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ATWA Brasil: “Charles Manson: Fãs, não Família”

Abaixo, mais uma produção da ATWA Brasil: “Charles Manson: Fãs, não Família”.

Uma conversa por telefone da ATWA Brasil com Charles Manson, em que o Emissário de ATWA fala sobre a diferença entre fãs e amigos (família). Um alerta aos supostos “simpatizantes” de ATWA e Charles Manson que estão caminhando nas ruas da confusão (Helter Skelter). Com legenda em português, cortesia da ATWA Brasil.

 ATWA Brasil: Charles Manson: Fãs, não Família

© 2011 ATWA Brasil


Algumas contradições sobre quem é Charles Manson

manson hollywood Algumas contradições sobre quem é Charles Manson

Considerando os esforços recentes e as boas notícias quanto à possibilidade da libertação de Charles Manson após esses 42 anos de detenção ilegal (leia sobre isso aqui), é oportuno destacar as mentiras e fabricações elaboradas pelo promotor que condenou Manson em 1969, Vincent Bugliosi. Uma dessas falsas afirmações faz parte do perfil de Manson que Bugliosi criou para o júri popular que veio a condená-lo.

No tribunal, Bugliosi alegou que desde o primeiro minuto que Charles Manson foi libertado da prisão de Terminal Island, em 1967, ele estava “cheio de ódio pela humanidade”, e seu propósito era viajar até São Francisco para decidir qual seria o seu “alvo”. O fato de que Manson realmente pediu aos oficiais da prisão de Terminal Island para não ser libertado foi usado por Bugliosi para justificar esse “ódio” que Manson estaria sentindo. Na realidade, Manson pediu para continuar preso alegando o seguinte: “Não conheço ninguém lá fora, e não conheço aquele mundo. Todos os meus amigos estão aqui. Esse é o meu lar”. Simples assim.

De qualquer maneira, nada do que veio à tona sobre Manson desde então (por exemplo, documentos, palavras em áudio, entrevistas) apóia essa teoria de Bugliosi. Em primeiro lugar, a primeira menina que Manson conheceu ao sair de Terminal Island, Mary Brunner, decidiu viver com ele por sua espontânea vontade, assim como todos aqueles que se tornaram erroneamente conhecidos como “seguidores” de Manson. Se essa palavra deve ser usada, então eram eles que o seguiam, e não Manson que os forçava de qualquer maneira ou os “programava”, como Bugliosi também afirmou.

Todas as informações que existem sobre Charles Manson nesses primeiros anos fora da prisão (1967 e 1968) indicam que ele era um homem muito calmo e cheio de amor. Bugliosi criou a percepção de que Manson é racista (e para os ignorantes, a suástica em sua testa serve de comprovação dessa acusação), mas existem inúmeras ocasiões nessa época em que Manson é abertamente anti-racismo (por exemplo, a entrevista para a Universal Studios em 1967). Quanto a isso, aqui está mais uma contradição do promotor: os supostos “seguidores” de Manson usavam muitas citações anti-racismo. Se eles estavam “programados” por Manson, então não seria essa postura anti-racismo também uma emulação do que Manson pensava e dizia? Mas toda a teoria de Bugliosi que convenceu o júri e condenou Manson está baseada no fato de que ele é racista. De fato, não faz nenhum sentido.

Em uma entrevista realizada com Manson na Universal Studios em 1967, quando ele estava gravando as canções que mais tarde iriam aparecer nos álbuns “Lie: The Love and Terror Cult” e “All The Way Alive” (note, por curiosidade, as iniciais de A-T-W-A nesse título), ele afirma que é “contra todos os tipos de guerra”. A postura documentada de Manson e as informações de seus amigos da época confirmam essa afirmação. Mas se ele era anti-guerras, como é que ele poderia estar tramando o início de uma guerra racial, como o promotor Bugliosi propôs? A questão é bem simples: a suposta guerra racial que Bugliosi tentou – e conseguiu – jogar sobre Charles Manson era um conflito armado que Manson comentou que havia ouvido falar sobre na prisão de Terminal Island. Tratava-se de um ataque que estava sendo planejado de dentro das prisões para muçulmanos negros atacarem civis brancos americanos do lado de fora. Esse ataque de fato aconteceu, em São Francisco em 1973, e tornou-se conhecido como “Zebra Murders” (em português, “Assassinatos da Zebra”).

Naturalmente, imagina-se que um homem “cheio de ódio pela humanidade”, “racista” e envolvido em maquinar uma “guerra racial” – como é o perfil de Manson criado por Bugliosi – falaria desses temas, ou ao menos mencionaria algo sobre isso alguma vez, quem sabe até em suas próprias músicas? Mas não. Nada registrado de Manson em seus anos fora da prisão (1967 – 1969) condizem com esse perfil criado pelo promotor. As suas músicas gravadas nessa época falavam sobre amor, sobre o deserto, sempre com o tema anti-guerra. As suas palavras registradas nessa época são todas anti-racismo, anti-violência, anti-ódio. Elas fazem todo o sentido se comparadas ao que os amigos de Manson da época falavam sobre ele, mas de forma alguma apóiam a teoria vendida por Bugliosi para o júri popular.

