header image

7 bilhões de humanos: Helter Skelter na Terra

atwa helterskelter 7 bilhões de humanos: Helter Skelter na Terra

Oficialmente, chegamos ao assombroso número de 7 bilhões de seres humanos no último dia 31 de outubro. O coletivo da humanidade está se reproduzindo em uma média de 10 mil pessoas por hora. As previsões mais otimistas estimam que chegaremos a 9,3 bilhões de humanos no ano 2050, mas esse número conta com uma margem de erro de 2,5 bilhões de pessoas – equivalente à população total da humanidade em 1950.

Cada humano adicional precisa de alimento, água e energia. Cada humano adicional produz mais lixo e poluição. Cada humano adicional, em qualquer parte do planeta, consome mais recursos da terra do que ele devolve. Cada humano, em qualquer parte do planeta, ocupa mais espaço da terra do que qualquer outro ser vivo.

Enfim, a questão da superpopulação da Terra geralmente termina em debates sobre a capacidade do planeta de sustentar toda essa gente, e existem números e mais números que “provam” uma resposta ou outra para essa questão. Todos são sábios sobre isso, todos sabem de tudo, e todos justificam seus crimes e seus erros com os números que mais lhes convém. É a regra da humanidade: varrer a sua insanidade para debaixo dos tapetes, e esperar que a insanidade desapareça. Mas a insanidade apenas cresce: estamos reproduzindo essa insanidade em uma taxa de 10 mil insanos a mais a cada hora.

Sendo assim, a questão realmente é: quanta insanidade pode esse planeta sustentar?

Essa insanidade é o que chamamos, desde a década de 1960, de Helter Skelter. É confusão. É a confusão que vive na mente das pessoas. É a confusão que determina as regras do jogo da humanidade. É a confusão que os irmãos e irmãs de ATWA estão determinados a parar. É o foco da única guerra válida, aceitável, e necessária: a guerra pela Vida.

 7 bilhões de humanos: Helter Skelter na Terra

© 2011 ATWA Brasil


Charles Manson e a caverna subterrânea de Death Valley

atwa deathvalley Charles Manson e a caverna subterrânea de Death Valley

Existem muitas histórias sobre a existência de uma “cidade subterrânea” no deserto californiano de Death Valley – onde Charles Manson foi preso pela última vez em 1969, e por onde costumava sair em longas expedições de exploração que poderiam durar dias. Entre as centenas de exploradores que se aventuram até hoje por um dos desertos mais perigosos e desafiadores do mundo, de tempo em tempo sempre surge algum deles com alguma credibilidade para alimentar a história sobre a existência de tal cidade misteriosa.

O autor americano Bourke Lee é um dos mais recentes instigadores dessa história. Em seu livro “Death Valley Men” (em português, “Homens de Death Valley”), no capítulo intitulado “Old Gold”, ele descreve uma conversa que teve com um pequeno grupo de residentes do deserto de Death Valley, na Califórnia. O assunto da conversa de Lee tratava de lendas dos índios Paihute, nativos americanos que habitaram a região no passado. Foi quando dois dos residentes de Death Valley revelaram suas experiências com uma “cidade subterrânea” no deserto californiano, descoberta depois de terem descido através de um buraco no fundo de uma antiga mina de ouro abandonada (ainda comuns na região).

Segundo esses moradores de Death Valley, a descida pelo buraco revelou uma caverna natural subterrânea. Eles teriam caminhado por cerca de 30 km nessa caverna, passando sob as Montanhas de Panamint. Para seu espanto, os dois homens se depararam com uma enorme e antiga cidade cavernosa, com múmias perfeitamente preservadas, espadas e lanças de ouro, entre outras coisas.

A cidade havia aparentemente sido abandonada há séculos. Exceto pelas múmias, todo o resto do sistema subterrâneo aparentava ser muito antigo. Descobriu-se que a caverna era iluminada por um sistema engenhoso de luzes formado a partir da queima de gases subterrâneos. Eles afirmaram ter visto uma enorme mesa redonda em meio a um hall separado, que poderia ter sido uma antiga sala de reuniões. E muito mais: enormes estátuas de ouro sólido, cofres de pedra cheios de barras de ouro e pedras preciosas de todos os tipos, carrinhos de mão feitos de pedra que eram perfeitamente equilibrados e cientificamente construídos ao ponto de que até uma criança poderia facilmente usá-los, e enormes portas de pedra cavadas a partir das paredes da caverna. Os exploradores teriam seguido em direção norte, e descoberto uma subida que se abria para uma série de aberturas arcadas que saíam em meio às Montanhas de Panamint. De uma dessas saídas, percebeu-se visivelmente que o vale abaixo era mesmo coberto de água no passado, e concluiu-se que as aberturas arcadas serviam como ancoradouros para pequenas embarcações, além de entradas para as cavernas subterrâneas. Os exploradores disseram ser possível avistar Furnace Creek e Golar Wash a partir dessas saídas – duas áreas que Charles Manson visitou em suas explorações, e documentou com desenhos e marcações pelo deserto californiano.

Os dois exploradores teriam levado algumas peças do tesouro encontrado, e apresentado a cientistas do Smithsonian Institute a fim de registrar a descoberta de uma nova “maravilha do mundo”. Mas a história não convenceu os cientistas, especialmente porque os dois homens foram incapazes de localizar novamente o buraco que levava para a caverna subterrânea. Segundo eles, as peças do tesouro permanecem com o Smithsonian Institute hoje, que desde então tem investido em localizar a caverna independentemente. Considerando a ininterrupção de pequenos terremotos, desagregações e outras mudanças do cenário do deserto de Death Valley (comumente documentados), entende-se que o acesso à misteriosa caverna também se altere com frequência, podendo até desaparecer por anos e reaparecer em outros locais tempos depois. Esse é um obstáculo que tem sempre dificultado enormemente as pesquisas dos cientistas californianos.

Em 1946, o Dr. F. Bruce Russell, um doutor aposentado da Universidade de Cincinnati, também contou uma história similar sobre ter descoberto uma estranha caverna subterrânea em Death Valley. O Dr. Russell afirmou ter encontrado uma enorme sala subterrânea da qual saíam diversos túneis em diferentes direções. Um desses túneis teria o levado para outro hall maior, onde ele teria encontrado três múmias em estados de conservação surpreendentes. Segundo o doutor, artefatos encontrados no local aparentavam ter uma combinação de designs egípcios e nativo americanos. Até então, a história do Dr. Russell era muito semelhante a outras contadas por muitos exploradores do passado sobre as descobertas em Death Valley, mas o doutor foi além: segundo ele, as múmias eram enormes, com mais de dois metros e meio de altura.

Ao contrário dos dois atuais residentes de Death Valley entrevistados pelo autor Bourke Lee, o Dr. Russell foi capaz de encontrar a caverna subterrânea novamente, levando com ele outros exploradores que, após confirmarem a existência do local, abriram uma empresa chamada “Amazing Explorations” para lucrar com a grande descoberta. Mas pouco tempo depois o Dr. Russell desapareceu, e com ele a rota de acesso para a caverna. Meses mais tarde, o carro do doutor foi encontrado, com um radiador furado, em uma área remota de Death Valley. A sua maleta ainda estava no carro, mas ninguém nunca mais ouviu falar do Dr. Russell.

Apesar dos diversos relatos sobre a existência de uma “cidade subterrânea” sob o deserto de Death Valley, de lendas nativas a casos recentes, alguns inclusive bem documentados, as expedições de Charles Manson pelo deserto californiano têm sido há anos ridicularizadas pela mídia corporativa americana.

A transformação de dezenas de carros de rua em jipes preparados para o deserto, os galões de combustível abandonados por Death Valley, os equipamentos de mergulho apreendidos com Manson, os mapas desenhados a mão por ele – são evidências de que Manson procurava algo no deserto. E Charles Manson, ainda hoje, mais de 40 anos depois, não deixa de mencionar a seus amigos sobre um tal de “poço sem fundo”, que estaria cheio de água, e que seria um acesso que ele havia encontrado para um “mundo subterrâneo” em Death Valley. Manson inclusive diz ter cruzado a fronteira para o México uma vez através de túneis subterrâneos, que poderiam chegar até o deserto californiano. Mas assim como quase tudo que cerca o caso de Manson, coisas curiosas e interessantes assim são sempre caricaturadas, perdendo o seu verdadeiro valor.

Mas afinal, teria Charles Manson descoberto outro acesso à misteriosa “cidade subterrânea” de Death Valley?

