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Aranhas: Aliadas espirituais de ATWA

atwa aranhas Aranhas: Aliadas espirituais de ATWA

“Eu pensei uma vez que até uma aranha tem uma teia, e então eu encontrei uma aranha cega que só pulava, e não tinha um amigo e não tinha nada. Qualquer coisa que cruzasse seus sentimentos era atacada, picada, e comida. Elas são tão espertas, podem andar nos bolsos das trevas até chegar aos olhos de um homem e picá-lo. Os detentos as odeiam. Elas são minhas amigas espirituais, e eu aprendi que se você não entrar no espaço delas elas não entrarão no seu”.

- Charles Manson

 Aranhas: Aliadas espirituais de ATWA

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Vida na Terra ameaçada: Cientistas confirmam visão de ATWA

atwa confirmacao Vida na Terra ameaçada: Cientistas confirmam visão de ATWA

A Terra tem apenas uma década para escapar de diversos “pontos críticos” antes que todo o dano causado pelo homem se torne para sempre irreversível. Se o planeta não se resgatar dessa condição crítica dentro dos próximos anos, testemunhará uma série de avarias nos sistemas que sustentam a vida humana, como oceanos e solo.

“As pesquisas mais recentes demonstram que a continuação do funcionamento do sistema da Terra que tem suportado o bem-estar da civilização humana pelos últimos séculos está em risco”, explicou o cientista Mark Stafford Smith durante a conferência Planet Under Pressure (Planeta Sob Pressão), que aconteceu entre 26 e 29 de março, em Londres. Determinar essa realidade foi o grande êxito da conferência.

Fato é que o homem tem sido muito melhor em documentar problemas e compreender os processos degenerativos causados pela humanidade do que em se envolver com possíveis soluções. Cientistas têm documentado as evidências de um novo evento de extinção em massa na Terra acelerado por ações humanas, mas têm oferecido poucas alternativas concretas a serem estabelecidas no dia-a-dia do homem moderno. O mesmo acontece com o povo comum, que convive diariamente com os sinais da catástrofe, e até se diz disposto a mudar, mas permanece enraizado em seus erros, incapaz de agir.

Segundo os cientistas presentes na conferência em Londres, essa inércia humana em transformar teorias em prática se deve a três fatores que se tornaram conhecidos apenas há pouco tempo: primeiro, a compreensão (e resistência à compreensão) de que vivemos em uma Era Antropocena, onde uma única espécie (o ser humano) domina os sistemas de vida do planeta; segundo, o reconhecimento de que os processos de vida do planeta são todos interconectados, e que portanto deve-se pensar sempre sob o ponto de vista do todo em vez de focar em partes específicas; e a ética de vida de “negócios a parte” do homem moderno ocidental, que trata de compreender as questões da natureza sob o ponto de vista político-econômico. Esses três fatores, e a resistência em compreendê-los, resultariam na ineficácia das decisões humanas para resgatar os sistemas de vida da Terra.

Ironicamente, são necessárias viagens, hospedagens, conferências, salários, cientistas, paletós e gravatas para comunicar essa realidade com alguma credibilidade para outros humanos. Charles Manson, trancado na escuridão das penitenciárias americanas, tem alertado sobre isso, e proposto mudanças práticas (e não simplesmente teóricas) desde ao menos 1967, sem ser ouvido. Passaram-se 45 anos de tempo perdido para resgatar os sistemas de vida do planeta, e agora os cientistas alertam sobre “as poucas décadas que nos restam para agir”. Seria cômico, se não fosse tão real.

 Vida na Terra ameaçada: Cientistas confirmam visão de ATWA

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Perspectiva de ATWA sobre a questão dos gatos

atwa gatos Perspectiva de ATWA sobre a questão dos gatos

Muitas ONGs, movimentos sociais, e ativistas que se dizem simpatizantes de direitos para os animais e respeito pelo meio ambiente têm falhado enormemente devido a uma básica incompreensão sobre o que está em jogo quando se fala de natureza.

Grupos ingenuamente bem intencionados (e alguns bem financiados) têm colocado pressão em governos locais pelo Brasil a fora a fim de promover programas de captura, castração, vacinação, e devolução de gatos de rua. Isso em nome de alguma noção obscura de respeito à vida dos animais por parte de voluntários genuinamente bem intencionados. Eles tendem a argumentar que programas assim seriam mais “humanos” do que simplesmente sacrificar esses gatos.