Enfim, para tudo nesse caso existe uma explicação clara e lógica. É incrível como a história mirabolante criada pelo promotor Vincent Bugliosi em seu livro best-seller “Helter Skelter” convence tanta gente, enquanto a história verdadeira, que é simples, clara e coerente, é conhecida por tão poucos. Ao que tudo indica, Manson estava mesmo certo quando sentou naquela sala de julgamento: o povo realmente estava à procura de mais um filme de terror de Hollywood, e Manson recebeu o papel de vilão.

 Algumas contradições sobre quem é Charles Manson

© 2011 ATWA Brasil


Aquecimento global: Colocando os céticos em foco

atwa aquecimento Aquecimento global: Colocando os céticos em foco

Enquanto caminhamos para a nossa própria extinção, é possível ver todo o tipo de percepção quanto à questão do aquecimento global. A maioria parece compreender que se trata de uma ameaça real, mas apesar disso poucos saem da frente da televisão para fazer algo a respeito. São os agentes passivos. Entre os agentes ativos, existem os que se auto-intitulam “céticos” ou “negacionistas” da mudança do clima. Esses são os objetos de foco desse artigo.

O negócio deles é semear a dúvida, lançar suspeitas e espalhar desinformação. Em todas as guerras a desinformação (ou propaganda inimiga) teve um papel primordial, e no caso da guerra atual do homem contra ATWA não poderia ser diferente. Faz parte da estratégia.

Um de seus argumentos é que o aquecimento global estaria virando desaquecimento global. Afinal, a temperatura média da troposfera (a camada mais baixa da atmosfera) não aumentou desde 1998, o ano mais quente no registro histórico. Mas e se 2010 bater o recorde de 1998? Nada mudará na estratégia provocadora dos negacionistas. Como sempre fazem, ignorarão o dado que lhes seja desfavorável.

Eles passarão para o próximo “argumento”. Por exemplo: que não é possível apurar uma grandeza como a temperatura média da atmosfera, ou que o tratamento estatístico dos dados é manipulação, ou que a atividade solar é a verdadeira causa do aquecimento, e não os gases do efeito estufa. São incorrigíveis.

Acima de uma prova de estupidez perigosa, essa posição dos negacionistas serve como lição para aqueles que realmente lutam por ATWA: não será com números que a ordem natural será restabelecida. Ciência e números são coisas complexas. São coisas que para o homem comum, que faz as coisas do dia a dia como um robô e no fim do dia não quer muito além de uma televisão e um pouco de entretenimento, vão além do conhecimento. Você pode oferecer números sobre tudo, e convencê-los de muita coisa, mas os números parecem ser muito subjetivos. Em outras palavras, com números tudo que parece provável por ser confundido e negado também. Eles não somam muito quando a questão é mobilizar as massas em uma mesma direção.

Para os que procuram números, há boa chance de 2010 se tornar, de fato, o ano mais quente de todos os tempos – ou melhor, desde que se iniciaram as medidas em escala planetária. Não houve outro período janeiro-agosto mais quente que o desse ano. E isso numa fase de atividade mínima do Sol, em que a radiação solar pouco contribui para esquentar a atmosfera além do usual.

Mas nada disso será suficiente para mobilizar a espécie humana com relação ao aquecimento do planeta – causado em grande escala pelas nossas atividades diárias. Aliás, eis aqui outro fator que os negacionistas procuram lutar contra, em um desespero para inocentar a própria espécie. Não passa de antropocentrismo mal formulado. Não reconhecer que embarcamos no caminho errado é cavar a própria sepultura.

Mas a “esperteza” dos céticos encontra barreiras, sim. Seu limite está na nossa própria capacidade de buscar a melhor ciência, contornar as armadilhas do senso comum e pensar com a própria cabeça.

A alavanca da revolução contra a poluição não serão os números. Resta saber se haverá alguma outra ferramenta para isso antes que ATWA decida, de vez, nos expulsar dos seus domínios.

 Aquecimento global: Colocando os céticos em foco

© 2010 ATWA Brasil


Sobre Charles Manson e ATWA para o Brasil

atwa guerramentiras Sobre Charles Manson e ATWA para o Brasil

A ATWA Brasil é uma concepção relativamente recente. As idéias que culminaram no desembarque desse pensamento no território brasileiro existiam há algum tempo antes de serem comunicadas abertamente a todos, mas ainda assim se trata de um fenômeno novo. Sendo assim, é compreensível que as pessoas que se interessam (ou não) por esse modo de pensar e agir tenham dificuldade em assimilar o que ATWA propõe.

