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Presidente Obama é convocado pela libertação de Charles Manson

manson libertacao Presidente Obama é convocado pela libertação de Charles Manson

Nessa batalha de ATWA pela libertação imediata de Charles Manson – em função de seu julgamento inconstitucional – a grande notícia da semana é que o notório advogado Giovanni Di Stefano, que embarcou com ATWA nessa missão, enviou um pedido formal para o presidente americano, Barack Obama, pela comutação imediata da pena de prisão perpétua de Charles Manson.

Em uma carta enviada para o presidente Obama, Di Stefano menciona a Constituição dos Estados Unidos, que afirma que o presidente “tem o poder de conceder adiamentos e perdões por delitos contra os Estados Unidos”. A Suprema Corte dos Estados Unidos interpretou essa linguagem para incluir o poder de conceder perdões, perdões condicionais, comutações de penas, comutações de sentenças condicionais, remissão de multas e confiscos, e anistias.

O advogado também menciona algumas das frases de Manson usadas em seu julgamento:

“Eu nunca matei ninguém e eu não pedi para que ninguém fosse morto. Talvez eu tenha sugerido que eu era Jesus Cristo em algumas ocasiões para algumas pessoas, mas eu ainda não decidi o que eu sou ou quem eu sou”.

“Se vocês me colocarem de volta na penitenciária, isso não significaria nada, porque vocês mesmos me expulsaram de lá na última vez. Eu nunca pedi para ser libertado. Eu gostava de lá porque eu gosto de mim mesmo”.

“Eu não me lembro de ter dito: ‘Peguem uma faca e vão fazer o que Tex mandar’. E eu não me lembro de ter dito: ‘Peguem uma faca e vão matar o xerife’. De fato, eu me sinto mal quando alguém mata cobras ou cachorros, gatos ou cavalos. Eu nem sou capaz de comer carne – para você ver o quanto eu sou contra matar”.

O requerimento de Di Stefano enviado ao presidente Obama também afirma que o júri pode ter sido influenciado pelo artigo de primeira página do jornal Los Angeles Times, com a manchete “Manson culpado, declara Nixon” – o então presidente dos Estados Unidos. De fato, essa manchete virou o caso do avesso, uma vez que o presidente americano julgou Manson culpado antes mesmo do início da fase de defesa do julgamento.

O documento também questiona a principal testemunha do caso contra Manson, Linda Kasabian: “Afigura-se de uma profunda revisão das evidências de que a testemunha, de fato, participou ativamente dos assassinatos, e indícios sugerem que o procurador estava ciente de tal, mas em sua busca por uma condenação ele tomou a decisão de ignorar o fato mais importante do caso”, diz a carta.

Esse é mais um episódio da batalha pela libertação imediata de Charles Manson.

 Presidente Obama é convocado pela libertação de Charles Manson

© 2011 ATWA Brasil


Comissão internacional pede a libertação de Charles Manson

manson detencaoilegal Comissão internacional pede a libertação de Charles Manson

É com prazer que a ATWA Brasil, em nome da ATWA International, abre ao público geral o que vem sendo trabalhado há meses nos bastidores do caso de Charles Manson. Acreditamos que esse seja um bom momento para abrir essa história a todos.

Em 27 de janeiro de 2011, o renomado advogado de defesa, Giovanni Di Stefano, apresentou uma petição à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pedindo a libertação imediata do prisioneiro americano Charles Milles Manson.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos faz parte da Organização dos Estados Americanos (OEA). Seus deveres para com os direitos humanos resultam de três documentos: a Carta da OEA, a Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem, e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos.

Em sua petição à Comissão, o Sr. Di Stefano se refere ao artigo 8º da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que garante o “Direito a um julgamento justo”.

Especificamente, ele se refere às cláusulas:

(1) “O direito de ser ouvido, com as devidas garantias, por um tribunal competente, independente e imparcial”.

(2d) “O direito do acusado de defender-se pessoalmente ou de ser assistido por um defensor de sua escolha”.

A petição pelos direitos de Charles Manson destaca o fato de que Manson teve o seu direito de autodefesa negado ilegalmente. O recurso também aponta para a cobertura da mídia antes e durante o julgamento, que segundo o documento foi “altamente prejudicial”.

O Sr. Di Stefano fecha sua petição à Comissão afirmando: “O Sr. Manson continua sob custódia mais como um símbolo para o Sistema de Justiça Criminal dos Estados Unidos, um culto, um exemplo criado, do que um resultado de provas reais para sustentarem uma condenação. Sob nenhuma circunstância o Sr. Manson teve um julgamento justo”.

Clique aqui para acessar o website da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

A mídia sensacionalista americana já começou a republicar a novidade:

Time

CNN

UPI

E aqui no Brasil, também:

Vice Brasil

E em resposta à matéria publicada pela rede de notícias americana CNN, o advogado Giovanni Di Stefano deixou o seguinte comentário:

“Isso é o que o Tribunal de Apelações dos Estados Unidos menciona:
3 de agosto de 1978, disse no caso Lawrence S. BITTAKER vs. J. J. ENOMOTO: ‘O Estado menciona várias vezes que um de seus prisioneiros que podem se beneficiar da decisão Faretta é Charles Manson. Nós não incentivamos esse tipo de advocacia. Um tribunal federal deve tomar suas decisões de acordo com a Constituição e as leis, sem levar em conta a notoriedade dos partidos considerados’.

Em suma, já em 1978 o Estado havia violado conscientemente o direito de Manson para atuar em sua própria defesa. Como conseqüência disso, o julgamento é uma nulidade. E para o registro, eu represento o Sr. Manson pro Bono – ‘para o bem do povo’.

- Giovanni Di Stefano.”

 Comissão internacional pede a libertação de Charles Manson

© 2011 ATWA Brasil


Charles Manson: “Agora você quer me matar…”

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“Eu comia das suas latas de lixo para estar fora da prisão. Eu usava roupas de segunda mão. Eu aceitei as coisas e as doava no próximo segundo. Eu tenho feito o meu melhor para se dar bem em seu mundo, e agora você quer me matar, e eu olho para você e eu vejo como vocês são incompetentes. E então eu digo para mim mesmo: vocês querem me matar? Eu já estou morto, tenho estado por toda a minha vida.”

- Charles Manson, 1971

 Charles Manson: Agora você quer me matar...

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson: “O medo e a culpa…”

manson art 16 Charles Manson: O medo e a culpa...

Aqui, um recorte de revista que foi enviado para Charles Manson. Ele enviou de volta, com alguns comentários na borda inferior da página. A imagem mostra três dos seus companheiros na época dos julgamentos, em 1970.

Ele diz:

“Sim, nós éramos todos brancos. Mas foi o medo e a culpa das pessoas brancas que nos sacrificaram.”

- Charles Manson

 Charles Manson: O medo e a culpa...

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson: “Pecar contra ATWA…”

manson linhadeatwa Charles Manson: Pecar contra ATWA…

“Você tem X tempo para salvar ATWA. As pessoas passam por cima de você e param você, empilham pedras no seu caminho e roubam o seu esforço, e em breve a sua vida passa e os atores e as bandas de rock and roll e as pessoas da TV dizem: ‘Hahaha, olha lá aquele homem louco.’ E aí lentamente eles começam a se tornar conscientes sobre o que você disse, porque eles repetem isso por dinheiro e não sabem sobre, mas eles estão usando os seus pensamentos e o seu jeito, e eles começam a compreender a pouca chance de vida de ATWA como uma realidade.

