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ATWA: O martírio da mãe ursa na China

atwa maeursachina ATWA: O martírio da mãe ursa na China

A mídia chinesa confirmou um caso extraordinário de uma mãe ursa que salvou seu filhote de uma vida de tortura e depois se suicidou, se livrando também do sofrimento.

Os ursos eram mantidos em uma fazenda localizada em uma área remota no noroeste da China, e tinham suas vesículas biliares ordenhadas diariamente para a produção de “bile de urso”, uma substância usada como remédio pela Medicina Tradicional Chinesa (MTC).

Foi relatado que os ursos usados para a produção do tal remédio chinês são mantidos em gaiolas minúsculas conhecidas como “gaiolas esmagadoras” – os ursos não têm espaço para se mexer, e são literalmente esmagados. A bile é colhida fazendo buracos permanentes no abdômen e na vesícula biliar dos ursos. Como os orifícios nunca são fechados, os animais são sujeitos a várias infecções e doenças, incluindo tumores, câncer, e morte por peritonite. Os ursos são equipados com um colete de ferro, já que muitas vezes tentam se matar batendo o estômago contra o chão, em uma luta contra a dor constante e insuportável.

Testemunhas confirmaram o caso de uma mãe ursa que estourou a sua gaiola quando ouviu os gritos de dor de um de seus filhotes durante o procedimento de perfuração do animal. Trabalhadores fugiram quando viram a mãe ursa correndo livremente em direção ao seu filhote. Incapaz de libertar o seu filhote das correntes, a mãe abraçou o filhote e, eventualmente, acabou por estrangulá-lo. Em seguida à morte do filhote, a mãe ursa correu de cabeça contra uma parede, tirando a sua própria vida.

Trata-se de mais um caso de martírio por ATWA – heróis que se recusam a ceder a sua honra nessa guerra dos homens contra o balanço de todas as vidas. E não existe desonra no martírio. Não em ATWA. Todas as vidas são uma única vida. Essa mãe ursa entregou a sua própria vida a você, soldado de ATWA. E você, está preparado para defendê-la com a sua vida?

 ATWA: O martírio da mãe ursa na China

© 2011 ATWA Brasil


Aniversário de 76 anos de Charles Manson

manson 76anos Aniversário de 76 anos de Charles Manson

O dia 11 de novembro de 2010 marca o 76º aniversário de Charles Milles Manson.

Charles Manson tem servido a mais de mais de 63 anos em prisões e instituições do governo dos Estados Unidos, mais tempo do que qualquer cidadão americano vivo no presente momento.

Manson viveu apenas 13 anos fora dos “corredores do sempre” – como ele apelidou os centros de detenção americanos. Trata-se de uma vida acompanhado de rebeldes, revolucionários, veteranos, guerreiros, juízes e guardas. Esse ambiente, assustador para a maioria, é onde ele cresceu e reconhece como o seu verdadeiro lar.

Charles Manson suportou o inferno, teve os seus direitos negados, seus filhos isolados, sua música roubada e destruída, seu rancho queimado, suas cartas destruídas, e seus amigos proibidos de vê-lo. Manson foi envenenado, queimado com produtos químicos, espancado, teve costelas e dentes quebrados, passou dias amarrado. Foi torturado, incendiado, usado pelo sensacionalismo dos meios de comunicação há 40 anos e amaldiçoado pelos astros de Hollywood. Mas Manson nunca cedeu. Manson nunca permitiu que a sua verdade fosse atropelada. Ele é o irmão universal de todos os homens que deram as suas vidas no serviço à verdade, honra e justiça.

Se você á capaz de olhar ao seu redor, e perceber que tudo está se perdendo, que a verdade é algo incomum, que a corrupção é a regra, que a honra pertence aos mortos, que o futuro não promete nada além da continuação dos mesmos erros, então em Charles Manson estão importantes lições para você.

Feliz aniversário, sábio mártir Charles Manson.

