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Charles Manson: Opinião sobre liberdade condicional

manson condicional Charles Manson: Opinião sobre liberdade condicional

“Eu não matei ninguém, e eu não comandei que ninguém fosse morto. Eu estou com raiva. Eu estou indignado. Eu estou com raiva em cada osso do meu corpo porque eu tive que voltar para a penitenciária sendo que eu não fiz o que vocês dizem que eu fiz. Eu estou morrendo todos os dias na cela solitária. Eu concordo que eu sou totalmente inadequado para aquele mundo ali fora. Eu não me ajusto àquilo de maneira alguma. Mas eu não sou o seu carrasco. Eu não sou o seu Diabo e eu não sou o seu Deus. Eu sou Charles Manson”.

- Charles Manson (1978)


“Eu não estou pronto para liberdade condicional. Eu estou preso no isolamento de solitária há dez anos. Eu não tenho mais uma mente. Ela se foi, cara. Eu não consigo entender metade das coisas que você está falando. Se você me tranca com insanidade, eu vou refletir insanidade. Se você me colocar com pessoas que são capazes de pensar racionalmente, eu até poderia voltar a pensar racionalmente e entender o que está acontecendo. Eu espero continuar aqui pelo resto da minha vida. Até o momento em que eu estarei pronto para a liberdade condicional, eu serei libertado para o espaço”.

- Charles Manson (1981)


“Condicional, cara, só tem a ver com dinheiro. Tudo o que eu ganho é o medo, a confusão, e os absurdos burocráticos que todos continuam jogando sobre mim. Todos estão convencidos de que enquanto eu estiver trancado, tudo estará bem, e o mundo irá funcionar sem problemas. Eles justificam assim o medo do público que eles mesmos criam. O medo do público é o que me tranca aqui. Ele diz: ‘Ele matou aquela mulher e comeu o bebê dela, ele está tentando destruir o mundo’. Mas tendo crescido na penitenciária a minha vida inteira, você tem que compreender que eu conheço todos os tipos de assassinos. Pessoas morrem ao meu redor o tempo todo. Eu estou tocando um pouco de música em uma cela, e alguém está sendo esfaqueado até a morte na cela ao lado. Isso não acontece comigo porque eu tenho paz no meu caminho”.

- Charles Manson (1985)


“Eu poderia ter a minha liberdade condicional em troca de não ter a minha alma. Eu vou manter a minha alma e rejeitar a sua liberdade condicional. Prisão é um modo de pensar. Eu estou fora disso. Eu não quero sair das suas prisões a não ser que eu possa ir com os meus irmãos e irmãs. Se eu tivesse o mundo inteiro, mas não a minha família, eu ainda não teria nada”.

- Charles Manson (1986)


“Condicional? Eu não aceitaria liberdade condicional. Porque se eu aceitasse, eu teria que aceitar também todas as pessoas que brincaram com a minha vida. Eu estou cansado de ter outras pessoas tentando mandar na minha vida. Eu estou fora da prisão. Eu saio todos os dias. Eu saio com esses caras aqui todos os dias. Eu estou em todos os lugares. Como vocês irão trancar todos os lugares?”

- Charles Manson (1987)


Entrevistador: Por que isso tudo aconteceu?
Charles Manson: Como eu poderia explicar todos os equívocos em dois ou três minutos? Dê-me meus direitos em um tribunal de justiça, e aí vou explicar tudo. Eu não posso explicar aqui em poucas palavras, ou em uma carta, ou em um cartão postal. É muito complexo.
Entrevistador: O que você está querendo, um novo julgamento?
Charles Manson: Novo? Eu ainda não tive um julgamento.
Entrevistador: Você está só pedindo por um julgamento?
Charles Manson: Apenas um julgamento. Apenas os meus direitos. Eu vejo o [presidente] Reagan falando nas Nações Unidas sobre como direitos humanos são tão importantes, e como todos devem ter direitos. E aí você pergunta para ele sobre Charlie, e ele vai dizer: ‘Bem, ele não merece nenhum direito’.
Entrevistador: Em poucos dias você terá uma audiência de liberdade condicional. Você gostaria de sair daqui em liberdade condicional?
Charles Manson: Liberdade condicional pelo que? Para onde? Eu quero os meus direitos. Você pode me dar liberdade condicional a qualquer momento, mas isso não me dá os meus direitos.
Entrevistador: Você quer sair da prisão?
Charles Manson: Sair da prisão? Eu saí da prisão em 1967.

- Trecho de entrevista de Charles Manson com Penny Daniels, em 1987.

 Charles Manson: Opinião sobre liberdade condicional

© 2012 ATWA Brasil


Charles Manson: Por que a condicional não é uma opção?

manson 1986 Charles Manson: Por que a condicional não é uma opção?

O dia de hoje, 11 de abril de 2012, marca a 12ª audiência de liberdade condicional de Charles Manson desde condenado em 1969. Como era esperado (e fora anunciado pela ATWA Brasil), Manson recusou a comparecer à audiência.

Manson não teve um julgamento em 1969. Seus direitos foram atropelados, e sua liberdade foi vendida para a mídia sensacionalista americana. Ele não teve uma oportunidade de se defender devido a seus “super poderes” que poderiam “controlar as mentes dos jurados”. Sendo assim, Manson permanece encarcerado como um prisioneiro político na “terra dos homens livres”. Aceitar a autoridade de uma suposta audiência de liberdade condicional significaria aceitar o atropelamento dos seus direitos em 1969 – Manson nunca fará isso.