Mas isso não passa de imaginação (de novo, bem intencionada) de pessoas que, na realidade, sabem muito pouco sobre a vida animal. Gatos de rua vivem vidas curtas e violentas, e são comumente atropelados por carros, ou mortos por doenças, maus-tratos, ou predação. Mais importante do que isso, eles também representam uma fonte de propagação de doenças como raiva e toxoplasmose para humanos e outras formas de vida nativas. E sejam eles bem alimentados ou não, gatos de rua caçam e matam formas de vida naturais em escalas catastróficas – uma realidade que é longe de ser “humana”.

Algumas estimativas sugerem que exista cerca de 70 milhões de gatos selvagens vagando livremente pelo Brasil – incluindo gatos domesticados criados fora de casa, fugitivos, ou simplesmente selvagens. E baseado nesses números, estima-se que esses gatos matem cerca de um milhão de pássaros a cada dia, e mais de duas vezes esse número de pequenos roedores. Pergunto aos bem intencionados ativistas pelos direitos dos animais: onde estão os gritos de indignação por todas essas mortes?

Toda essa matança vem de um animal que nem sequer é nativo da América. Em suporte dessa afirmação, a União Internacional pela Conservação da Natureza lista os gatos domésticos como “uma das piores espécies invasivas do planeta”, e cientistas de conservação têm soado o alarme sobre a urgência de controlar esses gatos para preservar um equilíbrio ecológico, particularmente em áreas como parques urbanos.

Mas essa ameaça vai além dos centros urbanos. Um recente estudo americano do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas mostrou que o parasita que causa toxoplasmosis, que contamina a água a partir de fezes de gatos, contribui todos os dias para a morte de milhares de mamíferos marinhos, como focas, golfinhos, e baleias.

A ciência é clara: gatos estão causando danos irreparáveis para a fauna nativa, e devem ser mantidos em locais fechados. Infelizmente, muitos oficiais públicos, políticos, e ativistas praticam uma eco-ignorância generalizada sobre a questão dos gatos, ignorando a ciência.

Inspirados bela beleza dos gatos e pela sua aparente fragilidade, pessoas bem intencionadas têm representado um verdadeiro obstáculo para um equilíbrio natural. Essa resposta emocional ignora a ciência, mas é a ciência – e não a emoção – que deve determinar as políticas de como lidar com a questão dos gatos. Quantos outros estudos científicos serão necessários para convencer políticos e ativistas de que é necessário mudar a maneira como está se lidando com o crescimento desenfreado da população de gatos? Já passou do momento de fazermos as perguntas corretas sobre essa questão, e ouvirmos respostas racionais.

 Perspectiva de ATWA sobre a questão dos gatos

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As 10 espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil

atwa extincoes As 10 espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil

O Brasil abriga 13% de todas as espécies já descritas pela ciência. Aproximadamente 40% das florestas tropicais do mundo estão aqui. E mais de 600 animais estão ameaçados de extinção no país.

A Lista Vermelha brasileira registra 627 espécies que podem deixar de existir nos próximos anos. São 394 animais terrestres e 233 aquáticos. Todas as informações estão reunidas no Livro Vermelho, elaborado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), segundo o qual, 64% dos animais em extinção estão na Mata Atlântica – resultado de desmatamentos, ocupação territorial pela população humana, e poluição de rios e oceanos.

E o que é ruim sempre pode ficar pior: algumas espécies ainda ganham o carimbo “CR” ao lado de seus nomes, sigla em inglês para criticamente em perigo, ou criticamente ameaçado de extinção. No total, são 125 nessa situação.

Abaixo, os 10 animais brasileiros que estão mais criticamente ameaçados de extinção:


1 – Cuíca-de-colete (Caluromysiops irrupta)

Caluromysiop  irrupta As 10 espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil

Com movimentos lentos e passando 70% do seu tempo em descanso, esse mamífero tem sido alvo fácil para caças tornando-se uma das espécies ameaçadas de extinção no Brasil. O animal vive no norte dos Estados do Maranhão e Ceará e se alimenta basicamente de frutas. Os machos são negros, com as extremidades dos membros, cauda e parte do dorso em tom ruivo e a lateral com pelos dourados. Já a coloração das fêmeas é, na maioria das vezes, pardo-amarelada, com uma tonalidade olivácea. No município de Cocal (PI), as últimas populações já estão condenadas a desaparecer muito em breve.


