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Charles Manson: Opinião sobre liberdade condicional

manson condicional Charles Manson: Opinião sobre liberdade condicional

“Eu não matei ninguém, e eu não comandei que ninguém fosse morto. Eu estou com raiva. Eu estou indignado. Eu estou com raiva em cada osso do meu corpo porque eu tive que voltar para a penitenciária sendo que eu não fiz o que vocês dizem que eu fiz. Eu estou morrendo todos os dias na cela solitária. Eu concordo que eu sou totalmente inadequado para aquele mundo ali fora. Eu não me ajusto àquilo de maneira alguma. Mas eu não sou o seu carrasco. Eu não sou o seu Diabo e eu não sou o seu Deus. Eu sou Charles Manson”.

- Charles Manson (1978)


“Eu não estou pronto para liberdade condicional. Eu estou preso no isolamento de solitária há dez anos. Eu não tenho mais uma mente. Ela se foi, cara. Eu não consigo entender metade das coisas que você está falando. Se você me tranca com insanidade, eu vou refletir insanidade. Se você me colocar com pessoas que são capazes de pensar racionalmente, eu até poderia voltar a pensar racionalmente e entender o que está acontecendo. Eu espero continuar aqui pelo resto da minha vida. Até o momento em que eu estarei pronto para a liberdade condicional, eu serei libertado para o espaço”.

- Charles Manson (1981)


“Condicional, cara, só tem a ver com dinheiro. Tudo o que eu ganho é o medo, a confusão, e os absurdos burocráticos que todos continuam jogando sobre mim. Todos estão convencidos de que enquanto eu estiver trancado, tudo estará bem, e o mundo irá funcionar sem problemas. Eles justificam assim o medo do público que eles mesmos criam. O medo do público é o que me tranca aqui. Ele diz: ‘Ele matou aquela mulher e comeu o bebê dela, ele está tentando destruir o mundo’. Mas tendo crescido na penitenciária a minha vida inteira, você tem que compreender que eu conheço todos os tipos de assassinos. Pessoas morrem ao meu redor o tempo todo. Eu estou tocando um pouco de música em uma cela, e alguém está sendo esfaqueado até a morte na cela ao lado. Isso não acontece comigo porque eu tenho paz no meu caminho”.

- Charles Manson (1985)


“Eu poderia ter a minha liberdade condicional em troca de não ter a minha alma. Eu vou manter a minha alma e rejeitar a sua liberdade condicional. Prisão é um modo de pensar. Eu estou fora disso. Eu não quero sair das suas prisões a não ser que eu possa ir com os meus irmãos e irmãs. Se eu tivesse o mundo inteiro, mas não a minha família, eu ainda não teria nada”.

- Charles Manson (1986)


“Condicional? Eu não aceitaria liberdade condicional. Porque se eu aceitasse, eu teria que aceitar também todas as pessoas que brincaram com a minha vida. Eu estou cansado de ter outras pessoas tentando mandar na minha vida. Eu estou fora da prisão. Eu saio todos os dias. Eu saio com esses caras aqui todos os dias. Eu estou em todos os lugares. Como vocês irão trancar todos os lugares?”

- Charles Manson (1987)


Entrevistador: Por que isso tudo aconteceu?
Charles Manson: Como eu poderia explicar todos os equívocos em dois ou três minutos? Dê-me meus direitos em um tribunal de justiça, e aí vou explicar tudo. Eu não posso explicar aqui em poucas palavras, ou em uma carta, ou em um cartão postal. É muito complexo.
Entrevistador: O que você está querendo, um novo julgamento?
Charles Manson: Novo? Eu ainda não tive um julgamento.
Entrevistador: Você está só pedindo por um julgamento?
Charles Manson: Apenas um julgamento. Apenas os meus direitos. Eu vejo o [presidente] Reagan falando nas Nações Unidas sobre como direitos humanos são tão importantes, e como todos devem ter direitos. E aí você pergunta para ele sobre Charlie, e ele vai dizer: ‘Bem, ele não merece nenhum direito’.
Entrevistador: Em poucos dias você terá uma audiência de liberdade condicional. Você gostaria de sair daqui em liberdade condicional?
Charles Manson: Liberdade condicional pelo que? Para onde? Eu quero os meus direitos. Você pode me dar liberdade condicional a qualquer momento, mas isso não me dá os meus direitos.
Entrevistador: Você quer sair da prisão?
Charles Manson: Sair da prisão? Eu saí da prisão em 1967.

- Trecho de entrevista de Charles Manson com Penny Daniels, em 1987.

 Charles Manson: Opinião sobre liberdade condicional

© 2012 ATWA Brasil


Charles Manson: Por que a condicional não é uma opção?

manson 1986 Charles Manson: Por que a condicional não é uma opção?

O dia de hoje, 11 de abril de 2012, marca a 12ª audiência de liberdade condicional de Charles Manson desde condenado em 1969. Como era esperado (e fora anunciado pela ATWA Brasil), Manson recusou a comparecer à audiência.

Manson não teve um julgamento em 1969. Seus direitos foram atropelados, e sua liberdade foi vendida para a mídia sensacionalista americana. Ele não teve uma oportunidade de se defender devido a seus “super poderes” que poderiam “controlar as mentes dos jurados”. Sendo assim, Manson permanece encarcerado como um prisioneiro político na “terra dos homens livres”. Aceitar a autoridade de uma suposta audiência de liberdade condicional significaria aceitar o atropelamento dos seus direitos em 1969 – Manson nunca fará isso.

Aqui, para ilustrar a realidade dessa situação, a transcrição completa do comunicado de Charles Manson feito durante a sua audiência de liberdade condicional de 1986:

“Como todos que conhecem sabem, por todo o estado da Califórnia, pelo país, e pelo mundo: os advogados, os tribunais, e o governo dos Estados Unidos mentem e não podem ser confiados – inclusive o Departamento de Correções da Califórnia. Para evitar que essa suposta Assembleia de Liberdade Condicional espalhe mais mentiras sobre mim, minha família, meus irmãos e irmãs de alma, da verdade, e de Deus, eu venho para essa audiência para fazer declarações para o registro público que ficarão marcadas na história.

Eu tenho sido mantido algemado por mais de 16 anos, a maior parte do tempo no isolamento da solitária, enquanto as supostas autoridades continuam mudando os nomes de ‘isolamento solitário’ para ‘segregação administrativa’, ou para ‘celas silenciosas’, ou outras mentiras cada vez que os tribunais ordenam a eliminação do isolamento de solitária ou cada vez que o público começa a ouvir sobre os casos de maus-tratos. Os medos e culpas deles foram acobertados por distorções, mentiras, e confusão para enganar e desinformar o público, para conseguir mais dólares de taxas e aumentar esse grande negócio que é a justiça criminal, alimentada por desgraças e pelo sangue das crianças.

Tenho sido mantido em enfermarias mentais, enfermarias para loucos. Fui espancado, drogado, e perdi a conta das vezes que fui algemado às barras de ferro ou simplesmente abandonado para ser morto. Outros detentos me disseram que médicos e outros empregados daqui tentaram me matar contando mentiras a eles, sobre eu ter matado mulheres grávidas e comido seus bebês, ou ameaçaram outros detentos e deram promessas de liberdade condicional e outros favores em troca de me matarem. Eu tenho testemunhas para tudo o que eu digo, mas nenhum tribunal vai me deixar usá-las porque eles sabem que quebraram as suas próprias leis para me colocar aqui dentro, e todos os dias eles quebram as suas próprias leis para me manter aqui. Eles violam todos os direitos humanos escritos nos livros, mas apesar disso continuam pregando para o mundo como se não tivessem pecados e como se todos fossem homens bons.

Então, há anos acontece que médicos e empregados daqui têm ataques cardíacos, doenças, cometem suicídio, ou são assassinados por ter feito mal a mim ao tentar usar o meu caso para inventar um novo sistema prisional e continuar a receber os seus cheques de pagamento. Eu vejo todos os novos policiais aqui, e os novos empregados. Para cada detento que é enviado para me matar, o sistema prisional perde um empregado. Todos os julgamentos e culpas que são jogados contra mim serão refletidos de volta no fogo dessa Guerra Santa que vocês chamam de crime. Serve aos seus receios não encarar as ações que vocês estão criando em suas prisões, fábricas de crime, porque as suas farsas serão refletidas. E assim vocês são pagos pelas histórias de crime vendidas ao público na televisão e nos filmes.

As crianças da década de 1960, que vocês chamam de ‘Família Manson’, queriam parar uma guerra e voltar o governo e o mundo para a paz. Elas deram as suas vidas quando elas tiraram aquelas vidas, e elas sabiam disso. Elas deram tudo o que tinham para resgatar ATWA – ar, árvores, água, animais, o todo da vida na Terra – por amor e carinho pelos seus irmãos e irmãs de alma. Elas fizeram aquilo para tirar os seus irmãos e irmãs dessas jaulas, e tentar tocar alguma inteligência nessa Terra. Ao viver próximo a terra, nós vimos a seca e a fome vindo. Pela minha parte, eu estava completamente disposto a aceitar a responsabilidade por qualquer influência que eu possa ter tido sobre as mentes de todos, mas os seus tribunais corriam atrás do dinheiro e para longe dos seus próprios medos, culpas, e responsabilidades. Eles não queriam confrontar as verdades sobre eles mesmos.

O seu governo inventou o acobertamento de Watergate, mas nunca contou que o que eles realmente estavam escondendo era uma Guerra Santa invocada a partir da alma. Quando Manson, também conhecido como Lorde Krishna, Jesus Cristo, Maomé, Buda, foi condenado pela mídia no caso estado da Califórnia contra Manson, vocês condenaram a vocês mesmos.

