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A sua alimentação e respeito a ATWA

atwa alimentacao A sua alimentação e respeito a ATWA

O Reino Unido poderia reduzir consideravelmente as suas emissões de carbono se mais pessoas optassem por uma dieta vegetariana, segundo uma nova pesquisa da Universidade de Lancaster. O relatório, intitulado “Impacto relativo de gases de efeito estufa com base em escolhas alimentares realistas”, informa que se todas as pessoas do Reino Unido trocassem seus atuais hábitos alimentares por uma dieta vegetariana ou vegana, a diminuição na emissão de gases de efeito estufa seria equivalente a 50% das emissões de toda a frota de automóveis do Reino Unido.

É necessário compreender que tudo o que entra em nossos carrinhos de compras tem um custo cumulativo para o meio ambiente em cada etapa da produção desses alimentos – do cultivo e transporte ao armazenamento e embalagem, cada etapa resulta em um aumento de emissões de gases de efeito estufa.

Ao considerar as emissões de gases de efeito estufa associados com a produção de 61 diferentes categorias de alimentos, os autores do relatório foram capazes de determinar as emissões típicas associadas a uma variedade de diferentes dietas.

O estudo detalhou que as emissões totais de gases de efeito estufa resultantes da alimentação comum do Reino Unido hoje são equivalentes a 167 milhões de toneladas de dióxido de carbono. Considerando isso, uma mudança para dietas vegetarianas ou veganas poderia reduzir esse número entre 22% e 26% imediatamente.

A carne fresca bovina apresentou as maiores emissões de todos os itens analisados, mas carnes e queijos em geral tiveram altos custos em termos de emissões de gases de efeito estufa. Essas emissões foram em grande parte causadas pelo metano, da ruminação dos animais, lama e esterco dos terreiros, e óxido nitroso dos fertilizantes. Nesse contexto, a carne tem uma pegada de carbono de cerca de 17 kg de dióxido de carbono por quilo. Queijos tem cerca de 15 kg. As carnes, quando cozidas, ainda têm suas pegadas elevadas em mais 11 kg por quilograma – ou seja, representam um verdadeiro inimigo do planeta.

Em contraste, frutas e legumes cultivados sem aquecimento artificial têm baixas emissões. O vinho tem uma pegada de carbono de 2 kg por quilograma, e as batatas, maçãs, pães, e cereais estão todos abaixo dos 2 kg.

Sendo assim, cada vez que você se alimenta, todos os dias, você se depara com duas opções: ignorar a consequência das suas ações, e simplesmente se ajoelhar perante o seu próprio desejo humano; ou agir em respeito a todas as vidas (que inclui a sua), em harmonia com ATWA, e tomar uma decisão consciente pensando em tudo o que vive. A escolha é sua – e as consequências também serão.

 A sua alimentação e respeito a ATWA

© 2012 ATWA Brasil


Um alerta de ATWA aos brasileiros que comem carne

atwa carneamazonia Um alerta de ATWA aos brasileiros que comem carne

Atenção aos brasileiros covardes que se alimentam de carne e sangue!

62% da área desflorestada da Amazônia estão ocupadas por pastos. É o que diz um novo estudo realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com apoio do Ministério do Meio Ambiente.

As análises foram feitas com base em dados reunidos até 2008 e mostram como está sendo usada a terra agredida da floresta – uma área de 720 mil km² desmatados, do tamanho do Uruguai. Desse total, 62,1% foram transformados em pastagem, dos quais 46,7% são pasto limpo, com capim plantado; 8,7% de pasto sujo, onde o capim divide espaço com uma vegetação arbustiva; 6,7% de área de pasto em regeneração, onde há predomínio de vegetação arbustiva sobre o capim; e 0,1% de pasto com solo exposto.

Segundo o estudo, esse quadro confirma a existência de uma pecuária extensiva de baixa produtividade, com menos de uma cabeça de gado por hectare. O mapeamento também revela que a produção agrícola ocupa menos de 5% da área total desmatada na Amazônia.

