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A beleza de ATWA na época dos dinossauros

atwa florestasdinossauros A beleza de ATWA na época dos dinossauros

Os primeiros mapas detalhados das florestas da Terra na época dos dinossauros foram elaborados. Os padrões de vegetação, juntamente com informações sobre a taxa de crescimento das árvores, apoiam a ideia de que o planeta vivia sob um calor sufocante há cerca de 100 milhões de anos.

Altas temperaturas e possivelmente mais dióxido de carbono atmosférico permitia que florestas crescessem até muito mais próximas dos polos do planeta, expandindo com mais que o dobro da velocidade de crescimento de hoje.

Cientistas elaboraram os mapas depois de criar um banco de dados de mais de duas mil áreas de florestas fossilizadas do período Cretáceo, quando os dinossauros estavam eu seu auge. A pesquisa mostra que a maior parte do planeta era coberta por densas florestas, com mais ênfase nas regiões dos trópicos. Em latitudes médias havia florestas secas de cipreste, e perto do Polo Norte havia florestas de pinheiros.

Naquela época, os trópicos úmidos se estendiam sobre uma área maior do que agora, e climas temperados chegavam muito mais perto dos polos do planeta, que eram cobertos mais por florestas do que por gelo.

Parece, porém, que pouco antes da extinção dos dinossauros, as florestas foram alteradas com a aparição de angiospermas – plantas com flores. Árvores floridas semelhantes às atuais magnólias surgiram, trazendo cor e cheiro ao mundo pela primeira vez. As angiospermas gradualmente assumiram habitats anteriormente dominados pelas coníferas, e pelo final do período Cretáceo já haviam se tornado as árvores mais comuns da Terra.

Segundo o estudo, se o nível de concentração de dióxido de carbono continuar a subir no ritmo atual, a Terra retornará a uma condição climática semelhante à do período Cretáceo em menos de 250 anos. Se isso acontecer, florestas voltarão a ocupar partes do planeta geladas como a Antártida – e os seres humanos não existirão mais para documentar essa transformação.

 A beleza de ATWA na época dos dinossauros

© 2012 ATWA Brasil


Novos alertas de extinção em massa

atwa extincaoemmassa Novos alertas de extinção em massa

A cada dia, mais cientistas ao redor do mundo se pronunciam concordando com a iminência de uma sexta extinção em massa das espécies de plantas e animais do planeta Terra. Os mais recentes a embarcar nessa história foram os biologistas americanos da Universidade da Califórnia – Santa Barbara.

Essa semana, o grupo de pesquisadores disse concordar que estamos diante da sexta extinção em massa, afirmando que “cerca de 50% das espécies de plantas e animais podem desaparecer” durante as próximas décadas. Segundo o co-autor do estudo, Bradley Cardinale, “o evento de extinção no qual estamos vivendo é causado por ações humanas, assolando o planeta e gerando poluição através das nossas decisões do dia a dia”. O relatório publicado indica que “a Terra poderá perder metade das suas espécies de plantas e animais durante a geração atual da humanidade, por isso será importante determinar quais espécies merecem maior prioridade em termos de conservação”.

Desde 2005, quando um relatório da ONU anunciou oficialmente que “o planeta Terra está entrando – ou já entrou – em um período de extinção em massa acelerada não vista desde o desaparecimento dos dinossauros”, mais e mais cientistas têm alertado a humanidade sobre as possíveis consequências do estilo de vida do homem moderno.

Mas as massas não têm consciência sobre a perda de espécies e a ameaça que isso representa para a vida do planeta e da humanidade. Parece que uma televisão e um prato de comida são suficientes para que as mentes estejam tranquilas. Os alertas dos cientistas não comunicam com as massas, e a palavra dos profetas, como o nosso sábio mártir Charles Manson, são abafadas pela insanidade que rege as leis da modernidade.

Mas estarão os desacordados preparados para encarar a ira de ATWA quando o momento chegar?

 Novos alertas de extinção em massa

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Sequoias-gigantes: Respeite ATWA!

A sequoia-gigante é a maior espécie de árvore conhecida no planeta Terra. A mais velha registrada possui 4.650 anos de idade, e se encontra no Parque Nacional da Sequoia, na Califórnia. Exemplares da sequoia-gigante foram documentadas com até 715 metros de altura e 8 metros de diâmetro.

Respeite ATWA!

atwa sequoia gigante Sequoias gigantes: Respeite ATWA!

 Sequoias gigantes: Respeite ATWA!

© 2011 ATWA Brasil


Novidades sobre o “Projeto Salvador” de ATWA

atwa paintball Novidades sobre o Projeto Salvador de ATWA

Essa semana foi marcada pela publicação de uma nova entrevista de Charles Manson – dessa vez para a NUG Magazine, uma revista americana. A entrevista foi usada para comunicar novidades sobre o “Projeto Salvador” de ATWA.

Abaixo, a tradução da matéria completa da NUG Magazine:

 

Charles Manson é uma pessoa sem necessidade de introdução. Ele é conhecido mundialmente como um ícone do mal, uma imagem usada para construir uma indústria de bilhões de dólares para a mídia corporativa, editoras, televisão e a indústria cinematográfica internacional.

Com 76 anos, Manson passou os últimos 40 anos de sua vida atrás das grades. Durante esse tempo, ele inspirou uma infinidade de músicos e inúmeros artistas da subcultura que estão fascinados com ele e sua personalidade carismática.

Recentemente, a Magic Bullet Records lançou o disco de Manson intitulado “Air”, que é a primeira parte de uma série de quatro discos. O álbum inclui 8 faixas de material inédito que alguns críticos têm comparado ao lendário cantor de blues Leadbelly por causa de seu som granulado e pura emoção. Mais tarde, os próximos álbuns a serem lançados são: “Trees” (esperado para o início do verão de 2011), “Water” e “Animals”. Os títulos formam o acrônimo ATWA, um termo criado por Manson, que representa não só esses elementos essenciais da ecologia, mas também é sinônimo de “All The Way Live” – “Inteiramente Vivo”.

Em janeiro de 2011, Charles Manson publicou um livreto de 12 páginas intitulado “ATWA” que inclui experiências de sua vida em suas próprias palavras, o papel da organização ATWA, e do “Projeto Salvador”.

A cartilha descreve: “O Projeto Salvador é uma idéia de Charles Manson, uma arma de sementes: uma arma que qualquer um/todos podem usar de forma rápida e eficaz para dispersar sementes de plantas sobre vastas áreas. Atualmente, o projeto está em desenvolvimento com cargas funcionais de sementes e misturas de adubo para serem usadas universalmente em armas de paintball comuns. Manson tem expandido o projeto para incluir a invenção de armas M-80 convertidas para cargas de sementes, morteiros de sementes, bombas de sementes para serem lançadas por helicópteros, artilharias de sementes, etc.”

Em uma entrevista exclusiva, fomos capazes de obter novas informações sobre Charles Manson, sobre seus amigos Gray Wold e Star, sobre sua música, sobre ATWA, e sobre o “Projeto Salvador”. A entrevista a seguir foi compilada por perguntas respondidas via e-mail, correio, e por conversas telefônicas entre Charles Manson e Gray Wolf.

NUG: Existe uma data definida para o lançamento do próximo disco, “Trees”?
Charles Manson: Não.

NUG: Como essas gravações foram feitas? Quais são as condições, como?
Charles Manson: Elas foram feitas na prisão de Vacaville, na Califórnia, e principalmente na década de 1980, quando eu tinha um gravador.

NUG: Em relação à sua arte, eu vi um programa de televisão alguns anos atrás que mostrava guardas da prisão de Corcoran mostrando uma sala de peças de arte confiscadas que foram criadas por você. O que acontece com a arte quando ela é confiscada? Por que as peças estão sendo confiscadas?
Charles Manson: Eles só obedecem as leis que querem obedecer.

Star: Manson gostaria que eu também dissesse que eles tomaram 11 de suas pinturas a óleo, uma guitarra e sua jaqueta jeans, só para citar alguns dos itens que aparecem naquela sala que você viu.

NUG: Há algum artista (visual ou de música) que lhe inspira?
Charles Manson: Eu não preciso disso, nem utilizo o termo “inspirar”.