 Aniversário de 76 anos de Charles Manson

© 2010 ATWA Brasil


José Saramago e o direito dos animais

O texto abaixo, contra a exploração animal em circos e zoológicos, foi escrito em 2009 por José Saramago, o autor português que faleceu essa semana:

“Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espetáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza. Isto no que toca aos zoológicos. Mais deprimentes do que esses parques, só os espetáculos de circo que conseguem a proeza de tornar ridículos os patéticos cães vestidos de saias, as focas a bater palmas com as barbatanas, os cavalos empenachados, os macacos de bicicleta, os leões saltando arcos, as mulas treinadas para perseguir figurantes vestidos de preto, os elefantes mal equilibrados em esferas de metal móveis. Que é divertido, as crianças adoram, dizem os pais, os quais, para completa educação dos seus rebentos, deveriam levá-los também às sessões de treino (ou de tortura?) suportadas até à agonia pelos pobres animais, vítimas inermes da crueldade humana. Os pais também dizem que as visitas ao zoológico são altamente instrutivas. Talvez o tivessem sido no passado, e ainda assim duvido, mas hoje, graças aos inúmeros documentários sobre a vida animal que as televisões passam a toda a hora, se é educação que se pretende, ela aí está à espera.

Perguntar-se-á a que propósito vem isto, e eu respondo já. No zoológico de Barcelona há uma elefanta solitária que está morrendo de pena e das enfermidades, principalmente infecções intestinais, que mais cedo ou mais tarde atacam os animais privados de liberdade. A pena que sofre, não é difícil imaginar, é consequência da recente morte de uma outra elefanta que com a Susi (este é o nome que puseram à triste abandonada) partilhava num mais do que reduzido espaço. O chão que ela pisa é de cimento, o pior para as sensíveis patas deste animais que talvez ainda tenham na memória a macieza do solo das savanas africanas. Eu sei que o mundo tem problemas mais graves que estar agora a preocupar-se com o bem-estar de uma elefanta, mas a boa reputação de que goza Barcelona comporta obrigações, e esta, ainda que possa parecer um exagero meu, é uma delas. Cuidar de Susi, dar-lhe um fim de vida mais digno que ver-se acantonada num espaço reduzidíssimo e ter de pisar esse chão do inferno que para ela é o cimento. A quem devo apelar? À direção do zoológico? À Câmara? À Generalitat?

P.S.: Deixo aqui uma fotografia. Tal como em Barcelona há grupos – obrigado – que têm pena de Susi, na Austrália também um ser humano se compadeceu de um marsupial vitimado pelos últimos incêndios. A fotografia não pode ser mais emocionante.

-José Saramago”

koala garrafa José Saramago e o direito dos animais

Para ler o artigo original, clique aqui.

 José Saramago e o direito dos animais

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson: “As câmaras do meu tribunal…”

atwa tribunaldamente Charles Manson: As câmaras do meu tribunal...

“Em toda a minha vida, e onde eu vivi, as maneiras que as coisas vieram até mim tiveram muita influência sobre o que eu sou, o que eu faço, onde eu vou, onde eu não vou, de onde eu venho. O tribunal dos meus dias, no meu tempo, tornou-se uma câmara do meu tribunal em meus pensamentos e na minha mente. Nós fazemos o que o tribunal diz, de uma maneira ou outra, se queremos sobreviver, viver e ter uma vida. Eu sou o que o tribunal diz que eu sou, goste ou não. Eu sou as câmaras do meu tribunal.

Em outras palavras, se os tribunais pegam você, levam você e obtém um veredicto, isso torna tudo uma realidade. Muito mais do que o médico assinar sua certidão de nascimento! Você está confirmado pelo tribunal como sendo o que você é! Não tem nada a ver com qualquer outra realidade, apenas com a do juiz que se senta no tribunal e representa o olho no dinheiro.

Isso quer dizer o seguinte: real só pode ser o que o tribunal diz! O tribunal diz que eu sou uma seita e um líder, goste disso ou não. Eu sou um negociador da vida e da morte! O que eu fiz ou não fiz antes, está no vento. Em outras palavras, não importa o que eu fiz antes. O que o tribunal diz é o que eu tenho que fazer agora. O que o tribunal diz permanece. Fica para sempre!

Em todos os tribunais em que eu estive, a minha mente é apenas uma câmara. O buraco do qual eu saí foi a prisão. Você pode chamá-la de mãe, mas era a prisão. Tudo o que está em tudo, está detido na prisão de tudo o que não é. E o nada tem de tudo! E não é a prisão tudo, acusada de ser nada, ou é nada detido por tudo?

Isso é um pensamento inteligente, de uma forma de vida inteligente, que sofreu por 60 anos para acordar para esse axioma. Quando as pessoas mentem para ou sobre mim, e não me deixam ser o que eu sou, elas acabam com esse julgamento sobre elas mesmas. (Não tem nada a ver comigo. Levei muito tempo para acordar para isso, também.) Eu posso ajudar uma pessoa, mas não até que ela veja e saiba, eu posso e serei verdadeiro! Se você sabe que eu vou ser sincero, só pode ser porque você também será sincero. Mas primeiro a pessoa deve ser verdadeira e correta com ela mesma, comigo.

