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Árvores de Natal: Perder ou perder?

natal Árvores de Natal: Perder ou perder?

Uma Breve História das Árvores de Natal

A origem da árvore de Natal é mais antiga que o próprio nascimento de Jesus Cristo, ficando entre o segundo e o terceiro milênio AC. Naquela época, uma grande variedade de povos indo-europeus que estavam se expandindo pela Europa e Ásia consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade de ATWA, ou a Mãe Natureza. Por isso lhes rendiam culto. A árvore era um símbolo pagão de adoração à natureza, em festas relacionadas principalmente a solstícios – o ciclo contínuo da vida.

O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.

Mas essa origem têm pouco haver com as árvores de hoje. A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha, e suas primeiras referências datam do século 16. Foi a partir do século 19 que a tradição chegou à Inglaterra, França e Estados Unidos. Depois, já no século 20, virou tradição na Espanha e na maioria da América Latina – incluindo o Brasil.

Árvores de Natal e a Sociedade Consumista

Desde a globalização das árvores de Natal, essa prática que nasceu como uma reverência a ATWA se tornou apenas mais uma mera indústria – mais um mercado de exploração. O sentido foi rapidamente perdido. A profundidade da falta de consciência é tamanha que poucos sabem hoje o significado das árvores de Natal. Alguns associam a Jesus Cristo, obviamente. Outros pensam somente como uma peça de decoração. Outros a vêem apenas como o objeto que dá sombra aos presentes – mais um crime contra o espírito de ATWA. Tudo caminhou em paralelo à adoração do Deus Dinheiro, e assim tudo foi perdido.

Nesse contexto contemporâneo, vale entender o paradoxo e o peso dessas decisões. Criou-se uma situação insustentável, em que ter uma árvore de Natal é dificilmente um bem para ATWA, a simplicidade da vida.

Para ilustrar essa questão, vale considerar a cultura de Natal dos Estados Unidos, que foi exportada para a América Latina – com o Papai Noel vermelho da Coca-Cola, a árvore com luzes e às vezes coberta de neve, etc. É em grande parte o Natal americano que nós comemoramos no Brasil.

De acordo com um recente estudo da Universidade de Illinois, são cortadas aproximadamente 31,3 milhões de árvores todos os anos para enfeitar os lares americanos. Outras pesquisas passadas afirmam que esse número varia entre 33 e 36 milhões. Esse é um mercado enorme nos Estados Unidos, que foi aberto em 1850, quando árvores de Natal passaram a ser vendidas comercialmente. Até recentemente, todas as árvores de Natal eram cortadas de florestas naturais. Com a destruição do que restava das florestas americanas, passou-se então a produzir árvores de Natal para o corte. Plantar para matar. Em 2009, uma árvore de Natal nos Estados Unidos custa em média 41,50 dólares. Isso significa que algo em torno de 1,3 bilhões de dólares foram gastos em 2009 para enfeitar os lares americanos. Agora pense na competição em Copenhague sobre quem gastaria mais ou menos, todos regulando migalhas para tentar resgatar ATWA. O que poderia ser feito para balancear o desmatamento ou a destruição de habitat com 1,3 bilhões de dólares anuais?

No Brasil, essa questão caminha em paralelo com outro paradoxo: as árvores de Natal artificiais. Alguns consideram essas árvores uma solução para o assassinato generalizado de árvores na época do Natal, mas a verdade passa longe disso. Trata-se hoje de um caso de perder ou perder quando se fala de árvores de Natal.

No mundo, existe o embate evidente do interesse econômico entre produtores de árvores naturais e os vendedores das artificiais, como uma forma de concorrência, sobre a qual podemos encontrar milhares de páginas na Internet. Essa concorrência é clara para qualquer brasileiro, porque o sentimento por trás da compra da árvore é puramente material – o respeito por ATWA parece ter morrido. No sul do Brasil, por exemplo, temos magníficas coníferas plantadas nos jardins sem nenhuma decoração, tendo ao seu ao lado a artificialidade do resíduo (ou popularmente lixo) das árvores feitas de garrafas PET ou outros “plásticos”, induzindo um falso respeito e que este plástico não vai logo após o Natal virar resíduo ou lixo novamente.

Nessa competição entre perder e perder, no Brasil parece que as árvores de lixo venceram. Em uma breve pesquisa na Internet, usando as palavras “plantio de árvore de Natal natural”, encontra-se meia dúzia de sites, e a mais recente matéria é de um produtor que espera vender, de árvores plantadas tipo Tuia, no Paraná, algo em torno de 100 mil reais este ano, o equivalente a umas 5 mil unidades. Nossos artesanatos de garrafas PET são úteis, devem ser estimulados, mas não resolvem o fim do PVC, que volta a ser plástico com dificuldade de eliminação natural.

