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Mais gente é mais estresse ambiental

atwa superpopulacao Mais gente é mais estresse ambiental

Há muito tempo que cientistas suspeitam que atividades humanas tenham contribuído para o atual desequilíbrio ambiental. Isso não diz muito, uma vez que para as pessoas que vivem de acordo com as leis da natureza e juntas a terra, não é necessário pesquisar nada para sentir e saber que o homem moderno tem em suas mãos as escolhas de vida ou morte da espécie humana. Para os irmãos e irmãs de ATWA, o papel degenerativo do homem é evidente. Mas foi apenas recentemente que a ciência passou a mostrar o quão significativas são as ações humanas no atual cenário de desequilíbrio ambiental.

O papel do crescimento populacional humano para esse desequilíbrio é geralmente minimizado porque as soluções para esse problema muitas vezes parecem ser politicamente incorretas. Os medos e inseguranças do homem, devido à seu distanciamento das leis da natureza, o impedem de agir de acordo com a lei da sobrevivência. O resultado disso não poderá ser outro: não agir de acordo com a lei da sobrevivência é aceitar a própria destruição. Em outras palavras, as ações e faltas de ações humanas da atualidade levam a um suicídio coletivo, e isso em troca dos medos de ir além do que é politicamente correto. Não há dúvidas de que o crescimento da população é um problema: para cada 1% de crescimento populacional, as emissões de gases poluidores aumentam em mais de 1%. Então para sanar esse problema, o caminho mais prático seria realmente impedir o aumento da população humana.

Mas os medos e inseguranças, que são construções da alienação humana e nada tem de lógico ou de harmonioso com as leis da natureza, geram debates infundados com a intenção de empurrar o problema para o futuro, em vez de encara-lo imediatamente. Entra nesse debate a questão do consumo: os efeitos do tamanho da população dependem do quanto essas pessoas consomem dos recursos do planeta. Em outras palavras, é certo que uma família de favelados composta por seis pessoas irá contribuir menos para o estresse ambiental do que um casal de classe média e todos os seus produtos de consumo. A questão, portanto, é desviada da equação numérica. Mas apesar de ser um argumento lógico, ele não é usado por ser lógico, e sim porque ele empurra o problema para frente. Ao usa-lo, a classe média pode continuar consumindo, e suas ambições de consumir mais podem continuar a existir.

Sabendo que essa é a forma humana de agir, não há outra alternativa visando a sobrevivência da espécie senão uma revolução dolorosa destruindo tudo o que pode contribuir ativamente com esse estresse ambiental. É uma questão de cortar o mal pela raiz. O ser humano precisa de medo e dor para retornar às suas origens, de acordo com a natureza. Esse medo e essa dor conduzirão o homem à paz e à harmonia com todas as vidas.

Essa é a missão de ATWA. Os interesses de todas as vidas devem vir antes dos interesses da espécie humana. Ou o homem se adequa a isso, ou em breve não haverá mais homens para se adequar a nada.

 Mais gente é mais estresse ambiental

© 2012 ATWA Brasil


Vida na Terra ameaçada: Cientistas confirmam visão de ATWA

atwa confirmacao Vida na Terra ameaçada: Cientistas confirmam visão de ATWA

A Terra tem apenas uma década para escapar de diversos “pontos críticos” antes que todo o dano causado pelo homem se torne para sempre irreversível. Se o planeta não se resgatar dessa condição crítica dentro dos próximos anos, testemunhará uma série de avarias nos sistemas que sustentam a vida humana, como oceanos e solo.

“As pesquisas mais recentes demonstram que a continuação do funcionamento do sistema da Terra que tem suportado o bem-estar da civilização humana pelos últimos séculos está em risco”, explicou o cientista Mark Stafford Smith durante a conferência Planet Under Pressure (Planeta Sob Pressão), que aconteceu entre 26 e 29 de março, em Londres. Determinar essa realidade foi o grande êxito da conferência.

Fato é que o homem tem sido muito melhor em documentar problemas e compreender os processos degenerativos causados pela humanidade do que em se envolver com possíveis soluções. Cientistas têm documentado as evidências de um novo evento de extinção em massa na Terra acelerado por ações humanas, mas têm oferecido poucas alternativas concretas a serem estabelecidas no dia-a-dia do homem moderno. O mesmo acontece com o povo comum, que convive diariamente com os sinais da catástrofe, e até se diz disposto a mudar, mas permanece enraizado em seus erros, incapaz de agir.

Segundo os cientistas presentes na conferência em Londres, essa inércia humana em transformar teorias em prática se deve a três fatores que se tornaram conhecidos apenas há pouco tempo: primeiro, a compreensão (e resistência à compreensão) de que vivemos em uma Era Antropocena, onde uma única espécie (o ser humano) domina os sistemas de vida do planeta; segundo, o reconhecimento de que os processos de vida do planeta são todos interconectados, e que portanto deve-se pensar sempre sob o ponto de vista do todo em vez de focar em partes específicas; e a ética de vida de “negócios a parte” do homem moderno ocidental, que trata de compreender as questões da natureza sob o ponto de vista político-econômico. Esses três fatores, e a resistência em compreendê-los, resultariam na ineficácia das decisões humanas para resgatar os sistemas de vida da Terra.

