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[Savitri Devi - "O Relâmpago e o Sol"] (13)

Abaixo, a décima terceira postagem da tradução em desenvolvimento do livro “O Relâmpago e o Sol”, de Savitri Devi – cortesia da ATWA Brasil.

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Os objetivos destas pessoas – dos homens dentro do Tempo, por excelência – são sempre objetivos egoístas, mesmo quando, devido à sua magnitude material e importância histórica, eles transcendem imensuravelmente a vida do próprio homem, assim como de fato acontece, às vezes. Isso porque o egoísmo – a justificação da “parte” por mais espaço e mais significado do que lhe é naturalmente atribuído no quadro da totalidade – é a própria raiz da desintegração e, portanto, uma característica indissociável do Tempo. Pode-se dizer, praticamente, que quanto mais uma pessoa é completamente e inexoravelmente egoísta, mais ela ou ele vive “dentro do Tempo”.

Mas, como temos dito, o egoísmo se manifesta de muitas maneiras diferentes. Ele pode encontrar expressão na luxúria da mera satisfação pessoal, que caracteriza o libertino sem vergonha; ou na ganância insaciável do avarento pelo ouro; ou na ambição individual do aspirante a honras e posição social; ou na ambição familiar do homem que está preparado para sacrificar todos os interesses de todo o mundo pelo bem estar e pela felicidade de sua esposa e filhos. Mas o egoísmo também pode aparecer na exaltação da tribo ou da nação de um homem acima de todas as outras tribos e nações, não por seu valor inerente à hierarquia natural da Vida, mas apenas por ser a tribo ou a nação específica daquele homem. O egoísmo pode aparecer – ou melhor, muitas vezes aparece – na exaltação indevida de todos os seres humanos, não importando o seu nível de degradação, acima de todo o resto da criação viva, irrespectivamente da saúde e da beleza destes últimos – a paixão que inspira a tirania secular do “homem” sobre a Natureza. O “amor pelo homem” não está em harmonia com os direitos e deveres ordenados por Deus para cada espécie (assim como para cada raça e cada indivíduo), mas existe num espírito de mera solidariedade entre parentes, bons ou maus, dignos ou indignos, apenas porque são os seus próprios. Homens “dentro do Tempo” sabem apenas diferenciar o que é seu e o que é dos outros, e eles amam a si mesmos em tudo o que é deles.

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 [Savitri Devi   O Relâmpago e o Sol] (13)

© 2011 ATWA Brasil


[Savitri Devi - "O Relâmpago e o Sol"] (12)

Abaixo, a décima segunda postagem da tradução em desenvolvimento do livro “O Relâmpago e o Sol”, de Savitri Devi – cortesia da ATWA Brasil.

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Parte 1

Capítulo 3 – Homens dentro do Tempo, acima do Tempo, e contra o Tempo

Todos os homens, na medida em que eles não estão libertos da escravidão do Tempo, seguem o caminho degenerativo da história, sabendo disso ou não, e gostando disso ou não.

Poucos realmente e completamente gostam dessa situação, mesmo em nossa época – e muito menos em idades mais felizes, quando as pessoas liam menos e pensavam mais. Poucos seguem em frente sem hesitações, sem olhar, em algum momento ou outro, tristemente para o distante paraíso perdido que eles sabem, na sua consciência mais profunda, que eles nunca entrarão; o paraíso da Perfeição dentro do tempo – uma coisa tão distante do presente que as primeiras pessoas sobre as quais temos conhecimento lembram apenas como um sonho. No entanto, eles seguem o caminho fatal. Eles obedecem a seu destino.

Essa submissão à terrível lei da decadência – essa aceitação da escravidão do Tempo por criaturas que vagamente sentem que poderiam ser livres dela, mas que acham que essa é uma tarefa árdua demais para ser apostada; que sabem de antemão que nunca teriam sucesso, mesmo que tentassem – está no fundo da infelicidade incurável do homem, lamentada vez após vez nas tragédias gregas, e também muito antes destas terem sido escritas. O homem é infeliz porque ele sabe, e porque ele sente – em geral – que o mundo em que ele vive e do qual ele faz parte não é o que deveria ser, e o que poderia ser, e o que, na verdade, foi na aurora do Tempo, antes da decadência se armar, e antes da violência ter se tornado inevitável. Ele não é capaz de honestamente aceitar esse mundo como o seu – especialmente não aceitar o fato de que tudo está indo de mal a pior – e ainda assim ser feliz. Por mais que ele tente ser um “realista” e arrancar do destino o que ele puder, quando puder, ainda assim um anseio invencível sobre algo melhor continua no fundo do seu coração. Ele não pode – em geral – desejar o mundo como ele atualmente é.

Mas poucas pessoas – tão raras quanto aquelas libertadas, para as quais o Tempo não existe, e talvez ainda mais raras do que isso – desejam tal mundo; e agem de acordo com essa vontade. Estas são as mais aprofundadas, os agentes mais impiedosos e eficazes das forças da morte na Terra: extremamente inteligentes, e por vezes extraordinariamente perspicazes; sempre sem o mínimo de escrúpulos; trabalhando sem hesitação e sem remorsos no sentido de acelerar a queda da história e (mesmo que não consigam enxergar a situação claramente dessa forma) a chegada da sua conclusão lógica: a aniquilação do homem e de toda a vida.

Naturalmente, eles nem sempre vêem tão longe. Mas quando o fazem, ainda assim eles não se importam. Como a Lei do Tempo é o que é, e como o fim deve naturalmente chegar, para eles vale a pena conquistar todo o lucro que for possível durante esse processo que, afinal, mais cedo ou mais tarde, trará o fim. Como ninguém é capaz de recriar o esperado Paraíso perdido – ninguém senão a própria roda do tempo, depois de ter completado o seu ciclo – então para eles, que podem esquecer completamente essa distante visão, ou que nunca foram capazes de vislumbrar seu brilho; eles, que sufocam em si mesmos o anseio pela Perfeição, ou melhor, eles quem nunca puderam experimentá-la; então assim, para eles vale a pena tentar espremer desse momento (minutos ou anos, pouco importa) todos os prazeres intensos e imediatos que eles puderem, até que chegue a hora em que eles deverão morrer. Para eles, vale a pena deixar a sua marca no mundo – e forçar as gerações a lembrá-los – até a hora em que o mundo morrer. Assim eles se sentem. Para eles, tanto faz o que eles podem causar de sofrimento para os homens ou outros seres vivos agindo como eles agem. Tanto os homens como as demais criaturas são obrigados a sofrer, de qualquer maneira – eles pensam. Qualquer coisa vale, através deles assim como através de outros, se isso puder avançar os objetivos destas pessoas.

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 [Savitri Devi   O Relâmpago e o Sol] (12)

© 2011 ATWA Brasil


[Savitri Devi - "O Relâmpago e o Sol"] (11)

Abaixo, a décima primeira postagem da tradução em desenvolvimento do livro “O Relâmpago e o Sol”, de Savitri Devi – cortesia da ATWA Brasil.

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A “verdade desagradável” é que o pacifismo, a não-violência e assim por diante, são, na maioria das vezes, apenas ferramentas em serviço das forças de desintegração; truques desonestos para blefar os tolos, para enfraquecer os fortes, e para colocar milhões de covardes e hipócritas (a maioria do mundo) contra as poucas pessoas cuja inspiração política, perseguida implacavelmente pelo seu fim lógico, poderia, talvez, mesmo agora, parar a decadência do homem.

Como foi dito no início, a não-violência só pode existir em um mundo em que a ordem temporal sócio-política é, na escala humana, uma réplica da eterna Ordem do Cosmos. Qualquer pregação eficaz – e qualquer prática parcial – de pacifismo na política, ou seja, dentro do tempo, fora de tal ordem temporal, leva apenas, em última instância, a uma maior violência; a uma maior exploração da natureza viva, e a uma maior opressão do homem nas mãos daqueles que trabalham pelas forças da morte. Mas, há milênios que a ordem perfeita deixou de existir. Ela deve ser recriada antes que a paz possa florescer. E ela não pode, agora, ser criada de novo sem violência extrema, exercida, desta vez, com um espírito altruísta, por homens de visão.

O melhor caminho para aqueles que desejam sinceramente uma paz justa e duradoura seria, portanto, naturalmente, fazer todo o possível para entregar o mundo para os homens de visão, o mais rapidamente possível; ou pelo menos, não tentar impedi-los de conquistá-lo. Infelizmente, a maioria dos pacifistas ou não querem realmente a paz, e apenas fingem querer, ou então realmente querem tal coisa, mas apenas sob certas condições ideológicas que são incompatíveis com a realidade agora, e que se tornarão mais e mais incompatíveis até o final do atual ciclo histórico. Qualquer violência praticada contra seres humanos os choca. As pessoas que apóiam abertamente o uso da força – seja no espírito mais desinteressado e para o melhor dos propósitos – são, por isso mesmo, um anátema em seus olhos. Ajudá-los a conquistar e dominar o mundo? Oh, não! Tudo menos isso! Os ideais dos homens de visão podem muito bem ser ideais da “Era Dourada”; mas os métodos deles! – a atitude cínica deles em relação à vida humana; a perseguição implacável e impiedosa para a eliminação até mesmo de possíveis obstáculos para a realização rápida de seus objetivos altruístas; sua “lógica terrível” (para citar as palavras de um oficial francês na Alemanha ocupada, depois desta guerra) – os nossos pacifistas nunca poderiam se aliar a estes! Como resultado, eles representam algo muito pior – e geralmente sem saber. Pois, através da sua recusa em encarar os fatos e tomar a única atitude razoável que um verdadeiro amante da paz deveria tomar, eles se tornam instrumentos a serviço das forças de desintegração.

