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ATWA: O sagrado na teoria e na prática (1)

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ATWA: O sagrado na teoria e na prática

Parte 1: Aceitação ou negação do que chamamos de “Deus”

ATWA é o meio de comunicação entre o que chamamos de “Deus” e o homem; é a fonte de entendimento entre essa inteligência que rege as leis da Vida neste planeta e a humanidade. Preservar ATWA significa estabelecer uma comunicação sadia e efetiva com Deus, enquanto destruir ATWA constitui um ruído de comunicação com relação ao que é sagrado. Dessa forma, ATWA deve ser reconhecido e honrado como sagrado. O contrário representa uma negação do que nos referimos como “Deus”.

O sábio mártir Charles Manson diz: “A lei é a vontade de Deus, e deve ser respeitada e compreendida como a vontade de Deus”.

E o sábio mártir diz: “O Sol se levanta – uma testemunha de Deus para ele mesmo”.

ATWA é um acrônimo que eleva o Ar, as Árvores, a Água, e os Animais ao divino. Esses elementos, que denominam o sistema interconectado que possibilita a existência da Vida neste planeta, devem ser reverenciados em uma mesma proporção, todos como um só – uma única vida, que representa todas as existências na Terra.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Todas as gotas de chuva, rios, lagos, toda a água da Terra, são apenas uma única água. Todas as vidas na Terra são apenas uma única vida”.

O homem, como ator que interage com o quarteto de elementos que denominam ATWA, possui uma função dupla nesta equação: enquanto ele faz parte do que constitui ATWA, e tem ATWA como intermediário entre ele mesmo e Deus, ao mesmo tempo possui o livre arbítrio que o permite preservar ou destruir este sistema sagrado. Entende-se que o Ar, as Árvores, a Água e os Animais selvagens vivem em harmonia com as leis que regem a Vida, mas o homem não necessariamente.

O sábio mártir Charles Manson diz: “A vinda de Deus não é para a glória das pessoas, mas sim para o Reino da Vida – insetos, pássaros, abelhas, vida selvagem, árvores, peixes…”.

E o sábio mártir diz: “ATWA não são pessoas. ATWA é o Ar, as Árvores, a Água, e os Animais trancados em zoológicos pelo mundo”.

O livre arbítrio, nesse caso, determina duas alternativas: uma vida como parte de ATWA, ou uma separada de ATWA; uma existência em harmonia com ATWA, ou uma existência em desacordo com ATWA. Quanto a isso, não existe outra saída – ou a vida é uma vida de guerra por ATWA, ou se torna uma vida de guerra contra ATWA.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Guerra contra a poluição. Guerra contra este problema, e não guerra contra a vida”.

Sendo assim, o livre arbítrio não existe sem consequências para ATWA e, mais importante, para o próprio homem. Trata-se de uma verdadeira Guerra Santa na qual o homem possui total autonomia de decisão sobre qual lado do conflito deseja estar. É uma questão de decisão. O livre arbítrio garante direitos e deveres ao homem. O principal dos deveres é a consciência de que homem não é passivo nesta decisão. É uma questão de participação ativa. Em outras palavras: estar em guerra por ATWA ou estar em guerra contra ATWA é resultado da decisão do homem com relação a como ele viverá a sua vida.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Existem algumas pessoas nesta Terra que estão realmente de acordo com a Terra. Elas trabalham com flores e comida, plantam seus alimentos, não usam carros. Em outras palavras, elas estão onde a sua mente está chegando agora, porque você é uma forma de vida inteligente. Você percebe que você não precisa de todo esse lixo. Tudo o que você precisa é algo para comer, e um lugar para esconder…”.

Considerando isso, não ter a consciência sobre as decorrências do seu livre arbítrio não tornam o homem inocente com relação às consequências da sua decisão – sabendo ele que fez tal decisão ou não. Não saber não o torna inocente, e tomar partido de um lado ou outro em uma Guerra Santa não é brincadeira; não é um jogo, e não é uma decisão insignificante como todas as que dizem respeito às vaidades e confortos do homem moderno. O livre arbítrio determina uma existência marcada para a vida ou para a morte.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Um crime é qualquer coisa que seja feita contra a sua sobrevivência. Qualquer pecado que seja contra a sua vida é um crime. O problema é: o ar está morrendo. Qualquer coisa que seja um pecado contra o ar é também um pecado contra a sua vida. Qualquer pessoa que cometa um pecado contra o ar deve ser considerando um criminoso, e qualquer ato que seja cometido contra o ar em qualquer maneira deve ser considerado um crime. Uma guerra contra qualquer coisa, qualquer um, em qualquer forma, que seja uma ameaça à sua sobrevivência. A Ordem Mundial nos tribunais do crime e das punições é: o ar é Deus. Sem o ar, não somos capazes de sobreviver. Tudo o que é feito nas leis deve ser contra os criminosos que estão destruindo o seu ar. O ar é tudo o que você tem”.

Para Deus, e com relação ao seu sistema sagrado denominado ATWA, o resultado do livre arbítrio do homem é a separação da humanidade em dois campos distintos. Não há espaço para diálogo entre esses dois campos – é tudo preto ou branco, não existem zonas cinzas. Chamamos um campo de Forças da Vida – o coletivo da humanidade que preserva o sagrado e que vive em harmonia com ATWA. Chamamos de Forças da Morte o campo daqueles que desprezam o sagrado em todas as suas manifestações, e que escolhem por viver em desacordo com ATWA. São os dois campos que definem a Guerra Santa que é ininterrupta e necessária para a continuação da vida neste planeta.

O sábio mártir Charles Manson diz: “O centro de todas as leis é a vida, e deve ser a sobrevivência. As leis e a ordem começam a partir da vida. Uma vida para se viver, ou todas as vidas terão o seu fim na Terra”.

 ATWA: O sagrado na teoria e na prática (1)

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O precioso jardim de ATWA

atwa jardim O precioso jardim de ATWA

Com a ampliação sem precedentes do conhecimento humano que temos visto nos últimos cem anos, obteve-se um crescimento proporcional da consciência sobre o mundo que nos rodeia. Uma consciência sobre o dever humano de voltar a fazer parte de ATWA, afinal nós fomos criados como parte de um todo, e não à parte desse todo, como costuma dizer o sábio mártir Charles Manson.

