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Confirmado: Matthew Roberts não é filho de Charles Manson

manson matthewroberts Confirmado: Matthew Roberts não é filho de Charles Manson

Vocês devem se lembrar da história sobre um suposto filho de Charles Manson, um tal de Matthew Roberts, que saiu dando entrevistas a revistas e tabloides buscando reconhecimento de ser filho do “homem mais perigoso vivo hoje”. No início de 2010, matérias sobre esse caso inundaram as publicações da mídia sensacionalista, inclusive no Brasil. A dúvida sobre a real paternidade desse artista de segunda categoria tornava o assunto interessante.

Mas finalmente, como prometido pela ATWA Brasil em fevereiro de 2010, mais essa mentira sobre Charles Manson foi desmascarada, de uma vez por todas. Não, Matthew Roberts não é filho de Charles Manson – nem biológico, nem de ego.

Durante os últimos dois anos Matthew Roberts tentou, de todas as maneiras, provar que ele era realmente um filho biológico de Charles Manson – fato curioso, uma vez que ao mesmo tempo ele se dizia “muito incomodado” com essa possibilidade. Matthew Roberts chegou a comprar cartas assinadas por Manson na Internet, e apresentá-las como se fossem cartas enviadas de Manson para ele.

Mas de uma vez por todas, esse assunto está encerrado: Matthew Roberts não é filho de Charles Manson.

Jason Freeman, um verdadeiro neto de Charles Manson, filho de Charles Manson Jr (que foi morto em 1993), concordou em ceder um teste de DNA para tirar a prova da busca de Matthew Roberts. Se os testes de DNA de Jason Freeman e Matthew Roberts mostrassem evidências de um parentesco comum, eles teriam cópias exatas do cromossomo Y. Isso poderia provar que ambos são descendentes de Charles Manson. O teste foi acompanhado de perto pela rede de notícias americana CNN, que depois veio a publicar um artigo sobre essa história. Foram 48 horas de espera para o resultado dos testes de DNA. Resultado: “Os dois homens não compartilham uma ascendência biológica comum”. Por fim, o drama de Matthew Roberts foi esclarecido: tratava-se apenas de mais uma pessoa oportunista, tentando se tornar famosa à custa da imagem de Charles Manson construída pela mídia americana.

Logo após a divulgação do resultado, Matthew Roberts disse: “Agora não tenho mais como saber quem meu verdadeiro pai é. Essa era a única pista que eu tinha, então agora não tenho mais como descobrir ou conhecer o meu pai biológico”.

Caso encerrado.

 Confirmado: Matthew Roberts não é filho de Charles Manson

© 2012 ATWA Brasil


O potencial positivo da eugenia

atwa eugenia5 O potencial positivo da eugenia

Os resultados de um estudo grande e altamente respeitado sobre a questão do retardo mental servem para ilustrar o potencial positivo eugenia.

Dois por cento dos indivíduos entrevistados no estudo eram vítimas de retardo, e eles produziram 36% da geração seguinte de retardados (Reed e Reed, 1965). Claramente, se esses 2% não tivessem filhos, casos de retardo mental teriam sido reduzidos em 36% em apenas uma geração. Com apenas uma ligeira modificação, esses valores podem ser aplicados à população em geral. Se aqueles com atraso mental recebessem dinheiro suficiente ou outros incentivos para adotar um controle de natalidade permanente, casos de retardo mental poderiam ser reduzidos em cerca de um terço em apenas uma geração. Essa é apenas uma entre muitas medidas eugênicas possíveis, mas esse passo sozinho já iria significativamente amenizar todos os problemas sociais, impedindo um número de abusos e negligências, proporcionando um grande incentivo para a economia, e fazendo com que o “quociente de miséria” despencasse.

Os igualitários tomam caminhos tortuosos para resolver problemas sociais – eles continuam a tentar mudar as pessoas alterando os ambientes que as cercam. Apesar de testemunhar uma sequência de fracassos abissais, o nosso desejo natural de aliviar o sofrimento e melhorar o mundo persiste. Esse desejo encontra uma nova esperança na eugenia baseada na ciência, e não em propaganda e ilusões.

