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Confirmado: Matthew Roberts não é filho de Charles Manson

manson matthewroberts Confirmado: Matthew Roberts não é filho de Charles Manson

Vocês devem se lembrar da história sobre um suposto filho de Charles Manson, um tal de Matthew Roberts, que saiu dando entrevistas a revistas e tabloides buscando reconhecimento de ser filho do “homem mais perigoso vivo hoje”. No início de 2010, matérias sobre esse caso inundaram as publicações da mídia sensacionalista, inclusive no Brasil. A dúvida sobre a real paternidade desse artista de segunda categoria tornava o assunto interessante.

Mas finalmente, como prometido pela ATWA Brasil em fevereiro de 2010, mais essa mentira sobre Charles Manson foi desmascarada, de uma vez por todas. Não, Matthew Roberts não é filho de Charles Manson – nem biológico, nem de ego.

Durante os últimos dois anos Matthew Roberts tentou, de todas as maneiras, provar que ele era realmente um filho biológico de Charles Manson – fato curioso, uma vez que ao mesmo tempo ele se dizia “muito incomodado” com essa possibilidade. Matthew Roberts chegou a comprar cartas assinadas por Manson na Internet, e apresentá-las como se fossem cartas enviadas de Manson para ele.

Mas de uma vez por todas, esse assunto está encerrado: Matthew Roberts não é filho de Charles Manson.

Jason Freeman, um verdadeiro neto de Charles Manson, filho de Charles Manson Jr (que foi morto em 1993), concordou em ceder um teste de DNA para tirar a prova da busca de Matthew Roberts. Se os testes de DNA de Jason Freeman e Matthew Roberts mostrassem evidências de um parentesco comum, eles teriam cópias exatas do cromossomo Y. Isso poderia provar que ambos são descendentes de Charles Manson. O teste foi acompanhado de perto pela rede de notícias americana CNN, que depois veio a publicar um artigo sobre essa história. Foram 48 horas de espera para o resultado dos testes de DNA. Resultado: “Os dois homens não compartilham uma ascendência biológica comum”. Por fim, o drama de Matthew Roberts foi esclarecido: tratava-se apenas de mais uma pessoa oportunista, tentando se tornar famosa à custa da imagem de Charles Manson construída pela mídia americana.

Logo após a divulgação do resultado, Matthew Roberts disse: “Agora não tenho mais como saber quem meu verdadeiro pai é. Essa era a única pista que eu tinha, então agora não tenho mais como descobrir ou conhecer o meu pai biológico”.

Caso encerrado.

 Confirmado: Matthew Roberts não é filho de Charles Manson

© 2012 ATWA Brasil


Charles Manson: Sobre a audiência de condicional

manson condicional2012 Charles Manson: Sobre a audiência de condicional

O Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia agendou uma audiência de liberdade condicional para Charles Manson para quarta-feira, dia 11 de abril, às 8:30 horas (horário local). A ATWA Brasil informa que Manson não deverá atender à audiência, assim como ele fez em 2007, mas ele tem a opção de mudar de ideia.

Esse fato foi anunciado em alguns veículos de comunicação brasileiros na semana passada, papagaiando o que foi escrito pela mídia sensacionalista americana (em alguns casos, até com erros infantis de tradução).

A mídia americana (que os brasileiros preguiçosamente copiaram nas matérias) mais uma vez insistiu na ignorância de se referir a Charles Manson como um “assassino em massa” e um “serial killer”. É irônico, porém, que Manson nunca matou ninguém nem foi acusado de ter matado.

Mas o que a mídia convenientemente esqueceu-se de contar é que Charles Manson, agora com 77 anos de idade, está mantido em um regime de isolamento solitário. Manson está em uma cela solitária na Prisão Estadual de Corcoran desde 4 de outubro de 2011, servindo uma sentença disciplinar de um ano (no mínimo).

O anúncio sobre o agendamento da audiência de Manson foi publicado com uma foto dele que seria recente. Ironicamente, nós temos a imagem original, sem edições ou cortes, que documenta que aquela foto foi tirada no dia 16 de junho de 2011 (veja acima). A ATWA Brasil confirma que essa foto, portanto, não é atual – e mais, nós mesmos publicamos fotos de Manson mais recentes do que essa.

 Charles Manson: Sobre a audiência de condicional

© 2012 ATWA Brasil


11-11-2011: O 77º aniversário de Charles Manson

manson 77anos 11 11 2011: O 77º aniversário de Charles Manson

Uma homenagem ao 77º aniversário do sábio mártir, Charles Manson:

manson testemunho 11 11 2011: O 77º aniversário de Charles Manson

“Eu não sou autorizado a ser um homem em sua sociedade. Eu sou considerado inadequado e incompetente para falar por mim mesmo ou para me defender nos seus tribunais. Vocês criaram o monstro. Eu não sou de vocês, não venho de vocês, nem posso tolerar suas guerras ou suas atitudes injustas com relação às coisas, animais e pessoas que vocês se recusam a tentar compreender. Eu me marquei com um X fora do seu mundo. Eu estou no lado oposto do que vocês fazem e do que vocês fizeram no passado. Vocês nunca me deram a Constituição sobre a qual tanto falam. As palavras que vocês têm usado para enganar as pessoas não são minhas. Eu não aceito o que vocês chamam de justiça. A mentira na qual vocês vivem está caindo, e eu não sou parte dela. Vocês usam a palavra Deus para ganhar dinheiro. Vocês! Olhem para o que vocês fizeram e para o que vocês têm feito. Vocês tiram sarro de Deus, e vocês assassinaram o mundo em nome de Jesus Cristo. Eu estou com o meu X e com o meu amor, com meu Deus, e sozinho. A minha fé em mim é mais forte do que todos os seus exércitos, governos, câmaras de gás ou qualquer outra coisa que queiram fazer contra mim. Eu sei o que eu fiz, e os seus tribunais são brincadeiras de homens. O amor é o meu juiz. Eu tenho a minha própria constituição, que está dentro de mim. Nenhum homem ou advogado irá falar por mim. Eu falo por mim mesmo. Eu não sou permitido a falar com minhas palavras, então eu falo com a marca que estarei carregando para sempre na minha testa. Muitos cidadãos americanos estão marcados, mas não sabem disso. Vocês não os deixam sair de debaixo dos seus pés. Mas Deus está em ação. Ele está em ação, e eu sou uma testemunha. Eu tentei fazer parte da Constituição, mas eu não tenho os mesmos direitos que outros cidadãos podem desfrutar. Eu sou forçado a me contentar em me comunicar com as massas sem o uso de palavras. Eu sinto que nenhum homem pode representar outro homem, porque cada homem é diferente e tem o seu próprio mundo, o seu próprio reino, a sua própria realidade. É impossível comunicar uma realidade através de outra em outra realidade”.

- Charles Manson

Que a sua luta pelo respeito a todas as vidas – a chama que arde nos corações dos soldados de ATWA – um dia ilumine a todos e movimente as energias desse planeta em um caminho de paz e harmonia com a Natureza, que dita as leis da sobrevivência. Parabéns, Charlie.

 11 11 2011: O 77º aniversário de Charles Manson

© 2011 ATWA Brasil


O mito de Charles Manson como Jesus Cristo

manson jesuscristo O mito de Charles Manson como Jesus Cristo

Um mito comum sobre Charles Manson é que para os seus supostos “seguidores” ele seria uma reencarnação de Jesus Cristo. Todos que sabem o mínimo sobre Manson ouviram falar disso – isso se confirma pelos comentários postados pelos visitantes desse website. Essa questão foi levantada pelo promotor Vincent Bugliosi durante o julgamento, e usada contra Manson para convencer o júri que o condenou. Mas isso não é verdade. Trata-se apenas de mais um mito, uma mentira perpetuada pela mídia sensacionalista americana e, em seguida, pelo Ministério Público também. Essa mentira apareceu no livro “Helter Skelter”, escrito pelo promotor que condenou Manson, e a partir de então se tornou conhecida entre os leigos como uma verdade.

