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Charles Manson: Opinião sobre liberdade condicional

manson condicional Charles Manson: Opinião sobre liberdade condicional

“Eu não matei ninguém, e eu não comandei que ninguém fosse morto. Eu estou com raiva. Eu estou indignado. Eu estou com raiva em cada osso do meu corpo porque eu tive que voltar para a penitenciária sendo que eu não fiz o que vocês dizem que eu fiz. Eu estou morrendo todos os dias na cela solitária. Eu concordo que eu sou totalmente inadequado para aquele mundo ali fora. Eu não me ajusto àquilo de maneira alguma. Mas eu não sou o seu carrasco. Eu não sou o seu Diabo e eu não sou o seu Deus. Eu sou Charles Manson”.

- Charles Manson (1978)


“Eu não estou pronto para liberdade condicional. Eu estou preso no isolamento de solitária há dez anos. Eu não tenho mais uma mente. Ela se foi, cara. Eu não consigo entender metade das coisas que você está falando. Se você me tranca com insanidade, eu vou refletir insanidade. Se você me colocar com pessoas que são capazes de pensar racionalmente, eu até poderia voltar a pensar racionalmente e entender o que está acontecendo. Eu espero continuar aqui pelo resto da minha vida. Até o momento em que eu estarei pronto para a liberdade condicional, eu serei libertado para o espaço”.

- Charles Manson (1981)


“Condicional, cara, só tem a ver com dinheiro. Tudo o que eu ganho é o medo, a confusão, e os absurdos burocráticos que todos continuam jogando sobre mim. Todos estão convencidos de que enquanto eu estiver trancado, tudo estará bem, e o mundo irá funcionar sem problemas. Eles justificam assim o medo do público que eles mesmos criam. O medo do público é o que me tranca aqui. Ele diz: ‘Ele matou aquela mulher e comeu o bebê dela, ele está tentando destruir o mundo’. Mas tendo crescido na penitenciária a minha vida inteira, você tem que compreender que eu conheço todos os tipos de assassinos. Pessoas morrem ao meu redor o tempo todo. Eu estou tocando um pouco de música em uma cela, e alguém está sendo esfaqueado até a morte na cela ao lado. Isso não acontece comigo porque eu tenho paz no meu caminho”.

- Charles Manson (1985)


“Eu poderia ter a minha liberdade condicional em troca de não ter a minha alma. Eu vou manter a minha alma e rejeitar a sua liberdade condicional. Prisão é um modo de pensar. Eu estou fora disso. Eu não quero sair das suas prisões a não ser que eu possa ir com os meus irmãos e irmãs. Se eu tivesse o mundo inteiro, mas não a minha família, eu ainda não teria nada”.

- Charles Manson (1986)


“Condicional? Eu não aceitaria liberdade condicional. Porque se eu aceitasse, eu teria que aceitar também todas as pessoas que brincaram com a minha vida. Eu estou cansado de ter outras pessoas tentando mandar na minha vida. Eu estou fora da prisão. Eu saio todos os dias. Eu saio com esses caras aqui todos os dias. Eu estou em todos os lugares. Como vocês irão trancar todos os lugares?”

- Charles Manson (1987)


Entrevistador: Por que isso tudo aconteceu?
Charles Manson: Como eu poderia explicar todos os equívocos em dois ou três minutos? Dê-me meus direitos em um tribunal de justiça, e aí vou explicar tudo. Eu não posso explicar aqui em poucas palavras, ou em uma carta, ou em um cartão postal. É muito complexo.
Entrevistador: O que você está querendo, um novo julgamento?
Charles Manson: Novo? Eu ainda não tive um julgamento.
Entrevistador: Você está só pedindo por um julgamento?
Charles Manson: Apenas um julgamento. Apenas os meus direitos. Eu vejo o [presidente] Reagan falando nas Nações Unidas sobre como direitos humanos são tão importantes, e como todos devem ter direitos. E aí você pergunta para ele sobre Charlie, e ele vai dizer: ‘Bem, ele não merece nenhum direito’.
Entrevistador: Em poucos dias você terá uma audiência de liberdade condicional. Você gostaria de sair daqui em liberdade condicional?
Charles Manson: Liberdade condicional pelo que? Para onde? Eu quero os meus direitos. Você pode me dar liberdade condicional a qualquer momento, mas isso não me dá os meus direitos.
Entrevistador: Você quer sair da prisão?
Charles Manson: Sair da prisão? Eu saí da prisão em 1967.

- Trecho de entrevista de Charles Manson com Penny Daniels, em 1987.

 Charles Manson: Opinião sobre liberdade condicional

© 2012 ATWA Brasil


Charles Manson: Por que a condicional não é uma opção?

manson 1986 Charles Manson: Por que a condicional não é uma opção?

O dia de hoje, 11 de abril de 2012, marca a 12ª audiência de liberdade condicional de Charles Manson desde condenado em 1969. Como era esperado (e fora anunciado pela ATWA Brasil), Manson recusou a comparecer à audiência.

Manson não teve um julgamento em 1969. Seus direitos foram atropelados, e sua liberdade foi vendida para a mídia sensacionalista americana. Ele não teve uma oportunidade de se defender devido a seus “super poderes” que poderiam “controlar as mentes dos jurados”. Sendo assim, Manson permanece encarcerado como um prisioneiro político na “terra dos homens livres”. Aceitar a autoridade de uma suposta audiência de liberdade condicional significaria aceitar o atropelamento dos seus direitos em 1969 – Manson nunca fará isso.

Aqui, para ilustrar a realidade dessa situação, a transcrição completa do comunicado de Charles Manson feito durante a sua audiência de liberdade condicional de 1986:

“Como todos que conhecem sabem, por todo o estado da Califórnia, pelo país, e pelo mundo: os advogados, os tribunais, e o governo dos Estados Unidos mentem e não podem ser confiados – inclusive o Departamento de Correções da Califórnia. Para evitar que essa suposta Assembleia de Liberdade Condicional espalhe mais mentiras sobre mim, minha família, meus irmãos e irmãs de alma, da verdade, e de Deus, eu venho para essa audiência para fazer declarações para o registro público que ficarão marcadas na história.

Eu tenho sido mantido algemado por mais de 16 anos, a maior parte do tempo no isolamento da solitária, enquanto as supostas autoridades continuam mudando os nomes de ‘isolamento solitário’ para ‘segregação administrativa’, ou para ‘celas silenciosas’, ou outras mentiras cada vez que os tribunais ordenam a eliminação do isolamento de solitária ou cada vez que o público começa a ouvir sobre os casos de maus-tratos. Os medos e culpas deles foram acobertados por distorções, mentiras, e confusão para enganar e desinformar o público, para conseguir mais dólares de taxas e aumentar esse grande negócio que é a justiça criminal, alimentada por desgraças e pelo sangue das crianças.

Tenho sido mantido em enfermarias mentais, enfermarias para loucos. Fui espancado, drogado, e perdi a conta das vezes que fui algemado às barras de ferro ou simplesmente abandonado para ser morto. Outros detentos me disseram que médicos e outros empregados daqui tentaram me matar contando mentiras a eles, sobre eu ter matado mulheres grávidas e comido seus bebês, ou ameaçaram outros detentos e deram promessas de liberdade condicional e outros favores em troca de me matarem. Eu tenho testemunhas para tudo o que eu digo, mas nenhum tribunal vai me deixar usá-las porque eles sabem que quebraram as suas próprias leis para me colocar aqui dentro, e todos os dias eles quebram as suas próprias leis para me manter aqui. Eles violam todos os direitos humanos escritos nos livros, mas apesar disso continuam pregando para o mundo como se não tivessem pecados e como se todos fossem homens bons.

Então, há anos acontece que médicos e empregados daqui têm ataques cardíacos, doenças, cometem suicídio, ou são assassinados por ter feito mal a mim ao tentar usar o meu caso para inventar um novo sistema prisional e continuar a receber os seus cheques de pagamento. Eu vejo todos os novos policiais aqui, e os novos empregados. Para cada detento que é enviado para me matar, o sistema prisional perde um empregado. Todos os julgamentos e culpas que são jogados contra mim serão refletidos de volta no fogo dessa Guerra Santa que vocês chamam de crime. Serve aos seus receios não encarar as ações que vocês estão criando em suas prisões, fábricas de crime, porque as suas farsas serão refletidas. E assim vocês são pagos pelas histórias de crime vendidas ao público na televisão e nos filmes.

As crianças da década de 1960, que vocês chamam de ‘Família Manson’, queriam parar uma guerra e voltar o governo e o mundo para a paz. Elas deram as suas vidas quando elas tiraram aquelas vidas, e elas sabiam disso. Elas deram tudo o que tinham para resgatar ATWA – ar, árvores, água, animais, o todo da vida na Terra – por amor e carinho pelos seus irmãos e irmãs de alma. Elas fizeram aquilo para tirar os seus irmãos e irmãs dessas jaulas, e tentar tocar alguma inteligência nessa Terra. Ao viver próximo a terra, nós vimos a seca e a fome vindo. Pela minha parte, eu estava completamente disposto a aceitar a responsabilidade por qualquer influência que eu possa ter tido sobre as mentes de todos, mas os seus tribunais corriam atrás do dinheiro e para longe dos seus próprios medos, culpas, e responsabilidades. Eles não queriam confrontar as verdades sobre eles mesmos.

O seu governo inventou o acobertamento de Watergate, mas nunca contou que o que eles realmente estavam escondendo era uma Guerra Santa invocada a partir da alma. Quando Manson, também conhecido como Lorde Krishna, Jesus Cristo, Maomé, Buda, foi condenado pela mídia no caso estado da Califórnia contra Manson, vocês condenaram a vocês mesmos.