Ironicamente, são necessárias viagens, hospedagens, conferências, salários, cientistas, paletós e gravatas para comunicar essa realidade com alguma credibilidade para outros humanos. Charles Manson, trancado na escuridão das penitenciárias americanas, tem alertado sobre isso, e proposto mudanças práticas (e não simplesmente teóricas) desde ao menos 1967, sem ser ouvido. Passaram-se 45 anos de tempo perdido para resgatar os sistemas de vida do planeta, e agora os cientistas alertam sobre “as poucas décadas que nos restam para agir”. Seria cômico, se não fosse tão real.

 Vida na Terra ameaçada: Cientistas confirmam visão de ATWA

© 2012 ATWA Brasil


Novos alertas de extinção em massa

atwa extincaoemmassa Novos alertas de extinção em massa

A cada dia, mais cientistas ao redor do mundo se pronunciam concordando com a iminência de uma sexta extinção em massa das espécies de plantas e animais do planeta Terra. Os mais recentes a embarcar nessa história foram os biologistas americanos da Universidade da Califórnia – Santa Barbara.

Essa semana, o grupo de pesquisadores disse concordar que estamos diante da sexta extinção em massa, afirmando que “cerca de 50% das espécies de plantas e animais podem desaparecer” durante as próximas décadas. Segundo o co-autor do estudo, Bradley Cardinale, “o evento de extinção no qual estamos vivendo é causado por ações humanas, assolando o planeta e gerando poluição através das nossas decisões do dia a dia”. O relatório publicado indica que “a Terra poderá perder metade das suas espécies de plantas e animais durante a geração atual da humanidade, por isso será importante determinar quais espécies merecem maior prioridade em termos de conservação”.

Desde 2005, quando um relatório da ONU anunciou oficialmente que “o planeta Terra está entrando – ou já entrou – em um período de extinção em massa acelerada não vista desde o desaparecimento dos dinossauros”, mais e mais cientistas têm alertado a humanidade sobre as possíveis consequências do estilo de vida do homem moderno.

Mas as massas não têm consciência sobre a perda de espécies e a ameaça que isso representa para a vida do planeta e da humanidade. Parece que uma televisão e um prato de comida são suficientes para que as mentes estejam tranquilas. Os alertas dos cientistas não comunicam com as massas, e a palavra dos profetas, como o nosso sábio mártir Charles Manson, são abafadas pela insanidade que rege as leis da modernidade.

Mas estarão os desacordados preparados para encarar a ira de ATWA quando o momento chegar?

 Novos alertas de extinção em massa

© 2011 ATWA Brasil


Os desertos verdes invadem o Brasil

atwa desertosverdes Os desertos verdes invadem o Brasil

Florestas artificiais de uma única espécie têm se tornado mais e mais comuns nos países da América do Sul nos últimos anos, alimentadas por baixos custos de produção e incentivos governamentais, o que tem causado grandes danos ao meio ambiente. Trata-se do fenômeno que se conhece pelo nome de “desertos verdes”, que têm invadido os solos férteis do Brasil com a proliferação de plantações de árvores de crescimento rápido e grande exigência de água, usadas para a produção de papel e celulose e para outros fins industriais.

Muitos governos da América do Sul – entre eles, o governo brasileiro – tem apoiado esse modelo de investimento, produção e consumo, que não passa de uma cópia do que os países da América do Norte e Europa fizeram no passado. O resultado dessa prática é que hoje esses países supostamente “desenvolvidos” não têm mais espaço para o plantio de árvores, mas a demanda por papel se manteve estável, o que explica a motivação econômica de países como o Brasil em investir no abate de árvores para a produção de papel e celulose. Em outras palavras, essa prática contrária às leis da Vida serve às necessidades de consumo desses países agressores que se auto-intitulam “desenvolvidos”.

As monoculturas de eucaliptos e pinheiros têm invadido o Brasil, que se tornou um dos grandes exportadores de papel e celulose para o resto do mundo. Os desertos verdes têm se tornado mais e mais comuns, mascarados como saudáveis florestas. E enquanto isso, as corporações que lucram com o comércio das vidas das árvores falam em “crescimento sustentável” e “respeito à floresta” – uma grande piada, que existe dependente da ignorância das massas.

Florestas de monocultura tendem a serem vistas como uma coisa boa, porque elas são verdes e bonitas. Mas ao se aproximar delas, você não ouve um único pássaro, porque não há nada lá – apenas o silêncio da morte. Uma floresta de monocultura é quase como uma pedreira. Ao contrário disso, nas florestas tropicais ouvem-se animais e água corrente, porque elas são cheias de vida. Portanto, não se engane com a “beleza” das florestas de monoculturas – elas não passam de desertos verdes. Trata-se de uma grande agressão contra a beleza de ATWA.

Existem atualmente cerca de sete milhões de hectares de desertos verdes no Brasil, principalmente de monoculturas de eucalipto, em plantios concentrados nas regiões mais férteis e populosas do país. Estima-se que mais de 50 mil famílias que viviam de pequenas fazendas de subsistência tenham sido expulsas dos seus lares apenas no estado do Espírito Santo, devido à chegada das grandes corporações usando a terra fértil da região para o plantio de monoculturas de eucalipto usadas para a produção de papel e celulose.

Enfim, os desertos verdes têm crescido no Brasil. A ausência de vida tem substituído o canto dos pássaros, e as fracas raízes das árvores sem vida têm substituído as profundas raízes do verde verdadeiramente verde – uma clara afronta contra ATWA. Soldados de ATWA, não se silenciem. Saiba que o seu silêncio representa a morte dessas lindas vidas.