Você já viu alguém que sabia que iria morrer? Eles fogem da morte. Você sabe o que as pessoas farão pelo medo de morrer? O medo dos Vikings construiu castelos. Se alguém interrompe a sua vida para que ele possa ser uma estrela do cinema, e outros vêem ele sair impune disso, e fazem a mesma coisa, e outros também fazem a mesma coisa, as pessoas de ATWA percebem que a única vida na Terra se foi com aquele pensamento, e que não pode mais ser salvo. E as mortes começam, e eles percebem que a única forma de retornar ao trilho é usar essa câmara como puderem, e os atores vêem isso e correm para seus agentes e as pessoas que lhes pagam, e lhes colocam a serviço disso, e a ordem das coisas é alterada.

Para mim é apenas um pensamento. As formigas vermelhas e as formigas pretas já comeram todas as formigas brancas, e elas têm se comido. O meu maior e melhor eram piores do que um zoológico perfeito, mais profundo do que o nada, gritando de volta paras os ciclos da história e para os desejos de morte dos atores da época.

O ponto de partida é: qualquer um que pecar contra ATWA deve recompensá-la, ou embarcar nos trens para os campos da morte ou para a frente de batalha russa.”

- Charles Manson

 Charles Manson: Pecar contra ATWA…

© 2010 ATWA Brasil


ATWA: Naturalidade acima de ecologia

atwa naturalidade ATWA: Naturalidade acima de ecologia

O mundo moderno é especialista em adulterações. Poderíamos dizer que a base da mentalidade atual é o produto de uma adulteração global. O sexo se apresenta como amor, a cidade como o ideal, e a democracia como liberdade. Tudo está adulterado. Para contestar a brutal degradação do amor e da espiritualidade, inventou-se a divinização do sexo, a destruição da família, o divórcio como normalidade. Promoveu-se e financiou-se a arte-lixo para manter as estatísticas da “cultura” atual. Uma Terra vazia que preenche o espaço da arte e da espiritualidade à base de lixo envolto em frases de críticos bem pagos – todos adoradores do Deus-Dinheiro.

Pois o mesmo aconteceu com a destruição massiva do meio ambiente – e sequestraram a ecologia. Em primeiro momento, isso pode fazer tremer algum apaixonado pelo meio ambiente e pelos princípios ecológicos. Pode parecer também contraditório para o que ATWA propõe. Mas lamentavelmente, é verdade.

A ecologia é uma palavra adulterada. Eliminou-se seu conteúdo original, dos ideais de pessoas como Konrad Lorenz, e criou-se um Frankenstein moderno “ecologista”, uma mistura de todas as imperfeições possíveis, aglutinadas mediante a mentalidade moderna e cidadã do “consumista consciente”. Outros adotaram uma “ecologia política conscientizada”, uma espécie marxista que protesta pelos erros do capitalismo, e sonha com uma nova versão de sociedade materialista, semelhante à qual realizou a destruição ecológica maior da história: a URSS, onde o desprezo pelo meio ambiente foi ainda maior do que registrado no capitalismo.

A ecologia atual é um “mercado do verde”, e não um sentimento de integração com a natureza. A idéia original foi convertida de uma ciência para uma adulteração política, para poder assim tornar coerente a venda da “solução” para a ameaça do meio ambiente pelos princípios homocêntricos e economistas do modo de vida atual. Os movimentos considerados “verdes” são parte do problema, uma vez que se passou o tempo de pregar “consciência” e falar em “eficiência”. Os seguidores do Deus-Dinheiro – criado pelo próprio homem – adoram seus ídolos nos bancos, enquanto a natureza é vendida muitas vezes como obstáculo aos ganhos financeiros.

Nossa posição é, por outro lado, perfeitamente coerente com nossos princípios diferencialistas e naturais. A raiz do pensamento de ATWA se baseia precisamente nos valores da natureza, e, portanto, era de prever que o conceito de relação com a natureza fosse absolutamente coerente com sua ideologia, uma vez que parece claro que os princípios de igualdade se chocam radicalmente contra uma relação lógica homem-natureza.

O nosso interesse é acabar com a base de todo o problema. Para nós, as relações homem-natureza estão dadas por uma concepção ética do homem e por uma definição da natureza como objeto de direito, e não como mero “elemento de uso”. Rejeitamos absolutamente o antropocentrismo, a base mítica sobre a qual se fundamenta a exploração materialista e as relações economistas homem-natureza.

Deve existir uma profunda relação de amor e respeito a todo o natural, de forma que cada pessoa “viva a natureza”, e seja parte dela. A educação e a convivência na natureza e com os animais não é um aspecto secundário da existência, mas sim a sua base. É nesse contexto que a natureza se torna um objeto de direito do homem. Mas sem esse respeito mútuo, o homem está no crime contra a ordem natural, agindo de forma semelhante a um câncer lutando contra a vida do corpo humano.

E com isso entramos no conceito básico de naturalidade. Para uma pessoa sensível normal, dessas que vivem em povoados menores, longe da deformação imposta nas grandes cidades, passear pelo campo não é uma “libertação temporária em um fim de semana”, mas um ato normal de sua vida. É o dia-a-dia. É gente que vive perto dos montes e dos campos, em contato natural com os cachorros e com os animais, que ama o meio ambiente do seu povoado, conhece suas colinas e suas formas, sabe onde estão os vales e fontes de sua região, sabe onde encontrar coelhos, plantas e pássaros, reconhece seus cantos e nomes. Esse tipo de pessoa não é o mesmo tipo de humano que os macro-cidadãos, que não sabem nada de seu entorno, que para eles passear é um luxo e tratar animais é algo exclusivo dos zoológicos, que não conhecem sua região nem viram em meses seus rios e montes. Para a cidade, caminhar é uma obrigação, e observar o vôo dos pássaros uma inutilidade que ninguém vê.

Por fim, esses macro-cidadãos são ecologistas. A ecologia existe porque predomina essa loucura de cimento e asfalto, parques industriais e cidades. A ecologia existe para os quais perderam a noção da terra úmida, e para os quais se cansam se sobem em uma colina próxima. A ecologia substitui a naturalidade nos cidadãos que ainda resistem à sua condição de semi-homens.

Mas para a gente sã, para os quais amam seu entorno porque vivem nele, para os quais o rio de carros é antinatural, para os que “ouvem” o ruído infernal das ruas e vêem as paredes de cimento como algo artificial, para os quais os bosques são sua normalidade e conhecem os detalhes de seus caminhos, para esses não é preciso a ecologia, mas sim evitar que os homens zumbis lhes tirem a sua naturalidade.

Temos de entender os inimigos de ATWA da seguinte forma: perderam a parte natural do homem, se converteram em seres desenraizados, aliados ao materialismo, ao mecanicismo. São seguidores do Deus-Dinheiro, adoradores de seus ídolos na Terra. Os bancos mandam, apesar da maioria deles não perceber, no andamento das suas vidas. Por isso aspiram à ecologia, porque perderam a naturalidade, e não estão em harmonia com eles mesmos e com a ordem natural.

Nossa luta é para recuperar o sentido natural do mundo. Esse é o objetivo, e não a ecologia. Não as medidas de eficiência, nem as reivindicações eco-marxistas. Todos somos o problema, porque todos nós perdemos a naturalidade. E na guerra contra ATWA, não existe vitória para o homem.

