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Perspectiva de ATWA sobre a questão dos gatos

atwa gatos Perspectiva de ATWA sobre a questão dos gatos

Muitas ONGs, movimentos sociais, e ativistas que se dizem simpatizantes de direitos para os animais e respeito pelo meio ambiente têm falhado enormemente devido a uma básica incompreensão sobre o que está em jogo quando se fala de natureza.

Grupos ingenuamente bem intencionados (e alguns bem financiados) têm colocado pressão em governos locais pelo Brasil a fora a fim de promover programas de captura, castração, vacinação, e devolução de gatos de rua. Isso em nome de alguma noção obscura de respeito à vida dos animais por parte de voluntários genuinamente bem intencionados. Eles tendem a argumentar que programas assim seriam mais “humanos” do que simplesmente sacrificar esses gatos.

Mas isso não passa de imaginação (de novo, bem intencionada) de pessoas que, na realidade, sabem muito pouco sobre a vida animal. Gatos de rua vivem vidas curtas e violentas, e são comumente atropelados por carros, ou mortos por doenças, maus-tratos, ou predação. Mais importante do que isso, eles também representam uma fonte de propagação de doenças como raiva e toxoplasmose para humanos e outras formas de vida nativas. E sejam eles bem alimentados ou não, gatos de rua caçam e matam formas de vida naturais em escalas catastróficas – uma realidade que é longe de ser “humana”.

Algumas estimativas sugerem que exista cerca de 70 milhões de gatos selvagens vagando livremente pelo Brasil – incluindo gatos domesticados criados fora de casa, fugitivos, ou simplesmente selvagens. E baseado nesses números, estima-se que esses gatos matem cerca de um milhão de pássaros a cada dia, e mais de duas vezes esse número de pequenos roedores. Pergunto aos bem intencionados ativistas pelos direitos dos animais: onde estão os gritos de indignação por todas essas mortes?

Toda essa matança vem de um animal que nem sequer é nativo da América. Em suporte dessa afirmação, a União Internacional pela Conservação da Natureza lista os gatos domésticos como “uma das piores espécies invasivas do planeta”, e cientistas de conservação têm soado o alarme sobre a urgência de controlar esses gatos para preservar um equilíbrio ecológico, particularmente em áreas como parques urbanos.

Mas essa ameaça vai além dos centros urbanos. Um recente estudo americano do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas mostrou que o parasita que causa toxoplasmosis, que contamina a água a partir de fezes de gatos, contribui todos os dias para a morte de milhares de mamíferos marinhos, como focas, golfinhos, e baleias.

A ciência é clara: gatos estão causando danos irreparáveis para a fauna nativa, e devem ser mantidos em locais fechados. Infelizmente, muitos oficiais públicos, políticos, e ativistas praticam uma eco-ignorância generalizada sobre a questão dos gatos, ignorando a ciência.

Inspirados bela beleza dos gatos e pela sua aparente fragilidade, pessoas bem intencionadas têm representado um verdadeiro obstáculo para um equilíbrio natural. Essa resposta emocional ignora a ciência, mas é a ciência – e não a emoção – que deve determinar as políticas de como lidar com a questão dos gatos. Quantos outros estudos científicos serão necessários para convencer políticos e ativistas de que é necessário mudar a maneira como está se lidando com o crescimento desenfreado da população de gatos? Já passou do momento de fazermos as perguntas corretas sobre essa questão, e ouvirmos respostas racionais.

 Perspectiva de ATWA sobre a questão dos gatos

© 2012 ATWA Brasil


Os desertos verdes invadem o Brasil

atwa desertosverdes Os desertos verdes invadem o Brasil

Florestas artificiais de uma única espécie têm se tornado mais e mais comuns nos países da América do Sul nos últimos anos, alimentadas por baixos custos de produção e incentivos governamentais, o que tem causado grandes danos ao meio ambiente. Trata-se do fenômeno que se conhece pelo nome de “desertos verdes”, que têm invadido os solos férteis do Brasil com a proliferação de plantações de árvores de crescimento rápido e grande exigência de água, usadas para a produção de papel e celulose e para outros fins industriais.

Muitos governos da América do Sul – entre eles, o governo brasileiro – tem apoiado esse modelo de investimento, produção e consumo, que não passa de uma cópia do que os países da América do Norte e Europa fizeram no passado. O resultado dessa prática é que hoje esses países supostamente “desenvolvidos” não têm mais espaço para o plantio de árvores, mas a demanda por papel se manteve estável, o que explica a motivação econômica de países como o Brasil em investir no abate de árvores para a produção de papel e celulose. Em outras palavras, essa prática contrária às leis da Vida serve às necessidades de consumo desses países agressores que se auto-intitulam “desenvolvidos”.

