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Aquecimento global: Colocando os céticos em foco

atwa aquecimento Aquecimento global: Colocando os céticos em foco

Enquanto caminhamos para a nossa própria extinção, é possível ver todo o tipo de percepção quanto à questão do aquecimento global. A maioria parece compreender que se trata de uma ameaça real, mas apesar disso poucos saem da frente da televisão para fazer algo a respeito. São os agentes passivos. Entre os agentes ativos, existem os que se auto-intitulam “céticos” ou “negacionistas” da mudança do clima. Esses são os objetos de foco desse artigo.

O negócio deles é semear a dúvida, lançar suspeitas e espalhar desinformação. Em todas as guerras a desinformação (ou propaganda inimiga) teve um papel primordial, e no caso da guerra atual do homem contra ATWA não poderia ser diferente. Faz parte da estratégia.

Um de seus argumentos é que o aquecimento global estaria virando desaquecimento global. Afinal, a temperatura média da troposfera (a camada mais baixa da atmosfera) não aumentou desde 1998, o ano mais quente no registro histórico. Mas e se 2010 bater o recorde de 1998? Nada mudará na estratégia provocadora dos negacionistas. Como sempre fazem, ignorarão o dado que lhes seja desfavorável.

Eles passarão para o próximo “argumento”. Por exemplo: que não é possível apurar uma grandeza como a temperatura média da atmosfera, ou que o tratamento estatístico dos dados é manipulação, ou que a atividade solar é a verdadeira causa do aquecimento, e não os gases do efeito estufa. São incorrigíveis.

Acima de uma prova de estupidez perigosa, essa posição dos negacionistas serve como lição para aqueles que realmente lutam por ATWA: não será com números que a ordem natural será restabelecida. Ciência e números são coisas complexas. São coisas que para o homem comum, que faz as coisas do dia a dia como um robô e no fim do dia não quer muito além de uma televisão e um pouco de entretenimento, vão além do conhecimento. Você pode oferecer números sobre tudo, e convencê-los de muita coisa, mas os números parecem ser muito subjetivos. Em outras palavras, com números tudo que parece provável por ser confundido e negado também. Eles não somam muito quando a questão é mobilizar as massas em uma mesma direção.

Para os que procuram números, há boa chance de 2010 se tornar, de fato, o ano mais quente de todos os tempos – ou melhor, desde que se iniciaram as medidas em escala planetária. Não houve outro período janeiro-agosto mais quente que o desse ano. E isso numa fase de atividade mínima do Sol, em que a radiação solar pouco contribui para esquentar a atmosfera além do usual.

Mas nada disso será suficiente para mobilizar a espécie humana com relação ao aquecimento do planeta – causado em grande escala pelas nossas atividades diárias. Aliás, eis aqui outro fator que os negacionistas procuram lutar contra, em um desespero para inocentar a própria espécie. Não passa de antropocentrismo mal formulado. Não reconhecer que embarcamos no caminho errado é cavar a própria sepultura.

Mas a “esperteza” dos céticos encontra barreiras, sim. Seu limite está na nossa própria capacidade de buscar a melhor ciência, contornar as armadilhas do senso comum e pensar com a própria cabeça.

A alavanca da revolução contra a poluição não serão os números. Resta saber se haverá alguma outra ferramenta para isso antes que ATWA decida, de vez, nos expulsar dos seus domínios.

 Aquecimento global: Colocando os céticos em foco

© 2010 ATWA Brasil


Mares e oceanos de ATWA – vivos ou mortos?

atwa oceanos2 Mares e oceanos de ATWA – vivos ou mortos?

A água é um dos pilares de ATWA. Os mares e lagos cobrem dois terços da superfície do nosso planeta, e têm um papel de enorme importância para todo o meio ambiente.

Apesar disso, os seres humanos parecem estar fazendo o possível – em todas as partes do nosso planeta – para produzir um impacto negativo sobre os mares e a todas as vidas que o mesmo abriga. Conseqüentemente, trata-se também de um ataque contra nós mesmos, mas o homem parece confiar mais na sorte do que na realidade dos fatos.

Abaixo estão listados alguns fatores que merecem destaque nessa guerra do homem contra a água de ATWA:

- Os mares contêm 90% da biomassa do nosso planeta – das algas à baleia azul.

- Aproximadamente 3,5 bilhões de seres humanos dependem dos mares (esse número pode duplicar dentro dos próximos 20 anos).

- Mais de 70% dos peixes são pescados em excesso. As reservas de atum, bacalhau e peixe espada foram reduzidas em 90% no último século.

- 80% da poluição marítima têm a sua origem fora dos mares.

- O material plástico descartado mata anualmente um milhão de pássaros marinhos, 100 mil mamíferos marinhos e incontáveis peixes.

- Os vazamentos involuntários, despejo ilegal pela navegação e acidentes marítimos poluem anualmente os mares com enormes quantidades de óleo.

- O nível do mar subiu de 10 a 25 cm nos últimos 100 anos, e continuará a subir, inundando regiões costeiras baixas.

- Dos recifes de corais tropicais localizados em 109 países, em 93 dos casos já estão fortemente danificados pelo desenvolvimento econômico das regiões costeiras e pelo crescente turismo.

- Os recifes de corais cobrem apenas 0,5% do fundo do mar, mas 90% das espécies de seres vivos dependem desses recifes de maneira direta ou indireta.

 Mares e oceanos de ATWA – vivos ou mortos?

© 2010 ATWA Brasil


ATWA Brasil responde: “A questão humana e o anarquismo”

atwa anarquiaveganismo ATWA Brasil responde: A questão humana e o anarquismo

Desconheço a origem do seguinte artigo, uma vez que o mesmo foi republicado em diversos websites de mesma orientação, e em todos os casos sem um nome que se responsabilizasse pela autoria. Isso não é um problema, mas é importante enfatizar que essa resposta da ATWA Brasil, portanto, não é endereçada a uma pessoa específica, mas sim ao coletivo das pessoas que têm interesse pelo respeito ao todo da vida.