Os dados confirmam que a pecuária continua a ser o fator predominante por trás do desmatamento da floresta amazônica. Em uma região onde os preços da terra estão se valorizando rapidamente, a pecuária é usada como um veículo para especulação de terra, quase sempre ilegal. Terras com florestas têm pouco valor, mas transformadas em pastagens podem ser utilizadas para produzir gado ou serem vendidas para grandes agricultores. E com isso, a pecuária na Amazônia tem se tornado um negócio multibilionário, que abastece os mercados domésticos de carne e os mercados no exterior com produtos de couro.

Brasileiro, se você se alimenta de outros animais, você está destruindo a Amazônia. Se você se alimenta de carne e sangue – a prática dos covardes, inimigos da Vida – você está apagando o verde da bandeira do Brasil. E acima disso, você está em guerra contra ATWA – e ATWA era ATWA antes de a humanidade ser a humanidade.

 Um alerta de ATWA aos brasileiros que comem carne

© 2011 ATWA Brasil


Homens e animais: A raiz do debate para ATWA

atwa ordemnatural 2 Homens e animais: A raiz do debate para ATWA

As touradas, a caça, a vivisseção, as peles, os matadouros, as “festas” baseadas na brutalidade contra os animais – esses são temas clássicos de debate quando o tema é a relação do homem com os outros animais. Ambos os lados dessa discussão perdem muito tempo e energia rodeando as mesmas questões e raramente chegando a um consenso. Isso acontece porque dois pontos de vista sempre serão dois pontos de vista, até que algo surja que lhes domine, e os transforme em um único ponto de vista.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Tudo é um. Não existem dois. Dois continua sendo um, mas com os seus dois lados. O que você precisa é trazer um símbolo de medo que una os dois lados, e assim eles voltarão a ser um – subjugado pelo seu símbolo.”

Sendo assim, nesse debate eterno sobre a relação entre os homens e os outros animais, o problema é que as pessoas se perdem nos ramos do argumento, e deixam de lidar com o núcleo do problema. Sem lidar com a raiz do problema, o problema persistirá.

Não, o problema não está em discutir se é cruel ou não cada um desses subtemas do relacionamento homem-animais. É pura hipocrisia que um toureiro diga que o touro está contente em ser ferido. O mesmo acontece quando pessoas tentam justificar o assassinato coletivo diário de animais para a alimentação humana. Não, as desculpas para tudo isso sobram. O problema é outro, e ninguém aborda esse problema pela raiz.

O problema é entender se a crueldade contra os animais pode ser aceita em interesses de fins mais ou menos justificáveis para o próprio homem. Por exemplo, milhões de “pessoas” pelariam vivo um cervo se pudessem com isso ganhar um carro de presente. Esse é o verdadeiro problema!

O sábio mártir Charles Manson diz: “O problema são as pessoas!”

E Manson diz: “ATWA não são pessoas. ATWA é ar, árvores, água e animais trancados em zoológicos espalhados pelo mundo.”

Portanto, não vamos às desculpas, e sim direto ao problema. A atormentação do touro é um espetáculo mítico, sangrento como eram os sacrifícios humanos maias. E matar, seja o cervo, ou o pato, ou mesmo um ser humano, faz parte de uma sensação de “poder” inata no interior daquele que mata. Muitos triturariam seu pobre cachorro, depois de 10 anos de tê-lo em casa, se com isso pudessem extrair um remédio que lhes garantisse vidas mais longas. Diz um ditado que “o homem é lobo para o homem”. Mas pobre é a origem desse ditado, que pouco conhecia sobre os lobos e os homens. O homem é uma besta cruel e insensível, capaz de fazer o que nenhum lobo ousaria.

Fato é que para os desejos das massas não existem barreiras. Qualquer crueldade é aceitável se a mesma permitir o alcance de confortos e desejos pessoais. A questão, portanto, é convencer as pessoas a deixarem de ser cruéis, embora isso custe o sacrifício de alguns de seus gostos e desejos. Em outras palavras, não se trata, por exemplo, de proibir ou limitar o consumo de animais como alimento, mas de conseguir com que as pessoas não consigam nem sequer pensar em se alimentar de carne e sangue.