Nós controlamos e ditamos as regras sobre coisas complexas como o vapor, a eletricidade e a energia atômica. Tornamos-nos conscientes do nosso ambiente natural de doze quilômetros de profundidade nos oceanos a trilhões de quilômetros de distância em direção ao universo. Nossa compreensão de processos biológicos tem florescido em novas curas, novas prevenções, a substituição de órgãos vitais, e agora estamos começando a penetrar os mistérios da mecânica genética. Esses são marcos que ilustram uma competência.

E com esse aumento de consciência, temos desenvolvido uma maior compreensão de nosso papel na vida natural do nosso planeta e da nossa responsabilidade com relação às nossas decisões. Isso é essencial não apenas para preservar a nossa própria existência frágil nesse imenso tesouro de seres vivos, mas também para preservar o nosso sistema de suporte de vida, em que dependemos para as necessidades da vida: ATWA – ar, árvores, água e animais.

A Bíblia nos diz que Noé foi ordenado a levar com ele em sua arca dois animais de cada espécie, um macho e uma fêmea, para que eles também pudessem ser salvos do dilúvio. O espírito que ajudou Noé a sobreviver sabia que ele e sua família não seriam capazes de sustentar as suas vidas depois que as águas recuassem se estivessem sozinhos. Toda criatura e todas as gerações de seus descendentes seriam necessários para manter a vida na Terra e para o cumprimento de qualquer futuro planejado para as sucessivas gerações de Noé. Se a menor das criaturas fosse perdida, a própria humanidade estaria ameaçada.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Todas as interpretações tem vindo e voltado por milhares de anos e falam a mesma coisa a cada vez: a atmosfera está morrendo! Não tem nada a ver com o que aconteceu há milhares de anos atrás, mas algo que simplesmente acontece, e acontecerá para sempre, está acontecendo agora, nesse momento. Esse momento é onde nós estamos vivendo!”

E agora, no século XXI, podemos ver a sabedoria desse comando. Mesmo com a nossa compreensão ainda imatura, a necessidade absoluta de um sistema de apoio à diversidade biológica da vida pode ser medida e comprovada para os céticos mais devotos. A cadeia da vida não pode ser quebrada ou resistida.

No entanto, sabemos também que muitas espécies estão à beira da extinção. Muitas estão morrendo agora e muitas outras se foram para sempre. Não apenas para nosso próprio bem-estar, mas para que a imensa rede da vida possa continuar, que a humanidade possa se beneficiar não só fisicamente, mas espiritualmente de segurar a continuidade da vida no planeta, devemos ver que é necessário resgatar a vida toda em todos os lugares. Temos um único mundo, apesar das fronteiras que os homens construíram.

Nós criamos desastres trágicos e, literalmente, causamos milhões de mortes em situações que já não podemos nos dar o luxo de fazê-lo. Eliminamos dos grandes oceanos os peixes em regiões que eram marcadas por comunidades quase inesgotáveis desses animais. O bacalhau selvagem, por exemplo, está quase desaparecido. O salmão está ameaçado. Os oceanos, uma vez cheios de vida, agora são comparados a um deserto – não no sentido de ser menos vivo, mas da transformação causada pelo homem. Muitas outras espécies estão penduradas nas bordas do poço sem fundo da extinção.

Os seres humanos, com suas armas e seus castelos, são muito eficientes como caçadores e pescadores para o nosso próprio bem-estar. Mas nós perturbamos o equilíbrio da natureza entre presas e predadores. Nós matamos os últimos animais de muitas espécies. Nossa pesca tem massacrado os oceanos, e a nossa caça fez a terra estéril.

Não apenas poluímos nossas águas além de potabilidade, mas também temos envenenado a água com substâncias provenientes de fazendas industriais, fábricas de produtos farmacêuticos e produtos químicos, pesticidas, petróleo e plástico. Nossas indústrias liberam centenas de toneladas de metais pesados em nosso ar a cada ano. Milhões de pessoas morrem pela natureza estar fora de equilíbrio, pelo ar estar poluído, as árvores ameaçadas, a água envenenada e os animais caindo no abismo da extinção. Os seres humanos têm dominado o nosso sistema de suporte de vida de uma maneira destrutiva, ao ponto que nós mesmos estamos agora ameaçados. E não é apenas a nossa vida física que está ameaçada.

Nossa vida espiritual deve ser tida em conta. Se queremos ser os protetores e não os destruidores da vida, o mundo natural de abundância quase infinita não deve sofrer sob a nossa supervisão. Para sobreviver é preciso ser previdente, e não parasitário. Se estamos a nos vestir para o jardim de acordo com Gênesis, temos de superar as atividades que nos permitiram chegar onde estamos e somente agora ver que precisamos da natureza mais do que ela precisa de nós. Ataques indiscriminados e sem inteligência contra os nossos oceanos lhes trouxe para um mundo abandonado por tudo o que uma vez vivia. A criação de animais para serem mortos, a fim de alimentar um luxo humano, não somente desequilibra a vida animal como também os subprodutos dessa prática têm feito a nossa terra e água inabitáveis.

A dispersão habitual de milhões de toneladas de chumbo por ano, que poluem os animais que nós matamos e comemos, bem como aqueles que são alimento dos que matamos, ameaça o desenvolvimento saudável das nossas crianças, além de envenenar o nosso sistema de suporte de vida.

Mas, em última análise, o fim dessa guerra declarada pelo homem contra ATWA é a única cura para a morte da nossa ecologia. Pode-se dizer que nos tornamos bons demais em matar para que a natureza nos permita chegar a uma vida adulta. Nós agora temos dentes, que estão mordendo os mamilos da natureza.

Nós vivemos pelo espírito eterno dentro de nós, e não há outra opção, não há vida duradoura sem esse espírito. Ou a nossa espécie vai voltar para a lama e poeira de onde veio, porque perdemos o nosso sustento e o nosso destino, ou nós vamos subir para as estrelas como verdadeiros sábios conscientes, criados para ser parte desse planeta e salvar esse precioso jardim para sempre.