O artigo é intitulado “A questão humana e o anarquismo”, e procura dar uma luz à questão da ideologia vegana com relação ao papel do homem nessa equação. São eles os animais, somos nós, os somos todos animais? E se somos todos animais, como lidar com isso? São questões importantes, uma vez que se pode dizer que a ética antropocêntrica é o provavelmente o maior inimigo das coisas vivas desse planeta.

O problema que a ATWA Brasil avista no diálogo do citado artigo é a questão do anarquismo, que nesse caso aparece associado à questão de respeitar o reino animal – do qual nós fazemos parte. Em uma crítica à autonomia do Estado, que segue em paralelo à questão da objetificação do homem nesse debate moral sobre a ética do veganismo, o artigo propõe uma “abordagem anárquica, ou seja, anti-coercitiva e libertária”. E nisso nasce outro problema.

O citado artigo afirma:

“O Estado exerce, por definição, forças coercitivas sobre determinada sociedade. Sua legitimidade, contudo, não é incontestável (apesar de pragmaticamente o ser). Qual é a legitimidade das leis que lhes são impostas sem sua participação em sua elaboração? Ao meu ver, teriam caso houve um deslocamento livre e de sua vontade para o campo de influência normativa desse Estado. Mas, e no caso de você simplesmente nascer lá?”

Em outras palavras, o artigo aponta uma falha da teoria democrática contemporânea (a ausência do indivíduo na elaboração de leis) para justificar uma não-relação pessoal com as leis que são impostas. Ele também enxerga um nível de legitimidade dessa ocorrência caso o indivíduo tenha escolhido migrar para tal Estado, mas não necessariamente se “simplesmente nasceu lá”. E a resposta para essa questão (uma delas), está no pensamento anárquico, nesse caso associado ao veganismo como explicado anteriormente.

Mas o caminho deve ser precisamente o contrário. A ordem natural deve ser a primeira lei. ATWA – ar, árvores, água, animais – o sistema de suporte de vida do nosso planeta, é fundamentado na ordem, na interdependência de todos os elementos com seus papéis igualmente importantes. Você perde uma dessas peças, você acaba por perder todas. Nada é mais característico da ordem do que a vida na Terra, e a anarquia é inimiga da ordem.

Uma vez que o indivíduo faz parte de uma área de influência política, ele tem seus direitos e deveres desse ambiente. Ele faz parte desse ambiente, e ele é responsável pelo caminho que esse ambiente trilha. Em uma democracia, o seu não-voto ou o seu voto para um ou outro candidato não altera em nada a sua responsabilidade pelo resultado das eleições e pelas leis que são elaboradas ou impostas a partir desse momento. Vivendo nesse ambiente, você tem um contrato de concordância com seja lá qual for o resultado de eleições ou passagem de leis, porque isso faz parte dos seus direitos e deveres. Sendo assim, o indivíduo é sim responsável por “leis que lhes são impostas sem sua participação em sua elaboração”, não importando o seu posicionamento ideológico.

A democracia exalta o poder do coletivo. Todos dividem os erros e acertos, igualmente, e são responsáveis por todas as decisões, também igualmente. Independentemente das suas orientações pessoais, você faz parte da solução e do problema. Nesse caso, a anarquia nada mais é do que uma extensão da democracia, uma vez que abre mais uma camada de “liberdade”, que pode ser também interpretada como “irresponsabilidade” pelas decisões que são tomadas. Em outras palavras, o indivíduo é posicionado ainda mais distante de onde as leis são impostas, e por estar mais distante, ele sente que pode caminhar sem dividir a responsabilidade com aqueles que elaboram as leis e ditam o caminho da nação.

A solução não está nesse caminho. É necessário olhar para o outro lado da cerca. Se o objetivo final é a natureza, então é imperativo reconhecer e se submeter à ordem natural. Tudo na sua forma original está em ordem, e a busca deve ser para resgatar essa ordem que a humanidade desequilibrou com as suas decisões coletivas.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Os anarquistas não ajudam a ordem. A maioria dos anarquistas são pessoas que não se encaixam. Eu sou um deles que não se encaixa, e gostaria de ter a liberdade para poder ser um anarquista. Mas com certeza não ajudaria ATWA. [...] Nós precisamos ter ordem se queremos que a Terra sobreviva.”

E Manson diz: “Vocês têm duas escolhas: anarquia e destruição, ou ordem e vida. E vocês podem ter ordem e vida como uma linda sinfonia, porque nós temos a capacidade de colocar a mente em ordem.”

O homem que procura trazer ordem para a Terra deve encontrar o seu centro no Sol. O homem deve render-se à ordem do universo e às leis da natureza, as leis da vida e da morte – os movimentos de uma roda. As estações e ciclos, fogo e gelo, luz e trevas, criação, destruição e a determinação de existir em harmonia com a lei.

Essa é a ordem de ATWA, a ordem natural, a ordem da vida. Se existe uma revolução a ser feita pelo homem, ela deve pelo resgate da lei. E o anarquismo é inimigo da ordem.

Para ler o artigo “A questão humana e o anarquismo”, clique aqui.

 ATWA Brasil responde: A questão humana e o anarquismo

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Charles Manson: “Nos tornar ATWA…”

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Aqui, um pedaço de uma carta de Charles Manson. A imagem acima é uma versão digital de um desenho feito à mão por Manson e enviado junto com essa carta, para ilustrar o pensamento de ATWA.

“Eu descobri que isso funciona assim, e dá certo para a minha irmandade: quando eu dou tudo o que eu tenho, não importa o quanto seja porque o tudo é tudo, e deve ser tudo para ser uma palavra.

