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11-11-2011: O 77º aniversário de Charles Manson

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Uma homenagem ao 77º aniversário do sábio mártir, Charles Manson:

manson testemunho 11 11 2011: O 77º aniversário de Charles Manson

“Eu não sou autorizado a ser um homem em sua sociedade. Eu sou considerado inadequado e incompetente para falar por mim mesmo ou para me defender nos seus tribunais. Vocês criaram o monstro. Eu não sou de vocês, não venho de vocês, nem posso tolerar suas guerras ou suas atitudes injustas com relação às coisas, animais e pessoas que vocês se recusam a tentar compreender. Eu me marquei com um X fora do seu mundo. Eu estou no lado oposto do que vocês fazem e do que vocês fizeram no passado. Vocês nunca me deram a Constituição sobre a qual tanto falam. As palavras que vocês têm usado para enganar as pessoas não são minhas. Eu não aceito o que vocês chamam de justiça. A mentira na qual vocês vivem está caindo, e eu não sou parte dela. Vocês usam a palavra Deus para ganhar dinheiro. Vocês! Olhem para o que vocês fizeram e para o que vocês têm feito. Vocês tiram sarro de Deus, e vocês assassinaram o mundo em nome de Jesus Cristo. Eu estou com o meu X e com o meu amor, com meu Deus, e sozinho. A minha fé em mim é mais forte do que todos os seus exércitos, governos, câmaras de gás ou qualquer outra coisa que queiram fazer contra mim. Eu sei o que eu fiz, e os seus tribunais são brincadeiras de homens. O amor é o meu juiz. Eu tenho a minha própria constituição, que está dentro de mim. Nenhum homem ou advogado irá falar por mim. Eu falo por mim mesmo. Eu não sou permitido a falar com minhas palavras, então eu falo com a marca que estarei carregando para sempre na minha testa. Muitos cidadãos americanos estão marcados, mas não sabem disso. Vocês não os deixam sair de debaixo dos seus pés. Mas Deus está em ação. Ele está em ação, e eu sou uma testemunha. Eu tentei fazer parte da Constituição, mas eu não tenho os mesmos direitos que outros cidadãos podem desfrutar. Eu sou forçado a me contentar em me comunicar com as massas sem o uso de palavras. Eu sinto que nenhum homem pode representar outro homem, porque cada homem é diferente e tem o seu próprio mundo, o seu próprio reino, a sua própria realidade. É impossível comunicar uma realidade através de outra em outra realidade”.

- Charles Manson

Que a sua luta pelo respeito a todas as vidas – a chama que arde nos corações dos soldados de ATWA – um dia ilumine a todos e movimente as energias desse planeta em um caminho de paz e harmonia com a Natureza, que dita as leis da sobrevivência. Parabéns, Charlie.

 11 11 2011: O 77º aniversário de Charles Manson

© 2011 ATWA Brasil


Aniversário de 76 anos de Charles Manson

manson 76anos Aniversário de 76 anos de Charles Manson

O dia 11 de novembro de 2010 marca o 76º aniversário de Charles Milles Manson.

Charles Manson tem servido a mais de mais de 63 anos em prisões e instituições do governo dos Estados Unidos, mais tempo do que qualquer cidadão americano vivo no presente momento.

Manson viveu apenas 13 anos fora dos “corredores do sempre” – como ele apelidou os centros de detenção americanos. Trata-se de uma vida acompanhado de rebeldes, revolucionários, veteranos, guerreiros, juízes e guardas. Esse ambiente, assustador para a maioria, é onde ele cresceu e reconhece como o seu verdadeiro lar.

Charles Manson suportou o inferno, teve os seus direitos negados, seus filhos isolados, sua música roubada e destruída, seu rancho queimado, suas cartas destruídas, e seus amigos proibidos de vê-lo. Manson foi envenenado, queimado com produtos químicos, espancado, teve costelas e dentes quebrados, passou dias amarrado. Foi torturado, incendiado, usado pelo sensacionalismo dos meios de comunicação há 40 anos e amaldiçoado pelos astros de Hollywood. Mas Manson nunca cedeu. Manson nunca permitiu que a sua verdade fosse atropelada. Ele é o irmão universal de todos os homens que deram as suas vidas no serviço à verdade, honra e justiça.

Se você á capaz de olhar ao seu redor, e perceber que tudo está se perdendo, que a verdade é algo incomum, que a corrupção é a regra, que a honra pertence aos mortos, que o futuro não promete nada além da continuação dos mesmos erros, então em Charles Manson estão importantes lições para você.

Feliz aniversário, sábio mártir Charles Manson.

 Aniversário de 76 anos de Charles Manson

© 2010 ATWA Brasil


José Saramago e o direito dos animais

O texto abaixo, contra a exploração animal em circos e zoológicos, foi escrito em 2009 por José Saramago, o autor português que faleceu essa semana:

“Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espetáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza. Isto no que toca aos zoológicos. Mais deprimentes do que esses parques, só os espetáculos de circo que conseguem a proeza de tornar ridículos os patéticos cães vestidos de saias, as focas a bater palmas com as barbatanas, os cavalos empenachados, os macacos de bicicleta, os leões saltando arcos, as mulas treinadas para perseguir figurantes vestidos de preto, os elefantes mal equilibrados em esferas de metal móveis. Que é divertido, as crianças adoram, dizem os pais, os quais, para completa educação dos seus rebentos, deveriam levá-los também às sessões de treino (ou de tortura?) suportadas até à agonia pelos pobres animais, vítimas inermes da crueldade humana. Os pais também dizem que as visitas ao zoológico são altamente instrutivas. Talvez o tivessem sido no passado, e ainda assim duvido, mas hoje, graças aos inúmeros documentários sobre a vida animal que as televisões passam a toda a hora, se é educação que se pretende, ela aí está à espera.

Perguntar-se-á a que propósito vem isto, e eu respondo já. No zoológico de Barcelona há uma elefanta solitária que está morrendo de pena e das enfermidades, principalmente infecções intestinais, que mais cedo ou mais tarde atacam os animais privados de liberdade. A pena que sofre, não é difícil imaginar, é consequência da recente morte de uma outra elefanta que com a Susi (este é o nome que puseram à triste abandonada) partilhava num mais do que reduzido espaço. O chão que ela pisa é de cimento, o pior para as sensíveis patas deste animais que talvez ainda tenham na memória a macieza do solo das savanas africanas. Eu sei que o mundo tem problemas mais graves que estar agora a preocupar-se com o bem-estar de uma elefanta, mas a boa reputação de que goza Barcelona comporta obrigações, e esta, ainda que possa parecer um exagero meu, é uma delas. Cuidar de Susi, dar-lhe um fim de vida mais digno que ver-se acantonada num espaço reduzidíssimo e ter de pisar esse chão do inferno que para ela é o cimento. A quem devo apelar? À direção do zoológico? À Câmara? À Generalitat?

P.S.: Deixo aqui uma fotografia. Tal como em Barcelona há grupos – obrigado – que têm pena de Susi, na Austrália também um ser humano se compadeceu de um marsupial vitimado pelos últimos incêndios. A fotografia não pode ser mais emocionante.

-José Saramago”

koala garrafa José Saramago e o direito dos animais

Para ler o artigo original, clique aqui.

 José Saramago e o direito dos animais

© 2010 ATWA Brasil