Sendo assim, a solução está mesmo nas palavras do sábio mártir, Charles Manson. O ser humano é fraco e medroso. Tudo o que eles construíram serviu para fortalecê-lo quanto às suas fraquezas diante da ordem natural. Para aqueles que amam a vida, é necessário explorar melhor a maior fraqueza do homem – o medo da morte. Todos os homens nascem condenados à morte, e todos vivem em fuga do dia da execução. O método deve ser cercá-los usando o maior símbolo de medo do coletivo da humanidade: a sua própria extinção. Esse é o símbolo capaz de contornar qualquer debate. Afinal, você abandonaria os seus gostos e desejos se isso lhe salvasse da morte? E essa é a raiz da questão quanto ao relacionamento entre os homens e os outros animais – o problema somos nós. E somente nós podemos resolver o problema.

 Homens e animais: A raiz do debate para ATWA

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A eterna guerra santa por ATWA

atwa jesusvegan A eterna guerra santa por ATWA

“Em verdade vos digo que, para esse efeito
Eu vim ao mundo: para que eu possa colocar
Um fim a todas as oferendas de sangue e à alimentação
Da carne dos animais e das aves
Que foram mortos pelos homens.

No início, o Criador deu a todos
Os frutos das árvores, e as sementes
E as ervas para alimento, mas aqueles que
Amavam-se mais do que amavam o Senhor
Ou seus companheiros, corromperam os seus caminhos
E trouxeram doenças a seus corpos,
E encheram a terra com prazer e
Violência. Não é pelo derramamento de
Sangue inocente, portanto, mas por viver
A vida justa é que você encontrará a paz.

Bem-aventurados os que guardam esta Lei, pois
O Criador se manifesta em todas as criaturas
E todas as criaturas vivem no Criador.”

Essas são as palavras de Jesus no Evangelho dos Nazarenos, 75:9-14.

O texto acima foi encontrado preservado pelo ramo Mt. Carmelo dos essênios (Carmelitas), no Tibete, na última parte do primeiro século. Esse texto pré-data os escritos do Novo Testamento.

Textos que confirmam essa mensagem aparecem nos Manuscritos do Mar Morto, descobertos em 1947.

Bem-aventurados são certamente aqueles que escolheram o caminho do abolicionismo vegano, pois esses têm atendido ao apelo da consciência com uma devoção abnegada, determinada e corajosa à justiça em um mundo povoado por hordas de opressores iníquos cujas mentes não iluminadas e corações de pedra permanecem impassíveis diante dos horrores do holocausto animal que eles cometem.

Esses opressores descaradamente e alegremente infligem um nível de sofrimento que foge da capacidade humana de imaginar, criam caudalosos rios de sangue que nascem das cabeceiras do abate desenfreado e galopante e da aniquilação dos animais não-humanos. Eles exercem o poder derivado de seu lucro sangrento como um porrete para esmagar os que se interpõem entre eles e suas vítimas exploradas. Vocês que se atrevem a se opor a eles são abençoados.

Assim como Jó, vocês veganos abolicionistas aderem à sua fé em face da adversidade tremenda. Apesar da quase esmagadora oposição, dos períodos de desespero profundo, semi-isolamento, da marginalização, da humilhação pública, da intimidação legal, das dificuldades financeiras, do rompimento dos laços familiares e, em alguns casos, da prisão, vocês perseveram nessa guerra sociocultural para trazer outros entre os sensíveis a essa esfera moral. Vocês são abençoados.

Atuando como um representante para aqueles cujas vozes de oposição à sua exploração e assassinato são limitadas a gritos e choros que iludem a capacidade da nossa espécie de compreender, e como um representante para aqueles cuja capacidade de afastar os horrores da civilização industrial, o antropocentrismo, e a crueldade humana é profundamente inadequada, vocês têm empreendido uma cruzada nobre e justa. Como aqueles que vos precederam em batalhas similares por justiça social, vocês lutam pelos direitos daqueles que foram esquecidos. Vocês são abençoados.