Essa palavra significa muito mais, tudo, não menos do que a alma e o amor, até mesmo a vida, e é aí que as pessoas acabam presas em seus próprios demônios.

Quando eles vêem a minha vontade de dar tudo, eles vêem isso como uma fraqueza, e tiram de mim aquilo que os meus irmãos cuidam comigo, e pensam que eu sou um tolo e fraco e que não compreendo. Outros roubam as minhas coisas e vendem os meus sapatos e toda a ajuda que eu consigo eles sugam de mim, e eu os vejo e penso: não julgue, dê, perdoe, não condene.

Isso é difícil para mim porque eu quero chutá-los, mas aí eu percebo que as pessoas acabam sendo como elas são por causa de dor, e eu não quero ser um dos que impõem dor.

Quando alguém continua roubando as minhas pequenas coisas, isso preenche uma necessidade que ele tem de pensar que a sua realidade é mesmo real, e que a minha realidade não é. Eu fui deixado no banco dos juízes, os alteradores da verdade, onde o bom se torna ruim e o ruim se torna bom.

Todas as vidas vêm da vida. As crianças de Deus têm gastado muito tempo aprendendo a dar, e que o todo faz parte de um todo ainda maior que nós não conseguimos enxergar, até que nós possamos dar o todo a si mesmo, e assim podemos nos tornar ATWA.”

- Charles Manson

 Charles Manson: Nos tornar ATWA…

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“Árvores” de Hermann Hesse

atwa arvoressagradas Árvores de Hermann Hesse

Abaixo, um texto do escritor alemão Hermann Hesse, intitulado “Árvores”. Ele capta a essência do pensamento de ATWA.

“Para mim, as árvores sempre foram os pregadores mais penetrantes. Eu as reverencio quando elas vivem em tribos e famílias, nas florestas e bosques. E eu as reverencio ainda mais quando elas estão sozinhas. Elas são como pessoas solitárias. Não como eremitas, que se perderam por alguma fraqueza, mas como grandes homens solitários, como Beethoven e Nietzsche. Em seus galhos mais altos o mundo sussurra. Suas raízes descansam no infinito. Mas elas não se perdem lá; elas lutam com toda a força de suas vidas para uma única coisa: a realizar-se de acordo com suas próprias leis, para construir a sua própria forma, para representar a si mesmo. Nada é mais sagrado, nada é mais exemplar do que uma árvore, bela e forte. Quando uma árvore é cortada e revela a sua morte ferida nua para o Sol, pode-se ler a sua história inteira no disco luminoso, inscrito em seu tronco: nos anéis dos seus anos, suas cicatrizes, toda a sua luta, todo o seu sofrimento, todas as suas doenças, toda a sua felicidade e prosperidade estão realmente escritas, os anos difíceis e os anos de luxo, os ataques resistidos, as tempestades vencidas. E cada jovem das roças sabe que a madeira mais nobre e mais sólida tem os menores anéis, que no alto das montanhas e em perigo permanente são as árvores mais indestrutíveis, mais fortes, mais ideais, que crescem.

As árvores são santuários. Quem sabe como falar com elas, e quem saber ouvi-las, pode aprender a verdade. Elas não pregam a aprendizagem ou preceitos. Elas pregam, sem se abalar, a antiga lei da vida.

Uma árvore diz: um núcleo está escondido em mim, uma faísca, um pensamento, eu sou a vida da vida eterna. A tentativa e o risco que a mãe eterna tomou comigo é único, exclusivas as formas e as veias da minha pele, único também a menor das folhas em meus galhos e a menor cicatriz da minha casca. Eu fui criada para formar e revelar o eterno em cada um dos meus pequenos detalhes.

Uma árvore diz: minha força é a confiança. Não sei nada sobre meus pais, eu não sei nada sobre os milhares de crianças que a cada primavera nascem de mim. Eu vivo o segredo da minha semente até o fim, e eu não me importo com nada além disso. Eu confio que Deus está em mim. Eu confio que o meu trabalho é sagrado. É dessa confiança que eu vivo.

Quando somos feridos e não podemos mais suportar nossas vidas, então a árvore tem algo a nos dizer: atenção! Atenção! Olhe para mim! A vida não é fácil, a vida não é difícil. Esses são pensamentos infantis. Deixe Deus falar dentro de você e seus pensamentos irão crescer em silêncio. Você está ansioso porque o seu caminho conduz para longe da mãe e do lar. Mas cada passo e cada dia o levam de volta para a mãe. O lar não está aqui nem lá. Ou o lar está dentro de você, ou o lar não está em lugar algum.

Uma ânsia para vagar arranca lágrimas do meu coração quando ouço as árvores farfalhando ao vento durante a noite. Se alguém ouve em silêncio por um longo tempo, esse desejo revela o seu núcleo, o seu significado. Não é tanto uma questão de escapar de um sofrimento, embora possa parecer assim. É uma saudade de casa, de uma memória da mãe, de novas metáforas para a vida. Isso o leva para casa. Cada caminho leva em direção a casa, cada passo é o nascimento, cada passo é a morte, cada túmulo é a mãe.

Assim, a árvore sussurra à noite, quando estamos inquietos diante dos nossos próprios pensamentos infantis: árvores têm pensamentos longos, uma respiração longa e tranquila, assim como elas têm uma vida mais longa que a nossa. Elas são mais sábias do que nós, enquanto nós não as ouvirmos. Mas quando aprendemos a ouvir as árvores, a brevidade e a rapidez e a pressa infantil de nossos pensamentos alcançam uma alegria incomparável. Quem aprendeu a escutar as árvores já não quer ser uma árvore. Ele não quer ser nada, exceto o que ele é. Isso é estar em casa. Isso é a felicidade.”

