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Charles Manson: “Lei e ordem”

manson leis Charles Manson: Lei e ordem

“As leis se tornaram tão velhas, e tão fora de contexto com a realidade, porque foram escritas na época dos cavalos. As pessoas nunca haviam viajado a mais de 80 km/h – elas teriam que estar cavalgando a toda velocidade em uma descida para chegar a algo parecido com isso. Em outras palavras, levava um ano para sair de Nova Iorque e chegar à Califórnia. Levava dois ou três anos para navegar ao redor do mundo. Agora eles fazem isso em algumas horas. Eu quero dizer: pensando assim você sabe que a lei não pode funcionar. A sua Lei Internacional não está realmente cobrindo nada porque você não tem uma base de operação de leis. Você precisa de Um Governo Mundial se você quer correr atrás de lei e ordem. Hoje, lei e ordem não passam de um filme – e o custo de produção são as suas crianças. Você tem que trancar as suas crianças em creches e instituições para dar aos investigadores alguma importância, para assim eles poderem brincar com seus jogos de ego sobre ‘crimes’ que eles já institucionalizaram. Você vai ao México e outros países, e se você quebrar o que eles chamam de ‘lei’ eles simplesmente te matam. Então você tem que se lembrar disso: ‘os bandidos tinham-nos encurralados no forte’”.

- Charles Manson

 Charles Manson: Lei e ordem

© 2012 ATWA Brasil


Charles Manson: Confinamento solitário aos 77 anos

manson confinamento Charles Manson: Confinamento solitário aos 77 anos

Em 4 de outubro de 2011, oficiais da Prisão Estadual da Califórnia em Corcoran moveram Charles Manson para a Unidade de Habitação de Segurança (SHU), também conhecida como “cela solitária”.

Manson foi condenado a mais de um ano em confinamento solitário, com base na alegação de que estaria em posse de uma “arma letal”.

A suposta arma era uma haste de um par de óculos. Amigos de Manson reivindicam que essa decisão dos funcionários da prisão é mais um ato de discriminação, uma vez que o item em questão, embora tecnicamente uma violação de regras, é comumente modificado e utilizado como uma ferramenta de ofício pelos detentos – longe de ser uma “arma letal”.

No confinamento solitário (SHU), Manson é mantido em uma cela trancada durante 23 horas por dia, sem direito aos privilégios básicos dos detentos, tais como recebimento de pacotes, acesso ao telefone, visitas de contato, e interação com outros humanos. Considerando a sua idade avançada, amigos de Manson expressam grande preocupação com relação à sua saúde e bem-estar nessas condições.

Se você gostaria de protestar contra a sentença de Charles Manson de 15 meses de confinamento solitário, e expressar sua preocupação sobre as condições em que essa punição está sendo aplicada, você pode escrever uma carta para os funcionários públicos listados abaixo. As cartas devem ser enviadas por correio registrado.

Warden Connie Gipson
Counselor T. Wyman
CCI and Counselor Supervisor R. Broomfield

Para esses três funcionários acima, o endereço de envio é:

CSP-Corcoran
P.O. Box 8800
Corcoran, CA
93212
United States

A mesma carta também pode ser enviada para:

Office of the Ombudsman
Jean Weiss, Ombudsperson for CSP-Corcoran
1515 S Street, Room 124 South
Sacramento, CA
95811
United States

Aqui, algumas informações sobre o método de confinamento solitário usado nos Estados Unidos:

O confinamento solitário é amplamente visto como desumano, ineficaz, e como tendo devastadores efeitos físicos e psicológicos. Esse método de punição também viola a Convenção Europeia de Direitos Humanos.

Segundo as Nações Unidas, o isolamento é classificado como “tratamento cruel, desumano, degradante, como punição de tortura que causa severas dores físicas e mentais”. A ONU recomenda que “a prática deve ser usada apenas em circunstâncias muito excepcionais, como último recurso, e pelo mais curto período de tempo possível”. Nos dias de hoje, a ONU define um “confinamento solitário prolongado” como tendo um prazo superior a 15 dias, porque a partir desse momento “efeitos prejudiciais psicológicos devido ao isolamento podem se tornar irreversíveis”.

Para mais informações sobre essa forma de tortura, visitem os links abaixo:

The UN Human Rights Committee and Committee Against Torture

The National Religious Campaign Against Torture

American Civil Liberties Union

E para mais informações (ou esclarecimento de dúvidas) sobre como colaborar com relação ao atropelamento dos direitos de Charles Manson, envie um e-mail para a ATWA Brasil: contato@atwabrasil.com

 Charles Manson: Confinamento solitário aos 77 anos

© 2012 ATWA Brasil


Atualização sobre Charles Manson (10/10/2011)

manson 2010 Atualização sobre Charles Manson (10/10/2011)

Confirmamos que Charles Manson foi encaminhado para o regime de prisão solitária essa semana. As primeiras informações indicam que ele deverá permanecer segregado por um período de um ano, mas algumas condições podem reduzir esse tempo.

Caso Manson permaneça no regime de solitária até novembro de 2012, quando acontecerá a sua próxima audiência de liberdade condicional, ele será forçado a atendar a audiência com algemas nas mãos, pés, e torso.

Durante o período em regime de solitária, Manson não poderá receber visitas nem fazer ligações telefônicas. Ele poderá enviar e receber cartas, mas todas as correspondências serão copiadas e lidas pelos oficiais da prisão, e longos atrasos devem ser esperados.