2 – Baleia-azul (Balaenoptera musculus)

Balaenoptera musculus As 10 espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil

Com o título de maior animal do planeta, a baleia-azul pode desaparecer do Brasil justamente por seu tamanho. Esses mamíferos medem entre 25 m e 30 m – sendo as fêmeas maiores e mais pesadas do que os machos. Todo esse tamanho proporcionava um alto rendimento à atividade comercial baleeira até os anos 60. A grande caça do passado é a principal responsável por sua extinção: só nos anos de 1930 e 1931, mais de 30 mil exemplares foram caçados. A localização precisa das áreas reprodutivas da espécie é ainda desconhecida. Mas já houve registos de sua aparição no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, e na Paraíba, onde dois exemplares foram capturados comercialmente.


3 – Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus)

Leontopithecus chrysopygus As 10 espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil

O mico-leão-preto vive na Mata Atlântica e, em breve, pode desaparecer. Essa espécie de macaco está ameaçada devido à alteração do seu habitat natural, principalmente por desmatamentos. A maior população da espécie ocorre no Morro do Diabo (SP): abriga cerca de mil exemplares, que vivem em 37 mil hectares de floresta.


4 – Bugio-marrom (Alouatta guariba guariba)

Alouatta guariba guariba As 10 espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil

Pense duas vezes antes de comprar um bicho exótico para colocar de enfeite na sua casa. A fragmentação da Mata Atlântica, o desmatamento de grandes porções da cobertura vegetal nativa e, principalmente, o comércio ilegal do animal, que é vendido como bicho de estimação, podem resultar no desaparecimento do primata bugio-marrom da Mata Atlântica. A caça ilegal e os incêndios florestais, comuns na Mata Atlântica, têm resultado no desaparecimento do animal.


5 – Rato-do-mato (Wilfredomys oenax)

Wilfredomys oenax As 10 espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil

O Wilfredomys oenax é uma espécie encontrada em São Lourenço (RS), no Paraná, e em São Paulo. Esse animal se alimenta somente de vegetais, folhas e frutos, e ainda mora na floresta. Grande roedor, esse mamífero pode sumir nos próximos anos. Medindo cerca de 11 cm, com mais 2,5 cm de cauda, e pesando 1 kg, essa espécie está ameaçada principalmente por desmatamentos e destruição de seu habitat.


6 – Lambari Hyphessobrycon taurocephalus

Hyphessobrycon taurocephalus As 10 espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil

Ou essa espécie de peixe lambari já está extinta ou ela é muito tímida e anda se escondendo nas águas do rio Iguaçu (PR). Essa é a principal dúvida dos pesquisadores, que hoje se debruçam para achar e estudar a espécie em águas brasileiras. Esse peixe é onívoro e seu tamanho médio é entre 10 e 15 cm de comprimento. O corpo é prateado, e as cores das nadadeiras variam, sendo mais comuns os tons de amarelo, vermelho, e preto. A construção de barragens é um dos principais problemas enfrentados no rio Iguaçu, uma vez que resulta na perda de habitats. Além disso, as construções resultam em cursos de água menores que são prejudicais à espécie em função de volume reduzido de água e maior interface com o meio terrestre.


7 – Cação-bico-doce (Galeorhinus galeus)

Galeorhinus galeus As 10 espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil

Caracterizado pelo pequeno tamanho da segunda nadadeira dorsal (bem menor que a primeira e semelhante ao da nadadeira anal) e pelos dentes fortemente serrilhados, esse peixe vive na costa sudeste-sul do país e corre risco de extinção devido à pesca. O cação-bico-doce tem um ciclo de vida longo, podendo chegar até os 33 anos de idade. Atingindo comprimento máximo de 175 cm (machos) e 195 cm (fêmeas), essa espécie apresenta uma longa história de exploração em diversos países, para aproveitamento da carne e do óleo. Essa espécie apresenta colapso de seus estoques no Pacífico Oriental e no Brasil, enquadrando-a como espécie globalmente ameaçada. A espécie ainda sofre com a degradação de seu habitat. Os declínios populacionais mais marcados têm ocorrido no Brasil e no Uruguai.