Não é possível ter ambas as coisas: quem não está com as eternas Forças da Vida e Luz, está contra elas. A menos que se viva “fora” ou “acima” do Tempo, caminha-se no sentido da evolução inevitável da história – ou seja, no sentido da decadência e dissolução – ou em protesto contra a corrente dos séculos, em uma luta amarga e aparentemente impossível, mas, no entanto, ainda assim bela, com os olhos fixos sobre os ideais eternos que podem ser traduzidos integralmente para a realidade material uma só vez, no início de cada ciclo sucessivo, por cada nova e sucessiva humanidade. Mas é verdade que a minoria corajosa de homens de ação que lutam “contra o Tempo” por ideais da “Era Dourada” é obrigada a tornar-se, conforme o tempo passa, mais e mais cruel em seu esforço para superar uma oposição universal cada vez mais bem organizada e cada vez mais evasiva. E por essa razão, torna-se cada vez mais difícil para que os pacifistas os sigam. Com toda probabilidade, eles continuarão a preferir identificar-se com os agentes mentirosos das Forças das Trevas. E isso é natural. Mais uma vez: está dentro da lei do tempo. As forças da morte devem ter praticamente todo o mundo sob seu controle antes da vinda de um novo recomeço, que sempre nasce como uma reafirmação do triunfo da Vida.

E assim, dia após dia, ano após ano, agora e no futuro, os poderes conflitantes da luz e das trevas não deixam de travar a sua luta mortal, como sempre fizeram, mas cada vez mais ferozmente na medida em que o tempo passa. E na medida em que o tempo passa, a luta também será mais e mais entre uma violência abertamente reconhecida e abertamente aceita, e uma violência desonestamente dissimulada, sendo a primeira colocada a serviço do mais alto propósito da Vida na Terra – ou seja, a criação de uma humanidade ideal, ou de uma humanidade aos moldes da “Era Dourada” – e a outra, colocada a serviço dos inimigos da Vida. E será assim até que, após a queda final – o “fim do mundo” como nós o conhecemos – a liderança da sobrevivência da humanidade caia para aquela elite vitoriosa que, mesmo em meio à decadência geral do homem, nunca perdeu a fé nos eternos valores cósmicos, nem a vontade de desenhar a partir deles, e somente a partir deles, as suas leis de ação.

Essa elite irá, então, não mais ser obrigada a recorrer à violência para impor sua vontade. Ela irá governar sem oposição em um mundo pacífico, em que a Nova Ordem dos seus sonhos será, para todos, o único estado natural e racional das coisas. Até que o homem esqueça novamente a Verdade imutável, volte a agir como se as leis de ferro de causa e conseqüência não lhe afetassem, e novamente se deteriore.

Nada pode parar a roda do tempo.

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[Savitri Devi - "O Relâmpago e o Sol"] (10)

Abaixo, a décima postagem da tradução em desenvolvimento do livro “O Relâmpago e o Sol”, de Savitri Devi – cortesia da ATWA Brasil.

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Essa desonestidade geral sobre a violência, que tem se tornado progressivamente mais comum desde os primórdios da história, está clara hoje na forma como as pessoas deliberadamente escondem de si próprias e dos outros os horrores que eles perdoam, mas que ainda assim são incapazes de justificar.

Muitas das atrocidades cometidas contra os animais com a intenção de avançar conhecimentos médicos são tão terríveis que, apesar de suas alegadas “justificativas”, é “do interesse da ciência” – e do interesse das questões comerciais do mercado de patentes de medicamentos – não permitir que o público saiba sobre elas. E o público é deliberadamente mantido na ignorância – induzido a acreditar que esses horrores não existem realmente, ou que eles não são, na realidade, tão sanguinolentos quanto parecem ser. Sendo assim, logicamente as inúmeras crueldades cometidas por mera curiosidade ou por luxo, ou por diversão, são as mais escondidas – negadas sutilmente. Milhares de tolos bem-intencionados, que falam sobre o suposto “progresso moral” da nossa época, não têm idéia alguma sobre o que se passa em institutos científicos, no comércio de peles ou nos circos.

Milhares de pessoas igualmente bem-intencionadas e igualmente insensatas, que não questionam o que lhes é dado para ler e sabem pouco além do que lhes é oferecido, também não fazem idéia sobre os horrores perpetrados por seus compatriotas em países de outras pessoas como colonos ou como membros de exércitos de ocupação, ou melhor, não fazem nenhuma idéia sobre o que se passa em seus próprios países, atrás das grades, nas câmaras de tortura para a investigação política, e nos campos de concentração. Na verdade, na Inglaterra e em outras nações democráticas, muitos têm a impressão de que seus governos nunca toleraram coisas tais como campos de concentração e câmaras de tortura para seres humanos. Apenas “o inimigo” tinha essas coisas – isso é o que essas pessoas acreditam. Anos atrás, elas teriam de admitir que “todo mundo tem” essas coisas, e deveria tê-las, porque não se pode executar uma guerra sem esses acessórios desagradáveis, mas extremamente úteis. Mas agora a hipocrisia sobre a violência atingiu o seu ápice. Nunca houve no mundo tanta crueldade, aliada a uma tentativa tão generalizada de escondê-la, de negá-la, esquecê-la e, se possível, fazer com que os outros também a esqueçam. Nunca as pessoas têm sido tão dispostas a esquecê-la, com cenários externos “decentes” e agradáveis – casas e ruas em que nenhuma tortura de homens ou animais pode ser vista ou reconhecida – desde que, evidentemente, não seja a crueldade “do inimigo”. A única vez em que homens e mulheres modernos não tentam minimizar horrores, mas na verdade os exageram (e muitas vezes deliberadamente os inventam) é quando esses são (ou são apresentados como) os horrores do “inimigo” – nunca os seus próprios. E isso é em si apenas uma instância adicional da característica geral dos nossos tempos: o amor pelas mentiras.

O que virou o mundo inteiro tão amargamente contra os francos defensores dos métodos cruéis tanto no governo como nas guerras, não é tanto que eles fossem violentos, mas o fato de que eles eram verdadeiros. Mentirosos odeiam aqueles que contam as verdades desagradáveis, e que agem em conformidade com elas.

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[Savitri Devi - "O Relâmpago e o Sol"] (9)

Abaixo, a nona postagem da tradução em desenvolvimento do livro “O Relâmpago e o Sol”, de Savitri Devi – cortesia da ATWA Brasil.

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Temos falado de dois tipos de violência. Em nenhum caso a diferença na natureza desses dois tipos é mais evidente, talvez, do que na atitude dos defensores – ou condizentes – de cada um com relação à criação viva fora da humanidade.

A violência franca e corajosa, que qualquer idealista com uma visão real é obrigado a usar assim que ele tentar traduzir sua intuição da verdade eterna em ação, em um mundo teimosamente degenerado, curvado sobre a sua própria destruição, é a violência que, dizemos, nunca é exercida – e nunca poderia, logicamente, ser exercida, salvo, talvez, em certos casos de urgência vital – contra quaisquer outras criaturas vivas que não sejam pessoas. Seu único propósito é esmagar, tão rápida e completamente como for possível, toda a resistência a uma ordem sócio-política imposta muito cedo para ser apreciada por todos aqueles a quem ela afetaria. Como veremos, ela não afeta apenas os seres humanos. Ela inclui, e deverá abranger, também, no longo prazo, todos os seres vivos. Caso contrário, ela não seria uma ordem baseada na verdade eterna, e a violência usada para impô-la não se justificaria. Mas apenas os seres humanos podem e se opõem a essa ordem. Apenas eles são, portanto, à medida que se tornam obstáculos ao seu estabelecimento ou à sua manutenção, vítimas justificadas da violência necessária daqueles cujo dever é defendê-la. Como conseqüência do fato de que eles não têm nada a ver com a formação da sociedade humana, os animais inocentes nunca são atormentados por homens que acreditam que, em todo caso, a tortura pode somente ser dispensada quando aplicada para avançar fins impessoais políticos que estejam em harmonia com os princípios eternos.

Esses homens não toleram a imposição de dor sobre as criaturas que vivem para pesquisas destinadas, nas mentes dos torturadores e dos seus apoiadores, a aliviar os sofrimentos da humanidade doente ou para satisfazer simples desejos por informações “científicas”. Porque se eles realmente são expoentes dos ideais da “Era Dourada” – homens de ação, com a consciência da verdade eterna e um amor ardente pela perfeição – não há chance de eles compartilharem, seja sobre a humanidade ou sobre as doenças, ou sobre a ânsia mórbida por um ocioso conhecimento a qualquer custo, os preconceitos comuns que têm vindo a se desenvolver, há séculos, como resultado da crescente decadência deste mundo. Eles não podem acreditar que todas as vidas humanas, degeneradas como possam ser, sejam, necessariamente, válidas de serem salvas. E eles devem acreditar que a melhor forma de erradicar as doenças não é descobrindo novos tratamentos para ensinar homens e mulheres a viverem vidas mais saudáveis, mas sim, antes de tudo, fortalecendo as raças naturalmente privilegiadas com uma política sistemática e racional, aplicada, em primeiro lugar, à arte básica da procriação. E eles devem sentir um desprezo para com todas as formas de pesquisa inúteis, sem falar da curiosidade criminal sobre o mistério da vida, que transformou centenas de homens como Pavlov, ou Voronoff – ou Claude Bernard – em verdadeiros monstros.