NUG: O que você quer que as pessoas sintam quando vêem o seu trabalho artístico ou ouvem a sua música?
Charles Manson: Dar pela minha vida, ATWA.

NUG: Atualmente, você pode criar música, arte, tocar?
Charles Manson: Não.

NUG: Considerando a sua história, suas experiências de vida, e o fato de que a maioria das pessoas quando ouve o nome “Manson” o associa automaticamente ao mal, porque é que o futuro do mundo é importante para você?
Charles Manson: Eu sou o meu mundo. Minha vida é a vida. Tudo é tudo, todos, além, e alguns.

Breve entrevista com Gray Wolf:

NUG: Como você conheceu Charles Manson?
Gray Wolf: A minha primeira visita com Charlie aconteceu no antigo edifício do Tribunal de Justiça no centro de Los Angeles, em 1970.

NUG: Qual é a sua associação com Charles Manson?
Gray Wolf: Ele é meu amigo. Além disso, porque seus direitos foram negados nos tribunais em 1969 e 1970, eu estou trabalhando, junto com outros, para ver que esses direitos sejam restaurados. Se eles podem negar os direitos dele, isso significa que eles podem também negar os meus direitos. Tal como está agora: se você não tiver dinheiro, você não tem os seus direitos em um tribunal, eles fazem com o que eles quiserem. Nossos pais e avós sofreram, lutaram e morreram por esses direitos. Se deixarmos o julgamento de Charlie permanecer como está, nós merecemos o que temos.

NUG: Qual é o seu papel com ATWA?
Gray Wolf: O meu papel é essencialmente o mesmo que o seu papel. Se eu não conseguir resgatar o meu ar e a minha água da máquina da poluição, eu não vou sobreviver.

NUG: Eu vi uma entrevista sua à CNN em que você disse que acreditava que o tempo que Manson passou na prisão deu-lhe uma perspectiva única sobre o meio ambiente. Quer elaborar mais sobre isso?
Gray Wolf: Sim. Ele foi deixado para trás, enterrado, esquecido e encoberto com mentiras e enganos. Suas palavras e ações têm sido torcidas e distorcidas para caberem nos scripts da e de Hollywood, trocadas por dinheiro e ambições. Então, ele tem vivido como um monge, como um animal em uma gaiola, por mais de 40 anos, e ele sobreviveu. Ele cresceu apenas com o sistema prisional como seu pai, e assim segue-se que sua perspectiva, sua visão e sua experiência são verdadeiramente além da nossa imaginação. Na realidade, ele deu o seu tudo por nossa vontade, e ele é o nosso melhor servidor. Charlie aponta para o ar como Deus. Seria bom respeitarmos a sua visão. Na verdade, nossas vidas dependem dele. Tudo se resume a sobreviver e, para sobreviver, temos de proteger e nutrir ATWA.

NUG: Há rumores vindos de algumas fontes de ATWA online que propõem a eliminação de seres humanos em um esforço para salvar a Terra. Isso é verdade? Se não, por que você acha que alguém pode ter esse equívoco?
Gray Wolf: Os seres humanos estão eliminando-se, destruindo seu próprio sistema de suporte de vida, então eles procuram alguém para culpar. ATWA não é um conceito politicamente correto, ou um movimento organizado. É bem documentado que, em circunstâncias terríveis, os seres humanos fazem qualquer coisa para sobreviver. Qual é a verdade de nossa circunstância presente? Quem está disposto a olhar para aquilo que realmente é? Quem está disposto a falar a verdade do que é? A verdade é simples: aqueles que querem viver irão trabalhar pelo ar, pelas árvores, pela água e pelos animais.

Continuação da entrevista com Charles Manson:

NUG: Quando ATWA foi formada?
Charles Manson: Há 100 bilhões de anos luz.

Gray Wolf: Manson cunhou a palavra ATWA para representar o nossos sistema de suporte à vida na Terra: ar, árvores, água, e animais – nesses últimos, incluindo nós mesmos.

NUG: Qual é a principal missão da organização?
Charles Manson: Resgatar a minha vida, o meu ar, o “meu eu”.

Gray Wolf: Qual é a sua principal missão? Respirar? Não seria essa a sua primeira e absoluta consideração para a sua sobrevivência se todas as besteiras da sua vida cotidiana fossem tiradas de você? ATWA é a sobrevivência de todos neste planeta. Enquanto mais e mais pessoas acordam para a urgência das nossas escolhas restantes, a inteligência se move, sem dúvida ou medo, de forma a implementar soluções que funcionam.

NUG: Como surgiu a idéia de uma arma de sementes para o “Projeto Salvador”?
Charles Manson: Tudo começou em 1969, com uma vara para fabricar fazendas de maconha secretas.

NUG: Eu entendo que um dos principais objetivos do “Projeto Salvador” é educar e municiar todos com armas de fogo e artilharia de sementes de modo que não exista nenhum espaço sem algo crescendo. Se tal coisa acontecesse, o que você acredita que isso iria resolver? Que problemas isso poderia consertar?
Charles Manson: O equilíbrio do tempo. Minha vida, meu amor, meu Deus.

NUG: Essa arma de sementes já foi testada? Quais foram os resultados?
Gray Wolf: Neste momento, nosso foco é apoiar a produção e distribuição de munições de sementes, em vez de tinta. A idéia é ser capaz de atirar as sementes mundialmente. Essa tecnologia pode ser modificada para a fabricação de outras coisas de sucesso. As balas de gelatina foram testadas, e funcionaram. Sabemos que essas sementes brotaram.

NUG: Existe uma data prevista em que a arma será lançada?
Gray Wolf: Não sabemos ainda.

NUG: O que você pensa que seria algumas das melhores maneiras de se envolver e colaborar com o meio ambiente? Quais são algumas maneiras de apoiar o “Projeto Salvador”?
Charles Manson: Dê a sua vida e tudo para o amor. Ame a vida – o nosso ar, e tudo o que funciona para a sua vida. Ou tudo é Deus, ou ninguém é Deus.

Clique aqui para ler a entrevista original no website da NUG Magazine.

 Novidades sobre o Projeto Salvador de ATWA

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Conscientização sobre as abelhas

atwa abelhas1 Conscientização sobre as abelhas

 

Culturas polinizadas por abelhas

atwa abelhas2 Conscientização sobre as abelhas

Estima-se que um terço do abastecimento alimentar humano depende da polinização por insetos – a maioria realizada por abelhas, especialmente as abelhas domesticadas europeias. Sendo assim, imagine um mundo sem os alimentos listados abaixo.

Fruticultura:
Abacate
Ameixa
Amora
Caqui
Carambola
Cereja
Cidra
Damasco
Framboesa
Groselha
Jujuba
Kiwi
Lichia
Limão
Maçã
Manga
Maracujá
Melancia
Melão
Mirtilo
Morango
Nectarina
Peras
Pêssego
Tangerina
Toranja
Uva

Ervas:
Anis
Canela
Cebolinha
Coentro
Funcho
Hortelã
Lavanda
Mostarda
Noz-moscada
Pimenta da Jamaica

Hortaliças:
Abóbora
Aipo
Alcachofra
Alho
Alho-porró
Aspargos
Berinjela
Brócolis
Cebola
Cenoura
Chicória
Chuchu
Couve
Couve de Bruxelas
Couve-flor
Couve-nabo
Feijão
Nabo
Pepino
Pimenta
Rabanete
Repolho
Salsa

Nozes:
Amêndoa
Cacau
Café
Caju
Castanha
Coco
Macadâmia
Noz

Sementes oleaginosas:
Algodão
Cártamo
Girassol
Soja

 

Plantas que as abelhas polinizadoras amam

atwa abelhas3 Conscientização sobre as abelhas

Essas plantas irão atrair abelhas para o seu jardim, fazenda ou quintal. Nós precisamos de abelhas para sobreviver, e todos nós devemos fazer a nossa parte para resgatá-las. O primeiro passo é plantar as plantas que elas amam.