 Árvores de Hermann Hesse

© 2010 ATWA Brasil


ATWA Brasil: “ATWA não são pessoas”

Abaixo, mais uma produção oficial da ATWA Brasil: “ATWA não são pessoas”.

Uma conversa por telefone com Charles Manson, gravada na noite de 3 de julho de 2010. Manson elabora idéias sobre o conceito de ATWA, fala um pouco sobre o Brasil, os nossos índios, e o tipo de pensamento que devemos combater.

O vídeo conta com imagens ilustrativas, o áudio original da conversa, e legendas em português.

 ATWA Brasil: “ATWA não são pessoas”

© 2010 ATWA Brasil


9 de agosto – Dia Internacional dos Povos Indígenas

atwa indiosemguerra 9 de agosto – Dia Internacional dos Povos Indígenas

O dia de hoje, 9 de agosto, marca o Dia Internacional dos Povos Indígenas. Essa promoção e proteção têm como objetivo declarado “por fim à marginalização dos índios, à extrema pobreza, e à expropriação das suas terras ancestrais”. Ironicamente, muito pouco além da retórica foi considerada desde que a data comemorativa foi criada em 1994.

As populações indígenas do mundo preservaram uma vasta quantidade da história cultural da humanidade. Os povos indígenas falam a maioria das línguas mundiais. Herdaram e passaram adiante um rico conhecimento, formas artísticas e tradições religiosas e culturais. Apesar disso, as mentes do dinheiro continuam a assolar as suas terras e destruir seus costumes milenares, sob os olhos sem expressão do “mundo civilizado”.

O sábio mártir Charles Manson diz: “As prisões do mundo são reservas, em que nós mantemos os índios trancados, longe da terra”.

De fato, a realidade dos povos indígenas é uma prisão. Não somente as suas reservas, (mal) demarcadas pelas mentes do dinheiro, como também os seus costumes, permanecem reféns de um modo de existência inimigo de todos aqueles que respeitam a vida. A revolta dos índios é normalmente ignorada pela mídia corporativa – nunca se vê na televisão a luta contínua daqueles índios que não se permitiram ceder aos interesses dos invasores. Quando o levante acontece, os indígenas adquirem o papel de baderneiros diante das câmeras, e a sua causa é caracterizada simplesmente como uma rebelião. Enfim, as prisões do mundo são reservas – as reservas são as prisões do mundo. Charles Manson, de dentro de uma cela apertada e escura na Califórnia, é capaz de visualizar o que a maioria das pessoas do chamado “lado de fora” se prova incapaz todos os dias.

Exemplo disso no Brasil é a construção das novas usinas hidrelétricas. Os povos indígenas estão sofrendo de forma desproporcional o impacto negativo dessas obras em suas terras de origem. Há no mundo todo um forte aumento do ritmo de construção dessas usinas, que exigem o alagamento de extensas áreas para as represas e forçam a retirada das comunidades nativas. Várias delas são construídas com fundos do Banco Mundial – a base das mentes do dinheiro. Literalmente, os povos nativos têm seus direitos completamente atropelados.

A tribo amazônica Enawene Nawe será afetada pelos planos do governo brasileiro, com suporte do Banco Mundial, de construir 29 represas em seus rios. Em toda a Amazônia, inúmeras comunidades serão afetadas pela expansão na energia hidrelétrica na região, entre as quais cinco categorizadas como isoladas. Com fundos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), as comunidades ribeirinhas do rio Xingu também sofrerão o impacto da polêmica usina de Belo Monte.

Nesse contexto, compreender os planos das mentes do dinheiro é meio caminho para entender porque a revolta dos índios é ocultada pela mídia. A idéia parece ser de transmitir uma postura de passividade por parte dos povos indígenas, a fim de convencer as pessoas de que o problema não é tão sério. Não passa de propaganda enganosa.

Um dos casos mais enraizados de revolução indígena moderna no Brasil acontece no presente momento em Roraima. Um relatório da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) revela preocupação com a criação de um Estado indígena independente em Roraima, com apoio de organizações independentes. O documento foi enviado pelo serviço secreto para o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência. O texto diz que índios teriam o desejo de “autonomia política, administrativa e judiciária”. Em outras palavras, uma completa revolução.

A preocupação da ABIN é que o CIR (Conselho Indígena de Roraima) forme “um cinturão de reservas indígenas”. Segundo a FUNAI, as 32 terras indígenas de Roraima ocupam 46% da área do estado. Apesar das rivalidades entre as nove etnias indígenas de Roraima, a ABIN acredita na existência de milícias armadas na região. Revólveres e espingardas foram encontrados e teriam sido contrabandeadas da Venezuela e da Guiana.

A ABIN também se mostra preocupada com a ratificação do Brasil à Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, assinada em 2007 na ONU. Para a agência, se confirmado pelo Congresso, torna ineficaz “as restrições elaboradas pelo STF ao usufruto da terra pelos índios”. As ressalvas impostas pela corte são o marco constitucional para terras indígenas e em futuras demarcações. Elas dão usufruto das terras para os índios, mas as mantêm sob as rédeas da União.

A guerra continua, e não existe derrota para aqueles que caminham em acordo com ATWA. A vontade de Deus é a harmonia da vida no planeta Terra. Tudo além disso são criações humanas, associações falsas e confusões politeístas. A ATWA Brasil apóia a luta dos povos indígenas, que não se desviaram da conduta de honra, e não se deixaram enganar pela ética antropocêntrica. Nesse Dia Internacional dos Povos Indígenas, fica essa prece aos nossos aliados no combate contra os que odeiam a vida.

 9 de agosto – Dia Internacional dos Povos Indígenas

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Antropoceno: O karma da humanidade em ação

atwa antropoceno Antropoceno: O karma da humanidade em ação

A humanidade pode estar no alvorecer de uma nova era: os seres humanos têm feito enormes mudanças sem precedentes no planeta, e com isso podem ter inaugurado um novo período da história geológica. A chegada do período Antropoceno pode incluir a sexta extinção em massa da história da Terra.