Inicialmente, as pessoas que ouvem falar de ATWA questionam a figura de Charles Manson como mentor intelectual desse pensamento. Muitas pessoas concordam inteiramente com o que ATWA parece sugerir, mas quando pensam em Charles Manson ficam com um “pé atrás”. Trata-se de um comportamento lógico e compreensível, afinal, muita desinformação foi fabricada sobre Manson desde que ele foi preso em 1969. São mais de 40 anos de pessoas falando “por” e “sobre” Charles Manson, e muito pouco disponibilizado de Charles Manson falando por si mesmo. As palavras, os conceitos, as idéias são colocadas sobre ele. Nesse contexto, é natural mesmo que as pessoas tenham dificuldade em compreendê-lo.

Um dos propósitos da ATWA Brasil é precisamente oferecer um pouco mais de Charles Manson falando sobre ele mesmo para o povo do Brasil. Infelizmente, em língua portuguesa temos apenas um ou dois livros e um filme, todos baseados – ou escritos – pelo promotor do caso de condenou Charles Manson e fez disso a sua fortuna: Vincent Bugliosi. Até a ATWA Brasil desembarcar no sul do continente americano, o povo brasileiro era refém dessa única versão da história de Charles Manson, escrita por aquele que inventou tal história, vendeu ao público, e condenou Manson (com suas fabricações) no tribunal do estado da Califórnia. Mas agora, e a cada dia mais, Charles Manson tem sua voz comunicada em língua portuguesa. Das milhares de pessoas que a ouvem, algumas acordam e compreendem, enquanto outras permanecem cegas. Mas até então, nem isso era possível.

Levará tempo e empenho para que os julgamentos das pessoas mudem sobre Charles Manson. Foi assim para construir o mito do “monstro Manson” – o “homem mais perigoso que já viveu”, como estamparam na capa da revista americana Rolling Stone. Para resgatar a imagem de Manson também levará tempo, mas a realidade nunca é derrotada. Com o tempo, ela será estabelecida, por bem ou por mal. A luta de Charles Manson nunca foi outra senão ATWA. As confusões, as mentiras, e as incertezas que ofuscaram isso são fruto daqueles que fizeram seus milhões de dólares vendendo ao público uma história mirabolante – em outras palavras, vendendo ao público o que o público queria. Fizeram da simples realidade um filme de ficção de Hollywood, e o publicou compareceu em massa.

O que não lhes foi dito é que ao atropelar os direitos de Charles Manson no tribunal, a fim de promover uma história fictícia que resultou na fama e riqueza de uns poucos advogados, juízes, jornalistas e políticos, todos os direitos de todas as pessoas foram atropelados também. Quando um direito foi tirado, todos os direitos de todos foram tirados. Não há leis enquanto a lei permanecer enterrada. Para ATWA, ATWA é a única lei. Todos os livros, páginas escritas, assinaturas desse ou daquele outro, não passam de piadas até que a lei e a ordem sejam resgatadas.

ATWA desembarcou no Brasil porque nós temos o coração e os pulmões dessa luta. O Brasil está no foco da guerra do homem contra a natureza. Charles Manson está pendurado na cruz há mais de 40 anos, mas a sua luta não tem fim porque aqueles que o penduraram na cruz penduraram a eles mesmos. A luta de Charles Manson é uma: ATWA. É resgatar ATWA, é uma guerra santa contra a poluição, contra a destruição da vida.

A luta de Manson pela sua sobrevivência nesses mais de 40 anos de encarceramento ilegal serve como uma analogia para a luta de ATWA pela sua sobrevivência contra os horrores causados diariamente pelas ações humanas. O centro dessa realidade é que somente o próprio homem pode colocar um fim a essa guerra que ele mesmo iniciou. Existe uma chance de se salvar, e essa chance se resume em reconhecer e aceitar a ordem de ATWA.

 Sobre Charles Manson e ATWA para o Brasil

© 2010 ATWA Brasil


ATWA Brasil: “ATWA não são pessoas”

Abaixo, mais uma produção oficial da ATWA Brasil: “ATWA não são pessoas”.

Uma conversa por telefone com Charles Manson, gravada na noite de 3 de julho de 2010. Manson elabora idéias sobre o conceito de ATWA, fala um pouco sobre o Brasil, os nossos índios, e o tipo de pensamento que devemos combater.

O vídeo conta com imagens ilustrativas, o áudio original da conversa, e legendas em português.

 ATWA Brasil: “ATWA não são pessoas”

© 2010 ATWA Brasil


Baleias ilustram a perfeição de ATWA

atwa baleias Baleias ilustram a perfeição de ATWA

O caso da caça de baleias ilustra perfeitamente a unicidade de ATWA – a união e interdependência de todas as formas de vida em nosso planeta. O crime contra a sobrevivência desses animais esboça a ignorância dos homens, das mentes do dinheiro. Enquanto essas vidas são roubadas, transformadas em lucro para uns poucos, o caçador parece cego quanto à realidade de que o golpe é também contra a vida dele mesmo: no sistema da unicidade da vida, aquela vida é a sua vida. O carma natural retornará.

As nações pró-caça perpetuaram mitos para justificar a matança. Esses mitos são disseminados pela mídia de alguns dos países pró-caça, como a Noruega, o Japão e a Islândia, e financiados por outros atores comerciais envolvidos no processo da caça.

