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ATWA e o Dia da Árvore

atwa diadaarvore ATWA e o Dia da Árvore

Nessa semana que marca a chegada da primavera no hemisfério sul, comemora-se no dia 21 de setembro o Dia da Árvore. A conscientização é aguçada nesse momento em que a natureza parece recuperar toda a vida que estava adormecida pelos dias frios de inverno. Apesar dos obstáculos, o ciclo da vida segue em frente, com ATWA ditando as leis.

Mas é irônico que o homem moderno tenha sentido a necessidade de nomear um dia especial para as árvores. Isso indica uma falta de conscientização geral sobre a importância desses seres vivos para a vida do próprio homem. Para que se tenha equilíbrio e justiça, todos os dias devem ser o Dia da Árvore. As árvores podem servir como analogia para a vida do homem – nos dão lições de como viver e aprender, e revelam o caminho para a harmonia. Chegar ao ponto em que o homem tornou-se cego quanto a isso, se sentindo portanto no direito de nomear o Dia da Árvore para os outros homens, é uma vergonha. Estamos caminhando às margens da ordem natural, contrariando as leis de ATWA.

Dos primeiros seres vivos do planeta, as árvores resistiram às mais diversas mudanças climáticas, renovando-se, transformando-se para poderem se adaptar a diferentes situações. São verdadeiros sobreviventes, porque nunca desviaram do caminho de ATWA. Apesar disso, hoje nós as forçamos contra uma nova transformação: a que realiza o suposto “progresso” da civilização humana.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Progresso? Não existe tal coisa como progresso. Existe apenas mudança. Você cava um buraco no chão, constrói uma cidade, luta uma guerra, e chama isso de progresso?”

De fato, o que o homem chama de “progresso” não passa de um estado de transformação. O homem está forçando uma mudança que tem suas origens em um pensamento afastado da ordem natural. Estamos fugindo do equilíbrio do todo da vida, e correndo atrás de um equilíbrio humano para todas as vidas. Trata-se de um crime contra esse planeta. ATWA dita as regras, e os vivos se adaptam. Mas agora, o homem quer ditar as regras? A cegueira do homem será capaz de destruir muito, especialmente ele mesmo, apesar de carregar para os túmulos do tempo muitas vidas inocentes. Mas como as coisas naturalmente são, e ATWA era ATWA antes de o homem ser homem, aqueles que caminham em harmonia com as leis naturais vencem.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Nós somos árvores. A nossa vida não está em nosso corpo. A nossa vida está nas árvores. É melhor deixar que os mortos enterrem os mortos, e subir nessa árvore – a árvore Manson – ou não haverá mais vida”.

E não existe paz sem justiça. Para se ter justiça, deve-se resgatar as consciências e organizá-las de acordo com a ordem natural – a Ordem de ATWA. Para resgatar as consciências, é necessário parar, e olhar para o passado. Encontrar onde o caminho tomou o rumo do erro é uma missão, e forçar a humanidade de volta para a roda da vida é a grande finalidade. Não existem dois. Todos são um. Ou todos vencerão, ou não haverá outros para ver quem perdeu.

Em mais esse Dia da Árvore, boa sorte para os homens.

 ATWA e o Dia da Árvore

© 2010 ATWA Brasil


Charles Manson e o nascimento de ATWA

atwa arvores Charles Manson e o nascimento de ATWA

Perguntei ao Charles Manson quando ele havia se tornado consciente sobre o ar, as árvores, a água e os animais – ATWA.

Essa resposta é parafraseada de uma narrativa que Manson ofereceu durante uma visita em outubro de 2008. Outras partes foram extraídas de algumas de suas cartas ao longo do tempo.

Há muito tempo atrás, Manson foi preso e colocado em isolamento em uma cela solitária, também conhecida como “the hole”, ou “o buraco”, por mais de cinco anos. A mesma cela escura, todas as horas do dia, todos os dias, por cinco anos.

“Tudo o que eu podia ver através da minha pequena janela era uma única árvore. Eu olhei para essa uma árvore por quase cinco anos. Primavera, verão, outono, inverno. Você pode vir a conhecer uma árvore muito bem, se você olhar para ela por cinco anos”.

arvores1 Charles Manson e o nascimento de ATWA

“A maioria das pessoas, quando elas pensam em uma árvore, pensam apenas em papel e móveis. Apenas madeira. Elas não pensam nessa árvore como um ser vivo, como uma alma, o mesmo que você e eu”.

Manson conviveu com essa única árvore durante cinco anos. No outono, suas folhas mudavam de cor. No inverno, as folhas caíam, deixando galhos nus. No entanto, ela ainda estava viva. No início da primavera, cresciam alguns brotos. Os brotos se transformavam em folhas inteiras. As folhas voltavam-se para o sol. Era a perfeição da vida. As folhas caíam quando não havia água suficiente, e elas bebiam da chuva quando chovia. A árvore foi a casa de muitos pássaros, animais e insetos. Todo esse tempo, nessa cela solitária, Manson observava as mudanças da árvore.

arvores4 Charles Manson e o nascimento de ATWA

Perguntei a ele se aquela árvore, em algum momento, começou a “falar” com ele – não como uma piada, mas da forma como os xamãs dizem poder ouvir as vozes de árvores, animais e espíritos.

“A árvore realmente não falava comigo, pelo menos não como as pessoas falam. Mas sim, aquela árvore me contou algo. Ela disse que queria viver”.

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Sentado em sua cela, Manson tornou-se ciente de que a árvore não estava apenas “sentada” ali – era criava oxigênio, vivia e gerava vida. Ela produzia o ar que nós respiramos. Não era só madeira. A árvore também foi um habitat, um lar para muitos animais. Ela tinha uma consciência, uma espiritualidade. Ela era mesmo um ser, o mesmo que os animais e as pessoas são. Uma idéia tão simples assim, tão pura, mas que na prática poucos hoje respeitam.

manson assinado2 Charles Manson e o nascimento de ATWA

Manson conviveu diretamente com algo que é, de fato, muito simples: sem as árvores, não há ar. Sem o ar, não há vida. Sem o ar, não podemos existir. O ciclo da vida.

“E é quando a minha mente mudou, e é quando ATWA nasceu”.

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