 ATWA: Naturalidade acima de ecologia

© 2010 ATWA Brasil


A destruição do verde de ATWA

atwa coresdoverde A destruição do verde de ATWA

Um novo estudo aponta que mais de um quinto das espécies de plantas do mundo corre o risco de se extinguir por conseqüência de ações humanas. Olhando para todo o verde de ATWA: uma em cada cinco árvores será perdida; uma em cada cinco plantas será perdida; uma em cada cinco algas dos oceanos será perdida. Os homens continuam a consumir o planeta, de forma semelhante a um câncer se multiplicando no corpo humano, sem dar chance para a sobrevivência. Ironicamente, estão se auto-aniquilando no processo, mas a máquina não pára.

O novo relatório sobre a perda de plantas é o mapeamento mais preciso já feito sobre a ameaça para as estimadas 380 mil espécies de plantas do planeta. “Este estudo confirma o que nós já suspeitávamos. As plantas estão sob ameaça e a principal causa é a perda de habitat pelas mãos do homem”, explica um dos dirigentes do estudo.

As plantas estão mais ameaçadas do que as aves, tão ameaçadas quanto os mamíferos, e menos do que os anfíbios e os corais. Entre as plantas, o grupo que inclui os pinheiros está entre os mais ameaçados. O grande perigo é representado pela perda de habitat provocada pelo homem – a maioria dos casos é resultado da conversão de habitat naturais para cultivo e criação de gado. A atividade humana responde por 81% das ameaças.

Essa é uma tendência com efeitos potencialmente catastróficos para a vida na Terra. É um verdadeiro crime nos sentar e simplesmente observar o desaparecimento das espécies de plantas. Elas são a base de toda a vida na Terra, fornecendo ar limpo, água e alimento. Todas as vidas dependem delas. O homem é visivelmente o causador desse problema. A destruição não somente das plantas, mas esse obstáculo imposto à sobrevivência de todas as vidas, está sendo criado nesse exato momento pelo coletivo da humanidade.

É essa arrogância e egoísmo do homem que permitiu a declaração de guerra contra ATWA, mas nessa luta não existe vitória para a raça humana. A harmonia das vidas faz parte da vontade de Deus. Nós nos colocamos fora dessa equação, e nos negamos a retornar para o nosso verdadeiro lugar. Mas sem dúvida, a harmonia prevalecerá. A solução para isso será o nosso próprio fim.

Para ler um artigo da mídia corporativa sobre o novo estudo, clique aqui.

 A destruição do verde de ATWA

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Seria Charles Manson vítima de uma armação?

manson armacao Seria Charles Manson vítima de uma armação?

Não é necessário procurar muito para encontrar desinformação sobre Charles Manson e o seu caso – as informações, hora fraudulentas, hora simplesmente ignorantes, chegam aos curiosos com muita facilidade. A verdadeira dificuldade está em encontrar fatos e informações legítimas, e essa guerra contra as mentiras é um dos comprometimentos da ATWA Brasil.

Nesse contexto, qualquer artigo jornalístico que apresente discussões reais ao invés de simplesmente reproduzir a “história oficial” que foi vendida ao público, resultando na criação de um monstro chamado Charles Manson (o “homem vivo mais perigoso” do planeta, como colocou a revista americana Rolling Stone em sua edição número 61), é um trabalho a ser considerado.

Um desses artigos é o publicado por Jon C. Hopwood em 16 de julho de 2008, intitulado “Seria Charles Manson vítima de uma armação?” (o título original, em inglês, é “Was Charles Manson Framed?”) Apesar das confusões do autor, que tende a encarar os fatos da “história oficial” com alguns questionamentos ao invés de esquecê-la por inteiro e evidenciar os fatos concretos que a derrubam, o artigo serve para ilustrar a ilegitimidade do julgamento que condenou Charles Manson – os acordos a portas fechadas que contornaram a lei e determinaram a sentença final.

O artigo completo escrito por Jon C. Hopwood tem 13 páginas. Abaixo, algumas passagens traduzidas que resumem o espírito do texto, e devem ser consideradas ao pensar em Charles Manson:

“Embora Charles Manson realmente não tenha participado diretamente nos assassinatos, e de fato nunca ter sido provado em um tribunal que ele tenha matado alguém, o promotor de Los Angeles, Vincent Bugliosi, conseguiu lhe acusar como o líder dos assassinos e indiciá-lo sob o conceito de culpabilidade contingente, segundo o qual ele era tão culpado pelos assassinatos quanto os próprios agressores. Ele também foi condenado por conspiração para cometer assassinatos – conspiração sendo uma manta popularizada na repressão a sindicatos e comunistas na época. Quando todo o resto falha, pegue-os em uma conspiração. Charlie negou ter ordenado os assassinatos, e muitos aficionados pensam que há boas razões para acreditar que ele foi vítima de uma armação.”

“[Charles] Tex Watson, que em um sentido tático era o verdadeiro chefe dos assassinatos, havia fugido para o Texas, e foi julgado separadamente devido às exigências de extraditá-lo de lá – pelo menos isso é o que o gabinete do Procurador de Los Angeles disse. Em vez de esperar para que o Texas devolvesse o seu belo exemplo de um filho nativo para a ensolarada Califórnia, o Ministério Público decidiu avançar com o julgamento de [Susan] Atkins, [Charles] Manson, [Patricia] Krenwinkel e [Leslie] Van Houten, com Linda Kasabian como sua principal testemunha, e não se preocupou com as enormes despesas de ter que julgar Tex Watson separadamente. Para você ver, se Tex Watson tivesse sido julgado juntamente com Charles Manson, o defensor público de Manson, Irving Kanarek, poderia ter sido capaz de transferir a culpa para Tex Watson, o homem que realmente liderou ambos os assassinatos.”

“Quando se considera a moralidade de Vincent Bugliosi [o promotor que condenou Charles Manson], considere isso: quando Linda Kasabian, que teria fugido da “Família” após o assassinato da família LaBianca, rendeu-se em Concord, em New Hampshire, e foi extraditada de volta para a Califórnia, seu advogado tentou fazer um acordo com Bugliosi. Ele recusou firmemente. Isso porque ele tinha Susan Atkins, mais conhecida como Sadie Mae Glutz, para testemunhar ao Ministério Público – ela agora como testemunha do estado perante o júri que proferiu as acusações de assassinato. Quando Atkins empacou e retirou seu testemunho do júri de inquérito, Bugliosi retornou ao advogado de Kasabian para negociar. Em seu resumo no julgamento, Bugliosi – que originalmente não queria nada com Linda Kasabian porque tinha Susan Atkins como sua “testemunha especial” – passou a elogiá-la.”

“Quando se lê o que aconteceu em Cielo Drive [a casa alugada pelo casal Polanski em que os assassinatos aconteceram] naquela noite, deixando de lado o cenário de “Helter Skelter” proposto por Vincent Bugliosi, não é provável considerar se o que Tex Watson e as meninas estavam realmente empenhados era um caso de roubo com invasão de domicílio? Que quando Jay Sebring [amigo de Sharon Tate] estendeu as mãos para roubar a arma de Tex, sendo então baleado na axila e levando um chute no rosto, somente nesse momento o crime se transformou em um frenesi de assassinatos?”

“Quando se analisa as transcrições do julgamento, surge a pergunta: foi a morte de Sharon Tate, de seu filho ainda não nascido, e de seus três amigos realmente planejada, como alegou Bugliosi, ou foi uma questão de mais uma vez Tex ter perdido a cabeça, como aconteceu nos casos com Gary Hinman e Lotsapoppa? Nós nunca saberemos, uma vez que a exclusão de Tex Watson do julgamento impossibilitou que o advogado de Manson, Kanarek, fosse capaz de levantar essa questão, embora ele tenha requerido isso durante o julgamento dos demais envolvidos no caso e alegado que as garotas estavam apaixonadas por Tex Watson.”