Charles Manson tem uma explicação clara sobre a forma como ele se tornou conhecido como Jesus Cristo: “Eu costumava andar com esse cara chamado Christopher Jesús. Ele era conhecido como Jesus, mas nós o chamávamos de “Zero”. E os policiais tinham uma lista de quem era quem (eles estavam investigando acusações de incêndio e roubo de veículos), e eles vieram até mim e perguntaram se eu era Jesus [procurando pelo Christopher Jesús]. Eu disse: ‘Não, meu nome é Manson’. E eles disseram: ‘Isso mesmo, você é ele. Manson, o filho do homem, você é ele’. E assim, quando eles me registraram na prisão eles me autuaram com o nome Jesus Cristo”.

Manson contou essa mesma história muitas vezes durante as últimas décadas. É necessário entender que as pessoas que alegavam que ele se auto-intitulava Jesus Cristo não eram pessoas que conheciam Manson por muito tempo. Algumas delas o conheciam apenas há alguns meses, e após os assassinatos em que estavam envolvidas elas simplesmente fugiram: Krenwinkle para o Alabama, Kasabian para New Hampshire, Watson para o Texas e Atkins para outra localidade na Califórnia. É interessante notar que são as histórias dessas pessoas que mudaram vez após vez com o passar de todos esses anos, e não a versão de Manson. É dito que se você achar que alguém pode estar mentindo, basta repetir a mesma pergunta várias vezes. Se a história mudar, as chances são boas de que é tudo mentira.

Outros membros da suposta “Família Manson”, como Steve Grogan e Poston Brooks, confirmam que Manson nunca disse que ele era Jesus Cristo, mas que eles haviam testemunhado Manson fazer coisas que eles julgavam que apenas Jesus seria capaz de fazer. Grogan contou um caso em que Manson uma vez trouxe um pássaro de volta à vida. Poston disse que Manson apenas dizia coisas como “eles me crucificaram” e “eu estava naquela cruz”, com relação a seus anos de detenção. No entanto, Manson ainda fala coisas assim hoje, obviamente em metáfora.

Em seu livro de 1979, “My life with Charles Manson” (“Minha vida com Charles Manson”, em português) Paul Watkins afirmou que Charles Manson, na verdade, ficou chateado quando as meninas começaram a dizer às pessoas que ele era Jesus Cristo. Segundo mais esse membro da suposta “Família Manson”, o título de Jesus Cristo era algo dado a Manson pelas meninas, sem a aprovação do próprio Manson.

E de fato, a maioria das meninas sempre declarou que Manson nunca disse que ele era Jesus Cristo, mas que elas o viam como Deus ou algo semelhante. Susan Atkins foi a primeira a sair dizendo a todos que ele era Deus e Jesus Cristo. Na realidade, foi ela quem batizou Manson dessa forma. Em uma entrevista em 1978, ela diz: “Ele, pessoalmente, nunca se chamou de Jesus Cristo. Ele apenas representava uma pessoa que era como Jesus Cristo para mim”.

Em seu livro publicado em 1978, intitulado “Child of Satan, Child of God” (“Criança de Satã, Criança de Deus”, em português) Susan Atkins menciona duas vezes o seguinte:

Página 87:
“Eu ansiava por ver Charlie. Eu caminhei para fora do ônibus. Charlie estava lá, sozinho. Ele estava vestido com uma longa túnica branca. Eu soube imediatamente que ele poderia ser o próprio Deus; se não, ele era algo perto disso”.

Página 92:
“Os homens se agrupavam em torno dele. Eu contei: havia doze homens. Com seu cabelo longo e barba, os olhos olhando fixamente de rosto em rosto, ele parecia Jesus falando aos seus doze apóstolos. O pensamento simultaneamente me espantou e me emocionou. Foi quando eu senti que ele poderia ser Jesus Cristo”.

Enfim, Susan Atkins foi quem deu início a essa história de que Charles Manson poderia ser Jesus Cristo. Ao que tudo indica, algumas das meninas gostaram da idéia dela – por motivos variados, que vão desde simples brincadeira até realmente a crença em tal coisa. Também foi Atkins quem vendeu a Vincent Bugliosi, o promotor que condenou Manson, esse mito. E como sabemos, foi com o livro de Bugliosi que essa história se tornou conhecida por todos.

Os fatos e as evidências estão disponíveis para todos. Quanto a essa questão de Charles Manson se considerar uma reencarnação de Jesus Cristo, se trata apenas de mais um mito – mais uma fantasia vendida sob o título de “Helter Skelter”, a obra de ficção do promotor Vincent Bugliosi.

 O mito de Charles Manson como Jesus Cristo

© 2011 ATWA Brasil


Perguntas frequentes (FAQ) sobre Charles Manson

manson faq Perguntas frequentes (FAQ) sobre Charles Manson

Abaixo, uma série de perguntas e respostas (FAQ) sobre Charles Manson. Essas são as perguntas mais comuns que a ATWA Brasil recebe por e-mail.

Charles Manson é um serial killer?
Não, ele não é. Ele não é um assassino. Ele nunca foi condenado pela morte de ninguém. Ele foi condenado por conspiração para cometer assassinato, e a lei americana diz que se você for condenado por conspiração, você será julgado pelos crimes dos seus co-conspiradores. Nesse caso, o crime deles foi homicídio.

Quais foram as condenações de Manson?
Nove condenações por conspiração para assassinato, sete penas de morte, e duas prisões perpétuas.

Charles Manson é vegetariano?
Sim, ele é. No entanto, às vezes a prisão não lhe dá escolha senão comer carne.

Se Charles Manson foi condenado à pena de morte, por que é que ele ainda está vivo?
A pena de morte no estado da Califórnia foi abolida em 1972, então a condenação de Manson foi convertida em prisão perpétua.

A teoria de “Helter Skelter” é mesmo uma farsa, como muitos têm sugerido?
Há grande chance de ter sido. Muitas pessoas – inclusive os próprios assassinos – afirmaram que os assassinatos não foram feitos para incitar uma guerra racial, mas para libertar o recém-preso Bobby Beausoleil.

Charles Manson teve um julgamento justo?
Em muitos aspectos, não. Ele não estava autorizado a falar em seu próprio julgamento, e suas moções para defender a si mesmo como seu próprio advogado foram revogadas. A defesa de Manson, apontada pelo estado da Califórnia, também encerrou suas atividades sem convocar testemunhas em nome de Manson. Sendo assim, Manson não foi capaz de provar a teoria alternativa, contrariando a de “Helter Skelter” inventada pelo promotor do caso, Vincent Bugliosi.

Por que importaria se ele tivesse sido capaz de provar a teoria alternativa, de “amor entre irmãos”?
Nessa teoria, a maioria da “Família” testemunharia que os assassinatos foram cometidos para torná-los parecidos com o de Gary Hinman, dando a entender que o verdadeiro assassino ainda estaria livre. Por isso as palavras com sangue nas paredes, as múltiplas facadas, etc. A idéia era libertar Bobby Beausoleil (o autor do assassinato de Hinman). Essa teoria colocaria a “Família” inteira como conspiradores, e teria libertado Manson das acusações de conspiração.

E as pessoas que testemunharam contra Manson apoiando a teoria de “Helter Skelter”?
Algumas dessas testemunhas receberam do governo da Califórnia imunidade de crimes violentos (incluindo assassinato) em troca de testemunhar contra Manson. Isso dá aos criminosos um motivo para mentir, para escapar de seus crimes cometidos e não servir tempo na prisão. Alguns também receberam dinheiro para depor. Segundo algumas das próprias testemunhas, a principal testemunha contra Manson, Linda Kasabian, teria ajudado a planejar os assassinatos. Outra testemunha crucial para a condenação de Manson, Paul Watkins, não era da “Família” na época dos assassinatos, mas ainda assim teve permissão para testemunhar.

