header image

Perspectiva de ATWA sobre a questão dos gatos

atwa gatos Perspectiva de ATWA sobre a questão dos gatos

Muitas ONGs, movimentos sociais, e ativistas que se dizem simpatizantes de direitos para os animais e respeito pelo meio ambiente têm falhado enormemente devido a uma básica incompreensão sobre o que está em jogo quando se fala de natureza.

Grupos ingenuamente bem intencionados (e alguns bem financiados) têm colocado pressão em governos locais pelo Brasil a fora a fim de promover programas de captura, castração, vacinação, e devolução de gatos de rua. Isso em nome de alguma noção obscura de respeito à vida dos animais por parte de voluntários genuinamente bem intencionados. Eles tendem a argumentar que programas assim seriam mais “humanos” do que simplesmente sacrificar esses gatos.

Mas isso não passa de imaginação (de novo, bem intencionada) de pessoas que, na realidade, sabem muito pouco sobre a vida animal. Gatos de rua vivem vidas curtas e violentas, e são comumente atropelados por carros, ou mortos por doenças, maus-tratos, ou predação. Mais importante do que isso, eles também representam uma fonte de propagação de doenças como raiva e toxoplasmose para humanos e outras formas de vida nativas. E sejam eles bem alimentados ou não, gatos de rua caçam e matam formas de vida naturais em escalas catastróficas – uma realidade que é longe de ser “humana”.

Algumas estimativas sugerem que exista cerca de 70 milhões de gatos selvagens vagando livremente pelo Brasil – incluindo gatos domesticados criados fora de casa, fugitivos, ou simplesmente selvagens. E baseado nesses números, estima-se que esses gatos matem cerca de um milhão de pássaros a cada dia, e mais de duas vezes esse número de pequenos roedores. Pergunto aos bem intencionados ativistas pelos direitos dos animais: onde estão os gritos de indignação por todas essas mortes?

Toda essa matança vem de um animal que nem sequer é nativo da América. Em suporte dessa afirmação, a União Internacional pela Conservação da Natureza lista os gatos domésticos como “uma das piores espécies invasivas do planeta”, e cientistas de conservação têm soado o alarme sobre a urgência de controlar esses gatos para preservar um equilíbrio ecológico, particularmente em áreas como parques urbanos.

Mas essa ameaça vai além dos centros urbanos. Um recente estudo americano do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas mostrou que o parasita que causa toxoplasmosis, que contamina a água a partir de fezes de gatos, contribui todos os dias para a morte de milhares de mamíferos marinhos, como focas, golfinhos, e baleias.

A ciência é clara: gatos estão causando danos irreparáveis para a fauna nativa, e devem ser mantidos em locais fechados. Infelizmente, muitos oficiais públicos, políticos, e ativistas praticam uma eco-ignorância generalizada sobre a questão dos gatos, ignorando a ciência.

Inspirados bela beleza dos gatos e pela sua aparente fragilidade, pessoas bem intencionadas têm representado um verdadeiro obstáculo para um equilíbrio natural. Essa resposta emocional ignora a ciência, mas é a ciência – e não a emoção – que deve determinar as políticas de como lidar com a questão dos gatos. Quantos outros estudos científicos serão necessários para convencer políticos e ativistas de que é necessário mudar a maneira como está se lidando com o crescimento desenfreado da população de gatos? Já passou do momento de fazermos as perguntas corretas sobre essa questão, e ouvirmos respostas racionais.

 Perspectiva de ATWA sobre a questão dos gatos

© 2012 ATWA Brasil


7 bilhões de humanos: Helter Skelter na Terra

atwa helterskelter 7 bilhões de humanos: Helter Skelter na Terra

Oficialmente, chegamos ao assombroso número de 7 bilhões de seres humanos no último dia 31 de outubro. O coletivo da humanidade está se reproduzindo em uma média de 10 mil pessoas por hora. As previsões mais otimistas estimam que chegaremos a 9,3 bilhões de humanos no ano 2050, mas esse número conta com uma margem de erro de 2,5 bilhões de pessoas – equivalente à população total da humanidade em 1950.

Cada humano adicional precisa de alimento, água e energia. Cada humano adicional produz mais lixo e poluição. Cada humano adicional, em qualquer parte do planeta, consome mais recursos da terra do que ele devolve. Cada humano, em qualquer parte do planeta, ocupa mais espaço da terra do que qualquer outro ser vivo.

Enfim, a questão da superpopulação da Terra geralmente termina em debates sobre a capacidade do planeta de sustentar toda essa gente, e existem números e mais números que “provam” uma resposta ou outra para essa questão. Todos são sábios sobre isso, todos sabem de tudo, e todos justificam seus crimes e seus erros com os números que mais lhes convém. É a regra da humanidade: varrer a sua insanidade para debaixo dos tapetes, e esperar que a insanidade desapareça. Mas a insanidade apenas cresce: estamos reproduzindo essa insanidade em uma taxa de 10 mil insanos a mais a cada hora.

Sendo assim, a questão realmente é: quanta insanidade pode esse planeta sustentar?

Essa insanidade é o que chamamos, desde a década de 1960, de Helter Skelter. É confusão. É a confusão que vive na mente das pessoas. É a confusão que determina as regras do jogo da humanidade. É a confusão que os irmãos e irmãs de ATWA estão determinados a parar. É o foco da única guerra válida, aceitável, e necessária: a guerra pela Vida.

 7 bilhões de humanos: Helter Skelter na Terra

© 2011 ATWA Brasil


Números e os soldados de ATWA

atwa soldados Números e os soldados de ATWA

A população humana mundial está prevista para atingir sete bilhões de pessoas em outubro desse ano. Em 2050, as previsões mais otimistas sugerem que a mesma chegue a nove bilhões. Mantidas as previsões, no ano de 2100 chegaremos a 10 bilhões de seres humanos.

Apesar disso, o crescimento populacional é altamente desigual geograficamente. Na Alemanha, por exemplo, a tendência é que a população continue igual, ou até diminua um pouco nos próximos anos. Outros países europeus têm uma tendência semelhante.

Por outro lado, no continente africano a situação se inverte. A África será responsável por mais de um bilhão de pessoas do crescimento populacional mundial projetado para o ano 2050. Em outras palavras, 49% do crescimento populacional mundial está centralizado na África. Ironicamente, os países africanos também são os que têm mais dificuldade em produzir seu próprio alimento nos dias de hoje – sem contar na total escassez de água.

Ao mesmo tempo, mesmo considerando o crescimento populacional fora do padrão do resto do mundo, o estilo de vida africano é visivelmente menos agressivo com relação ao meio ambiente. Apesar das florestas africanas terem sido desmatadas em níveis semelhantes à destruição comandada pelo Ocidente, ao menos em termos de emissões nocivas os africanos permanecem pouco hostis. Isso deve ser considerado em qualquer ação por respeito à ATWA: imagine substituir a população africana por uma população menor, porém com estilo de vida com padrão Ocidental?