Entre os principais mitos, está o de que as baleias comem muito peixe, reduzindo os estoques pesqueiros, deixando menos para os seres humanos. Trata-se de um argumento egoísta, típico da ética antropocêntrica do homem moderno, que posiciona o homem como administrador legítimo dos assuntos do planeta. Não passa de falta de inteligência e conhecimento sobre ATWA, o sistema de suporte de vida do planeta Terra. Os mares vêm convivendo com os peixes e as baleias há milênios – até que os humanos chegaram. O maior impacto nesse relacionamento se deu com o desenvolvimento da tecnologia a vapor, que possibilitou “arrastões” para pilhar os oceanos. Obviamente, o homem é a espécie invasora.

Outro mito comum é a ironia de que “a caça é feita de forma humanitária”. Logicamente, é humanitária mesmo, considerando que se trata de assassinatos para abastecer os desejos e confortos dos humanos. Mas não é esse o argumento dos criminosos. Com “forma humanitária”, os assassinos querem dizer que os animais não sofrem com a perda das suas vidas. Os caçadores dizem que eles usam arpões com explosivos para matar os animais “rapidamente”. Ironicamente, esse argumento não considera a vontade da baleia de sobreviver. Mesmo assim, os pontos do argumento não passam de mitos: a Comissão Internacional da Baleia estima que a morte leva, em média, 14 minutos – se o arpão for atirado com eficácia. Se não, pode ultrapassar uma hora. As baleias que não morrem imediatamente são supostamente alvejadas com rifles, mas é comum também que elas sejam arrastadas até se afogarem.

Esse último mito foi desmascarado absolutamente com imagens divulgadas recentemente pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, na sigla em inglês). O vídeo mostra um baleeiro norueguês usando arpões explosivos para matar as baleias em 23 de maio desse ano. A tripulação passa 22 minutos tentando se certificar de que a baleia está morta. O mamífero sofre por cerca de duas horas e depois é atingido por um outro arpão lançado pelo navio norueguês, quando finalmente morre. Se for isso que os criminosos querem chamar de “forma humanitária”, então que fique evidente que se trata de tortura e assassinato – nada além disso.

Sobre esses crimes, está marcada para o dia 21 de junho uma reunião da Comissão Internacional da Baleia, em Agadir, no Marrocos, em que os 88 países membros vão votar uma proposta da comissão de permitir a caça controlada do animal. Ironicamente, o Japão estaria comprando votos de pequenas nações para ganhar apoio pró-caça. Países como São Cristóvão e Nevis, Grenada, Ilhas Marshall, Kiribati, Guiné e Costa do Marfim se mostraram interessados em negociar seus votos na comissão. Eles estariam recebendo ajuda financeira do Japão em troca de seus votos favoráveis à caça. Alguns países alegaram que o Japão também ofereceu dinheiro para gastarem nas despesas da reunião da comissão e até mesmo garotas de programa para ministros e diplomatas.

Dessa forma, se faz a lei pelas mãos dos homens: mais um exemplo de como atuam as mentes do dinheiro em conflito com ATWA. Se a comissão aprovar a caça das baleias, será interessante saber se, no futuro, será lembrado que o genocídio contra esses animais foi aprovado em troca de dinheiro e prostitutas japonesas.

O ciclo e a perfeição de ATWA estão claros para todos que vêem. Um sistema perfeito e harmônico, em equilíbrio com tudo o que vive nesse planeta. Nem todos os homens são iguais, mas o coletivo denuncia a espécie: um câncer que se multiplica sem controle nas células do corpo da Terra, destruindo esse equilíbrio a cada dia.

Um exemplo dessa perfeição dos sistemas vivos é encontrado na recente pesquisa da Universidade Flinders, na Austrália, sobre como as fezes de baleias ajudam a absorver o dióxido de carbono do ar – exatamente o que os homens estão se provando incapazes de fazer com as próprias mãos, tecnologia e bom senso. A beleza é impressionante: as baleias do Oceano Antártico liberam cerca de 50 toneladas de ferro em suas fezes por ano, o que estimula o crescimento de plantas marinhas (fitoplâncton) que absorvem gás carbônico durante a fotossíntese. O processo resulta na absorção de cerca de 400 mil toneladas de carbono, mais do que o dobro do que as baleias liberam na respiração, segundo o estudo dos australianos. Eis aqui um exemplo de um ser vivo responsável, capaz de sobreviver em aliança com o planeta.

O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha nessa parte do mundo, e o crescimento dessas pequenas plantas é limitado à quantidade de nutrientes disponível, incluindo o ferro. As baleias se alimentam basicamente de lulas no fundo do oceano e defecam nas águas mais próximas da superfície onde o fitoplâncton pode crescer, tendo acesso à luz. O fitoplâncton é consumido por animais marinhos minúsculos – como o zooplâncton – que, por sua vez, são consumidos por criaturas maiores que fazem parte do cardápio das baleias. Um ciclo fechado, perfeito. A interferência do homem resulta em roubar uma peça desse quebra-cabeça em equilíbrio. Os efeitos disso não são limitados à cadeia alimentar marinha.