O promotor Vincent Bugliosi já foi processado por suas mentiras no livro “Helter Skelter”?
Sim, pelo menos duas vezes. Lynette Fromme estava contemplando processá-lo também, mas acabou na prisão pela suposta tentativa de assassinato do presidente Gerald Ford.

Posso escrever cartas para Charles Manson?
Sim, mas não envie nada questionável. Envie selos americanos (USPS) não utilizados para ele poder respondê-lo. Não envie dinheiro – ele não receberá.

Se eu escrever para Charles Manson, o que devo dizer?
Basta ser você mesmo e não inventar besteiras para ele. Se você se interessar por ecologia, escreva sobre isso. Não escreva cartas muito longas (mais de quatro páginas). Se você enviar cartelas de selos, escreva “MANSON: B-33920” na parte de trás da cartela, assim como em qualquer imagem que você enviar. Existe um limite de duas cartelas de selos por envelope enviado, e de 10 fotos (sem Polaroids). Não envie fotos maiores do que 10x15cm.

Charles Manson responde as cartas que ele recebe?
Às vezes. Você tem que entender que ele recebe mais cartas do que qualquer outro condenado nos Estados Unidos. Em geral, ele responde poucas vezes. Também acontece de ele não receber algumas cartas – algumas são perdidas pelo caminho, e às vezes os guardas também destroem outras para puni-lo. Se você não receber uma resposta, tente novamente. Enviando uma carta do Brasil, pode levar de duas semanas a um mês para que ele receba.

Charles Manson é louco ou estúpido?
Não, em todos os testes conduzidos pelo estado da Califórnia ele foi considerado “são”. Esses testes também definiram o QI de Manson em 121 – “muito superior à média humana”.

Charles Manson realmente fez uma lavagem cerebral em todas aquelas pessoas?
Muito improvável. Muitas daquelas pessoas iam e voltavam a todo o momento, como queriam. Algumas delas eram recém-chegadas, e não estavam lá o tempo suficiente para serem influenciadas de uma forma ou de outra. Ao mesmo tempo, a “Família” tinha cerca de 40 pessoas. Não há nenhuma maneira que ele poderia ter feito uma lavagem cerebral em todas essas pessoas. A maioria delas abandonou a “Família” quando se mudaram para Barker Ranch, portanto é difícil acreditar que essas pessoas estavam sob um estado de lavagem cerebral.

Se elas não estavam sob lavagem cerebral, então por que elas fizeram o que fizeram?
Algumas daquelas pessoas fizeram isso para pagar uma dívida de seu irmão, Bobby Beausoleil. Tex Watson olhou para Manson, e quis imitá-lo da forma como ele o imaginava. Algumas garotas eram apaixonadas por Tex Watson, e outras o temiam. Sendo assim, há muitas razões que vão desde a idolatrá-lo até mesmo a temê-lo.

O que significa ATWA?
É um acrônimo em inglês para “Air, Trees, Water, Animals” (em português, “Ar, Árvores, Água, Animais”). É a filosofia antipoluição de Charles Manson e seus amigos e admiradores.

Ouvi dizer que Charles Manson sairá da prisão em 2012.
Não, ele tem uma audiência de liberdade condicional em 2012.

Charles Manson tem acesso à Internet?
Não, ele nunca usou um computador.

Charles Manson vende seus autógrafos?
Não, a prisão proíbe que qualquer dinheiro seja enviado para ele.

Charles Manson está trabalhando em um álbum com Phil Specter?
Não.

Se Charles Manson não fez lavagem cerebral nos assassinos, porque eles insistem em dizer que ele fez?
Simples – para que eles possam um dia sair da prisão. Se a culpa pelos assassinatos cair sobre os ombros de outra pessoa, ou pelo menos for dividida com outras pessoas, torna-se mais fácil apelar para uma liberdade condicional. Bobby Beausoleil é um dos poucos que nunca culpou Manson por nada. No início do julgamento, Bruce Davis disse que conhecia Manson a pouco mais de três meses, e que ele não sofreu nenhum tipo de influência. No entanto, depois ele mudou sua versão da história.

Charles Manson nasceu sem um primeiro nome?
Não, ele nasceu com o nome Charles Milles Maddox. A sua certidão de nascimento pode ser facilmente encontrada para provar isso. Essa é uma das mentiras no livro “Helter Skelter”, de Vincent Bugliosi.

Charles Manson tem mesmo 1m58cm de altura?
Não, aquelas imagens que mostravam a altura dele como 1m58cm foram fabricadas. Todas as suas fotos tiradas em todas as prisões por onde ele passou afirmam 1m72cm de altura. Essa é mais uma das mentiras publicadas por Bugliosi em seu livro best-seller.

Charles Manson tem filhos?
Cinco.

Quais são os livros mais verdadeiros sobre o caso de Charles Manson?
“Squeaky: The Life and Times of Lynette Alice Fromme” tem uma boa parte sobre Manson e parece ser o mais honesto. A maioria dos livros tem verdades, mas eles se baseiam na teoria furada do livro “Helter Skelter”, estabelecida pelo promotor do caso. Um livro chamado “Manson”, por Robert Hendrickson, também parece ser promissor – deve ser lançado em breve nos Estados Unidos. “My Life With Charles Manson”, por Paul Watkins, também tem um monte de boas informações, mas também um monte de besteiras.

Quais são os documentários mais verdadeiros?
Novamente, a maioria dos documentários não questiona a teoria de “Helter Skelter”, mas os melhores são “Six Degrees of Helter Skelter”, “Charles Manson Superstar” e “Inside The Manson Gang”.

Charles Manson gravou todos os seus álbuns na prisão?
Não, alguns foram gravados antes disso, em 1967 e 1968, mas a maioria dos álbuns foi realmente gravada na prisão.

Como a música de Charles Manson sai da prisão?
As gravações têm que ser contrabandeadas para fora da prisão. Ele não tem permissão para gravar músicas.

Charles Manson recebe algum dinheiro com a venda dos seus álbuns?
Não, ele não tem permissão para receber comissões.

 Perguntas frequentes (FAQ) sobre Charles Manson

© 2011 ATWA Brasil


Sobre o telefone celular de Charles Manson

charlesmanson celular Sobre o telefone celular de Charles Manson

A notícia que chamou a atenção para Charles Manson semana passada foi que um telefone celular foi encontrado em sua cela de segurança máxima no Presídio Estadual de Corcoran, na Califórnia.

Um artigo publicado pelo Los Angeles Times popularizou esse caso em um artigo que tratava da proliferação de telefones celulares nas prisões americanas. O tom do artigo era: “Se até Charles Manson tem um celular escondido em sua cela, qualquer preso na Califórnia poderia ter também”. E com essa história fez-se um enorme escarcéu: outros jornais e revistas republicaram a matéria; canais da televisão fizeram o mesmo logo em seguida. Enfim, esse foi um dos assuntos mais comentados na mídia americana na semana passada.

Acontece que essa história aconteceu há mais de um ano. Na ocasião, foi-se comentado também pela mídia americana, mas não causou tanto alvoroço. A notícia surgiu e morreu no mesmo dia. No caso atual, o Los Angeles Times simplesmente republicou esse fato como se fosse uma ocorrência recente, se aproveitando da ingenuidade do público. Convenientemente, eles não dizem na matéria quando o ocorrido aconteceu, mas deixam a entender que se trata mesmo de uma “grande novidade”.