Fato é que os números são armadilhas. Homens de paletó adoram números, e são com números que eles enganam a todos. Qualquer número é relativo, e deve ser questionado. Não importa o número de pessoas – o que importa é quantos desses números representam soldados de ATWA, e quantos são soldados inimigos, trabalhando com as forças da morte. Esses são os números de ATWA. Se tivéssemos nos aproximando de sete bilhões de soldados de ATWA, certamente não haveria desarmonia com a Vida. Mas não é o caso.

E você… está aliado com o Exército de ATWA, ou com os inimigos da Vida?

 Números e os soldados de ATWA

© 2011 ATWA Brasil


31 de outubro: O dia em que chegaremos a 7 bilhões

atwa 7bilhoes 31 de outubro: O dia em que chegaremos a 7 bilhões

Demógrafos das Nações Unidas anunciaram que a população humana chegará a 7 bilhões no dia 31 de outubro de 2011 – em cerca de três meses. Ironicamente, esse dia sombrio cairá no Dia das Bruxas (ou “Halloween”). Seria um aviso da ONU de que devemos realmente ter medo do que está por vir?

Brincadeiras à parte, temos razão em temer o futuro. O século 21 ainda não completou nem uma dúzia de anos, e já temos 1 bilhão de pessoas a mais do que em outubro de 1999 – com as perspectivas para o futuro da energia e dos alimentos mais desoladoras do que nunca. A humanidade levou até o início do século 19 para alcançar seu primeiro bilhão de pessoas; em seguida, somou-se mais 1,5 bilhão de pessoas durante o próximo século e meio. Agora, apenas durante os últimos 60 anos, a população do mundo subiu em mais de 4,5 bilhões. Nunca antes tantos animais de uma mesma espécie e com tamanho de proporções grandes como o nosso habitaram esse planeta.

E essa espécie interage com o ambiente que a cerca muito mais intensamente do que qualquer outra espécie. O Planeta Terra se tornou o Planeta Humanidade, com as nossas ações alterando os ciclos naturais de carbono, água, e nitrogênio completamente. Pela primeira vez nos mais de 3 bilhões de anos de vida desse planeta, uma forma de vida – a nossa – condena à extinção proporções significativas das plantas e animais – que são nossos únicos companheiros conhecidos no universo.

E alguns dizem que esses impactos derivam do nosso consumo, e não da nossa população. Mas será que teríamos que enfrentar esses problemas se mantivéssemos nossa população mundial em cerca de 300 milhões de pessoas, como havíamos mantido durante todo o primeiro milênio da era atual?

O ano de 2011 ficará marcado como um grande passo da humanidade a caminho da sua própria extinção – e mais do que isso, uma enorme afronta a ATWA.

 31 de outubro: O dia em que chegaremos a 7 bilhões

© 2011 ATWA Brasil


Brasil e a catástrofe malthusiana

atwa malthus Brasil e a catástrofe malthusiana

Pesquisas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que entre os censos brasileiros de 1940 e 2000, a população do Brasil cresceu quatro vezes. Ou seja, em números, passou de 41,2 milhões para 169,8 milhões de habitantes. Em 2009, o último censo estima 192,2 milhões de brasileiros – como se pode ver, o crescimento continua acelerado.

Considerando essa realidade, e os perigos dessa situação para o presente e futuro, é vital considerar o pensamento inovador de Thomas Malthus. Algumas passagens de seu trabalho, publicado ainda em 1798, causam um frio na espinha daqueles que vivem e enxergam ao considerar a situação do planeta hoje com a ameaça da superpopulação.

Thomas Robert Malthus nasceu na Inglaterra em 1766. Malthus estudou na Universidade de Cambridge, e ingressou depois na carreira eclesiástica como pastor anglicano. Na história do pensamento econômico, poucos economistas chegaram a suscitar tantas controvérsias como ele. O livro do socialista inglês William Godwin, “Um Inquérito Concernente aos Princípios da Justiça Política e Sua Influência sobre a felicidade e a Virtude em Geral”, provocou um grande impacto na vida de Malthus em 1793. Ele não conseguia concordar com alguns pensamentos de Godwin, como por exemplo: que no futuro não haverá mais um punhado de ricos, mas uma multidão de pobres; que não haverá mais guerras, nem doenças; que o homem não se angustiará nem mais viverá melancolicamente; que não haverá necessidade nem da administração da justiça, nem de governo, entre outras coisas. Diante a isso, Malthus decidiu escrever sua própria visão sobre o futuro da humanidade e o crescimento populacional.

Em 1798, Malthus escreveu e publicou sob anonimato o seu célebre livro, “Um Ensaio sobre o Princípio da População que Afetam o Melhoramento Futuro da Sociedade: com Observações sobre as Especulações do Senhor Godwin, Monsieur Condorcet e Outros Escritores”, uma obra essencialmente polêmica, dirigida os autores e as idéias utópicas oriundas da Revolução Francesa. Malthus foi o primeiro a desenvolver uma teoria populacional relacionando crescimento populacional com a fome.

A teoria de Malthus pode ser compreendida com base em dois fatores: 1) que o alimento é necessário à existência do homem; 2) que a paixão entre os sexos é necessária e permanecerá aproximadamente em seu presente estado. Portanto, a capacidade de crescimento da população humana é indefinidamente maior que a capacidade da terra de produzir meios de subsistência para o homem. De acordo com Malthus, existem dois tipos de obstáculos: 1) obstáculos positivos (a fome, a desnutrição, as epidemias, doenças, as pragas, as guerras), no sentido de aumentar a taxa de mortalidade; 2) obstáculos preventivos (as práticas anticoncepcionais voluntárias), no sentido de reduzir as taxas de natalidade.

Citando Malthus diretamente: “Pode-se seguramente declarar que, se não for a população contida por freio algum, irá ela dobrando de 25 em 25 anos, ou crescerá em progressão geométrica (1,2,4,8,16,32,64,128,256,512,…). Pode-se afirmar, dadas as atuais condições médias da terra, que os meios de subsistência, nas mais favoráveis circunstâncias, só poderiam aumentar, no máximo, em progressão aritmética (1,2,3,4,5,6,7,8,9,10). [...] O poder da população é tão superior ao poder do planeta de fornecer subsistência ao homem que, de uma maneira ou de outra, a morte prematura acaba visitando a raça humana.”

Em outras palavras, não importando os esforços humanos, no fim a fome nivelará a população humana e os alimentos disponíveis no planeta. Alguns comerão e viverão; outros muitos morrerão de fome.

Escrevendo em 1798, Malthus não levou em consideração o avanço tecnológico do homem no setor agrícola – mecanização, irrigação, “melhoramento genético”, etc – o que aumenta a produção de alimentos. De fato aumenta, mas não distribui. Em outras palavras, a população com menos poder aquisitivo continua sem capital (dinheiro) para comprar comida para si, e continua a se proliferar (pois quanto mais filhos, mais mão-de-obra, portanto, mais dinheiro em casa). Malthus também não pôde levar em conta os avanços no campo da medicina, que prolonga a vida humana a limites até então inimagináveis.