O que foi feito contra mim na minha vontade, é a vontade que virá de volta, contra eles. E é o meu tribunal. Eu sou Charles. O tribunal disse isso, e eu estava lá antes de eu ter conhecido qualquer pessoa que estivesse viva em 1969. Eu tenho sido os tribunais, e tudo o que era e que poderia ser, e eu fui ao médico e lhe entreguei a minha vida! Eu comprei o hospital com meu dinheiro da prisão, e fui enganado sobre isso. Isso retornará na verdade, até que a honra e a justiça sejam recolocadas em seus devidos lugares.

(Em outras palavras, o que isso significa é que eu desisti de uma operação de hérnia, me deitei e arrisquei perder a minha vida! Porque eles não me deixavam ir a um hospital fora da prisão. Disseram que era um plano de fuga. Então, eles disseram que queriam usar isso para ir para Sacramento, e apropriarem-se de 7 milhões de dólares, usar a notoriedade do meu caso para fazer 7 milhões de dólares dos fundos da prisão, para construir esse hospital. E o doutor disse que se eu fizesse isso, e eles conseguissem o hospital, que eles me dariam a primeira vassoura. Eu deveria ser a vassoura no hospital. Eu fiz esse trabalho na prisão federal, e eu fiz isso em Vacaville, e era para eu conseguir esse emprego no hospital, e eu estaria ajudando a todos, como eu sempre fiz.)

Quando uma pessoa mente, ela está com as mentiras. Foi-me dito que eu iria ganhar essas coisas. Eu ganharia a primeira vassoura no novo hospital, e as pessoas pensaram que me enganaram, mas os truques sempre voltam ao local onde eles começaram.

Susan Atkins tem mentido para as pessoas, e quem mente pensa que todo mundo também mente. Então o que aconteceu lá, o motivo de eu estar escrevendo essa carta, e enviar essa carta, é que o médico está sob acusação e todo mundo está de olho no caso dele. E ele está agora em um tribunal, e ele não pode existir porque ele tem mentiras demais sobre ele. Ele tem as mentiras do hindu vindo e dizendo que ele é o médico. Porque o cara que tocou fogo em mim, você se lembra disso? Ele matou o pai dele por um guru hindu, que disse que só havia cura com Deus. Então, assim que ele matou o pai dele, o guru fez um corte de cabelo, virou-se, e voltou como um médico. Ele disse que ele não tinha nada a ver com esse cara. Você entende? Então, quando eu fui fazer uma colonoscopia, ele estava por cima do meu médico (que me fez a operação de hérnia), com uma mentira que tinha a ver com algum cara que havia matado a esposa dele. E ele estava enganando esse hindu, o fazendo pensar que ele era um hindu também, e ele aceitou essa religião, entende?

E ele fingiu que ele havia se enforcado, e o hindu o deixou sair pela porta dos fundos, em um programa de testemunhas, com o administrador de outro programa que estava mentindo sobre os cristãos. Quando ele viu o cristão mentindo, pregando mentiras por todos os lados, então ele só seguiu o exemplo, e não há verdade no que eles estão fazendo, não há honra! Você entende isso? Então o cara volta para mim porque eles estão processando ele. E eles estão retirando o diploma dele, e roubando a sua vida, e ele não pode obter o hospital dele, e ele não pode ter os seus médicos, e ele está perdendo toda a sua associação médica! Você entende? Porque basta um buraco no barco para afundá-lo! Eu estou tentando consertar o buraco no meu barco para que eu possa começar a navegar com ele.

E eu não consigo encontrar nenhum sinal de justiça. Eu mal consigo passar essa carta para fora dessa porta. Em outras palavras, eu estou tendo problemas até em enviar cartas para você!

Eu tenho pessoas aqui que pensam que estão tomando alguma coisa de mim. Seja o que for, é cheio de confusão, mentiras e mais mentiras. E eu não posso ter nada direito nesse lugar, cara. Eles roubam as minhas coisas e fazem tudo o que querem fazer com a minha vida. Eles mandaram embora três gerações de visitantes. Eles expulsaram a Cappy. Expulsaram a Ansome e o T.J. Falaram que eles haviam morrido.