 O precioso jardim de ATWA

© 2010 ATWA Brasil


Imagens expõem destruição de ATWA

atwa aral Imagens expõem destruição de ATWA

Foram finalmente divulgadas imagens feitas por satélites durante os últimos 40 anos que expõem a destruição de ATWA através de dramáticas mudanças no meio ambiente causadas pela ação do ser humano. Os registros mostram a seca de muitos corpos de água vitais para a vida no planeta, enquanto paralelamente aumenta a demanda da humanidade pelos recursos hídricos: uma equação com resultado alarmante.

O desaparecimento do mar de Aral

Imagens registradas entre 1973 e 2009, por exemplo, registram o desaparecimento quase total do mar de Aral – que na verdade era um gigantesco lago de água salgada – na Ásia Central, que tinha o tamanho da Irlanda. O desaparecimento do Aral pode significar um dos maiores desastres ambientais do planeta, mas pouco se ouve falar sobre a extensão do dano que esteve sendo causado nas últimas décadas.

O Aral, que fica entre o Uzbequistão e o Cazaquistão, já foi o quarto maior lago do planeta. Contudo, desde os anos 60, ele perdeu mais da metade de seu volume. Os rios que alimentam o mar foram sobrecarregados por irrigações nas plantações de campos de algodão, ainda na época da União Soviética. Além da falta de água, o Aral sofre intensamente com a poluição, que chegou a níveis perigosos, arruinando a pouca água que sobrou.

O berço da civilização vira um deserto

No Iraque, a histórica região entre os rios Tigre e Eufrates também sofre com a exploração do homem. Na metade do século XX os pântanos da Mesopotâmia começaram a ser drenados para a agricultura e para atingir a região onde viviam contrários ao partido que dominava o país. Imagens registradas da região em 1990 e 2000 mostram em um pequeno espaço de tempo drásticas mudanças na região.

Os desastres vistos no mar de Aral e nos pântanos são uma combinação dos efeitos do homem e do aumento da temperatura nessas regiões. Não há uma grande mudança no volume de chuva nessas áreas, mas desde os anos 70 a temperatura subiu 1°C, o que aumenta as perdas devido à evaporação. A poluição na área está ficando pior porque, enquanto a água evapora, poluentes na água ficam mais concentrados, menos diluídos.

Abaixo, algumas imagens de satélite que ilustram a destruição de ATWA no mar de Aral e nos pântanos do Iraque:

 Imagens expõem destruição de ATWA

© 2010 ATWA Brasil


Eugenia em síntese (Parte 5)

atwa inteligencia Eugenia em síntese (Parte 5)

Continuamos com as cinco questões para dissecar a questão da inteligência na hereditariedade. Nessa quinta parte da série, lidaremos com a questão número quatro:

4. No momento, estamos a evoluir para se tornar menos inteligentes a cada nova geração.

Por centenas de anos, até o início dos anos 1800, na Inglaterra e nos Estados Unidos havia a fertilidade natural, ou seja, nenhum esforço para limitar o número de nascimentos. Os casais tendiam a ter muitos filhos, mas nem todos podiam se casar. Homens que não ganhavam o suficiente para sustentar a família permaneciam solteiros e sem filhos, e o resultado líquido disso era uma relação positiva entre a baixa fertilidade e a inteligência. Em seguida, vários livros foram publicados sobre a contracepção que, naturalmente, afetaram desproporcionalmente aqueles que sabiam ler. Preservativos e diafragmas se tornaram disponíveis, e a taxa de natalidade das classes média e alta diminuiu. Em meados do século, tinha se tornado evidente que as pessoas educadas tinham menos filhos do que as iletradas.

Isso causou grande alarme, e uma série de estudos foram realizados nas primeiras décadas do século 20 nos Estados Unidos para compreender a situação. O QI das crianças em escolas correlacionava-se negativamente com o número de seus irmãos, o que pareceu confirmar os temores de fertilidade disgênica, mas essa conclusão foi questionada porque não havia maneira de saber precisamente o QI dos filhos. Posteriormente, alguns estudos relacionando o QI de adultos e seus números de filhos relataram correlações negativas, mas outros estudos semelhantes não encontraram nenhuma correlação. No entanto, as amostras utilizadas em todos esses estudos não foram representativas da população dos Estados Unidos como um todo – eram restritas, quer em termos de raça ou área geográfica. Assim, na segunda metade do século 20 não havia ainda qualquer resposta definitiva para a questão da fertilidade disgênica.

Em 1984, Frank Bean e Marian Van Court tiveram a sorte de descobrir um excelente conjunto de dados, o General Social Survey (GSS), para testar a hipótese. Ela incluía um pequeno teste de vocabulário elaborado por Thorndike para fornecer uma classificação aproximada da capacidade mental que era ideal para o estudo. O GSS entrevistou uma amostra grande, representativa da população dos Estados Unidos, cuja reprodução nos anos entre 1912 e 1982 caiu, gerando dados que forneceram a oportunidade única de uma visão global da relação entre a fertilidade e o QI para a maior parte do século 20. Em todos os 15 grupos de pessoas estudadas, as correlações entre os resultados do teste e o número de filhos foram negativas, e 12 dos 15 foram estatisticamente significativos (Van Court e Bean, 1985).

Mais recentemente, Richard Lynn e Marian Van Court fizeram um novo estudo de follow-up que incluiu novos dados coletados em 1990 pelo GSS, e conseguiram resultados muito semelhantes. Os cientistas calcularam que 0,9 pontos de QI foram sendo perdidos por geração (Lynn e Van Court, 2003). Para descobrir o quanto foi perdido de QI durante o século 20, podemos simplesmente multiplicar 0,9 por 4 gerações, ou seja, 3,6 pontos de QI. Não existem dados precisos para a última parte do século 19, mas não há qualquer indicação de que o período entre 1875 e 1900 tenha sido seriamente disgênico.

Assim sendo, como uma áspera (mas conservadora) estimativa de perda total em um período de 125 anos, podemos multiplicar 0,9 por 5 gerações, ou seja, 4,4 pontos de QI perdidos a partir de 1875 até o presente momento. Uma perda dessa magnitude iria aproximadamente dividir pela metade aqueles com QI superior a 130, o dobrar aqueles com QI abaixo de 70 pontos.

No livro Dysgenics: Genetic Deterioration in Modern Populations, Richard Lynn (1996) observou que a fertilidade disgênica é a regra, e não a exceção, ao redor do mundo. Não houve muitos estudos feitos na Europa, mas o caso parece ser semelhante aos Estados Unidos em termos da gravidade da tendência disgênica. O único lugar onde a fertilidade disgênica não foi encontrada é a África subsaariana, onde o controle da natalidade não é usado.