Como uma pequena fração da superpopulação humana que arrasta a Terra para o Período Antropoceno, vocês estão travando uma guerra moral infinita contra os exércitos dos especistas que são vastamente mais numerosos do que vocês e que potencialmente podem lhes causar muita dor e sofrimento. Vocês são abençoados.

Incansavelmente vocês lutam pelos direitos essenciais e básicos dos animais não humanos, oferecendo uma camada muito fina de proteção dos níveis obscenos de abuso, barbárie, tortura, escravização e abate que nossa espécie impõe sobre os outros seres sensíveis. Vocês lutam para proteger esses seres que têm vidas intelectuais, emocionais e sociais muito mais complexas do que qualquer especista se atreve a imaginar. Vocês são abençoados.

É seu esforço admirável? Sim. E ainda assim, como afirma o ditado, “nenhuma boa ação fica impune”. Você recebe muitas punições e dolorosamente poucas recompensas. Além da satisfação pessoal alcançada por aderir às suas crenças morais e éticas, ou pelo conhecimento agradável de que seus esforços abrandam um pouco do sofrimento onipresente, você colhe muito pouco na forma de recompensas materiais. Vocês são abençoados.

Enquanto a nossa espécie evoluiu moralmente, reconhecemos que as crianças são inocentes e sacrossantas. Anteriormente comuns e amplamente aceitas, práticas como o abuso infantil, a escravidão infantil, o trabalho infantil e exploração sexual infantil são hoje ilegais. Como parte da vanguarda moral da humanidade, vocês lutam por uma estrutura sociocultural em que outros seres sencientes também estarão livres desses mesmos tormentos. Sua evolução moral tem ofuscado a maioria dos seus companheiros humanos. Vocês são abençoados.

E para aqueles de vocês que são elevados espiritualmente, aqui estão duas orações aos deuses animais em que vocês podem encontrar consolo para os momentos difíceis do caminho desafiador que vocês escolheram:

“Poder superior, conceda-me serenidade para aceitar que não vou ganhar todas as batalhas, a coragem para vencer as batalhas que posso vencer, e a sabedoria para saber a diferença.”

“Dá-me a força para segurar a minha cabeça erguida, para cuspir de volta em seus rostos, e nunca se render.”

Soldados de ATWA, vocês são abençoados. Olhe apenas para frente. Siga com a sua luta, por eles…

 A eterna guerra santa por ATWA

© 2010 ATWA Brasil


Baleias ilustram a perfeição de ATWA

atwa baleias Baleias ilustram a perfeição de ATWA

O caso da caça de baleias ilustra perfeitamente a unicidade de ATWA – a união e interdependência de todas as formas de vida em nosso planeta. O crime contra a sobrevivência desses animais esboça a ignorância dos homens, das mentes do dinheiro. Enquanto essas vidas são roubadas, transformadas em lucro para uns poucos, o caçador parece cego quanto à realidade de que o golpe é também contra a vida dele mesmo: no sistema da unicidade da vida, aquela vida é a sua vida. O carma natural retornará.

As nações pró-caça perpetuaram mitos para justificar a matança. Esses mitos são disseminados pela mídia de alguns dos países pró-caça, como a Noruega, o Japão e a Islândia, e financiados por outros atores comerciais envolvidos no processo da caça.

Entre os principais mitos, está o de que as baleias comem muito peixe, reduzindo os estoques pesqueiros, deixando menos para os seres humanos. Trata-se de um argumento egoísta, típico da ética antropocêntrica do homem moderno, que posiciona o homem como administrador legítimo dos assuntos do planeta. Não passa de falta de inteligência e conhecimento sobre ATWA, o sistema de suporte de vida do planeta Terra. Os mares vêm convivendo com os peixes e as baleias há milênios – até que os humanos chegaram. O maior impacto nesse relacionamento se deu com o desenvolvimento da tecnologia a vapor, que possibilitou “arrastões” para pilhar os oceanos. Obviamente, o homem é a espécie invasora.

