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Charles Manson: O verdadeiro espírito de Natal

manson papainoel Charles Manson: O verdadeiro espírito de Natal

A mídia sensacionalista é mesmo uma aberração. Quando o primeiro jornalista ficou sabendo sobre a história do telefone celular de Charles Manson na prisão, no dia seguinte uma matéria estampou a capa dos jornais. Isso porque o teor do artigo combinaria com o personagem de Charles Manson que a mídia criou. Mas quando fatos surgem que posicionam Manson em uma situação diferente desse mito de fabricações, ninguém ouve falar. É parte do nosso dever, portanto, levar essas informações àqueles que se interessam.

Charles Manson salvou o Natal para muitas crianças carentes. Uma organização americana chamada “Toys for Tots in Northridge” (em português, “Brinquedos para Crianças em Northridge”), baseada na Califórnia, havia comunicado que em função da crise econômica dos Estados Unidos, eles estavam recebendo pouquíssimas doações para as crianças em 2010. Manson viu o anúncio, e sentindo na pele como é ser uma criança abandonada em meio às festas natalinas, ele decidiu silenciosamente ajudar com o pouco que podia de dentro da sua cela na Prisão Estadual de Corcoran.

Charles Manson conseguiu juntar mais de 500 dólares do seu próprio dinheiro e peças de arte pintadas por ele na prisão e vendidas através de seus contatos. Ele encaminhou todo o dinheiro para a “Toys for Tots in Northridge”. Manson foi nomeado o maior doador da organização em 2010, e apesar da crise americana, todas as crianças carentes de Northridge receberam brinquedos.

O representante da “Toys for Tots in Northridge” procurou Manson para agradecer pessoalmente pela doação. A resposta de Charles Manson foi a seguinte: “Eu não quero crédito por isso. Se tudo o que você disse foi uma mentira, você ainda seria um anjo se comparado a mim. Favores por amor. O medo tem um grande poder, isso é verdade. Mas o amor suave, o amor doce, o amor incontrolável, vem sem palavras.”

Manson também disse: “Está em andamento o planejamento para no ano que vem levar brinquedos para parques locais e entregá-los para jovens dependentes químicos e filhos de prostitutas – crianças que raramente são ajudadas por organizações de caridade”.

Do fundo da sua cela escura na Califórnia, carregando o peso da culpa, do medo e das incertezas daqueles que atropelaram os seus direitos, Charles Manson deu o seu passeio matinal pela região, e deu exemplo do verdadeiro espírito natalino.

 Charles Manson: O verdadeiro espírito de Natal

© 2010 ATWA Brasil


O precioso jardim de ATWA

atwa jardim O precioso jardim de ATWA

Com a ampliação sem precedentes do conhecimento humano que temos visto nos últimos cem anos, obteve-se um crescimento proporcional da consciência sobre o mundo que nos rodeia. Uma consciência sobre o dever humano de voltar a fazer parte de ATWA, afinal nós fomos criados como parte de um todo, e não à parte desse todo, como costuma dizer o sábio mártir Charles Manson.

Nós controlamos e ditamos as regras sobre coisas complexas como o vapor, a eletricidade e a energia atômica. Tornamos-nos conscientes do nosso ambiente natural de doze quilômetros de profundidade nos oceanos a trilhões de quilômetros de distância em direção ao universo. Nossa compreensão de processos biológicos tem florescido em novas curas, novas prevenções, a substituição de órgãos vitais, e agora estamos começando a penetrar os mistérios da mecânica genética. Esses são marcos que ilustram uma competência.

E com esse aumento de consciência, temos desenvolvido uma maior compreensão de nosso papel na vida natural do nosso planeta e da nossa responsabilidade com relação às nossas decisões. Isso é essencial não apenas para preservar a nossa própria existência frágil nesse imenso tesouro de seres vivos, mas também para preservar o nosso sistema de suporte de vida, em que dependemos para as necessidades da vida: ATWA – ar, árvores, água e animais.

A Bíblia nos diz que Noé foi ordenado a levar com ele em sua arca dois animais de cada espécie, um macho e uma fêmea, para que eles também pudessem ser salvos do dilúvio. O espírito que ajudou Noé a sobreviver sabia que ele e sua família não seriam capazes de sustentar as suas vidas depois que as águas recuassem se estivessem sozinhos. Toda criatura e todas as gerações de seus descendentes seriam necessários para manter a vida na Terra e para o cumprimento de qualquer futuro planejado para as sucessivas gerações de Noé. Se a menor das criaturas fosse perdida, a própria humanidade estaria ameaçada.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Todas as interpretações tem vindo e voltado por milhares de anos e falam a mesma coisa a cada vez: a atmosfera está morrendo! Não tem nada a ver com o que aconteceu há milhares de anos atrás, mas algo que simplesmente acontece, e acontecerá para sempre, está acontecendo agora, nesse momento. Esse momento é onde nós estamos vivendo!”