Vocês condenaram a vocês mesmos com essa suposta ‘Família Manson’, colocando o filho de Deus na cruz da prisão mais uma vez. Eu não quebrei nenhuma lei – nem dos homens, nem de Deus. Deus sabe disso. O Espírito Santo sabe disso. Todos que vivem na verdade sabem disso. O que vocês estão comprando e vendendo em nome de Deus, vocês irão sofrer. Com os seus próprios julgamentos, condenando a vocês mesmos por serem Satã, o anticristo, vocês permanecem em seu mundo de fogo. Eu sou Abraxas, o filho de Deus, o filho da escuridão, e eu estou atrás de todos os tribunais do mundo. Até que eu tenha os meus direitos, ninguém terá direitos. Eu sou o mensageiro de Deus para e pela verdade, irmão e filho de todos os homens. Até que eu tenha os mesmos direitos que os meus pais tiveram, eu estarei no lugar de Nixon, condenado como o falso profeta, enquanto o fogo queima, as crianças morrem, a terra morre junto com o ar, a vida selvagem se torna envenenada, e as árvores são cortadas tão rapidamente que a vida simplesmente não sobreviverá – não sem uma mudança mundial.

Eu fiz isso, eu invoquei um balanço para a vida na Terra. Por trás dos cadeados do tempo dos tribunais e dos mundos da escuridão, eu deixei demônios soltos com o poder de escorpiões para causar tormento. Eu abri sete selos e sete frascos de acordo com o julgamento que foi colocado sobre mim, sobre o meu círculo. Todos os que não tiveram perdão não terão coração, e soltaram a destruição da Terra pelo balanço dos seus próprios julgamentos. Essas são as pessoas que não deram aos seus filhos a chance de sobrevivência. Essas são as pessoas trancadas em desejos de morte que elas projetam nas mentes das crianças.

Para os fiéis eu digo isso, para que a compreensão possa ser tocada e porque eu sei que vocês foram enganados: eu vivi entre vocês, de acordo com a vontade vocês, dentro e fora de prisões, por mais de vinte anos antes de ser colocado em julgamento em 1969. Desde a década de 1940, eu vivi uma vida na cruz das suas prisões, mantido sob seus castigos para ser o seu bode, a sua culpa, a sua maldade, muito antes das suas crianças da década de 1960 me tirarem das suas lixeiras das guerras passadas que vocês lutaram contra os seus jovens. Eu sou uma criança da década de 1930, não da década de 1960. Eu respondi em verdade a tudo o que me foi perguntado. O que as suas crianças fizeram e fazem para balancear elas mesmas em seus próprios pontos de vista pela vida que elas diziam que elas queriam ter é responsabilidade delas mesmas. Vocês deram a elas a sua culpa, e todos os seus problemas, mas nenhum perdão. Elas eram vocês, as suas reflexões. No entanto, vocês mantêm as suas crianças em jaulas e querem novas cruzes de prisões para os seus próprios lucros, e os mesmos ciclos continuam a se repetir enquanto os seus julgamentos são jogados contra as pessoas inocentes em troca de mais dólares de taxas vindos de trabalhos ultrapassados e inúteis. Eles também estão fazendo mais filmes sobre crimes para a televisão, como se vocês já não tivessem o suficiente. Saibam disso: nos túmulos das prisões a cabeça de Cristo não é nada nova, e os chamados ‘cristãos’ tem se alimentado do sangue das crianças cristãs. Vocês estão tão enganados e presos a mentiras que as suas almas e a sua justiça estão trancadas nos bancos. Atores representam os seus líderes de acordo com os mesmos padrões de guerra determinados pelos mortos.

Eu poderia ter a minha liberdade condicional em troca de não ter a minha alma. Eu vou manter a minha alma e evitar a sua liberdade condicional. Vocês não têm autoridade de justiça. Vocês são criminosos executando números sobre os quais vocês não têm respeito. Eu não quero ser na cabeça de vocês nada além de um número, e vocês estão demitidos de qualquer serviço que vocês dizem fazer em nome de Deus.

Prisão é um modo de pensar. Eu estou fora disso. Eu não quero sair das suas prisões a não ser que eu possa ir com os meus irmãos e irmãs. Se eu tivesse o mundo inteiro, mas não a minha família, eu ainda não teria nada. Eu não estou quebrado. Eu não estou machucado. A minha Revolução Sagrada contra a poluição está com força total. Eu sou o meu próprio governo, mesmo se Reagan está tentando brincar com a minha vida. Eu sou o meu próprio tribunal e juiz, meu próprio mundo, meu próprio Deus, em meu próprio movimento de renascimento que começou nas salas dos juízes em 1943. Deus está em mim e eu estou em Deus, e nós dois temos um espírito de justiça para o mundo.

Vocês podem tentar me matar mais um milhão de vezes, mas vocês não podem matar a alma. A verdade era, é, e sempre será a verdade. Vocês me espancaram, quebraram o meu pescoço, quebraram os meus dentes. Vocês me drogaram por anos, me arrastaram para cima e para baixo nesses corredores das prisões, batendo a minha cabeça contra cada degrau que pudessem encontrar. Acorrentaram-me, me queimaram, mas não podem me derrotar. Tudo o que vocês podem fazer é destruir a vocês mesmos com os seus próprios julgamentos.

Tudo o que não puder ficar abaixo de mim ou de acordo com a vontade de Deus não viverá sobre mim, mas crescerá para se tornar mil infernos, porque vocês não somente me deram as suas cabeças ao morrerem, mas também me fizeram Cristo quatro vezes no mundo dos pensamentos, Satã quatro vezes, Abraxas quatro vezes. Mas acima disso eu já era 666 por dezessete anos nas prisões do governo, e ainda sou irmão dessas salas de pensamento que carregam facas na escuridão. A minha besta 666 está correndo livremente fora daqui, com uma única determinação, e com permissão de fazer qualquer coisa exceto destruir a água, o ar, as árvores, a vida selvagem, ou as pessoas com a marca do Pai em suas cabeças. O meu exército se move de maneiras que vão muito além dos seus cérebros programados pelos seus livros, em uma Guerra Santa para resgatar a vida na Terra. Por ATWA eles se movem em todas as coisas, em todos os lugares, vindo de todos os lugares que vocês não conhecem, de todos os lugares que vocês não conseguem entender e nunca entenderão.

Existem muitas pessoas que já fizeram muitos sacrifícios para virar o mundo do avesso, para resgatar ATWA. Então, as pessoas que mentem e tem mentido irão sofrer todo o sofrimento dessas pessoas que se entregaram. Cristãos renascidos que são reais em seus renascimentos não precisam encontrar a palavra de Deus em livros. As pessoas que querem vida na Terra estão comigo, e trabalhando acima e além do dinheiro. Os outros podem ir para as suas mortes como quiserem e onde quer que a encontrem. O Deus de que eu falo sobre é todos os deuses em um único Deus. Um único mundo. Um único tribunal. Um único governo. Uma única ordem. Uma única mente. Ou continuem com essa loucura que vocês julgam para vocês mesmos e na qual vocês vivem. O tempo acabou, e ele irá apanhar cada pensamento de cada pessoa enquanto ela pensa.

Antes de 1969, por mais de vinte anos, eu sofri a cruz das suas prisões. Eu fiz isso para sobreviver, porque eu não sabia a diferença. Eu perdoo, e é a minha vontade esquecer. Mas para os últimos quinze anos não existe perdão. A IPCR (Tribunal Popular Internacional de Retaliação) é um campo verde com um touro vermelho. Até que vocês todos aceitem um único Deus, um único governo, uma única ordem, não haverá ordem. Uma única religião, ou nenhuma religião. Religião é o maior problema de Deus. ‘Assim como um círculo abraça tudo o que está dentro dele, o mesmo acontece com a divindade, que abraça a todos. Ninguém tem o poder para dividir este círculo, para ultrapassá-lo, ou limitá-lo’. Fazer isso será a sua destruição.

E mais uma nota para o registro. De tudo o que foi dito sobre mim, não era eu quem estava dizendo, e se vocês veem aqui um falso profeta, é apenas uma reflexão dos seus julgamentos, pois na verdade, são moções, e não palavras, que falam pela ‘Família Manson’. Cada um de nós tem o seu próprio mundo e julgamentos. Eu não tenho julgamentos fora do que vocês definiram para vocês mesmos. Eu estou contente onde quer que eu esteja. Seja lá o que vocês fazem ou dizem, isso não toca o meu círculo interior. Eu tenho paz dentro de mim. Paz da mente.

PS: Os Estados Unidos começaram a Segunda Guerra Mundial”.

- Charles Manson

 Charles Manson: Por que a condicional não é uma opção?

© 2012 ATWA Brasil


O mito de Charles Manson como Jesus Cristo

manson jesuscristo O mito de Charles Manson como Jesus Cristo

Um mito comum sobre Charles Manson é que para os seus supostos “seguidores” ele seria uma reencarnação de Jesus Cristo. Todos que sabem o mínimo sobre Manson ouviram falar disso – isso se confirma pelos comentários postados pelos visitantes desse website. Essa questão foi levantada pelo promotor Vincent Bugliosi durante o julgamento, e usada contra Manson para convencer o júri que o condenou. Mas isso não é verdade. Trata-se apenas de mais um mito, uma mentira perpetuada pela mídia sensacionalista americana e, em seguida, pelo Ministério Público também. Essa mentira apareceu no livro “Helter Skelter”, escrito pelo promotor que condenou Manson, e a partir de então se tornou conhecida entre os leigos como uma verdade.

Charles Manson tem uma explicação clara sobre a forma como ele se tornou conhecido como Jesus Cristo: “Eu costumava andar com esse cara chamado Christopher Jesús. Ele era conhecido como Jesus, mas nós o chamávamos de “Zero”. E os policiais tinham uma lista de quem era quem (eles estavam investigando acusações de incêndio e roubo de veículos), e eles vieram até mim e perguntaram se eu era Jesus [procurando pelo Christopher Jesús]. Eu disse: ‘Não, meu nome é Manson’. E eles disseram: ‘Isso mesmo, você é ele. Manson, o filho do homem, você é ele’. E assim, quando eles me registraram na prisão eles me autuaram com o nome Jesus Cristo”.

Manson contou essa mesma história muitas vezes durante as últimas décadas. É necessário entender que as pessoas que alegavam que ele se auto-intitulava Jesus Cristo não eram pessoas que conheciam Manson por muito tempo. Algumas delas o conheciam apenas há alguns meses, e após os assassinatos em que estavam envolvidas elas simplesmente fugiram: Krenwinkle para o Alabama, Kasabian para New Hampshire, Watson para o Texas e Atkins para outra localidade na Califórnia. É interessante notar que são as histórias dessas pessoas que mudaram vez após vez com o passar de todos esses anos, e não a versão de Manson. É dito que se você achar que alguém pode estar mentindo, basta repetir a mesma pergunta várias vezes. Se a história mudar, as chances são boas de que é tudo mentira.