Através da poluição, crescimento populacional, urbanização, viagens, mineração e utilização de combustíveis fósseis os seres humanos alteraram o planeta de maneiras que serão sentidas pelos próximos milhões de anos. Cientistas temem que a humanidade tenha causado danos que levarão à sexta extinção em massa da história da Terra, com milhares de plantas e animais sendo exterminados nos próximos anos.

A nova época, apelidada de Antropoceno – significando “novo homem” – seria o primeiro período do tempo geológico da Terra moldado pela ação de uma única espécie. Embora o termo tenha sido usado informalmente entre os cientistas há mais de uma década, ele passou agora a ser considerado como um termo oficial.

Um novo grupo de trabalho de peritos já foi estabelecido para reunir todas as provas que corroborassem a reconhecer o Antropoceno como o período sucessor do Holoceno, em que vivemos atualmente. Os cientistas irão considerar as mudanças que as atividades humanas trouxeram para a biodiversidade terrestre e para a estrutura das rochas, bem como o impacto de fatores como a poluição e a extração mineral.

Eles concluem: “O Antropoceno representa uma nova fase na história tanto da humanidade como da Terra, quando as forças naturais e as forças humanas se tornaram interligadas, de modo que o destino de um determina o destino do outro. Geologicamente, este é um episódio marcante na história deste planeta”.

Dr. Jan Zalasiewicz, co-autor do relatório, acrescentou: “Sugere-se que estamos na linha de produção de uma extinção em massa catastrófica para rivalizar com as cinco grandes perdas de espécies e organismos no passado da Terra”.

Não há dúvidas: o karma da humanidade está em ação. O ciclo contínuo do todo da vida está retornando, e foram as ações humanas que aceleraram os ponteiros dos relógios.

O sábio mártir Charles Manson diz: “ATWA não são pessoas. ATWA é ar, árvores, água e animais trancados em zoológicos”.

Em outras palavras, a ordem não é o homem, mas o sistema de suporte de vida do nosso planeta. É o todo da vida, do qual nós fazemos parte. Nós somos parte do todo, e não gerenciadores do todo. É o resultado do coletivo das nossas ações que está nos destruindo, porque as nossas ações vão além dos limites que o mundo nos reservou. Pensar como ATWA é pensar em todas as vidas como uma única vida – é abandonar a ética antropocêntrica que está enraizada em nós. Esse é o caminho para resgatar do caos o que é perfeito!

Para ler o artigo original, clique aqui

 Antropoceno: O karma da humanidade em ação

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ATWA Brasil: “Uma América”

Abaixo, mais uma produção oficial da ATWA Brasil: “Uma América”.

Uma conversa por telefone com Charles Manson, gravada no dia 28 de maio de 2010. Ele fala muito sobre o Brasil e a essência do povo brasileiro e dos nossos ancestrais. Por fim, Manson passa o comando sobre o que deve ser feito para resgatar ATWA na América do Sul.

O vídeo conta com imagens ilustrativas, o áudio original da conversa, e legendas em português.

 ATWA Brasil: Uma América

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Oceanos engasgados em CO2

atwa oceanos Oceanos engasgados em CO2

Os oceanos do mundo estão engasgando com o aumento da presença de gases de efeito estufa liberados por ações humanas, destruindo os ecossistemas marinhos e quebrando as cadeias alimentares – são mudanças irreversíveis que não ocorreram por vários milhões de anos, aponta um novo estudo. A mudança pode ter conseqüências desastrosas para centenas de milhões de pessoas e outros seres vivos ao redor do mundo que dependem dos oceanos para a sua sobrevivência, e pode significar a destruição do coração e dos pulmões da Terra.

“É como se a Terra fumasse dois maços de cigarros por dia”, explica o cientista australiano Ove Hoegh-Guldberg, autor do novo estudo. A conclusão é baseada em 10 anos de investigação marinha, e descobriu que as alterações climáticas têm causado declínios importantes nos ecossistemas marinhos.

Os oceanos estão em um processo de aquecimento e acidificação, a circulação da água está sendo alterada e zonas mortas nas profundezas dos oceanos estão em expansão, diz o relatório. Há também uma queda nos ecossistemas dos oceanos, como as florestas de laminarias (algas) e recifes de corais, e as cadeias alimentares marinhas estão sendo destruídas, com peixes cada vez menores e maior freqüência de doenças e pragas entre os organismos marinhos. “Se continuarmos por essa via, chegaremos a condições nunca antes vistas pelo homem”, disse Hoegh-Guldberg. Ironicamente, são as ações humanas que estão pintando essa realidade.

Os oceanos são o coração e os pulmões da Terra, produzindo metade do oxigênio do mundo e absorvendo 30 por cento do dióxido de carbono liberado pelo homem. “Estamos entrando em um período em que os serviços dos oceanos sobre o qual muito depende a humanidade estão passando por grandes mudanças e, em alguns casos, começando a falhar”, disse Hoegh-Guldberg. “Muito claramente, a Terra não pode ficar sem o mar. Esta é mais uma prova de que estamos a caminho para o próximo grande evento de extinção”, explicou o cientista.

Mais de 3,5 bilhões de pessoas dependem dos oceanos para a sua principal fonte de alimento, e em 20 anos esse número pode dobrar, os autores do relatório dizem. O clima do planeta manteve-se estável durante milhares de anos, mas a mudança do clima nos últimos 150 anos está forçando organismos a mudarem rapidamente – mudanças que no ritmo natural da evolução levariam muito tempo.