Enfim, a eugenia tem o caminho direto. Ela tem o potencial único de realmente proporcionar um mundo melhor, de fazer melhorias profundas, concretas e duradouras ao que chamamos de “condição humana”, melhorando os próprios seres humanos.

 O potencial positivo da eugenia

© 2010 ATWA Brasil


Eugenia e fatores que determinam a opinião pública

eugenia opiniaopublica Eugenia e fatores que determinam a opinião pública

Por que é que o mundo ocidental permanece preso às garras de uma ilusão tão grande? Por milhares de anos, todos tinham como certo que algumas pessoas nascem mais espertas do que outras, simplesmente porque isso é tão obviamente uma verdade. Mesmo nas primeiras décadas do século 20, o igualitarismo teria sido uma piada, e a eugenia era amplamente aceita por pessoas de destaque cujas opiniões definiram todo o espectro político. Para listar apenas alguns poucos proponentes: George Bernard Shaw, Charles Darwin, Margaret Sanger, HG Wells, Francis Galton (que inventou o termo “eugenia”), Theodore Roosevelt, Oliver Wendell Holmes, Alexander Graham Bell, Charles Lindbergh, e Winston Churchill. Julian Huxley descreveu a eugenia como “de todos os estabelecimentos para o altruísmo, o que é mais abrangente e de maior alcance”. Mas apesar disso, hoje a eugenia é considerada a maior forma de crueldade! Porque as idéias entram e saem de moda é algo que não é compreendido inteiramente. Entretanto, abaixo estão três fatores que provavelmente explicam essa face da opinião pública:

(1) Após a Segunda Guerra Mundial, as crenças proeminentes dos países derrotados foram universalmente rejeitadas. Hitler defendia fortemente a eugenia, embora não da mesma forma que os eugenistas de hoje (Hitler era contra os testes de QI). Genética, comportamento, e raça passaram a ser considerados como temas desagradáveis. O movimento eugênico teve origem na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, e 27 outros países além da Alemanha promulgaram leis de eugenia no mesmo período. Nem genocídio nem qualquer outra coisa terrível aconteceu nesses países, de forma que nenhum caso remotamente razoável pode ser feito entre a eugenia e genocídios. Os comunistas tomaram o ponto de vista oposto – de que o ambiente é muito importante e que a genética não conta para nada – ainda que eles tenham assassinado muito mais gente do que os nazistas. No entanto, não importa o quão injusto, a eugenia passou a ser estigmatizada porque é associada nas mentes de muitos com Adolf Hitler.

(2) A opinião pública no mundo ocidental é amplamente moldada por jornalistas. Inúmeros estudos têm descoberto que os jornalistas tendem a ser muito mais liberais politicamente do que a população em geral. Entre os estudantes universitários, aqueles dos campos de administração de negócios e ciências tendem a ser mais conservadores politicamente, enquanto os estudantes de literatura e de jornalismo são mais liberais, o que sugere uma auto-seleção dos estudantes que entram no campo do jornalismo. Em outras palavras, as pessoas que são atraídas para o jornalismo, por qualquer razão, tendem a ser liberais. Junto com os jornalistas liberais, acadêmicos marxistas com certas agendas políticas têm contribuído substancialmente para a promoção da propaganda igualitária.

Snyderman e Rothman (1988) compararam o que foi relatado sobre a questão do QI na TV, nos jornais e nas revistas com o que os cientistas fazendo pesquisas sobre QI realmente dizem sobre essa questão. Eles descobriram que a mídia sempre ofereceu contextos extremamente tendenciosos, sugerindo que o QI não mede nada de realmente importante, que é “culturalmente tendencioso”, e que a maioria dos especialistas em estudos de QI concordavam com tais afirmações, quando, na verdade, a maioria dos especialistas discorda de tais afirmações.