Manteremos todos atualizados sobre novas informações.

 Atualização sobre Charles Manson (10/10/2011)

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Alimentos orgânicos: Uma escolha consciente por ATWA

atwa organicos Alimentos orgânicos: Uma escolha consciente por ATWA

Se você é capaz de fazer ao menos uma única coisa por ATWA; se você está preparado para dar um golpe certeiro contra as forças da morte e desintegração; se você está pronto para fazer ao menos uma única escolha consciente nessa guerra dos homens contra a perfeição da ordem natural de ATWA; então se alimente com produtos orgânicos. Nenhuma outra escolha pode representar mais benefícios para você, sua família, e para ATWA.

Há muitos benefícios que nascem dessa única escolha: você removerá do solo da Terra centenas de toneladas de produtos químicos perigosos, sintéticos, causadores de doenças, destruidores do meio ambiente. Todos os soldados de ATWA se tornarão imediatamente mais saudáveis – assim como nossas crianças, que são o futuro dessa guerra pela Vida.

Se assim for feito, nossas crianças serão mais inteligentes. Muitos estudos confirmam que esses produtos químicos reduzem a inteligência humana e dos outros animais. Ao consumi-los, estamos destruindo o nosso próprio futuro, trabalhando contra o instinto natural da sobrevivência.

Alimentos convencionais são piores para nós do que imaginamos. O governo responde aos problemas apenas após os erros se consolidarem, e é excessivamente influenciado por grandes empresas agrícolas, que também definem o caminho das pesquisas das grandes universidades. Esse ciclo mantém as pessoas longe da realidade.

Há evidências suficientes para sabermos agora que os produtos químicos sintéticos estão destruindo a nossa saúde e a nossa capacidade de reproduzir e, sendo assim, destruindo também a nossa capacidade de sobreviver como espécie. Produtos químicos agrícolas estão estatisticamente e significativamente implicados em causar todos os tipos de cânceres, problemas de comportamento, debilidades de atenção, hiperatividade, autismo, doença de Parkinson, a redução da inteligência, aumento de infertilidade, abortos, diabetes, e deformidades infantis, entre outros males.

Pesticidas usados na produção de alimentos comprovadamente causam uma ampla gama de efeitos adversos sobre a saúde humana e dos outros animais, incluindo lesões agudas e crônicas do sistema nervoso, danos aos pulmões e aos órgãos reprodutivos, disfunções do sistema imunológico, defeitos congênitos, e câncer. Esses efeitos podem se manifestar como efeitos tóxicos agudos, efeitos retardados, ou efeitos crônicos. Por sua vez, a indústria agrícola afirma que os resíduos de pesticidas em alimentos são inofensivos e regulamentados pelo governo.

Soldado de ATWA, você não precisa de um governo para orientá-lo. Você não precisa de um líder. Você tem as leis de ATWA – a perfeição da ordem natural. Dê um passo a caminho da sobrevivência, um golpe contra os inimigos da Vida – e saiba que você não está sozinho.

 Alimentos orgânicos: Uma escolha consciente por ATWA

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Charles Manson e a negação dos seus direitos constitucionais

manson constituicao Charles Manson e a negação dos seus direitos constitucionais

Aqui, alguns trechos da Constituição dos Estados Unidos da América.

Destacado em negrito, você encontrará um pouco da “liberdade”, “igualdade”, “democracia”, e “justiça” que Charles Manson foi privado desde 1969.


Artigo V

Ninguém será detido para responder por crime capital, ou outro crime infamante, salvo por denúncia ou acusação perante um Grande Júri, exceto em tratando de casos que, em tempo de guerra ou de perigo público, ocorram nas forças de terra ou mar. ou na milícia, durante serviço ativo; ninguém poderá pelo mesmo crime ser duas vezes ameaçado em sua vida ou saúde; nem ser obrigado em qualquer processo criminal a servir de testemunha contra si mesmo; nem ser privado da vida, liberdade, ou bens, sem processo legal; nem a propriedade privada poderá ser expropriada para uso público, sem justa indenização.

Artigo VI

Em todos os processos criminais, o acusado terá direito a um julgamento rápido e público, por um júri imparcial do Estado e distrito onde o crime houver sido cometido, distrito esse que será previamente estabelecido por lei, e de ser informado sobre a natureza e a causa da acusação; de ser acareado com as testemunhas de acusação; de fazer comparecer por meios legais testemunhas da defesa, e de ser defendido por um advogado.

Artigo XIV

Seção 1. Todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos, e sujeitas a sua jurisdição, são cidadãos dos Estados Unidos e do Estado onde tiver residência. Nenhum Estado poderá fazer ou executar leis restringindo os privilégios ou as imunidades dos cidadãos dos Estados Unidos; nem poderá privar qualquer pessoa de sua vida, liberdade, ou bens sem processo legal, ou negar a qualquer pessoa sob sua jurisdição a igual proteção das leis.


E se as leis foram quebradas para um, as leis serão quebradas para todos. Enquanto Charles Manson não tiver os seus direitos constitucionais, não haverá direitos para ninguém.

 Charles Manson e a negação dos seus direitos constitucionais

© 2011 ATWA Brasil


ATWA Brasil responde: “A questão humana e o anarquismo”

atwa anarquiaveganismo ATWA Brasil responde: A questão humana e o anarquismo

Desconheço a origem do seguinte artigo, uma vez que o mesmo foi republicado em diversos websites de mesma orientação, e em todos os casos sem um nome que se responsabilizasse pela autoria. Isso não é um problema, mas é importante enfatizar que essa resposta da ATWA Brasil, portanto, não é endereçada a uma pessoa específica, mas sim ao coletivo das pessoas que têm interesse pelo respeito ao todo da vida.