“Em teoria, o réu é inocente até provado culpado num caso criminal além de uma dúvida razoável. Ao manter Tex Watson fora do julgamento, não teria Bugliosi planejado tal coisa de modo a minimizar as dúvidas que os advogados dos réus poderiam produzir nas mentes dos jurados?”

“A teoria de “Helter Skelter” de Vincent Bugliosi, com [Charles] Manson como um “guru do amor” pregando um Armagedom racial no deserto, parece tão inacreditável quanto as teorias de conspiração sobre John F. Kennedy que Bugliosi ilustra em seu tomo de mais de 1600 páginas, chamado “Reclaiming History”, escrito como parte de sua participação no show business. Ele tinha começado originalmente investigando o assassinato como parte de um programa especial da rede de televisão BBC, que seria palco de uma simulação de julgamento de Lee Harvey Oswald, o homem acusado pela Comissão Warren de ter sido o único assassino no caso. O livro sobre o assassinato de JFK, em que Bugliosi faz a estranha afirmação que Lee Harvey Oswald foi provado ser um assassino solitário para além de qualquer dúvida razoável, foi adquirido por Tom Hanks para ser feito em uma minissérie da HBO. Nem mesmo Arlen Specter, o autor da teoria da “bala mágica”, afirmaria tal coisa. [...]Isso teve de ser escrito para mostrar que Vincent Bugliosi, autor do cenário de “Helter Skelter”, é um admirador de outros fantasistas da lei.”

“O trabalho de Bugliosi foi enviar Charles Manson e sua suposta “Família” para a câmara de gás, e ele fez isso com grande entusiasmo. Isso o fez, como ele sabia que seria, um homem de sucesso em termos de reputação e finanças. Ele ofereceu ao mundo a sua versão da “bala mágica” – nesse caso, chamada de “Helter Skelter” – e sem Tex Watson no julgamento, não houve argumento de compensação para refutá-lo. Combinando isso com o advogado ruim de Charles Manson e a sua própria aceitação fatalista de que seria “condenado pelo sistema”, a estratégia se provou um sucesso.”

“No entanto, os “massacres de Manson” se tornaram tão infames em parte devido ao manuseio hábil de Vincent Bugliosi durante o caso e através dos meios de comunicação como promotor de justiça – e devido ao seu livro “Helter Skelter”, o maior best-seller de literatura de crime na história. Todos os membros condenados da suposta “Família Manson” (um termo que Charles Manson nunca utilizou, mas que Bugliosi popularizou) têm tido seus pedidos de liberdade condicional repetidamente negados desde que suas sentenças de morte foram comutadas.”

“O que abriu meus olhos sobre o fato de “Helter Skelter” ser um saco de mentiras elaborado por Vincent Bugliosi é o fato de Virginia Graham, a mulher que misteriosamente ouviu a confissão de Sadie Mae [antes do caso se tornar popular] e alertou as autoridades, ter realmente visitado 10050 Cielo Drive [a casa alugada pelo casal Polanski]. Graham era uma prostituta de carreira, presa por um cheque sem fundo. Quais são as chances de um prisioneiro que tenha visitado a cena de morte se encontrar na mesma cela de um suspeito da chacina? A polícia de Los Angeles e a promotoria do caso, obviamente, sabiam mais – e num momento muito anterior – do que Bugliosi nos fez saber. Virginia Graham foi obviamente plantada naquela cela para obter uma confissão de Susan Atkins.”

“No outono de 1969, Virginia Graham conheceu Susan Atkins no Instituto Sybil Brand para Mulheres. Graham era uma prostituta de 36 anos presa por ter passado um cheque sem fundo. Ambas, Graham e Atkins, serviram como “mensageiras” para os guardas da prisão, o que lhes deu a oportunidade de se conhecerem nos corredores. O fato de um prisioneiro ser mensageiro indica um nível de fidelidade, o que sugere que Graham estava em conluio com as autoridades da prisão, e que a recém-chegada Atkins – dificilmente o tipo de pessoa que receberia um cargo de confiança na prisão – tinha sido armada para uma confissão. Atkins havia sido detida sob suspeita de ter participado no assassinato de Gary Hinman, a primeira morte atribuída à suposta Família Manson. [...]Junto com o testemunho de Linda Kasabian, que muitos acreditam ter realmente participado dos assassinatos, foi o testemunho de Graham que deu a Vincent Bugliosi os elementos necessários para conseguir uma condenação por homicídio.”

“O problema de confissões de dentro da prisão para informantes da polícia é que é fácil para um informante obter informações sobre um criminoso e o crime e simplesmente fabricar uma confissão. Além disso, há ainda um incentivo para o informante para fazer isso: eles recebem tratamento especial das autoridades, e talvez até sua libertação.”

“O cenário de “Helter Skelter” de Vincent Bugliosi e sua descrição da “Família Manson” como vítimas de Charles Manson foi parcialmente motivada pelo seu desejo de reduzir a culpabilidade da sua testemunha especial, Linda Kasabian, aos olhos do júri. Como Bugliosi admitiu em seu somatório final, Kasabian foi igualmente culpada pelos assassinatos, de acordo com a lei da Califórnia. (Ela tinha sido concedida imunidade total por Bugliosi após Susan Atkins, a quem ele chamou de “pequena vagabunda” durante o julgamento, ter descumprido um acordo para fornecer provas ao estado em troca de uma promessa de não ter a pena de morte requerida contra ela.)”

“Vincent Bugliosi explicou anomalias no caráter de Linda Kasabian, dizendo, por exemplo, que ela havia roubado 5 mil dólares sob as ordens de Charlie [Manson]. Apesar do fato de que ela havia conhecido Charles Manson a pouco mais de um mês antes de estar envolvida nos assassinatos, e apenas a uma semana e meia antes de ter roubado o dinheiro, isso foi o suficiente: em apenas 10 dias, o campo de força da personalidade do carismático Charles Manson deixou Kasabian pronta para roubar para ele. Um mês depois, ela estava disposta a matar por ele. Agora, ela era testemunha especial do estado contra ele.”

“Charles Manson, Susan Atkins e os outros membros da “Família Manson” não receberam sentença de prisão perpétua, mas isso é o que as sentenças se tornaram. Quando suas sentenças de morte foram revogadas, eles foram re-sentenciados a prisão perpétua com a possibilidade de liberdade condicional. O fato é que Vincent Bugliosi fez o seu trabalho tão bem em sua tentativa de colocar Charles Manson na câmara de gás que ele criou um mito que perdura quase 40 anos após o crime. Ele criou um mito de Charles Manson como esse monstro manipulador hippie, transformando assim Tex Watson, Susan Atkins e os outros envolvidos em robôs sem alma, que teriam matado a seu comando.”

“Legalmente, para provar a culpa de Charles Manson e seus companheiros Vincent Bugliosi não era obrigado a revelar um motivo para os assassinatos. Os assassinatos poderiam ter sido conseqüência de uma invasão de domicílio para assalto: Linda Kasabian testemunhou que acreditava que eles estavam apenas saindo para invadir casas, como o grupo havia feito antes. (Depois ela se contradisse, afirmando que Manson havia declarado “o amanhecer de Helter Skelter” antes de ela ter saído para cometer os assassinatos, adotando então o cenário proposto por Bugliosi. Há motivos para acreditar que ela foi orientada [por Bugliosi].)”

