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Um alerta de ATWA aos brasileiros que comem carne

atwa carneamazonia Um alerta de ATWA aos brasileiros que comem carne

Atenção aos brasileiros covardes que se alimentam de carne e sangue!

62% da área desflorestada da Amazônia estão ocupadas por pastos. É o que diz um novo estudo realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com apoio do Ministério do Meio Ambiente.

As análises foram feitas com base em dados reunidos até 2008 e mostram como está sendo usada a terra agredida da floresta – uma área de 720 mil km² desmatados, do tamanho do Uruguai. Desse total, 62,1% foram transformados em pastagem, dos quais 46,7% são pasto limpo, com capim plantado; 8,7% de pasto sujo, onde o capim divide espaço com uma vegetação arbustiva; 6,7% de área de pasto em regeneração, onde há predomínio de vegetação arbustiva sobre o capim; e 0,1% de pasto com solo exposto.

Segundo o estudo, esse quadro confirma a existência de uma pecuária extensiva de baixa produtividade, com menos de uma cabeça de gado por hectare. O mapeamento também revela que a produção agrícola ocupa menos de 5% da área total desmatada na Amazônia.

Os dados confirmam que a pecuária continua a ser o fator predominante por trás do desmatamento da floresta amazônica. Em uma região onde os preços da terra estão se valorizando rapidamente, a pecuária é usada como um veículo para especulação de terra, quase sempre ilegal. Terras com florestas têm pouco valor, mas transformadas em pastagens podem ser utilizadas para produzir gado ou serem vendidas para grandes agricultores. E com isso, a pecuária na Amazônia tem se tornado um negócio multibilionário, que abastece os mercados domésticos de carne e os mercados no exterior com produtos de couro.

Brasileiro, se você se alimenta de outros animais, você está destruindo a Amazônia. Se você se alimenta de carne e sangue – a prática dos covardes, inimigos da Vida – você está apagando o verde da bandeira do Brasil. E acima disso, você está em guerra contra ATWA – e ATWA era ATWA antes de a humanidade ser a humanidade.

 Um alerta de ATWA aos brasileiros que comem carne

© 2011 ATWA Brasil


Sinais do martírio: Taxas de desmatamento em alta no Brasil

atwa amazoniaemrisco Sinais do martírio: Taxas de desmatamento em alta no Brasil

As taxas de desmatamento na Amazônia mais do que dobraram esse mês de maio, enquanto os agricultores brasileiros se tornaram mais confiantes sobre receberem anistia pela extração ilegal de madeira. Cerca de 270 quilômetros quadrados de florestas tropicais teoricamente protegidas foram destruídos em maio, muito mais do que os 110 quilômetros quadrados registrados em 2010. Com a expectativa sobre a alteração do Código Florestal, os inimigos de ATWA aceleraram o processo de desintegração da história, uma vez que, se aprovado, o novo código protegerá os criminosos.

Os legisladores brasileiros estão considerando um projeto de lei que alteraria o código florestal e perdoaria agricultores que participaram no desmatamento ilegal de árvores – ironicamente, existe uma forma de assassinato legalizado no Brasil. A possibilidade de o governo atenuar essas restrições está incentivando mais madeireiras a desmatar áreas protegidas. Antes mesmo de a lei ser colocada em prática, os criminosos já estão expandindo suas ações.

Se a nova lei for aprovada, os agricultores não terão que replantar árvores que foram cortadas ilegalmente antes de julho de 2008, um número estimado em 30 milhões de hectares. Isso representa uma área equivalente ao território das Filipinas. Sob o código florestal do Brasil atual – que os criminosos estão empenhados em alterar – penalidades para extração ilegal de madeira incluem multas e uma exigência para replantar árvores.

De uma forma ou outra, a resposta não está nos paletós ou nas canetas dos negociadores da vida e da morte. A resposta está com você, soldado de ATWA!