Mas pensar nesse assassinato dos oceanos com um foco sobre as implicações para a humanidade é um grande erro – afinal, os seres humanos são a raiz do problema. Os alertas dos cientistas são importantes para elucidar o caminho que estamos traçando, mas interpretá-los sob uma ótica antropocêntrica é uma falha que faz pouco para que a solução para os problemas seja encontrada. A vida está morrendo agora, e não daqui a 10 ou 20 anos. Os oceanos estão lutando para sobreviver, e esse assassinato parte das mãos dos homens.

ATWA era ATWA antes de o homem aparecer, e continuará a ser ATWA depois que o apocalipse da Terra se complete. Serve então aos poucos homens que desejam sobreviver lutar pelo todo da vida – toda a água é uma única água, todas as vidas são uma vida só. Esse é o pensamento do agora, e a única saída para escapar do Helter Skelter que está presente por todos os lados.

Para ler outro artigo sobre o assassinato dos oceanos, clique aqui.

 Oceanos engasgados em CO2

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21 de junho: O dia dos solstícios

atwa solsticio1 21 de junho: O dia dos solstícios

O Sol atingiu hoje, às 8h28, o ponto mais ao norte de sua trajetória no céu.

O dia de hoje (21 de junho) marca o Solstício de Inverno para nós no hemisfério sul. Trata-se de um fenômeno astronômico usado para marcar o inicio do inverno.

O Solstício de Inverno ocorre quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador, ou seja, o afastamento máximo do astro em relação a nós. Marca também o dia mais curto do ano no hemisfério sul – isso é, com menos horas de luz natural por aqui. Em São Paulo, o Sol nasceu às 6h47 e vai e pôr às 17h28.

A partir de agora, o Sol começa a voltar em nossa direção, até atingir sua altura mais meridional em dezembro, quando teremos o Solstício de Verão.

A data era de grande importância para diversas culturas antigas, que de um modo geral a associavam simbolicamente às aspectos como o nascimento ou renascimento. Muitas festas tradicionais surgidas na Europa (e disseminadas pelo restante do mundo com a expansão da civilização ocidental) estão ligadas ao ciclo do analema, como a Páscoa, o Natal e diversas celebrações pagãs.

Para quem mora acima do equador, isso tudo se inverte. Com o Sol alto no céu hoje, os povos do hemisfério norte comemoram o Solstício de Verão.

Os solstícios de 2010

Milhares de neopagãos dançaram e saltaram em alegria nesta segunda-feira quando o Sol se elevou sobre o círculo de pedras de Stonehenge, na Inglaterra, marcando o Solstício de Verão do hemisfério norte. Na Bolívia, índios aimará celebraram seu ano novo, que coincide com o Solstício de Inverno do hemisfério sul.

Cerca de 20 mil pessoas lotaram o local pré-histórico em Salisbury, no sul da Inglaterra, para ver o alvorecer às 4h52, hora local, após uma tradicional festa que já havia durado a noite inteira. O evento costuma atrair milhares de participantes com estilos de vida alternativos, que aguardam a aurora na Pedra do Calcanhar, um pilar localizado do lado de fora do círculo. Enquanto o Sol de erguia, uma mulher escalou uma das pedras do círculo e tocou uma corneta de chifre, dando as boas-vindas ao dia mais longo do ano para o hemisfério norte. Tambores, pandeiros e gritos reverberavam ao fundo.

Na Bolívia, milhares de devotos celebraram o Solstício de Inverno, também conhecido pelos índios aimará como Willka Kuti, ou Retorno do Sol. Próximo ao lago Titicaca, Tiwanaku é um dos pontos magnéticos que atraem peregrinos de todos os cantos do mundo. “Os habitantes do norte festejam o nascimento de Jesus e o ano-novo do calendário gregoriano”, diz Dom Lucas, presidente do Conselho de Amautas (sábios) de Tiwanaku. “O início do ano sempre coincide com o começo do inverno, quando a terra está descansando, preparando- se para um novo ciclo. Por isso, aqui no sul, celebramos o Willka Kuti no final de junho”. Os incas de Cuzco também marcavam essa data com a Festa do Sol, o Inti Raymi. O festival Inti Raymi moderno recomeçou em 1944 e vinculou a efeméride natural com o dia de São João, em 24 de junho.

Feliz Solstício!

Abaixo, imagens do Solstício de Inverno do hemisfério sul e do Solstício de Verão do hemisfério norte nesse ano de 2010:

 21 de junho: O dia dos solstícios

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Baleias ilustram a perfeição de ATWA

atwa baleias Baleias ilustram a perfeição de ATWA

O caso da caça de baleias ilustra perfeitamente a unicidade de ATWA – a união e interdependência de todas as formas de vida em nosso planeta. O crime contra a sobrevivência desses animais esboça a ignorância dos homens, das mentes do dinheiro. Enquanto essas vidas são roubadas, transformadas em lucro para uns poucos, o caçador parece cego quanto à realidade de que o golpe é também contra a vida dele mesmo: no sistema da unicidade da vida, aquela vida é a sua vida. O carma natural retornará.

As nações pró-caça perpetuaram mitos para justificar a matança. Esses mitos são disseminados pela mídia de alguns dos países pró-caça, como a Noruega, o Japão e a Islândia, e financiados por outros atores comerciais envolvidos no processo da caça.

Entre os principais mitos, está o de que as baleias comem muito peixe, reduzindo os estoques pesqueiros, deixando menos para os seres humanos. Trata-se de um argumento egoísta, típico da ética antropocêntrica do homem moderno, que posiciona o homem como administrador legítimo dos assuntos do planeta. Não passa de falta de inteligência e conhecimento sobre ATWA, o sistema de suporte de vida do planeta Terra. Os mares vêm convivendo com os peixes e as baleias há milênios – até que os humanos chegaram. O maior impacto nesse relacionamento se deu com o desenvolvimento da tecnologia a vapor, que possibilitou “arrastões” para pilhar os oceanos. Obviamente, o homem é a espécie invasora.