Há mais. A ideologia do forte naturalmente anda de mãos dadas com repulsa por todas as formas de crueldade para com os lindos animais indefesos. Nietzsche exaltou a bondade como a maior força do super-homem – “a última vitória do herói sobre si mesmo”. E a bondade que não abrange toda a vida não é bondade de forma alguma. A bondade que leva o homem a “amar os seus inimigos” sem exigir que ele ame as criaturas inocentes da terra, que não lhe causaram nenhum dano intencional; a bondade que o aconselha a poupar as vidas dos homens, mas o permite perseguir e comer os outros animais, e vestir suas peles, ou é hipocrisia ou imbecilidade. A ideologia do forte rejeita esses dois mil anos de contradição com desprezo.

Isto é tão verdade que as únicas pessoas que têm, em nossos tempos, se esforçado para criar uma ordem sócio-política sobre a base de uma tal ideologia; as pessoas que defendem mais consistentemente a violência saudável, necessária, que é indissociável de qualquer luta contra as forças da decadência – os fundadores da Alemanha nacional-socialista – são precisamente aquelas que expressaram o amor mais sincero por toda a Natureza em seu sistema educacional, e fizeram tudo o que podiam para proteger, por lei, tanto os animais como as florestas; é tão verdadeiro, que o líder que os inspirou – Adolf Hitler, agora tão descaradamente caluniado e tão amargamente odiado por um mundo inútil – não só se absteve de carne em sua própria dieta diária, mas é , pelo que sei, o único governante europeu que já contemplou seriamente a possibilidade de um continente sem matadouros, e ele realmente tinha a intenção de tornar esse sonho uma realidade, logo que pudesse.

Compare isso com o tratamento das criaturas nas mãos da maioria das pessoas que negam os indivíduos e raças superiores o direito de serem implacáveis em sua heróica luta contra o Tempo; daqueles que gostariam que nós acreditássemos que eles “amam os seus inimigos” e que eles têm um verdadeiro horror com relação a quaisquer atrocidades! Nós vimos, e nós vemos todos os dias, como os hipócritas tratam os seus inimigos – quando eles os pegam. E nós sabemos quais atrocidades eles podem executar contra outros seres humanos – ou ordenar, ou pelo menos tolerar – quando elas se adaptam às suas finalidades. Eles tratam os animais da mesma maneira. Eles consideram os crimes ocultos diariamente cometidos contra os animais neste mundo cada vez mais perverso, como uma coisa natural, tal como fazem com os que são cometidos contra os homens e mulheres que eles consideram como “fanáticos perigosos”, “criminosos de guerra” e assim por diante.

Naturalmente, eles acham boas desculpas para justificar sua atitude – e sempre farão isso; a lógica foi concedida ao homem para que ele pudesse se justificar aos seus próprios olhos, seja qual for a monstruosidade que ele possa decidir apoiar. Mas suas premissas são totalmente diferentes daquelas das pessoas altruístas que lutam com brutalidade consistente pelos ideais de harmonia com a perfeita ordem cósmica. Seu argumento básico é “o interesse da humanidade” – de forma indiscriminada; o “interesse da humanidade” como um todo; da “maioria” dos seres humanos, bons, maus e indiferentes; e apenas dos seres humanos. Seus ideais – expressão da tendência decadente do Tempo, que acelera o homem para o seu fim – são qualquer coisa, exceto ideais da “Era Dourada”.

Qual é a humanidade que os agentes de bom coração das forças da escuridão querem realmente “salvar”, à custa de sofrimentos indizíveis infligidos a criaturas saudáveis, inocentes e belas nas câmaras de tortura da “ciência”? Certamente não a elite forte e orgulhosa da humanidade, à espera do seu dia para começar um novo ciclo histórico, sobre as ruínas do mundo atual. Esses homens e mulheres que pertencem a essa minoria saudável não precisam de tal medicamento laboriosamente descoberto, e não iriam aceitá-lo. Não. A maioria dos nossos contemporâneos que defendem a imposição de dor sobre as criaturas que vivem em prol da “pesquisa” está preocupada com o alívio do “sofrimento” da humanidade. Eles são cheios desse amor mórbido para com os doentes e os aleijados, os fracos e os deficientes de todo tipo, que o Cristianismo colocou na moda e que é, sem dúvida, um dos sinais mais nauseantes da decadência do homem moderno. Sejam eles professos cristãos ou não, todos se apegam à crença idiota de que é um “dever” salvar, ou pelo menos prorrogar, a qualquer custo, qualquer vida humana, mesmo que sem valor – um dever de prolongar a vida simplesmente porque é uma vida humana. Como conseqüência, eles estão dispostos a sacrificar qualquer número de animais saudáveis e bonitos, se imaginarem que isso poderá ajudar a corrigir os corpos de pessoas que, na maioria dos casos, não teriam sido permitidas a viver, ou melhor, nunca nem teriam nascido, em uma sociedade bem concebida e bem organizada. Em seus olhos, um idiota humano vale mais do que o modelo mais perfeito de vida animal ou vegetal. De fato, enquanto a nossa espécie se degenera, a sua vaidade cresce! E essa vaidade ajuda a manter os homens satisfeitos, embora eles sejam completamente afastados da visão da perfeição, gloriosa e saudável, que dominou a consciência do mundo em sua juventude e que ainda é, e permanecerá até o fim, a visão inspiradora de uma minoria decrescente.

Os relatos das atrocidades cometidas contra os animais inocentes, a fim de encontrar meios para combater doenças em uma humanidade mais e mais contaminada, ou até mesmo a fim de encontrar meios para incentivar vícios para um número cada vez maior de degenerados, encheriam livros inteiros. As abominações semelhantes realizadas por mera curiosidade científica, também. Este não é o lugar para ponderar sobre esse assunto horripilante. No entanto, quando lembramos que as pessoas que desculparam esses e outros horrores, ou melhor, que aprovaram esses horrores – que admiraram alguém como Pasteur, e que nunca disseram nem uma palavra sequer contra outros, como Claude Bernard ou, neste século, Pavlov – quando lembramos que essas pessoas tiveram o descaramento de serem juízes em 1945, 1946 e 1947, e que, com o consentimento do mundo, sentenciaram à morte os médicos alemães, justa ou injustamente acusados de terem realizado experimentos muito menos cruéis a inimigos ativos ou potenciais de tudo o que eles amavam e defendiam, então é um nojo a profundidade de hipocrisia que a humanidade tem alcançado em nossa época. Porque nunca antes, talvez, tal exposição teatral de indignação sobre determinados atos de violência tenha caminhado de mãos dadas com uma tolerância universal de atos de violência muito mais horríveis.

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 [Savitri Devi   O Relâmpago e o Sol] (9)

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[Savitri Devi - "O Relâmpago e o Sol"] (8)

Abaixo, a oitava postagem da tradução em desenvolvimento do livro “O Relâmpago e o Sol”, de Savitri Devi – cortesia da ATWA Brasil.

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Quanto à violência que é usada para avançar os objetivos de guerra das forças da morte, ela é e sempre foi de dois tipos: por um lado, dirigida contra a própria Vida – primeiro, contra toda a inocente Natureza, e então contra os interesses vitais da alta humanidade, em nome do “plano comum” – e, por outro lado, contra os homens em particular que, cada vez mais conscientes da realidade trágica dessa idade da escuridão, adotam uma posição em favor do reconhecimento dos valores eternos da Vida e do restabelecimento da ordem de acordo com a sua verdadeira e eterna base.

De fato, na tentativa de trazer o triunfo da desintegração lenta, mas constante, da cultura, a violência é cada vez menos necessária. O mundo evolui naturalmente para a desintegração, com um ritmo cada vez mais acelerado. Poderia ter sido necessário, uma vez, empurrá-lo desfiladeiro abaixo. Mas isso não tem mais sido necessário, há séculos. O mundo caminha sobre a sua própria destruição, sem ajuda. Nesse sentido, portanto, os guerreiros da desintegração desfrutam de uma tarefa fácil. Eles só têm de seguir e enaltecer as tendências viciosas da maioria cada vez mais desprezível dos homens para se tornarem os queridos do mundo. Mas, em sua guerra contra os poucos, mas mais conscientes e práticos expoentes dos valores mais elevados – os defensores da hierarquia natural das raças; os adoradores da luz, da força, da juventude – eles são (e estão vinculados a ser) cada vez mais violentos, ou melhor, mais e mais implacavelmente cruéis. O ódio deles cresce enquanto a história se desenrola, como se eles soubessem – como se eles sentissem, com a agudeza da percepção física – que cada uma de suas vitórias, espetaculares como possam parecer, os traz para mais perto da queda final redentora na qual eles se encontram vinculados a perder, e da qual seus superiores, agora perseguidos, serão obrigados a emergir como os líderes da Nova Era – os super-homens, no início do próximo ciclo de tempo – mais do que nunca como deuses. O ódio deles cresce, e sua ferocidade também, com a aproximação da queda redentora e, junto com ela, o alvorecer da Nova Ordem universal, tão inevitável como a chegada da primavera. Como a história dos últimos anos tem mostrado – como a história da escura Europa (e dos orgulhosos, mas pobres japoneses) mostraria hoje, se apenas os seus horrores escondidos fossem revelados – nada é pior em termos de violência do que a perseguição dos melhores homens e mulheres do mundo pelos agentes das forças da morte, nesse último período da “Era das Trevas”. Assim como as crianças da Luz, esses também – embora por motivos contrários – agem sob a pressão inflexível do tempo. Eles têm poucos anos para tentar acabar com a eterna ideologia divina; para esmagar o máximo de seus adeptos que puderem, antes de serem, eles próprios, transformados em pó em uma guerra fratricida de demônios contra demônios.