Quanto à questão da raça, os meios de comunicação têm falhado completamente em sua responsabilidade de relatar as descobertas científicas ao público. Na realidade, é muito pior do que falhar em sua responsabilidade de comunicar os fatos, porque isso implicaria que eles simplesmente não teriam feito tudo o que deveria ter sido feito. Na realidade, a mídia tem mentido descaradamente ao público, e isso vem acontecendo há décadas. Para alguns, “mentido descaradamente” pode soar como retórica inflamada, mas não há provas ou evidências de que seja esse o caso. Afinal, que tipo de desonestidade flagrante está se reservando ao termo “mentido descaradamente”? Snyderman e Rothman (1988) constataram que a maioria dos cientistas que fazem pesquisas no campo de QI acredita que parte da diferença entre raças quanto ao QI é genética. Através da análise de centenas de reportagens, eles também descobriram que a mídia retrata essa visão predominantemente como se fosse um tema reservado a uns poucos malucos. Em outras palavras, a verdadeira opinião científica sobre o assunto tem sido escondida pela mídia.

Essa contínua campanha de desinformação sobre o QI, a genética e a raça tem sido travada por jornalistas liberais e acadêmicos marxistas contra o mundo ocidental desde a década de 1950. Como um polvo com tentáculos de longo alcance, causa caos em uma infinidade de formas, como por exemplo, impossibilitando a existência um debate público sério sobre a eugenia, um pré-requisito óbvio para implementar qualquer programa eugênico. Essa desonestidade descarada poderia ser esperada sob um regime comunista, mas o fato de isso ocorrer em sociedades democráticas clama por uma explicação.

(3) Para compreender por que razão o igualitarismo reina supremo e a eugenia se transformou em um assunto tabu, o assunto deve ser visto como parte do modo de pensar ocidental nos dias de hoje, que também inclui obediência à “diversidade” e “multiculturalismo”, à discriminação reversa, aos ataques contra o cristianismo, ao apoio à políticas de imigração, à promoção da promiscuidade e da homossexualidade, à defesa da miscigenação e do relativismo moral, muito dos quais podem ser agrupados sob a rubrica do “politicamente correto”. Será que essa crença generalizada do sistema simplesmente “aconteceu”, ou será que são as pessoas que fazem as coisas acontecerem? E nesse último caso, quem seria e por quê?

Quando um crime é cometido, a primeira pergunta de um detetive é questionar a possível motivação, ou seja, quem se beneficiaria com o ocorrido. Da mesma forma, pode-se razoavelmente perguntar: “Quem se beneficia com esse modo de pensar desonesto e destrutivo?” É um assunto extremamente interessante e importante, mas, infelizmente, desvendar essa questão está além do escopo desse artigo. Em vez disso, vou me referir ao brilhante livro de Kevin MacDonald, “A Cultura da Crítica” (1998), uma fonte de respostas sobre a agenda escondida por trás do que estamos falando. MacDonald faz um caso chocante, mas que está bem documentado.

Enfim, os três fatores acima descritos ilustram as causas da mentalidade errônea do Ocidente com relação à prática da eugenia. Pode-se dizer que são fatores emocionais, que mexem com os corações, mas que ao mesmo tempo anulam as mentes. Em nome do que é politicamente correto, muita destruição está sendo causada à espécie humana, e um caminho melhor está logo ali, tão perto de nós, mas escondido sob as páginas de jornais e revistas com as suas agendas liberais. A opinião pública é a chave para tanto para o sucesso quanto para a aniquilação.

 Eugenia e fatores que determinam a opinião pública

© 2010 ATWA Brasil


Igualitarismo: Superstição não é o caminho

atwa supersticao Igualitarismo: Superstição não é o caminho

Muitas vezes sentimos uma superioridade, uma auto-satisfação, quando lemos sobre loucuras do passado, como os julgamentos das bruxas de Salém, a Inquisição, ou práticas médicas bizarras, tal como a aplicação de sanguessugas para curar doenças. Filmes antigos sobre as primeiras tentativas do homem de voar são vídeos que hoje nos fazem rir. Mas como é que sabemos que nós mesmos não estamos, nesse exato momento, nas garras de uma ilusão incrivelmente estúpida que nos fará parecer idiotas para as pessoas no futuro?

Não seria exagero dizer que o igualitarismo é a mais prevalente “superstição” dos séculos 20 e 21 – provavelmente de todos os tempos – uma vez que é uma opinião sobre causalidade que milhões de pessoas aceitam, mas que não há provas científicas sobre, e que a ciência, na realidade, já desmentiu. Afinal, poderia o igualitarismo ser classificado como uma superstição?