Outros membros da suposta “Família Manson”, como Steve Grogan e Poston Brooks, confirmam que Manson nunca disse que ele era Jesus Cristo, mas que eles haviam testemunhado Manson fazer coisas que eles julgavam que apenas Jesus seria capaz de fazer. Grogan contou um caso em que Manson uma vez trouxe um pássaro de volta à vida. Poston disse que Manson apenas dizia coisas como “eles me crucificaram” e “eu estava naquela cruz”, com relação a seus anos de detenção. No entanto, Manson ainda fala coisas assim hoje, obviamente em metáfora.

Em seu livro de 1979, “My life with Charles Manson” (“Minha vida com Charles Manson”, em português) Paul Watkins afirmou que Charles Manson, na verdade, ficou chateado quando as meninas começaram a dizer às pessoas que ele era Jesus Cristo. Segundo mais esse membro da suposta “Família Manson”, o título de Jesus Cristo era algo dado a Manson pelas meninas, sem a aprovação do próprio Manson.

E de fato, a maioria das meninas sempre declarou que Manson nunca disse que ele era Jesus Cristo, mas que elas o viam como Deus ou algo semelhante. Susan Atkins foi a primeira a sair dizendo a todos que ele era Deus e Jesus Cristo. Na realidade, foi ela quem batizou Manson dessa forma. Em uma entrevista em 1978, ela diz: “Ele, pessoalmente, nunca se chamou de Jesus Cristo. Ele apenas representava uma pessoa que era como Jesus Cristo para mim”.

Em seu livro publicado em 1978, intitulado “Child of Satan, Child of God” (“Criança de Satã, Criança de Deus”, em português) Susan Atkins menciona duas vezes o seguinte:

Página 87:
“Eu ansiava por ver Charlie. Eu caminhei para fora do ônibus. Charlie estava lá, sozinho. Ele estava vestido com uma longa túnica branca. Eu soube imediatamente que ele poderia ser o próprio Deus; se não, ele era algo perto disso”.

Página 92:
“Os homens se agrupavam em torno dele. Eu contei: havia doze homens. Com seu cabelo longo e barba, os olhos olhando fixamente de rosto em rosto, ele parecia Jesus falando aos seus doze apóstolos. O pensamento simultaneamente me espantou e me emocionou. Foi quando eu senti que ele poderia ser Jesus Cristo”.

Enfim, Susan Atkins foi quem deu início a essa história de que Charles Manson poderia ser Jesus Cristo. Ao que tudo indica, algumas das meninas gostaram da idéia dela – por motivos variados, que vão desde simples brincadeira até realmente a crença em tal coisa. Também foi Atkins quem vendeu a Vincent Bugliosi, o promotor que condenou Manson, esse mito. E como sabemos, foi com o livro de Bugliosi que essa história se tornou conhecida por todos.

Os fatos e as evidências estão disponíveis para todos. Quanto a essa questão de Charles Manson se considerar uma reencarnação de Jesus Cristo, se trata apenas de mais um mito – mais uma fantasia vendida sob o título de “Helter Skelter”, a obra de ficção do promotor Vincent Bugliosi.

 O mito de Charles Manson como Jesus Cristo

© 2011 ATWA Brasil


Chachapoyas: Os índios brancos da Amazônia

atwa chachapoyas Chachapoyas: Os índios brancos da Amazônia

Uma cidade perdida descoberta nas profundezas da floresta amazônica pode desvendar os segredos de uma tribo lendária.

Pouco se sabe sobre o “Povo das Nuvens” do Peru, uma civilização antiga, de pele branca, dizimada pelas doenças trazidas pelos colonizadores europeus no século 16. Mas agora, arqueólogos descobriram uma cidade fortificada em uma área remota e montanhosa do Peru conhecida pela sua beleza natural. Acredita-se que essa descoberta possa finalmente ajudar os historiadores a descobrir os segredos dos “guerreiros brancos das nuvens”.

A cidadela descoberta está escondida em uma das áreas mais distantes da Amazônia. Ela se encontra na borda de um abismo que a tribo pode ter utilizado como um mirante para espionar inimigos.

O acampamento principal é composto por casas circulares de pedra cobertas por mata. Pinturas rupestres cobrem algumas das fortificações, e próximo às residências encontram-se plataformas que teriam sido usadas para moer sementes e plantas para alimentos e medicamentos.

A tribo amazônica dos Chachapoyas tinha pele branca e cabelos loiros – características que intrigam os historiadores, uma vez que não há ascendência europeia documentada na região, onde a maioria dos habitantes é de pele mais escura.

O “povo das nuvens” uma vez comandou um vasto reino que se estendeu através dos Andes, até as margens da floresta amazônica do norte do Peru. Nomeados assim porque viviam em florestas tropicais cheias de névoa e nuvens, a tribo mais tarde aliou-se aos colonizadores espanhóis para derrotar os incas, mas foram todos mortos por epidemias de doenças européias, como o sarampo e a varíola. Grande parte do seu modo de vida, que remonta ao século IX, foi também destruída pela pilhagem, deixando pouco para os arqueólogos a examinarem.

Os cientistas têm grandes esperanças com a nova descoberta, feita por uma expedição ao distrito de Jamalca, na província peruana de Utcubamba, cerca de 800 km a nordeste da capital, Lima.

Até recentemente, muito do que se sabia sobre essa civilização perdida vinha de lendas incas. Até mesmo o nome que eles chamavam a si próprios é desconhecido. O termo Chachapoyas, ou “pessoas das nuvens,” foi dado a eles pelos próprios incas.

Sua cultura é mais conhecida pela fortaleza de Kuellap, no topo de uma montanha em Utcubamba.Dois anos atrás, arqueólogos encontraram uma câmara mortuária subterrânea dentro de uma caverna com cinco múmias – duas delas intactas, com pele e cabelo.

Um historiador da época, Pedro Cieza de Leon, escreveu suas análises pessoais sobre os Chachapoyas: “Eles são os mais brancos e os mais lindos de todos os povos que eu já vi. Suas mulheres são tão bonitas que, por causa da sua beleza, tornam-se esposas dos incas e são levadas para o Templo do Sol”.

Ele também escreveu: “As mulheres e seus maridos sempre se vestem com roupas de lã, e em suas cabeças usam seus llautos [turbantes de lã], um sinal que eles usam para serem reconhecidos por toda parte”.

O território dos Chachapoyas era localizado nas regiões do norte dos Andes, no Peru de hoje. Ele abrangia a região triangular formada pela confluência dos rios Marañón e Utcubamba, na zona de Bagua, até a bacia do Rio Abiseo. Em função do tamanho do Marañón e do terreno montanhoso, a região permanecia relativamente isolada até então.

Abaixo, uma galeria de imagens mostrando um pouco sobre os Chachapoyas, os índios brancos da Amazônia:

 Chachapoyas: Os índios brancos da Amazônia

© 2010 ATWA Brasil


Projeto “Liberte Charles Manson Já”

atwa libertemanson Projeto “Liberte Charles Manson Já”

A ATWA Brasil tem o prazer de comunicar aos irmãos e irmãs do sul do continente americano o projeto internacional “Liberte Charles Manson Já” (originalmente, “Release Charles Manson Now”). Trata-se de uma missão mundial de ATWA, agindo em todas as frentes possíveis para conquistar os direitos que foram negados a Charles Manson durante o seu julgamento.

Esse é um projeto que cada pessoa pode se envolver e fazer a sua parte. O objetivo é obter um número surpreendentemente grande de cartas de apoio a Charles Manson e à sua libertação da Prisão Estadual de Corcoran. Vamos apresentar abertamente essa coleção de cartas para o estado da Califórnia e para o mundo.

Seria benéfico incluir em sua carta um pouco de informações pessoais (como faixa etária, ocupação ou hobby), a fim de mostrar a diversidade de apoiadores que Charles Manson tem pelo mundo a fora. Esse projeto é para todas as idades, todas as línguas, todas as pessoas.

As cartas funcionarão semelhantemente a uma petição, no sentido de que você precisa incluir um nome e endereço válidos. Suas informações, é claro, serão mantidas em sigilo.

Essas cartas serão imprescindíveis no apoio à audiência de liberdade condicional de Charles Manson marcada para o ano 2012.

Quando você escrever a sua carta de apoio à libertação de Charles Manson, sinta-se à vontade para usar o exemplo abaixo como modelo:

“Oficiais e militares das Forças Armadas dos Estados, funcionários federais dos Estados Unidos da América, oficiais do estado da Califórnia,

A quem possa interessar:

Nós sabemos que Charles Manson não recebeu os seus direitos no tribunal, e que ele tem sido ilegalmente detido pelo Departamento de Correções da Califórnia pelos últimos 40 anos. Esse flagrante da injustiça não será mais tolerado. Milhares de pessoas em todo o mundo compreendem que Manson foi julgado ilegalmente e pela mídia. Ele é obviamente um prisioneiro político.

Estamos preparados para prosseguir com as ações necessárias a fim de obter justiça para Manson e para o nosso planeta Terra. Manson é um homem de honra, com muita perspicácia e sabedoria, reconhecido por um grande número de pessoas de todas as idades e culturas. Nós, as pessoas, exigimos que Charles Manson seja libertado já. Eu apoio a libertação imediata e incondicional de Charles Manson.

Assinado,

(Nome completo e endereço do remetente).”

Se você precisa de motivação para escrever e enviar a sua carta de apoio, pense nisso dessa maneira: quem não mostrar o seu apoio a Charles Manson nesse momento será parte do problema que é mantê-lo preso ilegalmente.

Temos de mostrar nossos números agora. Podemos provar o apoio do povo a Manson. A sua vida foi tocada e inspirada pelas palavras de Manson, a sua música e arte? Então vamos todos nos unir e fazer algo sobre a injustiça que está acobertando esse ser belo e sábio.

Não permita que aqueles que trocaram a vida de Charles Manson por dinheiro e fama usem as suas idéias e julgamentos para perpetuar uma história de ficção que não fez nada para o mundo além de gerar violência, desinformação e dor.