O sábio mártir Charles Manson diz: “A maioria das pessoas, quando pensam em uma árvore, pensam apenas em papel e móveis. Apenas madeira. Elas não pensam nessa árvore como um ser vivo, como uma alma – o mesmo que você e eu”.

Sem as árvores, não há ar. Sem o ar, não há vida. Sem o ar, nós não podemos existir. Esse é o ciclo da vida. Respeitar ATWA é respeitar a si mesmo, e defender ATWA é defender a sua sobrevivência. Os soldados de ATWA estão enérgicos no combate contra as forças da morte e corrupção. Aguardamos a queda final com ansiedade, e deixaremos esse mundo como mártires da única causa em harmonia com a vontade de Deus.

 Sinais do martírio: Taxas de desmatamento em alta no Brasil

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Madre de Dios: Urgência por ATWA na América do Sul

atwa madrededios Madre de Dios: Urgência por ATWA na América do Sul

Visitantes não são bem-vindos em Guacamayo – uma das maiores áreas de garimpo ilegal do mundo, tão grande que é visível do espaço. Esse ponto, em meio à densa Floresta Amazônica do Peru, marca o início de onde árvores, plantas e animais não são mais encontrados. A vida natural foi substituída por um vasto deserto, pontilhado com barracas cobertas com lonas de plástico azul, onde milhares de garimpeiros vivem. Estamos diante da corrida do ouro do século 21, que está destruindo rapidamente a região conhecida como Madre de Dios (Mãe de Deus) da Amazônia, na região sudeste do Peru, que abriga a mais rica biodiversidade da Terra.

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente do Peru, estima-se que cerca de 10 mil garimpeiros ilegais já depredaram mais de 18 mil hectares da floresta virgem, despejando no processo cerca de 40 mil toneladas de mercúrio por ano sobre a terra e os rios da região. E tudo isso pela corrida do ouro, que abastece mercados europeus como Londres e Zurique.

Guacamayo representa a maior operação de garimpagem ilegal em Madre de Dios, embora inúmeros outros locais tenham surgido recentemente. A região, que nasceu há apenas três anos, ocupa hoje cerca de 155 quilômetros quadrados, crescendo a cada dia. Isso tudo acontece além das concessões de mineração legais, cujo número, de acordo com os sindicatos de mineiros, saltou de 500 em 2004 para mais de 2.600 hoje. O valor do ouro, que duplicou nos últimos dois anos e está em um recorde de alta atualmente, alimenta essa febre – uma conseqüência dos receios dos investidores sobre a crise econômica mundial.

Uma nova estrada que cortou um trecho enorme desse território uma vez inacessível está permitindo toda essa atividade. Os 1.600 quilômetros da Rodovia Transoceânica conectam os portos fluviais da Amazônia do Brasil com os portos do Oceano Pacífico do Peru. Após 40 anos de planejamento e construção, a estrada foi finalmente inaugurada em dezembro de 2010, acompanhando a alta do ouro e o aumento da exploração ilegal do minério. A rodovia é vista como o projeto do século da infra-estrutura da América do Sul. Mas ela representa a morte para o meio ambiente local, e desencadeou uma onda de exploração de terra e corrupção.

A Rodovia Transoceânica tornou muito mais fácil trazer os suprimentos essenciais exigidos para a extração do ouro: gasolina, tratores, escavadoras pesadas, e o mercúrio usado para separar a areia do metal precioso. O mercúrio, altamente tóxico, é importado dos Estados Unidos e da Espanha, e é vendido abertamente em lojas. Assim como o Ministério do Meio Ambiente do Peru, organizações ambientais estimam que mais de 40 mil toneladas do produto sejam despejadas todos os anos na região, poluindo rios a ponto de o dano ser irreparável.