Vocês condenaram a vocês mesmos com essa suposta ‘Família Manson’, colocando o filho de Deus na cruz da prisão mais uma vez. Eu não quebrei nenhuma lei – nem dos homens, nem de Deus. Deus sabe disso. O Espírito Santo sabe disso. Todos que vivem na verdade sabem disso. O que vocês estão comprando e vendendo em nome de Deus, vocês irão sofrer. Com os seus próprios julgamentos, condenando a vocês mesmos por serem Satã, o anticristo, vocês permanecem em seu mundo de fogo. Eu sou Abraxas, o filho de Deus, o filho da escuridão, e eu estou atrás de todos os tribunais do mundo. Até que eu tenha os meus direitos, ninguém terá direitos. Eu sou o mensageiro de Deus para e pela verdade, irmão e filho de todos os homens. Até que eu tenha os mesmos direitos que os meus pais tiveram, eu estarei no lugar de Nixon, condenado como o falso profeta, enquanto o fogo queima, as crianças morrem, a terra morre junto com o ar, a vida selvagem se torna envenenada, e as árvores são cortadas tão rapidamente que a vida simplesmente não sobreviverá – não sem uma mudança mundial.

Eu fiz isso, eu invoquei um balanço para a vida na Terra. Por trás dos cadeados do tempo dos tribunais e dos mundos da escuridão, eu deixei demônios soltos com o poder de escorpiões para causar tormento. Eu abri sete selos e sete frascos de acordo com o julgamento que foi colocado sobre mim, sobre o meu círculo. Todos os que não tiveram perdão não terão coração, e soltaram a destruição da Terra pelo balanço dos seus próprios julgamentos. Essas são as pessoas que não deram aos seus filhos a chance de sobrevivência. Essas são as pessoas trancadas em desejos de morte que elas projetam nas mentes das crianças.

Para os fiéis eu digo isso, para que a compreensão possa ser tocada e porque eu sei que vocês foram enganados: eu vivi entre vocês, de acordo com a vontade vocês, dentro e fora de prisões, por mais de vinte anos antes de ser colocado em julgamento em 1969. Desde a década de 1940, eu vivi uma vida na cruz das suas prisões, mantido sob seus castigos para ser o seu bode, a sua culpa, a sua maldade, muito antes das suas crianças da década de 1960 me tirarem das suas lixeiras das guerras passadas que vocês lutaram contra os seus jovens. Eu sou uma criança da década de 1930, não da década de 1960. Eu respondi em verdade a tudo o que me foi perguntado. O que as suas crianças fizeram e fazem para balancear elas mesmas em seus próprios pontos de vista pela vida que elas diziam que elas queriam ter é responsabilidade delas mesmas. Vocês deram a elas a sua culpa, e todos os seus problemas, mas nenhum perdão. Elas eram vocês, as suas reflexões. No entanto, vocês mantêm as suas crianças em jaulas e querem novas cruzes de prisões para os seus próprios lucros, e os mesmos ciclos continuam a se repetir enquanto os seus julgamentos são jogados contra as pessoas inocentes em troca de mais dólares de taxas vindos de trabalhos ultrapassados e inúteis. Eles também estão fazendo mais filmes sobre crimes para a televisão, como se vocês já não tivessem o suficiente. Saibam disso: nos túmulos das prisões a cabeça de Cristo não é nada nova, e os chamados ‘cristãos’ tem se alimentado do sangue das crianças cristãs. Vocês estão tão enganados e presos a mentiras que as suas almas e a sua justiça estão trancadas nos bancos. Atores representam os seus líderes de acordo com os mesmos padrões de guerra determinados pelos mortos.

Eu poderia ter a minha liberdade condicional em troca de não ter a minha alma. Eu vou manter a minha alma e evitar a sua liberdade condicional. Vocês não têm autoridade de justiça. Vocês são criminosos executando números sobre os quais vocês não têm respeito. Eu não quero ser na cabeça de vocês nada além de um número, e vocês estão demitidos de qualquer serviço que vocês dizem fazer em nome de Deus.

Prisão é um modo de pensar. Eu estou fora disso. Eu não quero sair das suas prisões a não ser que eu possa ir com os meus irmãos e irmãs. Se eu tivesse o mundo inteiro, mas não a minha família, eu ainda não teria nada. Eu não estou quebrado. Eu não estou machucado. A minha Revolução Sagrada contra a poluição está com força total. Eu sou o meu próprio governo, mesmo se Reagan está tentando brincar com a minha vida. Eu sou o meu próprio tribunal e juiz, meu próprio mundo, meu próprio Deus, em meu próprio movimento de renascimento que começou nas salas dos juízes em 1943. Deus está em mim e eu estou em Deus, e nós dois temos um espírito de justiça para o mundo.

Vocês podem tentar me matar mais um milhão de vezes, mas vocês não podem matar a alma. A verdade era, é, e sempre será a verdade. Vocês me espancaram, quebraram o meu pescoço, quebraram os meus dentes. Vocês me drogaram por anos, me arrastaram para cima e para baixo nesses corredores das prisões, batendo a minha cabeça contra cada degrau que pudessem encontrar. Acorrentaram-me, me queimaram, mas não podem me derrotar. Tudo o que vocês podem fazer é destruir a vocês mesmos com os seus próprios julgamentos.

Tudo o que não puder ficar abaixo de mim ou de acordo com a vontade de Deus não viverá sobre mim, mas crescerá para se tornar mil infernos, porque vocês não somente me deram as suas cabeças ao morrerem, mas também me fizeram Cristo quatro vezes no mundo dos pensamentos, Satã quatro vezes, Abraxas quatro vezes. Mas acima disso eu já era 666 por dezessete anos nas prisões do governo, e ainda sou irmão dessas salas de pensamento que carregam facas na escuridão. A minha besta 666 está correndo livremente fora daqui, com uma única determinação, e com permissão de fazer qualquer coisa exceto destruir a água, o ar, as árvores, a vida selvagem, ou as pessoas com a marca do Pai em suas cabeças. O meu exército se move de maneiras que vão muito além dos seus cérebros programados pelos seus livros, em uma Guerra Santa para resgatar a vida na Terra. Por ATWA eles se movem em todas as coisas, em todos os lugares, vindo de todos os lugares que vocês não conhecem, de todos os lugares que vocês não conseguem entender e nunca entenderão.

Existem muitas pessoas que já fizeram muitos sacrifícios para virar o mundo do avesso, para resgatar ATWA. Então, as pessoas que mentem e tem mentido irão sofrer todo o sofrimento dessas pessoas que se entregaram. Cristãos renascidos que são reais em seus renascimentos não precisam encontrar a palavra de Deus em livros. As pessoas que querem vida na Terra estão comigo, e trabalhando acima e além do dinheiro. Os outros podem ir para as suas mortes como quiserem e onde quer que a encontrem. O Deus de que eu falo sobre é todos os deuses em um único Deus. Um único mundo. Um único tribunal. Um único governo. Uma única ordem. Uma única mente. Ou continuem com essa loucura que vocês julgam para vocês mesmos e na qual vocês vivem. O tempo acabou, e ele irá apanhar cada pensamento de cada pessoa enquanto ela pensa.

Antes de 1969, por mais de vinte anos, eu sofri a cruz das suas prisões. Eu fiz isso para sobreviver, porque eu não sabia a diferença. Eu perdoo, e é a minha vontade esquecer. Mas para os últimos quinze anos não existe perdão. A IPCR (Tribunal Popular Internacional de Retaliação) é um campo verde com um touro vermelho. Até que vocês todos aceitem um único Deus, um único governo, uma única ordem, não haverá ordem. Uma única religião, ou nenhuma religião. Religião é o maior problema de Deus. ‘Assim como um círculo abraça tudo o que está dentro dele, o mesmo acontece com a divindade, que abraça a todos. Ninguém tem o poder para dividir este círculo, para ultrapassá-lo, ou limitá-lo’. Fazer isso será a sua destruição.

E mais uma nota para o registro. De tudo o que foi dito sobre mim, não era eu quem estava dizendo, e se vocês veem aqui um falso profeta, é apenas uma reflexão dos seus julgamentos, pois na verdade, são moções, e não palavras, que falam pela ‘Família Manson’. Cada um de nós tem o seu próprio mundo e julgamentos. Eu não tenho julgamentos fora do que vocês definiram para vocês mesmos. Eu estou contente onde quer que eu esteja. Seja lá o que vocês fazem ou dizem, isso não toca o meu círculo interior. Eu tenho paz dentro de mim. Paz da mente.

PS: Os Estados Unidos começaram a Segunda Guerra Mundial”.

- Charles Manson

 Charles Manson: Por que a condicional não é uma opção?

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Charles Manson: “Não conseguem roubar o meu amor de mim”

manson inspiracao Charles Manson: Não conseguem roubar o meu amor de mim

“Eles não conseguem roubar o meu amor de mim. Mesmo se a autoridade me espancar, eu ainda o amo e ele é um irmão. Estão me forçando a lutar contra ele, mas eles não conseguem me fazer odiá-lo”.