Precisamos que cada pessoa faça a sua parte, e isso significa VOCÊ!

Entre em contato com a ATWA Brasil para mais informações ou em caso de dúvidas.

Para visitar o website internacional do projeto “Liberte Charles Manson Já”, clique aqui.

 Projeto “Liberte Charles Manson Já”

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson fala sobre o Brasil (28/05/2010)

atwa mansonbrasil Charles Manson fala sobre o Brasil (28/05/2010)

Abaixo, algumas citações de Charles Manson de uma conversa telefônica de hoje (sexta-feira, 28 de maio de 2010). Ele fala sobre o Brasil, sobre os ancestrais da nossa nação, e traça um paralelo que converge a existência do brasileiro com a vida do próprio Manson.

“Eu queria falar em espanhol com você, você entende espanhol também? Eu não sei nada de português. Eu cheguei perto de aprender espanhol muitas vezes, mas sempre que eu estava pegando o jeito eu acabava sendo deportado.”

“Eu amo as coisas do Brasil. As suas músicas, as suas danças, as suas florestas, os seus animais, o seu povo, a sua energia. São coisas que vêm do coração, e o que vem do coração são as coisas que vêm de Deus. Afinal, eu sou Deus, e você é Deus, não é?”

“Existe apenas uma única América. Nós temos os nossos problemas com os espanhóis, mas é apenas uma América. Um continente, um pedaço de terra. Nós precisamos de uma única América, soldado. Precisamos de uma única América, você entende? Tudo de volta para um. As pessoas têm que compreender que tudo é um. Uma América. Eu preciso de uma América para sobreviver, uma América para respirar. George Washington fundou os Estados Unidos de ATWA.”

“Quando eu era um menino de rua, havia uns gângsteres portugueses que cuidavam de mim. Você sabe, eles me ajudavam com algumas coisas. Eles nunca voltaram para trás com as suas palavras. A palavra deles era sempre boa. Os seus ancestrais, de volta aos piratas espanhóis e portugueses, também eram pessoas boas e de honra. Vendo assim, você é meu pai, de certa forma, você entende? Eu tenho Portugal em mim.”

-Charles Manson

 Charles Manson fala sobre o Brasil (28/05/2010)

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Charles Manson: “A verdade é somente o que você quer e precisa…”

atwa passarinho Charles Manson: A verdade é somente o que você quer e precisa...

“Nas janelas do corredor da morte, um pássaro veio até mim, e eu dei a ele uma semente.

A mãe dele disse: ‘Vem, vamos procurar comida.’ E ele respondeu: ‘Mãe, eu já tenho comida.’

A mãe dele disse: ‘Você não pode contar com isso para sempre.’ Mas ele veio todos os dias, e comeu, e cantou, e ele se sentia bem.

A mãe dele morreu, e com isso ele deixou de fazer como a mãe dele fazia.

O passarinho bebê cresceu, colocou ovos, e voltou para mim com os seus bebês. Eu alimentei todos eles, e eles todos cantavam e se tornaram passarinhos gordos dos arredores da prisão. Um monte de pássaros, alimentados pela prisão há mais de 100 anos.

Então um dia, a sentença de morte foi anulada, os homens deixaram o corredor da morte e as celas ficaram vazias. Os pássaros sentavam nas janelas, sem saber o que fazer. Os condenados sentavam em outros lugares, e olhavam os milhares de pássaros morrerem. Era de partir o coração ver os amigos desamparados com fome.

Eu fiquei comovido, e um pardal veio e fez um ninho. Uma carriça veio e quebrou os seus ovos, e eu vi essa carriça, e vi como ela não cantava, ela apenas foi e quebrou os ovos do passarinho. Eu coloquei as minhas mãos e protegi o pardal.

Aí eu tive um sonho, uma coisa que parecia ser um deus veio até mim com uma cabeça de uma carriça, e disse: ‘Fique longe dos nossos ovos! Nós sabemos o que estamos fazendo, você não é necessário.’ Ele explicou que os passarinhos colocam muitos mais ovos do que as carriças são capazes de armar ninhos, e que se as carriças não quebrassem os ovos, os céus e a luz do sol estariam encobertos, e ele me mostrou milhões de passarinhos que estavam comendo tudo o que viam, e as folhas e as árvores estavam morrendo. Tudo estava sendo comido e destruído. Eu me senti um idiota. Havia tanta coisa que eu não compreendia. Eu não queria fazer a vida selvagem ser mais difícil. Eles já têm uma vida complicada naturalmente.

Quando as sentenças de morte foram anuladas paras as crianças da década de 1960, as pessoas não viam ou entendiam. As pessoas do poder queriam explodir o mundo, mas as pessoas esquecem-se das coisas porque elas estão sempre mentindo para as crianças e as criando em novos jogos de mentira pelo dinheiro. Homens dos ovos vêem o mundo todo ir e vir de novo.

Um passarinho bebê estava sendo empurrado e maltratado, e ele caiu do muro e outros pássaros vieram atrás dele. Eu coloquei as minhas mãos para protegê-lo. A carriça olhou para mim e disse: ‘Saia do meu caminho.’ Eu disse: ‘Eu não vou deixar você machucar esse passarinho.’ Eu desafiei ele, e ele saiu voando, e eu afastei ele. O passarinho bebê fugiu, e o outro ficou irritado comigo.

Então eu vi que ele tinha uma nova parceira, e eles tinham um ninho com os outros pássaros que voavam com a carriça má. Ele disse: ‘Você vê, você nos enfraqueceu e nos dividiu, e nos causou problemas com o seu jeito estúpido. O seu jeito não é voar, você não tem asas, e o seu cérebro é muito lento.’

Eu tentei me defender, e eu tinha outros amigos, como aranhas, formigas, percevejos, libélulas, corvos, falcões, etc, mas todos me diziam que ele estava certo, e que eu não tinha o direito de me colocar sobre o que ele estava fazendo. Tratava-se da sobrevivência dele, e eu não sabia nada sobre as coisas da carriça.

Eu tinha um rato que eu roubei de umas pessoas que queriam destruí-lo. Eu o peguei, e escondi-o em um lugar em que ninguém poderia encontrá-lo. Mas a carriça o encontrou, e a gaivota o encontrou, comeram ele e foram embora, rindo de mim e me chamando de estúpido.

Na minha janela eu tinha uma aranha, e nós nos dávamos bem. A gaivota veio ontem, comeu a aranha, e sentou na janela olhando para mim.

Como é que nós sabemos quando e como fazer algo? Nós achamos que nós sabemos, mas não importa o que nós pensamos, não é assim. Eu escrevo isso para dizer para você: eu vejo que a verdade é somente o que você quer e precisa.

-Charles Manson”

 Charles Manson: A verdade é somente o que você quer e precisa...

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A suástica de ATWA

suastica atwa A suástica de ATWA

Se existe um comentário que é repetido mais vezes que outros entre os interessados (ou não) em ATWA e Charles Manson é a questão da suástica. O poder de expressão desse símbolo é realmente intenso, e não é à toa que ele tem sido usado a milhares de anos por diferentes povos ao redor do planeta. Acontece que muitas pessoas, provavelmente programadas pelos seus professores e livros, filmes e mídia em geral, referenciam a suástica somente ao breve período da cultura alemã durante a Segunda Guerra Mundial. Isso se deve, entre outras coisas, pela quantidade de imagens da guerra em que a suástica aparece – imagens assim não existem da suástica original, aquela de milhares de anos atrás. Existem também outros fatores, é claro, como a demonização de todo um sistema ideológico, a compra e venda da guerra por aqueles que, em teoria, foram vitoriosos, entre outros. De uma forma ou outra, o que nos interessa aqui é contextualizar um pouco mais a suástica de ATWA.

 

Compreendendo o termo “suástica”

O termo “suástica” deriva da língua sânscrita, ou simplesmente sânscrito. A palavra original seria algo como “svastika”. Ela é formada do prefixo “su-“, significando “bom, bem” e “-asti”, uma forma abstrata para representar o verbo “ser”. “Suasti” significa, portanto, “bem-ser”. O sufixo “-ca” designa uma forma diminutiva, portanto “suástica” pode ser literalmente traduzida por: “pequenas coisas associadas ao que traz um bom viver (ser)”.

 

Geometria da suástica

suastica direita ant A suástica de ATWA

Sentido anti-horário

suastica direita hor A suástica de ATWA

Sentido horário

 A suástica é classificada como uma cruz. Geometricamente, ela pode ser definida como um icoságono (polígono de 20 lados) irregular. Os “braços” têm largura variável e são freqüentemente retilíneos (mas isto não é obrigatório).

Existem inúmeras variações da suástica. As variações podem ser de sentido de rotatividade (sentido horário ou anti-horário), de sentido (com o braço superior apontado para a direita ou para a esquerda), invertida ou não, etc. São inúmeras variações porque são inúmeros símbolos – ele se desenvolveu por todo o mundo, mas não paralelamente, com sentidos muitas vezes semelhantes, mas nem sempre idênticos, como veremos a seguir.

Também vale a pena lembrar que não existe tal coisa como “a suástica hindu” ou “a suástica nazista”. Diferentes povos adotaram o símbolo com conotações dos seus momentos, que refletiam sentidos e necessidades das suas épocas. É impraticável reduzir o símbolo da suástica a um único momento na história, porque isso induz que alguma pessoa ou povo alguma vez tomou conta da definição desse símbolo milenar.

As inúmeras variações da suástica não dão á suástica um novo nome, uma nova simbologia. O símbolo é um único símbolo, com suas variações em formatos e sentidos, mas ainda assim, um único símbolo. A suástica é a suástica.

 

Variações de simbolismo

suastica india A suástica de ATWA

Ritual Hindu da Suástica

As variações de simbolismo são infinitas, mas existe um padrão que se repete freqüentemente – uma referência às coisas naturais do planeta Terra e do universo.

Por exemplo, no hinduísmo, a suástica é incorporada em seus dois sentidos, apontada para a direita ou para a esquerda. Quando apontada para a direita, representa a evolução do universo. Para a esquerda, a involução do universo. Por também apontar para todas as quatro direções (norte, leste, sul e oeste), pode significar terra de estabilidade, ou as quatro direções cardeais.