As monoculturas de eucaliptos e pinheiros têm invadido o Brasil, que se tornou um dos grandes exportadores de papel e celulose para o resto do mundo. Os desertos verdes têm se tornado mais e mais comuns, mascarados como saudáveis florestas. E enquanto isso, as corporações que lucram com o comércio das vidas das árvores falam em “crescimento sustentável” e “respeito à floresta” – uma grande piada, que existe dependente da ignorância das massas.

Florestas de monocultura tendem a serem vistas como uma coisa boa, porque elas são verdes e bonitas. Mas ao se aproximar delas, você não ouve um único pássaro, porque não há nada lá – apenas o silêncio da morte. Uma floresta de monocultura é quase como uma pedreira. Ao contrário disso, nas florestas tropicais ouvem-se animais e água corrente, porque elas são cheias de vida. Portanto, não se engane com a “beleza” das florestas de monoculturas – elas não passam de desertos verdes. Trata-se de uma grande agressão contra a beleza de ATWA.

Existem atualmente cerca de sete milhões de hectares de desertos verdes no Brasil, principalmente de monoculturas de eucalipto, em plantios concentrados nas regiões mais férteis e populosas do país. Estima-se que mais de 50 mil famílias que viviam de pequenas fazendas de subsistência tenham sido expulsas dos seus lares apenas no estado do Espírito Santo, devido à chegada das grandes corporações usando a terra fértil da região para o plantio de monoculturas de eucalipto usadas para a produção de papel e celulose.

Enfim, os desertos verdes têm crescido no Brasil. A ausência de vida tem substituído o canto dos pássaros, e as fracas raízes das árvores sem vida têm substituído as profundas raízes do verde verdadeiramente verde – uma clara afronta contra ATWA. Soldados de ATWA, não se silenciem. Saiba que o seu silêncio representa a morte dessas lindas vidas.

 Os desertos verdes invadem o Brasil

© 2011 ATWA Brasil


Charles Manson: “Levante um dedo…”

atwa umdedo Charles Manson: Levante um dedo…

“Levante um dedo…

Você está com um dedo levantado? Isso é o Aiatolá. Isso é Bin Laden. Isso é Vietcong Charlie. Isso é Adolf Hitler. Isso é Sócrates. Isso é o imperador da China. É o imperador do Japão. É a vossa majestade. É Deus. É o Sol. É tudo.

Existe apenas um. Tudo é um só. É tudo um.

Então, se você odeia alguém você está odiando você mesmo. Não existe tal coisa como o ódio. Ódio? De onde você tira o ódio? Que porra é essa? Quer dizer, é apenas uma palavra.

É isso o que eu aprendi com os bebês, cara. Eu passei 22 anos na prisão, correndo atrás dos homens mais velhos, procurando pelo meu pai. Eu saí da prisão e fui até esse pequeno berço, e dentro dele tinha esse carinha com uns poucos anos de idade, um ano e meio mais ou menos. Ele olhou pra mim e disse: “Ga ga nu nu”. E eu olhei para ele e disse: “Ga ga nu nu”. E ele disse: “Ga ga gun dun ding”. E eu disse a ele: “Ga ga gunu gu gu gundump”. E ele respondeu: “Gunna gu gu gundup”. E eu disse: “Homens e mulheres, venham aqui, dêem uma olhada nisso”. Você entende o que eu estou dizendo? Isso aqui é Deus.

Então, não existem raças? Não, cara. Qualquer pessoa que esteja brincando com cores já perdeu a cabeça. Não existe tal coisa, existe apenas um único homem. O lobo vê isso. O pássaro vê isso.

Se você sair e ver um pássaro, e você mexer o seu braço, você verá o pássaro mexer a asa dele. Isso é porque ele lhe daria o céu. Eu tenho o céu aqui. Quando eu saio no pátio, todos os pássaros me conhecem. Eles me conhecem como eles mesmos.

-Charles Manson”

 Charles Manson: Levante um dedo…

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson: “A verdade é somente o que você quer e precisa…”

atwa passarinho Charles Manson: A verdade é somente o que você quer e precisa...

“Nas janelas do corredor da morte, um pássaro veio até mim, e eu dei a ele uma semente.

A mãe dele disse: ‘Vem, vamos procurar comida.’ E ele respondeu: ‘Mãe, eu já tenho comida.’