Os irmãos e irmãs da ATWA Brasil estarão no deserto de Death Valley, na Califórnia, no final de 2011. Com todas as informações fornecidas por Charles Manson com o passar dos anos, cópias dos seus mapas pessoais, e registros das autoridades californianas, partiremos para uma expedição a fim de localizar o suposto “poço sem fundo” na maravilhosa paisagem do deserto. Junte-se aos irmãos e irmãs de ATWA! Para mais informações, nos escreva para: contato@atwabrasil.com

 Charles Manson e a caverna subterrânea de Death Valley

© 2011 ATWA Brasil


O mito de Charles Manson como Jesus Cristo

manson jesuscristo O mito de Charles Manson como Jesus Cristo

Um mito comum sobre Charles Manson é que para os seus supostos “seguidores” ele seria uma reencarnação de Jesus Cristo. Todos que sabem o mínimo sobre Manson ouviram falar disso – isso se confirma pelos comentários postados pelos visitantes desse website. Essa questão foi levantada pelo promotor Vincent Bugliosi durante o julgamento, e usada contra Manson para convencer o júri que o condenou. Mas isso não é verdade. Trata-se apenas de mais um mito, uma mentira perpetuada pela mídia sensacionalista americana e, em seguida, pelo Ministério Público também. Essa mentira apareceu no livro “Helter Skelter”, escrito pelo promotor que condenou Manson, e a partir de então se tornou conhecida entre os leigos como uma verdade.

Charles Manson tem uma explicação clara sobre a forma como ele se tornou conhecido como Jesus Cristo: “Eu costumava andar com esse cara chamado Christopher Jesús. Ele era conhecido como Jesus, mas nós o chamávamos de “Zero”. E os policiais tinham uma lista de quem era quem (eles estavam investigando acusações de incêndio e roubo de veículos), e eles vieram até mim e perguntaram se eu era Jesus [procurando pelo Christopher Jesús]. Eu disse: ‘Não, meu nome é Manson’. E eles disseram: ‘Isso mesmo, você é ele. Manson, o filho do homem, você é ele’. E assim, quando eles me registraram na prisão eles me autuaram com o nome Jesus Cristo”.

Manson contou essa mesma história muitas vezes durante as últimas décadas. É necessário entender que as pessoas que alegavam que ele se auto-intitulava Jesus Cristo não eram pessoas que conheciam Manson por muito tempo. Algumas delas o conheciam apenas há alguns meses, e após os assassinatos em que estavam envolvidas elas simplesmente fugiram: Krenwinkle para o Alabama, Kasabian para New Hampshire, Watson para o Texas e Atkins para outra localidade na Califórnia. É interessante notar que são as histórias dessas pessoas que mudaram vez após vez com o passar de todos esses anos, e não a versão de Manson. É dito que se você achar que alguém pode estar mentindo, basta repetir a mesma pergunta várias vezes. Se a história mudar, as chances são boas de que é tudo mentira.

Outros membros da suposta “Família Manson”, como Steve Grogan e Poston Brooks, confirmam que Manson nunca disse que ele era Jesus Cristo, mas que eles haviam testemunhado Manson fazer coisas que eles julgavam que apenas Jesus seria capaz de fazer. Grogan contou um caso em que Manson uma vez trouxe um pássaro de volta à vida. Poston disse que Manson apenas dizia coisas como “eles me crucificaram” e “eu estava naquela cruz”, com relação a seus anos de detenção. No entanto, Manson ainda fala coisas assim hoje, obviamente em metáfora.

Em seu livro de 1979, “My life with Charles Manson” (“Minha vida com Charles Manson”, em português) Paul Watkins afirmou que Charles Manson, na verdade, ficou chateado quando as meninas começaram a dizer às pessoas que ele era Jesus Cristo. Segundo mais esse membro da suposta “Família Manson”, o título de Jesus Cristo era algo dado a Manson pelas meninas, sem a aprovação do próprio Manson.

E de fato, a maioria das meninas sempre declarou que Manson nunca disse que ele era Jesus Cristo, mas que elas o viam como Deus ou algo semelhante. Susan Atkins foi a primeira a sair dizendo a todos que ele era Deus e Jesus Cristo. Na realidade, foi ela quem batizou Manson dessa forma. Em uma entrevista em 1978, ela diz: “Ele, pessoalmente, nunca se chamou de Jesus Cristo. Ele apenas representava uma pessoa que era como Jesus Cristo para mim”.

Em seu livro publicado em 1978, intitulado “Child of Satan, Child of God” (“Criança de Satã, Criança de Deus”, em português) Susan Atkins menciona duas vezes o seguinte:

Página 87:
“Eu ansiava por ver Charlie. Eu caminhei para fora do ônibus. Charlie estava lá, sozinho. Ele estava vestido com uma longa túnica branca. Eu soube imediatamente que ele poderia ser o próprio Deus; se não, ele era algo perto disso”.

Página 92:
“Os homens se agrupavam em torno dele. Eu contei: havia doze homens. Com seu cabelo longo e barba, os olhos olhando fixamente de rosto em rosto, ele parecia Jesus falando aos seus doze apóstolos. O pensamento simultaneamente me espantou e me emocionou. Foi quando eu senti que ele poderia ser Jesus Cristo”.

Enfim, Susan Atkins foi quem deu início a essa história de que Charles Manson poderia ser Jesus Cristo. Ao que tudo indica, algumas das meninas gostaram da idéia dela – por motivos variados, que vão desde simples brincadeira até realmente a crença em tal coisa. Também foi Atkins quem vendeu a Vincent Bugliosi, o promotor que condenou Manson, esse mito. E como sabemos, foi com o livro de Bugliosi que essa história se tornou conhecida por todos.

Os fatos e as evidências estão disponíveis para todos. Quanto a essa questão de Charles Manson se considerar uma reencarnação de Jesus Cristo, se trata apenas de mais um mito – mais uma fantasia vendida sob o título de “Helter Skelter”, a obra de ficção do promotor Vincent Bugliosi.

 O mito de Charles Manson como Jesus Cristo

© 2011 ATWA Brasil


Presidente Obama é convocado pela libertação de Charles Manson

manson libertacao Presidente Obama é convocado pela libertação de Charles Manson

Nessa batalha de ATWA pela libertação imediata de Charles Manson – em função de seu julgamento inconstitucional – a grande notícia da semana é que o notório advogado Giovanni Di Stefano, que embarcou com ATWA nessa missão, enviou um pedido formal para o presidente americano, Barack Obama, pela comutação imediata da pena de prisão perpétua de Charles Manson.

Em uma carta enviada para o presidente Obama, Di Stefano menciona a Constituição dos Estados Unidos, que afirma que o presidente “tem o poder de conceder adiamentos e perdões por delitos contra os Estados Unidos”. A Suprema Corte dos Estados Unidos interpretou essa linguagem para incluir o poder de conceder perdões, perdões condicionais, comutações de penas, comutações de sentenças condicionais, remissão de multas e confiscos, e anistias.

O advogado também menciona algumas das frases de Manson usadas em seu julgamento:

“Eu nunca matei ninguém e eu não pedi para que ninguém fosse morto. Talvez eu tenha sugerido que eu era Jesus Cristo em algumas ocasiões para algumas pessoas, mas eu ainda não decidi o que eu sou ou quem eu sou”.

“Se vocês me colocarem de volta na penitenciária, isso não significaria nada, porque vocês mesmos me expulsaram de lá na última vez. Eu nunca pedi para ser libertado. Eu gostava de lá porque eu gosto de mim mesmo”.

“Eu não me lembro de ter dito: ‘Peguem uma faca e vão fazer o que Tex mandar’. E eu não me lembro de ter dito: ‘Peguem uma faca e vão matar o xerife’. De fato, eu me sinto mal quando alguém mata cobras ou cachorros, gatos ou cavalos. Eu nem sou capaz de comer carne – para você ver o quanto eu sou contra matar”.

O requerimento de Di Stefano enviado ao presidente Obama também afirma que o júri pode ter sido influenciado pelo artigo de primeira página do jornal Los Angeles Times, com a manchete “Manson culpado, declara Nixon” – o então presidente dos Estados Unidos. De fato, essa manchete virou o caso do avesso, uma vez que o presidente americano julgou Manson culpado antes mesmo do início da fase de defesa do julgamento.

O documento também questiona a principal testemunha do caso contra Manson, Linda Kasabian: “Afigura-se de uma profunda revisão das evidências de que a testemunha, de fato, participou ativamente dos assassinatos, e indícios sugerem que o procurador estava ciente de tal, mas em sua busca por uma condenação ele tomou a decisão de ignorar o fato mais importante do caso”, diz a carta.

Esse é mais um episódio da batalha pela libertação imediata de Charles Manson.