O artigo é intitulado “A questão humana e o anarquismo”, e procura dar uma luz à questão da ideologia vegana com relação ao papel do homem nessa equação. São eles os animais, somos nós, os somos todos animais? E se somos todos animais, como lidar com isso? São questões importantes, uma vez que se pode dizer que a ética antropocêntrica é o provavelmente o maior inimigo das coisas vivas desse planeta.

O problema que a ATWA Brasil avista no diálogo do citado artigo é a questão do anarquismo, que nesse caso aparece associado à questão de respeitar o reino animal – do qual nós fazemos parte. Em uma crítica à autonomia do Estado, que segue em paralelo à questão da objetificação do homem nesse debate moral sobre a ética do veganismo, o artigo propõe uma “abordagem anárquica, ou seja, anti-coercitiva e libertária”. E nisso nasce outro problema.

O citado artigo afirma:

“O Estado exerce, por definição, forças coercitivas sobre determinada sociedade. Sua legitimidade, contudo, não é incontestável (apesar de pragmaticamente o ser). Qual é a legitimidade das leis que lhes são impostas sem sua participação em sua elaboração? Ao meu ver, teriam caso houve um deslocamento livre e de sua vontade para o campo de influência normativa desse Estado. Mas, e no caso de você simplesmente nascer lá?”

Em outras palavras, o artigo aponta uma falha da teoria democrática contemporânea (a ausência do indivíduo na elaboração de leis) para justificar uma não-relação pessoal com as leis que são impostas. Ele também enxerga um nível de legitimidade dessa ocorrência caso o indivíduo tenha escolhido migrar para tal Estado, mas não necessariamente se “simplesmente nasceu lá”. E a resposta para essa questão (uma delas), está no pensamento anárquico, nesse caso associado ao veganismo como explicado anteriormente.

Mas o caminho deve ser precisamente o contrário. A ordem natural deve ser a primeira lei. ATWA – ar, árvores, água, animais – o sistema de suporte de vida do nosso planeta, é fundamentado na ordem, na interdependência de todos os elementos com seus papéis igualmente importantes. Você perde uma dessas peças, você acaba por perder todas. Nada é mais característico da ordem do que a vida na Terra, e a anarquia é inimiga da ordem.

Uma vez que o indivíduo faz parte de uma área de influência política, ele tem seus direitos e deveres desse ambiente. Ele faz parte desse ambiente, e ele é responsável pelo caminho que esse ambiente trilha. Em uma democracia, o seu não-voto ou o seu voto para um ou outro candidato não altera em nada a sua responsabilidade pelo resultado das eleições e pelas leis que são elaboradas ou impostas a partir desse momento. Vivendo nesse ambiente, você tem um contrato de concordância com seja lá qual for o resultado de eleições ou passagem de leis, porque isso faz parte dos seus direitos e deveres. Sendo assim, o indivíduo é sim responsável por “leis que lhes são impostas sem sua participação em sua elaboração”, não importando o seu posicionamento ideológico.

A democracia exalta o poder do coletivo. Todos dividem os erros e acertos, igualmente, e são responsáveis por todas as decisões, também igualmente. Independentemente das suas orientações pessoais, você faz parte da solução e do problema. Nesse caso, a anarquia nada mais é do que uma extensão da democracia, uma vez que abre mais uma camada de “liberdade”, que pode ser também interpretada como “irresponsabilidade” pelas decisões que são tomadas. Em outras palavras, o indivíduo é posicionado ainda mais distante de onde as leis são impostas, e por estar mais distante, ele sente que pode caminhar sem dividir a responsabilidade com aqueles que elaboram as leis e ditam o caminho da nação.

A solução não está nesse caminho. É necessário olhar para o outro lado da cerca. Se o objetivo final é a natureza, então é imperativo reconhecer e se submeter à ordem natural. Tudo na sua forma original está em ordem, e a busca deve ser para resgatar essa ordem que a humanidade desequilibrou com as suas decisões coletivas.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Os anarquistas não ajudam a ordem. A maioria dos anarquistas são pessoas que não se encaixam. Eu sou um deles que não se encaixa, e gostaria de ter a liberdade para poder ser um anarquista. Mas com certeza não ajudaria ATWA. [...] Nós precisamos ter ordem se queremos que a Terra sobreviva.”

E Manson diz: “Vocês têm duas escolhas: anarquia e destruição, ou ordem e vida. E vocês podem ter ordem e vida como uma linda sinfonia, porque nós temos a capacidade de colocar a mente em ordem.”

O homem que procura trazer ordem para a Terra deve encontrar o seu centro no Sol. O homem deve render-se à ordem do universo e às leis da natureza, as leis da vida e da morte – os movimentos de uma roda. As estações e ciclos, fogo e gelo, luz e trevas, criação, destruição e a determinação de existir em harmonia com a lei.

Essa é a ordem de ATWA, a ordem natural, a ordem da vida. Se existe uma revolução a ser feita pelo homem, ela deve pelo resgate da lei. E o anarquismo é inimigo da ordem.

Para ler o artigo “A questão humana e o anarquismo”, clique aqui.