Eles estão com pressa – não como a heróica elite, por impaciência generosa; não por um desejo de ver a “Era da Verdade” ser restabelecida antes de seu tempo, mas apenas por uma luxúria febril; por uma vontade de roubar do mundo, para si mesmos, todas as vantagens materiais e todas as satisfações da vaidade que forem possíveis, antes que seja tarde demais. E conforme o tempo passa, essa pressa se transforma em delírio. O único obstáculo em seu caminho que ainda os desafia – que irá sempre desafiá-los, até o fim – é precisamente essa elite orgulhosa a qual o desastre não desanima, a qual a tortura não pode quebrar, a qual o dinheiro não pode comprar. Consciente ou inconscientemente, sejam eles próprios completamente maus, ou apenas cegos por uma estupidez inata, os agentes da desintegração guerreiam contra os homens de ouro e aço com uma fúria infernal, sem esmorecer.

Mas deles não é a violência franca e desavergonhada dos inspirados idealistas que lutam para trazer de volta, rapidamente, a elevada ordem sociopolítica que é boa demais para o mundo indigno de sua época. A deles é um tipo de violência covarde, safada, escondida, mais e mais eficaz por ser, do lado de fora, mais enfaticamente negada, tanto pelos miseráveis que a aplicam ou aceitam, como pelos estúpidos bem-intencionados que realmente acreditam que tal coisa não exista. Ela é motivada por sentimentos que não se pode apresentar, mesmo em um mundo degenerado, sem correr o risco de derrotar o próprio propósito: por puro ódio, enraizado na inveja – o ódio dos fracos inúteis com relação aos fortes, por não outro motivo senão por eles serem realmente fortes; o ódio das almas feias (encarnado, mais frequentemente, em corpos não menos feios) com relação aos de grande beleza natural; com relação à nobre, magnânima, abnegada, e real aristocracia do mundo; o ódio do infeliz, e mais ainda, do tedioso – daqueles que vivem apenas por seus bolsos, e não têm nenhum motivo para morrer – com relação àqueles que vivem, e estão prontos para morrer, por valores eternos. Assim é, cada vez mais, a violência generalizada dos nossos tempos, cada vez menos reconhecida, em seu disfarce sutil, até mesmo para as pessoas que realmente sofrem com ela.

Os povos da antiguidade sabiam melhor do que nossos contemporâneos sobre quem eram seus amigos e quem eram seus inimigos. E isso é natural. Em um mundo correndo para sua perdição, é natural o aumento da ignorância – a ignorância precisamente dessas coisas que se deve conhecer melhor para sobreviver. Os antigos sofriam, mas sabiam a quem amaldiçoar. Os homens e mulheres modernos, como regra, não sabem; realmente não se importam de saber; são preguiçosos demais, cansados demais, próximos demais do fim do seu mundo para se darem ao trabalho de questionar qualquer coisa seriamente. E os malandros espertos, eles próprios os autores de todo esse mal, os incitam a jogar a culpa sobre as únicas pessoas cuja infalível sabedoria e amor poderiam tê-los salvado, se eles quisessem ter sido salvos; sobre essa elite odiada que se posiciona contra a corrente do Tempo, com a visão do glorioso novo Início por trás da desgraça do mundo atual, clara e brilhante diante de seus olhos. A totalidade do montante de baboseiras escritas e contadas desde o final da Segunda Guerra Mundial (e mesmo antes do seu final, nos jornais e nas estações de rádio controladas pelos Poderes Democráticos) sobre os sofrimentos dos povos europeus, é o exemplo flagrante mais recente desta campanha sistemática de mentiras, mais e mais comum na medida em que as forças da desintegração se tornam, com o tempo, mais bem sucedidas e secretas. A Europa está em ruínas – consequência de seis anos de bombardeamentos desumanos. As Nações Unidas fizeram o bombardeio, a fim de acabar com o Nacional-Socialismo – a única coisa que poderia ter restaurado a ordem e a sanidade na Europa, se o altruísmo absoluto, combinado com genialidade, fosse capaz de virar a maré do tempo em um mundo condenado. E agora as pessoas dizem que o Nacional-Socialismo é responsável por todos os males que os bombardeios tenham causado, e que o seu inspirador fundador é o maior egoísta megalomaníaco que já pisou nesta terra. Algumas pessoas acreditam nisso – até mesmo na Alemanha; ou estavam preparadas para acreditar em 1945, antes que tivessem um gosto do substituto que as democracias lhes ofereceriam no lugar do regime muito criticado. A maioria das pessoas acredita nisso no resto da Europa. Os vilões insidiosos, completamente desonestos com relação à violência, que definiram o tom dessa propaganda, têm uma tarefa fácil: eles trabalham no sentido do Tempo: para a desordem, levando à desintegração; para a destruição de tudo o que ainda é forte e valioso no momento presente da humanidade; de tudo o que é destinado a sobreviver, apesar de tudo, a vinda da destruição. E eles exploram muito as características de uma época decadente: o ódio de toda a disciplina óbvia e de toda a liderança visível e tangível (e responsável), aliado à crescente arrogância, aumentando a imbecilidade, e, conseqüentemente, aumentando também a ingenuidade.

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 [Savitri Devi   O Relâmpago e o Sol] (8)

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Charles Manson: O verdadeiro espírito de Natal

manson papainoel Charles Manson: O verdadeiro espírito de Natal

A mídia sensacionalista é mesmo uma aberração. Quando o primeiro jornalista ficou sabendo sobre a história do telefone celular de Charles Manson na prisão, no dia seguinte uma matéria estampou a capa dos jornais. Isso porque o teor do artigo combinaria com o personagem de Charles Manson que a mídia criou. Mas quando fatos surgem que posicionam Manson em uma situação diferente desse mito de fabricações, ninguém ouve falar. É parte do nosso dever, portanto, levar essas informações àqueles que se interessam.

Charles Manson salvou o Natal para muitas crianças carentes. Uma organização americana chamada “Toys for Tots in Northridge” (em português, “Brinquedos para Crianças em Northridge”), baseada na Califórnia, havia comunicado que em função da crise econômica dos Estados Unidos, eles estavam recebendo pouquíssimas doações para as crianças em 2010. Manson viu o anúncio, e sentindo na pele como é ser uma criança abandonada em meio às festas natalinas, ele decidiu silenciosamente ajudar com o pouco que podia de dentro da sua cela na Prisão Estadual de Corcoran.

Charles Manson conseguiu juntar mais de 500 dólares do seu próprio dinheiro e peças de arte pintadas por ele na prisão e vendidas através de seus contatos. Ele encaminhou todo o dinheiro para a “Toys for Tots in Northridge”. Manson foi nomeado o maior doador da organização em 2010, e apesar da crise americana, todas as crianças carentes de Northridge receberam brinquedos.

O representante da “Toys for Tots in Northridge” procurou Manson para agradecer pessoalmente pela doação. A resposta de Charles Manson foi a seguinte: “Eu não quero crédito por isso. Se tudo o que você disse foi uma mentira, você ainda seria um anjo se comparado a mim. Favores por amor. O medo tem um grande poder, isso é verdade. Mas o amor suave, o amor doce, o amor incontrolável, vem sem palavras.”

Manson também disse: “Está em andamento o planejamento para no ano que vem levar brinquedos para parques locais e entregá-los para jovens dependentes químicos e filhos de prostitutas – crianças que raramente são ajudadas por organizações de caridade”.

Do fundo da sua cela escura na Califórnia, carregando o peso da culpa, do medo e das incertezas daqueles que atropelaram os seus direitos, Charles Manson deu o seu passeio matinal pela região, e deu exemplo do verdadeiro espírito natalino.

 Charles Manson: O verdadeiro espírito de Natal

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Charles Manson: “Pecar contra ATWA…”

manson linhadeatwa Charles Manson: Pecar contra ATWA…

“Você tem X tempo para salvar ATWA. As pessoas passam por cima de você e param você, empilham pedras no seu caminho e roubam o seu esforço, e em breve a sua vida passa e os atores e as bandas de rock and roll e as pessoas da TV dizem: ‘Hahaha, olha lá aquele homem louco.’ E aí lentamente eles começam a se tornar conscientes sobre o que você disse, porque eles repetem isso por dinheiro e não sabem sobre, mas eles estão usando os seus pensamentos e o seu jeito, e eles começam a compreender a pouca chance de vida de ATWA como uma realidade.

Você já viu alguém que sabia que iria morrer? Eles fogem da morte. Você sabe o que as pessoas farão pelo medo de morrer? O medo dos Vikings construiu castelos. Se alguém interrompe a sua vida para que ele possa ser uma estrela do cinema, e outros vêem ele sair impune disso, e fazem a mesma coisa, e outros também fazem a mesma coisa, as pessoas de ATWA percebem que a única vida na Terra se foi com aquele pensamento, e que não pode mais ser salvo. E as mortes começam, e eles percebem que a única forma de retornar ao trilho é usar essa câmara como puderem, e os atores vêem isso e correm para seus agentes e as pessoas que lhes pagam, e lhes colocam a serviço disso, e a ordem das coisas é alterada.