 Presidente Obama é convocado pela libertação de Charles Manson

© 2011 ATWA Brasil


Algumas contradições sobre quem é Charles Manson

manson hollywood Algumas contradições sobre quem é Charles Manson

Considerando os esforços recentes e as boas notícias quanto à possibilidade da libertação de Charles Manson após esses 42 anos de detenção ilegal (leia sobre isso aqui), é oportuno destacar as mentiras e fabricações elaboradas pelo promotor que condenou Manson em 1969, Vincent Bugliosi. Uma dessas falsas afirmações faz parte do perfil de Manson que Bugliosi criou para o júri popular que veio a condená-lo.

No tribunal, Bugliosi alegou que desde o primeiro minuto que Charles Manson foi libertado da prisão de Terminal Island, em 1967, ele estava “cheio de ódio pela humanidade”, e seu propósito era viajar até São Francisco para decidir qual seria o seu “alvo”. O fato de que Manson realmente pediu aos oficiais da prisão de Terminal Island para não ser libertado foi usado por Bugliosi para justificar esse “ódio” que Manson estaria sentindo. Na realidade, Manson pediu para continuar preso alegando o seguinte: “Não conheço ninguém lá fora, e não conheço aquele mundo. Todos os meus amigos estão aqui. Esse é o meu lar”. Simples assim.

De qualquer maneira, nada do que veio à tona sobre Manson desde então (por exemplo, documentos, palavras em áudio, entrevistas) apóia essa teoria de Bugliosi. Em primeiro lugar, a primeira menina que Manson conheceu ao sair de Terminal Island, Mary Brunner, decidiu viver com ele por sua espontânea vontade, assim como todos aqueles que se tornaram erroneamente conhecidos como “seguidores” de Manson. Se essa palavra deve ser usada, então eram eles que o seguiam, e não Manson que os forçava de qualquer maneira ou os “programava”, como Bugliosi também afirmou.

Todas as informações que existem sobre Charles Manson nesses primeiros anos fora da prisão (1967 e 1968) indicam que ele era um homem muito calmo e cheio de amor. Bugliosi criou a percepção de que Manson é racista (e para os ignorantes, a suástica em sua testa serve de comprovação dessa acusação), mas existem inúmeras ocasiões nessa época em que Manson é abertamente anti-racismo (por exemplo, a entrevista para a Universal Studios em 1967). Quanto a isso, aqui está mais uma contradição do promotor: os supostos “seguidores” de Manson usavam muitas citações anti-racismo. Se eles estavam “programados” por Manson, então não seria essa postura anti-racismo também uma emulação do que Manson pensava e dizia? Mas toda a teoria de Bugliosi que convenceu o júri e condenou Manson está baseada no fato de que ele é racista. De fato, não faz nenhum sentido.

Em uma entrevista realizada com Manson na Universal Studios em 1967, quando ele estava gravando as canções que mais tarde iriam aparecer nos álbuns “Lie: The Love and Terror Cult” e “All The Way Alive” (note, por curiosidade, as iniciais de A-T-W-A nesse título), ele afirma que é “contra todos os tipos de guerra”. A postura documentada de Manson e as informações de seus amigos da época confirmam essa afirmação. Mas se ele era anti-guerras, como é que ele poderia estar tramando o início de uma guerra racial, como o promotor Bugliosi propôs? A questão é bem simples: a suposta guerra racial que Bugliosi tentou – e conseguiu – jogar sobre Charles Manson era um conflito armado que Manson comentou que havia ouvido falar sobre na prisão de Terminal Island. Tratava-se de um ataque que estava sendo planejado de dentro das prisões para muçulmanos negros atacarem civis brancos americanos do lado de fora. Esse ataque de fato aconteceu, em São Francisco em 1973, e tornou-se conhecido como “Zebra Murders” (em português, “Assassinatos da Zebra”).

Naturalmente, imagina-se que um homem “cheio de ódio pela humanidade”, “racista” e envolvido em maquinar uma “guerra racial” – como é o perfil de Manson criado por Bugliosi – falaria desses temas, ou ao menos mencionaria algo sobre isso alguma vez, quem sabe até em suas próprias músicas? Mas não. Nada registrado de Manson em seus anos fora da prisão (1967 – 1969) condizem com esse perfil criado pelo promotor. As suas músicas gravadas nessa época falavam sobre amor, sobre o deserto, sempre com o tema anti-guerra. As suas palavras registradas nessa época são todas anti-racismo, anti-violência, anti-ódio. Elas fazem todo o sentido se comparadas ao que os amigos de Manson da época falavam sobre ele, mas de forma alguma apóiam a teoria vendida por Bugliosi para o júri popular.

Enfim, para tudo nesse caso existe uma explicação clara e lógica. É incrível como a história mirabolante criada pelo promotor Vincent Bugliosi em seu livro best-seller “Helter Skelter” convence tanta gente, enquanto a história verdadeira, que é simples, clara e coerente, é conhecida por tão poucos. Ao que tudo indica, Manson estava mesmo certo quando sentou naquela sala de julgamento: o povo realmente estava à procura de mais um filme de terror de Hollywood, e Manson recebeu o papel de vilão.

 Algumas contradições sobre quem é Charles Manson

© 2011 ATWA Brasil


Comissão internacional pede a libertação de Charles Manson

manson detencaoilegal Comissão internacional pede a libertação de Charles Manson

É com prazer que a ATWA Brasil, em nome da ATWA International, abre ao público geral o que vem sendo trabalhado há meses nos bastidores do caso de Charles Manson. Acreditamos que esse seja um bom momento para abrir essa história a todos.

Em 27 de janeiro de 2011, o renomado advogado de defesa, Giovanni Di Stefano, apresentou uma petição à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pedindo a libertação imediata do prisioneiro americano Charles Milles Manson.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos faz parte da Organização dos Estados Americanos (OEA). Seus deveres para com os direitos humanos resultam de três documentos: a Carta da OEA, a Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem, e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos.

Em sua petição à Comissão, o Sr. Di Stefano se refere ao artigo 8º da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que garante o “Direito a um julgamento justo”.

Especificamente, ele se refere às cláusulas:

(1) “O direito de ser ouvido, com as devidas garantias, por um tribunal competente, independente e imparcial”.

(2d) “O direito do acusado de defender-se pessoalmente ou de ser assistido por um defensor de sua escolha”.

A petição pelos direitos de Charles Manson destaca o fato de que Manson teve o seu direito de autodefesa negado ilegalmente. O recurso também aponta para a cobertura da mídia antes e durante o julgamento, que segundo o documento foi “altamente prejudicial”.

O Sr. Di Stefano fecha sua petição à Comissão afirmando: “O Sr. Manson continua sob custódia mais como um símbolo para o Sistema de Justiça Criminal dos Estados Unidos, um culto, um exemplo criado, do que um resultado de provas reais para sustentarem uma condenação. Sob nenhuma circunstância o Sr. Manson teve um julgamento justo”.

Clique aqui para acessar o website da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

A mídia sensacionalista americana já começou a republicar a novidade:

Time

CNN

UPI

E aqui no Brasil, também:

Vice Brasil

E em resposta à matéria publicada pela rede de notícias americana CNN, o advogado Giovanni Di Stefano deixou o seguinte comentário:

“Isso é o que o Tribunal de Apelações dos Estados Unidos menciona:
3 de agosto de 1978, disse no caso Lawrence S. BITTAKER vs. J. J. ENOMOTO: ‘O Estado menciona várias vezes que um de seus prisioneiros que podem se beneficiar da decisão Faretta é Charles Manson. Nós não incentivamos esse tipo de advocacia. Um tribunal federal deve tomar suas decisões de acordo com a Constituição e as leis, sem levar em conta a notoriedade dos partidos considerados’.

Em suma, já em 1978 o Estado havia violado conscientemente o direito de Manson para atuar em sua própria defesa. Como conseqüência disso, o julgamento é uma nulidade. E para o registro, eu represento o Sr. Manson pro Bono – ‘para o bem do povo’.

- Giovanni Di Stefano.”

 Comissão internacional pede a libertação de Charles Manson

© 2011 ATWA Brasil


Perguntas frequentes (FAQ) sobre Charles Manson

manson faq Perguntas frequentes (FAQ) sobre Charles Manson

Abaixo, uma série de perguntas e respostas (FAQ) sobre Charles Manson. Essas são as perguntas mais comuns que a ATWA Brasil recebe por e-mail.

Charles Manson é um serial killer?
Não, ele não é. Ele não é um assassino. Ele nunca foi condenado pela morte de ninguém. Ele foi condenado por conspiração para cometer assassinato, e a lei americana diz que se você for condenado por conspiração, você será julgado pelos crimes dos seus co-conspiradores. Nesse caso, o crime deles foi homicídio.

Quais foram as condenações de Manson?
Nove condenações por conspiração para assassinato, sete penas de morte, e duas prisões perpétuas.