“O que eu acredito é que o cenário de “Helter Skelter” de Vincent Bugliosi foi fabricado a fim de vender uma convicção de Charles Manson aos jurados, e assim vender Vincent Bugliosi para as editoras de livros – e também para o público, que continua a acreditar nesse mito.”

As passagens acima ilustram uma parte da abundância de contradições que cercam o caso de Charles Manson. Trata-se de uma história que se tornou tão famosa em função dos mitos que foram criados a portas fechadas nos bastidores do julgamento. Infelizmente, essas fabricações permanecem vivas nas mentes das pessoas ainda hoje, mais de 40 anos depois. Essa triste realidade, porém, não torna a ficção mais verdadeira. É importante reconhecer isso.

Para ler o artigo original de Jon C. Hopwood, clique aqui

 Seria Charles Manson vítima de uma armação?

© 2010 ATWA Brasil


Projeto “Liberte Charles Manson Já”

atwa libertemanson Projeto “Liberte Charles Manson Já”

A ATWA Brasil tem o prazer de comunicar aos irmãos e irmãs do sul do continente americano o projeto internacional “Liberte Charles Manson Já” (originalmente, “Release Charles Manson Now”). Trata-se de uma missão mundial de ATWA, agindo em todas as frentes possíveis para conquistar os direitos que foram negados a Charles Manson durante o seu julgamento.

Esse é um projeto que cada pessoa pode se envolver e fazer a sua parte. O objetivo é obter um número surpreendentemente grande de cartas de apoio a Charles Manson e à sua libertação da Prisão Estadual de Corcoran. Vamos apresentar abertamente essa coleção de cartas para o estado da Califórnia e para o mundo.

Seria benéfico incluir em sua carta um pouco de informações pessoais (como faixa etária, ocupação ou hobby), a fim de mostrar a diversidade de apoiadores que Charles Manson tem pelo mundo a fora. Esse projeto é para todas as idades, todas as línguas, todas as pessoas.

As cartas funcionarão semelhantemente a uma petição, no sentido de que você precisa incluir um nome e endereço válidos. Suas informações, é claro, serão mantidas em sigilo.

Essas cartas serão imprescindíveis no apoio à audiência de liberdade condicional de Charles Manson marcada para o ano 2012.

Quando você escrever a sua carta de apoio à libertação de Charles Manson, sinta-se à vontade para usar o exemplo abaixo como modelo:

“Oficiais e militares das Forças Armadas dos Estados, funcionários federais dos Estados Unidos da América, oficiais do estado da Califórnia,

A quem possa interessar:

Nós sabemos que Charles Manson não recebeu os seus direitos no tribunal, e que ele tem sido ilegalmente detido pelo Departamento de Correções da Califórnia pelos últimos 40 anos. Esse flagrante da injustiça não será mais tolerado. Milhares de pessoas em todo o mundo compreendem que Manson foi julgado ilegalmente e pela mídia. Ele é obviamente um prisioneiro político.

Estamos preparados para prosseguir com as ações necessárias a fim de obter justiça para Manson e para o nosso planeta Terra. Manson é um homem de honra, com muita perspicácia e sabedoria, reconhecido por um grande número de pessoas de todas as idades e culturas. Nós, as pessoas, exigimos que Charles Manson seja libertado já. Eu apoio a libertação imediata e incondicional de Charles Manson.

Assinado,

(Nome completo e endereço do remetente).”

Se você precisa de motivação para escrever e enviar a sua carta de apoio, pense nisso dessa maneira: quem não mostrar o seu apoio a Charles Manson nesse momento será parte do problema que é mantê-lo preso ilegalmente.

Temos de mostrar nossos números agora. Podemos provar o apoio do povo a Manson. A sua vida foi tocada e inspirada pelas palavras de Manson, a sua música e arte? Então vamos todos nos unir e fazer algo sobre a injustiça que está acobertando esse ser belo e sábio.

Não permita que aqueles que trocaram a vida de Charles Manson por dinheiro e fama usem as suas idéias e julgamentos para perpetuar uma história de ficção que não fez nada para o mundo além de gerar violência, desinformação e dor.

Precisamos que cada pessoa faça a sua parte, e isso significa VOCÊ!

Entre em contato com a ATWA Brasil para mais informações ou em caso de dúvidas.

Para visitar o website internacional do projeto “Liberte Charles Manson Já”, clique aqui.

 Projeto “Liberte Charles Manson Já”

© 2010 ATWA Brasil


José Saramago e o direito dos animais

O texto abaixo, contra a exploração animal em circos e zoológicos, foi escrito em 2009 por José Saramago, o autor português que faleceu essa semana:

“Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espetáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza. Isto no que toca aos zoológicos. Mais deprimentes do que esses parques, só os espetáculos de circo que conseguem a proeza de tornar ridículos os patéticos cães vestidos de saias, as focas a bater palmas com as barbatanas, os cavalos empenachados, os macacos de bicicleta, os leões saltando arcos, as mulas treinadas para perseguir figurantes vestidos de preto, os elefantes mal equilibrados em esferas de metal móveis. Que é divertido, as crianças adoram, dizem os pais, os quais, para completa educação dos seus rebentos, deveriam levá-los também às sessões de treino (ou de tortura?) suportadas até à agonia pelos pobres animais, vítimas inermes da crueldade humana. Os pais também dizem que as visitas ao zoológico são altamente instrutivas. Talvez o tivessem sido no passado, e ainda assim duvido, mas hoje, graças aos inúmeros documentários sobre a vida animal que as televisões passam a toda a hora, se é educação que se pretende, ela aí está à espera.

Perguntar-se-á a que propósito vem isto, e eu respondo já. No zoológico de Barcelona há uma elefanta solitária que está morrendo de pena e das enfermidades, principalmente infecções intestinais, que mais cedo ou mais tarde atacam os animais privados de liberdade. A pena que sofre, não é difícil imaginar, é consequência da recente morte de uma outra elefanta que com a Susi (este é o nome que puseram à triste abandonada) partilhava num mais do que reduzido espaço. O chão que ela pisa é de cimento, o pior para as sensíveis patas deste animais que talvez ainda tenham na memória a macieza do solo das savanas africanas. Eu sei que o mundo tem problemas mais graves que estar agora a preocupar-se com o bem-estar de uma elefanta, mas a boa reputação de que goza Barcelona comporta obrigações, e esta, ainda que possa parecer um exagero meu, é uma delas. Cuidar de Susi, dar-lhe um fim de vida mais digno que ver-se acantonada num espaço reduzidíssimo e ter de pisar esse chão do inferno que para ela é o cimento. A quem devo apelar? À direção do zoológico? À Câmara? À Generalitat?

P.S.: Deixo aqui uma fotografia. Tal como em Barcelona há grupos – obrigado – que têm pena de Susi, na Austrália também um ser humano se compadeceu de um marsupial vitimado pelos últimos incêndios. A fotografia não pode ser mais emocionante.

-José Saramago”

koala garrafa José Saramago e o direito dos animais

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 José Saramago e o direito dos animais

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Baleias ilustram a perfeição de ATWA

atwa baleias Baleias ilustram a perfeição de ATWA

O caso da caça de baleias ilustra perfeitamente a unicidade de ATWA – a união e interdependência de todas as formas de vida em nosso planeta. O crime contra a sobrevivência desses animais esboça a ignorância dos homens, das mentes do dinheiro. Enquanto essas vidas são roubadas, transformadas em lucro para uns poucos, o caçador parece cego quanto à realidade de que o golpe é também contra a vida dele mesmo: no sistema da unicidade da vida, aquela vida é a sua vida. O carma natural retornará.