- Charles Manson, durante o seu julgamento em 1969

 Charles Manson: Não conseguem roubar o meu amor de mim

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11-11-2011: O 77º aniversário de Charles Manson

manson 77anos 11 11 2011: O 77º aniversário de Charles Manson

Uma homenagem ao 77º aniversário do sábio mártir, Charles Manson:

manson testemunho 11 11 2011: O 77º aniversário de Charles Manson

“Eu não sou autorizado a ser um homem em sua sociedade. Eu sou considerado inadequado e incompetente para falar por mim mesmo ou para me defender nos seus tribunais. Vocês criaram o monstro. Eu não sou de vocês, não venho de vocês, nem posso tolerar suas guerras ou suas atitudes injustas com relação às coisas, animais e pessoas que vocês se recusam a tentar compreender. Eu me marquei com um X fora do seu mundo. Eu estou no lado oposto do que vocês fazem e do que vocês fizeram no passado. Vocês nunca me deram a Constituição sobre a qual tanto falam. As palavras que vocês têm usado para enganar as pessoas não são minhas. Eu não aceito o que vocês chamam de justiça. A mentira na qual vocês vivem está caindo, e eu não sou parte dela. Vocês usam a palavra Deus para ganhar dinheiro. Vocês! Olhem para o que vocês fizeram e para o que vocês têm feito. Vocês tiram sarro de Deus, e vocês assassinaram o mundo em nome de Jesus Cristo. Eu estou com o meu X e com o meu amor, com meu Deus, e sozinho. A minha fé em mim é mais forte do que todos os seus exércitos, governos, câmaras de gás ou qualquer outra coisa que queiram fazer contra mim. Eu sei o que eu fiz, e os seus tribunais são brincadeiras de homens. O amor é o meu juiz. Eu tenho a minha própria constituição, que está dentro de mim. Nenhum homem ou advogado irá falar por mim. Eu falo por mim mesmo. Eu não sou permitido a falar com minhas palavras, então eu falo com a marca que estarei carregando para sempre na minha testa. Muitos cidadãos americanos estão marcados, mas não sabem disso. Vocês não os deixam sair de debaixo dos seus pés. Mas Deus está em ação. Ele está em ação, e eu sou uma testemunha. Eu tentei fazer parte da Constituição, mas eu não tenho os mesmos direitos que outros cidadãos podem desfrutar. Eu sou forçado a me contentar em me comunicar com as massas sem o uso de palavras. Eu sinto que nenhum homem pode representar outro homem, porque cada homem é diferente e tem o seu próprio mundo, o seu próprio reino, a sua própria realidade. É impossível comunicar uma realidade através de outra em outra realidade”.

- Charles Manson

Que a sua luta pelo respeito a todas as vidas – a chama que arde nos corações dos soldados de ATWA – um dia ilumine a todos e movimente as energias desse planeta em um caminho de paz e harmonia com a Natureza, que dita as leis da sobrevivência. Parabéns, Charlie.

 11 11 2011: O 77º aniversário de Charles Manson

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Charles Manson e a negação dos seus direitos constitucionais

manson constituicao Charles Manson e a negação dos seus direitos constitucionais

Aqui, alguns trechos da Constituição dos Estados Unidos da América.

Destacado em negrito, você encontrará um pouco da “liberdade”, “igualdade”, “democracia”, e “justiça” que Charles Manson foi privado desde 1969.


Artigo V

Ninguém será detido para responder por crime capital, ou outro crime infamante, salvo por denúncia ou acusação perante um Grande Júri, exceto em tratando de casos que, em tempo de guerra ou de perigo público, ocorram nas forças de terra ou mar. ou na milícia, durante serviço ativo; ninguém poderá pelo mesmo crime ser duas vezes ameaçado em sua vida ou saúde; nem ser obrigado em qualquer processo criminal a servir de testemunha contra si mesmo; nem ser privado da vida, liberdade, ou bens, sem processo legal; nem a propriedade privada poderá ser expropriada para uso público, sem justa indenização.

Artigo VI

Em todos os processos criminais, o acusado terá direito a um julgamento rápido e público, por um júri imparcial do Estado e distrito onde o crime houver sido cometido, distrito esse que será previamente estabelecido por lei, e de ser informado sobre a natureza e a causa da acusação; de ser acareado com as testemunhas de acusação; de fazer comparecer por meios legais testemunhas da defesa, e de ser defendido por um advogado.

Artigo XIV

Seção 1. Todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos, e sujeitas a sua jurisdição, são cidadãos dos Estados Unidos e do Estado onde tiver residência. Nenhum Estado poderá fazer ou executar leis restringindo os privilégios ou as imunidades dos cidadãos dos Estados Unidos; nem poderá privar qualquer pessoa de sua vida, liberdade, ou bens sem processo legal, ou negar a qualquer pessoa sob sua jurisdição a igual proteção das leis.


E se as leis foram quebradas para um, as leis serão quebradas para todos. Enquanto Charles Manson não tiver os seus direitos constitucionais, não haverá direitos para ninguém.

 Charles Manson e a negação dos seus direitos constitucionais

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[Savitri Devi - "O Relâmpago e o Sol"] (13)

Abaixo, a décima terceira postagem da tradução em desenvolvimento do livro “O Relâmpago e o Sol”, de Savitri Devi – cortesia da ATWA Brasil.

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Os objetivos destas pessoas – dos homens dentro do Tempo, por excelência – são sempre objetivos egoístas, mesmo quando, devido à sua magnitude material e importância histórica, eles transcendem imensuravelmente a vida do próprio homem, assim como de fato acontece, às vezes. Isso porque o egoísmo – a justificação da “parte” por mais espaço e mais significado do que lhe é naturalmente atribuído no quadro da totalidade – é a própria raiz da desintegração e, portanto, uma característica indissociável do Tempo. Pode-se dizer, praticamente, que quanto mais uma pessoa é completamente e inexoravelmente egoísta, mais ela ou ele vive “dentro do Tempo”.

Mas, como temos dito, o egoísmo se manifesta de muitas maneiras diferentes. Ele pode encontrar expressão na luxúria da mera satisfação pessoal, que caracteriza o libertino sem vergonha; ou na ganância insaciável do avarento pelo ouro; ou na ambição individual do aspirante a honras e posição social; ou na ambição familiar do homem que está preparado para sacrificar todos os interesses de todo o mundo pelo bem estar e pela felicidade de sua esposa e filhos. Mas o egoísmo também pode aparecer na exaltação da tribo ou da nação de um homem acima de todas as outras tribos e nações, não por seu valor inerente à hierarquia natural da Vida, mas apenas por ser a tribo ou a nação específica daquele homem. O egoísmo pode aparecer – ou melhor, muitas vezes aparece – na exaltação indevida de todos os seres humanos, não importando o seu nível de degradação, acima de todo o resto da criação viva, irrespectivamente da saúde e da beleza destes últimos – a paixão que inspira a tirania secular do “homem” sobre a Natureza. O “amor pelo homem” não está em harmonia com os direitos e deveres ordenados por Deus para cada espécie (assim como para cada raça e cada indivíduo), mas existe num espírito de mera solidariedade entre parentes, bons ou maus, dignos ou indignos, apenas porque são os seus próprios. Homens “dentro do Tempo” sabem apenas diferenciar o que é seu e o que é dos outros, e eles amam a si mesmos em tudo o que é deles.

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 [Savitri Devi   O Relâmpago e o Sol] (13)

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[Savitri Devi - "O Relâmpago e o Sol"] (12)

Abaixo, a décima segunda postagem da tradução em desenvolvimento do livro “O Relâmpago e o Sol”, de Savitri Devi – cortesia da ATWA Brasil.

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Parte 1

Capítulo 3 – Homens dentro do Tempo, acima do Tempo, e contra o Tempo

Todos os homens, na medida em que eles não estão libertos da escravidão do Tempo, seguem o caminho degenerativo da história, sabendo disso ou não, e gostando disso ou não.

Poucos realmente e completamente gostam dessa situação, mesmo em nossa época – e muito menos em idades mais felizes, quando as pessoas liam menos e pensavam mais. Poucos seguem em frente sem hesitações, sem olhar, em algum momento ou outro, tristemente para o distante paraíso perdido que eles sabem, na sua consciência mais profunda, que eles nunca entrarão; o paraíso da Perfeição dentro do tempo – uma coisa tão distante do presente que as primeiras pessoas sobre as quais temos conhecimento lembram apenas como um sonho. No entanto, eles seguem o caminho fatal. Eles obedecem a seu destino.

Essa submissão à terrível lei da decadência – essa aceitação da escravidão do Tempo por criaturas que vagamente sentem que poderiam ser livres dela, mas que acham que essa é uma tarefa árdua demais para ser apostada; que sabem de antemão que nunca teriam sucesso, mesmo que tentassem – está no fundo da infelicidade incurável do homem, lamentada vez após vez nas tragédias gregas, e também muito antes destas terem sido escritas. O homem é infeliz porque ele sabe, e porque ele sente – em geral – que o mundo em que ele vive e do qual ele faz parte não é o que deveria ser, e o que poderia ser, e o que, na verdade, foi na aurora do Tempo, antes da decadência se armar, e antes da violência ter se tornado inevitável. Ele não é capaz de honestamente aceitar esse mundo como o seu – especialmente não aceitar o fato de que tudo está indo de mal a pior – e ainda assim ser feliz. Por mais que ele tente ser um “realista” e arrancar do destino o que ele puder, quando puder, ainda assim um anseio invencível sobre algo melhor continua no fundo do seu coração. Ele não pode – em geral – desejar o mundo como ele atualmente é.

Mas poucas pessoas – tão raras quanto aquelas libertadas, para as quais o Tempo não existe, e talvez ainda mais raras do que isso – desejam tal mundo; e agem de acordo com essa vontade. Estas são as mais aprofundadas, os agentes mais impiedosos e eficazes das forças da morte na Terra: extremamente inteligentes, e por vezes extraordinariamente perspicazes; sempre sem o mínimo de escrúpulos; trabalhando sem hesitação e sem remorsos no sentido de acelerar a queda da história e (mesmo que não consigam enxergar a situação claramente dessa forma) a chegada da sua conclusão lógica: a aniquilação do homem e de toda a vida.