 Os desertos verdes invadem o Brasil

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Reino da Vida de ATWA: Elefante-africano

atwa elefante Reino da Vida de ATWA: Elefante africano

O sábio mártir Charles Manson disse: “A vinda de Deus não será para a glória das pessoas, mas para o Reino da Vida – ou seja, para os insetos, pássaros, peixes, árvores…”.

Nesse contexto, cabem aos homens conhecer e respeitar a perfeição da ordem de ATWA, contemplando e se ajoelhando perante aqueles verdadeiramente escolhidos como representantes da vontade de Deus nesse planeta.


Elefante-africano (Loxodonta africana)

Tipo: Mamífero
Dieta: Herbívora
Tempo de vida média na natureza: Até 70 anos
Tamanho: 2200 kg a 6400 kg
Agrupamento social: Manada
Estado de proteção: Ameaçado

O elefante-africano é o maior animal terrestre encontrado hoje na Terra. Eles são um pouco maiores do que seus primos asiáticos, e podem ser identificados por suas orelhas maiores, que se assemelham ao formato do continente africano. As orelhas do elefante-africano irradiam calor para ajudar a manter esses animais de grande porte confortáveis no incansável calor da África.

A tromba do animal tem mais de 100 mil músculos diferentes, e é usada para cheirar, respirar, beber, e também para manejar objetos. A tromba, aliás, é outra característica que pode ser usada para diferenciar o elefante-africano do elefante-asiático: enquanto o africano tem duas aberturas na extremidade da sua tromba, os seus parceiros asiáticos têm apenas uma.

Machos e fêmeas têm presas, usadas para cavar no solo à procura de alimento e água e também como arma em disputas com outros animais – nesse caso, apenas os machos têm o costume de usar as presas como arma. A beleza das presas do elefante-africano, aliás, é uma das características que motivam os inimigos da Vida a caçá-los – em parte pelo alto valor do marfim no mercado de exploração animal, e em parte pela inveja da evidente inferioridade humana. A caça de elefantes para o comércio do marfim continua a ser a maior ameaça à existência da espécie.

Irmãos e irmãs de ATWA, soldados pela beleza de todas as vidas e pela perfeição da ordem natural, informem-se sobre o Reino da Vida.

 Reino da Vida de ATWA: Elefante africano

© 2011 ATWA Brasil


31 de outubro: O dia em que chegaremos a 7 bilhões

atwa 7bilhoes 31 de outubro: O dia em que chegaremos a 7 bilhões

Demógrafos das Nações Unidas anunciaram que a população humana chegará a 7 bilhões no dia 31 de outubro de 2011 – em cerca de três meses. Ironicamente, esse dia sombrio cairá no Dia das Bruxas (ou “Halloween”). Seria um aviso da ONU de que devemos realmente ter medo do que está por vir?

Brincadeiras à parte, temos razão em temer o futuro. O século 21 ainda não completou nem uma dúzia de anos, e já temos 1 bilhão de pessoas a mais do que em outubro de 1999 – com as perspectivas para o futuro da energia e dos alimentos mais desoladoras do que nunca. A humanidade levou até o início do século 19 para alcançar seu primeiro bilhão de pessoas; em seguida, somou-se mais 1,5 bilhão de pessoas durante o próximo século e meio. Agora, apenas durante os últimos 60 anos, a população do mundo subiu em mais de 4,5 bilhões. Nunca antes tantos animais de uma mesma espécie e com tamanho de proporções grandes como o nosso habitaram esse planeta.

E essa espécie interage com o ambiente que a cerca muito mais intensamente do que qualquer outra espécie. O Planeta Terra se tornou o Planeta Humanidade, com as nossas ações alterando os ciclos naturais de carbono, água, e nitrogênio completamente. Pela primeira vez nos mais de 3 bilhões de anos de vida desse planeta, uma forma de vida – a nossa – condena à extinção proporções significativas das plantas e animais – que são nossos únicos companheiros conhecidos no universo.

E alguns dizem que esses impactos derivam do nosso consumo, e não da nossa população. Mas será que teríamos que enfrentar esses problemas se mantivéssemos nossa população mundial em cerca de 300 milhões de pessoas, como havíamos mantido durante todo o primeiro milênio da era atual?

O ano de 2011 ficará marcado como um grande passo da humanidade a caminho da sua própria extinção – e mais do que isso, uma enorme afronta a ATWA.

 31 de outubro: O dia em que chegaremos a 7 bilhões

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Japão: Crime contra ATWA

atwa japao Japão: Crime contra ATWA

Nessa segunda-feira (dia 4), trabalhadores da central nuclear japonesa de Fukushima começaram a vazar toneladas de água radioativa no mar, depois de terem falhado diversas tentativas, feitas no fim de semana, para estancar a fuga no reator dois. Mais de 3 milhões de galões de líquido foram lançadas no oceano Pacífico, a fim de conseguir espaço para armazenar a água, ainda mais radioativa, que se encontra acumulada no reator dois. A água contaminada que tem sido vertida no mar tem um nível de radioatividade mais de 500 vezes acima dos limites legais.

A Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão (NISA) afirmou que a água agora libertada não representa perigo para a saúde humana e que, de qualquer modo, não havia outra escolha. “Como não é prejudicial para a saúde das pessoas, e é necessário evitar um perigo ainda maior, decidimos que era inevitável”, disse Hidehiko Nishiyama, da NISA.

Um momento… não representa perigo para a saúde de quem? Dos humanos? Pois bem!

Quem é o responsável pela desgraça que vive agora o Japão? O próprio homem – é claro! A inconseqüência e ignorância do homem permitiu a existência da situação atual. Não tem nada a ver com terremotos ou tsunamis, de forma alguma. Foram os erros do homem que culminaram com todo o problema nuclear. O terremoto poderia acontecer; o tsunami poderia varrer as cidades, levando japoneses para as profundezas da vida azul; e ainda assim, seria apenas natural, perfeito, em harmonia com a ordem da Vida. O problema nuclear, por outro lado, não tem absolutamente nada de natural. É resultado das práticas humanas – e nada além disso!

E o que os oceanos têm a ver com o erro dos homens? Ou os animais que vivem nos oceanos? Nada. A única vítima dos acontecimentos no Japão é ATWA.

Trata-se de mais um crime do homem contra ATWA.

Haveria um modo de maior respeito por ATWA para consertar a situação? Difícil dizer, uma vez que tudo está errado desde a fundação da mente humana em se ver como líder das regras de todas as vidas. Quem sabe, um meio de ser menos cruel seria forçar a população japonesa a beber toda essa água radioativa, coletivamente, em um ato de amor e respeito por ATWA. Não resolveria muito, porque a radioatividade excessiva ainda estaria ali. Mas seria honroso, respeitoso, e mostraria uma submissão lógica a ATWA.

Mas não. Nesse momento, a vida inocente no Oceano Pacífico está fazendo o que os japoneses deveriam ter feito. Esse crime contra ATWA não será esquecido.

 Japão: Crime contra ATWA

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Tempestades solares: Um novo alerta para a humanidade

atwa tempestadesolar Tempestades solares: Um novo alerta para a humanidade

O mundo está caminhando em direção a uma feroz tempestade espacial que poderá derrubar satélites de comunicação, aeronaves comerciais e provocar apagões em todos os continentes do planeta.

Astrônomos advertiram que a humanidade está agora mais vulnerável a uma grande tempestade solar do que em qualquer momento passado da história – e que o planeta deve se preparar para um desastre global. De acordo com os cientistas, uma grande erupção do Sol irá emitir ondas de radiação e partículas carregadas para a Terra, prejudicando os sistemas de satélite usados para sincronizar computadores, navegação aérea e redes de telefonia.

A tempestade solar pode até mesmo travar os mercados de ações e provocar quedas de energia elétricas que poderiam durar semanas ou até meses em algumas regiões, segundo membros da Associação Americana para o Avanço da Ciência. De fato, a possibilidade de erupções solares está a cada dia maior, uma vez que o Sol está entrando em seu período mais ativo do seu ciclo natural de atividade.

A humanidade teve uma pequena idéia do poder explosivo do Sol na semana passada, quando a mais forte erupção solar em cinco anos enviou uma corrente de plasma para a Terra na velocidade de 580 quilômetros por segundo. Segundo os astrônomos, seria um primeiro alerta. A recente tempestade ocasionou auroras espetaculares e as comunicações de rádio foram momentaneamente interrompidas.

As tempestades solares são causadas por explosões no Sol. As explosões solares liberam ondas de Raios-X e radiação ultravioleta que impactam a Terra em questão de minutos, desativando sinais de rádio e danificando a eletrônica dos satélites. Logo após essas emissões, entre 10 e 20 minutos depois, há disparos de partículas energizadas que causam dano ainda maior nos satélites, e depois, entre 15 e 30 horas, há o disparo de plasma supercarregado que colide com o campo magnético da Terra. O plasma cria a aurora (ou Luzes Polares) e podem induzir correntes elétricas nas linhas e cabos de energia.

O Sol segue um ciclo de atividade regular de aproximadamente onze anos, em média. O último máximo solar ocorreu em 2001. Seu último mínino foi particularmente fraco e de longa duração. Dessa vez, todas as evidências apontam para um comportamento muito mais agressivo.

 Tempestades solares: Um novo alerta para a humanidade

© 2011 ATWA Brasil


O colapso das colméias chega ao Brasil

atwa colapsodascolmeias O colapso das colméias chega ao Brasil

O desaparecimento das abelhas é uma ameaça que há anos tem assustado cientistas e leigos. Assim como outros casos de alterações no meio natural, não se sabe explicar porque, em alguns lugares, as abelhas simplesmente abandonaram seus lares e fugiram. Isso tem se tornado mais e mais comum nos Estados Unidos e na Europa, e representa uma ameaça à espécie humana, uma vez que as abelhas são primordiais para a polinização do mundo verde. Há quem diga que a presença das abelhas é o fator determinante através do qual ATWA ainda permite hoje a vida do homem.

Agora parece que o sumiço das abelhas pode ter chegado ao Brasil. Em Santa Catarina, cientistas criaram um grupo para investigar o mistério que ficou conhecido como “colapso das colméias”.