As nações pró-caça perpetuaram mitos para justificar a matança. Esses mitos são disseminados pela mídia de alguns dos países pró-caça, como a Noruega, o Japão e a Islândia, e financiados por outros atores comerciais envolvidos no processo da caça.

Entre os principais mitos, está o de que as baleias comem muito peixe, reduzindo os estoques pesqueiros, deixando menos para os seres humanos. Trata-se de um argumento egoísta, típico da ética antropocêntrica do homem moderno, que posiciona o homem como administrador legítimo dos assuntos do planeta. Não passa de falta de inteligência e conhecimento sobre ATWA, o sistema de suporte de vida do planeta Terra. Os mares vêm convivendo com os peixes e as baleias há milênios – até que os humanos chegaram. O maior impacto nesse relacionamento se deu com o desenvolvimento da tecnologia a vapor, que possibilitou “arrastões” para pilhar os oceanos. Obviamente, o homem é a espécie invasora.

Outro mito comum é a ironia de que “a caça é feita de forma humanitária”. Logicamente, é humanitária mesmo, considerando que se trata de assassinatos para abastecer os desejos e confortos dos humanos. Mas não é esse o argumento dos criminosos. Com “forma humanitária”, os assassinos querem dizer que os animais não sofrem com a perda das suas vidas. Os caçadores dizem que eles usam arpões com explosivos para matar os animais “rapidamente”. Ironicamente, esse argumento não considera a vontade da baleia de sobreviver. Mesmo assim, os pontos do argumento não passam de mitos: a Comissão Internacional da Baleia estima que a morte leva, em média, 14 minutos – se o arpão for atirado com eficácia. Se não, pode ultrapassar uma hora. As baleias que não morrem imediatamente são supostamente alvejadas com rifles, mas é comum também que elas sejam arrastadas até se afogarem.

Esse último mito foi desmascarado absolutamente com imagens divulgadas recentemente pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, na sigla em inglês). O vídeo mostra um baleeiro norueguês usando arpões explosivos para matar as baleias em 23 de maio desse ano. A tripulação passa 22 minutos tentando se certificar de que a baleia está morta. O mamífero sofre por cerca de duas horas e depois é atingido por um outro arpão lançado pelo navio norueguês, quando finalmente morre. Se for isso que os criminosos querem chamar de “forma humanitária”, então que fique evidente que se trata de tortura e assassinato – nada além disso.

Sobre esses crimes, está marcada para o dia 21 de junho uma reunião da Comissão Internacional da Baleia, em Agadir, no Marrocos, em que os 88 países membros vão votar uma proposta da comissão de permitir a caça controlada do animal. Ironicamente, o Japão estaria comprando votos de pequenas nações para ganhar apoio pró-caça. Países como São Cristóvão e Nevis, Grenada, Ilhas Marshall, Kiribati, Guiné e Costa do Marfim se mostraram interessados em negociar seus votos na comissão. Eles estariam recebendo ajuda financeira do Japão em troca de seus votos favoráveis à caça. Alguns países alegaram que o Japão também ofereceu dinheiro para gastarem nas despesas da reunião da comissão e até mesmo garotas de programa para ministros e diplomatas.

Dessa forma, se faz a lei pelas mãos dos homens: mais um exemplo de como atuam as mentes do dinheiro em conflito com ATWA. Se a comissão aprovar a caça das baleias, será interessante saber se, no futuro, será lembrado que o genocídio contra esses animais foi aprovado em troca de dinheiro e prostitutas japonesas.

O ciclo e a perfeição de ATWA estão claros para todos que vêem. Um sistema perfeito e harmônico, em equilíbrio com tudo o que vive nesse planeta. Nem todos os homens são iguais, mas o coletivo denuncia a espécie: um câncer que se multiplica sem controle nas células do corpo da Terra, destruindo esse equilíbrio a cada dia.

Um exemplo dessa perfeição dos sistemas vivos é encontrado na recente pesquisa da Universidade Flinders, na Austrália, sobre como as fezes de baleias ajudam a absorver o dióxido de carbono do ar – exatamente o que os homens estão se provando incapazes de fazer com as próprias mãos, tecnologia e bom senso. A beleza é impressionante: as baleias do Oceano Antártico liberam cerca de 50 toneladas de ferro em suas fezes por ano, o que estimula o crescimento de plantas marinhas (fitoplâncton) que absorvem gás carbônico durante a fotossíntese. O processo resulta na absorção de cerca de 400 mil toneladas de carbono, mais do que o dobro do que as baleias liberam na respiração, segundo o estudo dos australianos. Eis aqui um exemplo de um ser vivo responsável, capaz de sobreviver em aliança com o planeta.

O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha nessa parte do mundo, e o crescimento dessas pequenas plantas é limitado à quantidade de nutrientes disponível, incluindo o ferro. As baleias se alimentam basicamente de lulas no fundo do oceano e defecam nas águas mais próximas da superfície onde o fitoplâncton pode crescer, tendo acesso à luz. O fitoplâncton é consumido por animais marinhos minúsculos – como o zooplâncton – que, por sua vez, são consumidos por criaturas maiores que fazem parte do cardápio das baleias. Um ciclo fechado, perfeito. A interferência do homem resulta em roubar uma peça desse quebra-cabeça em equilíbrio. Os efeitos disso não são limitados à cadeia alimentar marinha.

Esse caso das baleias serve como testemunha da perfeição de ATWA e da guerra declarada pelo homem contra o sistema de suporte de vida do planeta. Mitos são disseminados por aqueles que lucram com o crime; os criminosos compram a lei dos fracos e ignorantes com moedas e prostitutas; o desequilíbrio do que é perfeito é incentivado; e para terminar, o ciclo é fechado: os erros voltarão contra os homens, pois a vontade de Deus é uma e será respeitada. O erro é não compreender que contra ATWA não existe vitória – ou você está lutando pela vida, ou está lutando pela morte.

 Baleias ilustram a perfeição de ATWA

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A ameaça contra ATWA continua no Brasil

atwa guerrabrasil1 A ameaça contra ATWA continua no Brasil

As ameaças contra ATWA continuam com o projeto do novo Código Florestal Brasileiro, a fim de fragilizar esse dispositivo legal para expandir o desmatamento em nome de avanços no agronegócio. O relator do projeto é o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que em sua apresentação no dia 8 de junho afirmou que o projeto é “dedicado aos agricultores do Brasil” e que o boi é “o animal favorito do brasileiro” – uma ironia com relação ao alto consumo de carne bovina no país.

Mais de 70 deputados da Bancada Ruralista, representando os interesses do agronegócio, estão unidos a Aldo Rebelo para enfraquecer o Código Florestal Brasileiro. O novo texto retira a reserva legal de 20% de florestas em propriedades particulares, e retira a função social da terra, o que transfere para o estado a conta de qualquer prejuízo ambiental. Na leitura de seu relatório hoje, Aldo Rebelo agradeceu a três conhecidos ruralistas no Congresso: Moacir Micheletto, Homero Pereira e Anselmo de Jesus. Se eles conseguirem aprovar o novo código, milhões de hectares deixarão de ser protegidos por lei – essas terras são suas, a sua vida!