Aqui, para ilustrar a realidade dessa situação, a transcrição completa do comunicado de Charles Manson feito durante a sua audiência de liberdade condicional de 1986:

“Como todos que conhecem sabem, por todo o estado da Califórnia, pelo país, e pelo mundo: os advogados, os tribunais, e o governo dos Estados Unidos mentem e não podem ser confiados – inclusive o Departamento de Correções da Califórnia. Para evitar que essa suposta Assembleia de Liberdade Condicional espalhe mais mentiras sobre mim, minha família, meus irmãos e irmãs de alma, da verdade, e de Deus, eu venho para essa audiência para fazer declarações para o registro público que ficarão marcadas na história.

Eu tenho sido mantido algemado por mais de 16 anos, a maior parte do tempo no isolamento da solitária, enquanto as supostas autoridades continuam mudando os nomes de ‘isolamento solitário’ para ‘segregação administrativa’, ou para ‘celas silenciosas’, ou outras mentiras cada vez que os tribunais ordenam a eliminação do isolamento de solitária ou cada vez que o público começa a ouvir sobre os casos de maus-tratos. Os medos e culpas deles foram acobertados por distorções, mentiras, e confusão para enganar e desinformar o público, para conseguir mais dólares de taxas e aumentar esse grande negócio que é a justiça criminal, alimentada por desgraças e pelo sangue das crianças.

Tenho sido mantido em enfermarias mentais, enfermarias para loucos. Fui espancado, drogado, e perdi a conta das vezes que fui algemado às barras de ferro ou simplesmente abandonado para ser morto. Outros detentos me disseram que médicos e outros empregados daqui tentaram me matar contando mentiras a eles, sobre eu ter matado mulheres grávidas e comido seus bebês, ou ameaçaram outros detentos e deram promessas de liberdade condicional e outros favores em troca de me matarem. Eu tenho testemunhas para tudo o que eu digo, mas nenhum tribunal vai me deixar usá-las porque eles sabem que quebraram as suas próprias leis para me colocar aqui dentro, e todos os dias eles quebram as suas próprias leis para me manter aqui. Eles violam todos os direitos humanos escritos nos livros, mas apesar disso continuam pregando para o mundo como se não tivessem pecados e como se todos fossem homens bons.

Então, há anos acontece que médicos e empregados daqui têm ataques cardíacos, doenças, cometem suicídio, ou são assassinados por ter feito mal a mim ao tentar usar o meu caso para inventar um novo sistema prisional e continuar a receber os seus cheques de pagamento. Eu vejo todos os novos policiais aqui, e os novos empregados. Para cada detento que é enviado para me matar, o sistema prisional perde um empregado. Todos os julgamentos e culpas que são jogados contra mim serão refletidos de volta no fogo dessa Guerra Santa que vocês chamam de crime. Serve aos seus receios não encarar as ações que vocês estão criando em suas prisões, fábricas de crime, porque as suas farsas serão refletidas. E assim vocês são pagos pelas histórias de crime vendidas ao público na televisão e nos filmes.

As crianças da década de 1960, que vocês chamam de ‘Família Manson’, queriam parar uma guerra e voltar o governo e o mundo para a paz. Elas deram as suas vidas quando elas tiraram aquelas vidas, e elas sabiam disso. Elas deram tudo o que tinham para resgatar ATWA – ar, árvores, água, animais, o todo da vida na Terra – por amor e carinho pelos seus irmãos e irmãs de alma. Elas fizeram aquilo para tirar os seus irmãos e irmãs dessas jaulas, e tentar tocar alguma inteligência nessa Terra. Ao viver próximo a terra, nós vimos a seca e a fome vindo. Pela minha parte, eu estava completamente disposto a aceitar a responsabilidade por qualquer influência que eu possa ter tido sobre as mentes de todos, mas os seus tribunais corriam atrás do dinheiro e para longe dos seus próprios medos, culpas, e responsabilidades. Eles não queriam confrontar as verdades sobre eles mesmos.

O seu governo inventou o acobertamento de Watergate, mas nunca contou que o que eles realmente estavam escondendo era uma Guerra Santa invocada a partir da alma. Quando Manson, também conhecido como Lorde Krishna, Jesus Cristo, Maomé, Buda, foi condenado pela mídia no caso estado da Califórnia contra Manson, vocês condenaram a vocês mesmos.

Vocês condenaram a vocês mesmos com essa suposta ‘Família Manson’, colocando o filho de Deus na cruz da prisão mais uma vez. Eu não quebrei nenhuma lei – nem dos homens, nem de Deus. Deus sabe disso. O Espírito Santo sabe disso. Todos que vivem na verdade sabem disso. O que vocês estão comprando e vendendo em nome de Deus, vocês irão sofrer. Com os seus próprios julgamentos, condenando a vocês mesmos por serem Satã, o anticristo, vocês permanecem em seu mundo de fogo. Eu sou Abraxas, o filho de Deus, o filho da escuridão, e eu estou atrás de todos os tribunais do mundo. Até que eu tenha os meus direitos, ninguém terá direitos. Eu sou o mensageiro de Deus para e pela verdade, irmão e filho de todos os homens. Até que eu tenha os mesmos direitos que os meus pais tiveram, eu estarei no lugar de Nixon, condenado como o falso profeta, enquanto o fogo queima, as crianças morrem, a terra morre junto com o ar, a vida selvagem se torna envenenada, e as árvores são cortadas tão rapidamente que a vida simplesmente não sobreviverá – não sem uma mudança mundial.