Anteriormente, grande parte da região de Madre de Dios poderia ser alcançada somente por pequenas embarcações. Mas a nova rodovia vai causar a mesma trilha de destruição que foi deixada no Brasil, quando a seção foi concluída em 1980. Os efeitos no Peru, porém, serão gritantes. Madre de Dios é a fonte da Amazônia, a bacia superior, onde tudo nasce. O modo como as sementes são dispersas, e os peixes que se deslocam para essa região para se reproduzir, são a base do ciclo de nutrientes. Se Madre de Dios desmoronar, tudo vai desmoronar – inclusive no Brasil.

Portanto, resgatar Madre de Dios é uma urgência por ATWA. Trata-se de um reflexo perfeito das ações humanas em todos os níveis da vida: a economia mundial (humana), a falta de visão (humana) com relação à ordem natural, a ignorância alarmante das massas (humanas), e o sistema explorador chamado por alguns (humanos) de “progresso”. E tudo isso retorna para ATWA.

Brasileiros, servidores da natureza nos Estados Unidos do Brasil: vocês têm o problema e a solução.

Abaixo, algumas imagens de Guacamayo, em Madre de Dios:

 Madre de Dios: Urgência por ATWA na América do Sul

© 2011 ATWA Brasil


Chachapoyas: Os índios brancos da Amazônia

atwa chachapoyas Chachapoyas: Os índios brancos da Amazônia

Uma cidade perdida descoberta nas profundezas da floresta amazônica pode desvendar os segredos de uma tribo lendária.

Pouco se sabe sobre o “Povo das Nuvens” do Peru, uma civilização antiga, de pele branca, dizimada pelas doenças trazidas pelos colonizadores europeus no século 16. Mas agora, arqueólogos descobriram uma cidade fortificada em uma área remota e montanhosa do Peru conhecida pela sua beleza natural. Acredita-se que essa descoberta possa finalmente ajudar os historiadores a descobrir os segredos dos “guerreiros brancos das nuvens”.

A cidadela descoberta está escondida em uma das áreas mais distantes da Amazônia. Ela se encontra na borda de um abismo que a tribo pode ter utilizado como um mirante para espionar inimigos.

O acampamento principal é composto por casas circulares de pedra cobertas por mata. Pinturas rupestres cobrem algumas das fortificações, e próximo às residências encontram-se plataformas que teriam sido usadas para moer sementes e plantas para alimentos e medicamentos.

A tribo amazônica dos Chachapoyas tinha pele branca e cabelos loiros – características que intrigam os historiadores, uma vez que não há ascendência europeia documentada na região, onde a maioria dos habitantes é de pele mais escura.

O “povo das nuvens” uma vez comandou um vasto reino que se estendeu através dos Andes, até as margens da floresta amazônica do norte do Peru. Nomeados assim porque viviam em florestas tropicais cheias de névoa e nuvens, a tribo mais tarde aliou-se aos colonizadores espanhóis para derrotar os incas, mas foram todos mortos por epidemias de doenças européias, como o sarampo e a varíola. Grande parte do seu modo de vida, que remonta ao século IX, foi também destruída pela pilhagem, deixando pouco para os arqueólogos a examinarem.

Os cientistas têm grandes esperanças com a nova descoberta, feita por uma expedição ao distrito de Jamalca, na província peruana de Utcubamba, cerca de 800 km a nordeste da capital, Lima.

Até recentemente, muito do que se sabia sobre essa civilização perdida vinha de lendas incas. Até mesmo o nome que eles chamavam a si próprios é desconhecido. O termo Chachapoyas, ou “pessoas das nuvens,” foi dado a eles pelos próprios incas.

Sua cultura é mais conhecida pela fortaleza de Kuellap, no topo de uma montanha em Utcubamba.Dois anos atrás, arqueólogos encontraram uma câmara mortuária subterrânea dentro de uma caverna com cinco múmias – duas delas intactas, com pele e cabelo.

Um historiador da época, Pedro Cieza de Leon, escreveu suas análises pessoais sobre os Chachapoyas: “Eles são os mais brancos e os mais lindos de todos os povos que eu já vi. Suas mulheres são tão bonitas que, por causa da sua beleza, tornam-se esposas dos incas e são levadas para o Templo do Sol”.