Portanto a produção agrícola mundial cresce, e a população humana também cresce – e morre cada vez menos.

Nesse contexto, vale voltar às definições humanas de causas e conseqüências em referência ao que se entende por “praga”. A definição biológica de praga é quando uma população fica com alta taxa de natalidade e baixa taxa de mortalidade, e o número de indivíduos cresce em progressão geométrica de forma anormal no meio ambiente natural. A superpopulação fica então sem controle, até que surjam predadores que façam esse controle externo, ou se os predadores e parasitas (doenças) não aparecerem, o descontrole continua até que acabe o alimento disponível no ambiente. Como explicado por Malthus acima: na ordem natural, a fome nivelará a população humana e os alimentos disponíveis no planeta.

Quando isso acontece, fenômenos biológicos significantes aparecem para conter a explosão dessas populações descontroladas, e esses fenômenos podem ser de várias formas. No caso da população humana, esse controle vem sendo feito com guerras, doenças e miséria. No fim, será a fome – a guerra pelo alimento. ATWA há de agir, essa é a ordem natural.

 Brasil e a catástrofe malthusiana

© 2010 ATWA Brasil


Antropoceno: O karma da humanidade em ação

atwa antropoceno Antropoceno: O karma da humanidade em ação

A humanidade pode estar no alvorecer de uma nova era: os seres humanos têm feito enormes mudanças sem precedentes no planeta, e com isso podem ter inaugurado um novo período da história geológica. A chegada do período Antropoceno pode incluir a sexta extinção em massa da história da Terra.

Através da poluição, crescimento populacional, urbanização, viagens, mineração e utilização de combustíveis fósseis os seres humanos alteraram o planeta de maneiras que serão sentidas pelos próximos milhões de anos. Cientistas temem que a humanidade tenha causado danos que levarão à sexta extinção em massa da história da Terra, com milhares de plantas e animais sendo exterminados nos próximos anos.

A nova época, apelidada de Antropoceno – significando “novo homem” – seria o primeiro período do tempo geológico da Terra moldado pela ação de uma única espécie. Embora o termo tenha sido usado informalmente entre os cientistas há mais de uma década, ele passou agora a ser considerado como um termo oficial.

Um novo grupo de trabalho de peritos já foi estabelecido para reunir todas as provas que corroborassem a reconhecer o Antropoceno como o período sucessor do Holoceno, em que vivemos atualmente. Os cientistas irão considerar as mudanças que as atividades humanas trouxeram para a biodiversidade terrestre e para a estrutura das rochas, bem como o impacto de fatores como a poluição e a extração mineral.

Eles concluem: “O Antropoceno representa uma nova fase na história tanto da humanidade como da Terra, quando as forças naturais e as forças humanas se tornaram interligadas, de modo que o destino de um determina o destino do outro. Geologicamente, este é um episódio marcante na história deste planeta”.

Dr. Jan Zalasiewicz, co-autor do relatório, acrescentou: “Sugere-se que estamos na linha de produção de uma extinção em massa catastrófica para rivalizar com as cinco grandes perdas de espécies e organismos no passado da Terra”.

Não há dúvidas: o karma da humanidade está em ação. O ciclo contínuo do todo da vida está retornando, e foram as ações humanas que aceleraram os ponteiros dos relógios.

O sábio mártir Charles Manson diz: “ATWA não são pessoas. ATWA é ar, árvores, água e animais trancados em zoológicos”.

Em outras palavras, a ordem não é o homem, mas o sistema de suporte de vida do nosso planeta. É o todo da vida, do qual nós fazemos parte. Nós somos parte do todo, e não gerenciadores do todo. É o resultado do coletivo das nossas ações que está nos destruindo, porque as nossas ações vão além dos limites que o mundo nos reservou. Pensar como ATWA é pensar em todas as vidas como uma única vida – é abandonar a ética antropocêntrica que está enraizada em nós. Esse é o caminho para resgatar do caos o que é perfeito!

Para ler o artigo original, clique aqui

 Antropoceno: O karma da humanidade em ação

© 2010 ATWA Brasil


O combate natural à superpopulação

1 497pixels O combate natural à superpopulação

Textos como esse abaixo são esquecidos pelos seres humanos por questões que têm muito pouco haver com o que as palavras do texto dizem. Através dos preconceitos e julgamentos das pessoas, elas se afastam de fontes de conhecimento de muito valor, que ilustram o pensamento de uma época. Sem aprender com o passado, o futuro trará surpresas que poderiam ser evitadas. Deixe os seus medos de lado, e olhe para o mundo com a mente e o coração abertos.

“A Alemanha tem um acréscimo de população de, aproximadamente, 900 mil almas por ano. A dificuldade de alimentação desse exército de novos cidadãos tem de aumentar de ano para ano e acabar finalmente numa catástrofe, caso não se encontrem meios de, em tempo, dominar os perigos da miséria e da fome.

Havia alguns caminhos para evitar esse tremendo desenlace.

Primeiro, podia-se, a exemplo da França, limitar artificialmente o acréscimo de nascimentos e, com isso, impedir uma superpopulação.

A própria natureza costuma agir no sentido de limitar o aumento de população de determinadas terras ou raças, em épocas de grandes necessidades ou más condições climáticas, bem como de pobreza do solo; e isso com um método tão sábio quão inexorável. Ela não impede a capacidade de procriação em si e sim, porém, a conservação dos rebentos, fazendo com que eles fiquem expostos a tão duras provações que o menos resistente é forçado a voltar ao seio do eterno desconhecido. O que ela deixa sobreviver às intempéries está milhares de vezes experimentado e capaz de continuar a produzir, de maneira que a seleção possa recomeçar. Agindo desse modo brutal contra o indivíduo e chamando-o de novo momentaneamente a si, desde que ele não seja capaz de resistir à tempestade da vida, a natureza mantém a raça e a espécie vigorosas, e as tornam capazes das maiores realizações.

A diminuição do número de pessoas, por esse processo, resulta em um reforço da capacidade do indivíduo e, por conseguinte, em última análise, em um revigoramento da espécie.

As coisas se passam de outra maneira quando é o homem que toma a iniciativa de provocar a limitação de seu número. Aí é preciso considerar não só o fator natural como o humano. O homem sabe mais que essa cruel rainha de toda a sabedoria – a natureza. Ele não limita a conservação do indivíduo, mas a própria reprodução. Isso lhe parece, a ele que sempre tem em vista a si mesmo e nunca à raça, mais humano e mais justificado que o inverso. Infelizmente, porém, as conseqüências são também inversas.