Para mim é apenas um pensamento. As formigas vermelhas e as formigas pretas já comeram todas as formigas brancas, e elas têm se comido. O meu maior e melhor eram piores do que um zoológico perfeito, mais profundo do que o nada, gritando de volta paras os ciclos da história e para os desejos de morte dos atores da época.

O ponto de partida é: qualquer um que pecar contra ATWA deve recompensá-la, ou embarcar nos trens para os campos da morte ou para a frente de batalha russa.”

- Charles Manson

 Charles Manson: Pecar contra ATWA…

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ATWA: Naturalidade acima de ecologia

atwa naturalidade ATWA: Naturalidade acima de ecologia

O mundo moderno é especialista em adulterações. Poderíamos dizer que a base da mentalidade atual é o produto de uma adulteração global. O sexo se apresenta como amor, a cidade como o ideal, e a democracia como liberdade. Tudo está adulterado. Para contestar a brutal degradação do amor e da espiritualidade, inventou-se a divinização do sexo, a destruição da família, o divórcio como normalidade. Promoveu-se e financiou-se a arte-lixo para manter as estatísticas da “cultura” atual. Uma Terra vazia que preenche o espaço da arte e da espiritualidade à base de lixo envolto em frases de críticos bem pagos – todos adoradores do Deus-Dinheiro.

Pois o mesmo aconteceu com a destruição massiva do meio ambiente – e sequestraram a ecologia. Em primeiro momento, isso pode fazer tremer algum apaixonado pelo meio ambiente e pelos princípios ecológicos. Pode parecer também contraditório para o que ATWA propõe. Mas lamentavelmente, é verdade.

A ecologia é uma palavra adulterada. Eliminou-se seu conteúdo original, dos ideais de pessoas como Konrad Lorenz, e criou-se um Frankenstein moderno “ecologista”, uma mistura de todas as imperfeições possíveis, aglutinadas mediante a mentalidade moderna e cidadã do “consumista consciente”. Outros adotaram uma “ecologia política conscientizada”, uma espécie marxista que protesta pelos erros do capitalismo, e sonha com uma nova versão de sociedade materialista, semelhante à qual realizou a destruição ecológica maior da história: a URSS, onde o desprezo pelo meio ambiente foi ainda maior do que registrado no capitalismo.

A ecologia atual é um “mercado do verde”, e não um sentimento de integração com a natureza. A idéia original foi convertida de uma ciência para uma adulteração política, para poder assim tornar coerente a venda da “solução” para a ameaça do meio ambiente pelos princípios homocêntricos e economistas do modo de vida atual. Os movimentos considerados “verdes” são parte do problema, uma vez que se passou o tempo de pregar “consciência” e falar em “eficiência”. Os seguidores do Deus-Dinheiro – criado pelo próprio homem – adoram seus ídolos nos bancos, enquanto a natureza é vendida muitas vezes como obstáculo aos ganhos financeiros.

Nossa posição é, por outro lado, perfeitamente coerente com nossos princípios diferencialistas e naturais. A raiz do pensamento de ATWA se baseia precisamente nos valores da natureza, e, portanto, era de prever que o conceito de relação com a natureza fosse absolutamente coerente com sua ideologia, uma vez que parece claro que os princípios de igualdade se chocam radicalmente contra uma relação lógica homem-natureza.

O nosso interesse é acabar com a base de todo o problema. Para nós, as relações homem-natureza estão dadas por uma concepção ética do homem e por uma definição da natureza como objeto de direito, e não como mero “elemento de uso”. Rejeitamos absolutamente o antropocentrismo, a base mítica sobre a qual se fundamenta a exploração materialista e as relações economistas homem-natureza.

Deve existir uma profunda relação de amor e respeito a todo o natural, de forma que cada pessoa “viva a natureza”, e seja parte dela. A educação e a convivência na natureza e com os animais não é um aspecto secundário da existência, mas sim a sua base. É nesse contexto que a natureza se torna um objeto de direito do homem. Mas sem esse respeito mútuo, o homem está no crime contra a ordem natural, agindo de forma semelhante a um câncer lutando contra a vida do corpo humano.

E com isso entramos no conceito básico de naturalidade. Para uma pessoa sensível normal, dessas que vivem em povoados menores, longe da deformação imposta nas grandes cidades, passear pelo campo não é uma “libertação temporária em um fim de semana”, mas um ato normal de sua vida. É o dia-a-dia. É gente que vive perto dos montes e dos campos, em contato natural com os cachorros e com os animais, que ama o meio ambiente do seu povoado, conhece suas colinas e suas formas, sabe onde estão os vales e fontes de sua região, sabe onde encontrar coelhos, plantas e pássaros, reconhece seus cantos e nomes. Esse tipo de pessoa não é o mesmo tipo de humano que os macro-cidadãos, que não sabem nada de seu entorno, que para eles passear é um luxo e tratar animais é algo exclusivo dos zoológicos, que não conhecem sua região nem viram em meses seus rios e montes. Para a cidade, caminhar é uma obrigação, e observar o vôo dos pássaros uma inutilidade que ninguém vê.

Por fim, esses macro-cidadãos são ecologistas. A ecologia existe porque predomina essa loucura de cimento e asfalto, parques industriais e cidades. A ecologia existe para os quais perderam a noção da terra úmida, e para os quais se cansam se sobem em uma colina próxima. A ecologia substitui a naturalidade nos cidadãos que ainda resistem à sua condição de semi-homens.

Mas para a gente sã, para os quais amam seu entorno porque vivem nele, para os quais o rio de carros é antinatural, para os que “ouvem” o ruído infernal das ruas e vêem as paredes de cimento como algo artificial, para os quais os bosques são sua normalidade e conhecem os detalhes de seus caminhos, para esses não é preciso a ecologia, mas sim evitar que os homens zumbis lhes tirem a sua naturalidade.

Temos de entender os inimigos de ATWA da seguinte forma: perderam a parte natural do homem, se converteram em seres desenraizados, aliados ao materialismo, ao mecanicismo. São seguidores do Deus-Dinheiro, adoradores de seus ídolos na Terra. Os bancos mandam, apesar da maioria deles não perceber, no andamento das suas vidas. Por isso aspiram à ecologia, porque perderam a naturalidade, e não estão em harmonia com eles mesmos e com a ordem natural.

Nossa luta é para recuperar o sentido natural do mundo. Esse é o objetivo, e não a ecologia. Não as medidas de eficiência, nem as reivindicações eco-marxistas. Todos somos o problema, porque todos nós perdemos a naturalidade. E na guerra contra ATWA, não existe vitória para o homem.

 ATWA: Naturalidade acima de ecologia

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Baleias ilustram a perfeição de ATWA

atwa baleias Baleias ilustram a perfeição de ATWA

O caso da caça de baleias ilustra perfeitamente a unicidade de ATWA – a união e interdependência de todas as formas de vida em nosso planeta. O crime contra a sobrevivência desses animais esboça a ignorância dos homens, das mentes do dinheiro. Enquanto essas vidas são roubadas, transformadas em lucro para uns poucos, o caçador parece cego quanto à realidade de que o golpe é também contra a vida dele mesmo: no sistema da unicidade da vida, aquela vida é a sua vida. O carma natural retornará.

As nações pró-caça perpetuaram mitos para justificar a matança. Esses mitos são disseminados pela mídia de alguns dos países pró-caça, como a Noruega, o Japão e a Islândia, e financiados por outros atores comerciais envolvidos no processo da caça.

Entre os principais mitos, está o de que as baleias comem muito peixe, reduzindo os estoques pesqueiros, deixando menos para os seres humanos. Trata-se de um argumento egoísta, típico da ética antropocêntrica do homem moderno, que posiciona o homem como administrador legítimo dos assuntos do planeta. Não passa de falta de inteligência e conhecimento sobre ATWA, o sistema de suporte de vida do planeta Terra. Os mares vêm convivendo com os peixes e as baleias há milênios – até que os humanos chegaram. O maior impacto nesse relacionamento se deu com o desenvolvimento da tecnologia a vapor, que possibilitou “arrastões” para pilhar os oceanos. Obviamente, o homem é a espécie invasora.

Outro mito comum é a ironia de que “a caça é feita de forma humanitária”. Logicamente, é humanitária mesmo, considerando que se trata de assassinatos para abastecer os desejos e confortos dos humanos. Mas não é esse o argumento dos criminosos. Com “forma humanitária”, os assassinos querem dizer que os animais não sofrem com a perda das suas vidas. Os caçadores dizem que eles usam arpões com explosivos para matar os animais “rapidamente”. Ironicamente, esse argumento não considera a vontade da baleia de sobreviver. Mesmo assim, os pontos do argumento não passam de mitos: a Comissão Internacional da Baleia estima que a morte leva, em média, 14 minutos – se o arpão for atirado com eficácia. Se não, pode ultrapassar uma hora. As baleias que não morrem imediatamente são supostamente alvejadas com rifles, mas é comum também que elas sejam arrastadas até se afogarem.