Arbustos e árvores:
Amoreira (Rubus)
Árvores frutíferas variadas (maçã, ameixa, cereja, etc.)
Salgueiro (Salix)

Flores e ervas:
Alfafa (Medicago sativa)
Aloe rosea (variedades únicas)
Borragem (Borago officianalis)
Calendula (Calendula)
Couve-nabiça (Brassica napus)
Crisântemo (Dendranthema)
Dente-de-leão (Taraxacum officinale)
Girassol (Helianthus)
Hortelã (Mentha)
Lotus (Lotus corniculatus)
Manjerona (Origanum majorana)
Margaridas
Não-me-esqueças (Myosotis)
Orégano (Origanum vulgare)
Prímula (Oenothera)
Trevo (Trifolium hybridum)
Trevo vermelho (Trifolium pratense)

 

Polinização

atwa abelhas4 Conscientização sobre as abelhas

A maioria das abelhas transporta uma carga eletrostática, que ajuda na aderência do pólen. As abelhas fêmeas periodicamente param a ação de forrageamento e limpam-se para embalar o pólen na escopa, que está na região dos pés na maioria das abelhas, no abdômen ventral em outras, e modificado em cestas de pólen especializadas nas pernas das abelhas produtoras de mel. Muitas abelhas são forrageadoras oportunistas, e recolhem o pólen de uma variedade de plantas, enquanto outras são oligoléticas, coletando pólen de apenas uma ou alguns tipos de plantas específicas. Um pequeno número de plantas produz óleos florais nutritivos em comparação ao pólen, que são coletados e usados por abelhas oligoléticas.

A visitação das flores pode ser uma operação perigosa. Muitos barbeiros e aranhas se escondem em flores para capturar abelhas descuidadas. Outras abelhas são perdidas para os pássaros. Inseticidas utilizados em plantas também matam muitas abelhas, tanto por intoxicação direta como pela contaminação de seus alimentos.

Uma abelha rainha põe dois mil ovos por dia durante o acúmulo de primavera, mas ela também deve pôr entre 1000 e 1500 ovos por dia durante a estação de forrageamento, principalmente para substituir as baixas diárias, a maioria das quais são trabalhadoras morrendo de velhice. Entre as abelhas solitárias e primitivamente sociais, entretanto, a reprodução da vida está entre as mais baixas de todos os insetos. É comum para as fêmeas de essas espécies produzirem menos de 25 crias.

 

Desordem do colapso das colônias

atwa abelhas5 Conscientização sobre as abelhas

Recentemente, as populações de abelhas ao redor do mundo sofreram quedas significativas. Isso abriu investigações sobre o fenômeno com relação à natureza e extensão das perdas. Um aspecto do problema acredita-se ser a “desordem do colapso das colônias”, mas muitas das perdas também são atribuídas a outras causas. Os pesticidas usados para tratar sementes, como clotianidina e imidaclopride, também impactam negativamente as populações de abelhas. Outras espécies de abelhas, como as abelhas pedreiro, são cada vez mais cultivadas e utilizadas para atender a necessidade de polinização agrícola. A maioria dos polinizadores nativos são abelhas solitárias, que muitas vezes sobrevivem em refúgio em áreas silvestres, longe da pulverização agrícola, mas ainda assim podem ser envenenadas em programas de pulverização maciça de mosquitos, mariposas, ou outros insetos considerados pragas.

 

O que as abelhas precisam?

atwa abelhas6 Conscientização sobre as abelhas

As abelhas precisam de abrigo, néctar, pólen, própolis e água.

Abrigo:
Na natureza, a abelha usa um número de cavidades naturais para construir seu ninho. O termo “árvore de abelhas” era comum antigamente. Referia-se a uma árvore na qual havia uma colônia de abelhas que viviam nela. O motivo porque podemos criar abelhas é que elas se adaptam a colméias artificiais feitas pelo homem.

Néctar:
As abelhas não podem produzir mel sem néctar (néctar é a substância líquida açucarada produzida pelas flores). Centenas de plantas são produtoras de néctar. Muitas vezes nos referimos ao mel como “mel de flores silvestres”. Isso significa que o mel produzido pelas abelhas vem de uma série de fontes de néctar. No entanto, as abelhas produzem mel a partir de certas fontes de néctar principais, e essas são facilmente identificadas pelo sabor e pela cor – exemplos são: trigo, trevo, tulipa, apenas para mencionar algumas.

Pólen:
Como as abelhas recolhem o néctar das flores, pequenas partículas de pólen se prendem a seus corpos e são acumuladas sobre as patas traseiras. As patas traseiras são equipadas com cestas de pólen (cabelos e estruturas especiais na perna das abelhas) para transportar o pólen de volta para a colméia. O pólen contém os nutrientes que são convertidos em alimento larval por glândulas especiais nas abelhas operárias, que é então utilizado para alimentar as larvas jovens. Deve-se notar que as abelhas operárias também produzem o que é chamado de “geléia real”. A geléia real é um alimento especial que é dado às larvas para que se desenvolvam como abelhas rainhas. Estima-se que uma grande colônia de abelhas pode usar até 100 quilos de pólen por ano.

Própolis:
A própolis é utilizada pelas abelhas para cimentar buracos e rachaduras em suas colméias. É recolhida pelas abelhas a partir de secreções de árvores e arbustos. As abelhas são conhecidas por envolver ratos mortos dentro de suas colméias com própolis.

Água:
A água é essencial para a sobrevivência da colméia. As abelhas devem sempre estar localizadas próximas a uma boa fonte de água.

 Conscientização sobre as abelhas

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A destruição do verde de ATWA

atwa coresdoverde A destruição do verde de ATWA

Um novo estudo aponta que mais de um quinto das espécies de plantas do mundo corre o risco de se extinguir por conseqüência de ações humanas. Olhando para todo o verde de ATWA: uma em cada cinco árvores será perdida; uma em cada cinco plantas será perdida; uma em cada cinco algas dos oceanos será perdida. Os homens continuam a consumir o planeta, de forma semelhante a um câncer se multiplicando no corpo humano, sem dar chance para a sobrevivência. Ironicamente, estão se auto-aniquilando no processo, mas a máquina não pára.

O novo relatório sobre a perda de plantas é o mapeamento mais preciso já feito sobre a ameaça para as estimadas 380 mil espécies de plantas do planeta. “Este estudo confirma o que nós já suspeitávamos. As plantas estão sob ameaça e a principal causa é a perda de habitat pelas mãos do homem”, explica um dos dirigentes do estudo.

As plantas estão mais ameaçadas do que as aves, tão ameaçadas quanto os mamíferos, e menos do que os anfíbios e os corais. Entre as plantas, o grupo que inclui os pinheiros está entre os mais ameaçados. O grande perigo é representado pela perda de habitat provocada pelo homem – a maioria dos casos é resultado da conversão de habitat naturais para cultivo e criação de gado. A atividade humana responde por 81% das ameaças.

Essa é uma tendência com efeitos potencialmente catastróficos para a vida na Terra. É um verdadeiro crime nos sentar e simplesmente observar o desaparecimento das espécies de plantas. Elas são a base de toda a vida na Terra, fornecendo ar limpo, água e alimento. Todas as vidas dependem delas. O homem é visivelmente o causador desse problema. A destruição não somente das plantas, mas esse obstáculo imposto à sobrevivência de todas as vidas, está sendo criado nesse exato momento pelo coletivo da humanidade.

É essa arrogância e egoísmo do homem que permitiu a declaração de guerra contra ATWA, mas nessa luta não existe vitória para a raça humana. A harmonia das vidas faz parte da vontade de Deus. Nós nos colocamos fora dessa equação, e nos negamos a retornar para o nosso verdadeiro lugar. Mas sem dúvida, a harmonia prevalecerá. A solução para isso será o nosso próprio fim.

Para ler um artigo da mídia corporativa sobre o novo estudo, clique aqui.

 A destruição do verde de ATWA

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ATWA e o Dia da Árvore

atwa diadaarvore ATWA e o Dia da Árvore

Nessa semana que marca a chegada da primavera no hemisfério sul, comemora-se no dia 21 de setembro o Dia da Árvore. A conscientização é aguçada nesse momento em que a natureza parece recuperar toda a vida que estava adormecida pelos dias frios de inverno. Apesar dos obstáculos, o ciclo da vida segue em frente, com ATWA ditando as leis.