 ATWA Brasil responde: A questão humana e o anarquismo

© 2010 ATWA Brasil


ATWA e o Dia da Árvore

atwa diadaarvore ATWA e o Dia da Árvore

Nessa semana que marca a chegada da primavera no hemisfério sul, comemora-se no dia 21 de setembro o Dia da Árvore. A conscientização é aguçada nesse momento em que a natureza parece recuperar toda a vida que estava adormecida pelos dias frios de inverno. Apesar dos obstáculos, o ciclo da vida segue em frente, com ATWA ditando as leis.

Mas é irônico que o homem moderno tenha sentido a necessidade de nomear um dia especial para as árvores. Isso indica uma falta de conscientização geral sobre a importância desses seres vivos para a vida do próprio homem. Para que se tenha equilíbrio e justiça, todos os dias devem ser o Dia da Árvore. As árvores podem servir como analogia para a vida do homem – nos dão lições de como viver e aprender, e revelam o caminho para a harmonia. Chegar ao ponto em que o homem tornou-se cego quanto a isso, se sentindo portanto no direito de nomear o Dia da Árvore para os outros homens, é uma vergonha. Estamos caminhando às margens da ordem natural, contrariando as leis de ATWA.

Dos primeiros seres vivos do planeta, as árvores resistiram às mais diversas mudanças climáticas, renovando-se, transformando-se para poderem se adaptar a diferentes situações. São verdadeiros sobreviventes, porque nunca desviaram do caminho de ATWA. Apesar disso, hoje nós as forçamos contra uma nova transformação: a que realiza o suposto “progresso” da civilização humana.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Progresso? Não existe tal coisa como progresso. Existe apenas mudança. Você cava um buraco no chão, constrói uma cidade, luta uma guerra, e chama isso de progresso?”

De fato, o que o homem chama de “progresso” não passa de um estado de transformação. O homem está forçando uma mudança que tem suas origens em um pensamento afastado da ordem natural. Estamos fugindo do equilíbrio do todo da vida, e correndo atrás de um equilíbrio humano para todas as vidas. Trata-se de um crime contra esse planeta. ATWA dita as regras, e os vivos se adaptam. Mas agora, o homem quer ditar as regras? A cegueira do homem será capaz de destruir muito, especialmente ele mesmo, apesar de carregar para os túmulos do tempo muitas vidas inocentes. Mas como as coisas naturalmente são, e ATWA era ATWA antes de o homem ser homem, aqueles que caminham em harmonia com as leis naturais vencem.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Nós somos árvores. A nossa vida não está em nosso corpo. A nossa vida está nas árvores. É melhor deixar que os mortos enterrem os mortos, e subir nessa árvore – a árvore Manson – ou não haverá mais vida”.

E não existe paz sem justiça. Para se ter justiça, deve-se resgatar as consciências e organizá-las de acordo com a ordem natural – a Ordem de ATWA. Para resgatar as consciências, é necessário parar, e olhar para o passado. Encontrar onde o caminho tomou o rumo do erro é uma missão, e forçar a humanidade de volta para a roda da vida é a grande finalidade. Não existem dois. Todos são um. Ou todos vencerão, ou não haverá outros para ver quem perdeu.

Em mais esse Dia da Árvore, boa sorte para os homens.

 ATWA e o Dia da Árvore

© 2010 ATWA Brasil


A luta contra Belo Monte continua

atwa belomonte A luta contra Belo Monte continua

Essa semana, a Comissão Especial de Licitação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu o projeto de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (PA). Com isso, todas as etapas do projeto, inclusive o leilão, marcado anteriormente para a próxima terça-feira, dia 20, estão suspensas. Trata-se de uma pequena vitória para aqueles que respeitam a vida, mas as mentes do dinheiro certamente não desistiram e voltarão a atacar.

Em teoria, a usina de Belo Monte forneceria cerca de 6% da eletricidade total do país até 2014, mesmo ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol e apenas dois anos antes do Rio de Janeiro receber as Olimpíadas de 2016. Considerando o histórico problemático do país com relação ao fornecimento de energia, é fácil de compreender o desespero em ter o projeto de Belo Monte aprovado e em andamento. Acontece que essa motivação passou por cima dos direitos da vida em dois sentidos: 1) a falta de planejamento sobre os danos ao meio ambiente em desviar a naturalidade do fluxo da vida; 2) os direitos dos povos nativos daquele local.

Segundo o ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Mércio Gomes, a instalação de uma barragem antes da Volta Grande do Rio Xingu diminuirá o fluxo de água durante períodos de seca. Segundo Gomes, a diminuição da vazão do rio impedirá o tráfego fluvial, a proliferação de algas, reduzindo a reprodução de peixes utilizados como alimento ou para a venda, e ainda pode provocar o aumento de doenças causadas por insetos, como a malária, devido à formação de grandes poças d’água. “Com a intervenção, não vai ter um fluxo de água permanente do tamanho da largura do rio, que em várias partes chega a um quilômetro. Então, se só tivermos um filete de água, cobrindo apenas 50 metros [da largura do rio], teremos 900 metros de terra encharcada para os mosquitos crescerem. Ou seja, vai mudar a ecologia de toda aquela região”, destaca o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF). Isso se refere ao problema número um, mas a questão não pára nisso.