Esse último mito foi desmascarado absolutamente com imagens divulgadas recentemente pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, na sigla em inglês). O vídeo mostra um baleeiro norueguês usando arpões explosivos para matar as baleias em 23 de maio desse ano. A tripulação passa 22 minutos tentando se certificar de que a baleia está morta. O mamífero sofre por cerca de duas horas e depois é atingido por um outro arpão lançado pelo navio norueguês, quando finalmente morre. Se for isso que os criminosos querem chamar de “forma humanitária”, então que fique evidente que se trata de tortura e assassinato – nada além disso.

Sobre esses crimes, está marcada para o dia 21 de junho uma reunião da Comissão Internacional da Baleia, em Agadir, no Marrocos, em que os 88 países membros vão votar uma proposta da comissão de permitir a caça controlada do animal. Ironicamente, o Japão estaria comprando votos de pequenas nações para ganhar apoio pró-caça. Países como São Cristóvão e Nevis, Grenada, Ilhas Marshall, Kiribati, Guiné e Costa do Marfim se mostraram interessados em negociar seus votos na comissão. Eles estariam recebendo ajuda financeira do Japão em troca de seus votos favoráveis à caça. Alguns países alegaram que o Japão também ofereceu dinheiro para gastarem nas despesas da reunião da comissão e até mesmo garotas de programa para ministros e diplomatas.

Dessa forma, se faz a lei pelas mãos dos homens: mais um exemplo de como atuam as mentes do dinheiro em conflito com ATWA. Se a comissão aprovar a caça das baleias, será interessante saber se, no futuro, será lembrado que o genocídio contra esses animais foi aprovado em troca de dinheiro e prostitutas japonesas.

O ciclo e a perfeição de ATWA estão claros para todos que vêem. Um sistema perfeito e harmônico, em equilíbrio com tudo o que vive nesse planeta. Nem todos os homens são iguais, mas o coletivo denuncia a espécie: um câncer que se multiplica sem controle nas células do corpo da Terra, destruindo esse equilíbrio a cada dia.

Um exemplo dessa perfeição dos sistemas vivos é encontrado na recente pesquisa da Universidade Flinders, na Austrália, sobre como as fezes de baleias ajudam a absorver o dióxido de carbono do ar – exatamente o que os homens estão se provando incapazes de fazer com as próprias mãos, tecnologia e bom senso. A beleza é impressionante: as baleias do Oceano Antártico liberam cerca de 50 toneladas de ferro em suas fezes por ano, o que estimula o crescimento de plantas marinhas (fitoplâncton) que absorvem gás carbônico durante a fotossíntese. O processo resulta na absorção de cerca de 400 mil toneladas de carbono, mais do que o dobro do que as baleias liberam na respiração, segundo o estudo dos australianos. Eis aqui um exemplo de um ser vivo responsável, capaz de sobreviver em aliança com o planeta.

O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha nessa parte do mundo, e o crescimento dessas pequenas plantas é limitado à quantidade de nutrientes disponível, incluindo o ferro. As baleias se alimentam basicamente de lulas no fundo do oceano e defecam nas águas mais próximas da superfície onde o fitoplâncton pode crescer, tendo acesso à luz. O fitoplâncton é consumido por animais marinhos minúsculos – como o zooplâncton – que, por sua vez, são consumidos por criaturas maiores que fazem parte do cardápio das baleias. Um ciclo fechado, perfeito. A interferência do homem resulta em roubar uma peça desse quebra-cabeça em equilíbrio. Os efeitos disso não são limitados à cadeia alimentar marinha.

Esse caso das baleias serve como testemunha da perfeição de ATWA e da guerra declarada pelo homem contra o sistema de suporte de vida do planeta. Mitos são disseminados por aqueles que lucram com o crime; os criminosos compram a lei dos fracos e ignorantes com moedas e prostitutas; o desequilíbrio do que é perfeito é incentivado; e para terminar, o ciclo é fechado: os erros voltarão contra os homens, pois a vontade de Deus é uma e será respeitada. O erro é não compreender que contra ATWA não existe vitória – ou você está lutando pela vida, ou está lutando pela morte.

 Baleias ilustram a perfeição de ATWA

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Charles Manson: “As câmaras do meu tribunal…”

atwa tribunaldamente Charles Manson: As câmaras do meu tribunal...

“Em toda a minha vida, e onde eu vivi, as maneiras que as coisas vieram até mim tiveram muita influência sobre o que eu sou, o que eu faço, onde eu vou, onde eu não vou, de onde eu venho. O tribunal dos meus dias, no meu tempo, tornou-se uma câmara do meu tribunal em meus pensamentos e na minha mente. Nós fazemos o que o tribunal diz, de uma maneira ou outra, se queremos sobreviver, viver e ter uma vida. Eu sou o que o tribunal diz que eu sou, goste ou não. Eu sou as câmaras do meu tribunal.

Em outras palavras, se os tribunais pegam você, levam você e obtém um veredicto, isso torna tudo uma realidade. Muito mais do que o médico assinar sua certidão de nascimento! Você está confirmado pelo tribunal como sendo o que você é! Não tem nada a ver com qualquer outra realidade, apenas com a do juiz que se senta no tribunal e representa o olho no dinheiro.

Isso quer dizer o seguinte: real só pode ser o que o tribunal diz! O tribunal diz que eu sou uma seita e um líder, goste disso ou não. Eu sou um negociador da vida e da morte! O que eu fiz ou não fiz antes, está no vento. Em outras palavras, não importa o que eu fiz antes. O que o tribunal diz é o que eu tenho que fazer agora. O que o tribunal diz permanece. Fica para sempre!

Em todos os tribunais em que eu estive, a minha mente é apenas uma câmara. O buraco do qual eu saí foi a prisão. Você pode chamá-la de mãe, mas era a prisão. Tudo o que está em tudo, está detido na prisão de tudo o que não é. E o nada tem de tudo! E não é a prisão tudo, acusada de ser nada, ou é nada detido por tudo?

Isso é um pensamento inteligente, de uma forma de vida inteligente, que sofreu por 60 anos para acordar para esse axioma. Quando as pessoas mentem para ou sobre mim, e não me deixam ser o que eu sou, elas acabam com esse julgamento sobre elas mesmas. (Não tem nada a ver comigo. Levei muito tempo para acordar para isso, também.) Eu posso ajudar uma pessoa, mas não até que ela veja e saiba, eu posso e serei verdadeiro! Se você sabe que eu vou ser sincero, só pode ser porque você também será sincero. Mas primeiro a pessoa deve ser verdadeira e correta com ela mesma, comigo.

O que foi feito contra mim na minha vontade, é a vontade que virá de volta, contra eles. E é o meu tribunal. Eu sou Charles. O tribunal disse isso, e eu estava lá antes de eu ter conhecido qualquer pessoa que estivesse viva em 1969. Eu tenho sido os tribunais, e tudo o que era e que poderia ser, e eu fui ao médico e lhe entreguei a minha vida! Eu comprei o hospital com meu dinheiro da prisão, e fui enganado sobre isso. Isso retornará na verdade, até que a honra e a justiça sejam recolocadas em seus devidos lugares.

(Em outras palavras, o que isso significa é que eu desisti de uma operação de hérnia, me deitei e arrisquei perder a minha vida! Porque eles não me deixavam ir a um hospital fora da prisão. Disseram que era um plano de fuga. Então, eles disseram que queriam usar isso para ir para Sacramento, e apropriarem-se de 7 milhões de dólares, usar a notoriedade do meu caso para fazer 7 milhões de dólares dos fundos da prisão, para construir esse hospital. E o doutor disse que se eu fizesse isso, e eles conseguissem o hospital, que eles me dariam a primeira vassoura. Eu deveria ser a vassoura no hospital. Eu fiz esse trabalho na prisão federal, e eu fiz isso em Vacaville, e era para eu conseguir esse emprego no hospital, e eu estaria ajudando a todos, como eu sempre fiz.)

Quando uma pessoa mente, ela está com as mentiras. Foi-me dito que eu iria ganhar essas coisas. Eu ganharia a primeira vassoura no novo hospital, e as pessoas pensaram que me enganaram, mas os truques sempre voltam ao local onde eles começaram.

Susan Atkins tem mentido para as pessoas, e quem mente pensa que todo mundo também mente. Então o que aconteceu lá, o motivo de eu estar escrevendo essa carta, e enviar essa carta, é que o médico está sob acusação e todo mundo está de olho no caso dele. E ele está agora em um tribunal, e ele não pode existir porque ele tem mentiras demais sobre ele. Ele tem as mentiras do hindu vindo e dizendo que ele é o médico. Porque o cara que tocou fogo em mim, você se lembra disso? Ele matou o pai dele por um guru hindu, que disse que só havia cura com Deus. Então, assim que ele matou o pai dele, o guru fez um corte de cabelo, virou-se, e voltou como um médico. Ele disse que ele não tinha nada a ver com esse cara. Você entende? Então, quando eu fui fazer uma colonoscopia, ele estava por cima do meu médico (que me fez a operação de hérnia), com uma mentira que tinha a ver com algum cara que havia matado a esposa dele. E ele estava enganando esse hindu, o fazendo pensar que ele era um hindu também, e ele aceitou essa religião, entende?