Mas é irônico que o homem moderno tenha sentido a necessidade de nomear um dia especial para as árvores. Isso indica uma falta de conscientização geral sobre a importância desses seres vivos para a vida do próprio homem. Para que se tenha equilíbrio e justiça, todos os dias devem ser o Dia da Árvore. As árvores podem servir como analogia para a vida do homem – nos dão lições de como viver e aprender, e revelam o caminho para a harmonia. Chegar ao ponto em que o homem tornou-se cego quanto a isso, se sentindo portanto no direito de nomear o Dia da Árvore para os outros homens, é uma vergonha. Estamos caminhando às margens da ordem natural, contrariando as leis de ATWA.

Dos primeiros seres vivos do planeta, as árvores resistiram às mais diversas mudanças climáticas, renovando-se, transformando-se para poderem se adaptar a diferentes situações. São verdadeiros sobreviventes, porque nunca desviaram do caminho de ATWA. Apesar disso, hoje nós as forçamos contra uma nova transformação: a que realiza o suposto “progresso” da civilização humana.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Progresso? Não existe tal coisa como progresso. Existe apenas mudança. Você cava um buraco no chão, constrói uma cidade, luta uma guerra, e chama isso de progresso?”

De fato, o que o homem chama de “progresso” não passa de um estado de transformação. O homem está forçando uma mudança que tem suas origens em um pensamento afastado da ordem natural. Estamos fugindo do equilíbrio do todo da vida, e correndo atrás de um equilíbrio humano para todas as vidas. Trata-se de um crime contra esse planeta. ATWA dita as regras, e os vivos se adaptam. Mas agora, o homem quer ditar as regras? A cegueira do homem será capaz de destruir muito, especialmente ele mesmo, apesar de carregar para os túmulos do tempo muitas vidas inocentes. Mas como as coisas naturalmente são, e ATWA era ATWA antes de o homem ser homem, aqueles que caminham em harmonia com as leis naturais vencem.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Nós somos árvores. A nossa vida não está em nosso corpo. A nossa vida está nas árvores. É melhor deixar que os mortos enterrem os mortos, e subir nessa árvore – a árvore Manson – ou não haverá mais vida”.

E não existe paz sem justiça. Para se ter justiça, deve-se resgatar as consciências e organizá-las de acordo com a ordem natural – a Ordem de ATWA. Para resgatar as consciências, é necessário parar, e olhar para o passado. Encontrar onde o caminho tomou o rumo do erro é uma missão, e forçar a humanidade de volta para a roda da vida é a grande finalidade. Não existem dois. Todos são um. Ou todos vencerão, ou não haverá outros para ver quem perdeu.

Em mais esse Dia da Árvore, boa sorte para os homens.

 ATWA e o Dia da Árvore

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“Árvores” de Hermann Hesse

atwa arvoressagradas Árvores de Hermann Hesse

Abaixo, um texto do escritor alemão Hermann Hesse, intitulado “Árvores”. Ele capta a essência do pensamento de ATWA.

“Para mim, as árvores sempre foram os pregadores mais penetrantes. Eu as reverencio quando elas vivem em tribos e famílias, nas florestas e bosques. E eu as reverencio ainda mais quando elas estão sozinhas. Elas são como pessoas solitárias. Não como eremitas, que se perderam por alguma fraqueza, mas como grandes homens solitários, como Beethoven e Nietzsche. Em seus galhos mais altos o mundo sussurra. Suas raízes descansam no infinito. Mas elas não se perdem lá; elas lutam com toda a força de suas vidas para uma única coisa: a realizar-se de acordo com suas próprias leis, para construir a sua própria forma, para representar a si mesmo. Nada é mais sagrado, nada é mais exemplar do que uma árvore, bela e forte. Quando uma árvore é cortada e revela a sua morte ferida nua para o Sol, pode-se ler a sua história inteira no disco luminoso, inscrito em seu tronco: nos anéis dos seus anos, suas cicatrizes, toda a sua luta, todo o seu sofrimento, todas as suas doenças, toda a sua felicidade e prosperidade estão realmente escritas, os anos difíceis e os anos de luxo, os ataques resistidos, as tempestades vencidas. E cada jovem das roças sabe que a madeira mais nobre e mais sólida tem os menores anéis, que no alto das montanhas e em perigo permanente são as árvores mais indestrutíveis, mais fortes, mais ideais, que crescem.

As árvores são santuários. Quem sabe como falar com elas, e quem saber ouvi-las, pode aprender a verdade. Elas não pregam a aprendizagem ou preceitos. Elas pregam, sem se abalar, a antiga lei da vida.

Uma árvore diz: um núcleo está escondido em mim, uma faísca, um pensamento, eu sou a vida da vida eterna. A tentativa e o risco que a mãe eterna tomou comigo é único, exclusivas as formas e as veias da minha pele, único também a menor das folhas em meus galhos e a menor cicatriz da minha casca. Eu fui criada para formar e revelar o eterno em cada um dos meus pequenos detalhes.

Uma árvore diz: minha força é a confiança. Não sei nada sobre meus pais, eu não sei nada sobre os milhares de crianças que a cada primavera nascem de mim. Eu vivo o segredo da minha semente até o fim, e eu não me importo com nada além disso. Eu confio que Deus está em mim. Eu confio que o meu trabalho é sagrado. É dessa confiança que eu vivo.

Quando somos feridos e não podemos mais suportar nossas vidas, então a árvore tem algo a nos dizer: atenção! Atenção! Olhe para mim! A vida não é fácil, a vida não é difícil. Esses são pensamentos infantis. Deixe Deus falar dentro de você e seus pensamentos irão crescer em silêncio. Você está ansioso porque o seu caminho conduz para longe da mãe e do lar. Mas cada passo e cada dia o levam de volta para a mãe. O lar não está aqui nem lá. Ou o lar está dentro de você, ou o lar não está em lugar algum.

Uma ânsia para vagar arranca lágrimas do meu coração quando ouço as árvores farfalhando ao vento durante a noite. Se alguém ouve em silêncio por um longo tempo, esse desejo revela o seu núcleo, o seu significado. Não é tanto uma questão de escapar de um sofrimento, embora possa parecer assim. É uma saudade de casa, de uma memória da mãe, de novas metáforas para a vida. Isso o leva para casa. Cada caminho leva em direção a casa, cada passo é o nascimento, cada passo é a morte, cada túmulo é a mãe.

Assim, a árvore sussurra à noite, quando estamos inquietos diante dos nossos próprios pensamentos infantis: árvores têm pensamentos longos, uma respiração longa e tranquila, assim como elas têm uma vida mais longa que a nossa. Elas são mais sábias do que nós, enquanto nós não as ouvirmos. Mas quando aprendemos a ouvir as árvores, a brevidade e a rapidez e a pressa infantil de nossos pensamentos alcançam uma alegria incomparável. Quem aprendeu a escutar as árvores já não quer ser uma árvore. Ele não quer ser nada, exceto o que ele é. Isso é estar em casa. Isso é a felicidade.”

 Árvores de Hermann Hesse

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O precioso jardim de ATWA

atwa jardim O precioso jardim de ATWA

Com a ampliação sem precedentes do conhecimento humano que temos visto nos últimos cem anos, obteve-se um crescimento proporcional da consciência sobre o mundo que nos rodeia. Uma consciência sobre o dever humano de voltar a fazer parte de ATWA, afinal nós fomos criados como parte de um todo, e não à parte desse todo, como costuma dizer o sábio mártir Charles Manson.

Nós controlamos e ditamos as regras sobre coisas complexas como o vapor, a eletricidade e a energia atômica. Tornamos-nos conscientes do nosso ambiente natural de doze quilômetros de profundidade nos oceanos a trilhões de quilômetros de distância em direção ao universo. Nossa compreensão de processos biológicos tem florescido em novas curas, novas prevenções, a substituição de órgãos vitais, e agora estamos começando a penetrar os mistérios da mecânica genética. Esses são marcos que ilustram uma competência.

E com esse aumento de consciência, temos desenvolvido uma maior compreensão de nosso papel na vida natural do nosso planeta e da nossa responsabilidade com relação às nossas decisões. Isso é essencial não apenas para preservar a nossa própria existência frágil nesse imenso tesouro de seres vivos, mas também para preservar o nosso sistema de suporte de vida, em que dependemos para as necessidades da vida: ATWA – ar, árvores, água e animais.