Eu fiz isso, eu invoquei um balanço para a vida na Terra. Por trás dos cadeados do tempo dos tribunais e dos mundos da escuridão, eu deixei demônios soltos com o poder de escorpiões para causar tormento. Eu abri sete selos e sete frascos de acordo com o julgamento que foi colocado sobre mim, sobre o meu círculo. Todos os que não tiveram perdão não terão coração, e soltaram a destruição da Terra pelo balanço dos seus próprios julgamentos. Essas são as pessoas que não deram aos seus filhos a chance de sobrevivência. Essas são as pessoas trancadas em desejos de morte que elas projetam nas mentes das crianças.

Para os fiéis eu digo isso, para que a compreensão possa ser tocada e porque eu sei que vocês foram enganados: eu vivi entre vocês, de acordo com a vontade vocês, dentro e fora de prisões, por mais de vinte anos antes de ser colocado em julgamento em 1969. Desde a década de 1940, eu vivi uma vida na cruz das suas prisões, mantido sob seus castigos para ser o seu bode, a sua culpa, a sua maldade, muito antes das suas crianças da década de 1960 me tirarem das suas lixeiras das guerras passadas que vocês lutaram contra os seus jovens. Eu sou uma criança da década de 1930, não da década de 1960. Eu respondi em verdade a tudo o que me foi perguntado. O que as suas crianças fizeram e fazem para balancear elas mesmas em seus próprios pontos de vista pela vida que elas diziam que elas queriam ter é responsabilidade delas mesmas. Vocês deram a elas a sua culpa, e todos os seus problemas, mas nenhum perdão. Elas eram vocês, as suas reflexões. No entanto, vocês mantêm as suas crianças em jaulas e querem novas cruzes de prisões para os seus próprios lucros, e os mesmos ciclos continuam a se repetir enquanto os seus julgamentos são jogados contra as pessoas inocentes em troca de mais dólares de taxas vindos de trabalhos ultrapassados e inúteis. Eles também estão fazendo mais filmes sobre crimes para a televisão, como se vocês já não tivessem o suficiente. Saibam disso: nos túmulos das prisões a cabeça de Cristo não é nada nova, e os chamados ‘cristãos’ tem se alimentado do sangue das crianças cristãs. Vocês estão tão enganados e presos a mentiras que as suas almas e a sua justiça estão trancadas nos bancos. Atores representam os seus líderes de acordo com os mesmos padrões de guerra determinados pelos mortos.

Eu poderia ter a minha liberdade condicional em troca de não ter a minha alma. Eu vou manter a minha alma e evitar a sua liberdade condicional. Vocês não têm autoridade de justiça. Vocês são criminosos executando números sobre os quais vocês não têm respeito. Eu não quero ser na cabeça de vocês nada além de um número, e vocês estão demitidos de qualquer serviço que vocês dizem fazer em nome de Deus.

Prisão é um modo de pensar. Eu estou fora disso. Eu não quero sair das suas prisões a não ser que eu possa ir com os meus irmãos e irmãs. Se eu tivesse o mundo inteiro, mas não a minha família, eu ainda não teria nada. Eu não estou quebrado. Eu não estou machucado. A minha Revolução Sagrada contra a poluição está com força total. Eu sou o meu próprio governo, mesmo se Reagan está tentando brincar com a minha vida. Eu sou o meu próprio tribunal e juiz, meu próprio mundo, meu próprio Deus, em meu próprio movimento de renascimento que começou nas salas dos juízes em 1943. Deus está em mim e eu estou em Deus, e nós dois temos um espírito de justiça para o mundo.

Vocês podem tentar me matar mais um milhão de vezes, mas vocês não podem matar a alma. A verdade era, é, e sempre será a verdade. Vocês me espancaram, quebraram o meu pescoço, quebraram os meus dentes. Vocês me drogaram por anos, me arrastaram para cima e para baixo nesses corredores das prisões, batendo a minha cabeça contra cada degrau que pudessem encontrar. Acorrentaram-me, me queimaram, mas não podem me derrotar. Tudo o que vocês podem fazer é destruir a vocês mesmos com os seus próprios julgamentos.

Tudo o que não puder ficar abaixo de mim ou de acordo com a vontade de Deus não viverá sobre mim, mas crescerá para se tornar mil infernos, porque vocês não somente me deram as suas cabeças ao morrerem, mas também me fizeram Cristo quatro vezes no mundo dos pensamentos, Satã quatro vezes, Abraxas quatro vezes. Mas acima disso eu já era 666 por dezessete anos nas prisões do governo, e ainda sou irmão dessas salas de pensamento que carregam facas na escuridão. A minha besta 666 está correndo livremente fora daqui, com uma única determinação, e com permissão de fazer qualquer coisa exceto destruir a água, o ar, as árvores, a vida selvagem, ou as pessoas com a marca do Pai em suas cabeças. O meu exército se move de maneiras que vão muito além dos seus cérebros programados pelos seus livros, em uma Guerra Santa para resgatar a vida na Terra. Por ATWA eles se movem em todas as coisas, em todos os lugares, vindo de todos os lugares que vocês não conhecem, de todos os lugares que vocês não conseguem entender e nunca entenderão.