E ele fingiu que ele havia se enforcado, e o hindu o deixou sair pela porta dos fundos, em um programa de testemunhas, com o administrador de outro programa que estava mentindo sobre os cristãos. Quando ele viu o cristão mentindo, pregando mentiras por todos os lados, então ele só seguiu o exemplo, e não há verdade no que eles estão fazendo, não há honra! Você entende isso? Então o cara volta para mim porque eles estão processando ele. E eles estão retirando o diploma dele, e roubando a sua vida, e ele não pode obter o hospital dele, e ele não pode ter os seus médicos, e ele está perdendo toda a sua associação médica! Você entende? Porque basta um buraco no barco para afundá-lo! Eu estou tentando consertar o buraco no meu barco para que eu possa começar a navegar com ele.

E eu não consigo encontrar nenhum sinal de justiça. Eu mal consigo passar essa carta para fora dessa porta. Em outras palavras, eu estou tendo problemas até em enviar cartas para você!

Eu tenho pessoas aqui que pensam que estão tomando alguma coisa de mim. Seja o que for, é cheio de confusão, mentiras e mais mentiras. E eu não posso ter nada direito nesse lugar, cara. Eles roubam as minhas coisas e fazem tudo o que querem fazer com a minha vida. Eles mandaram embora três gerações de visitantes. Eles expulsaram a Cappy. Expulsaram a Ansome e o T.J. Falaram que eles haviam morrido.

Deixe-me dizer isso a você: você não pode fingir! Tem que ser real ou não vai funcionar. Se não é real e não é verdade, simplesmente não vai dar certo, cara. Você tem que ser real, você tem que ser justo, você tem que fazê-lo da maneira que deveria ser feito, e isso não tem nada a ver comigo. ‘Comigo’ é só uma palavra, cara.

A justiça pertence a todos. Tudo o que eu estou dizendo é todo mundo. Eu não sou o único. Não há ninguém que é o único. Todo mundo é o único. Todo mundo tem o único dentro deles.

-Manson”

 Charles Manson: As câmaras do meu tribunal...

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Eugenia em síntese (Parte 4)

atwa eugenia3 Eugenia em síntese (Parte 4)

Continuamos com as cinco questões para dissecar a questão da inteligência na hereditariedade. Nessa quarta parte da série, lidaremos com a questão número três:

3. Quanto mais alto o nível da civilização, melhor é para a população.

Afirmar que “quanto mais alto o nível da civilização, melhor é para a população” é algo axiomático, bem como afirmar que “é melhor ser saudável do que ter uma doença”. Está claro para todo mundo que as pessoas que vivem em países com um elevado nível de civilização têm mais de tudo o que é universalmente considerado bom, e menos de tudo o que é universalmente considerado ruim. Por exemplo, eles têm mais dinheiro, melhor comida, roupas melhores, casas maiores e melhores, educação melhor, uma vida mais longa, menos doenças, menos incertezas em suas vidas, menos criminalidade, melhor assistência médica e dentária, mais poder pessoal, mais felicidade e satisfação, menos angústia e desespero. Obviamente, sempre existem exceções à regra, mas de modo geral, esse é o caso.

Pergunta: “Por que um grande número de pessoas provenientes de países com baixos níveis de civilização arriscam as suas vidas todos os anos para chegar a países com altos níveis de civilização, embora nunca o inverso ocorra?” Resposta: “Elas arriscam as suas vidas porque eles pensam que a vida é muito melhor lá, e elas estão certas”. Se não fosse esse o caso, por que essa migração unilateral ocorreria?

A prosperidade econômica explica uma grande parte desse quadro. Em “QI e a Riqueza das Nações”, Lynn e Vanhanen (2002) reuniram dados de 185 países e descobriram que a média de QI de uma nação correlaciona 0,7 com o seu per capita do Produto Interno Bruto (PIB), e que o QI é o fator mais importante para a riqueza de uma nação. Uma economia de mercado e a presença de recursos naturais foram segundo e terceiro, respectivamente.

Na próxima parte da série, entraremos em maior detalhe na questão número quatro: estamos a evoluir para se tornar menos inteligentes a cada nova geração.

Para ler a parte três da série “Eugenia em síntese”, clique aqui

Para ler a parte cinco da série “Eugenia em síntese”, clique aqui

 Eugenia em síntese (Parte 4)

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Em guerra contra os biopiratas

biopiratas1 Em guerra contra os biopiratas

Os países ricos funcionam como biopiratas, saqueando terras distantes por alimento, matérias-primas e mão de obra barata. Eles saqueiam outros ecossistemas mais ricos porque já em grande parte destruíram os seus próprios. Além disso, os biopiratas parecem unidos para bloquear esforços globais para apontar o dedo para a verdadeira razão de o porquê o ritmo de extinções hoje ser mil vezes mais elevado do que o natural do planeta Terra.

Os políticos europeus, biopiratas de paletós, se disseram “chocados” ao saber que apenas 17% dos ecossistemas da Europa estão em “boa forma”. O alarme soou essa semana, no último dia da Conferência da ONU de Políticas de Biodiversidade e Ciência, em Paris. Ainda assim, é interessante ver como existe a cautela – ou falta de informação – sobre o funcionamento dos nossos sistemas de suporte de vida. Quer dizer então que 17% dos ecossistemas europeus estão em “boa forma”? E o que seria “boa forma”? Toda a vida da Terra é uma única vida. Correto seria afirmar que “resta aos europeus 17% da sua vida” – simples assim. Não existe nada em “boa forma” quando 83% do que é vivo foi assassinado por práticas humanas.

De fato, a maioria dos sistemas naturais da Europa, que fornecem serviços essenciais como comida, ar puro, água e regulação do clima, está em declínio há anos. Acontece que poucas pessoas na Europa realmente reconhecem esse fato. Isso porque os ricos são “pessoas da geosfera”, que se ajudam com serviços ecológicos por todo o mundo. Os pobres, por outro lado, são “pessoas do ecossistema”, que dependem diretamente dos recursos locais para a sua subsistência. O povo do ecossistema não pode pagar – ou não pensa em pagar – para obter a sua água ou comida em outros lugares. Assim que os seus próprios ecossistemas se degradam, essas pessoas sofrem as conseqüências diretas desse desequilíbrio.

Essa é a razão principal das regiões com maiores quantidades de biodiversidade – onde a natureza é mais rica e menos degradada – serem as terras controladas por povos indígenas, disse Victoria Tauli-Corpuz, presidente do Fórum Permanente das Nações Unidas de Questões Indígenas. “Enquanto os povos indígenas vivem em áreas mais ricas em biodiversidade, ainda somos os mais pobres dos pobres”, disse ela.

Ironicamente, o sistema econômico atual não valoriza a natureza ou os sistemas de vida do planeta. Uma árvore é um bem de valor muito maior do que o seu valor como madeira, mas nós simplesmente não sabemos como integralmente valorizar uma árvore ou uma floresta. Quando árvores se transformam em móveis, elas adquirem valor. Isso é uma doença do ser humano, uma ilusão e um crime contra a vida. Estimativas recentes definiram o “valor anual da natureza” em múltiplas vezes o valor da atual economia global. A idéia que se começa a considerar é de reformar o sistema econômico nesse caminho. De qualquer maneira, estabelecer um valor em dinheiro sobre a natureza é um grande erro, que permite os negócios continuarem normalmente, até abrindo novas áreas de comércio, ao invés de realmente compreender a insignificância do ser humano perante os outros animais e seres vivos.

Esse caminho de misturar os sistemas de suporte de vida da Terra com negócios e dinheiro é mais uma arma dos biopiratas – obviamente, sem minimizar a parcela de responsabilidade dos seus vassalos nos países apelidados de “em desenvolvimento”.

Muitas decisões políticas, ainda que chamadas de “verdes”, são feitas sem levar em conta os impactos sobre a biodiversidade. Por exemplo, as políticas governamentais que estimulam e subsidiam o uso de biocombustíveis e de energia de biomassa para reduzir as emissões de carbono, em grande medida avançaram com pouca investigação sobre os impactos potenciais nos ecossistemas. Vegetações naturais são assoladas para a instalação de plantações intermináveis de monoculturas, e todos os sistemas vivos são eliminados de uma só vez. Fala-se muito das vantagens do produto final, mas pouco sobre todo o processo que antecede isso. As instituições, os governos e a opinião pública têm uma visão fragmentada do mundo, e esses fatores, unidos, são os que determinam a perda de biodiversidade.

Enfim, a biodiversidade não é uma prioridade para os governos dos países economicamente ricos. Provavelmente em função dos seus sistemas naturais terem sido devastados com o passar do tempo, tudo em nome do progresso e do desenvolvimento, o que lhes resta hoje é usar a consciência geral do povo com relação à causa do meio ambiente para gerar novos ramos de negócios. Os biopiratas da Terra continuarão com a pilhagem das riquezas naturais do planeta sem o conhecimento prático dos danos causados. No final, é preciso mudar mentalidades, valores e ética.

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Crescimento econômico e o fim da vida na Terra

atwa economiaemorte Crescimento econômico e o fim da vida na Terra

Desde o nascimento até atingir a maturidade sexual, com cerca de seis semanas, um hamster duplica de peso a cada semana. Se, em vez de nivelar-se na maturidade, o hamster continuasse a crescer – duplicando de peso a cada semana – estaríamos diante de um hamster de nove bilhões de toneladas em seu primeiro aniversário. Se ele continuasse comendo na mesma proporção do seu peso, o consumo diário do hamster seria maior do que a produção total anual de milho no mundo.

Na natureza, há uma razão por que as coisas não crescem indefinidamente. No entanto, os falsos profetas da economia contemporânea parecem acreditar que a economia existe independente das leis da biologia, química e física. Essa criação humana é vendida às pessoas como algo além das leis da vida nesse planeta. Assume-se, sem exceção, que o crescimento econômico infinito num planeta finito é algo desejável e possível.