Há seis anos, apicultores americanos ficaram intrigados com um fenômeno. As abelhas produtoras de mel estavam sumindo sem deixar vestígios. O problema ficou conhecido como o “colapso das colméias”. Nos Estados Unidos, assim como na Europa, as abelhas simplesmente abandonam as colméias. As abelhas não são encontradas mortas. Elas simplesmente desaparecem, deixando mel, pólen e, às vezes, até suas crias para trás. Trata-se de uma verdadeira fuga de emergência – e ninguém sabe o porquê nem para onde. Os cientistas investigam várias hipóteses: mudanças climáticas, o uso de agrotóxicos, ou novos tipos de vírus ou parasitas que poderiam estar afetando as abelhas. Mas até agora, o “colapso das colméias” permanece um mistério.

Será que o mesmo fenômeno finalmente chegou ao Brasil? O fato é que, de meados do ano passado para cá, muitos apicultores de Santa Catarina, o segundo produtor de mel do país, vêm relatando casos e mais casos de colméias abandonadas pelas abelhas. Leodete Rohling Pfleger perdeu metade da sua produção de mel: “Nós tínhamos 65 colméias, e elas abandonaram 33. Ficamos só com 32 colméias. Eu não tenho idéia do que aconteceu. Para mim, é um mistério”.

Como dito anteriormente, o sumiço das abelhas não afeta apenas a produção de mel: a produção de alimento em geral se torna ameaçada. Um exemplo brasileiro: Santa Catarina é o maior produtor de maçãs do país. A polinização natural desses pomares é feita por milhões de abelhas. Hoje, estima-se que cerca de 100 mil colméias colaboram nessa tarefa. Noventa por cento da produção de maçã no estado depende diretamente da polinização pelas abelhas. Sem esses animais, haverá uma queda de cerca de 95% na produção de maçãs. Esse é apenas um exemplo das conseqüências diretas do “colapso das colméias”.

É certo que as atividades humanas têm um impacto sobre esse comportamento imprevisível das abelhas. Ainda não se sabe especificamente como nós influenciamos essa fuga, mas não restam dúvidas de que são os homens quem soam os alarmes. Ao que tudo indica, os brasileiros passaram a integrar o grupo responsável pelo fenômeno do “colapso das colméias” – até então, reservado à América do Norte e à Europa. Caberá somente a ATWA decidir quais serão as conseqüências dessa triste novidade.

 O colapso das colméias chega ao Brasil

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Mares e oceanos de ATWA – vivos ou mortos?

atwa oceanos2 Mares e oceanos de ATWA – vivos ou mortos?

A água é um dos pilares de ATWA. Os mares e lagos cobrem dois terços da superfície do nosso planeta, e têm um papel de enorme importância para todo o meio ambiente.

Apesar disso, os seres humanos parecem estar fazendo o possível – em todas as partes do nosso planeta – para produzir um impacto negativo sobre os mares e a todas as vidas que o mesmo abriga. Conseqüentemente, trata-se também de um ataque contra nós mesmos, mas o homem parece confiar mais na sorte do que na realidade dos fatos.

Abaixo estão listados alguns fatores que merecem destaque nessa guerra do homem contra a água de ATWA:

- Os mares contêm 90% da biomassa do nosso planeta – das algas à baleia azul.

- Aproximadamente 3,5 bilhões de seres humanos dependem dos mares (esse número pode duplicar dentro dos próximos 20 anos).

- Mais de 70% dos peixes são pescados em excesso. As reservas de atum, bacalhau e peixe espada foram reduzidas em 90% no último século.

- 80% da poluição marítima têm a sua origem fora dos mares.

- O material plástico descartado mata anualmente um milhão de pássaros marinhos, 100 mil mamíferos marinhos e incontáveis peixes.

- Os vazamentos involuntários, despejo ilegal pela navegação e acidentes marítimos poluem anualmente os mares com enormes quantidades de óleo.

- O nível do mar subiu de 10 a 25 cm nos últimos 100 anos, e continuará a subir, inundando regiões costeiras baixas.

- Dos recifes de corais tropicais localizados em 109 países, em 93 dos casos já estão fortemente danificados pelo desenvolvimento econômico das regiões costeiras e pelo crescente turismo.

- Os recifes de corais cobrem apenas 0,5% do fundo do mar, mas 90% das espécies de seres vivos dependem desses recifes de maneira direta ou indireta.

 Mares e oceanos de ATWA – vivos ou mortos?

© 2010 ATWA Brasil


Por trás dos pingüins mortos no Brasil

atwa pinguins Por trás dos pingüins mortos no Brasil

As centenas de pingüins que aparentemente morreram de fome e apareceram nas praias do Brasil, na Baixada Santista, têm preocupado os cientistas que investigam o que exatamente os mataram. Cerca de 500 pingüins foram encontrados nos últimos dez dias em Peruíbe, Praia Grande e Itanhaém, praias no estado de São Paulo. A maioria eram pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), um pinguim sul-americano característico de águas temperadas.

Aparentemente, os animais estavam migrando em direção norte a partir da Argentina, Chile e das Ilhas Malvinas, a procura de comida em águas mais quentes. Mas muitos não estão encontrando alimento: autópsias de várias aves têm revelado que os seus estômagos estavam inteiramente vazios – indicando que provavelmente morreram de fome.

Cientistas estão investigando se as correntes fortes e águas mais frias do que o normal podem ter ferido as populações das espécies que compõem a dieta dos pingüins, e se a atividade humana pode ter um papel significativo nesse desastre. A sobrepesca na região pode ter feito com que o peixe e a lula se tornassem mais escassos nessa época do ano, resultando assim em falta de alimento para os pingüins e outros animais.