Naturalmente, eles nem sempre vêem tão longe. Mas quando o fazem, ainda assim eles não se importam. Como a Lei do Tempo é o que é, e como o fim deve naturalmente chegar, para eles vale a pena conquistar todo o lucro que for possível durante esse processo que, afinal, mais cedo ou mais tarde, trará o fim. Como ninguém é capaz de recriar o esperado Paraíso perdido – ninguém senão a própria roda do tempo, depois de ter completado o seu ciclo – então para eles, que podem esquecer completamente essa distante visão, ou que nunca foram capazes de vislumbrar seu brilho; eles, que sufocam em si mesmos o anseio pela Perfeição, ou melhor, eles quem nunca puderam experimentá-la; então assim, para eles vale a pena tentar espremer desse momento (minutos ou anos, pouco importa) todos os prazeres intensos e imediatos que eles puderem, até que chegue a hora em que eles deverão morrer. Para eles, vale a pena deixar a sua marca no mundo – e forçar as gerações a lembrá-los – até a hora em que o mundo morrer. Assim eles se sentem. Para eles, tanto faz o que eles podem causar de sofrimento para os homens ou outros seres vivos agindo como eles agem. Tanto os homens como as demais criaturas são obrigados a sofrer, de qualquer maneira – eles pensam. Qualquer coisa vale, através deles assim como através de outros, se isso puder avançar os objetivos destas pessoas.

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 [Savitri Devi   O Relâmpago e o Sol] (12)

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[Savitri Devi - "O Relâmpago e o Sol"] (11)

Abaixo, a décima primeira postagem da tradução em desenvolvimento do livro “O Relâmpago e o Sol”, de Savitri Devi – cortesia da ATWA Brasil.

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A “verdade desagradável” é que o pacifismo, a não-violência e assim por diante, são, na maioria das vezes, apenas ferramentas em serviço das forças de desintegração; truques desonestos para blefar os tolos, para enfraquecer os fortes, e para colocar milhões de covardes e hipócritas (a maioria do mundo) contra as poucas pessoas cuja inspiração política, perseguida implacavelmente pelo seu fim lógico, poderia, talvez, mesmo agora, parar a decadência do homem.

Como foi dito no início, a não-violência só pode existir em um mundo em que a ordem temporal sócio-política é, na escala humana, uma réplica da eterna Ordem do Cosmos. Qualquer pregação eficaz – e qualquer prática parcial – de pacifismo na política, ou seja, dentro do tempo, fora de tal ordem temporal, leva apenas, em última instância, a uma maior violência; a uma maior exploração da natureza viva, e a uma maior opressão do homem nas mãos daqueles que trabalham pelas forças da morte. Mas, há milênios que a ordem perfeita deixou de existir. Ela deve ser recriada antes que a paz possa florescer. E ela não pode, agora, ser criada de novo sem violência extrema, exercida, desta vez, com um espírito altruísta, por homens de visão.

O melhor caminho para aqueles que desejam sinceramente uma paz justa e duradoura seria, portanto, naturalmente, fazer todo o possível para entregar o mundo para os homens de visão, o mais rapidamente possível; ou pelo menos, não tentar impedi-los de conquistá-lo. Infelizmente, a maioria dos pacifistas ou não querem realmente a paz, e apenas fingem querer, ou então realmente querem tal coisa, mas apenas sob certas condições ideológicas que são incompatíveis com a realidade agora, e que se tornarão mais e mais incompatíveis até o final do atual ciclo histórico. Qualquer violência praticada contra seres humanos os choca. As pessoas que apóiam abertamente o uso da força – seja no espírito mais desinteressado e para o melhor dos propósitos – são, por isso mesmo, um anátema em seus olhos. Ajudá-los a conquistar e dominar o mundo? Oh, não! Tudo menos isso! Os ideais dos homens de visão podem muito bem ser ideais da “Era Dourada”; mas os métodos deles! – a atitude cínica deles em relação à vida humana; a perseguição implacável e impiedosa para a eliminação até mesmo de possíveis obstáculos para a realização rápida de seus objetivos altruístas; sua “lógica terrível” (para citar as palavras de um oficial francês na Alemanha ocupada, depois desta guerra) – os nossos pacifistas nunca poderiam se aliar a estes! Como resultado, eles representam algo muito pior – e geralmente sem saber. Pois, através da sua recusa em encarar os fatos e tomar a única atitude razoável que um verdadeiro amante da paz deveria tomar, eles se tornam instrumentos a serviço das forças de desintegração.

Não é possível ter ambas as coisas: quem não está com as eternas Forças da Vida e Luz, está contra elas. A menos que se viva “fora” ou “acima” do Tempo, caminha-se no sentido da evolução inevitável da história – ou seja, no sentido da decadência e dissolução – ou em protesto contra a corrente dos séculos, em uma luta amarga e aparentemente impossível, mas, no entanto, ainda assim bela, com os olhos fixos sobre os ideais eternos que podem ser traduzidos integralmente para a realidade material uma só vez, no início de cada ciclo sucessivo, por cada nova e sucessiva humanidade. Mas é verdade que a minoria corajosa de homens de ação que lutam “contra o Tempo” por ideais da “Era Dourada” é obrigada a tornar-se, conforme o tempo passa, mais e mais cruel em seu esforço para superar uma oposição universal cada vez mais bem organizada e cada vez mais evasiva. E por essa razão, torna-se cada vez mais difícil para que os pacifistas os sigam. Com toda probabilidade, eles continuarão a preferir identificar-se com os agentes mentirosos das Forças das Trevas. E isso é natural. Mais uma vez: está dentro da lei do tempo. As forças da morte devem ter praticamente todo o mundo sob seu controle antes da vinda de um novo recomeço, que sempre nasce como uma reafirmação do triunfo da Vida.

E assim, dia após dia, ano após ano, agora e no futuro, os poderes conflitantes da luz e das trevas não deixam de travar a sua luta mortal, como sempre fizeram, mas cada vez mais ferozmente na medida em que o tempo passa. E na medida em que o tempo passa, a luta também será mais e mais entre uma violência abertamente reconhecida e abertamente aceita, e uma violência desonestamente dissimulada, sendo a primeira colocada a serviço do mais alto propósito da Vida na Terra – ou seja, a criação de uma humanidade ideal, ou de uma humanidade aos moldes da “Era Dourada” – e a outra, colocada a serviço dos inimigos da Vida. E será assim até que, após a queda final – o “fim do mundo” como nós o conhecemos – a liderança da sobrevivência da humanidade caia para aquela elite vitoriosa que, mesmo em meio à decadência geral do homem, nunca perdeu a fé nos eternos valores cósmicos, nem a vontade de desenhar a partir deles, e somente a partir deles, as suas leis de ação.

Essa elite irá, então, não mais ser obrigada a recorrer à violência para impor sua vontade. Ela irá governar sem oposição em um mundo pacífico, em que a Nova Ordem dos seus sonhos será, para todos, o único estado natural e racional das coisas. Até que o homem esqueça novamente a Verdade imutável, volte a agir como se as leis de ferro de causa e conseqüência não lhe afetassem, e novamente se deteriore.

Nada pode parar a roda do tempo.

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[Savitri Devi - "O Relâmpago e o Sol"] (10)

Abaixo, a décima postagem da tradução em desenvolvimento do livro “O Relâmpago e o Sol”, de Savitri Devi – cortesia da ATWA Brasil.

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Essa desonestidade geral sobre a violência, que tem se tornado progressivamente mais comum desde os primórdios da história, está clara hoje na forma como as pessoas deliberadamente escondem de si próprias e dos outros os horrores que eles perdoam, mas que ainda assim são incapazes de justificar.

Muitas das atrocidades cometidas contra os animais com a intenção de avançar conhecimentos médicos são tão terríveis que, apesar de suas alegadas “justificativas”, é “do interesse da ciência” – e do interesse das questões comerciais do mercado de patentes de medicamentos – não permitir que o público saiba sobre elas. E o público é deliberadamente mantido na ignorância – induzido a acreditar que esses horrores não existem realmente, ou que eles não são, na realidade, tão sanguinolentos quanto parecem ser. Sendo assim, logicamente as inúmeras crueldades cometidas por mera curiosidade ou por luxo, ou por diversão, são as mais escondidas – negadas sutilmente. Milhares de tolos bem-intencionados, que falam sobre o suposto “progresso moral” da nossa época, não têm idéia alguma sobre o que se passa em institutos científicos, no comércio de peles ou nos circos.

Milhares de pessoas igualmente bem-intencionadas e igualmente insensatas, que não questionam o que lhes é dado para ler e sabem pouco além do que lhes é oferecido, também não fazem idéia sobre os horrores perpetrados por seus compatriotas em países de outras pessoas como colonos ou como membros de exércitos de ocupação, ou melhor, não fazem nenhuma idéia sobre o que se passa em seus próprios países, atrás das grades, nas câmaras de tortura para a investigação política, e nos campos de concentração. Na verdade, na Inglaterra e em outras nações democráticas, muitos têm a impressão de que seus governos nunca toleraram coisas tais como campos de concentração e câmaras de tortura para seres humanos. Apenas “o inimigo” tinha essas coisas – isso é o que essas pessoas acreditam. Anos atrás, elas teriam de admitir que “todo mundo tem” essas coisas, e deveria tê-las, porque não se pode executar uma guerra sem esses acessórios desagradáveis, mas extremamente úteis. Mas agora a hipocrisia sobre a violência atingiu o seu ápice. Nunca houve no mundo tanta crueldade, aliada a uma tentativa tão generalizada de escondê-la, de negá-la, esquecê-la e, se possível, fazer com que os outros também a esqueçam. Nunca as pessoas têm sido tão dispostas a esquecê-la, com cenários externos “decentes” e agradáveis – casas e ruas em que nenhuma tortura de homens ou animais pode ser vista ou reconhecida – desde que, evidentemente, não seja a crueldade “do inimigo”. A única vez em que homens e mulheres modernos não tentam minimizar horrores, mas na verdade os exageram (e muitas vezes deliberadamente os inventam) é quando esses são (ou são apresentados como) os horrores do “inimigo” – nunca os seus próprios. E isso é em si apenas uma instância adicional da característica geral dos nossos tempos: o amor pelas mentiras.