Como o leitor pode ter começado a suspeitar, a razão principal para a fertilidade disgênica é que as mulheres inteligentes usam o controle da natalidade com mais sucesso do que as mulheres pouco inteligentes. Esse parece ser o caso, independentemente de qual método é usado. Mulheres de alto, médio e baixo QI todas querem, em média, o mesmo número de filhos, mas as mulheres de baixo QI têm gravidezes muito mais acidentais e, portanto, produzem mais filhos.

Na próxima parte da série, entraremos em maior detalhe na questão número cinco: a menos que esta tendência pare, a nossa civilização seguirá invariavelmente para o declínio.

Para ler a parte quatro da série “Eugenia em síntese”, clique aqui

Para ler a parte seis da série “Eugenia em síntese”, clique aqui

 Eugenia em síntese (Parte 5)

© 2010 ATWA Brasil


Violência em ATWA

atwa violencia Violência em ATWA

No dia 18 de abril, alguns criminosos com apoio da prefeitura e outros homens de paletó sediaram o evento de puxada de cavalos em Pomerode, Santa Catarina. O show foi organizado pelo Clube do Cavalo, e aconteceu próximo ao Clube de Caça e Tiro Germano Tiedt. Alguns manifestantes compraram a briga pelos animais, uns ficaram feridos, e se houve algo de positivo em tudo isso foi que o evento em si passou a ser conhecido por um número maior de pessoas, entre as quais algumas certamente terão algum senso se justiça.

É importante ter deixado a poeira baixar. Muita gente tomou partido de um lado ou outro pelo calor do momento, e como tudo que envolve a cabeça dos humanos, as coisas vêm e vão, as lições não são aprendidas e os erros se repetem no futuro. Que tenha ficado claro que uma guerra pela vida não é vencida com cartazes e câmeras. Propaganda e convencimento são as armas do inimigo, e aceitar essas armas como legítimas é cair nas teias dos covardes.

O ser humano é violento por natureza. O que coloca um limite nessa violência é a violência que o outro aparenta ser capaz de infligir contra você. Não são necessários exemplos complicados para entender isso: o medo das conseqüências é o que organiza a nossa sociedade. As pessoas não deixam de matar porque respeitam a vida, mas sim porque temem as conseqüências da punição. Isso explica o porquê de os assassinatos diários de todos os tipos de animais, para alimentação humana ou outros fins, permanecerem constantes e impunes. Não existe uma ordem que puna os criminosos, e por isso os crimes continuam. Trata-se de um exemplo claro da violência humana, aceita como natural pela maioria mesmo que inconscientemente.

Pessoas passivamente pacifistas costumam dizer que “violência gera violência”. Não é o caso. Violência ineficaz gera mais violência ineficaz. Se a sua violência agride o inimigo, e não o elimina, então você o enche de coragem e motivação para agredi-lo de volta com maior ênfase. Você bate, e toma, e bate, e toma de novo. Tudo o que isso faz é distanciar ambos os lados da raiz do problema, do motivo de tudo ter começado. Mas violência bem dirigida pode resolver muitas coisas, acordar muitas pessoas, e acender a chama da ordem. Esse deve ser o caso quando se trata de uma questão de justiça contra injustiça. Não deve haver nenhuma barreira para a determinação da justiça – todos os meios são legítimos.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Crime é qualquer coisa que é feita contra a sua sobrevivência. Qualquer pecado que seja cometido contra a sua vida é um crime. A lei é a vontade de Deus. A lei deve ser respeitada e considerada como a vontade de Deus, e não como alguma brincadeirinha a ser usada para fins burocráticos e mentirosos. O problema é: o nosso ar está morrendo. Tudo que é um pecado contra o ar é um pecado contra a sua vida.”

Portanto, um crime contra tudo o que permite a vida é um crime direto contra a sua sobrevivência, e uma afronta à vontade de Deus, que é a harmonia da vida. A violência, nesse caso, pode ser a ferramenta para a aplicação da vontade de Deus, a arma contra a injustiça, o maior golpe contra a barbárie:

“O Senhor é homem de guerra; o Senhor é o seu nome.” (Êxodo 15:3)

“Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulosamente; e maldito aquele que retém a sua espada do sangue.” (Jeremias 48:10)

“Porém, das cidades destas nações, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida. Antes destrui-las-ás totalmente, [...] como te ordenou o Senhor teu Deus.” (Deuteronômio 20:16-17)

As passagens acima ilustram esse pensamento. Está do lado do crime aquele que deixar de lutar pelo que é justo e correto, aquele que permitir que os crimes dos homens ofusquem a vontade de Deus. E a missão é simples: destrua-os totalmente, como ordenado por Deus. Isso é uma indicação da violência eficaz – não dê golpes para permitir que o inimigo lhe golpeie. Nunca. Mantenha-se do lado da verdade, da justiça e da harmonia, e faça o que o seu coração mandar para estabelecer a ordem da vida.

Em outras palavras, se o seu amor pela vida dos pobres animais abusados de Pomerode é real e infinito; se o seu sentimento de justiça e de combate ao crime prevalece; se você encara o seu martírio como justificado pela causa da sua missão; então você deve levar a guerra ao inimigo, e cortar o mau pela raiz. Não jogue pedras hoje, porque amanhã o inimigo jogará pedras maiores sobre você. Faça o que tiver que ser feito, e não dê chance do inimigo existir amanhã. Nesse caso, o crime do inimigo é uma trivialidade de poucos. Até onde o inimigo seria capaz de ir para manter essa trivialidade viva? A história indica que ele lutará pouco. Então vá e faça a vontade de Deus, e saiba que os corações que andam na verdade estão contigo.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Triste como poderia parecer para alguns, o medo é a grande necessidade. As pessoas têm crescido maiores do que Deus porque elas simplesmente não temem.”

E Manson disse: “Você poderia tentar contar às pessoas. Eu acho que levaria um terço das pessoas serem crucificadas e abandonadas para que os outros dois terços vissem e aprendessem. Isso, é claro, se você amasse tanto assim as pessoas para aceitar um trabalho desse tamanho.”