Esse tipo de cobertura oportunista da mídia americana é o que Charles Manson tem enfrentado desde 1969. Trata-se somente de mais um exemplo da manipulação da opinião pública contra Charles Manson, fazendo uso desse “símbolo de medo” dos Estados Unidos para justificar a repartição do dinheiro dos contribuintes para a burocracia da lei e da indústria carcerária americana.

Já respondendo à questão levantada por alguns curiosos desde então: Charles Manson foi sim punido na ocasião por se recusar a dizer quem teria lhe fornecido o aparelho celular.

 Sobre o telefone celular de Charles Manson

© 2010 ATWA Brasil


Aquecimento global: Colocando os céticos em foco

atwa aquecimento Aquecimento global: Colocando os céticos em foco

Enquanto caminhamos para a nossa própria extinção, é possível ver todo o tipo de percepção quanto à questão do aquecimento global. A maioria parece compreender que se trata de uma ameaça real, mas apesar disso poucos saem da frente da televisão para fazer algo a respeito. São os agentes passivos. Entre os agentes ativos, existem os que se auto-intitulam “céticos” ou “negacionistas” da mudança do clima. Esses são os objetos de foco desse artigo.

O negócio deles é semear a dúvida, lançar suspeitas e espalhar desinformação. Em todas as guerras a desinformação (ou propaganda inimiga) teve um papel primordial, e no caso da guerra atual do homem contra ATWA não poderia ser diferente. Faz parte da estratégia.

Um de seus argumentos é que o aquecimento global estaria virando desaquecimento global. Afinal, a temperatura média da troposfera (a camada mais baixa da atmosfera) não aumentou desde 1998, o ano mais quente no registro histórico. Mas e se 2010 bater o recorde de 1998? Nada mudará na estratégia provocadora dos negacionistas. Como sempre fazem, ignorarão o dado que lhes seja desfavorável.

Eles passarão para o próximo “argumento”. Por exemplo: que não é possível apurar uma grandeza como a temperatura média da atmosfera, ou que o tratamento estatístico dos dados é manipulação, ou que a atividade solar é a verdadeira causa do aquecimento, e não os gases do efeito estufa. São incorrigíveis.

Acima de uma prova de estupidez perigosa, essa posição dos negacionistas serve como lição para aqueles que realmente lutam por ATWA: não será com números que a ordem natural será restabelecida. Ciência e números são coisas complexas. São coisas que para o homem comum, que faz as coisas do dia a dia como um robô e no fim do dia não quer muito além de uma televisão e um pouco de entretenimento, vão além do conhecimento. Você pode oferecer números sobre tudo, e convencê-los de muita coisa, mas os números parecem ser muito subjetivos. Em outras palavras, com números tudo que parece provável por ser confundido e negado também. Eles não somam muito quando a questão é mobilizar as massas em uma mesma direção.

Para os que procuram números, há boa chance de 2010 se tornar, de fato, o ano mais quente de todos os tempos – ou melhor, desde que se iniciaram as medidas em escala planetária. Não houve outro período janeiro-agosto mais quente que o desse ano. E isso numa fase de atividade mínima do Sol, em que a radiação solar pouco contribui para esquentar a atmosfera além do usual.

Mas nada disso será suficiente para mobilizar a espécie humana com relação ao aquecimento do planeta – causado em grande escala pelas nossas atividades diárias. Aliás, eis aqui outro fator que os negacionistas procuram lutar contra, em um desespero para inocentar a própria espécie. Não passa de antropocentrismo mal formulado. Não reconhecer que embarcamos no caminho errado é cavar a própria sepultura.

Mas a “esperteza” dos céticos encontra barreiras, sim. Seu limite está na nossa própria capacidade de buscar a melhor ciência, contornar as armadilhas do senso comum e pensar com a própria cabeça.

A alavanca da revolução contra a poluição não serão os números. Resta saber se haverá alguma outra ferramenta para isso antes que ATWA decida, de vez, nos expulsar dos seus domínios.

 Aquecimento global: Colocando os céticos em foco

© 2010 ATWA Brasil


Igualitarismo: Superstição não é o caminho

atwa supersticao Igualitarismo: Superstição não é o caminho

Muitas vezes sentimos uma superioridade, uma auto-satisfação, quando lemos sobre loucuras do passado, como os julgamentos das bruxas de Salém, a Inquisição, ou práticas médicas bizarras, tal como a aplicação de sanguessugas para curar doenças. Filmes antigos sobre as primeiras tentativas do homem de voar são vídeos que hoje nos fazem rir. Mas como é que sabemos que nós mesmos não estamos, nesse exato momento, nas garras de uma ilusão incrivelmente estúpida que nos fará parecer idiotas para as pessoas no futuro?

Não seria exagero dizer que o igualitarismo é a mais prevalente “superstição” dos séculos 20 e 21 – provavelmente de todos os tempos – uma vez que é uma opinião sobre causalidade que milhões de pessoas aceitam, mas que não há provas científicas sobre, e que a ciência, na realidade, já desmentiu. Afinal, poderia o igualitarismo ser classificado como uma superstição?

O Moderno Dicionário da Língua Portuguesa Michaelis define a palavra “superstição” da seguinte maneira:

“1. Sentimento religioso excessivo ou errôneo, que muitas vezes arrasta as pessoas ignorantes à prática de atos indevidos e absurdos. 2. Opinião baseada em preconceitos ou crendices. 3. Crendice, preconceito. 4. Dedicação exagerada ou não justificada.”

Outra definição comum é encontrada no Dicionário Webster (9ª Edição):

“Uma crença ou prática resultante de ignorância, o medo do desconhecido, a confiança na magia ou acaso, ou uma falsa concepção da causalidade. Uma noção mantida apesar das evidências do contrário.”

O mundo ocidental tem aceitado acriticamente uma enorme quantidade de desinformação sobre a natureza humana e, como resultado da nossa “mega superstição”, estamos causando a nós mesmos, e a todos os nossos descendentes, um “mega-sofrimento”. Cegamente, as pessoas sentem que são boas, que estão fazendo o que é correto, quando não questionam a diferença entre os próprios seres humanos. “Somos todos iguais” é o slogan que prevalece. Mas essas pessoas não percebem que essa falta de visão crítica só pode resultar em muita dor – inclusive para elas mesmas. Nós desperdiçamos uma vasta quantidade de tempo, esforço e dinheiro em programas inadequados, enquanto a todo o momento a nossa inteligência inata, o próprio fundamento da nossa civilização e bem-estar, é constantemente silenciada e esquecida.

Superstições de todos os tipos são questionadas todos os dias: sobre a existência de extraterrestres, sobre a religião, sobre o aquecimento global, e até mesmo sobre a existência de Deus. Tudo isso pode ser questionado, e bons argumentos aparecem para sustentar ambos os lados dessas questões. Existe também um nível razoável de respeito por idéias divergentes nesses campos. Mas quando se trata do igualitarismo, toda essa lógica é perdida. “Tudo pode variar, mas nós somos todos iguais”. Trata-se de um argumento politicamente correto, mas cientificamente errado e absurdo. Mais uma vez: não existe um estudo científico que estabeleça que nós nascemos todos iguais. Não há ciência que sustente essa hipótese. Sendo assim, por que confiar nosso futuro em uma superstição?

 Igualitarismo: Superstição não é o caminho

© 2010 ATWA Brasil


Seria Charles Manson vítima de uma armação?

manson armacao Seria Charles Manson vítima de uma armação?

Não é necessário procurar muito para encontrar desinformação sobre Charles Manson e o seu caso – as informações, hora fraudulentas, hora simplesmente ignorantes, chegam aos curiosos com muita facilidade. A verdadeira dificuldade está em encontrar fatos e informações legítimas, e essa guerra contra as mentiras é um dos comprometimentos da ATWA Brasil.

