conseqüências. Por exemplo, existem bilhões de telefones celulares em utilização. Cada um deles faz uso de um metal chamado coltan. Um dos raros lugares da Terra em que esse minério é encontrado, e de onde quase todo o coltan usado para telefones celulares é retirado, é a República do Congo – exatamente no meio do habitat natural dos gorilas das montanhas. Uma agência das Nações Unidas informou que a população de gorilas nessa região diminuiu em 90% nos últimos cinco anos apenas, em grande parte devido à operação de mineradores para a retirada do coltan. Pouca gente sabe que, no caso da ameaça de extinção dos gorilas africanos, a maioria das pessoas tem a sua parcela de responsabilidade.

E esse é somente um dos casos de influência inconseqüente humana. Especialistas estimam que mais de 15 mil espécies estejam ameaçadas hoje. E essas são somente aquelas que pesquisadores conseguiram colher dados sobre.

Biólogos acreditam que as seis maiores causas que levariam à extinção em massa são: destruição de habitat naturais, espécies invasivas, poluição, superpopulação humana, consumismo humano e mudança climática. A boa notícia é que ainda pode ser possível reverter esse quadro. A má é que o tempo é curto, quem sabe apenas uns 10 anos para fazer mudanças significativas no modo em que vivemos.

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