O Moderno Dicionário da Língua Portuguesa Michaelis define a palavra “superstição” da seguinte maneira:

“1. Sentimento religioso excessivo ou errôneo, que muitas vezes arrasta as pessoas ignorantes à prática de atos indevidos e absurdos. 2. Opinião baseada em preconceitos ou crendices. 3. Crendice, preconceito. 4. Dedicação exagerada ou não justificada.”

Outra definição comum é encontrada no Dicionário Webster (9ª Edição):

“Uma crença ou prática resultante de ignorância, o medo do desconhecido, a confiança na magia ou acaso, ou uma falsa concepção da causalidade. Uma noção mantida apesar das evidências do contrário.”

O mundo ocidental tem aceitado acriticamente uma enorme quantidade de desinformação sobre a natureza humana e, como resultado da nossa “mega superstição”, estamos causando a nós mesmos, e a todos os nossos descendentes, um “mega-sofrimento”. Cegamente, as pessoas sentem que são boas, que estão fazendo o que é correto, quando não questionam a diferença entre os próprios seres humanos. “Somos todos iguais” é o slogan que prevalece. Mas essas pessoas não percebem que essa falta de visão crítica só pode resultar em muita dor – inclusive para elas mesmas. Nós desperdiçamos uma vasta quantidade de tempo, esforço e dinheiro em programas inadequados, enquanto a todo o momento a nossa inteligência inata, o próprio fundamento da nossa civilização e bem-estar, é constantemente silenciada e esquecida.

Superstições de todos os tipos são questionadas todos os dias: sobre a existência de extraterrestres, sobre a religião, sobre o aquecimento global, e até mesmo sobre a existência de Deus. Tudo isso pode ser questionado, e bons argumentos aparecem para sustentar ambos os lados dessas questões. Existe também um nível razoável de respeito por idéias divergentes nesses campos. Mas quando se trata do igualitarismo, toda essa lógica é perdida. “Tudo pode variar, mas nós somos todos iguais”. Trata-se de um argumento politicamente correto, mas cientificamente errado e absurdo. Mais uma vez: não existe um estudo científico que estabeleça que nós nascemos todos iguais. Não há ciência que sustente essa hipótese. Sendo assim, por que confiar nosso futuro em uma superstição?

 Igualitarismo: Superstição não é o caminho

© 2010 ATWA Brasil


Eugenia em síntese (Parte 1)

atwa eugenia Eugenia em síntese (Parte 1)

O texto abaixo é baseado nos estudos de Marian Van Court sobre a genética humana:

A décima primeira edição da Enciclopédia Britânica define “eugenia” como “a melhoria biológica da raça através da aplicação inteligente das leis da hereditariedade”. Apesar disso, a maioria das pessoas pensa em um homem branco quando ouve essa palavra, ou evocam imagens de suásticas e nazistas. Acontece que a eugenia tem uma longa história, que vai além dos tempos da Roma antiga.

A eugenia lida com a direção atual da evolução humana. Milhares de artigos foram publicados em revistas acadêmicas, toneladas de terra foram vasculhadas com pequenas escovas em busca de crânios, vastas quantidades de dinheiro foram concedidas a pesquisadores, e muitas carreiras inteiras passaram a tentar descobrir como é que chegamos a um cérebro maior e com mais inteligência (o Homo sapiens). Este é um esforço fascinante, e vale a pena. Mas o que é urgente, o que é sem dúvida a questão mais importante sobre a nossa espécie, é saber para onde os seres humanos estão evoluindo nesse exato momento. Será que estamos a evoluir em um caminho favorável?

É verdade que a seleção natural praticamente deixou de operar em muitas partes do mundo hoje, mas a evolução continua, porque a reprodução humana está longe de ser aleatória. Assim como a história marcha indefinidamente para o futuro, tanto na guerra como na paz, o mesmo acontece com a evolução. Padrões reprodutivos de cada geração formam o caráter inato de sucessivas gerações, seja para o melhor ou para o pior.