O projeto afetará “profundamente” as 15 etnias indígenas que vivem às margens do Rio Xingu, além de ribeirinhos. Gomes avalia que o projeto não foi negociado com os índios, que ainda não sabem exatamente quais serão os impactos da obra e como podem ser compensados. Até o momento foram constatadas 13 violações graves dos direitos humanos no processo da usina. Entre as violações está a do direito constitucional de consulta prévia, tendo em vista que os 24 grupos étnicos da Bacia do Xingu não foram ouvidos durante o licenciamento. Esse direito é conhecido como oitivas indígenas, e garantido por legislação brasileira e pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil em 2002.

Por sua vez, o atropelamento dos direitos dos índios representa também a negação da lei. A lei existe para manter a ordem. Se uma lei é quebrada por aqueles que instauraram tal lei, então isso abre o jogo para que todos nós brasileiros quebremos todas as leis, qualquer lei que seja imposta. É bom que isso fique claro: enquanto as pessoas assistem a tudo isso da distância das suas televisões, as próprias leis que garantem essa segurança em seus lares estão sendo destruídas. Nenhuma ação ocorre sem provocar uma reação. Em outras palavras, a distância física entre os seus lares e o crime que está para acontecer no Rio Xingu não lhes faz menos brasileiros e menos responsáveis. São as suas leis em jogo.

 A luta contra Belo Monte continua

© 2010 ATWA Brasil


ATWA e uma nova ética

atwa flor1 ATWA e uma nova ética

O texto abaixo foi escrito baseado em um comentário de J. Howard Moore, de 1907:

Os habitantes da terra são conectados uns aos outros pelos laços e obrigações de um parentesco comum. O homem é simplesmente um de uma série de consciências, diferindo em grau, mas não em espécie, dos seres abaixo, acima, e ao redor dele. A Grande Lei – “aja com os outros como você agiria com uma parte de você mesmo” – é aplicável a todos os homens, e não apenas aos homens, mas para todos os seres. Existe a mesma obrigação de agir com um alemão ou um japonês como se eles fossem uma parte do seu próprio organismo como a de agir da mesma forma com os norte-americanos ou ingleses. E, além disso, existe o mesmo motivo para agir dessa forma com cavalos, cães, gatos, aves, peixes, como há em agir assim com outros homens. Restringir a aplicação dessa moral tão completa para a espécie humana é uma prática ditada exclusivamente pelo egoísmo humano. A restrição é feita não porque é lógica, mas porque somos diminutivos – pensamos no mundo como se fosse nosso.

Como seria para algum grupo distinto dos habitantes de um mundo isolar-se eticamente dos outros, observando entre si uma conduta de acordo com essa Grande Lei, mas ignorando-a em sua conduta em relação aos demais, agindo com relação a todos os outros, embora esses outros sejam como eles em todos os aspectos essenciais, como se eles estivessem desprovidos de todos os direitos comuns e as sensibilidades de uma consciência comum? É imaginável que os homens teriam qualquer dificuldade em ver claramente a insustentabilidade de tal atitude? E ainda assim, seria tão lógico que qualquer outro grupo de animais fizesse isso quanto é para os homens fazê-lo. Fato é que as filosofias do mundo têm sido desenvolvidas por, e do ponto de vista de, uma única espécie, e elas ainda são gerenciadas e mantidas de acordo com o interesse dessa espécie.

A prática e a compreensão do que é conhecido como “moralidade” são tribais e antagônicas. Elas são herdadas, e não raciocinadas. Elas foram entregues a nós, e não geradas por nós. Elas surgiram como resultado da condição militante das coisas, no meio da qual, e em conformidade com, a vida que tem sido desenvolvida sobre a terra.

O ideal da obrigação social é maior do que a família e os amigos, maior que a cidade e o estado em que se nasce e cresce, maior do que a espécie. Não existe inimigo em qualquer lugar, nem mesmo no inferno, para o ser que é verdadeiramente moral – apenas irmãos. O coração universal é irmão além de todos os limites de forma, cor, arquitetura e acidentes de nascimento – em cada lugar onde estremece uma alma viva. A Grande Lei serve como a cura e consolo de todos. A obrigação moral é tão extensa quanto a capacidade de sentir.

O homem se definiu como o “paradigma da criação”. Isso é, claramente, uma avaliação exagerada. O homem não é mais que um modelo de animal quanto o universo é um modelo de universo. O homem é um fanático, e na sua concepção de si mesmo e em sua estimativa da importância relativa de si e dos outros, ele demonstra os pontos fracos da sua espécie. O tratamento do homem com os seus companheiros e, especialmente, a sua conduta em relação às formas de vida diferentes anatomicamente da dele, são de molde a carimbá-lo como sendo qualquer coisa outra, exceto um animal ideal.

Os seres humanos têm sido suficientemente ousados e dedicados uns aos outros ao ponto de evoluir para se tornarem os donos da Terra, mas em vez de reconhecer as suas responsabilidades e converterem-se em preceptores para as raças vencidas, como uma raça ideal teria feito, acabaram se tornando os destruidores do universo. Em vez de se tornarem modelos e mestres do mundo em que eles conquistaram, e se esforçarem para melhorar as naturezas defeituosas, e orientar aqueles por meio dos quais eles foram elevados em distinção, eles se tornaram os inimigos arrogantes, proclamando-se os animais de estimação da criação, e ensinando uns aos outros sobre outras raças, que não passam de enfeites para pastos, objetos de consumo ou passatempo para os homens.