É comum para os pingüins nadar em direção norte nessa época do ano. Inevitavelmente, alguns se perdem pelo caminho ou morrem de fome ou exaustão, e acabam na costa brasileira, longe de casa. Esse é um fenômeno natural. Mas não é natural o que tem acontecido nos últimos dias – existe algo fora do balanço comum.

Cientistas locais afirmam que é comum encontrar entre 100 e 150 pingüins vivos nessas praias do Brasil nessa época do ano, e somente cerca de 10 mortos. Dessa vez, o susto foi encontrar um número absurdamente alto de pingüins mortos, e em curto período de tempo.

Alguns veículos de comunicação têm passado a diante a história de que a morte desses animais “está dentro da normalidade para essa época”. Trata-se de pura desinformação. Como explicado antes, a morte de pingüins nessa época é sim um fenômeno “dentro da normalidade”, mas o número de mortos nesse ano supera qualquer índice de normalidade.

O número de animais que apareceram mortos na Baixada Santista – 535 pingüins, 28 tartarugas, 6 golfinhos e algumas aves oceânicas, como atobás – é surpreendente. No caso das tartarugas, foi encontrado plástico no estômago dos animais, outro indício de que os animais estavam famintos, a procura de qualquer tipo de alimento.

A sobrepesca para alimentar os desejos carnívoros dos homens pode tido um papel fundamental na morte de todos esses animais – e dezenas de outros, que nem sequer chegaram às praias brasileiras. É o que está por trás dos pingüins mortos no Brasil. Mas é conveniente para o ser humano esconder atrás do argumento que essas mortes estão “dentro da normalidade”. Ironicamente, nenhuma morte por fome de seres humanos é considerada “dentro da normalidade”. Quem sabe, deveria ser.

Para ler o artigo original, clique aqui

 Por trás dos pingüins mortos no Brasil

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O combate natural à superpopulação

1 497pixels O combate natural à superpopulação

Textos como esse abaixo são esquecidos pelos seres humanos por questões que têm muito pouco haver com o que as palavras do texto dizem. Através dos preconceitos e julgamentos das pessoas, elas se afastam de fontes de conhecimento de muito valor, que ilustram o pensamento de uma época. Sem aprender com o passado, o futuro trará surpresas que poderiam ser evitadas. Deixe os seus medos de lado, e olhe para o mundo com a mente e o coração abertos.

“A Alemanha tem um acréscimo de população de, aproximadamente, 900 mil almas por ano. A dificuldade de alimentação desse exército de novos cidadãos tem de aumentar de ano para ano e acabar finalmente numa catástrofe, caso não se encontrem meios de, em tempo, dominar os perigos da miséria e da fome.

Havia alguns caminhos para evitar esse tremendo desenlace.

Primeiro, podia-se, a exemplo da França, limitar artificialmente o acréscimo de nascimentos e, com isso, impedir uma superpopulação.

A própria natureza costuma agir no sentido de limitar o aumento de população de determinadas terras ou raças, em épocas de grandes necessidades ou más condições climáticas, bem como de pobreza do solo; e isso com um método tão sábio quão inexorável. Ela não impede a capacidade de procriação em si e sim, porém, a conservação dos rebentos, fazendo com que eles fiquem expostos a tão duras provações que o menos resistente é forçado a voltar ao seio do eterno desconhecido. O que ela deixa sobreviver às intempéries está milhares de vezes experimentado e capaz de continuar a produzir, de maneira que a seleção possa recomeçar. Agindo desse modo brutal contra o indivíduo e chamando-o de novo momentaneamente a si, desde que ele não seja capaz de resistir à tempestade da vida, a natureza mantém a raça e a espécie vigorosas, e as tornam capazes das maiores realizações.

A diminuição do número de pessoas, por esse processo, resulta em um reforço da capacidade do indivíduo e, por conseguinte, em última análise, em um revigoramento da espécie.

As coisas se passam de outra maneira quando é o homem que toma a iniciativa de provocar a limitação de seu número. Aí é preciso considerar não só o fator natural como o humano. O homem sabe mais que essa cruel rainha de toda a sabedoria – a natureza. Ele não limita a conservação do indivíduo, mas a própria reprodução. Isso lhe parece, a ele que sempre tem em vista a si mesmo e nunca à raça, mais humano e mais justificado que o inverso. Infelizmente, porém, as conseqüências são também inversas.

Enquanto a natureza, liberando a procriação, submete, entretanto, a conservação da espécie a uma prova das mais severas, escolhendo dentro de um grande número de indivíduos os que julga melhores e só a estes conserva para a perpetuação da espécie, o homem limita a procriação e se esforça, duramente, para que cada ser, uma vez nascido, se conserve a todo preço. Essa correção da vontade divina lhe parece ser tão sábia quanto humana, e ele alegra-se de, mais uma vez, ter sobrepujado a natureza e até de ter provado a insuficiência da mesma. E o filho de Adão não quer ver nem ouvir falar que, na realidade, o número é de fato limitado, mas à custa do enfraquecimento do indivíduo.

Sendo limitada a procriação e diminuído o número dos nascimentos, sobrevém, em lugar da natural luta pela vida, que só deixa viverem os mais fortes e mais sãos, a natural mania de conservar e “salvar” a todos, mesmo os mais fracos, a todo preço. Assim se deixa a semente para uma descendência que será tanto mais lamentável quanto mais prolongado for esse escárnio contra a natureza e suas determinações.