Existem muitas pessoas que já fizeram muitos sacrifícios para virar o mundo do avesso, para resgatar ATWA. Então, as pessoas que mentem e tem mentido irão sofrer todo o sofrimento dessas pessoas que se entregaram. Cristãos renascidos que são reais em seus renascimentos não precisam encontrar a palavra de Deus em livros. As pessoas que querem vida na Terra estão comigo, e trabalhando acima e além do dinheiro. Os outros podem ir para as suas mortes como quiserem e onde quer que a encontrem. O Deus de que eu falo sobre é todos os deuses em um único Deus. Um único mundo. Um único tribunal. Um único governo. Uma única ordem. Uma única mente. Ou continuem com essa loucura que vocês julgam para vocês mesmos e na qual vocês vivem. O tempo acabou, e ele irá apanhar cada pensamento de cada pessoa enquanto ela pensa.

Antes de 1969, por mais de vinte anos, eu sofri a cruz das suas prisões. Eu fiz isso para sobreviver, porque eu não sabia a diferença. Eu perdoo, e é a minha vontade esquecer. Mas para os últimos quinze anos não existe perdão. A IPCR (Tribunal Popular Internacional de Retaliação) é um campo verde com um touro vermelho. Até que vocês todos aceitem um único Deus, um único governo, uma única ordem, não haverá ordem. Uma única religião, ou nenhuma religião. Religião é o maior problema de Deus. ‘Assim como um círculo abraça tudo o que está dentro dele, o mesmo acontece com a divindade, que abraça a todos. Ninguém tem o poder para dividir este círculo, para ultrapassá-lo, ou limitá-lo’. Fazer isso será a sua destruição.

E mais uma nota para o registro. De tudo o que foi dito sobre mim, não era eu quem estava dizendo, e se vocês veem aqui um falso profeta, é apenas uma reflexão dos seus julgamentos, pois na verdade, são moções, e não palavras, que falam pela ‘Família Manson’. Cada um de nós tem o seu próprio mundo e julgamentos. Eu não tenho julgamentos fora do que vocês definiram para vocês mesmos. Eu estou contente onde quer que eu esteja. Seja lá o que vocês fazem ou dizem, isso não toca o meu círculo interior. Eu tenho paz dentro de mim. Paz da mente.

PS: Os Estados Unidos começaram a Segunda Guerra Mundial”.

- Charles Manson

 Charles Manson: Por que a condicional não é uma opção?

© 2012 ATWA Brasil


Charles Manson: Sobre a audiência de condicional

manson condicional2012 Charles Manson: Sobre a audiência de condicional

O Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia agendou uma audiência de liberdade condicional para Charles Manson para quarta-feira, dia 11 de abril, às 8:30 horas (horário local). A ATWA Brasil informa que Manson não deverá atender à audiência, assim como ele fez em 2007, mas ele tem a opção de mudar de ideia.

Esse fato foi anunciado em alguns veículos de comunicação brasileiros na semana passada, papagaiando o que foi escrito pela mídia sensacionalista americana (em alguns casos, até com erros infantis de tradução).

A mídia americana (que os brasileiros preguiçosamente copiaram nas matérias) mais uma vez insistiu na ignorância de se referir a Charles Manson como um “assassino em massa” e um “serial killer”. É irônico, porém, que Manson nunca matou ninguém nem foi acusado de ter matado.

Mas o que a mídia convenientemente esqueceu-se de contar é que Charles Manson, agora com 77 anos de idade, está mantido em um regime de isolamento solitário. Manson está em uma cela solitária na Prisão Estadual de Corcoran desde 4 de outubro de 2011, servindo uma sentença disciplinar de um ano (no mínimo).

O anúncio sobre o agendamento da audiência de Manson foi publicado com uma foto dele que seria recente. Ironicamente, nós temos a imagem original, sem edições ou cortes, que documenta que aquela foto foi tirada no dia 16 de junho de 2011 (veja acima). A ATWA Brasil confirma que essa foto, portanto, não é atual – e mais, nós mesmos publicamos fotos de Manson mais recentes do que essa.

 Charles Manson: Sobre a audiência de condicional

© 2012 ATWA Brasil


Charles Manson e a negação dos seus direitos constitucionais

manson constituicao Charles Manson e a negação dos seus direitos constitucionais

Aqui, alguns trechos da Constituição dos Estados Unidos da América.

Destacado em negrito, você encontrará um pouco da “liberdade”, “igualdade”, “democracia”, e “justiça” que Charles Manson foi privado desde 1969.


Artigo V

Ninguém será detido para responder por crime capital, ou outro crime infamante, salvo por denúncia ou acusação perante um Grande Júri, exceto em tratando de casos que, em tempo de guerra ou de perigo público, ocorram nas forças de terra ou mar. ou na milícia, durante serviço ativo; ninguém poderá pelo mesmo crime ser duas vezes ameaçado em sua vida ou saúde; nem ser obrigado em qualquer processo criminal a servir de testemunha contra si mesmo; nem ser privado da vida, liberdade, ou bens, sem processo legal; nem a propriedade privada poderá ser expropriada para uso público, sem justa indenização.

Artigo VI

Em todos os processos criminais, o acusado terá direito a um julgamento rápido e público, por um júri imparcial do Estado e distrito onde o crime houver sido cometido, distrito esse que será previamente estabelecido por lei, e de ser informado sobre a natureza e a causa da acusação; de ser acareado com as testemunhas de acusação; de fazer comparecer por meios legais testemunhas da defesa, e de ser defendido por um advogado.

Artigo XIV

Seção 1. Todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos, e sujeitas a sua jurisdição, são cidadãos dos Estados Unidos e do Estado onde tiver residência. Nenhum Estado poderá fazer ou executar leis restringindo os privilégios ou as imunidades dos cidadãos dos Estados Unidos; nem poderá privar qualquer pessoa de sua vida, liberdade, ou bens sem processo legal, ou negar a qualquer pessoa sob sua jurisdição a igual proteção das leis.