O que virou o mundo inteiro tão amargamente contra os francos defensores dos métodos cruéis tanto no governo como nas guerras, não é tanto que eles fossem violentos, mas o fato de que eles eram verdadeiros. Mentirosos odeiam aqueles que contam as verdades desagradáveis, e que agem em conformidade com elas.

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[Savitri Devi - "O Relâmpago e o Sol"] (9)

Abaixo, a nona postagem da tradução em desenvolvimento do livro “O Relâmpago e o Sol”, de Savitri Devi – cortesia da ATWA Brasil.

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Temos falado de dois tipos de violência. Em nenhum caso a diferença na natureza desses dois tipos é mais evidente, talvez, do que na atitude dos defensores – ou condizentes – de cada um com relação à criação viva fora da humanidade.

A violência franca e corajosa, que qualquer idealista com uma visão real é obrigado a usar assim que ele tentar traduzir sua intuição da verdade eterna em ação, em um mundo teimosamente degenerado, curvado sobre a sua própria destruição, é a violência que, dizemos, nunca é exercida – e nunca poderia, logicamente, ser exercida, salvo, talvez, em certos casos de urgência vital – contra quaisquer outras criaturas vivas que não sejam pessoas. Seu único propósito é esmagar, tão rápida e completamente como for possível, toda a resistência a uma ordem sócio-política imposta muito cedo para ser apreciada por todos aqueles a quem ela afetaria. Como veremos, ela não afeta apenas os seres humanos. Ela inclui, e deverá abranger, também, no longo prazo, todos os seres vivos. Caso contrário, ela não seria uma ordem baseada na verdade eterna, e a violência usada para impô-la não se justificaria. Mas apenas os seres humanos podem e se opõem a essa ordem. Apenas eles são, portanto, à medida que se tornam obstáculos ao seu estabelecimento ou à sua manutenção, vítimas justificadas da violência necessária daqueles cujo dever é defendê-la. Como conseqüência do fato de que eles não têm nada a ver com a formação da sociedade humana, os animais inocentes nunca são atormentados por homens que acreditam que, em todo caso, a tortura pode somente ser dispensada quando aplicada para avançar fins impessoais políticos que estejam em harmonia com os princípios eternos.

Esses homens não toleram a imposição de dor sobre as criaturas que vivem para pesquisas destinadas, nas mentes dos torturadores e dos seus apoiadores, a aliviar os sofrimentos da humanidade doente ou para satisfazer simples desejos por informações “científicas”. Porque se eles realmente são expoentes dos ideais da “Era Dourada” – homens de ação, com a consciência da verdade eterna e um amor ardente pela perfeição – não há chance de eles compartilharem, seja sobre a humanidade ou sobre as doenças, ou sobre a ânsia mórbida por um ocioso conhecimento a qualquer custo, os preconceitos comuns que têm vindo a se desenvolver, há séculos, como resultado da crescente decadência deste mundo. Eles não podem acreditar que todas as vidas humanas, degeneradas como possam ser, sejam, necessariamente, válidas de serem salvas. E eles devem acreditar que a melhor forma de erradicar as doenças não é descobrindo novos tratamentos para ensinar homens e mulheres a viverem vidas mais saudáveis, mas sim, antes de tudo, fortalecendo as raças naturalmente privilegiadas com uma política sistemática e racional, aplicada, em primeiro lugar, à arte básica da procriação. E eles devem sentir um desprezo para com todas as formas de pesquisa inúteis, sem falar da curiosidade criminal sobre o mistério da vida, que transformou centenas de homens como Pavlov, ou Voronoff – ou Claude Bernard – em verdadeiros monstros.

Há mais. A ideologia do forte naturalmente anda de mãos dadas com repulsa por todas as formas de crueldade para com os lindos animais indefesos. Nietzsche exaltou a bondade como a maior força do super-homem – “a última vitória do herói sobre si mesmo”. E a bondade que não abrange toda a vida não é bondade de forma alguma. A bondade que leva o homem a “amar os seus inimigos” sem exigir que ele ame as criaturas inocentes da terra, que não lhe causaram nenhum dano intencional; a bondade que o aconselha a poupar as vidas dos homens, mas o permite perseguir e comer os outros animais, e vestir suas peles, ou é hipocrisia ou imbecilidade. A ideologia do forte rejeita esses dois mil anos de contradição com desprezo.

Isto é tão verdade que as únicas pessoas que têm, em nossos tempos, se esforçado para criar uma ordem sócio-política sobre a base de uma tal ideologia; as pessoas que defendem mais consistentemente a violência saudável, necessária, que é indissociável de qualquer luta contra as forças da decadência – os fundadores da Alemanha nacional-socialista – são precisamente aquelas que expressaram o amor mais sincero por toda a Natureza em seu sistema educacional, e fizeram tudo o que podiam para proteger, por lei, tanto os animais como as florestas; é tão verdadeiro, que o líder que os inspirou – Adolf Hitler, agora tão descaradamente caluniado e tão amargamente odiado por um mundo inútil – não só se absteve de carne em sua própria dieta diária, mas é , pelo que sei, o único governante europeu que já contemplou seriamente a possibilidade de um continente sem matadouros, e ele realmente tinha a intenção de tornar esse sonho uma realidade, logo que pudesse.

Compare isso com o tratamento das criaturas nas mãos da maioria das pessoas que negam os indivíduos e raças superiores o direito de serem implacáveis em sua heróica luta contra o Tempo; daqueles que gostariam que nós acreditássemos que eles “amam os seus inimigos” e que eles têm um verdadeiro horror com relação a quaisquer atrocidades! Nós vimos, e nós vemos todos os dias, como os hipócritas tratam os seus inimigos – quando eles os pegam. E nós sabemos quais atrocidades eles podem executar contra outros seres humanos – ou ordenar, ou pelo menos tolerar – quando elas se adaptam às suas finalidades. Eles tratam os animais da mesma maneira. Eles consideram os crimes ocultos diariamente cometidos contra os animais neste mundo cada vez mais perverso, como uma coisa natural, tal como fazem com os que são cometidos contra os homens e mulheres que eles consideram como “fanáticos perigosos”, “criminosos de guerra” e assim por diante.

Naturalmente, eles acham boas desculpas para justificar sua atitude – e sempre farão isso; a lógica foi concedida ao homem para que ele pudesse se justificar aos seus próprios olhos, seja qual for a monstruosidade que ele possa decidir apoiar. Mas suas premissas são totalmente diferentes daquelas das pessoas altruístas que lutam com brutalidade consistente pelos ideais de harmonia com a perfeita ordem cósmica. Seu argumento básico é “o interesse da humanidade” – de forma indiscriminada; o “interesse da humanidade” como um todo; da “maioria” dos seres humanos, bons, maus e indiferentes; e apenas dos seres humanos. Seus ideais – expressão da tendência decadente do Tempo, que acelera o homem para o seu fim – são qualquer coisa, exceto ideais da “Era Dourada”.

Qual é a humanidade que os agentes de bom coração das forças da escuridão querem realmente “salvar”, à custa de sofrimentos indizíveis infligidos a criaturas saudáveis, inocentes e belas nas câmaras de tortura da “ciência”? Certamente não a elite forte e orgulhosa da humanidade, à espera do seu dia para começar um novo ciclo histórico, sobre as ruínas do mundo atual. Esses homens e mulheres que pertencem a essa minoria saudável não precisam de tal medicamento laboriosamente descoberto, e não iriam aceitá-lo. Não. A maioria dos nossos contemporâneos que defendem a imposição de dor sobre as criaturas que vivem em prol da “pesquisa” está preocupada com o alívio do “sofrimento” da humanidade. Eles são cheios desse amor mórbido para com os doentes e os aleijados, os fracos e os deficientes de todo tipo, que o Cristianismo colocou na moda e que é, sem dúvida, um dos sinais mais nauseantes da decadência do homem moderno. Sejam eles professos cristãos ou não, todos se apegam à crença idiota de que é um “dever” salvar, ou pelo menos prorrogar, a qualquer custo, qualquer vida humana, mesmo que sem valor – um dever de prolongar a vida simplesmente porque é uma vida humana. Como conseqüência, eles estão dispostos a sacrificar qualquer número de animais saudáveis e bonitos, se imaginarem que isso poderá ajudar a corrigir os corpos de pessoas que, na maioria dos casos, não teriam sido permitidas a viver, ou melhor, nunca nem teriam nascido, em uma sociedade bem concebida e bem organizada. Em seus olhos, um idiota humano vale mais do que o modelo mais perfeito de vida animal ou vegetal. De fato, enquanto a nossa espécie se degenera, a sua vaidade cresce! E essa vaidade ajuda a manter os homens satisfeitos, embora eles sejam completamente afastados da visão da perfeição, gloriosa e saudável, que dominou a consciência do mundo em sua juventude e que ainda é, e permanecerá até o fim, a visão inspiradora de uma minoria decrescente.