Esse caso das baleias serve como testemunha da perfeição de ATWA e da guerra declarada pelo homem contra o sistema de suporte de vida do planeta. Mitos são disseminados por aqueles que lucram com o crime; os criminosos compram a lei dos fracos e ignorantes com moedas e prostitutas; o desequilíbrio do que é perfeito é incentivado; e para terminar, o ciclo é fechado: os erros voltarão contra os homens, pois a vontade de Deus é uma e será respeitada. O erro é não compreender que contra ATWA não existe vitória – ou você está lutando pela vida, ou está lutando pela morte.

 Baleias ilustram a perfeição de ATWA

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson: Mitos e fatos

 Charles Manson: Mitos e fatos

Quando o álbum de Charles Manson intitulado “Lie: The Love and Terror Cult” foi lançado durante o julgamento de 1970, poucos perceberam que a intenção do disco, algo que era explícito na capa e no título do álbum, era refutar as mentiras sensacionalistas publicadas na revista Life em sua edição de 19 de dezembro de 1969.

Durante o julgamento, muitos dos argumentos usados pela acusação para convencer o júri popular a condenar Manson eram teorias que haviam sido vendidas pelos próprios advogados da acusação à revista. Essas teorias publicadas pela revista Life durante o julgamento de Manson se tornaram mitos conhecidos mundialmente – basicamente, o que a pessoa comum sabe hoje sobre Charles Manson são esses mitos. A idéia de que havia uma “Família Manson”, e o próprio termo “Família Manson”, foram publicados pela primeira vez na edição da Life de 19 de dezembro de 1969. A teoria de que Manson e seus conhecidos eram “hippies”, e de que Manson era um “líder” e os demais eram “seguidores”, também foram publicadas pela primeira vez nessa mesma revista.

Muitos desses mitos foram vitais para a acusação conseguir a condenação de Charles Manson. Eles se tornaram tão conhecidos entre as pessoas que o júri popular era incapaz de separar os mitos dos fatos. Todas as teorias conspiratórias podem ser encontradas no livro Helter Skelter, escrito por Vincent Bugliosi, o promotor do caso que conseguiu a condenação de Manson. Infelizmente, esse livro cheio de histórias mirabolantes se tornou a principal fonte de informação sobre o caso de Charles Manson.

Portanto, lidar com alguns desses mitos, e separá-los dos fatos, é a proposta dessa seção.

Mito 1 – Charles Manson é um assassino

A hipótese de que Charles Manson seja um assassino, ou como ainda é mais comum, um assassino-serial, tornou-se tão amplamente aceitada que a maioria das pessoas a consideram como uma verdade incontestável. Não é à toa que fotos de Manson rotineiramente ilustram as capas de revistas e DVDs sobre assassinos famosos. Até mesmo entrevistadores famosos assumem que Manson é de fato um assassino, como disse Geraldo Rivera em sua famosa entrevista com Manson: “Você é um cachorro, um assassino-serial!”

Apesar disso, Manson nunca matou ninguém. A própria acusação nunca alegou que ele tenha matado qualquer uma das pessoas por quais os assassinatos ele foi condenado. Segundo a acusação, Manson nunca esteve na residência de Sharon Tate, e ele teria abandonado a casa da família LaBianca antes de qualquer pessoa ter sido agredida. Apesar da coleção de rumores de que Manson tenha matado e enterrado pessoas em Spahn Ranch, até hoje, após inúmeras investigações e escavações, não existe qualquer evidência que sustente tais mitos.

Mito 2 – Charles Manson era obcecado pela banda The Beatles

Esse mito foi elaborado pelo promotor, Vincent Bugliosi, para sustentar a sua teoria, conhecida como Helter Skelter, que acabou por condenar Manson pelos assassinatos conhecidos como Assassinatos Tate-LaBianca. Sem o apoio da mídia sensacionalista que repetia as palavras da acusação diariamente na televisão, rádio, jornais e revistas, seria impossível convencer o júri popular sobre a teoria de Helter Skelter.

É difícil de acreditar que um homem de mais de 30 anos de idade, que viveu em orfanatos, centros de detenção juvenis e prisões federais, que passou pelas mais difíceis condições possíveis nos Estados Unidos da década de 1960, sairia da prisão e se tornaria o fã número um da então moda jovem chamada The Beatles. Não é muito provável. Obviamente, Manson ouviu a música dos Beatles, e a banda era parte do mundo de Manson assim como era parte do mundo da maioria dos jovens e adultos na década de 1960. Mas dizer que Manson era obcecado pelos Beatles é simplesmente mais um mito da acusação.

A maioria prova disso é a própria música de Charles Manson. De todas as faixas de áudio que são hoje disponíveis, sejam elas releases profissionais não-autorizados ou material de circulação underground, nada se assemelha ou tem haver com qualquer trabalho relacionado aos Beatles. Se Manson era mesmo obcecado pelos Beatles, não seria natural que existisse no mínimo uma semelhança mínima entre a música de Manson e a música dos Beatles?