Charles Manson é vegetariano?
Sim, ele é. No entanto, às vezes a prisão não lhe dá escolha senão comer carne.

Se Charles Manson foi condenado à pena de morte, por que é que ele ainda está vivo?
A pena de morte no estado da Califórnia foi abolida em 1972, então a condenação de Manson foi convertida em prisão perpétua.

A teoria de “Helter Skelter” é mesmo uma farsa, como muitos têm sugerido?
Há grande chance de ter sido. Muitas pessoas – inclusive os próprios assassinos – afirmaram que os assassinatos não foram feitos para incitar uma guerra racial, mas para libertar o recém-preso Bobby Beausoleil.

Charles Manson teve um julgamento justo?
Em muitos aspectos, não. Ele não estava autorizado a falar em seu próprio julgamento, e suas moções para defender a si mesmo como seu próprio advogado foram revogadas. A defesa de Manson, apontada pelo estado da Califórnia, também encerrou suas atividades sem convocar testemunhas em nome de Manson. Sendo assim, Manson não foi capaz de provar a teoria alternativa, contrariando a de “Helter Skelter” inventada pelo promotor do caso, Vincent Bugliosi.

Por que importaria se ele tivesse sido capaz de provar a teoria alternativa, de “amor entre irmãos”?
Nessa teoria, a maioria da “Família” testemunharia que os assassinatos foram cometidos para torná-los parecidos com o de Gary Hinman, dando a entender que o verdadeiro assassino ainda estaria livre. Por isso as palavras com sangue nas paredes, as múltiplas facadas, etc. A idéia era libertar Bobby Beausoleil (o autor do assassinato de Hinman). Essa teoria colocaria a “Família” inteira como conspiradores, e teria libertado Manson das acusações de conspiração.

E as pessoas que testemunharam contra Manson apoiando a teoria de “Helter Skelter”?
Algumas dessas testemunhas receberam do governo da Califórnia imunidade de crimes violentos (incluindo assassinato) em troca de testemunhar contra Manson. Isso dá aos criminosos um motivo para mentir, para escapar de seus crimes cometidos e não servir tempo na prisão. Alguns também receberam dinheiro para depor. Segundo algumas das próprias testemunhas, a principal testemunha contra Manson, Linda Kasabian, teria ajudado a planejar os assassinatos. Outra testemunha crucial para a condenação de Manson, Paul Watkins, não era da “Família” na época dos assassinatos, mas ainda assim teve permissão para testemunhar.

O promotor Vincent Bugliosi já foi processado por suas mentiras no livro “Helter Skelter”?
Sim, pelo menos duas vezes. Lynette Fromme estava contemplando processá-lo também, mas acabou na prisão pela suposta tentativa de assassinato do presidente Gerald Ford.

Posso escrever cartas para Charles Manson?
Sim, mas não envie nada questionável. Envie selos americanos (USPS) não utilizados para ele poder respondê-lo. Não envie dinheiro – ele não receberá.

Se eu escrever para Charles Manson, o que devo dizer?
Basta ser você mesmo e não inventar besteiras para ele. Se você se interessar por ecologia, escreva sobre isso. Não escreva cartas muito longas (mais de quatro páginas). Se você enviar cartelas de selos, escreva “MANSON: B-33920” na parte de trás da cartela, assim como em qualquer imagem que você enviar. Existe um limite de duas cartelas de selos por envelope enviado, e de 10 fotos (sem Polaroids). Não envie fotos maiores do que 10x15cm.

Charles Manson responde as cartas que ele recebe?
Às vezes. Você tem que entender que ele recebe mais cartas do que qualquer outro condenado nos Estados Unidos. Em geral, ele responde poucas vezes. Também acontece de ele não receber algumas cartas – algumas são perdidas pelo caminho, e às vezes os guardas também destroem outras para puni-lo. Se você não receber uma resposta, tente novamente. Enviando uma carta do Brasil, pode levar de duas semanas a um mês para que ele receba.

Charles Manson é louco ou estúpido?
Não, em todos os testes conduzidos pelo estado da Califórnia ele foi considerado “são”. Esses testes também definiram o QI de Manson em 121 – “muito superior à média humana”.

Charles Manson realmente fez uma lavagem cerebral em todas aquelas pessoas?
Muito improvável. Muitas daquelas pessoas iam e voltavam a todo o momento, como queriam. Algumas delas eram recém-chegadas, e não estavam lá o tempo suficiente para serem influenciadas de uma forma ou de outra. Ao mesmo tempo, a “Família” tinha cerca de 40 pessoas. Não há nenhuma maneira que ele poderia ter feito uma lavagem cerebral em todas essas pessoas. A maioria delas abandonou a “Família” quando se mudaram para Barker Ranch, portanto é difícil acreditar que essas pessoas estavam sob um estado de lavagem cerebral.

Se elas não estavam sob lavagem cerebral, então por que elas fizeram o que fizeram?
Algumas daquelas pessoas fizeram isso para pagar uma dívida de seu irmão, Bobby Beausoleil. Tex Watson olhou para Manson, e quis imitá-lo da forma como ele o imaginava. Algumas garotas eram apaixonadas por Tex Watson, e outras o temiam. Sendo assim, há muitas razões que vão desde a idolatrá-lo até mesmo a temê-lo.

O que significa ATWA?
É um acrônimo em inglês para “Air, Trees, Water, Animals” (em português, “Ar, Árvores, Água, Animais”). É a filosofia antipoluição de Charles Manson e seus amigos e admiradores.

Ouvi dizer que Charles Manson sairá da prisão em 2012.
Não, ele tem uma audiência de liberdade condicional em 2012.

Charles Manson tem acesso à Internet?
Não, ele nunca usou um computador.

Charles Manson vende seus autógrafos?
Não, a prisão proíbe que qualquer dinheiro seja enviado para ele.

Charles Manson está trabalhando em um álbum com Phil Specter?
Não.

Se Charles Manson não fez lavagem cerebral nos assassinos, porque eles insistem em dizer que ele fez?
Simples – para que eles possam um dia sair da prisão. Se a culpa pelos assassinatos cair sobre os ombros de outra pessoa, ou pelo menos for dividida com outras pessoas, torna-se mais fácil apelar para uma liberdade condicional. Bobby Beausoleil é um dos poucos que nunca culpou Manson por nada. No início do julgamento, Bruce Davis disse que conhecia Manson a pouco mais de três meses, e que ele não sofreu nenhum tipo de influência. No entanto, depois ele mudou sua versão da história.

Charles Manson nasceu sem um primeiro nome?
Não, ele nasceu com o nome Charles Milles Maddox. A sua certidão de nascimento pode ser facilmente encontrada para provar isso. Essa é uma das mentiras no livro “Helter Skelter”, de Vincent Bugliosi.

Charles Manson tem mesmo 1m58cm de altura?
Não, aquelas imagens que mostravam a altura dele como 1m58cm foram fabricadas. Todas as suas fotos tiradas em todas as prisões por onde ele passou afirmam 1m72cm de altura. Essa é mais uma das mentiras publicadas por Bugliosi em seu livro best-seller.

Charles Manson tem filhos?
Cinco.

Quais são os livros mais verdadeiros sobre o caso de Charles Manson?
“Squeaky: The Life and Times of Lynette Alice Fromme” tem uma boa parte sobre Manson e parece ser o mais honesto. A maioria dos livros tem verdades, mas eles se baseiam na teoria furada do livro “Helter Skelter”, estabelecida pelo promotor do caso. Um livro chamado “Manson”, por Robert Hendrickson, também parece ser promissor – deve ser lançado em breve nos Estados Unidos. “My Life With Charles Manson”, por Paul Watkins, também tem um monte de boas informações, mas também um monte de besteiras.

Quais são os documentários mais verdadeiros?
Novamente, a maioria dos documentários não questiona a teoria de “Helter Skelter”, mas os melhores são “Six Degrees of Helter Skelter”, “Charles Manson Superstar” e “Inside The Manson Gang”.

Charles Manson gravou todos os seus álbuns na prisão?
Não, alguns foram gravados antes disso, em 1967 e 1968, mas a maioria dos álbuns foi realmente gravada na prisão.

Como a música de Charles Manson sai da prisão?
As gravações têm que ser contrabandeadas para fora da prisão. Ele não tem permissão para gravar músicas.

Charles Manson recebe algum dinheiro com a venda dos seus álbuns?
Não, ele não tem permissão para receber comissões.

 Perguntas frequentes (FAQ) sobre Charles Manson

© 2011 ATWA Brasil


Sobre Charles Manson e ATWA para o Brasil

atwa guerramentiras Sobre Charles Manson e ATWA para o Brasil

A ATWA Brasil é uma concepção relativamente recente. As idéias que culminaram no desembarque desse pensamento no território brasileiro existiam há algum tempo antes de serem comunicadas abertamente a todos, mas ainda assim se trata de um fenômeno novo. Sendo assim, é compreensível que as pessoas que se interessam (ou não) por esse modo de pensar e agir tenham dificuldade em assimilar o que ATWA propõe.