A maioria de nós quer dar aos nossos filhos tanto quanto os nossos pais nos deram, de preferência mais. Queremos que eles tenham a melhor educação possível, e todas as vantagens que se pode alcançar. Esperamos, também, deixá-los com um mundo melhor do que aquele que nascemos. No entanto, o legado mais importante que podemos deixar aos nossos filhos é a sua própria integridade biológica: boa saúde, grande inteligência e caráter nobre. Estes traços representam uma boa parte do caminho seguro para a felicidade e bem-estar. Tomadas em conjunto, essas características constituem a capacidade de uma população de manter e avançar a civilização – o mais precioso dos dons humanos – porque, sem a civilização, reina o caos, a lei do mais forte e o sofrimento em abundância.

O foco deste trabalho será a inteligência. Aqui está o argumento, em síntese:

1. A inteligência humana é em grande parte hereditária.

2. A civilização civilização se desenvolve dependendo da inteligência inata. Sem inteligência inata, a civilização não teria sido criada. Quando diminui a inteligência, o mesmo acontece com a civilização.

3. Quanto mais alto o nível da civilização, melhor é para a população. A civilização não é uma proposição qualquer. Pelo contrário, é uma questão de grau, e cada grau, para cima ou para baixo, afeta o bem-estar de cada cidadão.

4. No momento, estamos a evoluir para se tornar menos inteligentes a cada nova geração. Por que isso está acontecendo? Simples: menos pessoas inteligentes estão produzindo mais filhos.

5. A menos que esta tendência pare, a nossa civilização seguirá invariavelmente para o declínio. Qualquer declínio na civilização produz um aumento proporcional no quociente de miséria coletiva.

Lógica e provas científicas dão suporte a cada uma das afirmações acima. Na próxima parte, entraremos em maior detalhe na questão número um: a inteligência humana é em grande parte hereditária.

Para ler a parte dois da série “Eugenia em síntese”, clique aqui

 Eugenia em síntese (Parte 1)

© 2010 ATWA Brasil


Superpopulação e eugenia

dna atwa Superpopulação e eugenia

Considerando as ameaças da superpopulação mundial, é vital procurar idéias hoje que possam diminuir o aniquilamento que virá amanhã. Obviamente, não será possível sustentar no ritmo de vida do homem de hoje uma população de 9 bilhões de pessoas na Terra em 2050. Aliado a isso, está comprovado que as massas são incapazes, voluntariamente, de se adequar e fazer a sua parte hoje pelo futuro. Quando o dia chegar em que não haverá comida, água e abrigo para todos, caberá àqueles que estiverem melhor adaptados decidir quem embarcará no barco da vida e quem será abandonado. As idéias são muitas, e todas merecem atenção.

 

Prof. José Roberto Goldim

Ao longo da história da humanidade, vários povos, tais como os gregos, celtas, fueginos (indígenas sul-americanos), eliminavam as pessoas deficientes, as mal-formadas ou as muito doentes.

O termo Eugenia foi criado por Francis Galton (1822-1911), que o definiu como:

“O estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja fisica ou mentalmente”.

Galton publicou, em 1865, um livro intitulado “Hereditary Talent and Genius”, onde defende a idéia de que a inteligência é predominantemente herdada e não fruto da ação ambiental. Parte destas conclusões ele obteve estudando 177 biografias, muitas de sua própria família. Galton era parente de Charles Darwin (1809-1882). Erasmus Darwin era avô de ambos, porém com esposas diferentes, Darwin descendeu da primeira, por parte de pai, e Galton da segunda, por parte de mãe. Darwin havia publicado “A Origem das Espécies” em 1858.

No seu livro, Galton propunha que “as forças cegas da seleção natural, como agente propulsor do progresso, devem ser substituídas por uma seleção consciente e os homens devem usar todos os conhecimentos adquiridos pelo estudo e o processo da evolução nos tempos passados, a fim de promover o progresso físico e moral no futuro”.

O argentino José Ingenieros publicou, em 1900, um texto, posteriormente divulgado como um livro, denominado “La simulación en la lucha por la vida”. Neste texto, incluem-se algumas considerações eugênicas, tais como:

“Por acaso, os homens do futuro, educando seus sentimentos dentro de uma moral que reflita os verdadeiros interesses da espécie, possam tender até uma medicina superior, seletiva; o cálculo sereno desvaneceria uma falsa educação sentimental, que contribui para a conservação dos degenerados, com sérios prejuízos para a espécie”.