Mito 3 – Charles Manson queria ser um artista reconhecido

Na sociedade ocidental, e especialmente nos Estados Unidos, celebridades e chamar à atenção das pessoas se tornaram coisas tão importantes que muitas pessoas que se destacam em alguns campos (sobretudo na música, cinema e esportes) podem atingir um status e adoração que tempos atrás era algo reservado para grandes líderes políticos, heróis militares, etc. Hoje, ser reconhecido é tido como um sinal de grandeza. Em função desse “culto de celebridades”, que nasceu com a indústria cultural dos Estados Unidos, se tornou plausível para muitas pessoas acreditar que fama e dinheiro representam o desejo de todos.

Mas basta uma pequena análise da vida de Charles Manson para compreender que esse fascínio pelo reconhecimento público era uma realidade muito distante. Manson, quando não estava encarcerado, morou nas ruas e nas áreas desérticas da Califórnia. Ele raramente saía do deserto para “fazer parte” da sociedade americana. Em um tom de ironia quando questionado pelo entrevistador Tom Snyder em 1981 sobre esse mito, Manson foi claro: “Eu tive todo o dinheiro do mundo três vezes, e ele só serviu para ser devolvido. Para que serve ter dinheiro? No rancho (Spahn Ranch) nós imprimíamos o dinheiro, colocávamos nossos rostos nele”. Não existem evidências de que Manson sonhasse em se tornar uma celebridade, mas existem dezenas de fatos que comprovam que a vida que ele desejava era underground, às margens da sociedade consumista americana.

Mito 4 – A existência de uma suposta “Família Manson”

As pessoas que moravam ou visitavam o Spahn Ranch nunca se referiram a eles mesmos por qualquer nome coletivo. O que existiu no Spahn Ranch, e Charles Manson abertamente falou sobre isso diversas vezes, era um grupo musical underground chamado “The Family Jams”. O que aconteceu é que o termo “Family”, usado no nome do grupo musical foi aproveitado pela mídia sensacionalista, e colocando Manson com a figura de um líder, e portanto um pai, surgiu o termo tão conhecido: “Família Manson”.

Os promotores do caso, aliás, fizeram parte da elaboração desse termo ao vender informações sigilosas do julgamento à revista Life para a sua edição de 19 de dezembro de 1969. Ao promover Manson como o pai dessa suposta “Família Manson”, se tornou possível colocar todos os jovens que de fato participaram dos Assassinatos Tate-LaBianca como filhos, seguidores de Manson e, portanto, sob responsabilidade dele. O termo “Família Manson” não é nada mais do que um mito, uma expressão conveniente usada pela acusação para implicar e condenar Manson pelos assassinatos de 1969. É triste que a maioria das pessoas tenha comprado essa história.

Mito 5 – Charles Manson era o líder da “Família Manson”

Primeiramente, se nunca existiu uma “Família Manson”, então é impossível que tenha havido um líder para tal grupo. De qualquer maneira, tirando de lado os jovens que cometeram os assassinatos de 1969 e que viam na teoria de incriminar Manson como líder uma esperança de escapar da prisão, a maioria das pessoas que moravam e visitavam o Spahn Ranch deram testemunhos de que, na comunidade, não havia líderes nem seguidores.

Mito 6 – Charles Manson e seus amigos abusavam de drogas

Embora seja até ridículo negar que as pessoas que frequentavam o Spahn Ranch usavam substâncias como maconha, LSD, mescalina, peiote e cogumelos psicoativos, fato é que não existem evidências de que houvesse qualquer utilização generalizada dessas drogas ou de outras drogas como cocaína ou anfetaminas. Esse fato é bem documentado até por testemunhas que decidiram apoiar os advogados da acusação em condenar Manson, como por exemplo, Paul Watkins.

O líder das suas noites de assassinatos em agosto de 1969, Charles “Tex” Watson, em seu livro “Will You Die For Me?”, também demonstra que, na maioria das vezes, Charles Manson tentava impedir que os jovens abusassem das drogas no Spahn Ranch. Muitos outros frequentadores do Spahn Ranch confirmaram que Manson “colocava para correr” pessoas que abusavam de drogas. Em todos os seus livros escritos pós-prisão, Tex Watson e Susan Atkins, principais figuras dos crimes de 1969, afirmam que tinham que se esconder de Manson e dos demais frequentadores do rancho para usar algumas drogas como anfetaminas. Além disso, nas diversas batidas policiais no Spahn Ranch, não foram apreendidas quantidades substanciais de drogas.

Mito 7 – O motivo dos Assassinatos Tate-LaBianca era dar início a Helter Skelter

Esse é o maior dos mitos – e o mais importante, uma vez que ele é o único que incrimina Charles Manson, e é o mito pelo qual ele foi condenado a prisão perpétua. De todos os mitos criados durante o julgamento, esse é o único que supostamente evidenciaria uma motivação pessoal de Manson por trás dos Assassinatos Tate-LaBianca. Motivação pessoal não é uma necessidade para a acusação conseguir uma condenação nos Estados Unidos, mas é um fator importantíssimo, uma vez que a decisão final é do júri popular. Apresentada uma motivação, dificilmente um júri inocenta um réu. Foi assim no caso de Manson.