O seu uso como um símbolo do Sol pode ser relatado primeiramente em sua representação do deus hindu Surya – o Deus-Sol. A suástica também é um dos 108 símbolos da divindade hindu Vishnu, e representa os raios do sol, do qual a vida depende.

Para o budismo, a suástica age como uma representação gráfica da eternidade. O símbolo é usado na arte e escritura budista, e representa dharma, ou harmonia universal, e o equilíbrio dos opostos.

Na China antiga, suástica também era usada como um símbolo alternativo do sol. Essa é uma das mais freqüentes referências da suástica às coisas naturais do planeta Terra e do universo. O formato da suástica, com o seu aspecto de rotatividade, freqüentemente se refere ao sol e aos raios solares que possibilitam a vida na Terra.

Na arquitetura greco-romana, a suástica freqüentemente representa o movimento perpétuo, refletindo a concepção de um moinho girando.

Os antigos armênios consideravam o sol como seu deus, e tinham rituais de adoração. Também nesse caso, a suástica aparecia constantemente como uma ilustração do Deus-Sol.

Para os povos germânicos, o símbolo da suástica é associado com Thor, deus do trovão na mitologia germânica, possivelmente representando o seu martelo Mjolnir – simbólico do trovão – e, eventualmente, está conectado à roda do sol da Idade do Bronze.

Para o cristianismo em geral, a suástica é usada como uma versão da cruz cristã, o símbolo da vitória de Cristo sobre a morte. Algumas igrejas cristãs construídas nos estilos românico e gótico são decoradas com suásticas.

Para os judeus, uma suástica incomum, composta das letras hebraicas Aleph e Resh, aparece na obra cabalística do século XVIII chamada “Parashat Eliezer”, pelo rabino Eliezer Fischl de Strizhov. Refere-se explicitamente ao poder do sol, bem como a forma do símbolo mostra um forte simbolismo solar. Nessa tradição, o símbolo se destina a ajudar um místico a contemplar a natureza cíclica e a estrutura do universo.

Enfim, essas são apenas algumas das variações de simbolismo da suástica. Obviamente, não é possível definir um único significado a esse símbolo, e é exatamente isso que permite a suástica ser tão poderosa – ela comunica além das diferenças e definições dos homens. Se existe, porém, um sentido que aparece com maior freqüência, esse é o da conexão entre o homem e as forças da Terra e do universo.

 

O caminho da suástica pelo mundo

suastica viking A suástica de ATWA

Suástica em um barco Viking

A imagem da suástica foi primeiro utilizada ainda na Pré-História. Os primeiros indícios remetem ao Período Neolítico, também chamado de Idade da Pedra Polida, na Eurásia.

As primeiras formas da suástica conservadas são datadas de cerca de 4000 a.C., em antigas inscrições européias, e como parte da escrita encontrada na região do Indo, de cerca de 3000 a.C., a qual as religiões posteriores (hinduísmo e budismo) passaram a usar como um de seus símbolos.

Na Idade Antiga, a suástica foi usada amplamente pelos indo-arianos, hititas, celtas e gregos, dentre outros. Em especial, a suástica era um símbolo sacro do hinduísmo, budismo e jainismo. Ela ocorre em outras culturas asiáticas, européias, africanas e indígenas americanas – eventualmente como símbolo religioso.

A suástica também foi usada por alguns dos povos americanos. Foi encontrada em escavações junto ao rio Mississipi, como no vale do rio Ohio, e era usada por muitas tribos norte-americanas, com destaque pelos Navajos. Também é um símbolo bastante antigo na cultura Kuna, de Kuna Yala, no Panamá. Para eles, a imagem lembra o polvo que criou o mundo: seus tentáculos, voltados para os quatro pontos cardeais, deram origem ao arco-íris, ao sol, à lua e às estrelas.

O símbolo tem uma história bastante antiga também na Europa, aparecendo em artefatos de culturas européias pré-cristãs. O símbolo era usado em moedas do século XIX como referência a uma cunha usada como calço nas janelas das igrejas medievais, e aparece como ornamento em muitos artefatos pré-cristãos, tanto com as pontas viradas para a esquerda como para a direita. Motivos similares, dentro de círculos ou formas arredondadas, foram também interpretados como formas da suástica.

O símbolo nórdico denominado “Cruz do Sol” ou “Roda do Sol”, forma habitualmente interpretada como uma variante da suástica, aparece freqüentemente na arte antiga desse povo europeu. Também foram encontradas formas semelhantes em artefatos alemães antigos, como uma ponta de lança encontrada em Brest-Litovsk, Rússia, ou a pedra de Snoldelev, em Ramsø, Dinamarca.

As religiões neo-pagãs Asatru e Heathenry germânicas a forma da suástica é freqüentemente usada como símbolo religioso.

No começo do século XX, a suástica era amplamente utilizada em muitas partes do mundo, considerada como amuleto de sorte e sucesso.

Enfim, a suástica vive a pelo menos 10 mil anos. Pensando assim, é simples compreender que limitar a compreensão desse símbolo milenar à breve história da Segunda Guerra Mundial é, no mínimo, um sinal de ignorância. A suástica traçou o seu caminho pelo mundo por milhares de anos – antes de as culturas atuais serem as culturas atuais, a suástica já era a suástica.

 

A suástica de ATWA

suastica manson A suástica de ATWA

A suástica de Charles Manson

A suástica de ATWA é a suástica de Charles Manson – simples assim. Como foi demonstrado anteriormente, diferentes povos, em diferentes lugares, de diferentes épocas, adotaram a suástica como símbolo. Charles Manson adotou a suástica como símbolo durante seu julgamento (1969-1971) e subseqüente condenação à morte.

Nada melhor do que o próprio homem para definir o seu próprio símbolo. Charles Manson diz: “Essa suástica para mim são quatro ‘L’ – uma roda, um círculo do sol. Um símbolo da completa eternidade, para sempre: o pai, o chefe, conhecer a paz, amizade, verdade, sabedoria”. Obviamente, a suástica de Manson tem um aspecto místico.

Charles Manson diz: “Quando eu fui para o julgamento, e um monte de assassinatos estavam acontecendo, eu marquei todas as minhas cabeças. As cabeças que estavam no mesmo suor, no mesmo esforço – ar, árvores, água e animais, como a minha vida”. Ou seja, Charles Manson adotou a suástica, rasgada em sua testa para a eternidade, inicialmente para marcar a distinção entre aqueles que estavam sendo acusados de assassinato, e aqueles que estavam assassinando. Duas mentes diferentes, duas intenções. As cabeças do mesmo suor: ATWA – ar, árvores, água e animais.

Charles Manson diz: “Esse é um símbolo das pessoas que nunca foram derrotadas”. Um símbolo de resistência, de martírio, quem sabe, mas nunca de derrota. Em ATWA, não existe derrota. ATWA, o sistema de suporte de vida desse planeta, a vontade de Deus, não é possível de se derrotar, porque sem ATWA não há vida – não há um vencedor.

Charles Manson diz: “As pessoas colocaram o símbolo em Hitler, mas Hitler colocou-se sobre ele. Quando eu o peguei, estava comigo no fundo, discriminado e indesejado”. De fato, as pessoas ignorantes que ousam expressar suas opiniões infundadas sobre a suástica de Charles Manson freqüentemente se referem a Adolf Hitler e ao governo alemão do período da Segunda Guerra Mundial. Para quem sabe o mínimo sobre a suástica, seria até vergonhoso perder tempo para responder a tais argumentos. Manson sabia do peso da sua decisão de resgatar a suástica da escuridão do corredor da morte.

Charles Manson costuma se referir à suástica tatuada em sua testa como o seu pai. Isso se refere aos homens que retornavam dos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial, e que de volta aos Estados Unidos trabalhavam como oficiais e guardas nas prisões em que Manson vivia. Charles Manson diz: “Eu fui a minha própria mãe. O meu pai era o sistema [penitenciário]”. Ele foi criado por esses homens na prisão e, portanto, o símbolo também marca esse momento importante.

Para ATWA, a suástica também pode ser vista como um símbolo da continuidade da vida. Cada “braço” do símbolo como uma das estações do ano, a totalidade do tempo – a eternidade. Um símbolo de luta e ordem, com certeza, mas para a eternidade. O infinito existe e sempre existirá, mas ele é construído no “agora”. ATWA, uma guerra contra a poluição, agora!

 A suástica de ATWA

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Árvores de Natal: Perder ou perder?

natal Árvores de Natal: Perder ou perder?

Uma Breve História das Árvores de Natal

A origem da árvore de Natal é mais antiga que o próprio nascimento de Jesus Cristo, ficando entre o segundo e o terceiro milênio AC. Naquela época, uma grande variedade de povos indo-europeus que estavam se expandindo pela Europa e Ásia consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade de ATWA, ou a Mãe Natureza. Por isso lhes rendiam culto. A árvore era um símbolo pagão de adoração à natureza, em festas relacionadas principalmente a solstícios – o ciclo contínuo da vida.

O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.

Mas essa origem têm pouco haver com as árvores de hoje. A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha, e suas primeiras referências datam do século 16. Foi a partir do século 19 que a tradição chegou à Inglaterra, França e Estados Unidos. Depois, já no século 20, virou tradição na Espanha e na maioria da América Latina – incluindo o Brasil.

Árvores de Natal e a Sociedade Consumista

Desde a globalização das árvores de Natal, essa prática que nasceu como uma reverência a ATWA se tornou apenas mais uma mera indústria – mais um mercado de exploração. O sentido foi rapidamente perdido. A profundidade da falta de consciência é tamanha que poucos sabem hoje o significado das árvores de Natal. Alguns associam a Jesus Cristo, obviamente. Outros pensam somente como uma peça de decoração. Outros a vêem apenas como o objeto que dá sombra aos presentes – mais um crime contra o espírito de ATWA. Tudo caminhou em paralelo à adoração do Deus Dinheiro, e assim tudo foi perdido.

Nesse contexto contemporâneo, vale entender o paradoxo e o peso dessas decisões. Criou-se uma situação insustentável, em que ter uma árvore de Natal é dificilmente um bem para ATWA, a simplicidade da vida.