8 – Borboleta Actinote zikani

Actinote zikani As 10 espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil

O Brasil pode ficar menos colorido caso se confirmem os riscos de extinção das borboletas. Esse inseto é o que mais possui espécies ameaçadas na lista dos CR (criticamente em perigo) no Livro Vermelho. Ao todo são 20 tipos de borboletas, todas sem nome popular específico. Uma delas é a Actinote zikani. No Brasil, ela habita uma área estreita da Serra do Mar, entre o alto da serra de Cubatão e Salesópolis (SP). Com as asas em tom de preto e amarelo queimado, essa borboleta deve desaparecer nos próximos anos por causa da poluição.


9 – Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari)

Anodorhynchus leari As 10 espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil

A plumagem da cabeça e do pescoço é azul-esverdeada, o anel perioftálmico (região da cabeça) é amarelo e o resto do corpo é azul. Com as cores da bandeira do Brasil, a arara-azul-de-lear corre o risco de sumir do nordeste da Bahia, onde habita. Estimativas atuais indicam que a população é de aproximadamente 500 exemplares. A principal ameaça à espécie é a captura para o comércio ilegal, que tem sido muito frequente. Há ainda outra razão para seu possível desaparecimento. O principal alimento da arara-azul-de-lear é o coco da palmeira licuri (Syagrus coronata), que está escasso. A falta desse alimento é um dos motivos de sua possível extinção, já que se estima um consumo diário de 350 cocos por arara adulta. O que ocorre é que há pouca regeneração da palmeira do licuri por causa das queimadas e derrubadas para plantio de roças. A diminuição na quantidade de licuri disponível faz com que as araras busquem alimento em plantações de milho, onde acabam sendo alvejadas pelos produtores.


10 – Pato mergulhão (Mergus octosetaceus)

Mergus octosetaceus As 10 espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil

Essa ave é uma das mais ameaçadas de extinção em toda região neotropical por causa da interferência do homem em seu habitat. Já extinta na Argentina e Paraguai, o Mergus octosetaceus ainda existe no Brasil, mas somente em quatro Estados: Paraná, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Estima-se que existam menos de 250 aves no país. Essa é uma espécie altamente exigente com relação à qualidade de seu habitat, necessitando de águas límpidas e não tolerando bem a presença humana. Esse é o principal motivo que ameaça a vida dessas aves: não existe mais um habitat totalmente limpo no Brasil.

 As 10 espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil

© 2011 ATWA Brasil


Novos alertas de extinção em massa

atwa extincaoemmassa Novos alertas de extinção em massa

A cada dia, mais cientistas ao redor do mundo se pronunciam concordando com a iminência de uma sexta extinção em massa das espécies de plantas e animais do planeta Terra. Os mais recentes a embarcar nessa história foram os biologistas americanos da Universidade da Califórnia – Santa Barbara.

Essa semana, o grupo de pesquisadores disse concordar que estamos diante da sexta extinção em massa, afirmando que “cerca de 50% das espécies de plantas e animais podem desaparecer” durante as próximas décadas. Segundo o co-autor do estudo, Bradley Cardinale, “o evento de extinção no qual estamos vivendo é causado por ações humanas, assolando o planeta e gerando poluição através das nossas decisões do dia a dia”. O relatório publicado indica que “a Terra poderá perder metade das suas espécies de plantas e animais durante a geração atual da humanidade, por isso será importante determinar quais espécies merecem maior prioridade em termos de conservação”.

Desde 2005, quando um relatório da ONU anunciou oficialmente que “o planeta Terra está entrando – ou já entrou – em um período de extinção em massa acelerada não vista desde o desaparecimento dos dinossauros”, mais e mais cientistas têm alertado a humanidade sobre as possíveis consequências do estilo de vida do homem moderno.

Mas as massas não têm consciência sobre a perda de espécies e a ameaça que isso representa para a vida do planeta e da humanidade. Parece que uma televisão e um prato de comida são suficientes para que as mentes estejam tranquilas. Os alertas dos cientistas não comunicam com as massas, e a palavra dos profetas, como o nosso sábio mártir Charles Manson, são abafadas pela insanidade que rege as leis da modernidade.

Mas estarão os desacordados preparados para encarar a ira de ATWA quando o momento chegar?