O limite do crescimento

Sugerir que o crescimento poderia finalmente ser limitado por condicionantes físicos, é claro, não é algo novo nas margens tanto da economia como em outras disciplinas.

Por exemplo, um grupo de pesquisadores, em 1972, usou um modelo de computador primário para comparar os recursos naturais disponíveis no planeta com as taxas de consumo humano. O modelo foi publicado e se tornou conhecido como “Relatório de Limites do Crescimento”. Naquela época, dados eram escassos e o poder de processamento dos computadores não pode ser comparado com as máquinas de hoje. Apesar disso, os pesquisadores criaram um modelo do planeta 30 anos mais tarde, e viram que, assim como tudo na natureza, o crescimento humano e das suas criações (a economia, por exemplo) também era limitado. O aumento na taxa de consumo humano caminha em paralelo com a população humana. Obviamente, menos recursos naturais implicam em menos pessoas consumindo. A conclusão final disso é que, se não houver mudanças na taxa de consumo, deverá haver mudanças na quantidade daqueles que consomem – ou seja, menos seres humanos no planeta. Enfim, voltando a 1972, alguns reagiram ao relatório como um sinal importante. Mas a maioria fez piadas e usou os dados publicados para atacar movimentos que se consideravam “ambientalistas” – nesse contexto, ironicamente, o risco para o crescimento infinito seria o próprio meio ambiente, e não as práticas humanas com os recursos finitos do planeta.

Mas quanto aos limites do crescimento, nós não devemos nos surpreender. Por que, e baseado em que, a sociedade de consumo acredita que realmente poderia ser dona do planeta e ainda comê-lo e usá-lo sem restrições?

Um livro interessante chamado “Collapse”, escrito por Jared Diamond, trata dessa pergunta simples, mas que poucos ousam fazer. O livro lida com casos de sociedades que ao longo da história se tornaram extintas por ultrapassar os limites de consumo dos seus sistemas de suporte de vida naturais. A lista é longa. De fato, a história é testemunha de como a riqueza vem muitas vezes à custa de liquidar o capital natural. Falando a língua dos falsos profetas da economia, mas em termos ambientais, “uma impressionante conta bancária pode esconder um fluxo de caixa negativo”. Aprender com o passado é iluminar o futuro, e poucas lições são mais importantes do que a queda de civilizações que viveram sob a filosofia de governar a Terra.

A falência ecológica

Os estudos mais recentes sobre as “pegadas ecológicas” dos seres humanos no planeta Terra revelam que, conservadoramente, o planeta leva cerca de 18 meses para produzir os sistemas ecológicos que a humanidade consome em um ano. Ou seja, a cada ano, destruímos uma variedade de vidas que a Terra não é capaz de reproduzir no mesmo período. Ao que tudo indica, o fluxo de caixa negativo está piorando.

Em um estudo publicado na revista científica Nature em setembro de 2009, um grupo de 29 cientistas internacionais identificou nove processos na biosfera para o qual consideram que é necessário “definir os limites do planeta”. São barreiras que, em teoria, os homens não devem cruzar. Das nove barreiras, três já tinham sido transgredidas: alterações climáticas, a interferência no ciclo de nitrogênio, e a perda de biodiversidade.

Assumindo que a humanidade não queira deliberadamente destruir seus próprios fundamentos, e com tanta ciência e monitoramento sofisticado disponíveis, porque isso está acontecendo? A resposta é simples. Todas as promessas de tecnologias mágicas afogam-se em um crescimento contínuo, que derruba os ganhos de eficiência no consumo de energia e de recursos naturais. Ironicamente, os ganhos de eficiência acabam por não reduzir o total de energia consumida. É simples: uma maior eficiência energética tende a reduzir custos, e a conseqüência disso é o aumento do consumo global. Dessa forma, o ciclo vicioso é contínuo.

O peso da prova

Aqui está uma ironia: a ciência exata da mudança do clima é submetida continuamente ao grau mais extraordinário de análise crítica da mídia. Os cientistas céticos, os poucos que expõe suas teorias publicamente, recebem um tempo de exposição desproporcional para as suas idéias otimistas. Mas quando a ciência “sombria” da economia está em pauta, as reportagens diárias sobre o seu eixo central – de que o crescimento é bom – passam incontestadas.

Quando se lida com a economia, o equilíbrio jornalístico é simplesmente abandonado. Por quê? A melhor resposta é que esse tipo de economia não é uma ciência de forma alguma, mas sim uma doutrina. Questionar a ciência predominante lhe faz, muitas vezes, um cientista. Questionar uma doutrina faz de você um herege, e os hereges são excomungados.

Chegou o momento de questionar. Agora, o peso da prova recai sobre aqueles que prometem um crescimento sem fim, em demonstrar como tal coisa seria possível. Certamente, essa criação humana não se encaixa nas leis da natureza.

Dinheiro não resgatará ATWA. Dinheiro não irá trazer de volta o ar, as árvores, a água e os animais que se foram, trocados por pedaços de papel que movimentamos em nosso sistema de economia. Sem ATWA, não existe vida nesse planeta. Não existe economia, não existe passado nem futuro, e não existe Deus.

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As pessoas que mentem

manson33 As pessoas que mentem

“A opinião de um círculo de pessoas que mentem é apenas um monte de rostos vazios. Houve uma época em que as pessoas morriam antes de mentir, mas hoje em dia qualquer pessoa que é verdadeira é vista como um estúpido, um palhaço tolo, até mesmo pelos olhos das crianças. Mentir é o modo americano de vida, e em poucos anos tudo se tornou amargo. Nós esperamos que os criminosos mintam, mas apenas um criminoso honesto, que não mente, é capaz de fazer parte do crime. Em negócios com drogas e coisas assim, a sua palavra precisa ser boa, ou você morre. Por outro lado, para se tornar grande no governo e na política você precisa mentir. A coisa toda na política é enganar o público. Eu sabia quando Nixon disse ‘Eu não sou um criminoso’ que ele iria se esconder e jogar a culpa sobre os criminosos.

A justiça de Deus, a justiça do homem, e a justiça do dinheiro. As pessoas que fazem as regras as fazem porque elas passam as suas vidas correndo em círculos, quebrando essas leis. Elas quebram todas as leis que elas fazem, elas contam mentiras, enganações, e depois elas fazem tudo de novo e assim o vórtex continua. Se eu pudesse descobrir como as leis de visitação são, seria um truque interessante. Eu vejo alguns policiais por aí, mas é difícil achar um que me olhe nos olhos, e muito menos que converse comigo mais de 30 segundos. Medo e culpa nesse nível são muito altos. Eles me fazem parecer ruim para que eles possam parecer bons. Quantos mais erros eles cometem contra mim, mais eles acobertam tudo.

A justiça de Deus entra em cena, e eles tem acidentes com carros, pernas quebradas, ataques cardíacos, mas o dinheiro recruta mais uma leva de lavadores de prato e pessoas que são incapazes de fazer mais do que isso, e se eu lhe contasse as regras, até você chegar aqui eles já teriam mudado elas de novo, se eles não gostassem do seu chapéu, ou se os seus tênis fossem engraçados, ou qualquer outra besteira assim. Mas se você viesse, eu seria colocado em correntes, e passaria por onde os outros andam desacorrentados, levado por uma mocinha de um metro e meio que trabalha aqui há somente duas semanas, ou algo assim. A minha vida seria colocada na linha, levado em meio aos corredores abertos algemado. Ao mesmo tempo, eu sou mantido longe dos corredores abertos, e eles dizem que é porque eles temem pela minha segurança. Eles não esperam que todos se comportem de acordo com as leis – isso os deixaria sem emprego. Eles precisam de medo e crimes para oferecer proteção ao público. É você quem paga e precisa de proteção. E depois que eles mentem para vocês, e dizem o quão ruim eu sou, eles se sentem culpados, e pensam que eu estou indo atrás deles, e aí são eles quem precisam de proteção. Aí eu fico nervoso com as pessoas que pagam para os policiais me matarem para que elas possam se sentir seguras em suas próprias mentiras.

E isso continua em um ciclo até que eu seja morto, e aí todos vão para a igreja e dizem que Deus deu o seu único filho. Eles dizem que eles não mataram CM, porque foi o juiz quem fodeu com tudo em algumas regrinhas. Eu teria saído andando daquele tribunal, mas havia muito dinheiro para ser feito. E para condenar um babaca por 900 milhões de dólares eles venderam ao público esse homem louco, e me fizeram ser isso, e me destruíram. E na justiça de Deus isso retorna no círculo em que todos correm. As notícias têm todos me odiando e tentando me matar. Eu tenho sido a última galinha na fila, e toda vez que o círculo passa por mim, ele produz mais medo, mais culpa, e todas as regras são quebradas. Quando eu morrer, uma nova religião existirá, e o balanço da justiça não permitirá sobrar muita carne. A justiça dos homens foi perdida em troca da justiça do dinheiro, e quem não mentiria por 400 milhões de dólares? Um livro fez 12,50 dólares por cópia vendida, e vendeu 27 milhões de cópias, sem contar os filmes, etc. Se eu tivesse algum dinheiro, eu não estaria em uma jaula agora. Mas eles até fizeram leis falando que eu não posso fazer dinheiro.

-Charles Manson”

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