Eles pregam que é a relação ideal entre seres associados que um pense e aja com outros como ele gostaria que os outros pensassem e agissem com ele. Esse ideal da integridade social foi descoberto dois ou três mil anos atrás, e tem sido ensinado pelos sábios da espécie desde então. Mas, na aplicação dessa regra, os seres humanos a restringem hipocritamente aos membros da sua própria espécie. Nenhum ser não-humano é inocente o suficiente, ou é suficientemente sensível ou inteligente, para se isentar dos males mais terríveis, se for por esses males que o conforto humano, a curiosidade, ou o passatempo sejam providenciados. A nossa própria felicidade, e aquela dos outros da nossa espécie, se presume ser tão relevante que nós sacrificamos sem hesitação os interesses mais sagrados dos outros, a fim de que os nossos interesses possam prevalecer. Até mesmo em troca de vaidades humanas, florestas são silenciadas e comunidades de seres vivos são transformadas em pilhas de mortos e moribundos. Seres lindos que povoam os bosques com música e juvenilidade são obrigados a partir desse mundo sem vida.

Apenas olhe para as cenas que encontramos em nossas cidades. Elas são arrepiadoras o suficiente para horrorizar qualquer ser com o mínimo de sensibilidade. Um exército de carniceiros com os pés no sangue, mergulhando suas facas contra a carne de outros seres vivos, que se contorcem e gritam, em vão; suínos desamparados, balançando por suas patas, com o seu sangue jorrando de suas jugulares cortadas; bois com os olhos inocentes olhando para o pólo mortal dos machados, e momentos depois, deitados sob o seu leito da morte; um ambiente em permanente rotatividade com os gemidos e gritos dos moribundos, ruas abarrotadas de funerais nunca concluídos; cadáveres pendurados por ganchos nas esquinas; e homens e mulheres que se vestem bem e vão orar e pregar, e depois sentam duas vezes por dia em suas casas e atacam os restos de alguma pobre criatura que foi assassinada anteriormente pelas suas próprias mãos ou pelas mãos de assassinos contratados. E o homem fala muito de violência e criminalidade, não é surpreendente?

Mortes, mortes e mais mortes – uma matança contínua, universal, por toda parte. Seria esse o universo modelo? Ou o animal modelo? Ou em algum momento da ética do homem algo seguiu por um caminho errado, em que a arrogância e o amor-próprio permitiram a abertura de uma guerra santa contra tudo o que é vivo? E pior do que isso – poucos no presente momento são capazes de perceber o que está acontecendo ao seu redor diariamente.

Basta lembrar, quando você se encarregar de suas tarefas diárias, onde quer que você esteja e não importando o que você estiver fazendo, que cada vez que o relógio tocar, 6500 vidas inteligentes, inocentes e altamente sensíveis tiveram suas cabeças esmagadas com machados e suas gargantas cortadas. E eles lutaram, se estremeceram, e viram o mundo desaparecer de seus olhos, aqui, no nosso mundo, no mundo que nós construímos. E lembre-se também que esse massacre terrível continua, e continua, e continua, dia após dia, mês após mês, ano após ano.

E aqueles que pregam e falam em nome da vontade de Deus, que seqüestram a autoridade divina, olham com indiferença e leviandade para essa realidade, uma hemorragia grande como os continentes. Essa fé não tem créditos para os homens que pensam.

Os homens e mulheres que têm responsabilidade pelos crimes comuns da nossa civilização fariam melhor ao parar de dar dinheiro para os missionários e pregadores e investir em si mesmos, porque cometem a cada dia de suas vidas crimes mais perversos do que aqueles que eles dizem condenar em suas escrituras. Deus tem pena desse mundo que o homem inventou.

Alega-se que o homem não pode ser constantemente humanitário, porque é necessário que ele explore os outros de várias maneiras a fim de suprir as suas necessidades e desejos. Esse é o contra-argumento mais comum com relação à crítica da ética humana. É o mais comum porque é o mais egoísta. Tão proeminente é o egoísmo da psicologia humana, e das filosofias que surgiram a partir dessa psicologia, que as acusações mais naturais e convincentes para qualquer proposição são aquelas solicitadas apelando para os instintos egoístas. A questão que surge na mente do homem comum, quando uma mudança no regime do mundo é sugerida para ele, não é o que vai ser o efeito da mudança sobre o universo, mas qual será o efeito sobre ele mesmo – sobre esse átomo do universo tão zelosamente separado do restante do todo da vida.

O homem tem sido assim por muito tempo, acostumado ao privilégio indiscutível da espoliação, se imaginando ser o centro de tudo o que existe no mundo. É por isso que quando uma hipótese surge que parece contestar essa condição, não importando a justiça da proposição quando vista de um ponto de vista imparcial, ela é imediatamente classificada como a alegação de um ingênuo, eliminada assim que é demonstrado ser capaz de interferir com a conveniência humana ou prazer.

Uma nova ética é necessária, e a nova ética do homem não nascerá daqueles que desfrutam das vaidades do presente. É imperativo se distanciar do modo de vida atual, olhar para dentro estando fora, e eliminar passo a passo o clico de hipocrisia, ódio e violência que domina a sociedade moderna. O paradoxo de condenar a violência, mas praticá-la todos os dias em casa, faz parte do desequilíbrio do aspecto de vida contemporâneo. Trata-se de uma realidade simples de compreender, e é a continuidade disso sem questionamento que condena o homem em todos os sentidos.

 ATWA e uma nova ética

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Charles Manson: O último filósofo

manson filosofo Charles Manson: O último filósofo

Abaixo, um artigo interessante publicado pelo filósofo americano Robert Mann. A tradução não está literal. Algumas alterações foram feitas para que o sentido do texto se tornasse mais claro.