Os relatos das atrocidades cometidas contra os animais inocentes, a fim de encontrar meios para combater doenças em uma humanidade mais e mais contaminada, ou até mesmo a fim de encontrar meios para incentivar vícios para um número cada vez maior de degenerados, encheriam livros inteiros. As abominações semelhantes realizadas por mera curiosidade científica, também. Este não é o lugar para ponderar sobre esse assunto horripilante. No entanto, quando lembramos que as pessoas que desculparam esses e outros horrores, ou melhor, que aprovaram esses horrores – que admiraram alguém como Pasteur, e que nunca disseram nem uma palavra sequer contra outros, como Claude Bernard ou, neste século, Pavlov – quando lembramos que essas pessoas tiveram o descaramento de serem juízes em 1945, 1946 e 1947, e que, com o consentimento do mundo, sentenciaram à morte os médicos alemães, justa ou injustamente acusados de terem realizado experimentos muito menos cruéis a inimigos ativos ou potenciais de tudo o que eles amavam e defendiam, então é um nojo a profundidade de hipocrisia que a humanidade tem alcançado em nossa época. Porque nunca antes, talvez, tal exposição teatral de indignação sobre determinados atos de violência tenha caminhado de mãos dadas com uma tolerância universal de atos de violência muito mais horríveis.

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O mito de Charles Manson como Jesus Cristo

manson jesuscristo O mito de Charles Manson como Jesus Cristo

Um mito comum sobre Charles Manson é que para os seus supostos “seguidores” ele seria uma reencarnação de Jesus Cristo. Todos que sabem o mínimo sobre Manson ouviram falar disso – isso se confirma pelos comentários postados pelos visitantes desse website. Essa questão foi levantada pelo promotor Vincent Bugliosi durante o julgamento, e usada contra Manson para convencer o júri que o condenou. Mas isso não é verdade. Trata-se apenas de mais um mito, uma mentira perpetuada pela mídia sensacionalista americana e, em seguida, pelo Ministério Público também. Essa mentira apareceu no livro “Helter Skelter”, escrito pelo promotor que condenou Manson, e a partir de então se tornou conhecida entre os leigos como uma verdade.

Charles Manson tem uma explicação clara sobre a forma como ele se tornou conhecido como Jesus Cristo: “Eu costumava andar com esse cara chamado Christopher Jesús. Ele era conhecido como Jesus, mas nós o chamávamos de “Zero”. E os policiais tinham uma lista de quem era quem (eles estavam investigando acusações de incêndio e roubo de veículos), e eles vieram até mim e perguntaram se eu era Jesus [procurando pelo Christopher Jesús]. Eu disse: ‘Não, meu nome é Manson’. E eles disseram: ‘Isso mesmo, você é ele. Manson, o filho do homem, você é ele’. E assim, quando eles me registraram na prisão eles me autuaram com o nome Jesus Cristo”.

Manson contou essa mesma história muitas vezes durante as últimas décadas. É necessário entender que as pessoas que alegavam que ele se auto-intitulava Jesus Cristo não eram pessoas que conheciam Manson por muito tempo. Algumas delas o conheciam apenas há alguns meses, e após os assassinatos em que estavam envolvidas elas simplesmente fugiram: Krenwinkle para o Alabama, Kasabian para New Hampshire, Watson para o Texas e Atkins para outra localidade na Califórnia. É interessante notar que são as histórias dessas pessoas que mudaram vez após vez com o passar de todos esses anos, e não a versão de Manson. É dito que se você achar que alguém pode estar mentindo, basta repetir a mesma pergunta várias vezes. Se a história mudar, as chances são boas de que é tudo mentira.

Outros membros da suposta “Família Manson”, como Steve Grogan e Poston Brooks, confirmam que Manson nunca disse que ele era Jesus Cristo, mas que eles haviam testemunhado Manson fazer coisas que eles julgavam que apenas Jesus seria capaz de fazer. Grogan contou um caso em que Manson uma vez trouxe um pássaro de volta à vida. Poston disse que Manson apenas dizia coisas como “eles me crucificaram” e “eu estava naquela cruz”, com relação a seus anos de detenção. No entanto, Manson ainda fala coisas assim hoje, obviamente em metáfora.

Em seu livro de 1979, “My life with Charles Manson” (“Minha vida com Charles Manson”, em português) Paul Watkins afirmou que Charles Manson, na verdade, ficou chateado quando as meninas começaram a dizer às pessoas que ele era Jesus Cristo. Segundo mais esse membro da suposta “Família Manson”, o título de Jesus Cristo era algo dado a Manson pelas meninas, sem a aprovação do próprio Manson.

E de fato, a maioria das meninas sempre declarou que Manson nunca disse que ele era Jesus Cristo, mas que elas o viam como Deus ou algo semelhante. Susan Atkins foi a primeira a sair dizendo a todos que ele era Deus e Jesus Cristo. Na realidade, foi ela quem batizou Manson dessa forma. Em uma entrevista em 1978, ela diz: “Ele, pessoalmente, nunca se chamou de Jesus Cristo. Ele apenas representava uma pessoa que era como Jesus Cristo para mim”.

Em seu livro publicado em 1978, intitulado “Child of Satan, Child of God” (“Criança de Satã, Criança de Deus”, em português) Susan Atkins menciona duas vezes o seguinte:

Página 87:
“Eu ansiava por ver Charlie. Eu caminhei para fora do ônibus. Charlie estava lá, sozinho. Ele estava vestido com uma longa túnica branca. Eu soube imediatamente que ele poderia ser o próprio Deus; se não, ele era algo perto disso”.

Página 92:
“Os homens se agrupavam em torno dele. Eu contei: havia doze homens. Com seu cabelo longo e barba, os olhos olhando fixamente de rosto em rosto, ele parecia Jesus falando aos seus doze apóstolos. O pensamento simultaneamente me espantou e me emocionou. Foi quando eu senti que ele poderia ser Jesus Cristo”.

Enfim, Susan Atkins foi quem deu início a essa história de que Charles Manson poderia ser Jesus Cristo. Ao que tudo indica, algumas das meninas gostaram da idéia dela – por motivos variados, que vão desde simples brincadeira até realmente a crença em tal coisa. Também foi Atkins quem vendeu a Vincent Bugliosi, o promotor que condenou Manson, esse mito. E como sabemos, foi com o livro de Bugliosi que essa história se tornou conhecida por todos.

Os fatos e as evidências estão disponíveis para todos. Quanto a essa questão de Charles Manson se considerar uma reencarnação de Jesus Cristo, se trata apenas de mais um mito – mais uma fantasia vendida sob o título de “Helter Skelter”, a obra de ficção do promotor Vincent Bugliosi.

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[Savitri Devi - "O Relâmpago e o Sol"] (8)

Abaixo, a oitava postagem da tradução em desenvolvimento do livro “O Relâmpago e o Sol”, de Savitri Devi – cortesia da ATWA Brasil.

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Quanto à violência que é usada para avançar os objetivos de guerra das forças da morte, ela é e sempre foi de dois tipos: por um lado, dirigida contra a própria Vida – primeiro, contra toda a inocente Natureza, e então contra os interesses vitais da alta humanidade, em nome do “plano comum” – e, por outro lado, contra os homens em particular que, cada vez mais conscientes da realidade trágica dessa idade da escuridão, adotam uma posição em favor do reconhecimento dos valores eternos da Vida e do restabelecimento da ordem de acordo com a sua verdadeira e eterna base.

De fato, na tentativa de trazer o triunfo da desintegração lenta, mas constante, da cultura, a violência é cada vez menos necessária. O mundo evolui naturalmente para a desintegração, com um ritmo cada vez mais acelerado. Poderia ter sido necessário, uma vez, empurrá-lo desfiladeiro abaixo. Mas isso não tem mais sido necessário, há séculos. O mundo caminha sobre a sua própria destruição, sem ajuda. Nesse sentido, portanto, os guerreiros da desintegração desfrutam de uma tarefa fácil. Eles só têm de seguir e enaltecer as tendências viciosas da maioria cada vez mais desprezível dos homens para se tornarem os queridos do mundo. Mas, em sua guerra contra os poucos, mas mais conscientes e práticos expoentes dos valores mais elevados – os defensores da hierarquia natural das raças; os adoradores da luz, da força, da juventude – eles são (e estão vinculados a ser) cada vez mais violentos, ou melhor, mais e mais implacavelmente cruéis. O ódio deles cresce enquanto a história se desenrola, como se eles soubessem – como se eles sentissem, com a agudeza da percepção física – que cada uma de suas vitórias, espetaculares como possam parecer, os traz para mais perto da queda final redentora na qual eles se encontram vinculados a perder, e da qual seus superiores, agora perseguidos, serão obrigados a emergir como os líderes da Nova Era – os super-homens, no início do próximo ciclo de tempo – mais do que nunca como deuses. O ódio deles cresce, e sua ferocidade também, com a aproximação da queda redentora e, junto com ela, o alvorecer da Nova Ordem universal, tão inevitável como a chegada da primavera. Como a história dos últimos anos tem mostrado – como a história da escura Europa (e dos orgulhosos, mas pobres japoneses) mostraria hoje, se apenas os seus horrores escondidos fossem revelados – nada é pior em termos de violência do que a perseguição dos melhores homens e mulheres do mundo pelos agentes das forças da morte, nesse último período da “Era das Trevas”. Assim como as crianças da Luz, esses também – embora por motivos contrários – agem sob a pressão inflexível do tempo. Eles têm poucos anos para tentar acabar com a eterna ideologia divina; para esmagar o máximo de seus adeptos que puderem, antes de serem, eles próprios, transformados em pó em uma guerra fratricida de demônios contra demônios.