E se as leis foram quebradas para um, as leis serão quebradas para todos. Enquanto Charles Manson não tiver os seus direitos constitucionais, não haverá direitos para ninguém.

 Charles Manson e a negação dos seus direitos constitucionais

© 2011 ATWA Brasil


Bolívia e ATWA: Lição para o Brasil

atwa todasasvidas Bolívia e ATWA: Lição para o Brasil

Os brasileiros devem aprender uma lição com a Bolívia, antes que o verde da nossa bandeira se torne apenas simbólico – uma confirmação da agressão e ignorância dos homens.

A Bolívia está em vias da aprovar a primeira legislação mundial dando à natureza direitos iguais aos dos humanos – a Lei da Mãe Terra. Trata-se da única proposta de um governo no continente americano em harmonia com ATWA.

A nova lei qualifica os ricos depósitos minerais do país como “bênçãos”, e tem a intenção de promover uma mudança importante na conservação e em medidas sociais para a redução da poluição e controle da indústria. Seriam os brasileiros capazes de enxergar a Amazônia ou o Cerrado como “bênçãos”?

A Lei da Mãe Terra estabelece 11 direitos para a natureza, incluindo o direito à vida, o direito da continuação de ciclos e processos vitais livres de alteração humana, o direito a água e ar limpos, o direito ao equilíbrio, e o direito de não ter estruturas celulares modificadas ou alteradas geneticamente. Ela também vai assegurar o direito de o país “não ser afetado por megaestruturas e projetos de desenvolvimento que afetem o equilíbrio de ecossistemas e as comunidades locais”.

Segundo o vice-presidente Alvaro García Linera, a lei “estabelece uma nova relação entre homem e natureza. A harmonia que tem de ser preservada como garantia de sua regeneração. A terra é a mãe de todos”.

Esta mudança significa a ressurgência da visão de um mundo indígena andino, que coloca a deusa da Terra e do ambiente, Pachamama, no centro de toda a vida. Esta visão considera iguais os direitos humanos e de todas as outras entidades.

Enquanto isso, ao cruzar a fronteira, os brasileiros lutam contra o Código Florestal para justificar as contínuas agressões contra ATWA. E se orgulham da venda de veículos novos no país ter batido seu recorde em abril desse ano.

O sábio mártir Charles Manson diz: “A Vida é Deus. Todas as vidas: insetos, pássaros, árvores. Tudo o que está vivo é Deus. O Sol é Deus. E nós temos Deus aqui, pendurado em uma cruz”.

E Manson diz: “Essas pessoas aí fora, elas estão tão ocupadas correndo atrás do Todo Poderoso Dólar que elas são incapazes de relaxar e entrar em sintonia com O Um. Elas comem animais e derrubam árvores e destroem todas as coisas que o planeta nos dá, e não dão nada em retorno – são robôs gananciosos e egoístas”.

Portanto, passou a hora dos Estados Unidos do Brasil acordar!

 Bolívia e ATWA: Lição para o Brasil

© 2011 ATWA Brasil


ATWA Brasil responde: “A questão humana e o anarquismo”

atwa anarquiaveganismo ATWA Brasil responde: A questão humana e o anarquismo

Desconheço a origem do seguinte artigo, uma vez que o mesmo foi republicado em diversos websites de mesma orientação, e em todos os casos sem um nome que se responsabilizasse pela autoria. Isso não é um problema, mas é importante enfatizar que essa resposta da ATWA Brasil, portanto, não é endereçada a uma pessoa específica, mas sim ao coletivo das pessoas que têm interesse pelo respeito ao todo da vida.

O artigo é intitulado “A questão humana e o anarquismo”, e procura dar uma luz à questão da ideologia vegana com relação ao papel do homem nessa equação. São eles os animais, somos nós, os somos todos animais? E se somos todos animais, como lidar com isso? São questões importantes, uma vez que se pode dizer que a ética antropocêntrica é o provavelmente o maior inimigo das coisas vivas desse planeta.

O problema que a ATWA Brasil avista no diálogo do citado artigo é a questão do anarquismo, que nesse caso aparece associado à questão de respeitar o reino animal – do qual nós fazemos parte. Em uma crítica à autonomia do Estado, que segue em paralelo à questão da objetificação do homem nesse debate moral sobre a ética do veganismo, o artigo propõe uma “abordagem anárquica, ou seja, anti-coercitiva e libertária”. E nisso nasce outro problema.

O citado artigo afirma:

“O Estado exerce, por definição, forças coercitivas sobre determinada sociedade. Sua legitimidade, contudo, não é incontestável (apesar de pragmaticamente o ser). Qual é a legitimidade das leis que lhes são impostas sem sua participação em sua elaboração? Ao meu ver, teriam caso houve um deslocamento livre e de sua vontade para o campo de influência normativa desse Estado. Mas, e no caso de você simplesmente nascer lá?”

Em outras palavras, o artigo aponta uma falha da teoria democrática contemporânea (a ausência do indivíduo na elaboração de leis) para justificar uma não-relação pessoal com as leis que são impostas. Ele também enxerga um nível de legitimidade dessa ocorrência caso o indivíduo tenha escolhido migrar para tal Estado, mas não necessariamente se “simplesmente nasceu lá”. E a resposta para essa questão (uma delas), está no pensamento anárquico, nesse caso associado ao veganismo como explicado anteriormente.

