Nessa batalha de ATWA pela libertação imediata de Charles Manson – em função de seu julgamento inconstitucional – a grande notícia da semana é que o notório advogado Giovanni Di Stefano, que embarcou com ATWA nessa missão, enviou um pedido formal para o presidente americano, Barack Obama, pela comutação imediata da pena de prisão perpétua de Charles Manson.
Em uma carta enviada para o presidente Obama, Di Stefano menciona a Constituição dos Estados Unidos, que afirma que o presidente “tem o poder de conceder adiamentos e perdões por delitos contra os Estados Unidos”. A Suprema Corte dos Estados Unidos interpretou essa linguagem para incluir o poder de conceder perdões, perdões condicionais, comutações de penas, comutações de sentenças condicionais, remissão de multas e confiscos, e anistias.
O advogado também menciona algumas das frases de Manson usadas em seu julgamento:
“Eu nunca matei ninguém e eu não pedi para que ninguém fosse morto. Talvez eu tenha sugerido que eu era Jesus Cristo em algumas ocasiões para algumas pessoas, mas eu ainda não decidi o que eu sou ou quem eu sou”.
“Se vocês me colocarem de volta na penitenciária, isso não significaria nada, porque vocês mesmos me expulsaram de lá na última vez. Eu nunca pedi para ser libertado. Eu gostava de lá porque eu gosto de mim mesmo”.
“Eu não me lembro de ter dito: ‘Peguem uma faca e vão fazer o que Tex mandar’. E eu não me lembro de ter dito: ‘Peguem uma faca e vão matar o xerife’. De fato, eu me sinto mal quando alguém mata cobras ou cachorros, gatos ou cavalos. Eu nem sou capaz de comer carne – para você ver o quanto eu sou contra matar”.
O requerimento de Di Stefano enviado ao presidente Obama também afirma que o júri pode ter sido influenciado pelo artigo de primeira página do jornal Los Angeles Times, com a manchete “Manson culpado, declara Nixon” – o então presidente dos Estados Unidos. De fato, essa manchete virou o caso do avesso, uma vez que o presidente americano julgou Manson culpado antes mesmo do início da fase de defesa do julgamento.
O documento também questiona a principal testemunha do caso contra Manson, Linda Kasabian: “Afigura-se de uma profunda revisão das evidências de que a testemunha, de fato, participou ativamente dos assassinatos, e indícios sugerem que o procurador estava ciente de tal, mas em sua busca por uma condenação ele tomou a decisão de ignorar o fato mais importante do caso”, diz a carta.
Esse é mais um episódio da batalha pela libertação imediata de Charles Manson.
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