Eles estão com pressa – não como a heróica elite, por impaciência generosa; não por um desejo de ver a “Era da Verdade” ser restabelecida antes de seu tempo, mas apenas por uma luxúria febril; por uma vontade de roubar do mundo, para si mesmos, todas as vantagens materiais e todas as satisfações da vaidade que forem possíveis, antes que seja tarde demais. E conforme o tempo passa, essa pressa se transforma em delírio. O único obstáculo em seu caminho que ainda os desafia – que irá sempre desafiá-los, até o fim – é precisamente essa elite orgulhosa a qual o desastre não desanima, a qual a tortura não pode quebrar, a qual o dinheiro não pode comprar. Consciente ou inconscientemente, sejam eles próprios completamente maus, ou apenas cegos por uma estupidez inata, os agentes da desintegração guerreiam contra os homens de ouro e aço com uma fúria infernal, sem esmorecer.

Mas deles não é a violência franca e desavergonhada dos inspirados idealistas que lutam para trazer de volta, rapidamente, a elevada ordem sociopolítica que é boa demais para o mundo indigno de sua época. A deles é um tipo de violência covarde, safada, escondida, mais e mais eficaz por ser, do lado de fora, mais enfaticamente negada, tanto pelos miseráveis que a aplicam ou aceitam, como pelos estúpidos bem-intencionados que realmente acreditam que tal coisa não exista. Ela é motivada por sentimentos que não se pode apresentar, mesmo em um mundo degenerado, sem correr o risco de derrotar o próprio propósito: por puro ódio, enraizado na inveja – o ódio dos fracos inúteis com relação aos fortes, por não outro motivo senão por eles serem realmente fortes; o ódio das almas feias (encarnado, mais frequentemente, em corpos não menos feios) com relação aos de grande beleza natural; com relação à nobre, magnânima, abnegada, e real aristocracia do mundo; o ódio do infeliz, e mais ainda, do tedioso – daqueles que vivem apenas por seus bolsos, e não têm nenhum motivo para morrer – com relação àqueles que vivem, e estão prontos para morrer, por valores eternos. Assim é, cada vez mais, a violência generalizada dos nossos tempos, cada vez menos reconhecida, em seu disfarce sutil, até mesmo para as pessoas que realmente sofrem com ela.

Os povos da antiguidade sabiam melhor do que nossos contemporâneos sobre quem eram seus amigos e quem eram seus inimigos. E isso é natural. Em um mundo correndo para sua perdição, é natural o aumento da ignorância – a ignorância precisamente dessas coisas que se deve conhecer melhor para sobreviver. Os antigos sofriam, mas sabiam a quem amaldiçoar. Os homens e mulheres modernos, como regra, não sabem; realmente não se importam de saber; são preguiçosos demais, cansados demais, próximos demais do fim do seu mundo para se darem ao trabalho de questionar qualquer coisa seriamente. E os malandros espertos, eles próprios os autores de todo esse mal, os incitam a jogar a culpa sobre as únicas pessoas cuja infalível sabedoria e amor poderiam tê-los salvado, se eles quisessem ter sido salvos; sobre essa elite odiada que se posiciona contra a corrente do Tempo, com a visão do glorioso novo Início por trás da desgraça do mundo atual, clara e brilhante diante de seus olhos. A totalidade do montante de baboseiras escritas e contadas desde o final da Segunda Guerra Mundial (e mesmo antes do seu final, nos jornais e nas estações de rádio controladas pelos Poderes Democráticos) sobre os sofrimentos dos povos europeus, é o exemplo flagrante mais recente desta campanha sistemática de mentiras, mais e mais comum na medida em que as forças da desintegração se tornam, com o tempo, mais bem sucedidas e secretas. A Europa está em ruínas – consequência de seis anos de bombardeamentos desumanos. As Nações Unidas fizeram o bombardeio, a fim de acabar com o Nacional-Socialismo – a única coisa que poderia ter restaurado a ordem e a sanidade na Europa, se o altruísmo absoluto, combinado com genialidade, fosse capaz de virar a maré do tempo em um mundo condenado. E agora as pessoas dizem que o Nacional-Socialismo é responsável por todos os males que os bombardeios tenham causado, e que o seu inspirador fundador é o maior egoísta megalomaníaco que já pisou nesta terra. Algumas pessoas acreditam nisso – até mesmo na Alemanha; ou estavam preparadas para acreditar em 1945, antes que tivessem um gosto do substituto que as democracias lhes ofereceriam no lugar do regime muito criticado. A maioria das pessoas acredita nisso no resto da Europa. Os vilões insidiosos, completamente desonestos com relação à violência, que definiram o tom dessa propaganda, têm uma tarefa fácil: eles trabalham no sentido do Tempo: para a desordem, levando à desintegração; para a destruição de tudo o que ainda é forte e valioso no momento presente da humanidade; de tudo o que é destinado a sobreviver, apesar de tudo, a vinda da destruição. E eles exploram muito as características de uma época decadente: o ódio de toda a disciplina óbvia e de toda a liderança visível e tangível (e responsável), aliado à crescente arrogância, aumentando a imbecilidade, e, conseqüentemente, aumentando também a ingenuidade.

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 [Savitri Devi   O Relâmpago e o Sol] (8)

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Presidente Obama é convocado pela libertação de Charles Manson

manson libertacao Presidente Obama é convocado pela libertação de Charles Manson

Nessa batalha de ATWA pela libertação imediata de Charles Manson – em função de seu julgamento inconstitucional – a grande notícia da semana é que o notório advogado Giovanni Di Stefano, que embarcou com ATWA nessa missão, enviou um pedido formal para o presidente americano, Barack Obama, pela comutação imediata da pena de prisão perpétua de Charles Manson.

Em uma carta enviada para o presidente Obama, Di Stefano menciona a Constituição dos Estados Unidos, que afirma que o presidente “tem o poder de conceder adiamentos e perdões por delitos contra os Estados Unidos”. A Suprema Corte dos Estados Unidos interpretou essa linguagem para incluir o poder de conceder perdões, perdões condicionais, comutações de penas, comutações de sentenças condicionais, remissão de multas e confiscos, e anistias.

O advogado também menciona algumas das frases de Manson usadas em seu julgamento:

“Eu nunca matei ninguém e eu não pedi para que ninguém fosse morto. Talvez eu tenha sugerido que eu era Jesus Cristo em algumas ocasiões para algumas pessoas, mas eu ainda não decidi o que eu sou ou quem eu sou”.

“Se vocês me colocarem de volta na penitenciária, isso não significaria nada, porque vocês mesmos me expulsaram de lá na última vez. Eu nunca pedi para ser libertado. Eu gostava de lá porque eu gosto de mim mesmo”.

“Eu não me lembro de ter dito: ‘Peguem uma faca e vão fazer o que Tex mandar’. E eu não me lembro de ter dito: ‘Peguem uma faca e vão matar o xerife’. De fato, eu me sinto mal quando alguém mata cobras ou cachorros, gatos ou cavalos. Eu nem sou capaz de comer carne – para você ver o quanto eu sou contra matar”.

O requerimento de Di Stefano enviado ao presidente Obama também afirma que o júri pode ter sido influenciado pelo artigo de primeira página do jornal Los Angeles Times, com a manchete “Manson culpado, declara Nixon” – o então presidente dos Estados Unidos. De fato, essa manchete virou o caso do avesso, uma vez que o presidente americano julgou Manson culpado antes mesmo do início da fase de defesa do julgamento.

O documento também questiona a principal testemunha do caso contra Manson, Linda Kasabian: “Afigura-se de uma profunda revisão das evidências de que a testemunha, de fato, participou ativamente dos assassinatos, e indícios sugerem que o procurador estava ciente de tal, mas em sua busca por uma condenação ele tomou a decisão de ignorar o fato mais importante do caso”, diz a carta.

Esse é mais um episódio da batalha pela libertação imediata de Charles Manson.

 Presidente Obama é convocado pela libertação de Charles Manson

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[Savitri Devi - "O Relâmpago e o Sol"] (7)

Abaixo, a sétima postagem da tradução em desenvolvimento do livro “O Relâmpago e o Sol”, de Savitri Devi – cortesia da ATWA Brasil.

orelampagoeosol logo [Savitri Devi   O Relâmpago e o Sol] (7)

Apenas uma “Era da Verdade”, em que tudo é como deveria ser – um mundo no qual a ordem social e política na Terra é uma réplica perfeita da eterna Ordem da Vida – pode ser não-violenta. E nas lendas eloqüentes de todas as nações antigas, a sociedade ideal, no alvorecer do tempo, é dita ter sido naturalmente assim. Havia, então, nada a ser mudado; nada para que derramar o próprio sangue ou o de outras pessoas; nada a fazer, senão desfrutar em paz a beleza e as riquezas da Terra iluminada pelo Sol, e louvar os deuses sábios – os “devas” ou os “resplandecentes”, como os arianos antigos os chamavam – reis da terra no verdadeiro sentido da palavra. Cada homem e cada mulher, cada raça, cada espécie estava, então, em seu devido lugar, e toda a divina hierarquia da Criação era uma obra de arte para a qual e da qual não havia nada para adicionar ou tirar. A violência era impensável.