Inicialmente, as pessoas que ouvem falar de ATWA questionam a figura de Charles Manson como mentor intelectual desse pensamento. Muitas pessoas concordam inteiramente com o que ATWA parece sugerir, mas quando pensam em Charles Manson ficam com um “pé atrás”. Trata-se de um comportamento lógico e compreensível, afinal, muita desinformação foi fabricada sobre Manson desde que ele foi preso em 1969. São mais de 40 anos de pessoas falando “por” e “sobre” Charles Manson, e muito pouco disponibilizado de Charles Manson falando por si mesmo. As palavras, os conceitos, as idéias são colocadas sobre ele. Nesse contexto, é natural mesmo que as pessoas tenham dificuldade em compreendê-lo.

Um dos propósitos da ATWA Brasil é precisamente oferecer um pouco mais de Charles Manson falando sobre ele mesmo para o povo do Brasil. Infelizmente, em língua portuguesa temos apenas um ou dois livros e um filme, todos baseados – ou escritos – pelo promotor do caso de condenou Charles Manson e fez disso a sua fortuna: Vincent Bugliosi. Até a ATWA Brasil desembarcar no sul do continente americano, o povo brasileiro era refém dessa única versão da história de Charles Manson, escrita por aquele que inventou tal história, vendeu ao público, e condenou Manson (com suas fabricações) no tribunal do estado da Califórnia. Mas agora, e a cada dia mais, Charles Manson tem sua voz comunicada em língua portuguesa. Das milhares de pessoas que a ouvem, algumas acordam e compreendem, enquanto outras permanecem cegas. Mas até então, nem isso era possível.

Levará tempo e empenho para que os julgamentos das pessoas mudem sobre Charles Manson. Foi assim para construir o mito do “monstro Manson” – o “homem mais perigoso que já viveu”, como estamparam na capa da revista americana Rolling Stone. Para resgatar a imagem de Manson também levará tempo, mas a realidade nunca é derrotada. Com o tempo, ela será estabelecida, por bem ou por mal. A luta de Charles Manson nunca foi outra senão ATWA. As confusões, as mentiras, e as incertezas que ofuscaram isso são fruto daqueles que fizeram seus milhões de dólares vendendo ao público uma história mirabolante – em outras palavras, vendendo ao público o que o público queria. Fizeram da simples realidade um filme de ficção de Hollywood, e o publicou compareceu em massa.

O que não lhes foi dito é que ao atropelar os direitos de Charles Manson no tribunal, a fim de promover uma história fictícia que resultou na fama e riqueza de uns poucos advogados, juízes, jornalistas e políticos, todos os direitos de todas as pessoas foram atropelados também. Quando um direito foi tirado, todos os direitos de todos foram tirados. Não há leis enquanto a lei permanecer enterrada. Para ATWA, ATWA é a única lei. Todos os livros, páginas escritas, assinaturas desse ou daquele outro, não passam de piadas até que a lei e a ordem sejam resgatadas.

ATWA desembarcou no Brasil porque nós temos o coração e os pulmões dessa luta. O Brasil está no foco da guerra do homem contra a natureza. Charles Manson está pendurado na cruz há mais de 40 anos, mas a sua luta não tem fim porque aqueles que o penduraram na cruz penduraram a eles mesmos. A luta de Charles Manson é uma: ATWA. É resgatar ATWA, é uma guerra santa contra a poluição, contra a destruição da vida.

A luta de Manson pela sua sobrevivência nesses mais de 40 anos de encarceramento ilegal serve como uma analogia para a luta de ATWA pela sua sobrevivência contra os horrores causados diariamente pelas ações humanas. O centro dessa realidade é que somente o próprio homem pode colocar um fim a essa guerra que ele mesmo iniciou. Existe uma chance de se salvar, e essa chance se resume em reconhecer e aceitar a ordem de ATWA.

 Sobre Charles Manson e ATWA para o Brasil

© 2010 ATWA Brasil


Seria Charles Manson vítima de uma armação?

manson armacao Seria Charles Manson vítima de uma armação?

Não é necessário procurar muito para encontrar desinformação sobre Charles Manson e o seu caso – as informações, hora fraudulentas, hora simplesmente ignorantes, chegam aos curiosos com muita facilidade. A verdadeira dificuldade está em encontrar fatos e informações legítimas, e essa guerra contra as mentiras é um dos comprometimentos da ATWA Brasil.

Nesse contexto, qualquer artigo jornalístico que apresente discussões reais ao invés de simplesmente reproduzir a “história oficial” que foi vendida ao público, resultando na criação de um monstro chamado Charles Manson (o “homem vivo mais perigoso” do planeta, como colocou a revista americana Rolling Stone em sua edição número 61), é um trabalho a ser considerado.

Um desses artigos é o publicado por Jon C. Hopwood em 16 de julho de 2008, intitulado “Seria Charles Manson vítima de uma armação?” (o título original, em inglês, é “Was Charles Manson Framed?”) Apesar das confusões do autor, que tende a encarar os fatos da “história oficial” com alguns questionamentos ao invés de esquecê-la por inteiro e evidenciar os fatos concretos que a derrubam, o artigo serve para ilustrar a ilegitimidade do julgamento que condenou Charles Manson – os acordos a portas fechadas que contornaram a lei e determinaram a sentença final.

O artigo completo escrito por Jon C. Hopwood tem 13 páginas. Abaixo, algumas passagens traduzidas que resumem o espírito do texto, e devem ser consideradas ao pensar em Charles Manson:

“Embora Charles Manson realmente não tenha participado diretamente nos assassinatos, e de fato nunca ter sido provado em um tribunal que ele tenha matado alguém, o promotor de Los Angeles, Vincent Bugliosi, conseguiu lhe acusar como o líder dos assassinos e indiciá-lo sob o conceito de culpabilidade contingente, segundo o qual ele era tão culpado pelos assassinatos quanto os próprios agressores. Ele também foi condenado por conspiração para cometer assassinatos – conspiração sendo uma manta popularizada na repressão a sindicatos e comunistas na época. Quando todo o resto falha, pegue-os em uma conspiração. Charlie negou ter ordenado os assassinatos, e muitos aficionados pensam que há boas razões para acreditar que ele foi vítima de uma armação.”

“[Charles] Tex Watson, que em um sentido tático era o verdadeiro chefe dos assassinatos, havia fugido para o Texas, e foi julgado separadamente devido às exigências de extraditá-lo de lá – pelo menos isso é o que o gabinete do Procurador de Los Angeles disse. Em vez de esperar para que o Texas devolvesse o seu belo exemplo de um filho nativo para a ensolarada Califórnia, o Ministério Público decidiu avançar com o julgamento de [Susan] Atkins, [Charles] Manson, [Patricia] Krenwinkel e [Leslie] Van Houten, com Linda Kasabian como sua principal testemunha, e não se preocupou com as enormes despesas de ter que julgar Tex Watson separadamente. Para você ver, se Tex Watson tivesse sido julgado juntamente com Charles Manson, o defensor público de Manson, Irving Kanarek, poderia ter sido capaz de transferir a culpa para Tex Watson, o homem que realmente liderou ambos os assassinatos.”

“Quando se considera a moralidade de Vincent Bugliosi [o promotor que condenou Charles Manson], considere isso: quando Linda Kasabian, que teria fugido da “Família” após o assassinato da família LaBianca, rendeu-se em Concord, em New Hampshire, e foi extraditada de volta para a Califórnia, seu advogado tentou fazer um acordo com Bugliosi. Ele recusou firmemente. Isso porque ele tinha Susan Atkins, mais conhecida como Sadie Mae Glutz, para testemunhar ao Ministério Público – ela agora como testemunha do estado perante o júri que proferiu as acusações de assassinato. Quando Atkins empacou e retirou seu testemunho do júri de inquérito, Bugliosi retornou ao advogado de Kasabian para negociar. Em seu resumo no julgamento, Bugliosi – que originalmente não queria nada com Linda Kasabian porque tinha Susan Atkins como sua “testemunha especial” – passou a elogiá-la.”

“Quando se lê o que aconteceu em Cielo Drive [a casa alugada pelo casal Polanski em que os assassinatos aconteceram] naquela noite, deixando de lado o cenário de “Helter Skelter” proposto por Vincent Bugliosi, não é provável considerar se o que Tex Watson e as meninas estavam realmente empenhados era um caso de roubo com invasão de domicílio? Que quando Jay Sebring [amigo de Sharon Tate] estendeu as mãos para roubar a arma de Tex, sendo então baleado na axila e levando um chute no rosto, somente nesse momento o crime se transformou em um frenesi de assassinatos?”

