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O pecado de descobrir o Lago Vostok

atwa lagovostok O pecado de descobrir o Lago Vostok

Depois de 30 anos de pesquisas e perfurações, um grupo de pesquisadores russos está perto de desvendar o pré-histórico Lago Vostok, situado na Antártida, que permanece enterrado sob aproximadamente 3,800 metros de gelo há mais de 14 milhões de anos. Apesar de ainda enterrado, o lago é o terceiro maior do planeta baseado na quantidade de água que abriga.

No início da década de 1990, um estudo russo recriou a história da atmosfera da Terra durante os últimos 400 mil anos – uma documentação do ar do planeta durante as quatro últimas eras glaciais. Para espanto dos pesquisadores, o Lago Vostok apresentou taxas de oxigênio 50 vezes maiores do que é encontrado comumente em outros lagos de água doce. Essa concentração altíssima poderia ser explicada pelo enorme peso e pressão da calota polar continental sobre o lago, mas ainda permanece um mistério.

A maior curiosidade dos cientistas no momento é determinar se algum tipo de vida existe no Lago Vostok. Em todo caso, seria um organismo extremófilo – uma forma de vida adaptada para sobreviver em ambientes extremos. Essa vida precisaria suportar pressões altíssimas, frio constante, escassez de nutrientes, taxas de oxigênio incomuns, e ausência de luz solar. Segundo os cientistas russos, as condições de vida do Lago Vostok são tão distintas que se assemelhariam mais ao que pode ser encontrado em Europa (uma lua de Júpiter) ou Enceladus (uma lua de Saturno) do que a qualquer outro ambiente já descoberto pelo homem moderno. Em outras palavras, a vida a ser encontrada no Lago Vostok pode muito bem exemplificar outros tipos de vida que podem ser encontradas fora da Terra.

De fato, o Lago Vostok tem embriagado a curiosidade do homem. Mas qual será o custo disso?

Como tudo que o homem toca, não se sabe as verdadeiras consequências até que elas se pronunciem. Isso porque quem dita as leis da vida e da morte é ATWA – e não o homem. Algumas coisas foram simplesmente feitas para serem preservadas. A curiosidade do homem, por mais interessante que possa parecer, é trivial demais para contrariar a vontade do que chamamos de Deus – a inteligência que rege a ordem natural de todas as vidas. Trivial demais para ser considerada séria, e séria demais para ser considerada apenas uma trivialidade.

 O pecado de descobrir o Lago Vostok

© 2012 ATWA Brasil


Japão: Crime contra ATWA

atwa japao Japão: Crime contra ATWA

Nessa segunda-feira (dia 4), trabalhadores da central nuclear japonesa de Fukushima começaram a vazar toneladas de água radioativa no mar, depois de terem falhado diversas tentativas, feitas no fim de semana, para estancar a fuga no reator dois. Mais de 3 milhões de galões de líquido foram lançadas no oceano Pacífico, a fim de conseguir espaço para armazenar a água, ainda mais radioativa, que se encontra acumulada no reator dois. A água contaminada que tem sido vertida no mar tem um nível de radioatividade mais de 500 vezes acima dos limites legais.

A Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão (NISA) afirmou que a água agora libertada não representa perigo para a saúde humana e que, de qualquer modo, não havia outra escolha. “Como não é prejudicial para a saúde das pessoas, e é necessário evitar um perigo ainda maior, decidimos que era inevitável”, disse Hidehiko Nishiyama, da NISA.

Um momento… não representa perigo para a saúde de quem? Dos humanos? Pois bem!

Quem é o responsável pela desgraça que vive agora o Japão? O próprio homem – é claro! A inconseqüência e ignorância do homem permitiu a existência da situação atual. Não tem nada a ver com terremotos ou tsunamis, de forma alguma. Foram os erros do homem que culminaram com todo o problema nuclear. O terremoto poderia acontecer; o tsunami poderia varrer as cidades, levando japoneses para as profundezas da vida azul; e ainda assim, seria apenas natural, perfeito, em harmonia com a ordem da Vida. O problema nuclear, por outro lado, não tem absolutamente nada de natural. É resultado das práticas humanas – e nada além disso!

E o que os oceanos têm a ver com o erro dos homens? Ou os animais que vivem nos oceanos? Nada. A única vítima dos acontecimentos no Japão é ATWA.

Trata-se de mais um crime do homem contra ATWA.

Haveria um modo de maior respeito por ATWA para consertar a situação? Difícil dizer, uma vez que tudo está errado desde a fundação da mente humana em se ver como líder das regras de todas as vidas. Quem sabe, um meio de ser menos cruel seria forçar a população japonesa a beber toda essa água radioativa, coletivamente, em um ato de amor e respeito por ATWA. Não resolveria muito, porque a radioatividade excessiva ainda estaria ali. Mas seria honroso, respeitoso, e mostraria uma submissão lógica a ATWA.

Mas não. Nesse momento, a vida inocente no Oceano Pacífico está fazendo o que os japoneses deveriam ter feito. Esse crime contra ATWA não será esquecido.

 Japão: Crime contra ATWA

© 2011 ATWA Brasil


Madre de Dios: Urgência por ATWA na América do Sul

atwa madrededios Madre de Dios: Urgência por ATWA na América do Sul

Visitantes não são bem-vindos em Guacamayo – uma das maiores áreas de garimpo ilegal do mundo, tão grande que é visível do espaço. Esse ponto, em meio à densa Floresta Amazônica do Peru, marca o início de onde árvores, plantas e animais não são mais encontrados. A vida natural foi substituída por um vasto deserto, pontilhado com barracas cobertas com lonas de plástico azul, onde milhares de garimpeiros vivem. Estamos diante da corrida do ouro do século 21, que está destruindo rapidamente a região conhecida como Madre de Dios (Mãe de Deus) da Amazônia, na região sudeste do Peru, que abriga a mais rica biodiversidade da Terra.