Por outro lado, a ausência de uma motivação pessoal é uma evidência substancial de inocência. O advogado da acusação, Vincent Bugliosi, assumiu de imediato no início do julgamento que Manson era culpado por todos os crimes, e a sua missão a partir de então foi encontrar meios de relacionar Manson com os assassinatos. Nenhuma outra teoria sobre o caso ou interpretação de qualquer evidência foram considerados. Acontece que, mesmo assim, a acusação enfrentou dificuldades em incriminar Manson, principalmente porque não se encontrava uma motivação pessoal. Bugliosi, em seu livro best-seller sobre o caso intitulado Helter Skelter, dedica mais de 60 páginas à dificuldade de mostrar que Manson havia uma parcela de culpa pelos assassinatos. Sendo assim, é compreensível que a única teoria encontrada por Bugliosi tenha sido algo fantasioso e literalmente inacreditável: a teoria de Helter Skelter.

Resumidamente, a teoria de Helter Skelter é a seguinte: a “Família Manson”, liderada pelo manipulador e criminoso Charles Manson, era uma comunidade de racistas drogados que pretendiam iniciar uma guerra racial nos Estados Unidos, cometendo assassinatos chocantes contra brancos e fazendo parecer terem sido crimes cometidos por negros. A revolta consequente causaria os brancos a retaliarem contra os negros, dando início à guerra, apelidada de Helter Skelter.Enquanto a guerra se desenvolvia, Manson e o seu grupo de seguidores iriam se esconder em um poço escondido no meio do deserto de Death Valley, na Califórnia. Segundo a teoria, os negros venceriam a guerra contra os brancos, mas seriam incapazes de governar sem a ajuda de pessoas brancas. Nesse momento, os únicos brancos restantes, a “Família Manson”, sairia do seu esconderijo para governar. De fato, é uma história mirabolante, que só poderia mesmo virar um best-seller ou um filme de Hollywood. Seria injusto tirar esse crédito de Vincent Bugliosi, mas acontece que Charles Manson foi de fato condenado por essa fantasia.

O motivo verdadeiro por trás dos assassinatos era, na realidade, bem simples: tirar um dos amigos de Spahn Ranch, Bobby Beausoleil, da prisão. Dias antes, Beausoleil havia sido preso após esfaquear Gary Hinman em uma briga por dinheiro de venda de drogas. A idéia dos jovens que cometeram os Assassinatos Tate-LaBianca, sob a liderança de Charles “Tex” Watson, era repetir crimes semelhantes nas redondezas, a fim de indicar à polícia que o verdadeiro assassino de Hinman estaria ainda em liberdade. Eles acreditavam que isso poderia fortalecer a defesa de Beausoleil e livrá-lo da prisão. Esse motivo, muito mais realista e carregado com provas e evidências, foi descartado pelos advogados da acusação. O motivo real era esse, mas só havia um problema: Charles Manson não estava envolvido.

Mito 8 – O livro “Manson em Suas Próprias Palavras” é de Charles Manson

“Existe alguma maneira de apagar esse livro? Essa coisa tem sido uma maldição. Tem destruído todos nós e ATWA por mais de 10 anos. Deveria ser o suficiente!”. Foi isso que Charles Manson escreveu em uma carta. Tirando de lado as próprias palavras de Manson, que sempre negou ter envolvimento com esse livro, a maior evidência de que o livro não tem participação de Manson é que as palavras supostamente usadas por ele no livro são extremamente diferentes das que ele normalmente usa, tanto falando como escrevendo. Até mesmo Vincent Bugliosi afirmou que as palavras não podem ser de Manson.

Isso não é surpreendente, porém, porque nas entrevistas que o autor do livro diz ter feito com Manson ele não teria direito a um gravador de voz ou a escrever suas anotações. Em função dessas limitações, e de outros motivos pessoais do autor do livro, como por exemplo a intenção de lançar um livro best-seller, muito do que é apresentado como as palavras literais de Manson deve ser ignorado. No fim, o livro representa uma coletânea de palavras, idéias, pensamentos e percepções do próprio autor, Nuel Emmons, e não de Charles Manson. Para encerrar com esse mito, existem dezenas de evidências que comprovam que muitos dos acontecimentos descritos no livro nunca aconteceram.

Mito 9 – O pai de Charles Manson era um homem negro

Esse mito foi criado pelo advogado de acusação, Vincent Bugliosi, em seu livro best-seller sobre o caso de Manson intitulado Helter Skelter. Segundo o autor do mito, o pai de Manson era um homem negro, e isso teria motivado Manson a se tornar um homem branco racista a fim de promover uma guerra racial. Não é diferente da história tão contada sobre a avó de Adolf Hitler ter sido uma judia. No melhor das contas, trata-se de um argumento ridículo.