O resultado final é que tal povo um dia perderá o direito à existência neste mundo, pois o homem pode, durante certo tempo, desafiar as leis eternas da conservação, mas a vingança virá mais cedo ou mais tarde. Uma geração mais forte expulsará os fracos, pois a ânsia pela vida, em sua última forma, sempre romperá todas as correntes ridículas do chamado espírito de humanidade individualista, para, em seu lugar, deixar aparecer uma humanidade natural, que destrói a debilidade para dar lugar à força.

Aquele, pois, que quiser assegurar a existência ao povo alemão limitando a sua multiplicação, rouba lhe com isso o futuro.

Outro caminho seria aquele que hoje em dia freqüentemente ouvimos como aconselhado e louvado: a chamada colonização interna. Essa é uma proposta que muitos fazem, na melhor das intenções, que é, porém, mal compreendida pela maioria e que pode trazer, por isso, os maiores prejuízos imagináveis.

Sem dúvida, a capacidade produtiva de um terreno pode ser elevada até determinado limite. Mas só até esse limite determinado, e não infinitamente mais. Durante um certo tempo, poder-se-á, portanto, compensar, sem perigo de fome, a multiplicação do povo alemão por meio do aumento do rendimento de nosso solo. Entretanto, a isso se opõe o fato de crescerem as necessidades da vida mais do que o número da população. As necessidades humanas com relação ao alimento e ao vestuário crescem de ano para ano e, por exemplo, já hoje em dia, não estão em proporção com as necessidades de nossos antepassados de cem anos atrás. É, pois, errôneo pensar que cada elevação da produção provoque a condição necessária a uma multiplicação da população. Isso se dá até certo ponto, pois ao menos uma parte do aumento da produção do solo é consumida na satisfação das necessidades crescentes da humanidade. Entretanto, mesmo com a máxima moderação de um lado e a máxima diligencia por outro lado, chegará um dia em que um limite será atingido pelo próprio solo. Mesmo com toda a diligência, não será possível aproveitá-lo mais e surgirá, embora protelada por algum tempo, uma nova calamidade. A fome aparecerá de tempos em tempos, quando houver má colheita. Com o aumento da população, isso se dará cada vez mais, de sorte que isso só não aparecerá quando raros anos de riqueza encherem os armazéns de mantimentos. Entretanto, finalmente, aproximar-se-á a época em que não se poderá mais atender à miséria e a fome, então, tornar-se-á a companheira de tal povo. A natureza terá de prestar auxílio de novo e proceder à seleção entre os escolhidos, destinados a viver; ou então é o próprio homem que a si mesmo se auxilia, lançando mão do impedimento artificial de sua reprodução com todas as graves conseqüências para a raça e para a espécie.

Poder-se-á ainda objetar que esse futuro está destinado a toda a humanidade, de uma maneira ou de outra, e que, portanto, nenhum povo conseguirá naturalmente escapar a essa fatalidade.

À primeira vista, sem mais considerações, isso está correto. É necessário, porém, considerar o seguinte:

Numa determinada época, toda a humanidade será certamente forçada a interromper o aumento do gênero humano ou a deixar a natureza decidir, por si própria. Essa situação atingirá a todos os povos, mas atualmente só serão atingidas por essa miséria as raças que não possuam energia suficiente para assegurarem para si o solo necessário. Ninguém contesta que, hoje em dia, ainda há neste mundo solo em extensão formidável e que só espera quem o queira cultivar. Da mesma forma também é certo que esse solo não foi reservado pela natureza para uma determinada nação ou raça, como superfície de reserva para o futuro. Trata-se, sim, de terra e solo destinados ao povo que possua a energia de conquistá-los e a diligência de cultivá-los.

A natureza não conhece limites políticos. Preliminarmente, ela coloca os seres neste globo terrestre e fica apreciando o jogo livre das forças. O mais forte em coragem e em diligência recebe o prêmio da existência, sempre atribuído ao mais resistente.

Quando um povo se limita à colonização interna, enquanto outras raças se agarram a cada vez maiores extensões territoriais, esses serão forçados a restringir as suas necessidades em uma época em que os outros povos ainda se acharão em constante multiplicação. Esse caso dá-se tanto mais cedo quanto menor for o espaço à disposição de um povo. Como, porém, em geral, infelizmente, as melhores nações, ou mais corretamente falando, as únicas raças verdadeiramente culturais, portadoras de todo o progresso humano, muitas vezes se resolvem na sua cegueira pacifista a desistir de nova aquisição de solo, contentando-se com a colonização interna, nações inferiores sabem assegurar-se de enormes territórios. Tudo isso conduz a um resultado final:

As raças culturalmente melhores, mas menos inexoráveis, teriam de limitar a sua multiplicação por força da limitação do solo, ao passo que os povos culturalmente mais baixos, naturalmente mais brutais, ainda estariam, em conseqüência da maior superfície disponível, em condições de se reproduzirem ilimitadamente. Em outras palavras, dia viria em que o mundo passaria a ser dominado por uma humanidade culturalmente inferior, porém mais enérgica.