Deixe-me dizer isso a você: você não pode fingir! Tem que ser real ou não vai funcionar. Se não é real e não é verdade, simplesmente não vai dar certo, cara. Você tem que ser real, você tem que ser justo, você tem que fazê-lo da maneira que deveria ser feito, e isso não tem nada a ver comigo. ‘Comigo’ é só uma palavra, cara.

A justiça pertence a todos. Tudo o que eu estou dizendo é todo mundo. Eu não sou o único. Não há ninguém que é o único. Todo mundo é o único. Todo mundo tem o único dentro deles.

-Manson”

 Charles Manson: As câmaras do meu tribunal...

© 2010 ATWA Brasil


Uma carta de 1994

Abaixo, uma carta enviada por Charles Manson em 1994. Ele fala basicamente das condições do sistema penitenciário americano, afirma a sua inocência e procura acordar algumas pessoas sobre o que realmente está acontecendo.

manson 1994 Uma carta de 1994

“Eu tentei sem sorte falar com alguém no estado da Califórnia. De 1944, no Boys Home dos monges irlandeses, a 1967, eu era um garoto sem-teto olhando para os veteranos que se aposentaram da Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Eu aposentei os empregados das cadeias de 1920, 1930, 1940 e 1950. Eu estive no corpo das vestes dos juízes. Quando fui para o tribunal, no estado da Califórnia, tentei explicar que a minha palavra era boa, e eu mantive a palavra do meu Deus, Pai, Família, Monge, Igreja e meu avô, a Primeira Guerra Mundial, e meu pai, a Segunda Guerra Mundial. Mas eles queriam comprar e vender o que o público queria. O tribunal de Nixon caiu sobre o meu tribunal.

Eu trabalhei nos caminhões de lixo em Fort MacArthur, em San Pedro na Califórnia, e na Guarda Costeira em Terminal Island, Califórnia.

Quando o seu Administrador do Programa me diz ‘não’, ele não está me fazendo nada. Se eu refletir ou tentar explicar, vocês pensam que sou eu pessoalmente, e não eu como uma pessoa, mas como um tribunal mundial. Eu fui um juiz no tribunal dos condenados desde a década de 1940. Chama-se Mac, nomeado devido ao Rito Escocês da Maçonaria e as altas ordens da Igreja em meu mundo, minha vida, meus direitos. Quando os homens do sistema estavam me educando, eu pensava que vocês, Administradores do Programa e guardas, eram meus pais. A minha família. O que eu sabia era o que vocês me ensinaram. Vocês em um pé, e os velhos condenados em outro. Agora que eu cresci, as pessoas não gostam de mim, justamente porque eu cresci e agora sou um homem. Vocês não me deixam ser um homem. Quando vocês dizem ‘não’ para mim, vocês estão dizendo ‘não’ para todos os homens que me educaram. Eu disse que eu não quebrei lei alguma. Essa é a sua lei, seus direitos. Direitos, honra, tribunais, dinheiro, o seu mundo, família, estado, país. Vocês me disseram antes de eu aposentá-los pela sexta vez que não saber a lei não era uma desculpa. Agora, depois de 45 anos, eu digo a vocês: cada mentira que me foi contada, e cada dia que eu fiquei preso, serão balanceados em meus fantasmas, sombras, vidas, mundos, minha CIA, meu governo, meu cemitério dos meus avôs, minha cruz, minha igreja.

Eu não gosto de contar o que está vindo porque vocês podem pensar que é o que eu estou projetando. Eu posso pensar que o sol nasceu, mas eu não estou queimando-o, e se eu digo que parece chover, eu não estou fazendo a chuva cair. Para as pessoas que estão me usando, e usando a minha vida, para guardar os seus medos e manter-me como sua realidade a fim de sentirem-se seguros, eu digo: nada nas leis de Deus passa despercebido.

Eu não tenho ninguém que compreenda ou que se interesse pelo que um homem branco tem que passar – os espancamentos, as drogas forçadas, a queima, as mentiras, e as pessoas roubando a minha música, minhas crianças, minha vida. Todas as pessoas que não querem ser brancas e vivem com medo das outras raças empurram o medo e o mau delas contra mim como se tudo estivesse bem, e elas não serão detidas ou julgadas pelo que elas têm feito. Elas não percebem que são elas. Elas são brancas, queiram elas ou não. Ninguém ajuda o homem branco. Eles podem ajudar a mulher branca, mas somente para usá-la para sexo.