Outro mito comum é a ironia de que “a caça é feita de forma humanitária”. Logicamente, é humanitária mesmo, considerando que se trata de assassinatos para abastecer os desejos e confortos dos humanos. Mas não é esse o argumento dos criminosos. Com “forma humanitária”, os assassinos querem dizer que os animais não sofrem com a perda das suas vidas. Os caçadores dizem que eles usam arpões com explosivos para matar os animais “rapidamente”. Ironicamente, esse argumento não considera a vontade da baleia de sobreviver. Mesmo assim, os pontos do argumento não passam de mitos: a Comissão Internacional da Baleia estima que a morte leva, em média, 14 minutos – se o arpão for atirado com eficácia. Se não, pode ultrapassar uma hora. As baleias que não morrem imediatamente são supostamente alvejadas com rifles, mas é comum também que elas sejam arrastadas até se afogarem.

Esse último mito foi desmascarado absolutamente com imagens divulgadas recentemente pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, na sigla em inglês). O vídeo mostra um baleeiro norueguês usando arpões explosivos para matar as baleias em 23 de maio desse ano. A tripulação passa 22 minutos tentando se certificar de que a baleia está morta. O mamífero sofre por cerca de duas horas e depois é atingido por um outro arpão lançado pelo navio norueguês, quando finalmente morre. Se for isso que os criminosos querem chamar de “forma humanitária”, então que fique evidente que se trata de tortura e assassinato – nada além disso.

Sobre esses crimes, está marcada para o dia 21 de junho uma reunião da Comissão Internacional da Baleia, em Agadir, no Marrocos, em que os 88 países membros vão votar uma proposta da comissão de permitir a caça controlada do animal. Ironicamente, o Japão estaria comprando votos de pequenas nações para ganhar apoio pró-caça. Países como São Cristóvão e Nevis, Grenada, Ilhas Marshall, Kiribati, Guiné e Costa do Marfim se mostraram interessados em negociar seus votos na comissão. Eles estariam recebendo ajuda financeira do Japão em troca de seus votos favoráveis à caça. Alguns países alegaram que o Japão também ofereceu dinheiro para gastarem nas despesas da reunião da comissão e até mesmo garotas de programa para ministros e diplomatas.

Dessa forma, se faz a lei pelas mãos dos homens: mais um exemplo de como atuam as mentes do dinheiro em conflito com ATWA. Se a comissão aprovar a caça das baleias, será interessante saber se, no futuro, será lembrado que o genocídio contra esses animais foi aprovado em troca de dinheiro e prostitutas japonesas.

O ciclo e a perfeição de ATWA estão claros para todos que vêem. Um sistema perfeito e harmônico, em equilíbrio com tudo o que vive nesse planeta. Nem todos os homens são iguais, mas o coletivo denuncia a espécie: um câncer que se multiplica sem controle nas células do corpo da Terra, destruindo esse equilíbrio a cada dia.

Um exemplo dessa perfeição dos sistemas vivos é encontrado na recente pesquisa da Universidade Flinders, na Austrália, sobre como as fezes de baleias ajudam a absorver o dióxido de carbono do ar – exatamente o que os homens estão se provando incapazes de fazer com as próprias mãos, tecnologia e bom senso. A beleza é impressionante: as baleias do Oceano Antártico liberam cerca de 50 toneladas de ferro em suas fezes por ano, o que estimula o crescimento de plantas marinhas (fitoplâncton) que absorvem gás carbônico durante a fotossíntese. O processo resulta na absorção de cerca de 400 mil toneladas de carbono, mais do que o dobro do que as baleias liberam na respiração, segundo o estudo dos australianos. Eis aqui um exemplo de um ser vivo responsável, capaz de sobreviver em aliança com o planeta.

O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha nessa parte do mundo, e o crescimento dessas pequenas plantas é limitado à quantidade de nutrientes disponível, incluindo o ferro. As baleias se alimentam basicamente de lulas no fundo do oceano e defecam nas águas mais próximas da superfície onde o fitoplâncton pode crescer, tendo acesso à luz. O fitoplâncton é consumido por animais marinhos minúsculos – como o zooplâncton – que, por sua vez, são consumidos por criaturas maiores que fazem parte do cardápio das baleias. Um ciclo fechado, perfeito. A interferência do homem resulta em roubar uma peça desse quebra-cabeça em equilíbrio. Os efeitos disso não são limitados à cadeia alimentar marinha.

Esse caso das baleias serve como testemunha da perfeição de ATWA e da guerra declarada pelo homem contra o sistema de suporte de vida do planeta. Mitos são disseminados por aqueles que lucram com o crime; os criminosos compram a lei dos fracos e ignorantes com moedas e prostitutas; o desequilíbrio do que é perfeito é incentivado; e para terminar, o ciclo é fechado: os erros voltarão contra os homens, pois a vontade de Deus é uma e será respeitada. O erro é não compreender que contra ATWA não existe vitória – ou você está lutando pela vida, ou está lutando pela morte.

 Baleias ilustram a perfeição de ATWA

© 2010 ATWA Brasil


A ameaça contra ATWA continua no Brasil

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As ameaças contra ATWA continuam com o projeto do novo Código Florestal Brasileiro, a fim de fragilizar esse dispositivo legal para expandir o desmatamento em nome de avanços no agronegócio. O relator do projeto é o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que em sua apresentação no dia 8 de junho afirmou que o projeto é “dedicado aos agricultores do Brasil” e que o boi é “o animal favorito do brasileiro” – uma ironia com relação ao alto consumo de carne bovina no país.