Portanto, pelas palavras dos sábios está claro que o medo estabelece as regras. Se a sua violência pelo que é correto é maior do que a violência do inimigo pelo que é trivial, então você irá prevalecer. Faça da guerra a sua guerra!

 Violência em ATWA

© 2010 ATWA Brasil


Extinção em massa a caminho

atwa extincaohumana Extinção em massa a caminho

Biólogos estão convencidos de que uma extinção em massa de plantas e animais está em curso, e que o fenômeno representará uma grande ameaça para o ser humano no próximo século. Ironicamente, a maioria das pessoas comuns é apenas vagamente consciente sobre o problema.

O rápido desaparecimento de espécies foi classificado como uma das preocupações ambientais mais graves do planeta, superando a poluição, o aquecimento global e a diminuição da camada de ozônio, de acordo com o levantamento de 400 cientistas comissionados pelo Museu da História Natural de Nova Iorque.

A recente pesquisa foi divulgada em conjunto com um estudo inovador da diversidade de plantas, que concluiu que pelo menos uma em cada oito espécies de plantas conhecidas está sob ameaça de extinção. Embora os cientistas estejam ainda divididos sobre os números específicos, todos acreditam que a taxa de perda é maior agora do que em qualquer outro momento na história.

“A velocidade com que espécies estão sendo perdidas é muito mais rápida do que qualquer outro período que já vimos no passado – incluindo as extinções relacionadas a colisões de meteoros”, disse Daniel Simberloff, ecologista da Universidade de Tennessee e renomado especialista em diversidade biológica. [Nota: a última extinção em massa foi a dos dinossauros, causada pela colisão de um meteorito há 65 milhões de anos].

A maioria dos cientistas, aparentemente, concorda com essa afirmação. Sete em cada dez dos biólogos entrevistados para o estudo disseram acreditar que uma extinção em massa “está em andamento”, e um número igual previu que até um quinto de todas as espécies vivas poderiam desaparecer em 30 anos. Quase todas as perdas são atribuídas à atividade humana, especialmente a destruição de habitats de plantas e animais.

Entre os não-cientistas, entretanto, o assunto parece ter feito relativamente pouca impressão. 60% dos leigos entrevistados disseram ter pouca ou nenhuma familiaridade com o conceito de diversidade biológica, e apenas metade classificou a perda de espécies como uma “ameaça importante”.

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 Extinção em massa a caminho

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A conexão entre alimentação e violência

atwa pitagoras A conexão entre alimentação e violência

“Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.”
-Pitágoras de Samos (570 – 497 a.C.)

Há mais de 2500 anos, uns poucos entre muitos tinham a sabedoria inata sobre as regras da natureza – as leis de ATWA, da harmonia e da sobrevivência do todo da vida nesse planeta. Para todos os homens, trata-se de uma lógica simples: comer animais é ter cumplicidade em um assassinato de um ser vivo desconhecido e inocente. Mas é necessário ser mais do que um ser humano comum para compreender, aceitar e agir de acordo com a resposta moral para essa lógica. Afinal, como é que o homem reclama de violência nas cidades quando ele pratica assassinatos todos os dias ao comprar e consumir vidas perdidas? Existe uma linha de sabedoria inata que separa aqueles que entendem esse fenômeno daqueles que lêem em argumentos como esse simplesmente um caso de “loucura”.

O homem se alimenta com violência todos os dias. Alguns praticam os crimes eles mesmos, mas a maioria depende de assassinos contratados para que os animais cheguem às casas com aspecto purificado, com pouca semelhança ao momento em que deixaram de viver. E as pessoas se alimentam com a morte dos outros, e dizem não compreender a sempre presente violência pelas ruas. Tirar a vida de um ser humano é tão imoral quanto tirar a vida de uma vaca, um porco ou uma galinha. Os gritos de “socorro” do homem, quem sabe, nos afeta mais do que os uivos dos animais, mas isso é somente uma questão de compreensão dos sons. Ambos gritam pela vida, com vontade de viver. Sendo assim, não é somente criminoso o homem que pratica tal crime, mas também burro, ingênuo, impróprio e impuro. Há mais de 2500 anos, os sábios eram os sábios e os ordinários eram ordinários.

O argumento de Pitágoras em favor da dieta sem animais tem três “pontas” (como um triângulo):
- Veneração religiosa
- Saúde física
- Responsabilidade ecológica

Essas razões continuam a ser citadas até hoje. Enquanto sempre houve vegetarianos na população mundial, muitos escolheram esse caminho mais por necessidade do que por preferência. O mundo medieval considerava vegetais e cereais como comida para animais. A carne era símbolo de status da classe alta: quanto mais alguém comia carne, mais elevada era a sua posição na sociedade – de forma que somente a pobreza compelia as pessoas à substituição de carnes por vegetais.

Vegetarianismo é com frequência ligado a religião, e segundo alguns argumentos, a força dessa relação parece se vincular diretamente à longevidade de cada credo religioso. O relativamente jovem Islam (1300 anos), por exemplo, não tem cultura vegetariana forte. Os budistas, por outro lado, seguindo os princípios de não-violência, têm praticado vegetarianismo por 2500 anos. O Hinduísmo possui princípios vegetarianos que datam de 5000 anos. Judeus citam uma passagem bíblica como prescrição da dieta original:

“E Deus disse, Eu vos dei cada semente de erva, que estão por toda a terra, cada árvore, nas quais estão os frutos de semente; para vocês elas servirão de comer” (Gênesis 1:29).

Evitar o consumo de carne e jamais comer porco ou mariscos era uma provação (símbolo de pesar e tristeza), voltada também para a restrição dos desejos e prazeres do corpo. O Cristianismo primitivo, com suas raízes na tradição judaica e no paganismo europeu, via o vegetarianismo de maneira similar – um jejum modificado para purificar o corpo: evitar a carne é uma forma de reforçar a disciplina e a força de vontade necessária para resistir às tentações. Isso tornou as restrições dietéticas muito comuns no comportamento cristão da época. E essa crença foi passada adiante, ao longo dos anos, de uma forma ou de outra – por exemplo, a proibição de carne (exceto peixe) da Igreja Católica Romana nas sextas durante a Quaresma.