“Quando se analisa as transcrições do julgamento, surge a pergunta: foi a morte de Sharon Tate, de seu filho ainda não nascido, e de seus três amigos realmente planejada, como alegou Bugliosi, ou foi uma questão de mais uma vez Tex ter perdido a cabeça, como aconteceu nos casos com Gary Hinman e Lotsapoppa? Nós nunca saberemos, uma vez que a exclusão de Tex Watson do julgamento impossibilitou que o advogado de Manson, Kanarek, fosse capaz de levantar essa questão, embora ele tenha requerido isso durante o julgamento dos demais envolvidos no caso e alegado que as garotas estavam apaixonadas por Tex Watson.”

“Em teoria, o réu é inocente até provado culpado num caso criminal além de uma dúvida razoável. Ao manter Tex Watson fora do julgamento, não teria Bugliosi planejado tal coisa de modo a minimizar as dúvidas que os advogados dos réus poderiam produzir nas mentes dos jurados?”

“A teoria de “Helter Skelter” de Vincent Bugliosi, com [Charles] Manson como um “guru do amor” pregando um Armagedom racial no deserto, parece tão inacreditável quanto as teorias de conspiração sobre John F. Kennedy que Bugliosi ilustra em seu tomo de mais de 1600 páginas, chamado “Reclaiming History”, escrito como parte de sua participação no show business. Ele tinha começado originalmente investigando o assassinato como parte de um programa especial da rede de televisão BBC, que seria palco de uma simulação de julgamento de Lee Harvey Oswald, o homem acusado pela Comissão Warren de ter sido o único assassino no caso. O livro sobre o assassinato de JFK, em que Bugliosi faz a estranha afirmação que Lee Harvey Oswald foi provado ser um assassino solitário para além de qualquer dúvida razoável, foi adquirido por Tom Hanks para ser feito em uma minissérie da HBO. Nem mesmo Arlen Specter, o autor da teoria da “bala mágica”, afirmaria tal coisa. [...]Isso teve de ser escrito para mostrar que Vincent Bugliosi, autor do cenário de “Helter Skelter”, é um admirador de outros fantasistas da lei.”

“O trabalho de Bugliosi foi enviar Charles Manson e sua suposta “Família” para a câmara de gás, e ele fez isso com grande entusiasmo. Isso o fez, como ele sabia que seria, um homem de sucesso em termos de reputação e finanças. Ele ofereceu ao mundo a sua versão da “bala mágica” – nesse caso, chamada de “Helter Skelter” – e sem Tex Watson no julgamento, não houve argumento de compensação para refutá-lo. Combinando isso com o advogado ruim de Charles Manson e a sua própria aceitação fatalista de que seria “condenado pelo sistema”, a estratégia se provou um sucesso.”

“No entanto, os “massacres de Manson” se tornaram tão infames em parte devido ao manuseio hábil de Vincent Bugliosi durante o caso e através dos meios de comunicação como promotor de justiça – e devido ao seu livro “Helter Skelter”, o maior best-seller de literatura de crime na história. Todos os membros condenados da suposta “Família Manson” (um termo que Charles Manson nunca utilizou, mas que Bugliosi popularizou) têm tido seus pedidos de liberdade condicional repetidamente negados desde que suas sentenças de morte foram comutadas.”

“O que abriu meus olhos sobre o fato de “Helter Skelter” ser um saco de mentiras elaborado por Vincent Bugliosi é o fato de Virginia Graham, a mulher que misteriosamente ouviu a confissão de Sadie Mae [antes do caso se tornar popular] e alertou as autoridades, ter realmente visitado 10050 Cielo Drive [a casa alugada pelo casal Polanski]. Graham era uma prostituta de carreira, presa por um cheque sem fundo. Quais são as chances de um prisioneiro que tenha visitado a cena de morte se encontrar na mesma cela de um suspeito da chacina? A polícia de Los Angeles e a promotoria do caso, obviamente, sabiam mais – e num momento muito anterior – do que Bugliosi nos fez saber. Virginia Graham foi obviamente plantada naquela cela para obter uma confissão de Susan Atkins.”

“No outono de 1969, Virginia Graham conheceu Susan Atkins no Instituto Sybil Brand para Mulheres. Graham era uma prostituta de 36 anos presa por ter passado um cheque sem fundo. Ambas, Graham e Atkins, serviram como “mensageiras” para os guardas da prisão, o que lhes deu a oportunidade de se conhecerem nos corredores. O fato de um prisioneiro ser mensageiro indica um nível de fidelidade, o que sugere que Graham estava em conluio com as autoridades da prisão, e que a recém-chegada Atkins – dificilmente o tipo de pessoa que receberia um cargo de confiança na prisão – tinha sido armada para uma confissão. Atkins havia sido detida sob suspeita de ter participado no assassinato de Gary Hinman, a primeira morte atribuída à suposta Família Manson. [...]Junto com o testemunho de Linda Kasabian, que muitos acreditam ter realmente participado dos assassinatos, foi o testemunho de Graham que deu a Vincent Bugliosi os elementos necessários para conseguir uma condenação por homicídio.”

“O problema de confissões de dentro da prisão para informantes da polícia é que é fácil para um informante obter informações sobre um criminoso e o crime e simplesmente fabricar uma confissão. Além disso, há ainda um incentivo para o informante para fazer isso: eles recebem tratamento especial das autoridades, e talvez até sua libertação.”

“O cenário de “Helter Skelter” de Vincent Bugliosi e sua descrição da “Família Manson” como vítimas de Charles Manson foi parcialmente motivada pelo seu desejo de reduzir a culpabilidade da sua testemunha especial, Linda Kasabian, aos olhos do júri. Como Bugliosi admitiu em seu somatório final, Kasabian foi igualmente culpada pelos assassinatos, de acordo com a lei da Califórnia. (Ela tinha sido concedida imunidade total por Bugliosi após Susan Atkins, a quem ele chamou de “pequena vagabunda” durante o julgamento, ter descumprido um acordo para fornecer provas ao estado em troca de uma promessa de não ter a pena de morte requerida contra ela.)”

“Vincent Bugliosi explicou anomalias no caráter de Linda Kasabian, dizendo, por exemplo, que ela havia roubado 5 mil dólares sob as ordens de Charlie [Manson]. Apesar do fato de que ela havia conhecido Charles Manson a pouco mais de um mês antes de estar envolvida nos assassinatos, e apenas a uma semana e meia antes de ter roubado o dinheiro, isso foi o suficiente: em apenas 10 dias, o campo de força da personalidade do carismático Charles Manson deixou Kasabian pronta para roubar para ele. Um mês depois, ela estava disposta a matar por ele. Agora, ela era testemunha especial do estado contra ele.”

“Charles Manson, Susan Atkins e os outros membros da “Família Manson” não receberam sentença de prisão perpétua, mas isso é o que as sentenças se tornaram. Quando suas sentenças de morte foram revogadas, eles foram re-sentenciados a prisão perpétua com a possibilidade de liberdade condicional. O fato é que Vincent Bugliosi fez o seu trabalho tão bem em sua tentativa de colocar Charles Manson na câmara de gás que ele criou um mito que perdura quase 40 anos após o crime. Ele criou um mito de Charles Manson como esse monstro manipulador hippie, transformando assim Tex Watson, Susan Atkins e os outros envolvidos em robôs sem alma, que teriam matado a seu comando.”

“Legalmente, para provar a culpa de Charles Manson e seus companheiros Vincent Bugliosi não era obrigado a revelar um motivo para os assassinatos. Os assassinatos poderiam ter sido conseqüência de uma invasão de domicílio para assalto: Linda Kasabian testemunhou que acreditava que eles estavam apenas saindo para invadir casas, como o grupo havia feito antes. (Depois ela se contradisse, afirmando que Manson havia declarado “o amanhecer de Helter Skelter” antes de ela ter saído para cometer os assassinatos, adotando então o cenário proposto por Bugliosi. Há motivos para acreditar que ela foi orientada [por Bugliosi].)”

“O que eu acredito é que o cenário de “Helter Skelter” de Vincent Bugliosi foi fabricado a fim de vender uma convicção de Charles Manson aos jurados, e assim vender Vincent Bugliosi para as editoras de livros – e também para o público, que continua a acreditar nesse mito.”

As passagens acima ilustram uma parte da abundância de contradições que cercam o caso de Charles Manson. Trata-se de uma história que se tornou tão famosa em função dos mitos que foram criados a portas fechadas nos bastidores do julgamento. Infelizmente, essas fabricações permanecem vivas nas mentes das pessoas ainda hoje, mais de 40 anos depois. Essa triste realidade, porém, não torna a ficção mais verdadeira. É importante reconhecer isso.