O brasileiro deve ver suas florestas e outros biomas como seu maior tesouro. As mentes do dinheiro vêem na conservação um obstáculo para o lucro. Os demais precisam ver além disso, e compreender que no todo da vida bate o seu próprio coração.

O sábio mártir Charles Manson diz: “O ar que você respira é mais importante do que o dinheiro que você gasta, porque você pode gastar esse dinheiro e acabar sem ar algum”.

Em outras palavras, o brasileiro não pode ficar de braços cruzados enquanto os inimigos da vida lutam para derrubar o Código Florestal Brasileiro. Os lucros deles não salvarão você.
Trata-se de um crime contra o todo da vida, que inclui todos nós. Se o novo código for aprovado, é necessário que todos os brasileiros sintam essa facada. Ela matará lentamente, com muita dor. Portanto, o momento de agir é esse, é agora, enquanto ainda estamos fortes.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Você não pode cortar três milhões de árvores todas as manhãs e esperar que o sistema de suporte de vida da nave Terra se sustente. Sem essas árvores, nós estamos todos perdidos”.

E é essa lógica tão simples que muitos pecam em não compreender. As florestas são o lar de muitos indivíduos não-humanos que dependem delas para sobreviver. As florestas são sua casa, sua fonte de sustento e sua referência de vida. Sem elas, eles morrem. A ética antropocêntrica que inibe o homem de ver a si próprio nessas vidas não-humanas é a arma que permite criminosos como Aldo Rebelo e seus comparsas sugerirem a matança indiscriminada de outras vidas em nome do “avanço do agronegócio”.

Os seres humanos verdadeiramente vivos devem apoiar o movimento de proteção das florestas como uma forma de proteger os interesses dos não-humanos livres que se vêem acuados em espaços cada vez menores e em populações cada vez mais ameaçadas. Sua situação é muito parecida com a de populações indígenas, que sempre viveram nas florestas e nunca as destruíram. Pelo contrário, as preservaram e as adoraram, até que as mentes do dinheiro declararam a sua guerra.

A ameaça contra ATWA continua no Brasil. Homens de paletó e mentes do dinheiro, os inimigos inseparáveis unidos, contra você e tudo que ama a vida nesse planeta. Todas as vidas são uma única vida. Ao aprovar o novo Código Florestal Brasileiro, está oficialmente aberta uma “temporada de desmatamento” nas cinco regiões do Brasil. É a sua própria vida em jogo que está sendo discutida – o seu direito de respirar e viver.

Para ler mais sobre o caso do Código Florestal Brasileiro, clique aqui.

 A ameaça contra ATWA continua no Brasil

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Novo crime contra ATWA no Brasil

atwa guerrabrasil Novo crime contra ATWA no Brasil

O novo crime contra ATWA no Brasil é o projeto de revisão do Código Florestal Brasileiro.

Uma revisão do código seria desejável, desde que ele se torne mais eficiente para cumprir seu objetivo maior: conservar a integridade dos ecossistemas nativos brasileiros. A revisão deve ser baseada em todo o conhecimento científico relevante e em análises isentas. Não é essa, porém, a base das mudanças propostas pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

O principal argumento proposto para alterar o Código Florestal Brasileiro é que, em sua forma atual, ele bloqueia a expansão do agronegócio e coloca na ilegalidade boa parte dos produtores rurais. O que não é verdade. O relatório busca resolver uma suposta escassez de terras agricultáveis no Brasil, flexibilizando as restrições atuais, mas a um custo altíssimo: causa a ampla legalização do corte de florestas, cerrados e outras vegetações brasileiras, o que provocará a maciça extinção de espécies e um aumento nas emissões de carbono do País. Isso contraria as posições e compromissos ambientais do governo brasileiro quanto à conservação de biodiversidade e redução de emissões.

Em vez de representar um instrumento avançado de integração e conciliação, a proposta do novo Código Florestal Brasileiro, caso aprovada e posta em prática, representará o pior retrocesso ambiental dos último 45 anos da história do País.

Como citado anteriormente, o relatório com mudanças no Código Florestal foi apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), amigo da Bancada Ruralista, cujo único propósito é remover obstáculos para o agronegócio. Ironicamente, o projeto foi elaborado com a participação de uma consultora jurídica do agronegócio. A advogada Samanta Piñeda recebeu R$ 10 mil pela “consultoria”, pagos com dinheiro da verba indenizatória de Rebelo e do presidente da comissão especial, Moacir Micheletto (PMDB-PR).

O Código Florestal opõe ambientalistas a proprietários rurais em uma disputa que se arrasta por anos. Com mais de 45 anos de idade, o código reserva uma parcela entre 20% e 80% das propriedades como área de proteção ambiental e é descumprido por 90% dos produtores rurais, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Samanta Piñeda é consultora jurídica da frente parlamentar da agropecuária. Os pagamentos a ela aparecem na prestação de contas da verba indenizatória a que os deputados têm direito para o funcionamento de seus gabinetes. Os pagamentos foram feitos em março, em parcelas iguais de R$ 5 mil, lançadas por Rebelo e Micheletto. Nos registros disponíveis na internet não constam pagamentos a outros consultores nas áreas ambiental ou jurídica.

É importante acompanhar esse caso nos próximos dias, uma vez que ele pode representar o pior retrocesso ambiental dos último 45 anos da história do Brasil. Guardem os nomes e os partidos políticos citados nesse artigo. As mentes do dinheiro estão trabalhando, e como sempre, os fatos são simples de se compreender. Falta um pouco mais de luta por ATWA!

Para ler mais sobre o caso do Código Florestal Brasileiro, clique aqui.

 Novo crime contra ATWA no Brasil

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Tribunal de ATWA para Bhopal

atwa bhopal Tribunal de ATWA para Bhopal

Sete quadros da subsidiária indiana da Union Carbide, empresa norte-americana de químicos, foram condenados a uma pena de prisão de dois anos e ao pagamento de 2100 dólares por “morte por negligência” há 25 anos. A sentença atribui à empresa a autoria moral do crime, mas não refere o principal acusado, um dirigente norte-americano da empresa fugido à justiça. As famílias estão indignadas e anunciaram intenção de recorrer.

A sentença condena sete antigos dirigentes indianos da fábrica de pesticidas de Bhopal, onde, às 0h05 de 3 de dezembro de 1984, cerca de 40 toneladas de gás começaram a contaminar as zonas habitacionais circundantes.

Estas foram as primeiras condenações. Em 1987, eram 12 os acusados de homicídio, entre os quais oito dirigentes da empresa. Em 1996, a acusação foi alterada para morte por negligência. A moldura penal para este crime configura, no máximo, a dois anos de prisão.

Entre os condenados encontram-se o antigo presidente e proprietário da unidade de Bhopal, atualmente com 85 anos e detentor de uma empresa fabricante de automóveis. Os ex-quadros da Union Carbide Indiana, com uma média de idades de 70 anos, foram libertados sob fiança após a leitura da sentença. Um oitavo acusado faleceu no decorrer do processo.

Desconhece-se se a sentença abrange o norte-americano Warren Anderson, ex-presidente da Union Carbide e das duas subsidiárias, que está fugido à justiça indiana e que não compareceu em tribunal no âmbito deste processo que começou há 23 anos. O tribunal de Bhopal emitiu, em julho, um mandado de extradição, mas Anderson, que vive em Nova Iorque, nunca compareceu. Os procedimentos relativos à extradição são considerados altamente burocráticos e podem demorar anos a produzir efeitos.