“Ao ler livros como “O Estrangeiro”, o mais famoso romance de Albert Camus, ou os trabalhos de Sartre, eu nunca poderia entendia porque os escritores existencialistas aceitavam tantas sutilezas anglo-européias. Alguns até usaram suas reputações e assinaturas em apoio à moralidade de certas causas universais. Embora o retrospecto benéfico da história esteja do nosso lado agora, há um elemento desonesto em declarar a independência de Deus mas ainda respeitar tão estreitamente uma cultura judaico-cristã e o seu senso de moralidade.

Nietzsche trouxe o foco para as várias filosofias modernistas, não declarando que Deus está morto, mas apresentando o Übermensch, ou Super-homem. O divórcio de Deus era apenas parte da experiência pós-moderna – viver além de qualquer limite moral externo e responder apenas aos editais do ego individual marcava o potencial do homem moderno. Religião e códigos morais faziam parte do reino dos homens fracos, sem a força da ambição. Embora as palavras de Nietzsche tenham reverberado por gerações, a última década da sua vida foi vivida com humildade e uma doença mental grave, sob os cuidados de sua mãe e irmã.

Se houve qualquer encarnação do Übermensch ao longo da história do tempo, Charles Manson é certamente um deles. A internet está repleta de entrevistas de Manson, como a de 1988 com Geraldo Rivera, que culminou com a seguinte declaração de Manson: “Eu não quebro leis, eu faço as leis. Eu sou o legislador”. Os assassinatos que Manson observou e essa afirmação reflexiva representam um duplo “tiro ouvido pelo mundo inteiro” para a filosofia moderna. Primeiro, o Super-Homem de Nietzsche tomou uma forma humana. Depois, o pós-modernismo foi transferido da intelligentsia ao homem comum.

Enquanto eu aprecio meus estudos da faculdade de filosofia moderna do ponto de vista da arte e da evolução do pensamento, sempre houve a suspeita para a divisão entre pensar e viver. Não, não é necessário viver todos os nossos próprios pensamentos, mas projetar um paradigma para a existência vem com certas expectativas. Se uma definição de vida não pode ser adotada pelos seus defensores primários, talvez deva ser então reclassificada como algo menos grave ou, pelo menos, menos real.

Estas palavras não são de forma significava para lançar aspersão sobre a genialidade ou habilidades dos autores mencionados. A poesia de suas escritas e pensamentos tem uma beleza austera para qualquer leitor. É o fruto do seu trabalho acumulado, que convida as questões de autenticidade e de horror. Seja existencialista, pós-modernista, humanista secular, ou qualquer outro título relacionado, para o verdadeiro crente, Charles Manson é o escolhido.”

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 Charles Manson: O último filósofo

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As pessoas que mentem

manson33 As pessoas que mentem

“A opinião de um círculo de pessoas que mentem é apenas um monte de rostos vazios. Houve uma época em que as pessoas morriam antes de mentir, mas hoje em dia qualquer pessoa que é verdadeira é vista como um estúpido, um palhaço tolo, até mesmo pelos olhos das crianças. Mentir é o modo americano de vida, e em poucos anos tudo se tornou amargo. Nós esperamos que os criminosos mintam, mas apenas um criminoso honesto, que não mente, é capaz de fazer parte do crime. Em negócios com drogas e coisas assim, a sua palavra precisa ser boa, ou você morre. Por outro lado, para se tornar grande no governo e na política você precisa mentir. A coisa toda na política é enganar o público. Eu sabia quando Nixon disse ‘Eu não sou um criminoso’ que ele iria se esconder e jogar a culpa sobre os criminosos.

A justiça de Deus, a justiça do homem, e a justiça do dinheiro. As pessoas que fazem as regras as fazem porque elas passam as suas vidas correndo em círculos, quebrando essas leis. Elas quebram todas as leis que elas fazem, elas contam mentiras, enganações, e depois elas fazem tudo de novo e assim o vórtex continua. Se eu pudesse descobrir como as leis de visitação são, seria um truque interessante. Eu vejo alguns policiais por aí, mas é difícil achar um que me olhe nos olhos, e muito menos que converse comigo mais de 30 segundos. Medo e culpa nesse nível são muito altos. Eles me fazem parecer ruim para que eles possam parecer bons. Quantos mais erros eles cometem contra mim, mais eles acobertam tudo.

A justiça de Deus entra em cena, e eles tem acidentes com carros, pernas quebradas, ataques cardíacos, mas o dinheiro recruta mais uma leva de lavadores de prato e pessoas que são incapazes de fazer mais do que isso, e se eu lhe contasse as regras, até você chegar aqui eles já teriam mudado elas de novo, se eles não gostassem do seu chapéu, ou se os seus tênis fossem engraçados, ou qualquer outra besteira assim. Mas se você viesse, eu seria colocado em correntes, e passaria por onde os outros andam desacorrentados, levado por uma mocinha de um metro e meio que trabalha aqui há somente duas semanas, ou algo assim. A minha vida seria colocada na linha, levado em meio aos corredores abertos algemado. Ao mesmo tempo, eu sou mantido longe dos corredores abertos, e eles dizem que é porque eles temem pela minha segurança. Eles não esperam que todos se comportem de acordo com as leis – isso os deixaria sem emprego. Eles precisam de medo e crimes para oferecer proteção ao público. É você quem paga e precisa de proteção. E depois que eles mentem para vocês, e dizem o quão ruim eu sou, eles se sentem culpados, e pensam que eu estou indo atrás deles, e aí são eles quem precisam de proteção. Aí eu fico nervoso com as pessoas que pagam para os policiais me matarem para que elas possam se sentir seguras em suas próprias mentiras.