Nesse contexto, qualquer artigo jornalístico que apresente discussões reais ao invés de simplesmente reproduzir a “história oficial” que foi vendida ao público, resultando na criação de um monstro chamado Charles Manson (o “homem vivo mais perigoso” do planeta, como colocou a revista americana Rolling Stone em sua edição número 61), é um trabalho a ser considerado.

Um desses artigos é o publicado por Jon C. Hopwood em 16 de julho de 2008, intitulado “Seria Charles Manson vítima de uma armação?” (o título original, em inglês, é “Was Charles Manson Framed?”) Apesar das confusões do autor, que tende a encarar os fatos da “história oficial” com alguns questionamentos ao invés de esquecê-la por inteiro e evidenciar os fatos concretos que a derrubam, o artigo serve para ilustrar a ilegitimidade do julgamento que condenou Charles Manson – os acordos a portas fechadas que contornaram a lei e determinaram a sentença final.

O artigo completo escrito por Jon C. Hopwood tem 13 páginas. Abaixo, algumas passagens traduzidas que resumem o espírito do texto, e devem ser consideradas ao pensar em Charles Manson:

“Embora Charles Manson realmente não tenha participado diretamente nos assassinatos, e de fato nunca ter sido provado em um tribunal que ele tenha matado alguém, o promotor de Los Angeles, Vincent Bugliosi, conseguiu lhe acusar como o líder dos assassinos e indiciá-lo sob o conceito de culpabilidade contingente, segundo o qual ele era tão culpado pelos assassinatos quanto os próprios agressores. Ele também foi condenado por conspiração para cometer assassinatos – conspiração sendo uma manta popularizada na repressão a sindicatos e comunistas na época. Quando todo o resto falha, pegue-os em uma conspiração. Charlie negou ter ordenado os assassinatos, e muitos aficionados pensam que há boas razões para acreditar que ele foi vítima de uma armação.”

“[Charles] Tex Watson, que em um sentido tático era o verdadeiro chefe dos assassinatos, havia fugido para o Texas, e foi julgado separadamente devido às exigências de extraditá-lo de lá – pelo menos isso é o que o gabinete do Procurador de Los Angeles disse. Em vez de esperar para que o Texas devolvesse o seu belo exemplo de um filho nativo para a ensolarada Califórnia, o Ministério Público decidiu avançar com o julgamento de [Susan] Atkins, [Charles] Manson, [Patricia] Krenwinkel e [Leslie] Van Houten, com Linda Kasabian como sua principal testemunha, e não se preocupou com as enormes despesas de ter que julgar Tex Watson separadamente. Para você ver, se Tex Watson tivesse sido julgado juntamente com Charles Manson, o defensor público de Manson, Irving Kanarek, poderia ter sido capaz de transferir a culpa para Tex Watson, o homem que realmente liderou ambos os assassinatos.”

“Quando se considera a moralidade de Vincent Bugliosi [o promotor que condenou Charles Manson], considere isso: quando Linda Kasabian, que teria fugido da “Família” após o assassinato da família LaBianca, rendeu-se em Concord, em New Hampshire, e foi extraditada de volta para a Califórnia, seu advogado tentou fazer um acordo com Bugliosi. Ele recusou firmemente. Isso porque ele tinha Susan Atkins, mais conhecida como Sadie Mae Glutz, para testemunhar ao Ministério Público – ela agora como testemunha do estado perante o júri que proferiu as acusações de assassinato. Quando Atkins empacou e retirou seu testemunho do júri de inquérito, Bugliosi retornou ao advogado de Kasabian para negociar. Em seu resumo no julgamento, Bugliosi – que originalmente não queria nada com Linda Kasabian porque tinha Susan Atkins como sua “testemunha especial” – passou a elogiá-la.”

“Quando se lê o que aconteceu em Cielo Drive [a casa alugada pelo casal Polanski em que os assassinatos aconteceram] naquela noite, deixando de lado o cenário de “Helter Skelter” proposto por Vincent Bugliosi, não é provável considerar se o que Tex Watson e as meninas estavam realmente empenhados era um caso de roubo com invasão de domicílio? Que quando Jay Sebring [amigo de Sharon Tate] estendeu as mãos para roubar a arma de Tex, sendo então baleado na axila e levando um chute no rosto, somente nesse momento o crime se transformou em um frenesi de assassinatos?”

“Quando se analisa as transcrições do julgamento, surge a pergunta: foi a morte de Sharon Tate, de seu filho ainda não nascido, e de seus três amigos realmente planejada, como alegou Bugliosi, ou foi uma questão de mais uma vez Tex ter perdido a cabeça, como aconteceu nos casos com Gary Hinman e Lotsapoppa? Nós nunca saberemos, uma vez que a exclusão de Tex Watson do julgamento impossibilitou que o advogado de Manson, Kanarek, fosse capaz de levantar essa questão, embora ele tenha requerido isso durante o julgamento dos demais envolvidos no caso e alegado que as garotas estavam apaixonadas por Tex Watson.”

“Em teoria, o réu é inocente até provado culpado num caso criminal além de uma dúvida razoável. Ao manter Tex Watson fora do julgamento, não teria Bugliosi planejado tal coisa de modo a minimizar as dúvidas que os advogados dos réus poderiam produzir nas mentes dos jurados?”

“A teoria de “Helter Skelter” de Vincent Bugliosi, com [Charles] Manson como um “guru do amor” pregando um Armagedom racial no deserto, parece tão inacreditável quanto as teorias de conspiração sobre John F. Kennedy que Bugliosi ilustra em seu tomo de mais de 1600 páginas, chamado “Reclaiming History”, escrito como parte de sua participação no show business. Ele tinha começado originalmente investigando o assassinato como parte de um programa especial da rede de televisão BBC, que seria palco de uma simulação de julgamento de Lee Harvey Oswald, o homem acusado pela Comissão Warren de ter sido o único assassino no caso. O livro sobre o assassinato de JFK, em que Bugliosi faz a estranha afirmação que Lee Harvey Oswald foi provado ser um assassino solitário para além de qualquer dúvida razoável, foi adquirido por Tom Hanks para ser feito em uma minissérie da HBO. Nem mesmo Arlen Specter, o autor da teoria da “bala mágica”, afirmaria tal coisa. [...]Isso teve de ser escrito para mostrar que Vincent Bugliosi, autor do cenário de “Helter Skelter”, é um admirador de outros fantasistas da lei.”

“O trabalho de Bugliosi foi enviar Charles Manson e sua suposta “Família” para a câmara de gás, e ele fez isso com grande entusiasmo. Isso o fez, como ele sabia que seria, um homem de sucesso em termos de reputação e finanças. Ele ofereceu ao mundo a sua versão da “bala mágica” – nesse caso, chamada de “Helter Skelter” – e sem Tex Watson no julgamento, não houve argumento de compensação para refutá-lo. Combinando isso com o advogado ruim de Charles Manson e a sua própria aceitação fatalista de que seria “condenado pelo sistema”, a estratégia se provou um sucesso.”

“No entanto, os “massacres de Manson” se tornaram tão infames em parte devido ao manuseio hábil de Vincent Bugliosi durante o caso e através dos meios de comunicação como promotor de justiça – e devido ao seu livro “Helter Skelter”, o maior best-seller de literatura de crime na história. Todos os membros condenados da suposta “Família Manson” (um termo que Charles Manson nunca utilizou, mas que Bugliosi popularizou) têm tido seus pedidos de liberdade condicional repetidamente negados desde que suas sentenças de morte foram comutadas.”

“O que abriu meus olhos sobre o fato de “Helter Skelter” ser um saco de mentiras elaborado por Vincent Bugliosi é o fato de Virginia Graham, a mulher que misteriosamente ouviu a confissão de Sadie Mae [antes do caso se tornar popular] e alertou as autoridades, ter realmente visitado 10050 Cielo Drive [a casa alugada pelo casal Polanski]. Graham era uma prostituta de carreira, presa por um cheque sem fundo. Quais são as chances de um prisioneiro que tenha visitado a cena de morte se encontrar na mesma cela de um suspeito da chacina? A polícia de Los Angeles e a promotoria do caso, obviamente, sabiam mais – e num momento muito anterior – do que Bugliosi nos fez saber. Virginia Graham foi obviamente plantada naquela cela para obter uma confissão de Susan Atkins.”