Enquanto a natureza, liberando a procriação, submete, entretanto, a conservação da espécie a uma prova das mais severas, escolhendo dentro de um grande número de indivíduos os que julga melhores e só a estes conserva para a perpetuação da espécie, o homem limita a procriação e se esforça, duramente, para que cada ser, uma vez nascido, se conserve a todo preço. Essa correção da vontade divina lhe parece ser tão sábia quanto humana, e ele alegra-se de, mais uma vez, ter sobrepujado a natureza e até de ter provado a insuficiência da mesma. E o filho de Adão não quer ver nem ouvir falar que, na realidade, o número é de fato limitado, mas à custa do enfraquecimento do indivíduo.

Sendo limitada a procriação e diminuído o número dos nascimentos, sobrevém, em lugar da natural luta pela vida, que só deixa viverem os mais fortes e mais sãos, a natural mania de conservar e “salvar” a todos, mesmo os mais fracos, a todo preço. Assim se deixa a semente para uma descendência que será tanto mais lamentável quanto mais prolongado for esse escárnio contra a natureza e suas determinações.

O resultado final é que tal povo um dia perderá o direito à existência neste mundo, pois o homem pode, durante certo tempo, desafiar as leis eternas da conservação, mas a vingança virá mais cedo ou mais tarde. Uma geração mais forte expulsará os fracos, pois a ânsia pela vida, em sua última forma, sempre romperá todas as correntes ridículas do chamado espírito de humanidade individualista, para, em seu lugar, deixar aparecer uma humanidade natural, que destrói a debilidade para dar lugar à força.

Aquele, pois, que quiser assegurar a existência ao povo alemão limitando a sua multiplicação, rouba lhe com isso o futuro.

Outro caminho seria aquele que hoje em dia freqüentemente ouvimos como aconselhado e louvado: a chamada colonização interna. Essa é uma proposta que muitos fazem, na melhor das intenções, que é, porém, mal compreendida pela maioria e que pode trazer, por isso, os maiores prejuízos imagináveis.

Sem dúvida, a capacidade produtiva de um terreno pode ser elevada até determinado limite. Mas só até esse limite determinado, e não infinitamente mais. Durante um certo tempo, poder-se-á, portanto, compensar, sem perigo de fome, a multiplicação do povo alemão por meio do aumento do rendimento de nosso solo. Entretanto, a isso se opõe o fato de crescerem as necessidades da vida mais do que o número da população. As necessidades humanas com relação ao alimento e ao vestuário crescem de ano para ano e, por exemplo, já hoje em dia, não estão em proporção com as necessidades de nossos antepassados de cem anos atrás. É, pois, errôneo pensar que cada elevação da produção provoque a condição necessária a uma multiplicação da população. Isso se dá até certo ponto, pois ao menos uma parte do aumento da produção do solo é consumida na satisfação das necessidades crescentes da humanidade. Entretanto, mesmo com a máxima moderação de um lado e a máxima diligencia por outro lado, chegará um dia em que um limite será atingido pelo próprio solo. Mesmo com toda a diligência, não será possível aproveitá-lo mais e surgirá, embora protelada por algum tempo, uma nova calamidade. A fome aparecerá de tempos em tempos, quando houver má colheita. Com o aumento da população, isso se dará cada vez mais, de sorte que isso só não aparecerá quando raros anos de riqueza encherem os armazéns de mantimentos. Entretanto, finalmente, aproximar-se-á a época em que não se poderá mais atender à miséria e a fome, então, tornar-se-á a companheira de tal povo. A natureza terá de prestar auxílio de novo e proceder à seleção entre os escolhidos, destinados a viver; ou então é o próprio homem que a si mesmo se auxilia, lançando mão do impedimento artificial de sua reprodução com todas as graves conseqüências para a raça e para a espécie.

Poder-se-á ainda objetar que esse futuro está destinado a toda a humanidade, de uma maneira ou de outra, e que, portanto, nenhum povo conseguirá naturalmente escapar a essa fatalidade.

À primeira vista, sem mais considerações, isso está correto. É necessário, porém, considerar o seguinte:

Numa determinada época, toda a humanidade será certamente forçada a interromper o aumento do gênero humano ou a deixar a natureza decidir, por si própria. Essa situação atingirá a todos os povos, mas atualmente só serão atingidas por essa miséria as raças que não possuam energia suficiente para assegurarem para si o solo necessário. Ninguém contesta que, hoje em dia, ainda há neste mundo solo em extensão formidável e que só espera quem o queira cultivar. Da mesma forma também é certo que esse solo não foi reservado pela natureza para uma determinada nação ou raça, como superfície de reserva para o futuro. Trata-se, sim, de terra e solo destinados ao povo que possua a energia de conquistá-los e a diligência de cultivá-los.

A natureza não conhece limites políticos. Preliminarmente, ela coloca os seres neste globo terrestre e fica apreciando o jogo livre das forças. O mais forte em coragem e em diligência recebe o prêmio da existência, sempre atribuído ao mais resistente.

Quando um povo se limita à colonização interna, enquanto outras raças se agarram a cada vez maiores extensões territoriais, esses serão forçados a restringir as suas necessidades em uma época em que os outros povos ainda se acharão em constante multiplicação. Esse caso dá-se tanto mais cedo quanto menor for o espaço à disposição de um povo. Como, porém, em geral, infelizmente, as melhores nações, ou mais corretamente falando, as únicas raças verdadeiramente culturais, portadoras de todo o progresso humano, muitas vezes se resolvem na sua cegueira pacifista a desistir de nova aquisição de solo, contentando-se com a colonização interna, nações inferiores sabem assegurar-se de enormes territórios. Tudo isso conduz a um resultado final:

As raças culturalmente melhores, mas menos inexoráveis, teriam de limitar a sua multiplicação por força da limitação do solo, ao passo que os povos culturalmente mais baixos, naturalmente mais brutais, ainda estariam, em conseqüência da maior superfície disponível, em condições de se reproduzirem ilimitadamente. Em outras palavras, dia viria em que o mundo passaria a ser dominado por uma humanidade culturalmente inferior, porém mais enérgica.

Assim, para um futuro não muito remoto, só há duas possibilidades: ou o mundo será governado nos moldes de nossas modernas democracias, e então o fiel da balança decidirá a favor das raças numericamente mais fortes, ou o mundo será governado segundo as leis da ordem natural, e vencerão então os povos de vontade brutal e, por conseqüência, não a nação que limita a si mesma.

O que ninguém poderá duvidar é que o mundo será exposto às mais graves lutas pela existência da humanidade. No fim, vence sempre o instinto da conservação. Sob a pressão deste, desaparece o que chamamos de espírito de humanidade como expressão de uma mistura de tolice, covardia e pretensa sabedoria. A humanidade tornou-se grande na luta eterna; na paz eterna, ela perecerá.”