Assim, para um futuro não muito remoto, só há duas possibilidades: ou o mundo será governado nos moldes de nossas modernas democracias, e então o fiel da balança decidirá a favor das raças numericamente mais fortes, ou o mundo será governado segundo as leis da ordem natural, e vencerão então os povos de vontade brutal e, por conseqüência, não a nação que limita a si mesma.

O que ninguém poderá duvidar é que o mundo será exposto às mais graves lutas pela existência da humanidade. No fim, vence sempre o instinto da conservação. Sob a pressão deste, desaparece o que chamamos de espírito de humanidade como expressão de uma mistura de tolice, covardia e pretensa sabedoria. A humanidade tornou-se grande na luta eterna; na paz eterna, ela perecerá.”

 O combate natural à superpopulação

© 2010 ATWA Brasil


Causas da superpopulação

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A crítica à civilização pretende não mais do que pensar no que fizemos no passado que não queremos fazer no futuro. Um dos argumentos que geralmente são usados para desqualificar a crítica à civilização é simplificar o problema dizendo que é tudo culpa da superpopulação, que por sua vez é apenas um resultado do crescimento populacional acelerado. Isso pressupõe que tal crescimento é uma coisa que acontece espontaneamente, como se a responsabilidade não fosse nossa. Por outro lado, o crescimento populacional é geralmente visto como uma grande conquista da humanidade, e a civilização é supostamente a melhor forma de organizar uma sociedade de massas. Logo, a civilização está acima de qualquer questionamento. A necessidade da civilização é afirmada por uma suposta necessidade da sociedade de massas, que é resultado inevitável do crescimento populacional acelerado, ainda que este gere superpopulação e todos os problemas sociais e ambientais decorrentes dele, que são literalmente todos os problemas sociais e ambientais dignos de preocupação.

O termo “crescimento populacional acelerado” é facilmente substituído por “redução da mortalidade”, um termo muito mais positivo. A crescente dependência tecnológica é chamada de “aumento da qualidade de vida”. E ainda que a superpopulação seja um problema, a estabilidade populacional é vista como algo que apenas o desenvolvimento econômico pode nos dar. O que parece estranho é que tínhamos uma população estável antes da civilização, e a mortalidade não era um problema terrível. Numa população pequena, o número de mortos também é pequeno. Certamente aqueles que estão defendendo a “redução da mortalidade” não estão interessados se mais pessoas estão morrendo. Mas ao dizer isso é como se não se importassem realmente com o valor da vida humana, mais vale milhões morrerem num mundo com “baixa mortalidade” que apenas alguns milhares morram num mundo com “alta mortalidade”.

Outro dado importante é que mesmo que a mortalidade tenha caído, a taxa de mortes violentas e de suicídios aumentou desproporcionalmente, assim como o número de doenças. As cidades são o ambiente perfeito para microorganismos causadores de doenças, e para a expansão da indústria farmacêutica também. Bactérias e vírus se tornaram muito mais fortes quando nós quebramos as fronteiras populacionais e criamos meios de transporte que podem fazer uma epidemia se alastrar pelo mundo em poucas horas. A maioria dessas doenças foi transmitida pelos animais que nós domesticamos e matamos para comer. Câncer, doenças do coração, diabetes, enfisemas, hipertensão e cirrose são hoje 75% das causas de morte no mundo. Todas essas doenças praticamente não existiam antes da civilização. Afinal, estaríamos nos reproduzindo para a extinção? Charles Manson diz: “O problema são as pessoas”.

A questão do “aumento da expectativa de vida” é outro mito. A expectativa de vida começou a cair desde a criação da agricultura, e tem se recuperado apenas recentemente por causa do avanço da medicina, mas apenas para quem pode pagar. Trabalhadores pobres continuam tendo uma expectativa de vida menor que a que tínhamos antes da civilização. Mas chamar o desenvolvimento econômico de solução para todos os problemas é ignorar que ele não pode existir sem desigualdade, e que foi a desigualdade que deu origem a nossos problemas. Não pode haver “redução da mortalidade” sem desenvolvimento tecnológico, já que ela é um resultado da medicina moderna. Mas antes que haja desenvolvimento tecnológico, precisou haver um modo de vida voltado à produção, que por sua vez não pode existir sem divisão de trabalho. Um modo de vida que retira o aspecto sagrado da terra, tratando-o como mera propriedade. Quando a comida é vista como um produto do trabalho humano, e não como uma dádiva da terra, a própria terra passa a ser não mais do que um objeto.

A relação do homem com a natureza precisou se modificar completamente antes que o crescimento populacional fosse possível. Em outras palavras, a mudança de visão de mundo é a verdadeira causa desses eventos, e é esta visão que inaugura e fundamenta a civilização. A causa da superpopulação não é falta de desenvolvimento. O crescimento populacional acelerado não aconteceu por fatores meramente externos, não fomos vítimas dela. Nossas escolhas culturais foram suas causadoras, e o crescimento populacional não é sempre benéfico, especialmente nessa proporção. Sem mudar a visão que propicia o crescimento, não é possível resolver os problemas gerados por ele, apenas mudá-los de lugar. Ainda que tenhamos uma população estável novamente, será preciso cada vez mais desenvolvimento. É apenas questão de tempo até não sermos capazes de adicionar mais nada. Aprenderemos com nossos erros antes disso?

Obs: o autor do texto acima não tem nenhum vínculo com a ATWA Brasil.

 Causas da superpopulação

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