Para ilustrar essa questão, vale considerar a cultura de Natal dos Estados Unidos, que foi exportada para a América Latina – com o Papai Noel vermelho da Coca-Cola, a árvore com luzes e às vezes coberta de neve, etc. É em grande parte o Natal americano que nós comemoramos no Brasil.

De acordo com um recente estudo da Universidade de Illinois, são cortadas aproximadamente 31,3 milhões de árvores todos os anos para enfeitar os lares americanos. Outras pesquisas passadas afirmam que esse número varia entre 33 e 36 milhões. Esse é um mercado enorme nos Estados Unidos, que foi aberto em 1850, quando árvores de Natal passaram a ser vendidas comercialmente. Até recentemente, todas as árvores de Natal eram cortadas de florestas naturais. Com a destruição do que restava das florestas americanas, passou-se então a produzir árvores de Natal para o corte. Plantar para matar. Em 2009, uma árvore de Natal nos Estados Unidos custa em média 41,50 dólares. Isso significa que algo em torno de 1,3 bilhões de dólares foram gastos em 2009 para enfeitar os lares americanos. Agora pense na competição em Copenhague sobre quem gastaria mais ou menos, todos regulando migalhas para tentar resgatar ATWA. O que poderia ser feito para balancear o desmatamento ou a destruição de habitat com 1,3 bilhões de dólares anuais?

No Brasil, essa questão caminha em paralelo com outro paradoxo: as árvores de Natal artificiais. Alguns consideram essas árvores uma solução para o assassinato generalizado de árvores na época do Natal, mas a verdade passa longe disso. Trata-se hoje de um caso de perder ou perder quando se fala de árvores de Natal.

No mundo, existe o embate evidente do interesse econômico entre produtores de árvores naturais e os vendedores das artificiais, como uma forma de concorrência, sobre a qual podemos encontrar milhares de páginas na Internet. Essa concorrência é clara para qualquer brasileiro, porque o sentimento por trás da compra da árvore é puramente material – o respeito por ATWA parece ter morrido. No sul do Brasil, por exemplo, temos magníficas coníferas plantadas nos jardins sem nenhuma decoração, tendo ao seu ao lado a artificialidade do resíduo (ou popularmente lixo) das árvores feitas de garrafas PET ou outros “plásticos”, induzindo um falso respeito e que este plástico não vai logo após o Natal virar resíduo ou lixo novamente.

Nessa competição entre perder e perder, no Brasil parece que as árvores de lixo venceram. Em uma breve pesquisa na Internet, usando as palavras “plantio de árvore de Natal natural”, encontra-se meia dúzia de sites, e a mais recente matéria é de um produtor que espera vender, de árvores plantadas tipo Tuia, no Paraná, algo em torno de 100 mil reais este ano, o equivalente a umas 5 mil unidades. Nossos artesanatos de garrafas PET são úteis, devem ser estimulados, mas não resolvem o fim do PVC, que volta a ser plástico com dificuldade de eliminação natural.

Enfim, o paradoxo é esse: plantar para matar, ou simplesmente poluir? Não existe vitória ou honra nessa guerra. O homem parece ser capaz de plantar uma árvore se ela for convertida em dinheiro, mas incapaz de fazê-lo por ele mesmo e pela Terra. Árvores de lixo? O lixo não deixa de ser lixo, e lixo nós temos mais do que somos capazes de lidar. Um símbolo de vida foi transformado em apenas mais um mercado, e é simples assim como chegamos onde estamos. Podemos orar, pregar e nos emocionar, mas estamos de joelhos diante do Deus Dinheiro.

Que o plástico das árvores artificiais continue com os bons produtores chineses ou coreanos e que agricultores brasileiros sejam estimulados a plantar e plantar florestas, inclusive para o Natal. Seria o mínimo para fazer do Natal uma verdadeira comemoração.

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Uma carta de 1994

Abaixo, uma carta enviada por Charles Manson em 1994. Ele fala basicamente das condições do sistema penitenciário americano, afirma a sua inocência e procura acordar algumas pessoas sobre o que realmente está acontecendo.

manson 1994 Uma carta de 1994

“Eu tentei sem sorte falar com alguém no estado da Califórnia. De 1944, no Boys Home dos monges irlandeses, a 1967, eu era um garoto sem-teto olhando para os veteranos que se aposentaram da Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Eu aposentei os empregados das cadeias de 1920, 1930, 1940 e 1950. Eu estive no corpo das vestes dos juízes. Quando fui para o tribunal, no estado da Califórnia, tentei explicar que a minha palavra era boa, e eu mantive a palavra do meu Deus, Pai, Família, Monge, Igreja e meu avô, a Primeira Guerra Mundial, e meu pai, a Segunda Guerra Mundial. Mas eles queriam comprar e vender o que o público queria. O tribunal de Nixon caiu sobre o meu tribunal.

Eu trabalhei nos caminhões de lixo em Fort MacArthur, em San Pedro na Califórnia, e na Guarda Costeira em Terminal Island, Califórnia.

Quando o seu Administrador do Programa me diz ‘não’, ele não está me fazendo nada. Se eu refletir ou tentar explicar, vocês pensam que sou eu pessoalmente, e não eu como uma pessoa, mas como um tribunal mundial. Eu fui um juiz no tribunal dos condenados desde a década de 1940. Chama-se Mac, nomeado devido ao Rito Escocês da Maçonaria e as altas ordens da Igreja em meu mundo, minha vida, meus direitos. Quando os homens do sistema estavam me educando, eu pensava que vocês, Administradores do Programa e guardas, eram meus pais. A minha família. O que eu sabia era o que vocês me ensinaram. Vocês em um pé, e os velhos condenados em outro. Agora que eu cresci, as pessoas não gostam de mim, justamente porque eu cresci e agora sou um homem. Vocês não me deixam ser um homem. Quando vocês dizem ‘não’ para mim, vocês estão dizendo ‘não’ para todos os homens que me educaram. Eu disse que eu não quebrei lei alguma. Essa é a sua lei, seus direitos. Direitos, honra, tribunais, dinheiro, o seu mundo, família, estado, país. Vocês me disseram antes de eu aposentá-los pela sexta vez que não saber a lei não era uma desculpa. Agora, depois de 45 anos, eu digo a vocês: cada mentira que me foi contada, e cada dia que eu fiquei preso, serão balanceados em meus fantasmas, sombras, vidas, mundos, minha CIA, meu governo, meu cemitério dos meus avôs, minha cruz, minha igreja.

Eu não gosto de contar o que está vindo porque vocês podem pensar que é o que eu estou projetando. Eu posso pensar que o sol nasceu, mas eu não estou queimando-o, e se eu digo que parece chover, eu não estou fazendo a chuva cair. Para as pessoas que estão me usando, e usando a minha vida, para guardar os seus medos e manter-me como sua realidade a fim de sentirem-se seguros, eu digo: nada nas leis de Deus passa despercebido.

Eu não tenho ninguém que compreenda ou que se interesse pelo que um homem branco tem que passar – os espancamentos, as drogas forçadas, a queima, as mentiras, e as pessoas roubando a minha música, minhas crianças, minha vida. Todas as pessoas que não querem ser brancas e vivem com medo das outras raças empurram o medo e o mau delas contra mim como se tudo estivesse bem, e elas não serão detidas ou julgadas pelo que elas têm feito. Elas não percebem que são elas. Elas são brancas, queiram elas ou não. Ninguém ajuda o homem branco. Eles podem ajudar a mulher branca, mas somente para usá-la para sexo.

Quando eu falo isso para as pessoas, vocês dizem que sou eu quem é preconceituoso, e que as coisas não são assim. Mas eu sou um reflexo. Fato é que não prejulgar é quase impossível, porque é natural ser por você antes, e cuidar do número um – a sua própria vida. E se isso não é o que você cuida, você então é uma presa e alimento para quem está lhe comendo.

25 anos deveriam mostrar-lhes quem ajudou a branca Família Manson. Ninguém, e as mulheres brancas com bebês metade negros têm nos matado com seus medos e julgamentos.

Leia isso bem e com a sua vida: as pessoas fingem e gastam anos se enganando, fingindo que elas se preocupam. É verdade que sem a graça de Deus não existe um pecado que o homem não cometeria. Todos os dias vocês me mantém trancado sem os meus direitos que eu deveria ter por estar vivo, e a minha vida sempre foi de vocês porque eu fui educado pelo governo americano. Eles ainda controlam as prisões e os jogos que eu joguei e eu defini. Não pense que eu ostente nem se gabe. Mas você percebe que essa palavra que eu coloquei no papel e essa vida que eu vivi estão agora para sempre. O que eu digo será mantido até onde tudo for. Tentei explicar ao tribunal. Tente entender isso: eu aposentei o diretor de Fort Leavenworth, no Kansas, Seção 8 Big Top USN, os recrutas da fraternidade dos Estados Unidos para a cruz, do basquete e das barras de levantamento de peso, e eu mandava no submundo. Antes de eu ser enviado para o corredor da morte, eu disse a todos vocês que eu não quebrei nenhuma lei. Eu havia acabado de sair da prisão em 1967. Ninguém vai ouvir e ninguém vai parar para tentar entender o que estou dizendo, e você não vai olhar para 1969, e ver que nos Estados Unidos eram 20 centavos para a gasolina e 20 centavos para um maço de Pall Malls. Eu disse: eu sou o seu dinheiro, o seu governo, a sua vontade. Eu segurei os Estados Unidos pelos meus pais da Primeira e Segunda Guerras Mundiais, e o estado da Califórnia tem 25 anos de destruição de: seu dinheiro, seus tribunais e seu dinheiro novamente.

