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9 de agosto – Dia Internacional dos Povos Indígenas

atwa indiosemguerra 9 de agosto – Dia Internacional dos Povos Indígenas

O dia de hoje, 9 de agosto, marca o Dia Internacional dos Povos Indígenas. Essa promoção e proteção têm como objetivo declarado “por fim à marginalização dos índios, à extrema pobreza, e à expropriação das suas terras ancestrais”. Ironicamente, muito pouco além da retórica foi considerada desde que a data comemorativa foi criada em 1994.

As populações indígenas do mundo preservaram uma vasta quantidade da história cultural da humanidade. Os povos indígenas falam a maioria das línguas mundiais. Herdaram e passaram adiante um rico conhecimento, formas artísticas e tradições religiosas e culturais. Apesar disso, as mentes do dinheiro continuam a assolar as suas terras e destruir seus costumes milenares, sob os olhos sem expressão do “mundo civilizado”.

O sábio mártir Charles Manson diz: “As prisões do mundo são reservas, em que nós mantemos os índios trancados, longe da terra”.

De fato, a realidade dos povos indígenas é uma prisão. Não somente as suas reservas, (mal) demarcadas pelas mentes do dinheiro, como também os seus costumes, permanecem reféns de um modo de existência inimigo de todos aqueles que respeitam a vida. A revolta dos índios é normalmente ignorada pela mídia corporativa – nunca se vê na televisão a luta contínua daqueles índios que não se permitiram ceder aos interesses dos invasores. Quando o levante acontece, os indígenas adquirem o papel de baderneiros diante das câmeras, e a sua causa é caracterizada simplesmente como uma rebelião. Enfim, as prisões do mundo são reservas – as reservas são as prisões do mundo. Charles Manson, de dentro de uma cela apertada e escura na Califórnia, é capaz de visualizar o que a maioria das pessoas do chamado “lado de fora” se prova incapaz todos os dias.

Exemplo disso no Brasil é a construção das novas usinas hidrelétricas. Os povos indígenas estão sofrendo de forma desproporcional o impacto negativo dessas obras em suas terras de origem. Há no mundo todo um forte aumento do ritmo de construção dessas usinas, que exigem o alagamento de extensas áreas para as represas e forçam a retirada das comunidades nativas. Várias delas são construídas com fundos do Banco Mundial – a base das mentes do dinheiro. Literalmente, os povos nativos têm seus direitos completamente atropelados.

A tribo amazônica Enawene Nawe será afetada pelos planos do governo brasileiro, com suporte do Banco Mundial, de construir 29 represas em seus rios. Em toda a Amazônia, inúmeras comunidades serão afetadas pela expansão na energia hidrelétrica na região, entre as quais cinco categorizadas como isoladas. Com fundos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), as comunidades ribeirinhas do rio Xingu também sofrerão o impacto da polêmica usina de Belo Monte.

Nesse contexto, compreender os planos das mentes do dinheiro é meio caminho para entender porque a revolta dos índios é ocultada pela mídia. A idéia parece ser de transmitir uma postura de passividade por parte dos povos indígenas, a fim de convencer as pessoas de que o problema não é tão sério. Não passa de propaganda enganosa.

Um dos casos mais enraizados de revolução indígena moderna no Brasil acontece no presente momento em Roraima. Um relatório da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) revela preocupação com a criação de um Estado indígena independente em Roraima, com apoio de organizações independentes. O documento foi enviado pelo serviço secreto para o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência. O texto diz que índios teriam o desejo de “autonomia política, administrativa e judiciária”. Em outras palavras, uma completa revolução.

A preocupação da ABIN é que o CIR (Conselho Indígena de Roraima) forme “um cinturão de reservas indígenas”. Segundo a FUNAI, as 32 terras indígenas de Roraima ocupam 46% da área do estado. Apesar das rivalidades entre as nove etnias indígenas de Roraima, a ABIN acredita na existência de milícias armadas na região. Revólveres e espingardas foram encontrados e teriam sido contrabandeadas da Venezuela e da Guiana.

A ABIN também se mostra preocupada com a ratificação do Brasil à Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, assinada em 2007 na ONU. Para a agência, se confirmado pelo Congresso, torna ineficaz “as restrições elaboradas pelo STF ao usufruto da terra pelos índios”. As ressalvas impostas pela corte são o marco constitucional para terras indígenas e em futuras demarcações. Elas dão usufruto das terras para os índios, mas as mantêm sob as rédeas da União.

A guerra continua, e não existe derrota para aqueles que caminham em acordo com ATWA. A vontade de Deus é a harmonia da vida no planeta Terra. Tudo além disso são criações humanas, associações falsas e confusões politeístas. A ATWA Brasil apóia a luta dos povos indígenas, que não se desviaram da conduta de honra, e não se deixaram enganar pela ética antropocêntrica. Nesse Dia Internacional dos Povos Indígenas, fica essa prece aos nossos aliados no combate contra os que odeiam a vida.

 9 de agosto – Dia Internacional dos Povos Indígenas

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