A Bíblia nos diz que Noé foi ordenado a levar com ele em sua arca dois animais de cada espécie, um macho e uma fêmea, para que eles também pudessem ser salvos do dilúvio. O espírito que ajudou Noé a sobreviver sabia que ele e sua família não seriam capazes de sustentar as suas vidas depois que as águas recuassem se estivessem sozinhos. Toda criatura e todas as gerações de seus descendentes seriam necessários para manter a vida na Terra e para o cumprimento de qualquer futuro planejado para as sucessivas gerações de Noé. Se a menor das criaturas fosse perdida, a própria humanidade estaria ameaçada.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Todas as interpretações tem vindo e voltado por milhares de anos e falam a mesma coisa a cada vez: a atmosfera está morrendo! Não tem nada a ver com o que aconteceu há milhares de anos atrás, mas algo que simplesmente acontece, e acontecerá para sempre, está acontecendo agora, nesse momento. Esse momento é onde nós estamos vivendo!”

E agora, no século XXI, podemos ver a sabedoria desse comando. Mesmo com a nossa compreensão ainda imatura, a necessidade absoluta de um sistema de apoio à diversidade biológica da vida pode ser medida e comprovada para os céticos mais devotos. A cadeia da vida não pode ser quebrada ou resistida.

No entanto, sabemos também que muitas espécies estão à beira da extinção. Muitas estão morrendo agora e muitas outras se foram para sempre. Não apenas para nosso próprio bem-estar, mas para que a imensa rede da vida possa continuar, que a humanidade possa se beneficiar não só fisicamente, mas espiritualmente de segurar a continuidade da vida no planeta, devemos ver que é necessário resgatar a vida toda em todos os lugares. Temos um único mundo, apesar das fronteiras que os homens construíram.

Nós criamos desastres trágicos e, literalmente, causamos milhões de mortes em situações que já não podemos nos dar o luxo de fazê-lo. Eliminamos dos grandes oceanos os peixes em regiões que eram marcadas por comunidades quase inesgotáveis desses animais. O bacalhau selvagem, por exemplo, está quase desaparecido. O salmão está ameaçado. Os oceanos, uma vez cheios de vida, agora são comparados a um deserto – não no sentido de ser menos vivo, mas da transformação causada pelo homem. Muitas outras espécies estão penduradas nas bordas do poço sem fundo da extinção.

Os seres humanos, com suas armas e seus castelos, são muito eficientes como caçadores e pescadores para o nosso próprio bem-estar. Mas nós perturbamos o equilíbrio da natureza entre presas e predadores. Nós matamos os últimos animais de muitas espécies. Nossa pesca tem massacrado os oceanos, e a nossa caça fez a terra estéril.

Não apenas poluímos nossas águas além de potabilidade, mas também temos envenenado a água com substâncias provenientes de fazendas industriais, fábricas de produtos farmacêuticos e produtos químicos, pesticidas, petróleo e plástico. Nossas indústrias liberam centenas de toneladas de metais pesados em nosso ar a cada ano. Milhões de pessoas morrem pela natureza estar fora de equilíbrio, pelo ar estar poluído, as árvores ameaçadas, a água envenenada e os animais caindo no abismo da extinção. Os seres humanos têm dominado o nosso sistema de suporte de vida de uma maneira destrutiva, ao ponto que nós mesmos estamos agora ameaçados. E não é apenas a nossa vida física que está ameaçada.

Nossa vida espiritual deve ser tida em conta. Se queremos ser os protetores e não os destruidores da vida, o mundo natural de abundância quase infinita não deve sofrer sob a nossa supervisão. Para sobreviver é preciso ser previdente, e não parasitário. Se estamos a nos vestir para o jardim de acordo com Gênesis, temos de superar as atividades que nos permitiram chegar onde estamos e somente agora ver que precisamos da natureza mais do que ela precisa de nós. Ataques indiscriminados e sem inteligência contra os nossos oceanos lhes trouxe para um mundo abandonado por tudo o que uma vez vivia. A criação de animais para serem mortos, a fim de alimentar um luxo humano, não somente desequilibra a vida animal como também os subprodutos dessa prática têm feito a nossa terra e água inabitáveis.

A dispersão habitual de milhões de toneladas de chumbo por ano, que poluem os animais que nós matamos e comemos, bem como aqueles que são alimento dos que matamos, ameaça o desenvolvimento saudável das nossas crianças, além de envenenar o nosso sistema de suporte de vida.

Mas, em última análise, o fim dessa guerra declarada pelo homem contra ATWA é a única cura para a morte da nossa ecologia. Pode-se dizer que nos tornamos bons demais em matar para que a natureza nos permita chegar a uma vida adulta. Nós agora temos dentes, que estão mordendo os mamilos da natureza.

Nós vivemos pelo espírito eterno dentro de nós, e não há outra opção, não há vida duradoura sem esse espírito. Ou a nossa espécie vai voltar para a lama e poeira de onde veio, porque perdemos o nosso sustento e o nosso destino, ou nós vamos subir para as estrelas como verdadeiros sábios conscientes, criados para ser parte desse planeta e salvar esse precioso jardim para sempre.

 O precioso jardim de ATWA

© 2010 ATWA Brasil


Antropoceno: O karma da humanidade em ação

atwa antropoceno Antropoceno: O karma da humanidade em ação

A humanidade pode estar no alvorecer de uma nova era: os seres humanos têm feito enormes mudanças sem precedentes no planeta, e com isso podem ter inaugurado um novo período da história geológica. A chegada do período Antropoceno pode incluir a sexta extinção em massa da história da Terra.

Através da poluição, crescimento populacional, urbanização, viagens, mineração e utilização de combustíveis fósseis os seres humanos alteraram o planeta de maneiras que serão sentidas pelos próximos milhões de anos. Cientistas temem que a humanidade tenha causado danos que levarão à sexta extinção em massa da história da Terra, com milhares de plantas e animais sendo exterminados nos próximos anos.

A nova época, apelidada de Antropoceno – significando “novo homem” – seria o primeiro período do tempo geológico da Terra moldado pela ação de uma única espécie. Embora o termo tenha sido usado informalmente entre os cientistas há mais de uma década, ele passou agora a ser considerado como um termo oficial.

Um novo grupo de trabalho de peritos já foi estabelecido para reunir todas as provas que corroborassem a reconhecer o Antropoceno como o período sucessor do Holoceno, em que vivemos atualmente. Os cientistas irão considerar as mudanças que as atividades humanas trouxeram para a biodiversidade terrestre e para a estrutura das rochas, bem como o impacto de fatores como a poluição e a extração mineral.

Eles concluem: “O Antropoceno representa uma nova fase na história tanto da humanidade como da Terra, quando as forças naturais e as forças humanas se tornaram interligadas, de modo que o destino de um determina o destino do outro. Geologicamente, este é um episódio marcante na história deste planeta”.

Dr. Jan Zalasiewicz, co-autor do relatório, acrescentou: “Sugere-se que estamos na linha de produção de uma extinção em massa catastrófica para rivalizar com as cinco grandes perdas de espécies e organismos no passado da Terra”.

Não há dúvidas: o karma da humanidade está em ação. O ciclo contínuo do todo da vida está retornando, e foram as ações humanas que aceleraram os ponteiros dos relógios.

O sábio mártir Charles Manson diz: “ATWA não são pessoas. ATWA é ar, árvores, água e animais trancados em zoológicos”.

Em outras palavras, a ordem não é o homem, mas o sistema de suporte de vida do nosso planeta. É o todo da vida, do qual nós fazemos parte. Nós somos parte do todo, e não gerenciadores do todo. É o resultado do coletivo das nossas ações que está nos destruindo, porque as nossas ações vão além dos limites que o mundo nos reservou. Pensar como ATWA é pensar em todas as vidas como uma única vida – é abandonar a ética antropocêntrica que está enraizada em nós. Esse é o caminho para resgatar do caos o que é perfeito!