Pelo menos 15 mil homens, mulheres e crianças morreram asfixiados devido a uma combinação de gases tóxicos libertados pela fábrica Union Carbide. O governo indiano refere que tenham sido afetadas cerca de 600 mil pessoas.

Especialistas dizem que pelo menos 20 mil habitantes na zona bebem ainda hoje água contaminada pelos resíduos químicos que foram absorvidos pelos solos. As associações de vítimas dizem que nasceram milhares de crianças com danos cerebrais e membros afetados devido à exposição dos pais ao gás ou a água contaminada.

Não existe justiça através das mentes do dinheiro. No comunicado oficial da ATWA Brasil enviado aos líderes mundiais presentes na Conferência de Copenhague (COP-15) de 2009, foi sugerido o Tribunal Mundial de ATWA, um órgão internacional oficial autorizado a propor leis e impor a ordem e a justiça com relação a tudo o que é vivo. Acima do dinheiro, acima da diplomacia das mãos amarradas. Com relação à vida, não existe diálogo.

O caso de Bhopal é exemplo da incapacidade humana de impor a justiça e a honra em casos de ataque ao meio ambiente e ao todo da vida nesse planeta. Há 25 anos, 15 mil homens, mulheres e crianças morreram asfixiados por um crime humano contra a vida. O ar, a água, as árvores e os animais que também foram atacados nunca foram considerados, mas os efeitos disso ainda são sentidos hoje pelo povo local, e continuarão pelas décadas seguintes.

Enfim, são exemplos como esse que ilustram que vivemos em um momento adequado para considerar a possibilidade do Tribunal Mundial de ATWA. É para o bem comum, é para toda a vida, e está em conformidade com o que o homem foi capaz de entender e presenciar nos anos recentes. Não haverá paz sem justiça, e não haverá justiça sem ATWA.

Uma única vida. Um único mundo. Uma Ordem Mundial. ATWA.

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 Tribunal de ATWA para Bhopal

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Violência em ATWA

atwa violencia Violência em ATWA

No dia 18 de abril, alguns criminosos com apoio da prefeitura e outros homens de paletó sediaram o evento de puxada de cavalos em Pomerode, Santa Catarina. O show foi organizado pelo Clube do Cavalo, e aconteceu próximo ao Clube de Caça e Tiro Germano Tiedt. Alguns manifestantes compraram a briga pelos animais, uns ficaram feridos, e se houve algo de positivo em tudo isso foi que o evento em si passou a ser conhecido por um número maior de pessoas, entre as quais algumas certamente terão algum senso se justiça.

É importante ter deixado a poeira baixar. Muita gente tomou partido de um lado ou outro pelo calor do momento, e como tudo que envolve a cabeça dos humanos, as coisas vêm e vão, as lições não são aprendidas e os erros se repetem no futuro. Que tenha ficado claro que uma guerra pela vida não é vencida com cartazes e câmeras. Propaganda e convencimento são as armas do inimigo, e aceitar essas armas como legítimas é cair nas teias dos covardes.

O ser humano é violento por natureza. O que coloca um limite nessa violência é a violência que o outro aparenta ser capaz de infligir contra você. Não são necessários exemplos complicados para entender isso: o medo das conseqüências é o que organiza a nossa sociedade. As pessoas não deixam de matar porque respeitam a vida, mas sim porque temem as conseqüências da punição. Isso explica o porquê de os assassinatos diários de todos os tipos de animais, para alimentação humana ou outros fins, permanecerem constantes e impunes. Não existe uma ordem que puna os criminosos, e por isso os crimes continuam. Trata-se de um exemplo claro da violência humana, aceita como natural pela maioria mesmo que inconscientemente.

Pessoas passivamente pacifistas costumam dizer que “violência gera violência”. Não é o caso. Violência ineficaz gera mais violência ineficaz. Se a sua violência agride o inimigo, e não o elimina, então você o enche de coragem e motivação para agredi-lo de volta com maior ênfase. Você bate, e toma, e bate, e toma de novo. Tudo o que isso faz é distanciar ambos os lados da raiz do problema, do motivo de tudo ter começado. Mas violência bem dirigida pode resolver muitas coisas, acordar muitas pessoas, e acender a chama da ordem. Esse deve ser o caso quando se trata de uma questão de justiça contra injustiça. Não deve haver nenhuma barreira para a determinação da justiça – todos os meios são legítimos.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Crime é qualquer coisa que é feita contra a sua sobrevivência. Qualquer pecado que seja cometido contra a sua vida é um crime. A lei é a vontade de Deus. A lei deve ser respeitada e considerada como a vontade de Deus, e não como alguma brincadeirinha a ser usada para fins burocráticos e mentirosos. O problema é: o nosso ar está morrendo. Tudo que é um pecado contra o ar é um pecado contra a sua vida.”

Portanto, um crime contra tudo o que permite a vida é um crime direto contra a sua sobrevivência, e uma afronta à vontade de Deus, que é a harmonia da vida. A violência, nesse caso, pode ser a ferramenta para a aplicação da vontade de Deus, a arma contra a injustiça, o maior golpe contra a barbárie:

“O Senhor é homem de guerra; o Senhor é o seu nome.” (Êxodo 15:3)

“Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulosamente; e maldito aquele que retém a sua espada do sangue.” (Jeremias 48:10)

“Porém, das cidades destas nações, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida. Antes destrui-las-ás totalmente, [...] como te ordenou o Senhor teu Deus.” (Deuteronômio 20:16-17)

As passagens acima ilustram esse pensamento. Está do lado do crime aquele que deixar de lutar pelo que é justo e correto, aquele que permitir que os crimes dos homens ofusquem a vontade de Deus. E a missão é simples: destrua-os totalmente, como ordenado por Deus. Isso é uma indicação da violência eficaz – não dê golpes para permitir que o inimigo lhe golpeie. Nunca. Mantenha-se do lado da verdade, da justiça e da harmonia, e faça o que o seu coração mandar para estabelecer a ordem da vida.

Em outras palavras, se o seu amor pela vida dos pobres animais abusados de Pomerode é real e infinito; se o seu sentimento de justiça e de combate ao crime prevalece; se você encara o seu martírio como justificado pela causa da sua missão; então você deve levar a guerra ao inimigo, e cortar o mau pela raiz. Não jogue pedras hoje, porque amanhã o inimigo jogará pedras maiores sobre você. Faça o que tiver que ser feito, e não dê chance do inimigo existir amanhã. Nesse caso, o crime do inimigo é uma trivialidade de poucos. Até onde o inimigo seria capaz de ir para manter essa trivialidade viva? A história indica que ele lutará pouco. Então vá e faça a vontade de Deus, e saiba que os corações que andam na verdade estão contigo.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Triste como poderia parecer para alguns, o medo é a grande necessidade. As pessoas têm crescido maiores do que Deus porque elas simplesmente não temem.”

E Manson disse: “Você poderia tentar contar às pessoas. Eu acho que levaria um terço das pessoas serem crucificadas e abandonadas para que os outros dois terços vissem e aprendessem. Isso, é claro, se você amasse tanto assim as pessoas para aceitar um trabalho desse tamanho.”

Portanto, pelas palavras dos sábios está claro que o medo estabelece as regras. Se a sua violência pelo que é correto é maior do que a violência do inimigo pelo que é trivial, então você irá prevalecer. Faça da guerra a sua guerra!

 Violência em ATWA

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