Ele também escreveu: “As mulheres e seus maridos sempre se vestem com roupas de lã, e em suas cabeças usam seus llautos [turbantes de lã], um sinal que eles usam para serem reconhecidos por toda parte”.

O território dos Chachapoyas era localizado nas regiões do norte dos Andes, no Peru de hoje. Ele abrangia a região triangular formada pela confluência dos rios Marañón e Utcubamba, na zona de Bagua, até a bacia do Rio Abiseo. Em função do tamanho do Marañón e do terreno montanhoso, a região permanecia relativamente isolada até então.

Abaixo, uma galeria de imagens mostrando um pouco sobre os Chachapoyas, os índios brancos da Amazônia:

 Chachapoyas: Os índios brancos da Amazônia

© 2010 ATWA Brasil


ATWA: Novas espécies da Amazônia

atwa novaespecie ATWA: Novas espécies da Amazônia

Mais de 1200 espécies foram “descobertas” na Amazônia Brasileira entre 1999 e 2009 – média de uma a cada três dias.

Vale à pena enfatizar que esses animais são submissos a ATWA – sempre foram. São submissos à vontade de Deus, parte da ordem natural. Sendo assim, o conceito de “espécies descobertas” não condiz com a realidade. Não é um termo que faz parte do pensamento de ATWA. Essas espécies são novas para nós, que conhecemos tão pouco. São prova de que sabemos tão pouco. Mas para ATWA, elas sempre fizeram parte do todo da vida.

A galeria abaixo ilustra algumas dessas espécies recentemente encontradas pelo homem na Amazônia Brasileira:

 ATWA: Novas espécies da Amazônia

© 2010 ATWA Brasil


A destruição da Amazônia ameaça o Brasil

atwa amazoniafogo A destruição da Amazônia ameaça o Brasil

Muito se fala sobre a destruição da Amazônia – uns falam das queimadas, outros da agropecuária, alguns sobre as hidrelétricas, etc. O problema não é a falta de comunicação, mas quem sabe o excesso? Todo mundo fala muito, e faz muito pouco. Qualquer desculpa é o suficiente para culpar o outro e se acomodar. Isso faz muito pouco para lidar com o problema.

Um estado de consciência como ATWA seria o suficiente para agir diretamente contra o problema, mas seria prematuro exigir tal coisa no estado atual, em que todos sabem sobre o que está acontecendo, mas permanecem agindo como mortos-vivos, zumbis. É necessário acordar antes.

Considerando isso, a questão inteira do extermínio da Amazônia deveria ser reformulada para o povo brasileiro. A destruição do verde não é apenas um problema ambiental – longe disso. Para o Brasil, o verde está na bandeira e no hino nacional. “Gigante pela própria natureza”, diz o hino que emociona os brasileiros. “Teus risonhos, lindos campos têm mais flores”. “E diga o verde-louro dessa flâmula, paz no futuro e glória no passado”. São frases que não foram colocadas no hino aleatoriamente, e ao permanecer cego, surdo e mudo com relação à aniquilação do verde, o brasileiro passivamente elimina a si próprio. Todos os dias, enquanto as florestas caem, o Brasil deixa de ser Brasil, e o brasileiro de ser brasileiro.

É necessário compreender que todo o verde é um verde só. É imperativo olhar para a natureza como um único organismo, e compreender que cada árvore que é assassinada representa uma parte de você mesmo que se foi, para sempre. Ar, árvores, água e animais – são o sistema de suporte de vida do planeta Terra. São a essência de ATWA – a unicidade do todo da vida. Ao sentar em casa e assistir os crimes contra a natureza, o brasileiro precisa entender que ele é parte do problema, e pode ser parte da solução. O brasileiro precisa saber que ele tem sangue nas mãos ao permanecer passivo diante à guerra que o homem tem travado contra a vontade de Deus.