“No outono de 1969, Virginia Graham conheceu Susan Atkins no Instituto Sybil Brand para Mulheres. Graham era uma prostituta de 36 anos presa por ter passado um cheque sem fundo. Ambas, Graham e Atkins, serviram como “mensageiras” para os guardas da prisão, o que lhes deu a oportunidade de se conhecerem nos corredores. O fato de um prisioneiro ser mensageiro indica um nível de fidelidade, o que sugere que Graham estava em conluio com as autoridades da prisão, e que a recém-chegada Atkins – dificilmente o tipo de pessoa que receberia um cargo de confiança na prisão – tinha sido armada para uma confissão. Atkins havia sido detida sob suspeita de ter participado no assassinato de Gary Hinman, a primeira morte atribuída à suposta Família Manson. [...]Junto com o testemunho de Linda Kasabian, que muitos acreditam ter realmente participado dos assassinatos, foi o testemunho de Graham que deu a Vincent Bugliosi os elementos necessários para conseguir uma condenação por homicídio.”

“O problema de confissões de dentro da prisão para informantes da polícia é que é fácil para um informante obter informações sobre um criminoso e o crime e simplesmente fabricar uma confissão. Além disso, há ainda um incentivo para o informante para fazer isso: eles recebem tratamento especial das autoridades, e talvez até sua libertação.”

“O cenário de “Helter Skelter” de Vincent Bugliosi e sua descrição da “Família Manson” como vítimas de Charles Manson foi parcialmente motivada pelo seu desejo de reduzir a culpabilidade da sua testemunha especial, Linda Kasabian, aos olhos do júri. Como Bugliosi admitiu em seu somatório final, Kasabian foi igualmente culpada pelos assassinatos, de acordo com a lei da Califórnia. (Ela tinha sido concedida imunidade total por Bugliosi após Susan Atkins, a quem ele chamou de “pequena vagabunda” durante o julgamento, ter descumprido um acordo para fornecer provas ao estado em troca de uma promessa de não ter a pena de morte requerida contra ela.)”

“Vincent Bugliosi explicou anomalias no caráter de Linda Kasabian, dizendo, por exemplo, que ela havia roubado 5 mil dólares sob as ordens de Charlie [Manson]. Apesar do fato de que ela havia conhecido Charles Manson a pouco mais de um mês antes de estar envolvida nos assassinatos, e apenas a uma semana e meia antes de ter roubado o dinheiro, isso foi o suficiente: em apenas 10 dias, o campo de força da personalidade do carismático Charles Manson deixou Kasabian pronta para roubar para ele. Um mês depois, ela estava disposta a matar por ele. Agora, ela era testemunha especial do estado contra ele.”

“Charles Manson, Susan Atkins e os outros membros da “Família Manson” não receberam sentença de prisão perpétua, mas isso é o que as sentenças se tornaram. Quando suas sentenças de morte foram revogadas, eles foram re-sentenciados a prisão perpétua com a possibilidade de liberdade condicional. O fato é que Vincent Bugliosi fez o seu trabalho tão bem em sua tentativa de colocar Charles Manson na câmara de gás que ele criou um mito que perdura quase 40 anos após o crime. Ele criou um mito de Charles Manson como esse monstro manipulador hippie, transformando assim Tex Watson, Susan Atkins e os outros envolvidos em robôs sem alma, que teriam matado a seu comando.”

“Legalmente, para provar a culpa de Charles Manson e seus companheiros Vincent Bugliosi não era obrigado a revelar um motivo para os assassinatos. Os assassinatos poderiam ter sido conseqüência de uma invasão de domicílio para assalto: Linda Kasabian testemunhou que acreditava que eles estavam apenas saindo para invadir casas, como o grupo havia feito antes. (Depois ela se contradisse, afirmando que Manson havia declarado “o amanhecer de Helter Skelter” antes de ela ter saído para cometer os assassinatos, adotando então o cenário proposto por Bugliosi. Há motivos para acreditar que ela foi orientada [por Bugliosi].)”

“O que eu acredito é que o cenário de “Helter Skelter” de Vincent Bugliosi foi fabricado a fim de vender uma convicção de Charles Manson aos jurados, e assim vender Vincent Bugliosi para as editoras de livros – e também para o público, que continua a acreditar nesse mito.”

As passagens acima ilustram uma parte da abundância de contradições que cercam o caso de Charles Manson. Trata-se de uma história que se tornou tão famosa em função dos mitos que foram criados a portas fechadas nos bastidores do julgamento. Infelizmente, essas fabricações permanecem vivas nas mentes das pessoas ainda hoje, mais de 40 anos depois. Essa triste realidade, porém, não torna a ficção mais verdadeira. É importante reconhecer isso.

Para ler o artigo original de Jon C. Hopwood, clique aqui

 Seria Charles Manson vítima de uma armação?

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Charles Manson: “As câmaras do meu tribunal…”

atwa tribunaldamente Charles Manson: As câmaras do meu tribunal...

“Em toda a minha vida, e onde eu vivi, as maneiras que as coisas vieram até mim tiveram muita influência sobre o que eu sou, o que eu faço, onde eu vou, onde eu não vou, de onde eu venho. O tribunal dos meus dias, no meu tempo, tornou-se uma câmara do meu tribunal em meus pensamentos e na minha mente. Nós fazemos o que o tribunal diz, de uma maneira ou outra, se queremos sobreviver, viver e ter uma vida. Eu sou o que o tribunal diz que eu sou, goste ou não. Eu sou as câmaras do meu tribunal.

Em outras palavras, se os tribunais pegam você, levam você e obtém um veredicto, isso torna tudo uma realidade. Muito mais do que o médico assinar sua certidão de nascimento! Você está confirmado pelo tribunal como sendo o que você é! Não tem nada a ver com qualquer outra realidade, apenas com a do juiz que se senta no tribunal e representa o olho no dinheiro.

Isso quer dizer o seguinte: real só pode ser o que o tribunal diz! O tribunal diz que eu sou uma seita e um líder, goste disso ou não. Eu sou um negociador da vida e da morte! O que eu fiz ou não fiz antes, está no vento. Em outras palavras, não importa o que eu fiz antes. O que o tribunal diz é o que eu tenho que fazer agora. O que o tribunal diz permanece. Fica para sempre!

Em todos os tribunais em que eu estive, a minha mente é apenas uma câmara. O buraco do qual eu saí foi a prisão. Você pode chamá-la de mãe, mas era a prisão. Tudo o que está em tudo, está detido na prisão de tudo o que não é. E o nada tem de tudo! E não é a prisão tudo, acusada de ser nada, ou é nada detido por tudo?

Isso é um pensamento inteligente, de uma forma de vida inteligente, que sofreu por 60 anos para acordar para esse axioma. Quando as pessoas mentem para ou sobre mim, e não me deixam ser o que eu sou, elas acabam com esse julgamento sobre elas mesmas. (Não tem nada a ver comigo. Levei muito tempo para acordar para isso, também.) Eu posso ajudar uma pessoa, mas não até que ela veja e saiba, eu posso e serei verdadeiro! Se você sabe que eu vou ser sincero, só pode ser porque você também será sincero. Mas primeiro a pessoa deve ser verdadeira e correta com ela mesma, comigo.