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente do Peru, estima-se que cerca de 10 mil garimpeiros ilegais já depredaram mais de 18 mil hectares da floresta virgem, despejando no processo cerca de 40 mil toneladas de mercúrio por ano sobre a terra e os rios da região. E tudo isso pela corrida do ouro, que abastece mercados europeus como Londres e Zurique.

Guacamayo representa a maior operação de garimpagem ilegal em Madre de Dios, embora inúmeros outros locais tenham surgido recentemente. A região, que nasceu há apenas três anos, ocupa hoje cerca de 155 quilômetros quadrados, crescendo a cada dia. Isso tudo acontece além das concessões de mineração legais, cujo número, de acordo com os sindicatos de mineiros, saltou de 500 em 2004 para mais de 2.600 hoje. O valor do ouro, que duplicou nos últimos dois anos e está em um recorde de alta atualmente, alimenta essa febre – uma conseqüência dos receios dos investidores sobre a crise econômica mundial.

Uma nova estrada que cortou um trecho enorme desse território uma vez inacessível está permitindo toda essa atividade. Os 1.600 quilômetros da Rodovia Transoceânica conectam os portos fluviais da Amazônia do Brasil com os portos do Oceano Pacífico do Peru. Após 40 anos de planejamento e construção, a estrada foi finalmente inaugurada em dezembro de 2010, acompanhando a alta do ouro e o aumento da exploração ilegal do minério. A rodovia é vista como o projeto do século da infra-estrutura da América do Sul. Mas ela representa a morte para o meio ambiente local, e desencadeou uma onda de exploração de terra e corrupção.

A Rodovia Transoceânica tornou muito mais fácil trazer os suprimentos essenciais exigidos para a extração do ouro: gasolina, tratores, escavadoras pesadas, e o mercúrio usado para separar a areia do metal precioso. O mercúrio, altamente tóxico, é importado dos Estados Unidos e da Espanha, e é vendido abertamente em lojas. Assim como o Ministério do Meio Ambiente do Peru, organizações ambientais estimam que mais de 40 mil toneladas do produto sejam despejadas todos os anos na região, poluindo rios a ponto de o dano ser irreparável.

Anteriormente, grande parte da região de Madre de Dios poderia ser alcançada somente por pequenas embarcações. Mas a nova rodovia vai causar a mesma trilha de destruição que foi deixada no Brasil, quando a seção foi concluída em 1980. Os efeitos no Peru, porém, serão gritantes. Madre de Dios é a fonte da Amazônia, a bacia superior, onde tudo nasce. O modo como as sementes são dispersas, e os peixes que se deslocam para essa região para se reproduzir, são a base do ciclo de nutrientes. Se Madre de Dios desmoronar, tudo vai desmoronar – inclusive no Brasil.

Portanto, resgatar Madre de Dios é uma urgência por ATWA. Trata-se de um reflexo perfeito das ações humanas em todos os níveis da vida: a economia mundial (humana), a falta de visão (humana) com relação à ordem natural, a ignorância alarmante das massas (humanas), e o sistema explorador chamado por alguns (humanos) de “progresso”. E tudo isso retorna para ATWA.

Brasileiros, servidores da natureza nos Estados Unidos do Brasil: vocês têm o problema e a solução.

Abaixo, algumas imagens de Guacamayo, em Madre de Dios:

 Madre de Dios: Urgência por ATWA na América do Sul

© 2011 ATWA Brasil


Mares e oceanos de ATWA – vivos ou mortos?

atwa oceanos2 Mares e oceanos de ATWA – vivos ou mortos?

A água é um dos pilares de ATWA. Os mares e lagos cobrem dois terços da superfície do nosso planeta, e têm um papel de enorme importância para todo o meio ambiente.

Apesar disso, os seres humanos parecem estar fazendo o possível – em todas as partes do nosso planeta – para produzir um impacto negativo sobre os mares e a todas as vidas que o mesmo abriga. Conseqüentemente, trata-se também de um ataque contra nós mesmos, mas o homem parece confiar mais na sorte do que na realidade dos fatos.

Abaixo estão listados alguns fatores que merecem destaque nessa guerra do homem contra a água de ATWA:

- Os mares contêm 90% da biomassa do nosso planeta – das algas à baleia azul.

- Aproximadamente 3,5 bilhões de seres humanos dependem dos mares (esse número pode duplicar dentro dos próximos 20 anos).

- Mais de 70% dos peixes são pescados em excesso. As reservas de atum, bacalhau e peixe espada foram reduzidas em 90% no último século.

- 80% da poluição marítima têm a sua origem fora dos mares.

- O material plástico descartado mata anualmente um milhão de pássaros marinhos, 100 mil mamíferos marinhos e incontáveis peixes.

- Os vazamentos involuntários, despejo ilegal pela navegação e acidentes marítimos poluem anualmente os mares com enormes quantidades de óleo.

- O nível do mar subiu de 10 a 25 cm nos últimos 100 anos, e continuará a subir, inundando regiões costeiras baixas.

- Dos recifes de corais tropicais localizados em 109 países, em 93 dos casos já estão fortemente danificados pelo desenvolvimento econômico das regiões costeiras e pelo crescente turismo.

- Os recifes de corais cobrem apenas 0,5% do fundo do mar, mas 90% das espécies de seres vivos dependem desses recifes de maneira direta ou indireta.

 Mares e oceanos de ATWA – vivos ou mortos?

© 2010 ATWA Brasil