Semana passada, o Banco Mundial publicou um novo estudo sobre a destruição da Amazônia. Obviamente, não podemos acreditar em tudo o que lemos: o interesse por trás das notícias raramente é informar o cidadão. Mas cientistas coletaram dados, e chegaram a um consenso sobre a publicação. Serve para, mais uma vez, alertar a todos sobre o que está acontecendo.

Se o desmatamento da Amazônia – que já consumiu 17% da floresta – atingir a marca de 20%, o aquecimento global se encarregará de naturalmente destruir o que sobrou, afirma a compilação de estudos sobre a região feita pelo Banco Mundial. As conclusões do documento, que reúne vários estudos publicados nos últimos anos, levam em conta simulações do comportamento da Amazônia em diferentes cenários projetados pelo IPCC (painel do clima da ONU).

Os cientistas identificaram que o efeito conjunto de incêndios, desmatamento e mudança climática empurra a floresta para um estado em que ela perde sua “massa crítica” para a sobrevivência. Como as árvores tropicais são importantes para a regulação do clima e o regime de chuvas, forma-se uma espécie de efeito dominó que afeta todo o bioma.

Estima-se que a floresta da Amazônia encolherá 44% até o ano 2025. O volume das precipitações tende a aumentar durante o período de chuvas e diminuir nos de seca, afetando a vazão dos rios de toda a bacia.

O leste da Amazônia – que é contíguo ao Nordeste – terá as consequências mais graves. O período de seca aumentará e o clima mais quente contribuirá para o avanço da vegetação típica do semiárido. Até 2025, a região poderá perder 74% de sua atual área de floresta.

Já no sul da Amazônia, pelo menos 30% dessa área de floresta tropical terá sido substituída por cerrado até 2025. Assim como a caatinga, esse tipo de vegetação tem árvores menores, que absorvem menos gás carbônico da atmosfera.

Mais carbono no ar, então, contribui para o aquecimento global, expandindo os impactos para o resto do país. No Nordeste, por exemplo, as estiagens devem se tornar ainda mais prolongadas, prejudicando a agricultura e a geração de energia elétrica na região.

Essas são as conclusões do estudo. Mais uma vez, serve como um novo alerta.

Se os brasileiros têm o mínimo de respeito sobre o que é ser brasileiro, então eles têm que acordar imediatamente para o que deve ser feito com relação à natureza. As mentes não podem ser seqüestradas pelo dinheiro, porque o dinheiro não vai comprar vida. Para o Brasil ser Brasil, o brasileiro precisa ser brasileiro: olhar para a bandeira, para o hino, e saber o que aqueles símbolos significam, honrar aqueles que morreram nas batalhas do passado para que nós, hoje, pudéssemos ter o que nós temos.

ATWA é uma revolução contra a poluição – uma guerra contra tudo o que destrói o todo da vida. Não existe ontem, e não existe amanhã. O problema está aqui agora, nesse momento, e é nesse momento que o problema deve ser tratado.

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 A destruição da Amazônia ameaça o Brasil

© 2010 ATWA Brasil


Águas amazônicas traficadas

atwa hidropirataria Águas amazônicas traficadas

Considerando o caso da Amazônia, que ainda veste a bandeira desse país, existem muitos crimes contra ATWA que são comentados com certa freqüência: a destruição das matas, o tráfico de animais e plantas, e a construção de hidrelétricas (Belo Monte, por exemplo). Que o homem está em guerra contra a vida não é novidade – todos os dias, uma parte do que compõe a unicidade da vida na Terra é transformada em dinheiro. Charles Manson diz: “Guerra contra a poluição, guerra contra o problema, e não guerras contra a vida”. Essa lição tão simples e clara ainda não foi compreendida pela maioria dos seres humanos, que ainda cegamente se posicionam acima das outras vidas do nosso planeta. Acontece que nessa guerra contra a vida, os homens também estão em guerra homens contra homens. É o que acontece com outro tipo de agressão ambiental que tem ocorrido na Amazônia: o tráfico de água doce.