Em 1908, foi fundada a “Eugenics Society” em Londres, primeira organização a defender estas idéias de forma organizada e ostensiva. Um de seus líderes era Leonard Darwin (1850-1943), oitavo dos dez filhos de Charles Darwin. Ele era militar e engenheiro. Em vários países europeus (Alemanha, França, Dinamarca, Tchecoslováquia, Hungria, Áustria, Bélgica, Suíça e União Soviética, dentre outros) e americanos (Estados Unidos, Brasil, Argentina, Peru) proliferaram sociedades semelhantes. Segundo Oliveira, a Sociedade Paulista de Eugenia foi a primeira do Brasil, tendo sido fundada em 1918.

Na edição de 1920, Ingenieros ressaltou, em nota de rodapé, que as suas opiniões haviam sido confirmadas pela rápida difusão das idéias eugenistas em diferentes partes do mundo.

O 1º Congresso Brasileiro de Eugenismo foi realizado no Rio de Janeiro, em 1929. Um dos temas abordado era “O Problema Eugênico da Migração”. O Boletim de Eugenismo propunha a exclusão de todas as imigrações não-brancas. Em março de 1931 foi criada a Comissão Central de Eugenismo, sendo o seu presidente Renato Kehl e o Prof. Belisário Pena um dos membros da diretoria. Os objetivos desta Comissão eram os seguintes:

1- Manter o interesse do estudo de questões eugenistas no país;

2- Difundir o ideal de regeneração física, psíquica e moral do homem;

3- Prestigiar e auxiliar as iniciativas científicas ou humanitárias de caráter eugenista que sejam dignas de consideração.

Em vários países foram propostas políticas de “higiene” ou “profilaxia social”, com o intuito de impedir a procriação de pessoas portadoras de doenças tidas como hereditárias e até mesmo de eliminar os portadores de problemas físicos ou mentais incapacitantes.

Vale lembrar que as idéias eugenistas alemãs se originaram do trabalho do Conde de Gobineau – “Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas” – publicado em 1854. Antes, portanto, das idéias darwinistas terem sido divulgadas e do termo “Eugenia” ter sido criado. O Conde de Gobineau esteve no Brasil, onde coletou dados. Neste ensaio foi feita a proposta da superioridade da “raça ariana”, posteriormente levada ao extremo pelos teóricos do nazismo Günther e Rosenberg nos anos de 1920 a 1937. Outro autor alemão, Gauch, afirmava que havia menos diferenças anatômicas e histológicas entre o homem e os animais, do que as verificadas entre um nórdico (ariano) e as demais “raças”. Isto acabou sendo objeto de legislação em 1935, através das “Leis de Nuremberg”, que proibiam o casamento e o contato sexual de alemães com judeus, o casamento de pessoas com transtornos mentais, doenças contagiosas ou hereditárias. Para casar era preciso obter um certificado de saúde. Em 1933 já haviam sido publicadas as leis que propunham a esterilização de pessoas com problemas hereditários e a castração dos delinquentes sexuais.

Jiménez de Asúa propunha que a Eugenia deveria se ocupar de três grandes grupos de problemas: a obtenção de uma descendência saudável (profilaxia), a consecução de matrimônios eugênicos (realização) e a paternidade e maternidade consciente (perfeição).

A profilaxia seria obtida através de ações tais como: combate às doenças venéreas, prostituição e pela caracterização do delito de contágio venéreo.

A realização ocorreria através de casais eugênicos e do reconhecimento médico pré-matrimonial.

A perfeição proporia meios para que fosse possível a limitação da natalidade, os meios anticoncepcionais, a esterilização, o aborto e a eutanásia.

Com o desenvolvimento das modernas técnicas de diagnóstico genético, do debate sobre os temas do aborto, da eutanásia e da repercussão da epidemia de AIDS, muitas destas idéias são discutidas com base em pressupostos eugênicos, sem que este referencial seja explicitamente referido.

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