 Novos alertas de extinção em massa

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ATWA: Novas espécies da Amazônia

atwa novaespecie ATWA: Novas espécies da Amazônia

Mais de 1200 espécies foram “descobertas” na Amazônia Brasileira entre 1999 e 2009 – média de uma a cada três dias.

Vale à pena enfatizar que esses animais são submissos a ATWA – sempre foram. São submissos à vontade de Deus, parte da ordem natural. Sendo assim, o conceito de “espécies descobertas” não condiz com a realidade. Não é um termo que faz parte do pensamento de ATWA. Essas espécies são novas para nós, que conhecemos tão pouco. São prova de que sabemos tão pouco. Mas para ATWA, elas sempre fizeram parte do todo da vida.

A galeria abaixo ilustra algumas dessas espécies recentemente encontradas pelo homem na Amazônia Brasileira:

 ATWA: Novas espécies da Amazônia

© 2010 ATWA Brasil


Novo crime contra ATWA no Brasil

atwa guerrabrasil Novo crime contra ATWA no Brasil

O novo crime contra ATWA no Brasil é o projeto de revisão do Código Florestal Brasileiro.

Uma revisão do código seria desejável, desde que ele se torne mais eficiente para cumprir seu objetivo maior: conservar a integridade dos ecossistemas nativos brasileiros. A revisão deve ser baseada em todo o conhecimento científico relevante e em análises isentas. Não é essa, porém, a base das mudanças propostas pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

O principal argumento proposto para alterar o Código Florestal Brasileiro é que, em sua forma atual, ele bloqueia a expansão do agronegócio e coloca na ilegalidade boa parte dos produtores rurais. O que não é verdade. O relatório busca resolver uma suposta escassez de terras agricultáveis no Brasil, flexibilizando as restrições atuais, mas a um custo altíssimo: causa a ampla legalização do corte de florestas, cerrados e outras vegetações brasileiras, o que provocará a maciça extinção de espécies e um aumento nas emissões de carbono do País. Isso contraria as posições e compromissos ambientais do governo brasileiro quanto à conservação de biodiversidade e redução de emissões.

Em vez de representar um instrumento avançado de integração e conciliação, a proposta do novo Código Florestal Brasileiro, caso aprovada e posta em prática, representará o pior retrocesso ambiental dos último 45 anos da história do País.

Como citado anteriormente, o relatório com mudanças no Código Florestal foi apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), amigo da Bancada Ruralista, cujo único propósito é remover obstáculos para o agronegócio. Ironicamente, o projeto foi elaborado com a participação de uma consultora jurídica do agronegócio. A advogada Samanta Piñeda recebeu R$ 10 mil pela “consultoria”, pagos com dinheiro da verba indenizatória de Rebelo e do presidente da comissão especial, Moacir Micheletto (PMDB-PR).

O Código Florestal opõe ambientalistas a proprietários rurais em uma disputa que se arrasta por anos. Com mais de 45 anos de idade, o código reserva uma parcela entre 20% e 80% das propriedades como área de proteção ambiental e é descumprido por 90% dos produtores rurais, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Samanta Piñeda é consultora jurídica da frente parlamentar da agropecuária. Os pagamentos a ela aparecem na prestação de contas da verba indenizatória a que os deputados têm direito para o funcionamento de seus gabinetes. Os pagamentos foram feitos em março, em parcelas iguais de R$ 5 mil, lançadas por Rebelo e Micheletto. Nos registros disponíveis na internet não constam pagamentos a outros consultores nas áreas ambiental ou jurídica.

É importante acompanhar esse caso nos próximos dias, uma vez que ele pode representar o pior retrocesso ambiental dos último 45 anos da história do Brasil. Guardem os nomes e os partidos políticos citados nesse artigo. As mentes do dinheiro estão trabalhando, e como sempre, os fatos são simples de se compreender. Falta um pouco mais de luta por ATWA!

Para ler mais sobre o caso do Código Florestal Brasileiro, clique aqui.

 Novo crime contra ATWA no Brasil

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Extinção em massa a caminho

atwa extincaohumana Extinção em massa a caminho

Biólogos estão convencidos de que uma extinção em massa de plantas e animais está em curso, e que o fenômeno representará uma grande ameaça para o ser humano no próximo século. Ironicamente, a maioria das pessoas comuns é apenas vagamente consciente sobre o problema.