 O combate natural à superpopulação

© 2010 ATWA Brasil


Causas da superpopulação

superpopulacao deus Causas da superpopulação

A crítica à civilização pretende não mais do que pensar no que fizemos no passado que não queremos fazer no futuro. Um dos argumentos que geralmente são usados para desqualificar a crítica à civilização é simplificar o problema dizendo que é tudo culpa da superpopulação, que por sua vez é apenas um resultado do crescimento populacional acelerado. Isso pressupõe que tal crescimento é uma coisa que acontece espontaneamente, como se a responsabilidade não fosse nossa. Por outro lado, o crescimento populacional é geralmente visto como uma grande conquista da humanidade, e a civilização é supostamente a melhor forma de organizar uma sociedade de massas. Logo, a civilização está acima de qualquer questionamento. A necessidade da civilização é afirmada por uma suposta necessidade da sociedade de massas, que é resultado inevitável do crescimento populacional acelerado, ainda que este gere superpopulação e todos os problemas sociais e ambientais decorrentes dele, que são literalmente todos os problemas sociais e ambientais dignos de preocupação.

O termo “crescimento populacional acelerado” é facilmente substituído por “redução da mortalidade”, um termo muito mais positivo. A crescente dependência tecnológica é chamada de “aumento da qualidade de vida”. E ainda que a superpopulação seja um problema, a estabilidade populacional é vista como algo que apenas o desenvolvimento econômico pode nos dar. O que parece estranho é que tínhamos uma população estável antes da civilização, e a mortalidade não era um problema terrível. Numa população pequena, o número de mortos também é pequeno. Certamente aqueles que estão defendendo a “redução da mortalidade” não estão interessados se mais pessoas estão morrendo. Mas ao dizer isso é como se não se importassem realmente com o valor da vida humana, mais vale milhões morrerem num mundo com “baixa mortalidade” que apenas alguns milhares morram num mundo com “alta mortalidade”.

Outro dado importante é que mesmo que a mortalidade tenha caído, a taxa de mortes violentas e de suicídios aumentou desproporcionalmente, assim como o número de doenças. As cidades são o ambiente perfeito para microorganismos causadores de doenças, e para a expansão da indústria farmacêutica também. Bactérias e vírus se tornaram muito mais fortes quando nós quebramos as fronteiras populacionais e criamos meios de transporte que podem fazer uma epidemia se alastrar pelo mundo em poucas horas. A maioria dessas doenças foi transmitida pelos animais que nós domesticamos e matamos para comer. Câncer, doenças do coração, diabetes, enfisemas, hipertensão e cirrose são hoje 75% das causas de morte no mundo. Todas essas doenças praticamente não existiam antes da civilização. Afinal, estaríamos nos reproduzindo para a extinção? Charles Manson diz: “O problema são as pessoas”.

A questão do “aumento da expectativa de vida” é outro mito. A expectativa de vida começou a cair desde a criação da agricultura, e tem se recuperado apenas recentemente por causa do avanço da medicina, mas apenas para quem pode pagar. Trabalhadores pobres continuam tendo uma expectativa de vida menor que a que tínhamos antes da civilização. Mas chamar o desenvolvimento econômico de solução para todos os problemas é ignorar que ele não pode existir sem desigualdade, e que foi a desigualdade que deu origem a nossos problemas. Não pode haver “redução da mortalidade” sem desenvolvimento tecnológico, já que ela é um resultado da medicina moderna. Mas antes que haja desenvolvimento tecnológico, precisou haver um modo de vida voltado à produção, que por sua vez não pode existir sem divisão de trabalho. Um modo de vida que retira o aspecto sagrado da terra, tratando-o como mera propriedade. Quando a comida é vista como um produto do trabalho humano, e não como uma dádiva da terra, a própria terra passa a ser não mais do que um objeto.

A relação do homem com a natureza precisou se modificar completamente antes que o crescimento populacional fosse possível. Em outras palavras, a mudança de visão de mundo é a verdadeira causa desses eventos, e é esta visão que inaugura e fundamenta a civilização. A causa da superpopulação não é falta de desenvolvimento. O crescimento populacional acelerado não aconteceu por fatores meramente externos, não fomos vítimas dela. Nossas escolhas culturais foram suas causadoras, e o crescimento populacional não é sempre benéfico, especialmente nessa proporção. Sem mudar a visão que propicia o crescimento, não é possível resolver os problemas gerados por ele, apenas mudá-los de lugar. Ainda que tenhamos uma população estável novamente, será preciso cada vez mais desenvolvimento. É apenas questão de tempo até não sermos capazes de adicionar mais nada. Aprenderemos com nossos erros antes disso?

Obs: o autor do texto acima não tem nenhum vínculo com a ATWA Brasil.

 Causas da superpopulação

© 2010 ATWA Brasil


O dia de hoje em números

Nesse exato momento, dia 17 de fevereiro de 2010, às 20h49min (horário de Brasília) :

A população do planeta Terra é de 6 803 903 586 (6,8 bilhões) pessoas.
A população do Brasil é de 192 742 909 (192,7 milhões) pessoas.

No Brasil, em média 1 pessoa morre a cada 25,3 segundos.
No Brasil, em média 1 pessoa nasce a cada 8,6 segundos.

No Brasil, 1000 toneladas de CO2 são emitidas a cada 1,6 minuto.
No Brasil, uma média de 1,69 tonelada de CO2 é emitida por pessoa a cada ano.

*A fonte dos dados é o United States Census Bureau.

 O dia de hoje em números

© 2010 ATWA Brasil


Águas amazônicas traficadas

atwa hidropirataria Águas amazônicas traficadas

Considerando o caso da Amazônia, que ainda veste a bandeira desse país, existem muitos crimes contra ATWA que são comentados com certa freqüência: a destruição das matas, o tráfico de animais e plantas, e a construção de hidrelétricas (Belo Monte, por exemplo). Que o homem está em guerra contra a vida não é novidade – todos os dias, uma parte do que compõe a unicidade da vida na Terra é transformada em dinheiro. Charles Manson diz: “Guerra contra a poluição, guerra contra o problema, e não guerras contra a vida”. Essa lição tão simples e clara ainda não foi compreendida pela maioria dos seres humanos, que ainda cegamente se posicionam acima das outras vidas do nosso planeta. Acontece que nessa guerra contra a vida, os homens também estão em guerra homens contra homens. É o que acontece com outro tipo de agressão ambiental que tem ocorrido na Amazônia: o tráfico de água doce.

Nesse caso, de homens para homens, os inimigos são os hidropiratas. Enquanto a luta pela vida se torna mais evidente a cada dia, homens começam a lutar contra si para salvar o resto dos sistemas de suporte de vida que permanecem úteis. Os navios hidropiratas levam junto com a água que traficam, peixes e outras espécies de animais. A captação é feita por petroleiros na foz do rio ou dentro do curso de água doce. O tráfico é facilitado pela grandiosidade da natureza local, uma vez que somente no local de deságüe do Amazonas no Atlântico são 320 quilômetros de extensão, dentro do território do Amapá. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área e pela profundidade média, em torno de 50 metros, que possibilita o trânsito de grandes navios cargueiros.

Além das questões de soberania que o caso envolve, os traficantes ainda tem um lucro extra: ao contrário do processo de dessalinização de águas subterrâneas ou oceânicas, a água doce pode ser facilmente tratada. Ou seja, para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representa uma grande economia. O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, que trata as águas do Rio Negro que abastecem Manaus, confirma: “Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa”. Mais uma vez, a guerra do homem contra a vida em troca de dinheiro.