Para ler o artigo original, clique aqui

 Antropoceno: O karma da humanidade em ação

© 2010 ATWA Brasil


Mais um cartão postal enviado por Charles Manson

cartao7 frente Mais um cartão postal enviado por Charles Manson

Frente do Cartão Postal

cartao7 verso Mais um cartão postal enviado por Charles Manson

Verso do Cartão Postal

Ele diz:

“Construction going one way is de-construction going the other way. The minds’ brains need something to do and they call it job. Turn jobs to what needs to be done for ATWA. Cut down old fences. No land should ever be left open. All land seeded with something. Waste no dirt. Water is God. Air is God. Trees have right to be living life-forms. All life hás rights. ATWA = Earth Ship. EZ CM”

“Construção em uma direção é desconstrução em outra. As mentes dos cérebros precisam de algo para fazer, e elas chamam isso de emprego. Transforme empregos no que precisa ser feito por ATWA. Derrube as antigas barreiras. Nenhuma terra nunca deve ser deixada aberta. Todas as terras semeadas com alguma coisa. Não desperdice terra. Água é Deus. Ar é Deus. As árvores têm direito de serem formas de vida vivas. Todas as vidas têm direitos. ATWA = Nave Terra. EZ CM”

 Mais um cartão postal enviado por Charles Manson

© 2010 ATWA Brasil


Extinção em massa a caminho

atwa extincaohumana Extinção em massa a caminho

Biólogos estão convencidos de que uma extinção em massa de plantas e animais está em curso, e que o fenômeno representará uma grande ameaça para o ser humano no próximo século. Ironicamente, a maioria das pessoas comuns é apenas vagamente consciente sobre o problema.

O rápido desaparecimento de espécies foi classificado como uma das preocupações ambientais mais graves do planeta, superando a poluição, o aquecimento global e a diminuição da camada de ozônio, de acordo com o levantamento de 400 cientistas comissionados pelo Museu da História Natural de Nova Iorque.

A recente pesquisa foi divulgada em conjunto com um estudo inovador da diversidade de plantas, que concluiu que pelo menos uma em cada oito espécies de plantas conhecidas está sob ameaça de extinção. Embora os cientistas estejam ainda divididos sobre os números específicos, todos acreditam que a taxa de perda é maior agora do que em qualquer outro momento na história.

“A velocidade com que espécies estão sendo perdidas é muito mais rápida do que qualquer outro período que já vimos no passado – incluindo as extinções relacionadas a colisões de meteoros”, disse Daniel Simberloff, ecologista da Universidade de Tennessee e renomado especialista em diversidade biológica. [Nota: a última extinção em massa foi a dos dinossauros, causada pela colisão de um meteorito há 65 milhões de anos].

A maioria dos cientistas, aparentemente, concorda com essa afirmação. Sete em cada dez dos biólogos entrevistados para o estudo disseram acreditar que uma extinção em massa “está em andamento”, e um número igual previu que até um quinto de todas as espécies vivas poderiam desaparecer em 30 anos. Quase todas as perdas são atribuídas à atividade humana, especialmente a destruição de habitats de plantas e animais.

Entre os não-cientistas, entretanto, o assunto parece ter feito relativamente pouca impressão. 60% dos leigos entrevistados disseram ter pouca ou nenhuma familiaridade com o conceito de diversidade biológica, e apenas metade classificou a perda de espécies como uma “ameaça importante”.

Para ler a matéria original, clique aqui

 Extinção em massa a caminho

© 2010 ATWA Brasil


ATWA Brasil – "Respeite ATWA"

Abaixo, uma nova produção da ATWA Brasil – “Respeite ATWA”.

Um vídeo sobre a força incontrolável e beleza marcante de ATWA – e um alerta de Charles Manson. O vídeo conta com legendas em português.

 ATWA Brasil   "Respeite ATWA"

© 2010 ATWA Brasil


Karma e o “desastre” no Rio de Janeiro

atwa riodejaneiro Karma e o “desastre” no Rio de Janeiro

Ninguém gosta de morte. Não se trata de algo que, na maioria dos casos, é comemorado. Acontece que é comum em casos de mortes coletivas, como em um acidente aéreo ou no recente deslizamento de terras e inundações no Rio de Janeiro, classificar o acontecimento como “desastre” ou “fatalidade” e livrar a situação de uma relação de causa e efeito. Nessa vontade de proteger e inocentar vítimas, e de criar um círculo de emoção entre o público geral, nem sempre honesto por parte da mídia, que se preocupa somente em audiência para a venda de comerciais, a causa dos acontecimentos permanece esquecida. Mas ironicamente, é precisamente o erro de não avaliar a causa que garante a repetição do evento no futuro. Choros e lágrimas não desativam a lei da causa e efeito. Emoções de lado, é hora de cada um se responsabilizar pela sua parcela de culpa pelo que aconteceu na última semana no estado do Rio de Janeiro.

A maioria das pessoas que morreram como resultado dos deslizamentos no Rio de Janeiro eram pessoas simples. Algumas trabalhadoras, outras não, como em qualquer outro lugar. Da mesma forma, pode-se dizer que algumas sabiam, e outras não, sobre a questão de ATWA – o sistema de suporte de vida na Terra, a guerra contra a poluição, a proteção do ar, das árvores, da água e dos animais. Mudança climática, aquecimento global, desmatamento, extinção, poluição, etc. De qualquer maneira, muita gente morreu sem saber porque morreu. Muitas vidas foram perdidas sem nem sequer ter noção sobre a lei de causa e efeito que desencadeou nos deslizamentos e nas inundações. Seria isso inocência? Difícil julgar o morto, mas a realidade permanece.

Pode ser que os mortos não sabiam disso, e pelo que parece, o foco da mídia continua a ser o sensacionalismo, a contagem de corpos e as imagens da destruição, mas a história que aconteceu é resultado de uma lei de causa e efeito muito simples: o desvio de um córrego artificial que tem causado a erosão gradual da encosta que aquelas pessoas vivem. Simples assim. Essa foi a causa do deslizamento e das inundações, e não as chuvas torrenciais.

Sim, as autoridades do estado do Rio de Janeiro se esconderam atrás de comunicar “as piores chuvas nas últimas quatro décadas”. Isso é normal – é o caminho mais simples, menos racional, mas mais prático. Mas sinceramente, as chuvas então são o problema? Ou as obras dos homens, das ações dos homens, a ignorância do homem? “Desastre natural” é o termo que eles gostam de usar. De “natural” na história, só mesmo o homem, a chuva, e a terra. O resto, é invenção humana – e o que desabou, foi a invenção humana, como resultado de erros humanos. Culpar a chuva é o mesmo que culpar a bala de um revolver quando alguém é assassinado a tiros – e isso, também, acontece muito no Rio de Janeiro.

As chuvas foram mesmo violentas – quanto a isso, não há discussão. Alguns acadêmicos do campo da oceanografia classificaram o ocorrido como resultado de “mudanças climáticas globais que têm efeitos locais”. Em outras palavras, as chuvas fortes do Rio de Janeiro como conseqüência da ação global do homem – aquelas pessoas que morreram, mortas pela ação do coletivo dos homens que habitam esse planeta. Essas alterações climáticas incluem, entre outras coisas, o aumento da atividade desde o final de 2009 do fenômeno do El Niño, caracterizado por um aumento anormal da temperatura das águas superficiais dos oceanos. “No Rio de Janeiro, estamos sofrendo um fenômeno climático com uma causa global. A temperatura mais elevada do mar leva a uma maior evaporação da água, que por sua vez, produz mais chuva”, explica o oceanógrafo David Zee, professor da Universidade Gama Filho e UERJ. Sendo assim, o que aconteceu é muito mais do que uma “fatalidade” ou “desastre”. Classificar assim é, no mínimo, ingênuo. Pior do que isso: garante a possibilidade de acontecer novamente.

Como se pode ver, existe uma pluralidade de ações humanas que desencadearam os eventos da semana passada. Contribuindo para o problema está a degradação ambiental causada pelo crescimento populacional da cidade. O cimento é agora muito mais difundido do que a cobertura florestal original, que ajudaria a reter água nas colinas e montanhas. Agora, a água simplesmente flui através disso tudo, indo de encontro às moradias e em direção á cidade lá embaixo. Deficiências crônicas nos sistemas de drenagem da cidade e o acúmulo de lixo tão comum nas encostas, obviamente, não fazem nada para ajudar a situação.