Outro mito comum é a ironia de que “a caça é feita de forma humanitária”. Logicamente, é humanitária mesmo, considerando que se trata de assassinatos para abastecer os desejos e confortos dos humanos. Mas não é esse o argumento dos criminosos. Com “forma humanitária”, os assassinos querem dizer que os animais não sofrem com a perda das suas vidas. Os caçadores dizem que eles usam arpões com explosivos para matar os animais “rapidamente”. Ironicamente, esse argumento não considera a vontade da baleia de sobreviver. Mesmo assim, os pontos do argumento não passam de mitos: a Comissão Internacional da Baleia estima que a morte leva, em média, 14 minutos – se o arpão for atirado com eficácia. Se não, pode ultrapassar uma hora. As baleias que não morrem imediatamente são supostamente alvejadas com rifles, mas é comum também que elas sejam arrastadas até se afogarem.

Esse último mito foi desmascarado absolutamente com imagens divulgadas recentemente pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, na sigla em inglês). O vídeo mostra um baleeiro norueguês usando arpões explosivos para matar as baleias em 23 de maio desse ano. A tripulação passa 22 minutos tentando se certificar de que a baleia está morta. O mamífero sofre por cerca de duas horas e depois é atingido por um outro arpão lançado pelo navio norueguês, quando finalmente morre. Se for isso que os criminosos querem chamar de “forma humanitária”, então que fique evidente que se trata de tortura e assassinato – nada além disso.

Sobre esses crimes, está marcada para o dia 21 de junho uma reunião da Comissão Internacional da Baleia, em Agadir, no Marrocos, em que os 88 países membros vão votar uma proposta da comissão de permitir a caça controlada do animal. Ironicamente, o Japão estaria comprando votos de pequenas nações para ganhar apoio pró-caça. Países como São Cristóvão e Nevis, Grenada, Ilhas Marshall, Kiribati, Guiné e Costa do Marfim se mostraram interessados em negociar seus votos na comissão. Eles estariam recebendo ajuda financeira do Japão em troca de seus votos favoráveis à caça. Alguns países alegaram que o Japão também ofereceu dinheiro para gastarem nas despesas da reunião da comissão e até mesmo garotas de programa para ministros e diplomatas.

Dessa forma, se faz a lei pelas mãos dos homens: mais um exemplo de como atuam as mentes do dinheiro em conflito com ATWA. Se a comissão aprovar a caça das baleias, será interessante saber se, no futuro, será lembrado que o genocídio contra esses animais foi aprovado em troca de dinheiro e prostitutas japonesas.

O ciclo e a perfeição de ATWA estão claros para todos que vêem. Um sistema perfeito e harmônico, em equilíbrio com tudo o que vive nesse planeta. Nem todos os homens são iguais, mas o coletivo denuncia a espécie: um câncer que se multiplica sem controle nas células do corpo da Terra, destruindo esse equilíbrio a cada dia.

Um exemplo dessa perfeição dos sistemas vivos é encontrado na recente pesquisa da Universidade Flinders, na Austrália, sobre como as fezes de baleias ajudam a absorver o dióxido de carbono do ar – exatamente o que os homens estão se provando incapazes de fazer com as próprias mãos, tecnologia e bom senso. A beleza é impressionante: as baleias do Oceano Antártico liberam cerca de 50 toneladas de ferro em suas fezes por ano, o que estimula o crescimento de plantas marinhas (fitoplâncton) que absorvem gás carbônico durante a fotossíntese. O processo resulta na absorção de cerca de 400 mil toneladas de carbono, mais do que o dobro do que as baleias liberam na respiração, segundo o estudo dos australianos. Eis aqui um exemplo de um ser vivo responsável, capaz de sobreviver em aliança com o planeta.