E isso continua em um ciclo até que eu seja morto, e aí todos vão para a igreja e dizem que Deus deu o seu único filho. Eles dizem que eles não mataram CM, porque foi o juiz quem fodeu com tudo em algumas regrinhas. Eu teria saído andando daquele tribunal, mas havia muito dinheiro para ser feito. E para condenar um babaca por 900 milhões de dólares eles venderam ao público esse homem louco, e me fizeram ser isso, e me destruíram. E na justiça de Deus isso retorna no círculo em que todos correm. As notícias têm todos me odiando e tentando me matar. Eu tenho sido a última galinha na fila, e toda vez que o círculo passa por mim, ele produz mais medo, mais culpa, e todas as regras são quebradas. Quando eu morrer, uma nova religião existirá, e o balanço da justiça não permitirá sobrar muita carne. A justiça dos homens foi perdida em troca da justiça do dinheiro, e quem não mentiria por 400 milhões de dólares? Um livro fez 12,50 dólares por cópia vendida, e vendeu 27 milhões de cópias, sem contar os filmes, etc. Se eu tivesse algum dinheiro, eu não estaria em uma jaula agora. Mas eles até fizeram leis falando que eu não posso fazer dinheiro.

-Charles Manson”

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© 2009 ATWA Brasil


Para todos os homens que têm uma mente própria

Abaixo, mais uma carta de Charles Manson. Essa carta é muito interessante, pois ela ilustra uma parte da filosofia de Manson que é muito citada por ele de diversas maneiras e normalmente compreendida de forma errada pela maioria. Lida com a sua percepção sobre o sistema penitenciário dos Estados Unidos, e a noção de que a Segunda Guerra Mundial não terminou. Para os que procuram entender Charles Manson, essa carta explica um pouco mais o significado da suástica cravada em sua testa.

manson mirror2 Para todos os homens que têm uma mente própria

“Eu gostaria de dizer isso para todos os homens que têm uma mente própria. Para todas as formas de vida inteligentes existentes neste Planeta Terra.

Eu realmente gostaria de dizer isso ao Rito Escocês, aos maçons e a todas as pessoas com as mentes que têm diplomas de conhecimento e estão conscientes dos tribunais, das leis, das Nações Unidas, dos governos.

Na década de 1940 nós tivemos uma guerra. Todas as nossas economias foram mobilizadas para os esforços dessa guerra. Essa guerra acabou-se, em um nível, mas nós não permitimos que ela acabasse em outros níveis. Nós continuamos a comprar e a vender essa guerra. Eu não estou trancado em uma penitenciária por crimes; eu estou trancado na Segunda Guerra Mundial. Estou trancado na Segunda Guerra Mundial com essa decisão de trazer isso ao Tribunal Mundial. Deve haver um único Tribunal de Justiça Mundial, ou nós todos seremos devorados pela criminalidade.

Crime, assim como a definição de criminalidade, vem de Nuremberg, quando os juízes decidiram que chamariam a Segunda Guerra Mundial de ‘um crime’. Mas honra e guerra não são crimes. Quando você vai para a guerra e você é um soldado, e você luta pelo seu Deus e pelo seu país, isso não é um crime. Isso é honroso. Isso é o que você precisa fazer para ser um homem. Se você não luta pelo seu Deus e pelo seu país, você não vale nada. Se você não tem honra, então você não vale nada.

A verdade é que nós temos que derrubar a decisão que foi feita na Segunda Guerra Mundial, ou a Segunda Guerra Mundial nunca vai terminar. Decretos da guerra foram escritos na Suíça, em Genebra. As conferências que foram feitas pelos homens das mesas claramente afirmam que seria concedido a qualquer homem em uniforme o respeito da sua posição de acordo com a hierarquia militar. Depois, quando os Estados Unidos venceram a guerra e colocaram todos os soldados alemães em algemas, eles começaram a quebrar as suas próprias regras. E eles têm quebrado as suas próprias regras desde então.

Guerra não é um crime. Mas se você julga guerra como um crime, estando sentado em uma mesa de um tribunal, então se vire. Se dois mais três é cinco, então três mais dois também é cinco. Se você diz que guerra é um crime, então o crime se torna a sua guerra.

Eu sou, segundo todas as normas, um prisioneiro de guerra. Eu sou um prisioneiro de guerra desde 1944, no reformatório juvenil, quando toquei fogo no prédio da escola em Indianápolis, Indiana. Eu estou trancado há 45 anos tentando entender como eu me tornei um criminoso. Não importa se eu quero ser… vocês têm que ter criminosos para que a guerra possa continuar, porque a economia se baseia nisso. Toda a economia é baseada em guerra. Vocês têm que tirar os seus dólares da guerra, tirar seu ouro e diamantes da guerra.

Vocês têm que derrubar essa decisão que enforcou seis mil homens. Vocês mataram seis mil soldados por terem obedecido às ordens. Isso é errado, e o mundo tem que aceitar que isso é errado.

Se vocês aceitarem que vocês estão errados, e vocês se desculparem por todas as coisas que vocês fizeram, então eu serei somente uma nota nesse acorde, e talvez nós possamos ter um pouco de harmonia nesse Planeta Terra.”

-Charles Mac Manson

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