E agora, no século XXI, podemos ver a sabedoria desse comando. Mesmo com a nossa compreensão ainda imatura, a necessidade absoluta de um sistema de apoio à diversidade biológica da vida pode ser medida e comprovada para os céticos mais devotos. A cadeia da vida não pode ser quebrada ou resistida.

No entanto, sabemos também que muitas espécies estão à beira da extinção. Muitas estão morrendo agora e muitas outras se foram para sempre. Não apenas para nosso próprio bem-estar, mas para que a imensa rede da vida possa continuar, que a humanidade possa se beneficiar não só fisicamente, mas espiritualmente de segurar a continuidade da vida no planeta, devemos ver que é necessário resgatar a vida toda em todos os lugares. Temos um único mundo, apesar das fronteiras que os homens construíram.

Nós criamos desastres trágicos e, literalmente, causamos milhões de mortes em situações que já não podemos nos dar o luxo de fazê-lo. Eliminamos dos grandes oceanos os peixes em regiões que eram marcadas por comunidades quase inesgotáveis desses animais. O bacalhau selvagem, por exemplo, está quase desaparecido. O salmão está ameaçado. Os oceanos, uma vez cheios de vida, agora são comparados a um deserto – não no sentido de ser menos vivo, mas da transformação causada pelo homem. Muitas outras espécies estão penduradas nas bordas do poço sem fundo da extinção.

Os seres humanos, com suas armas e seus castelos, são muito eficientes como caçadores e pescadores para o nosso próprio bem-estar. Mas nós perturbamos o equilíbrio da natureza entre presas e predadores. Nós matamos os últimos animais de muitas espécies. Nossa pesca tem massacrado os oceanos, e a nossa caça fez a terra estéril.

Não apenas poluímos nossas águas além de potabilidade, mas também temos envenenado a água com substâncias provenientes de fazendas industriais, fábricas de produtos farmacêuticos e produtos químicos, pesticidas, petróleo e plástico. Nossas indústrias liberam centenas de toneladas de metais pesados em nosso ar a cada ano. Milhões de pessoas morrem pela natureza estar fora de equilíbrio, pelo ar estar poluído, as árvores ameaçadas, a água envenenada e os animais caindo no abismo da extinção. Os seres humanos têm dominado o nosso sistema de suporte de vida de uma maneira destrutiva, ao ponto que nós mesmos estamos agora ameaçados. E não é apenas a nossa vida física que está ameaçada.

Nossa vida espiritual deve ser tida em conta. Se queremos ser os protetores e não os destruidores da vida, o mundo natural de abundância quase infinita não deve sofrer sob a nossa supervisão. Para sobreviver é preciso ser previdente, e não parasitário. Se estamos a nos vestir para o jardim de acordo com Gênesis, temos de superar as atividades que nos permitiram chegar onde estamos e somente agora ver que precisamos da natureza mais do que ela precisa de nós. Ataques indiscriminados e sem inteligência contra os nossos oceanos lhes trouxe para um mundo abandonado por tudo o que uma vez vivia. A criação de animais para serem mortos, a fim de alimentar um luxo humano, não somente desequilibra a vida animal como também os subprodutos dessa prática têm feito a nossa terra e água inabitáveis.

A dispersão habitual de milhões de toneladas de chumbo por ano, que poluem os animais que nós matamos e comemos, bem como aqueles que são alimento dos que matamos, ameaça o desenvolvimento saudável das nossas crianças, além de envenenar o nosso sistema de suporte de vida.

Mas, em última análise, o fim dessa guerra declarada pelo homem contra ATWA é a única cura para a morte da nossa ecologia. Pode-se dizer que nos tornamos bons demais em matar para que a natureza nos permita chegar a uma vida adulta. Nós agora temos dentes, que estão mordendo os mamilos da natureza.

Nós vivemos pelo espírito eterno dentro de nós, e não há outra opção, não há vida duradoura sem esse espírito. Ou a nossa espécie vai voltar para a lama e poeira de onde veio, porque perdemos o nosso sustento e o nosso destino, ou nós vamos subir para as estrelas como verdadeiros sábios conscientes, criados para ser parte desse planeta e salvar esse precioso jardim para sempre.

 O precioso jardim de ATWA

© 2010 ATWA Brasil