O que foi feito contra mim na minha vontade, é a vontade que virá de volta, contra eles. E é o meu tribunal. Eu sou Charles. O tribunal disse isso, e eu estava lá antes de eu ter conhecido qualquer pessoa que estivesse viva em 1969. Eu tenho sido os tribunais, e tudo o que era e que poderia ser, e eu fui ao médico e lhe entreguei a minha vida! Eu comprei o hospital com meu dinheiro da prisão, e fui enganado sobre isso. Isso retornará na verdade, até que a honra e a justiça sejam recolocadas em seus devidos lugares.

(Em outras palavras, o que isso significa é que eu desisti de uma operação de hérnia, me deitei e arrisquei perder a minha vida! Porque eles não me deixavam ir a um hospital fora da prisão. Disseram que era um plano de fuga. Então, eles disseram que queriam usar isso para ir para Sacramento, e apropriarem-se de 7 milhões de dólares, usar a notoriedade do meu caso para fazer 7 milhões de dólares dos fundos da prisão, para construir esse hospital. E o doutor disse que se eu fizesse isso, e eles conseguissem o hospital, que eles me dariam a primeira vassoura. Eu deveria ser a vassoura no hospital. Eu fiz esse trabalho na prisão federal, e eu fiz isso em Vacaville, e era para eu conseguir esse emprego no hospital, e eu estaria ajudando a todos, como eu sempre fiz.)

Quando uma pessoa mente, ela está com as mentiras. Foi-me dito que eu iria ganhar essas coisas. Eu ganharia a primeira vassoura no novo hospital, e as pessoas pensaram que me enganaram, mas os truques sempre voltam ao local onde eles começaram.

Susan Atkins tem mentido para as pessoas, e quem mente pensa que todo mundo também mente. Então o que aconteceu lá, o motivo de eu estar escrevendo essa carta, e enviar essa carta, é que o médico está sob acusação e todo mundo está de olho no caso dele. E ele está agora em um tribunal, e ele não pode existir porque ele tem mentiras demais sobre ele. Ele tem as mentiras do hindu vindo e dizendo que ele é o médico. Porque o cara que tocou fogo em mim, você se lembra disso? Ele matou o pai dele por um guru hindu, que disse que só havia cura com Deus. Então, assim que ele matou o pai dele, o guru fez um corte de cabelo, virou-se, e voltou como um médico. Ele disse que ele não tinha nada a ver com esse cara. Você entende? Então, quando eu fui fazer uma colonoscopia, ele estava por cima do meu médico (que me fez a operação de hérnia), com uma mentira que tinha a ver com algum cara que havia matado a esposa dele. E ele estava enganando esse hindu, o fazendo pensar que ele era um hindu também, e ele aceitou essa religião, entende?

E ele fingiu que ele havia se enforcado, e o hindu o deixou sair pela porta dos fundos, em um programa de testemunhas, com o administrador de outro programa que estava mentindo sobre os cristãos. Quando ele viu o cristão mentindo, pregando mentiras por todos os lados, então ele só seguiu o exemplo, e não há verdade no que eles estão fazendo, não há honra! Você entende isso? Então o cara volta para mim porque eles estão processando ele. E eles estão retirando o diploma dele, e roubando a sua vida, e ele não pode obter o hospital dele, e ele não pode ter os seus médicos, e ele está perdendo toda a sua associação médica! Você entende? Porque basta um buraco no barco para afundá-lo! Eu estou tentando consertar o buraco no meu barco para que eu possa começar a navegar com ele.

E eu não consigo encontrar nenhum sinal de justiça. Eu mal consigo passar essa carta para fora dessa porta. Em outras palavras, eu estou tendo problemas até em enviar cartas para você!

Eu tenho pessoas aqui que pensam que estão tomando alguma coisa de mim. Seja o que for, é cheio de confusão, mentiras e mais mentiras. E eu não posso ter nada direito nesse lugar, cara. Eles roubam as minhas coisas e fazem tudo o que querem fazer com a minha vida. Eles mandaram embora três gerações de visitantes. Eles expulsaram a Cappy. Expulsaram a Ansome e o T.J. Falaram que eles haviam morrido.

Deixe-me dizer isso a você: você não pode fingir! Tem que ser real ou não vai funcionar. Se não é real e não é verdade, simplesmente não vai dar certo, cara. Você tem que ser real, você tem que ser justo, você tem que fazê-lo da maneira que deveria ser feito, e isso não tem nada a ver comigo. ‘Comigo’ é só uma palavra, cara.

A justiça pertence a todos. Tudo o que eu estou dizendo é todo mundo. Eu não sou o único. Não há ninguém que é o único. Todo mundo é o único. Todo mundo tem o único dentro deles.

-Manson”

 Charles Manson: As câmaras do meu tribunal...

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Mais sobre a farsa do Acordo de Copenhague (COP-15)

atwa cop15 Mais sobre a farsa do Acordo de Copenhague (COP 15)

Um grupo de pesquisadores da Alemanha acaba de pôr em números algo que todo mundo já sabia: o Acordo de Copenhague (COP-15) é incapaz de manter o aquecimento global em 2ºC, seu objetivo declarado. Na verdade, argumentam os cientistas, seguir o acordo pode produzir o efeito inverso: fazer as emissões globais subirem e, com elas, os termômetros.

A conta foi feita por Joeri Rogelj e Malte Meinshausen, do Instituto de Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam, e publicada na edição de hoje do periódico “Nature”. Os cientistas se basearam nas promessas de corte de emissões feitas até o último dia 13 de abril pelos 76 países que aderiram ao acordo produzido na cúpula do clima de dezembro passado (COP-15).

A conferência na Dinamarca terminou sem um acordo global e legalmente vinculante de corte de emissões de gases-estufa para o período 2013-2020. Produziu um documento frouxo, sem metas de longo prazo, no qual os países anotariam seus compromissos voluntários de redução para 2020. “Como não sabíamos que propostas os países inscreveriam, não tínhamos como saber qual seria o nível real de ambição do Acordo de Copenhague”, disse Meinshausen. “Sabemos agora, e ele calha de ser inadequado para cumprir a meta de 2ºC”.

Os alemães inseriram os valores mínimos e máximos das propostas num modelo computacional de resposta do clima a emissões de origem humana. A conclusão é que, se o acordo for seguido, o mundo chegará a 2020 com emissões anuais de 47,9 bilhões a 53,6 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (a soma das emissões de todos os gases-estufa “convertidas” em CO2). No entanto, para ter uma chance igual ou maior do que 50% de manter o aquecimento num máximo de 2ºC – nível considerado seguro – as emissões anuais máximas teriam de ser de 44 bilhões de toneladas.

A trajetória insustentável do acordo se coloca por duas razões. Primeiro, o voluntarismo do texto faz os países inscreverem como metas aquilo que demanda o menor esforço. Japão e Noruega são os únicos países considerados “ricos” que apresentaram propostas nos valores recomendados pelo IPCC (painel do clima da ONU), de corte de 25% a 40% no CO2 em relação aos níveis de emissão de 1990.

Depois, por sua natureza jurídica frouxa, o acordo não proíbe o uso de créditos de carbono em excesso gerados pelo Protocolo de Kyoto. Meinshausen estima que haja 12 bilhões de toneladas de gás carbônico em créditos “ocos”, ou seja, que não corresponderam a um esforço de redução de emissões – é apenas um truque contábil de Kyoto para facilitar o cumprimento das metas.

O modelo dos alemães estima que esses “buracos” no acordo dão uma chance maior do que 50% de que o aquecimento ultrapasse os 3ºC em 2100. “Emitir 48 bilhões de toneladas de CO2 equivalente em 2020 é o mesmo que correr na direção de um penhasco e torcer para parar na beirinha”, diz Meinshausen.