Eu lhe digo novamente: eu saí da prisão em 1967 depois de ter aposentado vocês todos quatro vezes, e eu saí em 1967 e somente o pregador estava no estacionamento abaixo da torre. Os monges irlandeses do Boys Home me espancaram e me ensinaram a lutar, a jogar bola, me manter na verdade, e eu ainda estou na verdade com eles e a verdade se conhece. Olhe o que 25 anos de prisão lhes mostrou. Quanto mais vocês sabem agora? E depois olhem para esse Manson – ele tem 7 dias por semana, 24 horas por dia, por mais de 45 anos. Eu sou milhões de homens de idade. Eu não sou da escola, mas também não sou completamente idiota. 25 anos a cada vez que eu imagino uma idéia em que eu possa viver nela, e vocês gostam de roubá-la, de mentir para mim, me tirar dos meus próprios pensamentos, dar meus sapatos aos negros porque vocês temem os mexicanos, ou dar os meus óculos para os mexicanos porque vocês temem os negros. E vocês me fizeram ir e vir, dando as minhas mulheres, minhas crianças, meus direitos, a minha vida para os seus medos. E vocês me usaram e eu continuo chorando e gritando que são as suas vidas, o seu Deus, a sua cruz, o seu mundo, e vocês continuam se julgando em mim. Eu fui Nixon, Ford, Carter, Reagan, Bush.

Vocês pensam que porque eu sou um retardado mental que nunca foi à escola eu sou menos homem. Eu passei mais de 22 anos de aprendizagem das leis e da verdade pelos homens de honra na prisão, e os funcionários simplesmente não mentem – eles eram como pais para mim. Agora, há mais de 25 anos nas prisões do estado da Califórnia, não me foi dita a verdade nem sequer uma vez. Eu nunca fui tão desrespeitado antes em todos os lugares por onde eu passei. Eu falo em inglês, isso significa que eu não terei meus direitos. Se eu sou branco, eu sou usado pelos policiais brancos. Essa é a quarta vez que vocês, pessoas brancas, deixaram todos fora e nos mantiveram aqui para tentar começar de novo. Isso seria bom se vocês começassem de novo na verdade. Mas vocês fazem a mesma velha mentira, que é: quando vocês destroem a minha vida, as suas são destruídas também.

-C. Manson”

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Algumas perguntas frequentes sobre Charles Manson e ATWA

 Algumas perguntas frequentes sobre Charles Manson e ATWA

Essa compilação de perguntas frequentes foi construída a fim de responder a algumas das dúvidas mais comuns sobre Charles Manson e ATWA.

1. Poderia me fornecer um breve sumário da história de Charles Manson e de seu histórico criminal?

Charles Manson nasceu em Cincinnati, no estado de Ohio dos Estados Unidos, em 11 de novembro de 1934. Ele viveu com sua mãe solteira até os cinco anos de idade, quando ela foi detida pelo crime de roubo a mão armada. Depois disso, ele permaneceu com diversos familiares até ela ser libertada em 1942.

Manson viveu novamente com sua mãe até 1947, quando ela o colocou na Gibault School for Boys, no estado de Indiana. Ele fugiu do internato 10 meses depois, mas a sua fuga não durou muito. Poucos dias depois, o garoto de 14 anos foi detido nas redondezas, acusado de ter cometido uma série de pequenos assaltos.

Manson foi encaminhado para o Juvenile Detention Center, uma espécie de FEBEM dos Estados Unidos, também no estado de Indiana. Depois de alguns dias, ele foi transferido para o famoso Boys Town, em Nebraska, um centro de detenção juvenil para “crianças em risco”. Mas a estadia dele no local também foi breve. Depois de apenas três dias, Manson fugiu novamente. Capturado novamente dias depois, Manson foi encaminhado para outro centro de detenção juvenil – dessa vez, o Indiana School for Boys, em Plainfield. Ele permaneceu por mais de dois anos no local, sem registros de que tenha tentado escapar.

Mas em 1951, com 17 anos de idade, Manson fugiu. Essa escapada durou um pouco mais do que as anteriores, mas Manson foi outra vez preso, dessa vez dirigindo um carro roubado no estado de Utah. Pela primeira vez ele foi acusado de um crime federal, tendo atravessado fronteiras estaduais. Manson foi então transferido primeiramente para o National Training School for Boys, um centro de detenção federal em Washington DC, e depois para o Natural Bridge Training Camp, em Virgínia, ainda em 1951.

Manson permaneceu nesse estabelecimento até meados de 1952, quando passou a ser detido em reformatórios federais. Ele foi primeiramente transferido para o Federal Reformatory de Petersburg, no estado da Pensilvânia. Ainda no mesmo ano, foi encaminhado para o Federal Reformatory de Chillicothe, em Ohio. Finalmente, em 8 de maio de 1954, Charles Manson foi libertado dos centros de detenção. Até esse momento da vida de Manson, em que completou 20 anos de idade, ele havia passado 7 anos em prisões espalhadas pelos Estados Unidos.

Em 1955, Manson casou-se com uma garota chamada Rosalie Willis. Quando completaria um ano em liberdade, ele foi detido em Los Angeles, mais uma vez conduzindo um veículo de procedência duvidosa. Dessa vez, Manson foi sentenciado a 3 anos de prisão em regime fechado na prisão federal de Terminal Island, em San Pedro, na Califórnia. Ele cumpriu a pena inteiramente, e foi libertado em 1958.

Como havia se tornado costume, Manson foi novamente preso pouco depois. Em 1959, antes de completar um ano em liberdade, ele foi detido na Califórnia por ter forjado cheques. A sentença dessa vez foi 10 anos de provação, em que qualquer novo delito o colocaria novamente em uma prisão federal.

Em 1960, Manson foi preso em uma suposta violação do Ato Mann. Essa lei americana de 1910 proibia o “transporte de mulheres para questões imorais”. Basicamente, Manson havia sido acusado de ser o cafetão de algumas mulheres na Califórnia. Sendo assim, Manson quebrou o seu período de provação, e foi condenado a 7 anos e meio de prisão em regime fechado. Manson cumpriu a sentença em dois locais: primeiramente em McNeil Island, em Washington, e depois em Terminal Island, na Califórnia, onde havia cumprido os 3 anos entre 1955 e 1958.

Manson finalmente foi libertado de Terminal Island em 1967. Para a maioria das pessoas, e especialmente para mídia corporativa, a vida de Charles Manson se resume ao período que se inicia nesse momento, em que ele é libertado na Califórnia em meio ao auge da cultura hippie americana. Manson permaneceu livre até outubro de 1969, quando foi preso pelos crimes de incêndio e roubo de veículos. Em dezembro de 1969, ele foi acusado de homicídio pelos crimes que assombraram Los Angeles e que marcaram seu nome na história. Manson foi condenado à morte em janeiro de 1971, mas com a mudança nas leis penais do estado da Califórnia em 1972, a pena foi alterada para prisão perpétua.

Nas últimas décadas, Manson vem tentando conseguir liberdade condicional, mas teve seus apelos negados em todas as ocasiões, permanecendo assim encarcerado na Corcoran State Prison, na Califórnia, em unidade especial de isolamento da penitenciária, onde também se encontra cumprindo prisão perpétua o assassino do senador Robert Kennedy, Sirhan Sirhan. Sua última tentativa em audiência, obviamente negada, foi em 2007. A próxima será em 2012. Charles Manson permanece detido nos Estados Unidos há 40 anos.

2. Por quais crimes Charles Manson foi condenado em 1971?

Pelo caso que se tornou conhecido como Assassinatos Tate-LaBianca. Ele foi condenado por sete contagens de assassinato de primeiro grau e uma contagem de conspiração para cometer assassinato. Ele também foi condenado por outros dois assassinatos de primeiro grau, pelas mortes de Gary Hinman e Donald “Shorty” Shea.

3. Que sentenças Charles Manson recebeu em 1971?

Originalmente, Manson foi condenado à morte pelos Assassinatos Tate-LaBianca. Pelos assassinatos de Gary Hinman e Donald “Shorty” Shea, ele foi condenado à prisão perpétua. A sentença de morte foi posteriormente alterada para “prisão perpétua com a possibilidade de liberdade condicional” quando o Tribunal Supremo dos Estados Unidos aboliu a pena capital no estado da Califórnia. Sendo assim, Manson cumpre hoje a sentença de prisão perpétua.

4. Onde está Charles Manson nesse momento?

Ele está atualmente encarcerado na California State Prison em Corcoran, na Califórnia, a prisão de segurança máxima no estado. Ele permanece no setor 4A-4R, onde frequentemente é encaminhado para o regime de solitária.

5. Quando acontecerá a próxima tentativa de liberdade condicional de Charles Manson?

Manson tem o direito de pedir liberdade condicional mais uma vez em 2012. Na realidade, não passará de mais uma brincadeira. Os advogados que decidirão o futuro de Manson já deixaram claro que ele nunca deixará a prisão.

6. O que Charles Manson faria se deixasse a prisão hoje?

Essa é uma das perguntas que Manson respondeu mais vezes desde que foi condenado em 1971. “Eu não quero sair”, “Sair e sentar um pouco em algum lugar”, “Ir para outro país”, “Ir para o deserto” e “Eu já estou fora da prisão” são as respostas mais comuns dadas por Manson.

7. Charles Manson era o líder de um grupo de seguidores?

De forma alguma. Manson sempre negou ser um líder. A maioria dos amigos que faziam parte da chamada “Família Manson” também confirmaram que não existiam líderes e seguidores – eram somente amigos. Ser o líder de um suposto grupo foi o meio encontrado pelo estado da Califórnia para incriminar Manson pelos assassinatos de 1969, em que ele não teve participação alguma. Com o passar do tempo, isso ficou mais e mais claro. Até mesmo os promotores que condenaram Manson voltaram atrás em muitas das histórias mirabolantes que haviam vendido para os jornais e revistas durante o julgamento.

8. Existe ainda uma “Família Manson”?

Nunca existiu uma “Família Manson”. Esse termo foi inventado pela mídia corporativa sensacionalista quando Manson foi detido em 1969, e foi desde então usado pelas autoridades do estado da Califórnia e figuras envolvidas no caso de Manson a fim de rotular um certo grupo de pessoas e criar uma falsa impressão sobre o relacionamento entre essas pessoas. Na suposta “Família Manson”, Charles Manson seria o pai, um “líder”, e portanto responsável pelas atitudes dos seus “seguidores”. Fato é que Manson ainda tem contato com muitos admiradores e amigos, muitos deles antigos conhecidos da década de 1960. Mas a suposta “Família Manson”nunca existiu.