O desvio do córrego na área de Guararapes, que costumava correr e providenciar todas as necessidades de água potável das comunidades da região, provocou essa situação que, ironicamente, está sendo somente explicada como ação das “fortes chuvas”. E se existe uma lição importante para se tomar, é ouvir um dos moradores de Guararapes, Waldemar Santana, que perdeu sua casa com o deslizamento: “Não podemos culpar a natureza, porque ela sabe o que está fazendo. Mas podemos culpar os seres humanos”. Não foi o Waldemar quem desviou o córrego. O córrego foi desviado para um desenvolvimento imobiliário privado no pico do morro. Desde então, a água vazando tem sido gradualmente filtrada, colaborando para a erosão do solo. Sendo assim, é fácil entender porque a culpa cái sobre a chuva: alguém vai assumir o karma das 223 vidas que foram perdidas (até o presente momento)?

Falando em karma, essa é uma lei que não falha. Ação e reação; causa e efeito. Não existe matemática para isso. Não existem mentes do dinheiro que consigam fugir disso. Nada acontece que não seja contabilizado. E é um ciclo – um dia um sobe, outro dia ele desce. O homem, o coletivo dos seres humanos, é responsável pelas alterações climáticas que resultou no aumento de chuvas. Alguns homens, individualmente, são responsáveis pela destruição da vegetação nativa do Rio de Janeiro, pelo lixo nas ruas e encostas, pelo desvio de córregos, etc. Esse karma é deles, e eles lidarão com isso – ou alguém levará a realidade a eles antes. A única lei é ATWA!

 Karma e o “desastre” no Rio de Janeiro

© 2010 ATWA Brasil


Escolas para o século XXI

atwa escola Escolas para o século XXI

Abaixo, um artigo interessante sobre o que o autor chama de “ensino ecológico”. Trata-se de uma análise do sistema de ensino atual, e algumas idéias para corrigir os erros e integrar os seres humanos novamente ao mundo animal do qual eles pertencem. Algumas partes do artigo original foram cortadas.

“Na sociedade industrial, a maioria considera o sistema educacional, do primário ao doutorado, caro demais, maçante e pouco eficaz. Acham que este precisa de uma reforma radical, mas não sabem como proceder. Uns afirmam que a falha se deve à falta de verbas para laboratórios, bibliotecas, equipamentos, salários e novas instalações – ponto de vista defendido, obviamente, por educadores profissionais. Do outro lado, estão aqueles que defendem o abandono de grande parte do sistema atual para criar um sistema de escolas organizadas como empresas.

Ambos concordam, porém, quanto aos objetivos básicos da educação: primeiro, equipar a sociedade com uma força de trabalho de “categoria mundial” para competir com vantagem na economia global. Segundo, fornecer a cada indivíduo os meios para “progredir” ao máximo.

No entanto, existem motivos melhores para repensar a educação, ligados às questões de sobrevivência humana que dominarão o mundo no século XXI. A geração que hoje está estudando terá que fazer aquilo que nossa geração não conseguiu ou não quis fazer: estabilizar a população mundial, fixar e depois reduzir a emissão de gases que ameaçam mudar o clima, proteger a diversidade biológica, reverter a destruição de florestas e conservar o solo, cuja erosão diária atinge milhões de toneladas.

As gerações futuras precisam aprender a utilizar melhor a energia e os materiais disponíveis. Precisam aprender a usar a energia solar sob todas as suas formas. Precisam eliminar a poluição e o desperdício. Precisam aprender a administrar recursos renováveis. Precisam iniciar a imensa tarefa de restaurar, da melhor forma, os danos causados à Terra nos últimos 200 anos de industrialização. Nenhuma geração teve que encarar tamanho programa de trabalho. Continuamos, porém, a educar nossos jovens como se não houvesse nenhuma emergência planetária. A crise que enfrentamos é principalmente uma crise da mente, da percepção e dos valores – portanto, um grande desafio para as instituições que formam mentes, percepções e valores. Um desafio educacional.

Continuando com a mesma educação, que nos permitiu industrializar a Terra, somente vamos piorar a situação. Isso precisa ser dito com ênfase, porque a crise ambiental não é provocada principalmente por pessoas ignorantes, sem escolaridade. É provocada por pessoas de boa formação que, segundo Gary Snyder, “ganham rios de dinheiro, vestem-se impecavelmente, formam-se nas melhores universidades, apreciam pratos finos e lêem bons livros, enquanto orquestram investimentos e leis que arruínam o mundo”. São homens e mulheres com diplomas universitários, educados para pensar que dominar a natureza é nosso direito legítimo. Não estou querendo ir contra o ensino, mas falar a favor do tipo de ensino que prepara as pessoas para um estilo de vida apropriado a um planeta com biosfera sujeita às leis da ecologia e da termodinâmica.

As habilidades, aptidões e atitudes necessárias para industrializar a Terra não são necessariamente as mesmas que vamos precisar para curar a Terra ou para estabelecer economias e comunidades sustentáveis. Os grandes desafios ecológicos requerem uma alteração das matérias, do sistema e dos objetivos do ensino, em todos os níveis. Entretanto, o historiador Jaroslav Pelikan, da Universidade de Yale, tem dúvidas quanto à capacidade da universidade para enfrentar esta crise, que não só é ecológica e tecnológica, como também educacional e moral.

Para construir uma ordem mundial sustentável, precisamos desmontar o frágil andaime de idéias, filosofias e ideologias que constituem o currículo escolar moderno. Isso requer cinco medidas. Primeiro, precisamos desenvolver verdades mais abrangentes e ecológicas. Os arquitetos da visão atual que temos do mundo, principalmente Galileu e Descartes, consideravam tudo o que podia ser pesado, medido e somado mais verdadeiro do que aquilo que não pode ser quantificado. Em outras palavras, se não podia ser quantificado, não contava. A filosofia cartesiana era cheia de tropeços ecológicos, que os discípulos de Descartes desenvolveram ao grau máximo. Sua filosofia separava o homem do mundo natural, despia a natureza do seu valor intrínseco e segregava a mente do corpo.

Se quisermos salvar espécies e ambientes, precisamos de um conceito mais amplo da ciência e de um raciocínio mais abrangente, que une o conhecimento empírico com as emoções que nos fazem amar e, às vezes, lutar.

Descartes e seus discípulos estavam errados: não se pode separar os sentimentos do conhecimento, o objeto do sujeito; não podemos separar a mente ou o corpo do contexto ecológico e emocional.

Ciência sem amor não pode oferecer um motivo para apreciar o pôr do sol, nem pode oferecer um motivo objetivo para valorizar a vida. Esses motivos precisam vir de fontes mais profundas.

Segundo, precisamos desafiar a presunção contida no currículo oculto, que entende que o domínio da natureza pelo homem é bom; que uma economia de mercado crescente é natural; que todo conhecimento, independente de suas conseqüências, é igualmente valioso e que o progresso material é nosso direito. Tornamos-nos incapazes de resistir à sedução da tecnologia, do conforto e do ganho imediato. Sob esse ponto de vista, a crise ecológica é questão de discernir entre vida ou morte, benção ou maldição, e de aprender a escolher a vida.

Terceiro, precisamos reconhecer o fato de que o currículo moderno ensina muito sobre individualidade e direitos, mas pouco sobre cidadania e responsabilidade. A emergência ecológica somente pode ser resolvida quando um número suficiente de pessoas adquirir uma idéia mais ampla do que significa ser cidadão. Esse conhecimento precisa ser cuidadosamente adquirido em todos os níveis de ensino.

Não se trata apenas de um problema político e social. Hoje, deveríamos ver o quanto dependemos das comunidades mais amplas de seres vivos. Nossa linguagem política não sugere esta dependência. A palavra “patriotismo”, por exemplo, é destituída de conteúdo ecológico. É preciso que ela venha a significar o uso feito da terra, florestas, ar, água e vida selvagem. Abusar dos recursos naturais, desgastar o solo, destruir a diversidade natural, desperdiçar, tomar mais do que o necessário ou deixar de repor o que foi usado – tudo isso precisa, no futuro, ser considerado falta de patriotismo. É preciso que “política” volte a significar, como disse Vaclav Havel, “servir a comunidade e servir aqueles que virão depois de nós”.