Para ler o artigo original de Jon C. Hopwood, clique aqui

 Seria Charles Manson vítima de uma armação?

© 2010 ATWA Brasil


ATWA Brasil: “A Mente de Manson (Parte 1)”

Abaixo, mais uma produção oficial da ATWA Brasil: “A Mente de Manson (Parte 1)”.

Todos falam de Charles Manson e por Charles Manson o tempo todo. São livros e mais livros, centenas de programas de televisão, matérias de jornais e revistas, etc. Por que não deixar o próprio homem falar por si mesmo?

Portanto aqui está: Charles Manson fala sobre tudo o que as pessoas amam falar por ele.

O video conta com legendas em português.

 ATWA Brasil: “A Mente de Manson (Parte 1)”

© 2010 ATWA Brasil


Oceanos engasgados em CO2

atwa oceanos Oceanos engasgados em CO2

Os oceanos do mundo estão engasgando com o aumento da presença de gases de efeito estufa liberados por ações humanas, destruindo os ecossistemas marinhos e quebrando as cadeias alimentares – são mudanças irreversíveis que não ocorreram por vários milhões de anos, aponta um novo estudo. A mudança pode ter conseqüências desastrosas para centenas de milhões de pessoas e outros seres vivos ao redor do mundo que dependem dos oceanos para a sua sobrevivência, e pode significar a destruição do coração e dos pulmões da Terra.

“É como se a Terra fumasse dois maços de cigarros por dia”, explica o cientista australiano Ove Hoegh-Guldberg, autor do novo estudo. A conclusão é baseada em 10 anos de investigação marinha, e descobriu que as alterações climáticas têm causado declínios importantes nos ecossistemas marinhos.

Os oceanos estão em um processo de aquecimento e acidificação, a circulação da água está sendo alterada e zonas mortas nas profundezas dos oceanos estão em expansão, diz o relatório. Há também uma queda nos ecossistemas dos oceanos, como as florestas de laminarias (algas) e recifes de corais, e as cadeias alimentares marinhas estão sendo destruídas, com peixes cada vez menores e maior freqüência de doenças e pragas entre os organismos marinhos. “Se continuarmos por essa via, chegaremos a condições nunca antes vistas pelo homem”, disse Hoegh-Guldberg. Ironicamente, são as ações humanas que estão pintando essa realidade.

Os oceanos são o coração e os pulmões da Terra, produzindo metade do oxigênio do mundo e absorvendo 30 por cento do dióxido de carbono liberado pelo homem. “Estamos entrando em um período em que os serviços dos oceanos sobre o qual muito depende a humanidade estão passando por grandes mudanças e, em alguns casos, começando a falhar”, disse Hoegh-Guldberg. “Muito claramente, a Terra não pode ficar sem o mar. Esta é mais uma prova de que estamos a caminho para o próximo grande evento de extinção”, explicou o cientista.

Mais de 3,5 bilhões de pessoas dependem dos oceanos para a sua principal fonte de alimento, e em 20 anos esse número pode dobrar, os autores do relatório dizem. O clima do planeta manteve-se estável durante milhares de anos, mas a mudança do clima nos últimos 150 anos está forçando organismos a mudarem rapidamente – mudanças que no ritmo natural da evolução levariam muito tempo.

Mas pensar nesse assassinato dos oceanos com um foco sobre as implicações para a humanidade é um grande erro – afinal, os seres humanos são a raiz do problema. Os alertas dos cientistas são importantes para elucidar o caminho que estamos traçando, mas interpretá-los sob uma ótica antropocêntrica é uma falha que faz pouco para que a solução para os problemas seja encontrada. A vida está morrendo agora, e não daqui a 10 ou 20 anos. Os oceanos estão lutando para sobreviver, e esse assassinato parte das mãos dos homens.

ATWA era ATWA antes de o homem aparecer, e continuará a ser ATWA depois que o apocalipse da Terra se complete. Serve então aos poucos homens que desejam sobreviver lutar pelo todo da vida – toda a água é uma única água, todas as vidas são uma vida só. Esse é o pensamento do agora, e a única saída para escapar do Helter Skelter que está presente por todos os lados.

Para ler outro artigo sobre o assassinato dos oceanos, clique aqui.

 Oceanos engasgados em CO2

© 2010 ATWA Brasil


Eyjafjallajokull: A beleza de ATWA

atwa vulcao Eyjafjallajokull: A beleza de ATWA

A recente erupção do vulcão Eyjafjallajökull na Islândia representa a força incontrolável e a beleza marcante de ATWA. Um símbolo do poder do nosso planeta, e da relativa insignificância do homem e das suas obras. Trata-se de uma lição para aqueles que vêem e compreendem.

Um pouco sobre o Eyjafjallajökull

Eyjafjallajökull é uma das geleiras de menor dimensão da Islândia. Situa-se ao norte de Skógar e a oeste da geleira de Mýrdalsjökull – essa última, muito maior.

A bacia da geleira cobre um vulcão (de 1666 m de altura) cuja atividade eruptiva começou a ser mais frequente a partir da última idade do gelo. Houve três grandes erupções precedentes em tempos históricos: em 920, 1612 e 1821-1823 A penúltima erupção (1821-23) provocou um jökulhlaup (literalmente, uma “corrida glacial”) fatal. A cratera do vulcão tem um diâmetro de 3 a 4 km. A geleira estende-se por cerca de 107 km².

O limite sul da montanha fez, no passado, parte da costa atlântica. Com a regressão marítima, formaram-se penhascos inclinados que originam hoje em dia um conjunto impressionante de quedas de água, sendo a mais conhecida a de Skógafoss. Quando há ventos fortes, a água das cascatas menores é levada pela montanha acima pelo ar, um fenômeno interessante.

O vulcão entrou em erupção novamente em 21 de março de 2010, e ampliou sua atividade notavelmente no dia 14 de abril. Foi esse evento que colocou Eyjafjallajökull sob os holofotes recentemente, mas de uma maneira curiosamente insensível.

A beleza de ATWA ofuscada pela ignorância

É triste ler nos jornais e assistir na televisão que a referência mais comum à recente erupção do Eyjafjallajökull lida com os “transtornos” causados ao homem – especialmente com relação ao espaço aéreo e, ironicamente, às pessoas com problemas respiratórios na Europa. Esse último, irônico porque a indústria, criação do homem, é responsável por boa parte desses problemas.

Até mesmo as imagens mais lindas e impressionantes parecem servir apenas ao propósito de validar o tamanho do “problema”. O acontecimento não é apreciado, e a força da natureza é pouco discutida. Isso marca muito. É um modo de pensar e agir que corresponde aos danos que estão sendo causados a tudo o que é vivo todos os dias, a todo o momento. É uma ignorância que ameaça os seres humanos.

Dinheiro nenhum vai salvar-nos da confusão – Helter Skelter – que está sendo arquitetada por nós mesmos. Enquanto ATWA exibe seus alertas, cada vez mais freqüentes, os homens parecem continuar a agir como zumbis, pedaços de carne sem vida e sem inteligência, a caminho do apocalipse. Os alertas são claros, e precisam ser ouvidos. A harmonia do todo da vida é a vontade de Deus, o único caminho para a sobrevivência.

Abaixo, imagens da força incontrolável e beleza marcante de ATWA:

 Eyjafjallajokull: A beleza de ATWA

© 2010 ATWA Brasil


Entrevista de Charles Manson com Michal Ben Horin em 1992

Aqui, a entrevista sem cortes de Charles Manson com a jornalista israelense Michal Ben Horin, gravada em 1992.

A entrevista está dividida em quatro partes, todas abaixo:

 Entrevista de Charles Manson com Michal Ben Horin em 1992

© 2010 ATWA Brasil


O poder da televisão

televisao sangue O poder da televisão

Estranhamente, a ATWA Brasil recebeu no dia de hoje mais de dez vezes o número habitual de visitas e comentários. Da noite para o dia, o interesse por Charles Manson e ATWA se multiplicou.

Seria mágico, se não fosse tão ordinário. Ontem, às 23:00 horas, um canal da rede aberta de televisão passou um filme fictício, “baseado em fatos”, sobre os crimes que aterrorizaram a alta sociedade de Hollywood, na Califórnia. Ao que tudo indica, a audiência foi muito alta.

Um verdadeiro experimento contemporâneo sobre o poder da televisão sobre as massas: um filme “baseado em fatos” foi o suficiente para movimentar milhares de pessoas. E pensar que muitos historiadores e acadêmicos ainda falam da Alemanha, Hitler e a Segunda Guerra Mundial como se o poder da televisão fosse espantoso. Estamos em 2010, mais de 70 anos depois da subida ao poder to Terceiro Reich, e o poder da televisão é o mesmo.