A mãe dele disse: ‘Você não pode contar com isso para sempre.’ Mas ele veio todos os dias, e comeu, e cantou, e ele se sentia bem.

A mãe dele morreu, e com isso ele deixou de fazer como a mãe dele fazia.

O passarinho bebê cresceu, colocou ovos, e voltou para mim com os seus bebês. Eu alimentei todos eles, e eles todos cantavam e se tornaram passarinhos gordos dos arredores da prisão. Um monte de pássaros, alimentados pela prisão há mais de 100 anos.

Então um dia, a sentença de morte foi anulada, os homens deixaram o corredor da morte e as celas ficaram vazias. Os pássaros sentavam nas janelas, sem saber o que fazer. Os condenados sentavam em outros lugares, e olhavam os milhares de pássaros morrerem. Era de partir o coração ver os amigos desamparados com fome.

Eu fiquei comovido, e um pardal veio e fez um ninho. Uma carriça veio e quebrou os seus ovos, e eu vi essa carriça, e vi como ela não cantava, ela apenas foi e quebrou os ovos do passarinho. Eu coloquei as minhas mãos e protegi o pardal.

Aí eu tive um sonho, uma coisa que parecia ser um deus veio até mim com uma cabeça de uma carriça, e disse: ‘Fique longe dos nossos ovos! Nós sabemos o que estamos fazendo, você não é necessário.’ Ele explicou que os passarinhos colocam muitos mais ovos do que as carriças são capazes de armar ninhos, e que se as carriças não quebrassem os ovos, os céus e a luz do sol estariam encobertos, e ele me mostrou milhões de passarinhos que estavam comendo tudo o que viam, e as folhas e as árvores estavam morrendo. Tudo estava sendo comido e destruído. Eu me senti um idiota. Havia tanta coisa que eu não compreendia. Eu não queria fazer a vida selvagem ser mais difícil. Eles já têm uma vida complicada naturalmente.

Quando as sentenças de morte foram anuladas paras as crianças da década de 1960, as pessoas não viam ou entendiam. As pessoas do poder queriam explodir o mundo, mas as pessoas esquecem-se das coisas porque elas estão sempre mentindo para as crianças e as criando em novos jogos de mentira pelo dinheiro. Homens dos ovos vêem o mundo todo ir e vir de novo.

Um passarinho bebê estava sendo empurrado e maltratado, e ele caiu do muro e outros pássaros vieram atrás dele. Eu coloquei as minhas mãos para protegê-lo. A carriça olhou para mim e disse: ‘Saia do meu caminho.’ Eu disse: ‘Eu não vou deixar você machucar esse passarinho.’ Eu desafiei ele, e ele saiu voando, e eu afastei ele. O passarinho bebê fugiu, e o outro ficou irritado comigo.

Então eu vi que ele tinha uma nova parceira, e eles tinham um ninho com os outros pássaros que voavam com a carriça má. Ele disse: ‘Você vê, você nos enfraqueceu e nos dividiu, e nos causou problemas com o seu jeito estúpido. O seu jeito não é voar, você não tem asas, e o seu cérebro é muito lento.’

Eu tentei me defender, e eu tinha outros amigos, como aranhas, formigas, percevejos, libélulas, corvos, falcões, etc, mas todos me diziam que ele estava certo, e que eu não tinha o direito de me colocar sobre o que ele estava fazendo. Tratava-se da sobrevivência dele, e eu não sabia nada sobre as coisas da carriça.

Eu tinha um rato que eu roubei de umas pessoas que queriam destruí-lo. Eu o peguei, e escondi-o em um lugar em que ninguém poderia encontrá-lo. Mas a carriça o encontrou, e a gaivota o encontrou, comeram ele e foram embora, rindo de mim e me chamando de estúpido.

Na minha janela eu tinha uma aranha, e nós nos dávamos bem. A gaivota veio ontem, comeu a aranha, e sentou na janela olhando para mim.

Como é que nós sabemos quando e como fazer algo? Nós achamos que nós sabemos, mas não importa o que nós pensamos, não é assim. Eu escrevo isso para dizer para você: eu vejo que a verdade é somente o que você quer e precisa.

-Charles Manson”

 Charles Manson: A verdade é somente o que você quer e precisa...

© 2010 ATWA Brasil


ATWA Brasil – "Lute pelo Cerrado"

Uma nova produção da ATWA Brasil – um alerta sobre a contínua devastação do Cerrado Brasileiro.

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