Quarto, precisamos questionar o conceito amplamente difundido de que nosso futuro é de constante evolução tecnológica e que isso é bom. A fé na tecnologia permeia todo o currículo, aceitando cegamente a noção de progresso. Entretanto, esse progresso não é um caminho escolhido de forma consciente, mas uma crendice tecnológica que avança sem controle através da história. Essas crendices são incorporadas nos aos métodos pedagógicos, sem questionamento. Conhecer a linguagem do computador, por exemplo, transformou-se em meta nacional – incentivada em geral pelos vendedores. Esse fundamentalismo tecnológico precisa ser questionado. As mudanças tecnológicas estão nos levando para onde queremos? Qual é o efeito da tecnologia sobre nossa imaginação, em questões sociais, éticas e políticas? E qual é o seu efeito ecológico?

George Orwell tinha prevenido que o “fim lógico do progresso tecnológico é reduzir o ser humano a algo parecido com um cérebro encerrado em uma garrafa”. O pesadelo de Orwell está se transformando em realidade, graças também às pesquisas realizadas nas melhores universidades – pesquisas contrárias às nossas reais necessidades. Nossas necessidades são necessidades do espírito, mas nossa imaginação e criatividade concentram-se na matéria.

Um quinto desafio desponta no horizonte, solapando a mais antiga e confortável das premissas: que educação somente pode ter lugar em instituições “educacionais”. Escolas e universidades são caras, lentas, com pouca imaginação, oprimidas pelo peso da tradição e da autocongratulação. Oferecem currículos com disciplinas que pouco correspondem à realidade. A educação ecológica visa provocar uma mudança na ênfase, na lealdade, no afeto e nas convicções, para preencher a lacuna existente entre o homem e seu meio ambiente.

Trata-se menos de remendos no status quo do que de um rompimento com antigos conceitos, com a camisa-de-força dos currículos e até com o confinamento em salas de aula e prédios escolares.

Educação ecológica exige, antes de qualquer coisa, a reintegração da experiência no ensino, porque a experiência é um ingrediente indispensável ao raciocínio. Uma boa maneira para obter essa reintegração é utilizar o campus universitário como laboratório para o estudo de alimentos, energia, materiais, água e saneamento. A pesquisa do impacto ecológico de determinada instituição transforma questões abstratas complexas em dimensões compreensíveis – em escala que permite a busca de soluções. Isso representa um antídoto para o desespero sentido pelos alunos quando compreendem os problemas mas são incapazes de efetuar mudanças.

Precisamos ir além. O velho currículo foi elaborado com o objetivo de ampliar ao máximo o domínio do homem sobre a Terra. O novo currículo precisa ser organizado para desenvolver conhecimento ecológico e habilidade prática, essenciais para enquadrar as coisas em um mundo de micróbios, plantas, animais. O modelo ecológico vai cuidadosamente entrosar os objetivos humanos com o mundo natural, para orientar os objetivos humanos. O planejamento ecológico requer capacidade de olhar além das disciplinas, para ver o mundo no contexto mais amplo; requer ampliação do conhecimento ecológico – saber como a natureza trabalha – através de todo o currículo. Significa ensinar aos jovens os fundamentos daquilo que precisam saber para ampliar o horizonte, para criar uma civilização movida à luz solar; que utiliza energia e riquezas com grande eficiência; que preserva o solo, as florestas e a diversidade biológica, que desenvolve empresas locais e regionais sustentáveis; e que repara os danos infligidos à Terra durante toda a era industrial.

Mas, precisamos ir ainda mais longe. Chegou o momento de voltar a unir as disciplinas. Para tanto, sugiro que dediquemos parte do currículo, em todos os níveis, ao estudo de um aspecto ou lugar do nosso meio ambiente – um rio, montanha, vale, lago, solo, pântano, determinado animal, pássaros, o céu, a orla marítima ou até mesmo uma pequena cidade. Rios, montanhas, lagos são reais; disciplinas são abstratas. O que é real estimula todos os sentidos, não só o intelecto. O conhecimento curricular normalmente é isolado da realidade e muitas vezes é difícil relacioná-lo a realidades ecológicas concretas. Os alunos precisam aprender a apreciar, respeitar e, quem sabe, até mesmo amar uma parte específica do mundo, antes de adquirir o poder implícito no conhecimento puramente abstrato. Se o jovem compreende como o mundo funciona em um sistema integrado e por que esse conhecimento é importante para seus objetivos e seu estilo de vida, ele vai saber também como conseguir uma economia sustentável.

Defensores do currículo convencional acreditam que o domínio de uma disciplina, oferecendo conhecimento especializado, é um fim em si. Aconselho revertermos essa prioridade para colocar o conhecimento dentro de um contexto ecológico específico. Desta forma, vamos engajar todos os sentidos dos alunos, não apenas sua inteligência, para que se apaixonem pelo mundo natural. Podemos também ensinar as limitações do conhecimento a respeito de determinado aspecto da natureza – e este é o começo da sabedoria ecológica.

Educação ecológica requer também mudanças no funcionamento e nas prioridades de escolas e universidades, assim como no seu modo de operar. Por exemplo, na pesquisa mencionada, os alunos descobriram maneiras de reduzir custos, melhorar serviços, diminuir o impacto sobre o meio ambiente e ajudar a economia local. O princípio é simples: aquelas instituições que pretendem induzir os jovens a tornarem-se adultos responsáveis devem elas próprias mostrar responsabilidade pelo mundo que os jovens herdarão. Instituições de ensino muitas vezes medem seu desempenho pelo investimento por aluno ou pela porcentagem de docentes com Ph. D.. Do ponto de vista ecológico, temos outro conjunto de indicadores da qualidade:

1. Emissão de dióxido de carbono por aluno;
2. Porcentagem de materiais reciclados;
3. Porcentagem de material reciclado adquirido;
4. Uso de produtos tóxicos;
5. Porcentagem de energia renovável consumida;
6. Porcentagem de dejetos orgânicos transformados em adubo;
7. Quantidade de água usada por aluno;
8. Porcentagem de alimentos servidos na cantina, que foram cultivados organicamente;
9. Carne consumida por aluno.

Pensamos que o ensino é feito em edifícios, mas achamos que a construção e operação desses prédios nada têm a ver com educação. Isto é um erro. O currículo oculto na arquitetura acadêmica constitui uma espécie de pedagogia cristalizada, cheia de preconceitos relacionados ao poder, à maneira como as pessoas aprendem, como se relacionam com o mundo natural e como se relacionam uns com os outros. Existem, porém, oportunidades educacionais: o projeto ecológico abrange o paisagismo, a engenharia solar, a seleção dos materiais de construção, a escolha de materiais de consumo duráveis e recicláveis e a eliminação do lixo e dos dejetos.

Por fim, algumas palavras sobre o objetivo da educação ecológica. Na maioria das vezes, ouvimos que o ensino é útil porque aumenta as possibilidades de promoção e de ganhar a vida. Preparamos os jovens para aquilo que os orientadores chamam de “carreira”. Raramente mencionamos aquilo que era chamado de “vocação”. Sob uma perspectiva mais ampla, isto é tolice. Os alunos deveriam ser estimulados, antes de qualquer coisa, a descobrirem sua vocação: aquilo que lhes desperta paixão, que realmente gostariam de fazer. A vocação indica o que queremos fazer de nossa vida. A carreira é um plano friamente elaborado para obter segurança e um pouco de “prazer”. A carreira quase sempre se revela profundamente insatisfatória, não importando a renda. A vocação não é algo calculado, mas o resultado de uma conversa interior sobre aquilo que importa na vida e a contribuição que queremos dar a este mundo. A vocação começa como intuição. É arriscada. É mais inspirada do que premeditada. A carreira é um teste de QI; a vocação é um teste não somente da inteligência, mas também de sabedoria, caráter, lealdade e força moral. A pessoa sempre pode achar uma carreira dentro de sua vocação. É muito mais difícil encontrar, ao longo da vida, uma vocação na carreira. Quando a pessoa opta pela segurança, a sorte está lançada. Em última análise, a carreira é falta de imaginação e sinal de que achamos o mundo pobre em possibilidades.

Precisamos encorajar os jovens a encontrar em sua vocação um trabalho bom e necessário. O trabalho melhor e mais necessário no mundo atual procura, de mil maneiras, sintonizar os valores, as instituições, as expectativas e o comportamento humano com o respeito à Terra em que vivemos. Esta é hoje a tarefa da educação.”

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 Escolas para o século XXI

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