Quando eu falo isso para as pessoas, vocês dizem que sou eu quem é preconceituoso, e que as coisas não são assim. Mas eu sou um reflexo. Fato é que não prejulgar é quase impossível, porque é natural ser por você antes, e cuidar do número um – a sua própria vida. E se isso não é o que você cuida, você então é uma presa e alimento para quem está lhe comendo.

25 anos deveriam mostrar-lhes quem ajudou a branca Família Manson. Ninguém, e as mulheres brancas com bebês metade negros têm nos matado com seus medos e julgamentos.

Leia isso bem e com a sua vida: as pessoas fingem e gastam anos se enganando, fingindo que elas se preocupam. É verdade que sem a graça de Deus não existe um pecado que o homem não cometeria. Todos os dias vocês me mantém trancado sem os meus direitos que eu deveria ter por estar vivo, e a minha vida sempre foi de vocês porque eu fui educado pelo governo americano. Eles ainda controlam as prisões e os jogos que eu joguei e eu defini. Não pense que eu ostente nem se gabe. Mas você percebe que essa palavra que eu coloquei no papel e essa vida que eu vivi estão agora para sempre. O que eu digo será mantido até onde tudo for. Tentei explicar ao tribunal. Tente entender isso: eu aposentei o diretor de Fort Leavenworth, no Kansas, Seção 8 Big Top USN, os recrutas da fraternidade dos Estados Unidos para a cruz, do basquete e das barras de levantamento de peso, e eu mandava no submundo. Antes de eu ser enviado para o corredor da morte, eu disse a todos vocês que eu não quebrei nenhuma lei. Eu havia acabado de sair da prisão em 1967. Ninguém vai ouvir e ninguém vai parar para tentar entender o que estou dizendo, e você não vai olhar para 1969, e ver que nos Estados Unidos eram 20 centavos para a gasolina e 20 centavos para um maço de Pall Malls. Eu disse: eu sou o seu dinheiro, o seu governo, a sua vontade. Eu segurei os Estados Unidos pelos meus pais da Primeira e Segunda Guerras Mundiais, e o estado da Califórnia tem 25 anos de destruição de: seu dinheiro, seus tribunais e seu dinheiro novamente.

Eu lhe digo novamente: eu saí da prisão em 1967 depois de ter aposentado vocês todos quatro vezes, e eu saí em 1967 e somente o pregador estava no estacionamento abaixo da torre. Os monges irlandeses do Boys Home me espancaram e me ensinaram a lutar, a jogar bola, me manter na verdade, e eu ainda estou na verdade com eles e a verdade se conhece. Olhe o que 25 anos de prisão lhes mostrou. Quanto mais vocês sabem agora? E depois olhem para esse Manson – ele tem 7 dias por semana, 24 horas por dia, por mais de 45 anos. Eu sou milhões de homens de idade. Eu não sou da escola, mas também não sou completamente idiota. 25 anos a cada vez que eu imagino uma idéia em que eu possa viver nela, e vocês gostam de roubá-la, de mentir para mim, me tirar dos meus próprios pensamentos, dar meus sapatos aos negros porque vocês temem os mexicanos, ou dar os meus óculos para os mexicanos porque vocês temem os negros. E vocês me fizeram ir e vir, dando as minhas mulheres, minhas crianças, meus direitos, a minha vida para os seus medos. E vocês me usaram e eu continuo chorando e gritando que são as suas vidas, o seu Deus, a sua cruz, o seu mundo, e vocês continuam se julgando em mim. Eu fui Nixon, Ford, Carter, Reagan, Bush.

Vocês pensam que porque eu sou um retardado mental que nunca foi à escola eu sou menos homem. Eu passei mais de 22 anos de aprendizagem das leis e da verdade pelos homens de honra na prisão, e os funcionários simplesmente não mentem – eles eram como pais para mim. Agora, há mais de 25 anos nas prisões do estado da Califórnia, não me foi dita a verdade nem sequer uma vez. Eu nunca fui tão desrespeitado antes em todos os lugares por onde eu passei. Eu falo em inglês, isso significa que eu não terei meus direitos. Se eu sou branco, eu sou usado pelos policiais brancos. Essa é a quarta vez que vocês, pessoas brancas, deixaram todos fora e nos mantiveram aqui para tentar começar de novo. Isso seria bom se vocês começassem de novo na verdade. Mas vocês fazem a mesma velha mentira, que é: quando vocês destroem a minha vida, as suas são destruídas também.

-C. Manson”

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