9. Posso contatar Charles Manson? Se sim, como?

Como qualquer outro condenado nas prisões dos Estados Unidos, Charles Manson pode receber cartas normalmente. Apesar disso, as restrições são muitas, e ele recebe muito mais cartas do que é capaz de responder. Em alguns casos, ele poderá passar uma carta de um novo contato para um amigo, que responderá em nome dele. Para enviar uma carta para Manson, o endereço é:

Charles Manson, B-33920
4A 4R PHU Unit
P. O. Box 3476
Corcoran, CA 93212
United States

10. Quem está por trás da Ordem de ATWA – Brasil?

Um grupo de amigos e simpatizantes de Charles Manson que mantém contato com ele e que apóiam a sua visão ecológica sobre o futuro dos seres humanos e da vida na Terra.

11. O que eu posso fazer para colaborar?

Essa é uma pergunta com infinitas respostas. Cada um sabe o que é capaz de fazer para colaborar com Charles Manson e ATWA. Quem sabe, a melhor resposta para essa pergunta é uma segunda pergunta: o que você faria por Manson e ATWA? Conte-nos, e certamente qualquer apoio é necessário.

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© 2009 ATWA Brasil


Uma breve “biografia oficial” de Charles Manson

Para aqueles que não conhecem a história de Charles Manson, o criador do acrônimo ATWA, aqui vai uma breve biografia. É importante reconhecer, porém, que a vida de Manson foi muito polemizada. Isso dificulta muito separar o que são fatos e o que são mitos. Portanto, chamamos essa breve biografia abaixo de “biografia oficial”, uma vez que ela é baseada no que se tornou mais conhecido e aceitável como “realidade” – pelo menos pela mídia e a maioria das pessoas. Em momento algum sugerimos que a história abaixo é inteiramente fatual. Quando possível, citações do próprio Manson serão utilizadas para dar credibilidade aos fatos.

Charles Milles Maddox Manson, nascido em Cincinnati, nos Estados Unidos, em 11 de novembro de 1934, se tornou conhecido no final da década de 1960 por ser uma figura particular relacionada a um grupo de jovens que cometeu vários assassinatos, entre eles o da famosa atriz de Hollywood, Sharon Tate, esposa do diretor de cinema Roman Polanski.

Charles Manson com 14 anos de idade

Charles Manson com 14 anos de idade

Filho de uma jovem mãe com problemas familiares e um pai ausente, Manson passou a ser um freqüentador assíduo de reformatórios juvenis em diversas regiões dos Estados Unidos. “Eu não tinha mãe e eu não tinha um pai. Aonde você vai quando você não tem uma família?” disse Manson, explicando a sua infância nos reformatórios. Ainda quando criança, ele foi entregue a um abrigo de crianças por sua própria mãe. Esse foi o começo de uma infância conturbada. Entre suas diversas saídas e fugas dos reformatórios, Manson foi preso algumas vezes pelos crimes de falsificação e pequenos furtos.

Manson em meados de 1960

Manson em meados de 1960

Em 1964, aos 30 anos de idade, Charles Manson acabava de cumprir uma pena de dez anos quando foi parar no centro mundial da cultura hippie: Haight-Ashbury, um distrito da cidade de São Francisco. Manson se considerava um “hobo”, termo em inglês usado para designar os migrantes sem lar fixo, que vagavam pelo país comendo do que encontravam e dormindo onde se sentiam cansados. Fora da prisão, Manson acabou por se instalar na região de Haight-Ashbury, e tornou-se conhecido entre os círculos de jovens hippies. Manson era um excelente compositor musical, e vivia com seu violão pelas ruas de São Francisco. No auge da contracultura, Manson se tornou uma figura conhecida entre os jovens, que o seguiam para conhecer a sua música e seus costumes peculiares.

Foi tocando as suas músicas nas esquinas de Haight-Ashbury que os jovens hippies adotaram Manson como um ícone. É importante deixar claro, porém, que Manson nunca se considerou um hippie. “Eu era um beatnik na década de 1950, antes de os hippies existirem. Eu dancei ao som de Acapulco, e eu fumei Acapulco antes de vocês saberem o que isso era. E eu vivi nas tumbas [...] enquanto vocês iam para a escola. Você vê? Eu vivo em outro mundo. Eu vivo no mundo das pessoas das ruas”, disse Manson em uma entrevista na década de 1980. Manson saiu da prisão e voltou ao “mundo de fora” no auge da cultura hippie, e pouco sabia sobre como as coisas haviam mudado durante o longo período em que ele permaneceu isolado da sociedade. Foi com a sua música que os hippies abraçaram Manson.

A "Família Manson" no Spahn Ranch

A "Família Manson" no Spahn Ranch

Em função de troca de favores, Manson e seus jovens amigos hippies conseguiram um local para morar próximo a Los Angeles. Eles se alojaram no Spahn Ranch, um rancho onde foram gravados filmes famosos de faroeste, como Duelo ao Sol, e diversas cenas de séries de TV, como Bonanza e Zorro. Um cenário de cidade do oeste permaneceu instalado no rancho durante a estadia de Manson e seus amigos na década de 1960. O Spahn Ranch recebeu esse nome de um fazendeiro, George Spahn, que comprou a propriedade em 1948 e lá vivia em 1968, quando Charles Manson apareceu procurando um local onde pudesse morar. O Sr. Spahn permaneceu morando no local junto com Manson e seus amigos. Em troca de o grupo ajudar o já debilitado Sr. Spahn com o trabalho puxado do rancho, eles puderam se hospedar em uma das casas do local.

Mais de um ano depois, em 9 de agosto de 1969, um grupo de amigos de Manson invadiu uma casa alugada pelo diretor de Hollywood, Roman Polanski, em 10050 Cielo Drive, na região de Bel Air de Los Angeles. Os jovens assassinaram a esposa de Polanski, Sharon Tate, e mais quatro amigos do casal. As vítimas foram baleadas, esfaqueadas e espancadas até a morte, e o sangue delas foi usado para escrever mensagens nas paredes e porta da residência. Uma das escrituras foi “Pig” (”porco”, em inglês). Na noite seguinte, o mesmo grupo invadiu a casa de Rosemary e Leno LaBianca, matando os dois de maneira semelhante. As mensagens escritas na parede da casa com o sangue das vítimas dessa vez foram “Helter Skelter“, “Death to Pigs” (“morte aos porcos”) e “Rise” (“levante-se”). Os assassinatos de Sharon Tate, seus amigos e do casal LaBianca pela ficaram conhecidos como Assassinatos Tate-LaBianca.

Porta da casa de Roman Polanski com escritura "Pig"

Porta da casa de Roman Polanski com escritura "Pig"

Segundo a acusação e a “história oficial”, baseados em testemunhos dos amigos de Manson que cometeram os crimes, os assassinatos teriam sido planejados por Charles Manson. O objetivo seria começar uma guerra que, segundo a teoria, seria a maior já travada na terra, denominada “Helter Skelter“. A “história oficial” indica que esse nome corresponde ao título de uma música dos Beatles onde haveria uma quantidade de mensagens subliminares. Charles Manson, porém, já explicou em diversas entrevistas que para ele “Helter Skelter” significava somente “confusão” – era o que ele ouvia na música dos Beatles, barulheira e berros, e o que ele via nas ruas dos Estados Unidos. Durante o julgamento do caso, a acusação formalizou uma história em que, para Manson, “Helter Skelter” seria uma guerra entre negros e brancos, em que os brancos seriam exterminados da Terra. Nesse contexto, ao enviar seus amigos para cometer os assassinatos, devido ao caráter racista dos Estados Unidos, algum negro seria acusado pelos assassinatos, o que faria com que os confrontos explodissem pelas ruas. Como Manson e sua “família” eram todos brancos, planejavam esconder-se em um poço, supostamente denominado por Manson como “poço sem fundo”, em algum lugar no deserto californiano, assim que a suposta guerra começasse.

Linda Kasabian, que denunciou Charles Manson

Linda Kasabian, que denunciou Charles Manson

Linda Kasabian, uma das integrantes da comunidade hippie e participante das duas noites dos assassinatos, depois de cerca de um mês resolveu fugir e denunciar Charles Manson e os outros integrantes à polícia, além de depor contra eles em seu julgamento. Segundo Kasabian, ela não concordava com os assassinatos, apesar de ter participado e ter permanecido com os assassinos em Spahn Ranch nos dias seguintes. Ela conseguiu um acordo com a acusação, o Estado de Los Angeles, para testemunhar contra Manson em troca de imunidade e uma nova vida, com nova identidade para ela e sua filha recém-nascida e uma pensão do governo. Os depoimentos de Kasabian foram vitais para a condenação de Manson, uma vez que ela testemunhou que tudo havia sido planejado por ele, que seria uma espécie de líder espiritual da comunidade. Sem o depoimento de Kasabian, dificilmente Charles Manson seria condenado.

Charles Manson é preso em 1969

Charles Manson é preso em 1969

Manson, então com 37 anos, foi acusado de seis assassinatos e levado à Justiça, juntamente com Charles ‘Tex’ Watson, Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van Houten. Embora acusado de líder da “Família Manson”, como o grupo de amigos se tornou conhecido após o escândalo, ele alegou não ter participado pessoalmente de nenhum dos crimes. Manson declarou durante o julgamento o seu ódio profundo pela humanidade, chamando os membros de sua “família” de “rejeitados pela sociedade”. “Eles são as suas crianças. Eu não as criei, vocês as criaram. Elas fizeram o que vocês ensinaram a elas”, disse Manson durante o julgamento. A promotoria se referiu a ele como “o homem mais maligno e satânico que já caminhou na face da Terra”, e o quinteto foi sentenciado à morte em 1971. Mas com a mudança nas leis penais do estado da Califórnia em 1972, a pena de todos foi alterada para prisão perpétua.

Charles Manson em 2009, mais de 60 anos em prisões

Charles Manson em 2009, mais de 60 anos em prisões

Enfim, Manson esteve em reformatórios e prisões desde os 9 anos de idade. Hoje, com 74 anos, ele passou mais de 60 anos da sua vida em centros de detenção. Ele permanece encarcerado na Corcoran State Prison, na Califórnia, em uma unidade especial de isolamento da penitenciária. Sua última tentativa em audiência para libertação condicional, obviamente negada, foi em 2007. A próxima será em 2012.

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