Nesse caso, de homens para homens, os inimigos são os hidropiratas. Enquanto a luta pela vida se torna mais evidente a cada dia, homens começam a lutar contra si para salvar o resto dos sistemas de suporte de vida que permanecem úteis. Os navios hidropiratas levam junto com a água que traficam, peixes e outras espécies de animais. A captação é feita por petroleiros na foz do rio ou dentro do curso de água doce. O tráfico é facilitado pela grandiosidade da natureza local, uma vez que somente no local de deságüe do Amazonas no Atlântico são 320 quilômetros de extensão, dentro do território do Amapá. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área e pela profundidade média, em torno de 50 metros, que possibilita o trânsito de grandes navios cargueiros.

Além das questões de soberania que o caso envolve, os traficantes ainda tem um lucro extra: ao contrário do processo de dessalinização de águas subterrâneas ou oceânicas, a água doce pode ser facilmente tratada. Ou seja, para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representa uma grande economia. O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, que trata as águas do Rio Negro que abastecem Manaus, confirma: “Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa”. Mais uma vez, a guerra do homem contra a vida em troca de dinheiro.

Dois terços do planeta são ocupados por oceanos, mares e rios, mas somente 3% desse volume é de água doce. Um índice baixo, ainda mais se for excluído o percentual encontrado no estado sólido (em geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras). Atualmente, na superfície da Terra, a água em estado líquido representa menos de 1% do total disponível. Enquanto isso, as pessoas continuam gastando água sem compreensão sobre as conseqüências que virão, adiantando o dia em que Helter Skelter irá prevalecer em todos os cantos do planeta. Será tarde demais, e reconhecer o erro não resgatará ATWA. Charles Manson diz: “As pessoas têm crescido maiores do que Deus porque elas simplesmente não temem. Não temem pelo menos a perda da água limpa ou do ar limpo. Elas sacrificam a natureza por alguns dólares”. Pois é, mas dinheiro não vai garantir a sua sobrevivência.

A Amazônia é um bem estratégico para a sobrevivência, uma segunda chance para os homens acordarem para a realidade de ATWA e entrarem em linha. A Amazônia é a maior bacia existente na Terra, e detém a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes. Diante desse quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva. As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil, e sua importância para o futuro da humanidade é fundamental. A humanidade quer sobreviver? Reconheça ATWA, e entre em linha!

Entre 1970 e 1995, a quantidade de água disponível para cada habitante da Terra caiu em 37%. A queda na disponibilidade de água se tornou ainda mais acentuada desde então, com o crescimento populacional. A água está acabando, mas as pessoas continuam se reproduzindo normalmente e não alterando as suas práticas de consumo – um ciclo contínuo a caminho da destruição. Atualmente, cerca de 1,4 bilhão de pessoas já não têm acesso a água potável. Hoje, somente o Rio Amazonas e o Rio Congo podem ser qualificados como “limpos”. Essa mudança drástica não aconteceu da noite para o dia, mas foi muito mais rápida do que o que era esperado. Isso explica o início dessa prática da hidropirataria, e a Amazônia é logicamente o alvo ideal a ser atacado.

Os homens não compreendem, porém, que eles estão somente adiantando a sua própria destruição. Charles Manson diz: “Ao invés de colocar um homem na lua, vamos tentar colocar um aqui na Terra”. É isso mesmo: nós precisamos acordar para o que é simples de entender. Toda a água é uma única água. Devemos tratar cada gota de água como se fosse uma parte do todo da vida, do qual nós somos apenas uma pequena parte. Enquanto os seres humanos não acordarem para a realidade de que eles só têm a si mesmos para contar agora, que o resto está sendo destruído em um ritmo mais acelerado do que ATWA é capaz de recompor, sem isso a ordem será restabelecida com violência e banhos de sangue – e ninguém terá a chance de dizer que não foi avisado.

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 Águas amazônicas traficadas

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