Dois terços do planeta são ocupados por oceanos, mares e rios, mas somente 3% desse volume é de água doce. Um índice baixo, ainda mais se for excluído o percentual encontrado no estado sólido (em geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras). Atualmente, na superfície da Terra, a água em estado líquido representa menos de 1% do total disponível. Enquanto isso, as pessoas continuam gastando água sem compreensão sobre as conseqüências que virão, adiantando o dia em que Helter Skelter irá prevalecer em todos os cantos do planeta. Será tarde demais, e reconhecer o erro não resgatará ATWA. Charles Manson diz: “As pessoas têm crescido maiores do que Deus porque elas simplesmente não temem. Não temem pelo menos a perda da água limpa ou do ar limpo. Elas sacrificam a natureza por alguns dólares”. Pois é, mas dinheiro não vai garantir a sua sobrevivência.

A Amazônia é um bem estratégico para a sobrevivência, uma segunda chance para os homens acordarem para a realidade de ATWA e entrarem em linha. A Amazônia é a maior bacia existente na Terra, e detém a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes. Diante desse quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva. As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil, e sua importância para o futuro da humanidade é fundamental. A humanidade quer sobreviver? Reconheça ATWA, e entre em linha!

Entre 1970 e 1995, a quantidade de água disponível para cada habitante da Terra caiu em 37%. A queda na disponibilidade de água se tornou ainda mais acentuada desde então, com o crescimento populacional. A água está acabando, mas as pessoas continuam se reproduzindo normalmente e não alterando as suas práticas de consumo – um ciclo contínuo a caminho da destruição. Atualmente, cerca de 1,4 bilhão de pessoas já não têm acesso a água potável. Hoje, somente o Rio Amazonas e o Rio Congo podem ser qualificados como “limpos”. Essa mudança drástica não aconteceu da noite para o dia, mas foi muito mais rápida do que o que era esperado. Isso explica o início dessa prática da hidropirataria, e a Amazônia é logicamente o alvo ideal a ser atacado.

Os homens não compreendem, porém, que eles estão somente adiantando a sua própria destruição. Charles Manson diz: “Ao invés de colocar um homem na lua, vamos tentar colocar um aqui na Terra”. É isso mesmo: nós precisamos acordar para o que é simples de entender. Toda a água é uma única água. Devemos tratar cada gota de água como se fosse uma parte do todo da vida, do qual nós somos apenas uma pequena parte. Enquanto os seres humanos não acordarem para a realidade de que eles só têm a si mesmos para contar agora, que o resto está sendo destruído em um ritmo mais acelerado do que ATWA é capaz de recompor, sem isso a ordem será restabelecida com violência e banhos de sangue – e ninguém terá a chance de dizer que não foi avisado.

Para ler a matéria original, clique aqui

 Águas amazônicas traficadas

© 2010 ATWA Brasil


Superpopulação e eugenia

dna atwa Superpopulação e eugenia

Considerando as ameaças da superpopulação mundial, é vital procurar idéias hoje que possam diminuir o aniquilamento que virá amanhã. Obviamente, não será possível sustentar no ritmo de vida do homem de hoje uma população de 9 bilhões de pessoas na Terra em 2050. Aliado a isso, está comprovado que as massas são incapazes, voluntariamente, de se adequar e fazer a sua parte hoje pelo futuro. Quando o dia chegar em que não haverá comida, água e abrigo para todos, caberá àqueles que estiverem melhor adaptados decidir quem embarcará no barco da vida e quem será abandonado. As idéias são muitas, e todas merecem atenção.

 

Prof. José Roberto Goldim

Ao longo da história da humanidade, vários povos, tais como os gregos, celtas, fueginos (indígenas sul-americanos), eliminavam as pessoas deficientes, as mal-formadas ou as muito doentes.

O termo Eugenia foi criado por Francis Galton (1822-1911), que o definiu como:

“O estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja fisica ou mentalmente”.

Galton publicou, em 1865, um livro intitulado “Hereditary Talent and Genius”, onde defende a idéia de que a inteligência é predominantemente herdada e não fruto da ação ambiental. Parte destas conclusões ele obteve estudando 177 biografias, muitas de sua própria família. Galton era parente de Charles Darwin (1809-1882). Erasmus Darwin era avô de ambos, porém com esposas diferentes, Darwin descendeu da primeira, por parte de pai, e Galton da segunda, por parte de mãe. Darwin havia publicado “A Origem das Espécies” em 1858.

No seu livro, Galton propunha que “as forças cegas da seleção natural, como agente propulsor do progresso, devem ser substituídas por uma seleção consciente e os homens devem usar todos os conhecimentos adquiridos pelo estudo e o processo da evolução nos tempos passados, a fim de promover o progresso físico e moral no futuro”.

O argentino José Ingenieros publicou, em 1900, um texto, posteriormente divulgado como um livro, denominado “La simulación en la lucha por la vida”. Neste texto, incluem-se algumas considerações eugênicas, tais como:

“Por acaso, os homens do futuro, educando seus sentimentos dentro de uma moral que reflita os verdadeiros interesses da espécie, possam tender até uma medicina superior, seletiva; o cálculo sereno desvaneceria uma falsa educação sentimental, que contribui para a conservação dos degenerados, com sérios prejuízos para a espécie”.

Em 1908, foi fundada a “Eugenics Society” em Londres, primeira organização a defender estas idéias de forma organizada e ostensiva. Um de seus líderes era Leonard Darwin (1850-1943), oitavo dos dez filhos de Charles Darwin. Ele era militar e engenheiro. Em vários países europeus (Alemanha, França, Dinamarca, Tchecoslováquia, Hungria, Áustria, Bélgica, Suíça e União Soviética, dentre outros) e americanos (Estados Unidos, Brasil, Argentina, Peru) proliferaram sociedades semelhantes. Segundo Oliveira, a Sociedade Paulista de Eugenia foi a primeira do Brasil, tendo sido fundada em 1918.

Na edição de 1920, Ingenieros ressaltou, em nota de rodapé, que as suas opiniões haviam sido confirmadas pela rápida difusão das idéias eugenistas em diferentes partes do mundo.

O 1º Congresso Brasileiro de Eugenismo foi realizado no Rio de Janeiro, em 1929. Um dos temas abordado era “O Problema Eugênico da Migração”. O Boletim de Eugenismo propunha a exclusão de todas as imigrações não-brancas. Em março de 1931 foi criada a Comissão Central de Eugenismo, sendo o seu presidente Renato Kehl e o Prof. Belisário Pena um dos membros da diretoria. Os objetivos desta Comissão eram os seguintes:

1- Manter o interesse do estudo de questões eugenistas no país;

2- Difundir o ideal de regeneração física, psíquica e moral do homem;

3- Prestigiar e auxiliar as iniciativas científicas ou humanitárias de caráter eugenista que sejam dignas de consideração.