Enfim, o paradoxo é esse: plantar para matar, ou simplesmente poluir? Não existe vitória ou honra nessa guerra. O homem parece ser capaz de plantar uma árvore se ela for convertida em dinheiro, mas incapaz de fazê-lo por ele mesmo e pela Terra. Árvores de lixo? O lixo não deixa de ser lixo, e lixo nós temos mais do que somos capazes de lidar. Um símbolo de vida foi transformado em apenas mais um mercado, e é simples assim como chegamos onde estamos. Podemos orar, pregar e nos emocionar, mas estamos de joelhos diante do Deus Dinheiro.

Que o plástico das árvores artificiais continue com os bons produtores chineses ou coreanos e que agricultores brasileiros sejam estimulados a plantar e plantar florestas, inclusive para o Natal. Seria o mínimo para fazer do Natal uma verdadeira comemoração.

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© 2009 ATWA Brasil


Extinção em massa: a vida na Terra ameaçada

dead earth Extinção em massa: a vida na Terra ameaçada

Embora o aquecimento global continue a ganhar sensibilização generalizada da opinião pública, uma ameaça ambiental potencialmente mais devastadora só começou recentemente a ser percebida. Essa ameaça é a extinção em massa, e os cientistas estão levando essa hipótese muito a sério.

Há uma crença generalizada entre a comunidade científica de que as atuais espécies de vida estão se tornando extintas em uma taxa mais de 1000 vezes maior do que o que é considerado normal. “Estamos no abismo do fim do mundo”, disse Chera Van Burg do grupo de cientistas Species Alliance.

Um asteróide causou a última extinção em massa no planeta, quando os dinossauros foram mortos há 65 milhões de anos. Mas alguns cientistas acreditam que, se um meteoro com mesma proporção colidisse contra a Terra hoje, o efeito sobre a vida seria pouco diferente do que o que pode já estar em curso. “De acordo com um consenso de biólogos do mundo, uma extinção em massa está acontecendo ou prestes a acontecer no planeta Terra”, disse David Ulansey da organização Massextinction. Os golfinhos do rio Yangtze representam apenas o exemplo mais recente de espécies que desapareceram no último mês.

Enquanto as pessoas que disseminam essas crenças apocalípticas estão no extremo da opinião científica, alguns biólogos acreditam que um cenário de extinção em massa poderia eliminar 50% das espécies existentes. Os seres humanos, e espécies associadas a eles, não estão ameaçados de extinção,mas se essa teoria de extinção em massa ocorresse, quebraria o ciclo da vida e levaria a um enorme declínio da vida humana.

Alguns cientistas dizem que a culpa é dos próprios seres humanos. “Se a nossa influência na Terra continuar a expandir, nós provavelmente perderemos metade ou mais das espécies de vida atuais”, explica Peter Vitousek, ecologista da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. “Se nós continuarmos nesse ritmo atual, virtualmente todas as espécies de peixes nos oceanos estarão extintas em 50 anos”.

E isso é algo que os pescadores profissionais dizem preocupá-los diariamente. “Somente agora as pessoas estão começando a perceber que todos esses gases que nós temos colocado na atmosfera têm causado um impacto que pode ameaçar a vida nesse planeta”, disse Zeke Grader, presidente de uma associação de pescadores dos Estados Unidos.

Biólogos dizem que a mudança climática representa somente um dos fatores que colaboram com o risco de extinção em massa. Segundo eles, o problema é muito maior. “Não é como o aquecimento global”, disse David Ulansey. “O problema não pode ser definido como CO2. Você não pode colocá-lo em uma caixa. O problema é o modo como nós vivemos. São todos os aspectos do nosso estilo de vida”.

E, de fato, todos os aspectos das nossas vidas têm conseqüências. Por exemplo, existem bilhões de telefones celulares em utilização. Cada um deles faz uso de um metal chamado coltan. Um dos raros lugares da Terra em que esse minério é encontrado, e de onde quase todo o coltan usado para telefones celulares é retirado, é a República do Congo – exatamente no meio do habitat natural dos gorilas das montanhas. Uma agência das Nações Unidas informou que a população de gorilas nessa região diminuiu em 90% nos últimos cinco anos apenas, em grande parte devido à operação de mineradores para a retirada do coltan. Pouca gente sabe que, no caso da ameaça de extinção dos gorilas africanos, a maioria das pessoas tem a sua parcela de responsabilidade.

E esse é somente um dos casos de influência inconseqüente humana. Especialistas estimam que mais de 15 mil espécies estejam ameaçadas hoje. E essas são somente aquelas que pesquisadores conseguiram colher dados sobre.

Biólogos acreditam que as seis maiores causas que levariam à extinção em massa são: destruição de habitat naturais, espécies invasivas, poluição, superpopulação humana, consumismo humano e mudança climática. A boa notícia é que ainda pode ser possível reverter esse quadro. A má é que o tempo é curto, quem sabe apenas uns 10 anos para fazer mudanças significativas no modo em que vivemos.

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