A violência se tornou uma necessidade a partir do momento em que a ordem sociopolítica do mundo deixou de ser o reflexo sem distorções da Ordem cósmica eterna; a partir do momento em que um espírito centrado no homem, exaltando indiscriminadamente toda a humanidade em detrimento da vida gloriosa da Natureza, em um lado, e assim também os indivíduos naturalmente superiores e as raças naturalmente privilegiadas, por outro lado, foi erguido, em oposição à Tradição de vida que esteve permitindo, por sabe-se lá quantos milênios, a hierarquia harmoniosa e divinamente ordenada dos povos, espécies animais e variedades vegetais; a partir do momento em que uma tendência viciosa pela uniformidade – levando à desintegração – se instalou, em oposição à Unidade primordial da diversidade, infinita e disciplinada. A partir desse momento, repetimos, a violência tornou-se a lei do mundo, para o bem e para o mal. A única maneira de evitar fazer uso dela seria, de agora em diante, ou se isolar completamente do mundo como ele é, virar as costas à vida e seguir em frente em um tempo artificial, como um sonho – a ilusão de uma ilusão – ou então, viver fora do tempo completamente. Muito poucos indivíduos eram suficientemente tolos para optar pela primeira opção, e menos ainda suficientemente desenvolvidos e, ao mesmo tempo, suficientemente indiferentes, para adotar a segunda.

Mas a violência não é uma coisa ruim em si mesma. Verdade, ela se pôs como uma necessidade apenas depois que o mundo havia se tornado, em grande medida, “ruim” – infiel ao seu arquétipo atemporal; não mais em sintonia com o sonho criativo da Mente universal, que uma vez ele expressou. O próprio surgimento da violência era um sinal de que a “Era da Verdade” havia sido irremediavelmente fechada; que o processo de queda da história estava ganhando velocidade. No entanto, a violência não pode ser julgada independentemente de sua finalidade. E o propósito é bom ou ruim; valioso ou não. Ele é valioso quando aqueles buscam fazê-lo, não apenas desinteressadamente – sem nenhum desejo primordial de glória pessoal ou felicidade – mas também de acordo com uma ideologia que expresse a verdade impessoal e atemporal, mais-que-humana; uma ideologia enraizada na clara compreensão das leis imutáveis da vida, e destinada a apelar a todos aqueles que, em um mundo em queda, ainda mantêm dentro de seus corações um desejo invencível pela Ordem perfeita como ela realmente era e será novamente; como ela não poderia deixar de ser, no início de cada retorno do ciclo do tempo. Qualquer finalidade que seja inteligente, e objetivamente consistente com os objetivos de guerra das imortais Forças da Luz na sua luta eterna contra as Forças das Trevas, isto é, da desintegração – aquela luta ilustrada em todas as mitologias do mundo – esse propósito, eu digo, justifica qualquer quantidade de violência altruísta. Além disso, enquanto a “Era das Trevas” em que estamos vivendo continua, mais e mais escura e mais e mais feroz ano após ano, torna-se cada vez mais impossível de evitar o uso da violência a serviço da verdade. Nenhum homem – nenhum semi-deus – pode trazer, nos dias hoje, mesmo uma quantidade relativa de ordem real e de justiça a qualquer área do globo, sem o uso da força, especialmente se ele tem apenas alguns anos à sua disposição para tentar fazê-lo. E, infelizmente, quanto mais o mundo avança na era atual das maravilhas técnicas e humilhação humana, mais os grandes homens de inspiração são submetidos ao fator do tempo, assim que eles tentam aplicar seus elevados conhecimentos intuitivos da verdade eterna para a solução de problemas práticos. Eles são forçados a agir, não apenas por completo, mas também rapidamente, se não quiserem ver as forças da desintegração acabar com seu inestimável trabalho. E, gostem ou não, por completo e rapidamente significa, quase inevitavelmente, agir com violência firme. Pode-se dizer, com mais e mais certeza enquanto a “Era das Trevas” avança, que os homens-deus de ação são derrotados, pelo menos por enquanto, não por terem sido cruéis demais (e, portanto, por terem despertado contra si mesmos e suas idéias e seus colaboradores a indignação das “pessoas decentes”), mas por não terem sido cruéis o suficiente – por não terem matado os seus inimigos em fuga, até o último homem, na breve hora do triunfo; por não terem silenciado tanto os milhões de hipócritas como os seus mestres, os produtores de contos de atrocidades, com violência mais substancial, e extermínios mais completos.

Sendo assim, é evidente que condenar a violência indiscriminadamente é condenar a própria luta das Forças da Vida e da Luz contra as Forças da Desintegração – luta essa, cada vez mais heróica e desesperada, também, enquanto o mundo corre em direção a seu fim. É condenar essa luta que, em cada uma das suas longas e variadas fases, e até mesmo através de desastres temporários, tem assegurado para o mundo, além de seu merecido castigo, o glorioso novo Início, que poucos merecem. Dentro das amarras do tempo, especialmente dentro desta “Kali Yuga”, não se pode ser sempre não-violento, sem contribuir, voluntariamente ou involuntariamente, consciente ou inconscientemente, para o sucesso das Forças da Desintegração; das que chamamos de forças da morte.

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 [Savitri Devi   O Relâmpago e o Sol] (7)

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Algumas contradições sobre quem é Charles Manson

manson hollywood Algumas contradições sobre quem é Charles Manson

Considerando os esforços recentes e as boas notícias quanto à possibilidade da libertação de Charles Manson após esses 42 anos de detenção ilegal (leia sobre isso aqui), é oportuno destacar as mentiras e fabricações elaboradas pelo promotor que condenou Manson em 1969, Vincent Bugliosi. Uma dessas falsas afirmações faz parte do perfil de Manson que Bugliosi criou para o júri popular que veio a condená-lo.

No tribunal, Bugliosi alegou que desde o primeiro minuto que Charles Manson foi libertado da prisão de Terminal Island, em 1967, ele estava “cheio de ódio pela humanidade”, e seu propósito era viajar até São Francisco para decidir qual seria o seu “alvo”. O fato de que Manson realmente pediu aos oficiais da prisão de Terminal Island para não ser libertado foi usado por Bugliosi para justificar esse “ódio” que Manson estaria sentindo. Na realidade, Manson pediu para continuar preso alegando o seguinte: “Não conheço ninguém lá fora, e não conheço aquele mundo. Todos os meus amigos estão aqui. Esse é o meu lar”. Simples assim.

De qualquer maneira, nada do que veio à tona sobre Manson desde então (por exemplo, documentos, palavras em áudio, entrevistas) apóia essa teoria de Bugliosi. Em primeiro lugar, a primeira menina que Manson conheceu ao sair de Terminal Island, Mary Brunner, decidiu viver com ele por sua espontânea vontade, assim como todos aqueles que se tornaram erroneamente conhecidos como “seguidores” de Manson. Se essa palavra deve ser usada, então eram eles que o seguiam, e não Manson que os forçava de qualquer maneira ou os “programava”, como Bugliosi também afirmou.

Todas as informações que existem sobre Charles Manson nesses primeiros anos fora da prisão (1967 e 1968) indicam que ele era um homem muito calmo e cheio de amor. Bugliosi criou a percepção de que Manson é racista (e para os ignorantes, a suástica em sua testa serve de comprovação dessa acusação), mas existem inúmeras ocasiões nessa época em que Manson é abertamente anti-racismo (por exemplo, a entrevista para a Universal Studios em 1967). Quanto a isso, aqui está mais uma contradição do promotor: os supostos “seguidores” de Manson usavam muitas citações anti-racismo. Se eles estavam “programados” por Manson, então não seria essa postura anti-racismo também uma emulação do que Manson pensava e dizia? Mas toda a teoria de Bugliosi que convenceu o júri e condenou Manson está baseada no fato de que ele é racista. De fato, não faz nenhum sentido.

Em uma entrevista realizada com Manson na Universal Studios em 1967, quando ele estava gravando as canções que mais tarde iriam aparecer nos álbuns “Lie: The Love and Terror Cult” e “All The Way Alive” (note, por curiosidade, as iniciais de A-T-W-A nesse título), ele afirma que é “contra todos os tipos de guerra”. A postura documentada de Manson e as informações de seus amigos da época confirmam essa afirmação. Mas se ele era anti-guerras, como é que ele poderia estar tramando o início de uma guerra racial, como o promotor Bugliosi propôs? A questão é bem simples: a suposta guerra racial que Bugliosi tentou – e conseguiu – jogar sobre Charles Manson era um conflito armado que Manson comentou que havia ouvido falar sobre na prisão de Terminal Island. Tratava-se de um ataque que estava sendo planejado de dentro das prisões para muçulmanos negros atacarem civis brancos americanos do lado de fora. Esse ataque de fato aconteceu, em São Francisco em 1973, e tornou-se conhecido como “Zebra Murders” (em português, “Assassinatos da Zebra”).

Naturalmente, imagina-se que um homem “cheio de ódio pela humanidade”, “racista” e envolvido em maquinar uma “guerra racial” – como é o perfil de Manson criado por Bugliosi – falaria desses temas, ou ao menos mencionaria algo sobre isso alguma vez, quem sabe até em suas próprias músicas? Mas não. Nada registrado de Manson em seus anos fora da prisão (1967 – 1969) condizem com esse perfil criado pelo promotor. As suas músicas gravadas nessa época falavam sobre amor, sobre o deserto, sempre com o tema anti-guerra. As suas palavras registradas nessa época são todas anti-racismo, anti-violência, anti-ódio. Elas fazem todo o sentido se comparadas ao que os amigos de Manson da época falavam sobre ele, mas de forma alguma apóiam a teoria vendida por Bugliosi para o júri popular.

Enfim, para tudo nesse caso existe uma explicação clara e lógica. É incrível como a história mirabolante criada pelo promotor Vincent Bugliosi em seu livro best-seller “Helter Skelter” convence tanta gente, enquanto a história verdadeira, que é simples, clara e coerente, é conhecida por tão poucos. Ao que tudo indica, Manson estava mesmo certo quando sentou naquela sala de julgamento: o povo realmente estava à procura de mais um filme de terror de Hollywood, e Manson recebeu o papel de vilão.

 Algumas contradições sobre quem é Charles Manson

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