O rápido desaparecimento de espécies foi classificado como uma das preocupações ambientais mais graves do planeta, superando a poluição, o aquecimento global e a diminuição da camada de ozônio, de acordo com o levantamento de 400 cientistas comissionados pelo Museu da História Natural de Nova Iorque.

A recente pesquisa foi divulgada em conjunto com um estudo inovador da diversidade de plantas, que concluiu que pelo menos uma em cada oito espécies de plantas conhecidas está sob ameaça de extinção. Embora os cientistas estejam ainda divididos sobre os números específicos, todos acreditam que a taxa de perda é maior agora do que em qualquer outro momento na história.

“A velocidade com que espécies estão sendo perdidas é muito mais rápida do que qualquer outro período que já vimos no passado – incluindo as extinções relacionadas a colisões de meteoros”, disse Daniel Simberloff, ecologista da Universidade de Tennessee e renomado especialista em diversidade biológica. [Nota: a última extinção em massa foi a dos dinossauros, causada pela colisão de um meteorito há 65 milhões de anos].

A maioria dos cientistas, aparentemente, concorda com essa afirmação. Sete em cada dez dos biólogos entrevistados para o estudo disseram acreditar que uma extinção em massa “está em andamento”, e um número igual previu que até um quinto de todas as espécies vivas poderiam desaparecer em 30 anos. Quase todas as perdas são atribuídas à atividade humana, especialmente a destruição de habitats de plantas e animais.

Entre os não-cientistas, entretanto, o assunto parece ter feito relativamente pouca impressão. 60% dos leigos entrevistados disseram ter pouca ou nenhuma familiaridade com o conceito de diversidade biológica, e apenas metade classificou a perda de espécies como uma “ameaça importante”.

Para ler a matéria original, clique aqui

 Extinção em massa a caminho

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O gato-vermelho-de-Bornéu

gatovermelho O gato vermelho de Bornéu

Raros, indescritíveis, e ameaçados pela perda de habitat, o Gato-vermelho-de-Bornéu é uma das espécies menos estudadas do mundo dos gatos selvagens. Exemplares do gato foram coletados nos séculos 19 e 20, mas um gato vivo não foi nem sequer fotografado até 1998. Agora, investigadores em Sabah, no Bornéu malaio, conseguiram capturar o primeiro filme do animal. Com duração de sete segundos, o vídeo (veja abaixo) mostra claramente o gato de cor marrom-avermelhada em seu habitat natural.

Durante três anos, o Programa Global Canopy tem procurado os gatos selvagens de Bornéu com câmeras escondidas. Entre outras espécies, incluem o leopardo nublado Sunda, o gato marmoreado e o gato de cabeça chata. Mas o Gato-vermelho-de-Bornéu é a única espécie inteiramente de Bornéu. Assim como a gravação do primeiro vídeo do gato, as primeiras fotos do animal também foram tiradas em Sabah.

Devido à perda de habitat e ao desmatamento, em função da expansão das plantações de óleo de palma na região, o Gato-vermelho-de-Bornéu está listado como ameaçado pela Lista Vermelha da IUCN, e sua população está em declínio. Se as taxas de desmatamento continuarem como é esperado, os pesquisadores estimam que a população já pequena de gatos vai cair mais 20% na próxima década.

O Gato-vermelho-de-Bornéu não está sozinho em seu sofrimento. Quatro das cinco espécies de gatos selvagens de Bornéu são classificados pela IUCN como ameaçados de extinção devido ao desmatamento contínuo.

“Nenhum outro lugar tem uma percentagem maior de gatos selvagens ameaçados”, explica Jim Sanderson, um especialista em gatos pequenos do mundo. Salientando que 80% dos gatos de Bornéu estão em risco de extinção, Sanderson acrescenta que “não existe um destes gatos selvagens que constituam uma ameaça direta para os seres humanos”.

Tão pouco é conhecido sobre o Gato-vermelho-de-Bornéu que até mesmo a sua dieta permanece um grande mistério.

Para ler a matéria original, clique aqui

Abaixo, o único vídeo existente do Gato-vermelho-de-Bornéu:

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ATWA Brasil – "Lute pelo Cerrado"

Uma nova produção da ATWA Brasil – um alerta sobre a contínua devastação do Cerrado Brasileiro.

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