Enfim, parece existir uma clara conexão entre a sabedoria do homem, o avanço espiritual de acordo com a sobrevivência, e o verdadeiro combate à violência. É necessário ter uma inteligência inata para compreender a importância do respeito ao todo da vida, e somente esse respeito pode afastar a violência do homem. O homem que se alimenta com violência não é capaz de escapar de ser violento, porque ele conscientemente aceitou esse papel. Acontece que a maioria das pessoas não é capaz de enxergar isso – elas roubam vidas, e reclamam da insegurança das cidades. Um paradoxo da ignorância, quem sabe.

Para ATWA, todas as vidas são uma única vida. Ar, árvores, água, animais – o sistema de suporte de vida do nosso planeta. O homem deve respeitar essa lei simples, resgatar e pagar pelos crimes cometidos contra a vida, e esse é o verdadeiro caminho para a salvação. A crença para chegar a esse ponto não interessa – o importante é compreender que o respeito à vida é algo sagrado, além do mundo material que nos cerca. Se não for feito em paz, será feito com violência e ódio, e que não exista dúvidas disso. Os soldados da vida estão ansiosos.

Mas enquanto isso, uma imagem de bronze de Pitágoras tem vista para o porto antigo de sua aldeia homônima, Pitágoras, na ilha grega de Samos. Mais de 2500 anos se passaram desde que ele se sentou sobre estas margens, e questionou o significado da vida. Ironicamente, é quase impossível encontrar uma refeição vegetariana em qualquer um dos restaurantes que circundam o cais do porto hoje. Pitágoras ainda seria gratificado de saber como amplamente sua doutrina vegetariana se espalhou, mas talvez um pouco decepcionado que é pelo seu teorema matemático que ele é mais lembrado.

Um homem sábio, em meio ao caos dos ignorantes, e um esboço da conexão entre a alimentação e a violência.

Para ler a matéria original, clique aqui

 A conexão entre alimentação e violência

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ATWA e uma nova ética

atwa flor1 ATWA e uma nova ética

O texto abaixo foi escrito baseado em um comentário de J. Howard Moore, de 1907:

Os habitantes da terra são conectados uns aos outros pelos laços e obrigações de um parentesco comum. O homem é simplesmente um de uma série de consciências, diferindo em grau, mas não em espécie, dos seres abaixo, acima, e ao redor dele. A Grande Lei – “aja com os outros como você agiria com uma parte de você mesmo” – é aplicável a todos os homens, e não apenas aos homens, mas para todos os seres. Existe a mesma obrigação de agir com um alemão ou um japonês como se eles fossem uma parte do seu próprio organismo como a de agir da mesma forma com os norte-americanos ou ingleses. E, além disso, existe o mesmo motivo para agir dessa forma com cavalos, cães, gatos, aves, peixes, como há em agir assim com outros homens. Restringir a aplicação dessa moral tão completa para a espécie humana é uma prática ditada exclusivamente pelo egoísmo humano. A restrição é feita não porque é lógica, mas porque somos diminutivos – pensamos no mundo como se fosse nosso.

Como seria para algum grupo distinto dos habitantes de um mundo isolar-se eticamente dos outros, observando entre si uma conduta de acordo com essa Grande Lei, mas ignorando-a em sua conduta em relação aos demais, agindo com relação a todos os outros, embora esses outros sejam como eles em todos os aspectos essenciais, como se eles estivessem desprovidos de todos os direitos comuns e as sensibilidades de uma consciência comum? É imaginável que os homens teriam qualquer dificuldade em ver claramente a insustentabilidade de tal atitude? E ainda assim, seria tão lógico que qualquer outro grupo de animais fizesse isso quanto é para os homens fazê-lo. Fato é que as filosofias do mundo têm sido desenvolvidas por, e do ponto de vista de, uma única espécie, e elas ainda são gerenciadas e mantidas de acordo com o interesse dessa espécie.

A prática e a compreensão do que é conhecido como “moralidade” são tribais e antagônicas. Elas são herdadas, e não raciocinadas. Elas foram entregues a nós, e não geradas por nós. Elas surgiram como resultado da condição militante das coisas, no meio da qual, e em conformidade com, a vida que tem sido desenvolvida sobre a terra.

O ideal da obrigação social é maior do que a família e os amigos, maior que a cidade e o estado em que se nasce e cresce, maior do que a espécie. Não existe inimigo em qualquer lugar, nem mesmo no inferno, para o ser que é verdadeiramente moral – apenas irmãos. O coração universal é irmão além de todos os limites de forma, cor, arquitetura e acidentes de nascimento – em cada lugar onde estremece uma alma viva. A Grande Lei serve como a cura e consolo de todos. A obrigação moral é tão extensa quanto a capacidade de sentir.

O homem se definiu como o “paradigma da criação”. Isso é, claramente, uma avaliação exagerada. O homem não é mais que um modelo de animal quanto o universo é um modelo de universo. O homem é um fanático, e na sua concepção de si mesmo e em sua estimativa da importância relativa de si e dos outros, ele demonstra os pontos fracos da sua espécie. O tratamento do homem com os seus companheiros e, especialmente, a sua conduta em relação às formas de vida diferentes anatomicamente da dele, são de molde a carimbá-lo como sendo qualquer coisa outra, exceto um animal ideal.

Os seres humanos têm sido suficientemente ousados e dedicados uns aos outros ao ponto de evoluir para se tornarem os donos da Terra, mas em vez de reconhecer as suas responsabilidades e converterem-se em preceptores para as raças vencidas, como uma raça ideal teria feito, acabaram se tornando os destruidores do universo. Em vez de se tornarem modelos e mestres do mundo em que eles conquistaram, e se esforçarem para melhorar as naturezas defeituosas, e orientar aqueles por meio dos quais eles foram elevados em distinção, eles se tornaram os inimigos arrogantes, proclamando-se os animais de estimação da criação, e ensinando uns aos outros sobre outras raças, que não passam de enfeites para pastos, objetos de consumo ou passatempo para os homens.