Mais de 70 deputados da Bancada Ruralista, representando os interesses do agronegócio, estão unidos a Aldo Rebelo para enfraquecer o Código Florestal Brasileiro. O novo texto retira a reserva legal de 20% de florestas em propriedades particulares, e retira a função social da terra, o que transfere para o estado a conta de qualquer prejuízo ambiental. Na leitura de seu relatório hoje, Aldo Rebelo agradeceu a três conhecidos ruralistas no Congresso: Moacir Micheletto, Homero Pereira e Anselmo de Jesus. Se eles conseguirem aprovar o novo código, milhões de hectares deixarão de ser protegidos por lei – essas terras são suas, a sua vida!

O brasileiro deve ver suas florestas e outros biomas como seu maior tesouro. As mentes do dinheiro vêem na conservação um obstáculo para o lucro. Os demais precisam ver além disso, e compreender que no todo da vida bate o seu próprio coração.

O sábio mártir Charles Manson diz: “O ar que você respira é mais importante do que o dinheiro que você gasta, porque você pode gastar esse dinheiro e acabar sem ar algum”.

Em outras palavras, o brasileiro não pode ficar de braços cruzados enquanto os inimigos da vida lutam para derrubar o Código Florestal Brasileiro. Os lucros deles não salvarão você.
Trata-se de um crime contra o todo da vida, que inclui todos nós. Se o novo código for aprovado, é necessário que todos os brasileiros sintam essa facada. Ela matará lentamente, com muita dor. Portanto, o momento de agir é esse, é agora, enquanto ainda estamos fortes.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Você não pode cortar três milhões de árvores todas as manhãs e esperar que o sistema de suporte de vida da nave Terra se sustente. Sem essas árvores, nós estamos todos perdidos”.

E é essa lógica tão simples que muitos pecam em não compreender. As florestas são o lar de muitos indivíduos não-humanos que dependem delas para sobreviver. As florestas são sua casa, sua fonte de sustento e sua referência de vida. Sem elas, eles morrem. A ética antropocêntrica que inibe o homem de ver a si próprio nessas vidas não-humanas é a arma que permite criminosos como Aldo Rebelo e seus comparsas sugerirem a matança indiscriminada de outras vidas em nome do “avanço do agronegócio”.

Os seres humanos verdadeiramente vivos devem apoiar o movimento de proteção das florestas como uma forma de proteger os interesses dos não-humanos livres que se vêem acuados em espaços cada vez menores e em populações cada vez mais ameaçadas. Sua situação é muito parecida com a de populações indígenas, que sempre viveram nas florestas e nunca as destruíram. Pelo contrário, as preservaram e as adoraram, até que as mentes do dinheiro declararam a sua guerra.

A ameaça contra ATWA continua no Brasil. Homens de paletó e mentes do dinheiro, os inimigos inseparáveis unidos, contra você e tudo que ama a vida nesse planeta. Todas as vidas são uma única vida. Ao aprovar o novo Código Florestal Brasileiro, está oficialmente aberta uma “temporada de desmatamento” nas cinco regiões do Brasil. É a sua própria vida em jogo que está sendo discutida – o seu direito de respirar e viver.

Para ler mais sobre o caso do Código Florestal Brasileiro, clique aqui.

 A ameaça contra ATWA continua no Brasil

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Charles Manson: “Você é Deus…”

atwa santamae Charles Manson: Você é Deus...

“Eles trancaram todo mundo para fora do motivo pelo qual eles estão aqui, você entende? A natureza deles. Eles nos trancaram em um ambiente artificial. E eles estão destruindo o ambiente natural. E você sabe quem é o ambiente natural?

É a nossa Mãe Terra. É aquela garota, aquela mulher.

É aquela ave Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo.

Não tenha dúvidas disso. Bendito é o fruto do teu ventre.

Nós amamos isso. Inteiramente. Bendito seja teu filho, Jesus.

Esse é o seu garoto, ele é Jesus. Ele é Cristo. Ele é o filho de Deus. Você é Deus.

Você é a santa mãe de tudo o que vive. Você consegue imaginar isso?

-Charles Manson”

Agradecimentos ao irmão The Zou pela transcrição dessa carta. O texto original pode ser encontrado aqui, na página pessoal dele.

 Charles Manson: Você é Deus...

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Ecologia Profunda em síntese

atwa ecologiaprofunda Ecologia Profunda em síntese

Ecologia

Ecologia é o estudo das interações dos seres vivos entre si e com o meio ambiente. A palavra e o conceito foram iniciados em 1866 pelo biólogo alemão Ernst Haeckel. A origem é a palavra grega “oikos”, que significa “casa”, e “logos”, que significa “estudo”.

A ecologia divide-se em três ramos:

1. Autoecologia: considera os organismos e como estes reagem aos fatores ambientais.
2. Demoecologia: é um ramo da Ecologia, e trata do estudo de cada população em separado. A forma como os organismos crescem, as suas taxas de mortalidade, sobrevivência, etc.
3. Sinecologia: corresponde a um ramo da Ecologia que se dedica ao estudo das comunidades. Trata das relações entre as populações, como por exemplo as relações predador-presa, estudando as várias populações em conjunto.

Ecologia Profunda

Palavras do Prof. José Roberto Goldim

A Ecologia Profunda foi proposta pelo filósofo norueguês Arne Naess em 1973 como uma resposta à visão dominante sobre o uso dos recursos naturais do planeta. Arne Naess se inclui na tradição de pensamento ecológico-filosófico de Henry Thoreau, proposto em Walden, e de Aldo Leopold, na sua Ética da Terra. Denominou esse modo de pensar e agir de Ecologia Profunda por demonstrar claramente a sua distinção frente ao paradigma dominante. No Brasil, nesta mesma época, o Prof. José Lutzemberger já propunha idéias semelhantes e desencadeava o movimento ecológico brasileiro com a criação da AGAPAN (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural).

O quadro abaixo demonstra, pelo menos em parte, as propostas de Arne Naess e as suas diferenças frente a visão de mundo predominante:

ecologiaprofunda2 Ecologia Profunda em síntese

 Ecologia Profunda em síntese

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