Em vários países foram propostas políticas de “higiene” ou “profilaxia social”, com o intuito de impedir a procriação de pessoas portadoras de doenças tidas como hereditárias e até mesmo de eliminar os portadores de problemas físicos ou mentais incapacitantes.

Vale lembrar que as idéias eugenistas alemãs se originaram do trabalho do Conde de Gobineau – “Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas” – publicado em 1854. Antes, portanto, das idéias darwinistas terem sido divulgadas e do termo “Eugenia” ter sido criado. O Conde de Gobineau esteve no Brasil, onde coletou dados. Neste ensaio foi feita a proposta da superioridade da “raça ariana”, posteriormente levada ao extremo pelos teóricos do nazismo Günther e Rosenberg nos anos de 1920 a 1937. Outro autor alemão, Gauch, afirmava que havia menos diferenças anatômicas e histológicas entre o homem e os animais, do que as verificadas entre um nórdico (ariano) e as demais “raças”. Isto acabou sendo objeto de legislação em 1935, através das “Leis de Nuremberg”, que proibiam o casamento e o contato sexual de alemães com judeus, o casamento de pessoas com transtornos mentais, doenças contagiosas ou hereditárias. Para casar era preciso obter um certificado de saúde. Em 1933 já haviam sido publicadas as leis que propunham a esterilização de pessoas com problemas hereditários e a castração dos delinquentes sexuais.

Jiménez de Asúa propunha que a Eugenia deveria se ocupar de três grandes grupos de problemas: a obtenção de uma descendência saudável (profilaxia), a consecução de matrimônios eugênicos (realização) e a paternidade e maternidade consciente (perfeição).

A profilaxia seria obtida através de ações tais como: combate às doenças venéreas, prostituição e pela caracterização do delito de contágio venéreo.

A realização ocorreria através de casais eugênicos e do reconhecimento médico pré-matrimonial.

A perfeição proporia meios para que fosse possível a limitação da natalidade, os meios anticoncepcionais, a esterilização, o aborto e a eutanásia.

Com o desenvolvimento das modernas técnicas de diagnóstico genético, do debate sobre os temas do aborto, da eutanásia e da repercussão da epidemia de AIDS, muitas destas idéias são discutidas com base em pressupostos eugênicos, sem que este referencial seja explicitamente referido.

Para ler a matéria original, clique aqui

logo final

© 2009 ATWA Brasil


Muita gente = muitos problemas

superpopulacao atwa Muita gente = muitos problemas

Pânico sobre a economia mundial turbulenta tem ofuscado questões estratégicas que, em longo prazo, irão determinar a qualidade da vida na Terra. Poucas pessoas estão dispostas a se concentrar agora em questões transcendentais, como o crescimento insustentável da população mundial, o acelerado aquecimento global, a diminuição do abastecimento de água e a perda da biodiversidade. Na verdade, essas idéias parecem ser muito inconseqüentes para muitos que se preocupam com o estado lastimável das suas contas bancárias. No entanto, todos esses problemas listados têm algo em comum. Eles se resumem a desastres em espera. Essas correções de curto prazo irão atrasar a abordagem de problemas maiores dos quais a prosperidade da humanidade, e até mesmo a sobrevivência, dependem.

Todo mundo se diz a favor da “sustentabilidade dos recursos” – energia, água, agricultura, etc. Mas como farão as sociedades para sustentar essas necessidades em face da demanda sempre crescente causada pelo rápido crescimento da população? Há apenas 50 anos, a população mundial era de cerca de 3 bilhões de pessoas. Hoje ela é de 6,7 bilhões, e deverá crescer para mais de 9 bilhões até o ano 2040.

A maior parte deste aumento ocorrerá em países do chamado “terceiro-mundo”. Isso é importante no contexto de que as fronteiras territoriais são simplesmente linhas imaginárias, a serem atravessadas, por vezes, facilmente, e às vezes com maior dificuldade. Dados indicam que os Estados Unidos ainda é o destino preferido dos imigrantes pobres. A projeção da população do país, que é de 305 milhões de pessoas hoje, é que aumente para 345 milhões em 2025, e 420 milhões em 2050. Dr. Walter Youngquist, um geólogo e especialista em recursos naturais, aponta que o México já tem 107 milhões de pessoas, e deverá crescer para 132 milhões até 2050. Atualmente, escreve ele, os seus excedentes são “simplesmente enviados para o norte, e representam cerca de 80 por cento do crescimento da população dos Estados Unidos e quase 100 por cento do crescimento da Califórnia”.

A sabedoria convencional diz que a mudança climática causada pelo homem, com as emissões de dióxido de carbono, pode ser amortizada sem a redução da população mundial. “Novas tecnologias irão salvar o dia” – é mais ou menos assim o argumento. Qualquer coisa, exceto menos pessoas!

Um exemplo: Portland, no Oregon, é frequentemente citado como garoto-propaganda para a “ecologização” dos Estados Unidos. Mas fato é que as duas décadas de esforço para reduzir as emissões de CO2 não levaram a nada, porque a população da área metropolitana cresceu 42 por cento durante esse tempo. “Um projeto de rodízio de veículos em Portland diz ter salvado 3 mil toneladas de CO2 ao longo de cinco anos”, explica Jack Hart, um ex-editor administrativo do Oregonian. “Isso é patético: nós poderíamos ter feito a mesma coisa por meio da desaceleração do crescimento populacional da área em somente 30 pessoas por ano”. A população metropolitana de Portland está projetada para crescer em mais um milhão de pessoas até 2030 e, em seguida, para 3,85 milhões em 2060. Como será possível reduzir as emissões de CO2 com esse aumento constante dos próprios emissores de CO2?

Uma recente reunião dos planejadores urbanos e rurais de Las Vegas ouviu um especialista que sugere que a população dos Estados Unidos poderia mais que triplicar, chegando a 1 bilhão de pessoas, já em 2100. Se assim for, as pessoas que viverão em seguida irão habitar um país imensamente superlotado. Mas os impulsionadores do crescimento populacional continuam a argumentar que não há limites para a capacidade da Terra. Um artigo da revista americana The Economist, que considerava o estado mundial da economia, salientou o caso da Turquia e alegremente concluiu que: “O crescimento da população acompanha a demanda”. No entanto, a prosperidade frágil da Turquia decorre, entre outras coisas, da exportação dos seus desempregados jovens aos mercados de trabalho da Europa. Sem essa saída, a Turquia seria duramente desafiada para manter o seu padrão de vida atual.