Mas o caminho deve ser precisamente o contrário. A ordem natural deve ser a primeira lei. ATWA – ar, árvores, água, animais – o sistema de suporte de vida do nosso planeta, é fundamentado na ordem, na interdependência de todos os elementos com seus papéis igualmente importantes. Você perde uma dessas peças, você acaba por perder todas. Nada é mais característico da ordem do que a vida na Terra, e a anarquia é inimiga da ordem.

Uma vez que o indivíduo faz parte de uma área de influência política, ele tem seus direitos e deveres desse ambiente. Ele faz parte desse ambiente, e ele é responsável pelo caminho que esse ambiente trilha. Em uma democracia, o seu não-voto ou o seu voto para um ou outro candidato não altera em nada a sua responsabilidade pelo resultado das eleições e pelas leis que são elaboradas ou impostas a partir desse momento. Vivendo nesse ambiente, você tem um contrato de concordância com seja lá qual for o resultado de eleições ou passagem de leis, porque isso faz parte dos seus direitos e deveres. Sendo assim, o indivíduo é sim responsável por “leis que lhes são impostas sem sua participação em sua elaboração”, não importando o seu posicionamento ideológico.

A democracia exalta o poder do coletivo. Todos dividem os erros e acertos, igualmente, e são responsáveis por todas as decisões, também igualmente. Independentemente das suas orientações pessoais, você faz parte da solução e do problema. Nesse caso, a anarquia nada mais é do que uma extensão da democracia, uma vez que abre mais uma camada de “liberdade”, que pode ser também interpretada como “irresponsabilidade” pelas decisões que são tomadas. Em outras palavras, o indivíduo é posicionado ainda mais distante de onde as leis são impostas, e por estar mais distante, ele sente que pode caminhar sem dividir a responsabilidade com aqueles que elaboram as leis e ditam o caminho da nação.

A solução não está nesse caminho. É necessário olhar para o outro lado da cerca. Se o objetivo final é a natureza, então é imperativo reconhecer e se submeter à ordem natural. Tudo na sua forma original está em ordem, e a busca deve ser para resgatar essa ordem que a humanidade desequilibrou com as suas decisões coletivas.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Os anarquistas não ajudam a ordem. A maioria dos anarquistas são pessoas que não se encaixam. Eu sou um deles que não se encaixa, e gostaria de ter a liberdade para poder ser um anarquista. Mas com certeza não ajudaria ATWA. [...] Nós precisamos ter ordem se queremos que a Terra sobreviva.”

E Manson diz: “Vocês têm duas escolhas: anarquia e destruição, ou ordem e vida. E vocês podem ter ordem e vida como uma linda sinfonia, porque nós temos a capacidade de colocar a mente em ordem.”

O homem que procura trazer ordem para a Terra deve encontrar o seu centro no Sol. O homem deve render-se à ordem do universo e às leis da natureza, as leis da vida e da morte – os movimentos de uma roda. As estações e ciclos, fogo e gelo, luz e trevas, criação, destruição e a determinação de existir em harmonia com a lei.

Essa é a ordem de ATWA, a ordem natural, a ordem da vida. Se existe uma revolução a ser feita pelo homem, ela deve pelo resgate da lei. E o anarquismo é inimigo da ordem.

Para ler o artigo “A questão humana e o anarquismo”, clique aqui.

 ATWA Brasil responde: A questão humana e o anarquismo

© 2010 ATWA Brasil


José Saramago e o direito dos animais

O texto abaixo, contra a exploração animal em circos e zoológicos, foi escrito em 2009 por José Saramago, o autor português que faleceu essa semana:

“Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espetáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza. Isto no que toca aos zoológicos. Mais deprimentes do que esses parques, só os espetáculos de circo que conseguem a proeza de tornar ridículos os patéticos cães vestidos de saias, as focas a bater palmas com as barbatanas, os cavalos empenachados, os macacos de bicicleta, os leões saltando arcos, as mulas treinadas para perseguir figurantes vestidos de preto, os elefantes mal equilibrados em esferas de metal móveis. Que é divertido, as crianças adoram, dizem os pais, os quais, para completa educação dos seus rebentos, deveriam levá-los também às sessões de treino (ou de tortura?) suportadas até à agonia pelos pobres animais, vítimas inermes da crueldade humana. Os pais também dizem que as visitas ao zoológico são altamente instrutivas. Talvez o tivessem sido no passado, e ainda assim duvido, mas hoje, graças aos inúmeros documentários sobre a vida animal que as televisões passam a toda a hora, se é educação que se pretende, ela aí está à espera.

Perguntar-se-á a que propósito vem isto, e eu respondo já. No zoológico de Barcelona há uma elefanta solitária que está morrendo de pena e das enfermidades, principalmente infecções intestinais, que mais cedo ou mais tarde atacam os animais privados de liberdade. A pena que sofre, não é difícil imaginar, é consequência da recente morte de uma outra elefanta que com a Susi (este é o nome que puseram à triste abandonada) partilhava num mais do que reduzido espaço. O chão que ela pisa é de cimento, o pior para as sensíveis patas deste animais que talvez ainda tenham na memória a macieza do solo das savanas africanas. Eu sei que o mundo tem problemas mais graves que estar agora a preocupar-se com o bem-estar de uma elefanta, mas a boa reputação de que goza Barcelona comporta obrigações, e esta, ainda que possa parecer um exagero meu, é uma delas. Cuidar de Susi, dar-lhe um fim de vida mais digno que ver-se acantonada num espaço reduzidíssimo e ter de pisar esse chão do inferno que para ela é o cimento. A quem devo apelar? À direção do zoológico? À Câmara? À Generalitat?