O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha nessa parte do mundo, e o crescimento dessas pequenas plantas é limitado à quantidade de nutrientes disponível, incluindo o ferro. As baleias se alimentam basicamente de lulas no fundo do oceano e defecam nas águas mais próximas da superfície onde o fitoplâncton pode crescer, tendo acesso à luz. O fitoplâncton é consumido por animais marinhos minúsculos – como o zooplâncton – que, por sua vez, são consumidos por criaturas maiores que fazem parte do cardápio das baleias. Um ciclo fechado, perfeito. A interferência do homem resulta em roubar uma peça desse quebra-cabeça em equilíbrio. Os efeitos disso não são limitados à cadeia alimentar marinha.

Esse caso das baleias serve como testemunha da perfeição de ATWA e da guerra declarada pelo homem contra o sistema de suporte de vida do planeta. Mitos são disseminados por aqueles que lucram com o crime; os criminosos compram a lei dos fracos e ignorantes com moedas e prostitutas; o desequilíbrio do que é perfeito é incentivado; e para terminar, o ciclo é fechado: os erros voltarão contra os homens, pois a vontade de Deus é uma e será respeitada. O erro é não compreender que contra ATWA não existe vitória – ou você está lutando pela vida, ou está lutando pela morte.

 Baleias ilustram a perfeição de ATWA

© 2010 ATWA Brasil


A conexão entre alimentação e violência

atwa pitagoras A conexão entre alimentação e violência

“Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.”
-Pitágoras de Samos (570 – 497 a.C.)

Há mais de 2500 anos, uns poucos entre muitos tinham a sabedoria inata sobre as regras da natureza – as leis de ATWA, da harmonia e da sobrevivência do todo da vida nesse planeta. Para todos os homens, trata-se de uma lógica simples: comer animais é ter cumplicidade em um assassinato de um ser vivo desconhecido e inocente. Mas é necessário ser mais do que um ser humano comum para compreender, aceitar e agir de acordo com a resposta moral para essa lógica. Afinal, como é que o homem reclama de violência nas cidades quando ele pratica assassinatos todos os dias ao comprar e consumir vidas perdidas? Existe uma linha de sabedoria inata que separa aqueles que entendem esse fenômeno daqueles que lêem em argumentos como esse simplesmente um caso de “loucura”.

O homem se alimenta com violência todos os dias. Alguns praticam os crimes eles mesmos, mas a maioria depende de assassinos contratados para que os animais cheguem às casas com aspecto purificado, com pouca semelhança ao momento em que deixaram de viver. E as pessoas se alimentam com a morte dos outros, e dizem não compreender a sempre presente violência pelas ruas. Tirar a vida de um ser humano é tão imoral quanto tirar a vida de uma vaca, um porco ou uma galinha. Os gritos de “socorro” do homem, quem sabe, nos afeta mais do que os uivos dos animais, mas isso é somente uma questão de compreensão dos sons. Ambos gritam pela vida, com vontade de viver. Sendo assim, não é somente criminoso o homem que pratica tal crime, mas também burro, ingênuo, impróprio e impuro. Há mais de 2500 anos, os sábios eram os sábios e os ordinários eram ordinários.

O argumento de Pitágoras em favor da dieta sem animais tem três “pontas” (como um triângulo):
- Veneração religiosa
- Saúde física
- Responsabilidade ecológica

Essas razões continuam a ser citadas até hoje. Enquanto sempre houve vegetarianos na população mundial, muitos escolheram esse caminho mais por necessidade do que por preferência. O mundo medieval considerava vegetais e cereais como comida para animais. A carne era símbolo de status da classe alta: quanto mais alguém comia carne, mais elevada era a sua posição na sociedade – de forma que somente a pobreza compelia as pessoas à substituição de carnes por vegetais.

Vegetarianismo é com frequência ligado a religião, e segundo alguns argumentos, a força dessa relação parece se vincular diretamente à longevidade de cada credo religioso. O relativamente jovem Islam (1300 anos), por exemplo, não tem cultura vegetariana forte. Os budistas, por outro lado, seguindo os princípios de não-violência, têm praticado vegetarianismo por 2500 anos. O Hinduísmo possui princípios vegetarianos que datam de 5000 anos. Judeus citam uma passagem bíblica como prescrição da dieta original:

“E Deus disse, Eu vos dei cada semente de erva, que estão por toda a terra, cada árvore, nas quais estão os frutos de semente; para vocês elas servirão de comer” (Gênesis 1:29).