Eles pregam que é a relação ideal entre seres associados que um pense e aja com outros como ele gostaria que os outros pensassem e agissem com ele. Esse ideal da integridade social foi descoberto dois ou três mil anos atrás, e tem sido ensinado pelos sábios da espécie desde então. Mas, na aplicação dessa regra, os seres humanos a restringem hipocritamente aos membros da sua própria espécie. Nenhum ser não-humano é inocente o suficiente, ou é suficientemente sensível ou inteligente, para se isentar dos males mais terríveis, se for por esses males que o conforto humano, a curiosidade, ou o passatempo sejam providenciados. A nossa própria felicidade, e aquela dos outros da nossa espécie, se presume ser tão relevante que nós sacrificamos sem hesitação os interesses mais sagrados dos outros, a fim de que os nossos interesses possam prevalecer. Até mesmo em troca de vaidades humanas, florestas são silenciadas e comunidades de seres vivos são transformadas em pilhas de mortos e moribundos. Seres lindos que povoam os bosques com música e juvenilidade são obrigados a partir desse mundo sem vida.

Apenas olhe para as cenas que encontramos em nossas cidades. Elas são arrepiadoras o suficiente para horrorizar qualquer ser com o mínimo de sensibilidade. Um exército de carniceiros com os pés no sangue, mergulhando suas facas contra a carne de outros seres vivos, que se contorcem e gritam, em vão; suínos desamparados, balançando por suas patas, com o seu sangue jorrando de suas jugulares cortadas; bois com os olhos inocentes olhando para o pólo mortal dos machados, e momentos depois, deitados sob o seu leito da morte; um ambiente em permanente rotatividade com os gemidos e gritos dos moribundos, ruas abarrotadas de funerais nunca concluídos; cadáveres pendurados por ganchos nas esquinas; e homens e mulheres que se vestem bem e vão orar e pregar, e depois sentam duas vezes por dia em suas casas e atacam os restos de alguma pobre criatura que foi assassinada anteriormente pelas suas próprias mãos ou pelas mãos de assassinos contratados. E o homem fala muito de violência e criminalidade, não é surpreendente?

Mortes, mortes e mais mortes – uma matança contínua, universal, por toda parte. Seria esse o universo modelo? Ou o animal modelo? Ou em algum momento da ética do homem algo seguiu por um caminho errado, em que a arrogância e o amor-próprio permitiram a abertura de uma guerra santa contra tudo o que é vivo? E pior do que isso – poucos no presente momento são capazes de perceber o que está acontecendo ao seu redor diariamente.

Basta lembrar, quando você se encarregar de suas tarefas diárias, onde quer que você esteja e não importando o que você estiver fazendo, que cada vez que o relógio tocar, 6500 vidas inteligentes, inocentes e altamente sensíveis tiveram suas cabeças esmagadas com machados e suas gargantas cortadas. E eles lutaram, se estremeceram, e viram o mundo desaparecer de seus olhos, aqui, no nosso mundo, no mundo que nós construímos. E lembre-se também que esse massacre terrível continua, e continua, e continua, dia após dia, mês após mês, ano após ano.

E aqueles que pregam e falam em nome da vontade de Deus, que seqüestram a autoridade divina, olham com indiferença e leviandade para essa realidade, uma hemorragia grande como os continentes. Essa fé não tem créditos para os homens que pensam.

Os homens e mulheres que têm responsabilidade pelos crimes comuns da nossa civilização fariam melhor ao parar de dar dinheiro para os missionários e pregadores e investir em si mesmos, porque cometem a cada dia de suas vidas crimes mais perversos do que aqueles que eles dizem condenar em suas escrituras. Deus tem pena desse mundo que o homem inventou.

Alega-se que o homem não pode ser constantemente humanitário, porque é necessário que ele explore os outros de várias maneiras a fim de suprir as suas necessidades e desejos. Esse é o contra-argumento mais comum com relação à crítica da ética humana. É o mais comum porque é o mais egoísta. Tão proeminente é o egoísmo da psicologia humana, e das filosofias que surgiram a partir dessa psicologia, que as acusações mais naturais e convincentes para qualquer proposição são aquelas solicitadas apelando para os instintos egoístas. A questão que surge na mente do homem comum, quando uma mudança no regime do mundo é sugerida para ele, não é o que vai ser o efeito da mudança sobre o universo, mas qual será o efeito sobre ele mesmo – sobre esse átomo do universo tão zelosamente separado do restante do todo da vida.

O homem tem sido assim por muito tempo, acostumado ao privilégio indiscutível da espoliação, se imaginando ser o centro de tudo o que existe no mundo. É por isso que quando uma hipótese surge que parece contestar essa condição, não importando a justiça da proposição quando vista de um ponto de vista imparcial, ela é imediatamente classificada como a alegação de um ingênuo, eliminada assim que é demonstrado ser capaz de interferir com a conveniência humana ou prazer.

Uma nova ética é necessária, e a nova ética do homem não nascerá daqueles que desfrutam das vaidades do presente. É imperativo se distanciar do modo de vida atual, olhar para dentro estando fora, e eliminar passo a passo o clico de hipocrisia, ódio e violência que domina a sociedade moderna. O paradoxo de condenar a violência, mas praticá-la todos os dias em casa, faz parte do desequilíbrio do aspecto de vida contemporâneo. Trata-se de uma realidade simples de compreender, e é a continuidade disso sem questionamento que condena o homem em todos os sentidos.

 ATWA e uma nova ética

© 2010 ATWA Brasil


Ética antropocêntrica: uma guerra contra ATWA

atwa etica Ética antropocêntrica: uma guerra contra ATWA

O ser humano cercou-se com uma ética antropocêntrica – ou seja, tudo girando em torno de seus próprios direitos e deveres. Essa idéia separou o homem do reino da vida do qual ele naturalmente pertence, e resultou em uma declaração de guerra do homem contra ATWA. A humanidade adotou uma filosofia em que se coloca como o centro do universo, uma condição na qual a ética resultante segue os seguintes princípios:

1) A condição humana, resultante da natureza do homem e das coisas, permanece fundamentalmente inalterada para sempre;
2) Sobre essa base, é possível determinar com clareza e sem dificuldades um “bem humano”;
3) O alcance da ação e da responsabilidade humana está estritamente delimitado.

Acontece que as premissas acima citadas já não são mais válidas, visto que uma mudança das ações humanas claramente implica em uma mudança de ética. Sendo assim, conceber uma nova ética que não inclua o meio ambiente como digno de direitos e deveres é continuar trilhando os mesmos caminhos cartesianos que foram traçados até o presente.