Abaixo, um artigo da ATWA Brasil sobre o lado obscuro da “Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2009”:

Piada em Copenhague: O “texto dinamarquês”

E também, os cinco comunicados enviados pela ATWA International para os líderes mundiais durante os encontros em Copenhague:

Comunicado da ATWA Brasil ao COP-15

2º Comunicado de ATWA ao COP-15

3º Comunicado de ATWA ao COP-15

4º Comunicado de ATWA ao COP-15

5º Comunicado de ATWA ao COP-15

 Mais sobre a farsa do Acordo de Copenhague (COP 15)

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Charles Manson e as recentes histórias falsas

manson desenho Charles Manson e as recentes histórias falsas

Charles Manson e os acontecimentos ao redor da sua vida têm sido explorados pela mídia inúmeras vezes. Histórias sensacionalistas escritas para agradar o público servem apenas a um propósito – fazer dinheiro. Muito dinheiro foi feito à custa desse tipo de histórias vicárias que muitas vezes são completamente falsas, e em alguns casos nascem daqueles dispostos a mentir para simplesmente chamar a atenção.

Duas histórias que circularam no ano passado, na época do 40º aniversário dos assassinatos de 1969, são bons exemplos deste tipo de campanha publicitária da mídia corporativa: um músico incógnito afirmou ser o filho de Charles Manson, e alguém alegou que Charles Manson havia escrito uma carta para Phil Spector (produtor musical conhecido por produzir o último álbum dos Beatles) dizendo querer trabalhar com ele. É necessário um pouco de cautela para lidar com essas duas histórias. Como qualquer pessoa inteligente sabe: você não pode acreditar em tudo o que lê.

  

História falsa número um: Matthew Roberts

Matthew Roberts, da banda de rock amadora “New Rising Son”, afirmou ser filho de Charles Manson, e tem inventado uma história banal em torno de ser filho de uma mulher mentalmente instável de Wisconsin, que supostamente teria sido estuprada por Manson em uma festa regada a ácido. Essa história esteve por todos os tablóides, inclusive no Brasil, embora nenhuma evidência substancial para provar a reivindicação ter sido apresentada.

Existem algumas questões para se considerar. A pessoa que diz ser filho de Manson inventou o nome da sua banda, “New Rising Son”, e apareceu pela primeira vez em público em um programa de rádio barato em busca de atenção para si mesmo, alegando como é terrível descobrir que Manson é o seu suposto pai. Essa reivindicação aparece em seu site pessoal e em páginas de perfil da banda espalhadas pela internet. A página do MySpace da banda “New Rising Son” tem como introdução o seguinte: “Bem-vindos ao mundo dele – a primeira letra de música da canção-título, New Rising Son, diz tudo – o que você faria se descobrisse que Charley [sic] Manson estuprou a sua mãe?” De fato, a história está sendo bem aproveitada por Roberts para chamar a atenção e divulgar o seu trabalho.

A sua suposta e possivelmente imaginária mãe nunca se pronunciou sobre o caso – de fato, ela nem nunca apareceu. Roberts também não forneceu mais informações para comprovar a história que tem contado. Tudo indica que seja apenas um caso de imaginação fértil, sem nenhuma prova de que essa suposta mãe exista mesmo ou que o próprio Roberts tenha sequer falado com ela. Nem sequer documentos que mostrem que ele foi adotado por tal mulher apareceram. O músico amador soltou essa história na mídia, os tablóides passaram o mito a diante, e a banda “New Rising Son” teve os seus quinze minutos de fama.

Roberts afirma que a sua mãe lhe disse que seu nome era “Laurence Alexander”, o que é bastante conveniente, pois ele tem um par de cartas escritas por Charles Manson dirigidas a um suposto homem com esse nome. As cartas não foram escritas para Matthew Roberts. É possível que elas tenham sido escritas para alguém e adquiridas por Roberts (muitas cartas de Manson são vendidas online por valores razoáveis), ou que ele simplesmente tenha inventado esse nome. Uma pergunta basta: onde está a sua certidão de nascimento com o nome “Laurence Alexander”. Nenhuma resposta.

Nada nas cartas de Charles Manson fazem sentido com relação às afirmações de Roberts. As cartas contêm imagens abstratas e metáforas relativas a motociclistas e patriarcado, temas comuns considerados por Manson. As cartas também retratam um sentimento de consciência sobre uma possível crise de identidade de Roberts. Enfim, Manson teve a gentileza de escrever a carta para quem quer que seja “Laurence Alexander”. Roberts simplesmente usou essa história para fazer um nome para si mesmo.

Roberts afirma que sua mãe foi apanhada por amigos de Manson em Wisconsin em 1967 e trazida com eles de volta para a Califórnia. Nas dezenas de livros escritos sobre a chamada “Família Manson”, não há nenhuma menção de que eles tenham viajado na costa oeste dos Estados Unidos com o ônibus negro, de terem ido até Wisconsin e ainda ter trazido pessoas de lá para a Califórnia – isso incluindo as autobiografias das pessoas que estavam lá. O que Manson e seus amigos estavam fazendo no verão de 1967 está escrito em vários livros. As informações podem não ser exatamente precisas, mas se eles tivessem viajado todo o caminho até Wisconsin e ainda trazido de volta alguém, seria muito estranho que até hoje tal história não tivesse sido mencionada por ninguém.

Roberts afirma que a sua mãe conhecia Mary Brunner, a mãe do verdadeiro filho de Charles Manson. O filho de Manson e Brunner, que foi chamado de “Sunstone Hawk”, já teve muita coisa escrita sobre ele no passado. Ele foi entrevistado na televisão, e não tem qualquer semelhança com Matthew Roberts. Roberts afirmou que sua mãe era loira e de olhos azuis, como Mary Brunner, o que não parece plausível ao olhar para as características físicas de Roberts. Se Charles Manson tivesse um filho com uma mulher loira e de olhos azuis, a criança teria uma aparência norte-européia, assim como o verdadeiro filho de Charles Manson. Roberts não tem essas características.

Houve muitos casos de crianças impostoras no círculo da suposta “Família Manson”. Lembra-se de Julian, o filho impostor de Ouish? O caso de Matthew Roberts não é novo, e não é original. Pessoas como ele mentiram no passado, e outros mentirão sobre isso no futuro.

Quanto tempo passará até que mais essa falsidade seja desmentida?

 

História falsa número dois: Phil Spector

Algum tempo atrás, foi publicada uma história alegando que Charles Manson queria gravar músicas com Phil Spector. Aparentemente, a história foi criada com base em um fato simples: Phil Spector iria para a prisão de Corcoran, na Califórnia, a mesma em que Manson está hoje. Alegou-se que Charles Manson havia passado uma nota para Spector afirmando seu desejo de gravar músicas com ele. Nenhuma nota existiu, e não foi Spector quem lançou essa mentira. Charles Manson nunca escreveu uma nota para Phil Spector, e nunca expressou desejo de trabalhar com ele. Além disso, o Departamento de Administração Penitenciária da Califórnia também negou a história. Charles Manson e Phil Spector estão alojados em instalações separadas, muito distantes, cada um com uma equipe separada de guardas. Essa história simplesmente nunca aconteceu.

Charles Manson negou essas duas histórias, chamando-as de falsas. Ele também manifestou pouco interesse em ambas.

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Comunicado oficial da ATWA Brasil

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Recebemos nos últimos dias alguns e-mails interessados em ATWA e levantando questões curiosas sobre essa filosofia.

Enquanto isso era mesmo esperado, alguns casos citaram a suposta participação da ATWA Brasil em lugares como o Orkut. Sendo assim, a ATWA Brasil sentiu a necessidade de se pronunciar oficialmente sobre isso.

A ATWA Brasil não está presente em nenhum outro ambiente na Internet.

Esse é o único veículo de comunicação da ATWA Brasil no presente momento. Qualquer outra presença de ATWA no Brasil, seja no ambiente online ou não, não é verdadeira e não é associada à ATWA Brasil.

Com essa questão esclarecida, encerramos esse comunicado oficial.

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