As pessoas se comportam de uma maneira curiosa. Recebemos e-mails e comentários de pessoas recontando cenas do filme, criticando Charles Manson e os seus irmãos e irmãs de ATWA pela história fictícia que o filme mostrou. Essas pessoas, obviamente, não pesquisaram nada sobre o verdadeiro caso de agosto de 1969 antes de se sentirem confiantes para expor as suas idéias tão pouco formuladas em público. Se esse fosse o caso, provavelmente teríamos recebido mais e-mails e comentários questionando mais sobre a realidade, e não sobre o filme.

“A televisão vende crime e violência todos os dias”, já dizia Charles Manson no passado. Sangue, assassinatos e violência são o que as pessoas querem – é o que parece lhes completar. A mídia alimenta esses sentimentos porque é explorando esses sentimentos das pessoas que elas “vendem crime” em troca de anúncios publicitários. Um ciclo contínuo.

Para os que estão de acordo com a vida e com o espírito, o relógio parou em agosto de 1969. Tudo o que veio depois disso é um ciclo de crime e violência, alimentado pelo que as pessoas realmente têm dentro delas. Sentadas na frente das telas das televisões, ou agora na frente das telas do computador, as pessoas saciam a sua fome por sangue – sem essas telas, provavelmente estaríamos falando do verdadeiro “Helter Skelter” nas ruas das cidades.

Não o “Helter Skelter” do filme de ficção. Não o “Helter Skelter” do promotor Vincent Bugliosi, que inventou essa teoria e vendeu por dinheiro em seu próprio livro e para todos esses filmes sensacionalistas. Mas o “Helter Skelter” de Charles Manson: a confusão das pessoas do nosso planeta.

“Se você precisa culpar alguém, você não pode olhar no espelho. Você pode olhar, mas para realmente ver você precisa conhecer você mesmo primeiro e acima de tudo.”
- Charles Manson

 O poder da televisão

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson e as recentes histórias falsas

manson desenho Charles Manson e as recentes histórias falsas

Charles Manson e os acontecimentos ao redor da sua vida têm sido explorados pela mídia inúmeras vezes. Histórias sensacionalistas escritas para agradar o público servem apenas a um propósito – fazer dinheiro. Muito dinheiro foi feito à custa desse tipo de histórias vicárias que muitas vezes são completamente falsas, e em alguns casos nascem daqueles dispostos a mentir para simplesmente chamar a atenção.

Duas histórias que circularam no ano passado, na época do 40º aniversário dos assassinatos de 1969, são bons exemplos deste tipo de campanha publicitária da mídia corporativa: um músico incógnito afirmou ser o filho de Charles Manson, e alguém alegou que Charles Manson havia escrito uma carta para Phil Spector (produtor musical conhecido por produzir o último álbum dos Beatles) dizendo querer trabalhar com ele. É necessário um pouco de cautela para lidar com essas duas histórias. Como qualquer pessoa inteligente sabe: você não pode acreditar em tudo o que lê.

  

História falsa número um: Matthew Roberts

Matthew Roberts, da banda de rock amadora “New Rising Son”, afirmou ser filho de Charles Manson, e tem inventado uma história banal em torno de ser filho de uma mulher mentalmente instável de Wisconsin, que supostamente teria sido estuprada por Manson em uma festa regada a ácido. Essa história esteve por todos os tablóides, inclusive no Brasil, embora nenhuma evidência substancial para provar a reivindicação ter sido apresentada.

Existem algumas questões para se considerar. A pessoa que diz ser filho de Manson inventou o nome da sua banda, “New Rising Son”, e apareceu pela primeira vez em público em um programa de rádio barato em busca de atenção para si mesmo, alegando como é terrível descobrir que Manson é o seu suposto pai. Essa reivindicação aparece em seu site pessoal e em páginas de perfil da banda espalhadas pela internet. A página do MySpace da banda “New Rising Son” tem como introdução o seguinte: “Bem-vindos ao mundo dele – a primeira letra de música da canção-título, New Rising Son, diz tudo – o que você faria se descobrisse que Charley [sic] Manson estuprou a sua mãe?” De fato, a história está sendo bem aproveitada por Roberts para chamar a atenção e divulgar o seu trabalho.

A sua suposta e possivelmente imaginária mãe nunca se pronunciou sobre o caso – de fato, ela nem nunca apareceu. Roberts também não forneceu mais informações para comprovar a história que tem contado. Tudo indica que seja apenas um caso de imaginação fértil, sem nenhuma prova de que essa suposta mãe exista mesmo ou que o próprio Roberts tenha sequer falado com ela. Nem sequer documentos que mostrem que ele foi adotado por tal mulher apareceram. O músico amador soltou essa história na mídia, os tablóides passaram o mito a diante, e a banda “New Rising Son” teve os seus quinze minutos de fama.

Roberts afirma que a sua mãe lhe disse que seu nome era “Laurence Alexander”, o que é bastante conveniente, pois ele tem um par de cartas escritas por Charles Manson dirigidas a um suposto homem com esse nome. As cartas não foram escritas para Matthew Roberts. É possível que elas tenham sido escritas para alguém e adquiridas por Roberts (muitas cartas de Manson são vendidas online por valores razoáveis), ou que ele simplesmente tenha inventado esse nome. Uma pergunta basta: onde está a sua certidão de nascimento com o nome “Laurence Alexander”. Nenhuma resposta.

Nada nas cartas de Charles Manson fazem sentido com relação às afirmações de Roberts. As cartas contêm imagens abstratas e metáforas relativas a motociclistas e patriarcado, temas comuns considerados por Manson. As cartas também retratam um sentimento de consciência sobre uma possível crise de identidade de Roberts. Enfim, Manson teve a gentileza de escrever a carta para quem quer que seja “Laurence Alexander”. Roberts simplesmente usou essa história para fazer um nome para si mesmo.

Roberts afirma que sua mãe foi apanhada por amigos de Manson em Wisconsin em 1967 e trazida com eles de volta para a Califórnia. Nas dezenas de livros escritos sobre a chamada “Família Manson”, não há nenhuma menção de que eles tenham viajado na costa oeste dos Estados Unidos com o ônibus negro, de terem ido até Wisconsin e ainda ter trazido pessoas de lá para a Califórnia – isso incluindo as autobiografias das pessoas que estavam lá. O que Manson e seus amigos estavam fazendo no verão de 1967 está escrito em vários livros. As informações podem não ser exatamente precisas, mas se eles tivessem viajado todo o caminho até Wisconsin e ainda trazido de volta alguém, seria muito estranho que até hoje tal história não tivesse sido mencionada por ninguém.

Roberts afirma que a sua mãe conhecia Mary Brunner, a mãe do verdadeiro filho de Charles Manson. O filho de Manson e Brunner, que foi chamado de “Sunstone Hawk”, já teve muita coisa escrita sobre ele no passado. Ele foi entrevistado na televisão, e não tem qualquer semelhança com Matthew Roberts. Roberts afirmou que sua mãe era loira e de olhos azuis, como Mary Brunner, o que não parece plausível ao olhar para as características físicas de Roberts. Se Charles Manson tivesse um filho com uma mulher loira e de olhos azuis, a criança teria uma aparência norte-européia, assim como o verdadeiro filho de Charles Manson. Roberts não tem essas características.

Houve muitos casos de crianças impostoras no círculo da suposta “Família Manson”. Lembra-se de Julian, o filho impostor de Ouish? O caso de Matthew Roberts não é novo, e não é original. Pessoas como ele mentiram no passado, e outros mentirão sobre isso no futuro.

Quanto tempo passará até que mais essa falsidade seja desmentida?

 

História falsa número dois: Phil Spector

Algum tempo atrás, foi publicada uma história alegando que Charles Manson queria gravar músicas com Phil Spector. Aparentemente, a história foi criada com base em um fato simples: Phil Spector iria para a prisão de Corcoran, na Califórnia, a mesma em que Manson está hoje. Alegou-se que Charles Manson havia passado uma nota para Spector afirmando seu desejo de gravar músicas com ele. Nenhuma nota existiu, e não foi Spector quem lançou essa mentira. Charles Manson nunca escreveu uma nota para Phil Spector, e nunca expressou desejo de trabalhar com ele. Além disso, o Departamento de Administração Penitenciária da Califórnia também negou a história. Charles Manson e Phil Spector estão alojados em instalações separadas, muito distantes, cada um com uma equipe separada de guardas. Essa história simplesmente nunca aconteceu.

Charles Manson negou essas duas histórias, chamando-as de falsas. Ele também manifestou pouco interesse em ambas.

logo final

© 2010 ATWA Brasil