P.S.: Deixo aqui uma fotografia. Tal como em Barcelona há grupos – obrigado – que têm pena de Susi, na Austrália também um ser humano se compadeceu de um marsupial vitimado pelos últimos incêndios. A fotografia não pode ser mais emocionante.

-José Saramago”

koala garrafa José Saramago e o direito dos animais

Para ler o artigo original, clique aqui.

 José Saramago e o direito dos animais

© 2010 ATWA Brasil


A luta contra Belo Monte continua

atwa belomonte A luta contra Belo Monte continua

Essa semana, a Comissão Especial de Licitação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu o projeto de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (PA). Com isso, todas as etapas do projeto, inclusive o leilão, marcado anteriormente para a próxima terça-feira, dia 20, estão suspensas. Trata-se de uma pequena vitória para aqueles que respeitam a vida, mas as mentes do dinheiro certamente não desistiram e voltarão a atacar.

Em teoria, a usina de Belo Monte forneceria cerca de 6% da eletricidade total do país até 2014, mesmo ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol e apenas dois anos antes do Rio de Janeiro receber as Olimpíadas de 2016. Considerando o histórico problemático do país com relação ao fornecimento de energia, é fácil de compreender o desespero em ter o projeto de Belo Monte aprovado e em andamento. Acontece que essa motivação passou por cima dos direitos da vida em dois sentidos: 1) a falta de planejamento sobre os danos ao meio ambiente em desviar a naturalidade do fluxo da vida; 2) os direitos dos povos nativos daquele local.

Segundo o ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Mércio Gomes, a instalação de uma barragem antes da Volta Grande do Rio Xingu diminuirá o fluxo de água durante períodos de seca. Segundo Gomes, a diminuição da vazão do rio impedirá o tráfego fluvial, a proliferação de algas, reduzindo a reprodução de peixes utilizados como alimento ou para a venda, e ainda pode provocar o aumento de doenças causadas por insetos, como a malária, devido à formação de grandes poças d’água. “Com a intervenção, não vai ter um fluxo de água permanente do tamanho da largura do rio, que em várias partes chega a um quilômetro. Então, se só tivermos um filete de água, cobrindo apenas 50 metros [da largura do rio], teremos 900 metros de terra encharcada para os mosquitos crescerem. Ou seja, vai mudar a ecologia de toda aquela região”, destaca o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF). Isso se refere ao problema número um, mas a questão não pára nisso.

O projeto afetará “profundamente” as 15 etnias indígenas que vivem às margens do Rio Xingu, além de ribeirinhos. Gomes avalia que o projeto não foi negociado com os índios, que ainda não sabem exatamente quais serão os impactos da obra e como podem ser compensados. Até o momento foram constatadas 13 violações graves dos direitos humanos no processo da usina. Entre as violações está a do direito constitucional de consulta prévia, tendo em vista que os 24 grupos étnicos da Bacia do Xingu não foram ouvidos durante o licenciamento. Esse direito é conhecido como oitivas indígenas, e garantido por legislação brasileira e pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil em 2002.

Por sua vez, o atropelamento dos direitos dos índios representa também a negação da lei. A lei existe para manter a ordem. Se uma lei é quebrada por aqueles que instauraram tal lei, então isso abre o jogo para que todos nós brasileiros quebremos todas as leis, qualquer lei que seja imposta. É bom que isso fique claro: enquanto as pessoas assistem a tudo isso da distância das suas televisões, as próprias leis que garantem essa segurança em seus lares estão sendo destruídas. Nenhuma ação ocorre sem provocar uma reação. Em outras palavras, a distância física entre os seus lares e o crime que está para acontecer no Rio Xingu não lhes faz menos brasileiros e menos responsáveis. São as suas leis em jogo.

 A luta contra Belo Monte continua

© 2010 ATWA Brasil


22 de Março – “Dia Mundial da Água”

atwa agua 22 de Março – “Dia Mundial da Água”

Desde 1993, o dia 22 de março é usado para reforçar a conscientização do homem sobre a importância da água para a sobrevivência da vida.

Sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido. Apesar disso, pouca quantidade do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). Apenas 2,5% da água do planeta Terra são de água doce, sendo que apenas 0,08% está em regiões acessíveis ao ser humano.

Grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. As principais causas de deteriorização dos rios, lagos e dos oceanos são: poluição e contaminação por poluentes e esgotos. O ser humano tem causado todo este prejuízo à natureza, através dos lixos, esgotos, dejetos químicos industriais e mineração sem controle. Esta situação é preocupante: alguns pesquisadores estimaram que em 2025 mais de metade da população mundial sofrerá com a falta de água potável.

Em 1993, a ONU divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Esse texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Não só nesse dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças, etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas a outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

O planeta não depende da vida, mas a vida depende da água. O que você fez pela água do planeta hoje?

 22 de Março – “Dia Mundial da Água”

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Ética antropocêntrica: uma guerra contra ATWA

atwa etica Ética antropocêntrica: uma guerra contra ATWA

O ser humano cercou-se com uma ética antropocêntrica – ou seja, tudo girando em torno de seus próprios direitos e deveres. Essa idéia separou o homem do reino da vida do qual ele naturalmente pertence, e resultou em uma declaração de guerra do homem contra ATWA. A humanidade adotou uma filosofia em que se coloca como o centro do universo, uma condição na qual a ética resultante segue os seguintes princípios:

1) A condição humana, resultante da natureza do homem e das coisas, permanece fundamentalmente inalterada para sempre;
2) Sobre essa base, é possível determinar com clareza e sem dificuldades um “bem humano”;
3) O alcance da ação e da responsabilidade humana está estritamente delimitado.