Evitar o consumo de carne e jamais comer porco ou mariscos era uma provação (símbolo de pesar e tristeza), voltada também para a restrição dos desejos e prazeres do corpo. O Cristianismo primitivo, com suas raízes na tradição judaica e no paganismo europeu, via o vegetarianismo de maneira similar – um jejum modificado para purificar o corpo: evitar a carne é uma forma de reforçar a disciplina e a força de vontade necessária para resistir às tentações. Isso tornou as restrições dietéticas muito comuns no comportamento cristão da época. E essa crença foi passada adiante, ao longo dos anos, de uma forma ou de outra – por exemplo, a proibição de carne (exceto peixe) da Igreja Católica Romana nas sextas durante a Quaresma.

Enfim, parece existir uma clara conexão entre a sabedoria do homem, o avanço espiritual de acordo com a sobrevivência, e o verdadeiro combate à violência. É necessário ter uma inteligência inata para compreender a importância do respeito ao todo da vida, e somente esse respeito pode afastar a violência do homem. O homem que se alimenta com violência não é capaz de escapar de ser violento, porque ele conscientemente aceitou esse papel. Acontece que a maioria das pessoas não é capaz de enxergar isso – elas roubam vidas, e reclamam da insegurança das cidades. Um paradoxo da ignorância, quem sabe.

Para ATWA, todas as vidas são uma única vida. Ar, árvores, água, animais – o sistema de suporte de vida do nosso planeta. O homem deve respeitar essa lei simples, resgatar e pagar pelos crimes cometidos contra a vida, e esse é o verdadeiro caminho para a salvação. A crença para chegar a esse ponto não interessa – o importante é compreender que o respeito à vida é algo sagrado, além do mundo material que nos cerca. Se não for feito em paz, será feito com violência e ódio, e que não exista dúvidas disso. Os soldados da vida estão ansiosos.

Mas enquanto isso, uma imagem de bronze de Pitágoras tem vista para o porto antigo de sua aldeia homônima, Pitágoras, na ilha grega de Samos. Mais de 2500 anos se passaram desde que ele se sentou sobre estas margens, e questionou o significado da vida. Ironicamente, é quase impossível encontrar uma refeição vegetariana em qualquer um dos restaurantes que circundam o cais do porto hoje. Pitágoras ainda seria gratificado de saber como amplamente sua doutrina vegetariana se espalhou, mas talvez um pouco decepcionado que é pelo seu teorema matemático que ele é mais lembrado.

Um homem sábio, em meio ao caos dos ignorantes, e um esboço da conexão entre a alimentação e a violência.

Para ler a matéria original, clique aqui

 A conexão entre alimentação e violência

© 2010 ATWA Brasil


ATWA Brasil – "Carne e Sangue"

Abaixo, uma nova produção da ATWA Brasil – “Carne e Sangue”.

Uma mensagem de Charles Manson sobre usar outros animais como alimento. O vídeo conta com legendas em português.

 ATWA Brasil   "Carne e Sangue"

© 2010 ATWA Brasil


Consumo de carne é suicídio coletivo

atwa carnebovina2 Consumo de carne é suicídio coletivo

No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca maciça está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera. Mudar nossos hábitos não é mais um caso de opção, mas um dever coletivo. Charles Manson diz: “As pessoas que pensam que o mundo não pode ser resgatado – os padrões de cérebros das suas mentes também devem mudar, por e com a vontade de Deus, total e completamente, ou eles devem ser retirados do mundo”.