Primeiramente, Manson não carrega nenhum traço genético de uma pessoa negra. Por menos negro que o pai de Manson possa ter sido, sempre existem traços físicos reconhecíveis. Além disso, o autor do mito baseia-se puramente no antigo mito de que “o cozinheiro de cor Colonel Scott” era o pai de Manson. Esse é um dos mistérios que emergiram durante o julgamento, em que a figura de Manson transformava-se diariamente, em mutações fantásticas geradas pela fome de audiência da mídia sensacionalista americana. Mas mesmo que o misterioso Colonel Scott fosse o pai de Manson, é improvável que ele (Scott) fosse negro. Para provar isso, basta dar uma breve olhada nas antigas reportagens publicadas em maio de 1969 no jornal Daily Independent, de Ashland, em Kentucky, que fez uma cobertura sobre o assassinato de Darwin Orell Scott, irmão biológico do misterioso Colonel Scott. A fotografia de Darwin Scott que acompanha o artigo mostra claramente que ele é um homem branco. Veja abaixo o artigo escaneado do Daily Independent, que mostra a foto do suposto tio de Charles Manson:

A foto do tio de Charles Manson

A foto do tio de Charles Manson

Mito 10 – A “Família Manson” é responsável por pelo menos 35 assassinatos

A base desse mito é uma única alegação feita em 18 de agosto de 1970 por Juan Flynn, um ajudante do Spahn Ranch, em uma entrevista com a polícia de Los Angeles. Flynn teria dito à polícia: “Manson admitiu – ele se gabou – de ter matado 35 pessoas em um período de dois dias”. Essa é a única “evidência” sobre o mito de que Manson estaria envolvido em dezenas de assassinatos nunca descobertos.

O mito foi fortalecido também no livro de Vincent Bugliosi, em que ele dedica 10 páginas listando assassinatos e desaparecimentos que ele acredita terem sido cometidos por pessoas relacionadas a Charles Manson. Acontece que não existem evidências sobre nenhum desses casos. A justificativa de Bugliosi em seu livro é uma apenas: “Todos esses casos aconteceram no mesmo período que a ‘Família Manson’ estava agindo como maníacos homicidas”. Obviamente, isso não explica muito. Vamos então fazer uma breve análise dos três maiores casos descritos por Bugliosi como possíveis crimes da suposta “Família Manson”:

a) Assassinato de Darwin Orell Scott em Ashland, Kentucky, em 27 de maio de 1969:
Essa vítima foi encontrada morta esfaqueada em seu apartamento em Ashland. Segundo Bugliosi, o motivo pelo crime seria que Darwin Orell Scott era o tio de Charles Manson, irmão de Colonel Scott. Apesar de diversos moradores de Ashland terem testemunhado que teriam visto Charles Manson na cidade na época do assassinato, até mesmo o próprio Bugliosi, autor do mito, sugere que Manson estava na Califórnia quando esse assassinato aconteceu. Os artigos de jornais locais de Ashland diziam que Darwin Scott possuía altas quantias de dinheiro em seu modesto apartamento, e que a polícia local acreditava que roubo seguido de morte era a explicação para o caso. A vítima, que tinha passagem na polícia por crimes de invasão de propriedade privada e falsificação, estaria envolvida no comércio ilegal de bebidas alcoólicas. Uma evidência que sustenta essa afirmação é que a polícia encontrou no apartamento de Scott dezenas de garrafas lacradas de uísque.

b) Assassinato de Joel Dean Pugh em Londres, Inglaterra, em 1º de dezembro de 1969:
Essa vítima foi encontrada morta em um hotel de Londres com a garganta e os pulsos cortados. Joel é normalmente descrito como marido de Sandra Good, uma fiel companheira de Charles Manson. Na realidade, eles nunca foram casados. Joel também é descrito como um “ex-membro da ‘Família Manson” de acordo com a teoria Helter Skelter de Vincent Bugliosi, mas ele nunca conheceu Manson. Após anunciada a morte de Joel Pugh, seus familiares viajaram até Londres para contestar o veredicto oficial da polícia londrina de que Joel havia se suicidado. O pai de Joel era um médico da Mayo Clinic, em Rochester, no estado de Minnesota, e teve acesso às conclusões médicas dos legistas de Londres. Ele se convenceu de que Joel havia mesmo cometido suicídio, e a família retornou para os Estados Unidos. É estranho que Bugliosi tenha ousado contestar a polícia e os legistas da Inglaterra, além da própria família de Joel Pugh, sem ter acesso a qualquer informação sobre o caso.

c) Assassinato de Marina Habe em Los Angeles, Califórnia, em 30 de dezembro de 1969:
Esse caso é provavelmente o mais simples. Não existe qualquer evidência que possa conectar qualquer frequentador do Spahn Ranch com o assassinato de Marina Habe. Bugliosi somente colocou esse caso entre os mais prováveis de seu livro porque o crime aconteceu em Los Angeles enquanto a suposta “Família Manson” estava livre. Enfim, logicamente improvável.

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