ATWA era ATWA antes de o homem ser homem, e ATWA será ATWA depois de o homem se tornar extinto – quanto a isso, não existem dúvidas. Mas foi o homem quem declarou guerra contra a inteligência que rege o todo da vida, e dessa forma, somente o homem pode trabalhar para resgatar o que ele foi capaz de destruir. Todos como uma única vida, trabalhando em harmonia por ATWA – esse é o único caminho.

No poema Antígona, do dramaturgo grego Sófocles, ele descreve a violenta e violadora invasão do homem no cosmos e nos diversos campos da natureza. O autor também diz que o homem, com o seu sentimento, sua linguagem e seu pensamento, constrói uma morada isolada para si próprio: a cidade. Em outras palavras, a cidade é a fortaleza que separa o homem do reino da vida do qual ele pertence.

Dessa forma, a profanação da natureza e a tão valorizada “modernização” da civilização caminham juntas. Trata-se puramente de uma rebeldia contra os elementos da vida. A primeira, porquanto ousa penetrar a natureza e violentar suas criaturas; a segunda, porque no refúgio das cidades arquiteta um enclave contra o todo da vida. O homem é o criador de sua vida como vida humana. Da mesma maneira, o homem é capaz de recriar a sua vida como vida animal, e para isso basta deixar de submeter as circunstâncias à suas vontades e necessidades.

O homem é pequeno comparado aos elementos do sistema de suporte de vida desse planeta, e é isso que se torna evidente quando os seres humanos investem contra esses elementos. Em seu conceito de “progresso sem limites”, o homem se desfaz dos poderes da natureza, como se estes em nada fossem capazes de ameaçar o ser humano. Com uma teoria técnico-científica de dominação, acredita-se que tudo pode ser controlado racionalmente – inclusive a natureza. Nesse contexto, tudo o que o homem faz com o ar, com as árvores, com a água e com os outros animais parece ser superficial e desprovido de maldade.

O homem se provou capaz de justificar seus atos para si mesmo. Essa realidade é mais clara do que nunca hoje, quando apesar dos sinais de ATWA sobre os crimes humanos estarem evidentes, muitos ainda conseguem afirmar que “tudo está bem”. Mas para ATWA não existe justificativa. ATWA é o todo da vida – todas as vidas como uma só. Ao destruir o que lhes cerca, o homem está destruindo a si mesmo. Uma vida, todas as vidas – essa é a lei de ATWA. Existe apenas uma justiça e um fim, e a decisão final é da inteligência divina que impera sobre todos nós.

Ainda há tempo de separar aqueles que querem sobreviver daqueles que optaram por se afogar no inferno que eles mesmos criaram. A resposta está na ética humana – esquecer o homem como o centro da vida, reconhecer a sua limitação, e compreender o seu papel no todo da vida.

 Ética antropocêntrica: uma guerra contra ATWA

© 2010 ATWA Brasil


As pessoas não mudariam suas rotinas pelo planeta

poluicao atwa As pessoas não mudariam suas rotinas pelo planeta

As pessoas dizem querer salvar o planeta, mas não estão dispostas a fazer mudanças de estilo de vida, como desistir de viagens aéreas ou do consumo de carne, para reduzir os efeitos das alterações climáticas, informou uma nova pesquisa da Reuters.

Mais de 40 por cento do dióxido de carbono (CO2) produzido pela Grã-Bretanha, o principal gás-estufa que colabora com as alterações climáticas, vêm da energia que é usada em casa e nas viagens.

Uma pesquisa com homens e mulheres com idades entre 25 e 75 anos, no centro de Londres, mostrou que todos os entrevistados estavam dispostos a fazer pequenas mudanças pelo planeta, como a reciclagem, mas poucos se comprometeriam a mudanças mais fundamentais no comportamento. “Eu tento minimizar o uso do meu carro, mas eu não iria desistir dele”, disse um homem de 42 anos de idade. Respostas como essa eram as mais comuns.

Mudar pequenos hábitos, como deixar os aparelhos eletrônicos em modo de espera, são relativamente fáceis, mas as mudanças mais radicais enfrentam resistência. “Nós sabemos da abundância de provas sobre a personalidade social e psicologia clínica de que as pessoas geralmente não gostam de mudar suas identidades – que elas preferem a estabilidade”, explica Tim Kasser, professor de psicologia na Knox College, em Illinois.

Se a pesquisa da Reuters for analisada dividindo os homens das mulheres, fica evidente que o público feminino estaria disposto a doar mais em troca da sobrevivência do planeta. Das mulheres entrevistadas, todas disseram que se esforçariam para consumir menos energia – um contraste com relação aos homens, em que apenas 60 por cento concordariam. Mais do que isso, 70 por cento dos homens afirmaram que não mudariam os seus estilos de vida, enquanto somente 10 por cento das mulheres também se recusariam.

Por todo o mundo, uma média de 18 por cento dos gases-estufa é gerado pela produção de carne para alimento humano. Esse é um dos dados, fornecido pela Organização de Alimentação e Agricultura da ONU, considerados importantes pela pesquisa da Reuters. Como já era esperado, uma mudança de comportamento com relação ao consumo da carne não é algo que o povo em geral, homens e mulheres, concordariam em fazer.

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Comentário da ATWA Brasil

Já ficou claro há muito tempo que o ser humano é egoísta e incapaz de ceder pelo próximo. Todos pensam que, durante as suas vidas, nada de maior significância acontecerá com a vida do planeta e, por isso, continuam fazendo como os seus pais fizeram. Incapaz de ceder o uso de um carro pelo planeta, em que os seus filhos e descendentes, em que o seu sangue viverá? Mais do que egoísta, é simplesmente burro. É difícil de entender como o ser humano conseguiu sobreviver até aqui.

A parte de que as mulheres tem um pouco mais de senso do que os homens é algo positivo. São elas quem podem dar continuação à vida do ser humano – os homens podem ser eliminados aos montes que, existindo algumas mulheres, a sobrevivência ainda será possível.

Enfim, o artigo só é interessante porque reafirma o que algumas pessoas com a mente própria têm falado há algum tempo: o ser humano é o problema. São as coisas que eles fazem, as coisas que deixam de fazer, a quantidade deles que existem, etc. Essas pessoas estão mortas para ATWA.

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