Alimentar a humanidade – nove bilhões de indivíduos até o ano 2050, segundo as previsões da ONU – exigirá uma adaptação do nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, afinal, os biopiratas são os maiores responsáveis pelo consumo desenfreado de animais. Por exemplo, os Estados Unidos e a China, que juntos somam algo como 25% da população total do planeta, consomem 35% do total da carne bovina, 50% da carne de frango e 65% da carne de porco “produzida” na Terra. Ironicamente, o Brasil é um dos maiores exportadores de carne para esses dois países.

Segundo um recente relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano. Apesar dos sinais de ATWA sobre as práticas humanas, o consumo de animais continua a crescer mundialmente. Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países apelidados de “desenvolvidos”, o consumo chega a 80 kg per capita.

“O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo”, explica Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre “os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050”.

Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos. Deste total, no entanto, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais – que só restituem em média 500 calorias na mesa – e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos. Isso quer dizer que, além de o consumo de animais ser um crime contra o todo da vida, se trata também de uma prática insustentável, em que áreas enormes que poderiam ser aproveitadas para o resgate da natureza são transformadas em pasto – uma espécie de “lixo vivo” que simplesmente prepara os animais para o seu assassinato.

O gado custa caro ao meio ambiente: 8% do consumo de água, 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa (mais que os transportes como um todo) e 37% do metano (que colabora para o aquecimento do clima 21% mais que o CO2) emitido pelas atividades humanas. Mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é “rentável” do ponto de vista alimentar: “são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina”, explica Guyomard. Desta maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado – 56% nos países ricos – segundo o World Resources Institute.

Seria o caso, então, de cortar o consumo de carne? Charles Manson diz: “Você come carne com os seus dentes e você mata coisas que são melhores do que você, e do mesmo jeito você diz como são ruins e violentas as suas crianças”.

Desviar o assunto para o consumo de peixes não é solução. Os oceanos não podem ser considerados uma despensa inesgotável, diz Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD). De fato, o número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies. No ritmo atual, a totalidade das espécies comercializadas haverá desaparecido antes de 2050.

Para ler a matéria original, clique aqui

 Consumo de carne é suicídio coletivo

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Assassinos impunes

cenadocrime Assassinos impunes

Média e número total de animais que morreram para alimentar os americanos em 2008:

Frangos

Número total de animais mortos: 8,13 bilhões (7,67 bilhões para carne, 458 milhões para ovos)
Número médio de animais mortos por consumidor: 27,5 (26 para a carne, 1,5 para ovos)
Número médio de animais consumidos durante a vida: 2.147 (2.028 para carne, 120 para ovos)

Perus

Número total de animais mortos: 269 milhões
Número médio de animais mortos por consumidor: 0,91
Número médio de animais consumidos durante a vida: 71

Suínos

Número total de animais mortos: 117,6 milhões
Número médio de animais mortos por consumidor: 0,40
Número médio de animais consumidos durante a vida: 31

Novilhos e bezerros

Número total de animais mortos: 40,8 milhões
Número médio de animais mortos por consumidor: 0,14
Número médio de animais consumidos durante a vida: 10,8

Coelhos

Número total de animais mortos: 2,4 milhões
Número médio de animais mortos por consumidor: 0,009
Número médio de animais consumidos durante a vida: 0,69

Peixes

Número total de animais mortos: 6,5 bilhões
Número médio de animais mortos por consumidor: 22
Número médio de animais consumidos durante a vida: 1.700

Mariscos

Número total de animais mortos: 64 bilhão
Número médio de animais mortos por consumidor: 218
Número médio de animais consumidos durante a vida: 17.000

TOTAL DE ANIMAIS TERRESTRES

Número total de animais mortos: 8,56 bilhões
Número médio de animais mortos por consumidor: 29
Número médio de animais consumidos durante a vida: 2.261

TOTAL DE ANIMAIS DO MAR

Número total de animais mortos: 71 bilhão
Número médio de animais mortos por consumidor: 240
Número médio de animais consumidos durante a vida: 19.000

TOTAL DE ANIMAIS

Número total de animais mortos: 80 bilhão
Número médio de animais mortos por consumidor: 270
Número médio de animais consumidos durante a vida: 21.000

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