A busca por confortos pessoais e o contínuo aumento da população humana representam uma verdadeira ameaça às reservas de água do planeta Terra. A água é um dos pilares de ATWA – sem esse elemento, não há mais vida.
O sábio mártir Charles Manson diz: “Você sabia que todas as gotas de chuva, os rios, os lagos, toda a água da Terra é uma única água? Que toda a vida na Terra é uma única vida?”
E Manson diz: “O nosso mundo é formado por água e ar. A nossa fundação está na água, no ar, nas árvores e nos animais.”
De fato, a humanidade se tornou uma usuária tão sedenta das águas subterrâneas do planeta que essa exploração é responsável por um quarto do aumento anual do nível dos oceanos. A estimativa atual é que a exploração de água doce subterrânea mais que dobrou dos anos 1960 para cá, passando de 126 km3 para 283 km3 por ano.
Até que ponto a irresponsabilidade humana passará impune? O problema é que ainda não existem dados precisos sobre a quantidade de água subterrânea no mundo. Ao contrário dos seus irmãos da vida selvagem, o ser humano perdeu o seu instinto de sobrevivência. O homem enxerga nessa dúvida científica uma motivação para prosseguir com a destruição da água. Mas, a esse ritmo, se tais reservas fossem equivalentes aos Grandes Lagos dos Estados Unidos e Canadá, essa fonte de água seria esgotada em menos de 80 anos. A questão é que quando a destruição puder ser precisamente quantificada, será tarde demais.
Não é necessário procurar muito longe para compreender a ameaça das práticas humanas. O interior brasileiro abriga, por exemplo, a maior fração do aquífero Guarani, gigantesca reserva com 1,2 milhão de km2. Hoje, 75% dos municípios do interior paulista precisam usar as águas do aquífero para seu abastecimento – essa dependência é crescente. No caso de Ribeirão Preto, uma das principais cidades do estado, essa dependência é total.
Até quando o homem continuará a se isolar da ordem natural e a contar com a sorte do acaso?
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