Acontece que as premissas acima citadas já não são mais válidas, visto que uma mudança das ações humanas claramente implica em uma mudança de ética. Sendo assim, conceber uma nova ética que não inclua o meio ambiente como digno de direitos e deveres é continuar trilhando os mesmos caminhos cartesianos que foram traçados até o presente.

ATWA era ATWA antes de o homem ser homem, e ATWA será ATWA depois de o homem se tornar extinto – quanto a isso, não existem dúvidas. Mas foi o homem quem declarou guerra contra a inteligência que rege o todo da vida, e dessa forma, somente o homem pode trabalhar para resgatar o que ele foi capaz de destruir. Todos como uma única vida, trabalhando em harmonia por ATWA – esse é o único caminho.

No poema Antígona, do dramaturgo grego Sófocles, ele descreve a violenta e violadora invasão do homem no cosmos e nos diversos campos da natureza. O autor também diz que o homem, com o seu sentimento, sua linguagem e seu pensamento, constrói uma morada isolada para si próprio: a cidade. Em outras palavras, a cidade é a fortaleza que separa o homem do reino da vida do qual ele pertence.

Dessa forma, a profanação da natureza e a tão valorizada “modernização” da civilização caminham juntas. Trata-se puramente de uma rebeldia contra os elementos da vida. A primeira, porquanto ousa penetrar a natureza e violentar suas criaturas; a segunda, porque no refúgio das cidades arquiteta um enclave contra o todo da vida. O homem é o criador de sua vida como vida humana. Da mesma maneira, o homem é capaz de recriar a sua vida como vida animal, e para isso basta deixar de submeter as circunstâncias à suas vontades e necessidades.

O homem é pequeno comparado aos elementos do sistema de suporte de vida desse planeta, e é isso que se torna evidente quando os seres humanos investem contra esses elementos. Em seu conceito de “progresso sem limites”, o homem se desfaz dos poderes da natureza, como se estes em nada fossem capazes de ameaçar o ser humano. Com uma teoria técnico-científica de dominação, acredita-se que tudo pode ser controlado racionalmente – inclusive a natureza. Nesse contexto, tudo o que o homem faz com o ar, com as árvores, com a água e com os outros animais parece ser superficial e desprovido de maldade.

O homem se provou capaz de justificar seus atos para si mesmo. Essa realidade é mais clara do que nunca hoje, quando apesar dos sinais de ATWA sobre os crimes humanos estarem evidentes, muitos ainda conseguem afirmar que “tudo está bem”. Mas para ATWA não existe justificativa. ATWA é o todo da vida – todas as vidas como uma só. Ao destruir o que lhes cerca, o homem está destruindo a si mesmo. Uma vida, todas as vidas – essa é a lei de ATWA. Existe apenas uma justiça e um fim, e a decisão final é da inteligência divina que impera sobre todos nós.

Ainda há tempo de separar aqueles que querem sobreviver daqueles que optaram por se afogar no inferno que eles mesmos criaram. A resposta está na ética humana – esquecer o homem como o centro da vida, reconhecer a sua limitação, e compreender o seu papel no todo da vida.

 Ética antropocêntrica: uma guerra contra ATWA

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Assassinos impunes

cenadocrime Assassinos impunes

Média e número total de animais que morreram para alimentar os americanos em 2008:

Frangos

Número total de animais mortos: 8,13 bilhões (7,67 bilhões para carne, 458 milhões para ovos)
Número médio de animais mortos por consumidor: 27,5 (26 para a carne, 1,5 para ovos)
Número médio de animais consumidos durante a vida: 2.147 (2.028 para carne, 120 para ovos)

Perus

Número total de animais mortos: 269 milhões
Número médio de animais mortos por consumidor: 0,91
Número médio de animais consumidos durante a vida: 71

Suínos

Número total de animais mortos: 117,6 milhões
Número médio de animais mortos por consumidor: 0,40
Número médio de animais consumidos durante a vida: 31

Novilhos e bezerros

Número total de animais mortos: 40,8 milhões
Número médio de animais mortos por consumidor: 0,14
Número médio de animais consumidos durante a vida: 10,8

Coelhos

Número total de animais mortos: 2,4 milhões
Número médio de animais mortos por consumidor: 0,009
Número médio de animais consumidos durante a vida: 0,69

Peixes

Número total de animais mortos: 6,5 bilhões
Número médio de animais mortos por consumidor: 22
Número médio de animais consumidos durante a vida: 1.700

Mariscos

Número total de animais mortos: 64 bilhão
Número médio de animais mortos por consumidor: 218
Número médio de animais consumidos durante a vida: 17.000

TOTAL DE ANIMAIS TERRESTRES

Número total de animais mortos: 8,56 bilhões
Número médio de animais mortos por consumidor: 29
Número médio de animais consumidos durante a vida: 2.261

TOTAL DE ANIMAIS DO MAR

Número total de animais mortos: 71 bilhão
Número médio de animais mortos por consumidor: 240
Número médio de animais consumidos durante a vida: 19.000

TOTAL DE ANIMAIS

Número total de animais mortos: 80 bilhão
Número médio de animais mortos por consumidor: 270
Número médio de animais consumidos durante a vida: 21.000

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