Mais da metade da população do mundo vive hoje em áreas urbanas. Esses já não podem mais sobreviver em tempos agrícolas difíceis produzindo o seu próprio alimento. A poluição do ar ameaça a saúde, como o mundo assistiu durante as Olimpíadas de Pequim no verão passado. Suprimentos de água potável estão ameaçados, rodovias parecem nunca ser suficientes para a demanda. Para os milhares de milhões que permanecem no campo, a seca e as inundações reduzem as plantações, levando à escassez de alimentos. A Organização de Alimentação e Agricultura da ONU (FAO, na sigla em inglês) estimou que 923 milhões de pessoas ficaram gravemente desnutridas em 2007, bem antes do recente tumulto financeiro. Cerca de 36 países ainda precisam de ajuda de emergência para a alimentação. A Oxfam, um grupo de ajuda humanitária, afirma que o caos econômico atual empurrou os rendimentos de mais 119 milhões de pessoas para abaixo da linha da pobreza, elevando o total para cerca de 1 bilhão no mundo.

Em 2008, a população mundial cresceu em cerca de 80 milhões. E o crescimento continua: são em média 2,5 novas pessoas a cada segundo. De tempos em tempos, a televisão coloca um rosto humano sobre o assunto, mostrando imagens de mulheres e crianças morrendo de fome na Somália, no Haiti, em Darfur, no Congo ou até mesmo no Brasil, geralmente com um aviso de que os espectadores poderão achar as imagens perturbadoras. Acontece que, com o descaso atual quanto à questão da superpopulação, essa será a imagem do futuro para a maioria dos seres humanos. Todos os anos, o mundo cresce cada vez mais quente, plano e lotado, para usar a descrição de Thomas L. Friedman.

Nós ficamos à espera por uma segunda Revolução Verde, ou alguma outra maravilha tecnológica para salvar a humanidade da sua própria fecundidade. Os líderes políticos se preocupam com o que eles vêem como coisas mais imediatas porque, afinal, “a superpopulação é um problema de longo-termo”. Acontece que isso não é verdade.

Um terço dos países da África estão sobrecarregados e presos em guerras civis ou ciclos de agitação violenta. A pobreza no Egito atinge as massas, que estão perto de revolta. A urbanização da China está esgotando todos os seus reservatórios. E assim por diante. Há simplesmente pessoas demais para os recursos finitos da Terra – uma bomba demográfica prestes a explodir.

Para ler a matéria original, clique aqui

logo final

© 2009 ATWA Brasil


Estamos nos reproduzindo para a extinção

overpopulation Estamos nos reproduzindo para a extinção

Todas as medidas para impedir a degradação e a destruição do nosso ecossistema serão inúteis se não reduzirmos o crescimento populacional. Em 2050, se continuarmos a nos reproduzir no ritmo atual, o planeta terá entre 8 bilhões e 10 bilhões de pessoas, de acordo com uma previsão recente da ONU. Trata-se de um aumento de 50 por cento. E ainda assim, opiniões encomendadas pelos governos, como o Relatório Stern, do Reino Unido, não mencionam a palavra “população”. Livros e documentários que abordam a crise climática, incluindo o documentário do político americano Al Gore, “Uma Verdade Inconveniente”, não param para discutir o perigo do crescimento mundial da população. Essas omissões são estranhas, dado que uma duplicação da população, mesmo que cortássemos a utilização de combustíveis fósseis e encerrássemos todas as nossas usinas de carvão, vai mergulhar-nos em uma idade de extinção e desolação jamais vista desde o fim da era mesozóica, 65 milhões de anos atrás, quando os dinossauros desapareceram.

Estamos experimentando uma obliteração acelerada de todas as formas de vida do planeta – estima-se que 8.760 espécies morrem por ano – porque, simplesmente, há pessoas demais. A maior parte dessas extinções é resultado direto da crescente necessidade de energia, habitação, alimentos e outros recursos. O crescimento populacional, como E. O. Wilson disse, é “o monstro na terra”. Espécies estão desaparecendo em um ritmo de cem a mil vezes mais rápido do que antes da chegada dos seres humanos. Se o atual ritmo de extinção continuar, o Homo sapiens será um dos poucos seres vivos no planeta, os seus membros violentamente lutando entre si por água, alimentos, combustíveis fósseis e, talvez, pelo próprio ar, até que eles também desapareçam. Enquanto a Terra é vista como a propriedade pessoal da raça humana, uma crença abraçada por quase todos, estamos destinados a em breve habitar um terreno biologicamente baldio.

As populações das nações industrializadas mantêm os seus estilos de vida sem se preocupar porque eles têm o poder militar e econômico para consumir uma parcela desproporcional dos recursos do mundo. Os Estados Unidos sozinhos engolem cerca de 25 por cento do petróleo produzido no mundo a cada ano. Ironicamente, essas nações exibem um crescimento populacional estável, ou até mesmo negativo, como suficiente. Foi então deixada aos “países em desenvolvimento” a questão de lidar com a crise da população emergente. Índia, Egito, África do Sul, Irã, Indonésia, Cuba e China, cuja política do filho único já evitou o acréscimo de 400 milhões de pessoas na Terra, todos têm tentado instituir medidas de controle populacional. Mas na maior parte do planeta, o crescimento da população ainda está explodindo. A ONU estima que 200 milhões de mulheres no mundo não tenham acesso à contracepção. A população dos países do Golfo Pérsico, junto com Israel e os territórios ocupados da Palestina, dobrarão em duas décadas, um aumento que vai coincidir com o declínio da produção de petróleo na região.

As regiões superpovoadas do globo irão invariavelmente devastar seus ambientes locais, derrubando florestas e as poucas áreas naturais remanescentes, em uma tentativa desesperada de produzir alimentos. O esgotamento e a destruição dos recursos acabarão por criar um problema de superpopulação nas nações industrializadas também. Os recursos que os países industrializados consideram seu direito de primogenitura se tornarão mais difíceis e mais caros de se obter. A elevação do nível do mar no litoral, que pode submergir nações costeiras, irá prejudicar a agricultura e deslocar milhões, que irão tentar fugir para as áreas do planeta onde a vida ainda será possível. O aumento das temperaturas e as secas já começaram a destruir as terras de culturas na África, Austrália, Texas e Califórnia. Os efeitos desta devastação logo se espalharão dentro das nossas fronteiras. Dados científicos atuais sugerem que, com base em estilos de vida atuais, a população sustentável do Reino Unido – o número de pessoas que o país é capaz de alimentar e sustentar com a sua própria capacidade biológica – é de cerca de 18 milhões de pessoas. Isso significa que, em uma época de extrema escassez, cerca de 43 milhões de pessoas na Grã-Bretanha não seriam capaz de sobreviver. A superpopulação vai se tornar uma séria ameaça à viabilidade de muitos países industrializados no momento em que o consumo ainda relativamente barato de recursos do mundo não poderá mais ser mantido. Esse momento pode estar mais perto do que pensamos.

Um mundo em que 8 a 10 bilhões de pessoas estão competindo pelo que restará dos recursos naturais não será pacífico. As nações industrializadas que, tal como fizeram recentemente no Iraque, farão uso das suas forças armadas para garantir um fornecimento estável de combustíveis fósseis, minerais e outros recursos não-renováveis na vã tentativa de manter um estilo de vida que, no final, será insustentável. O colapso da agricultura industrial, que só é possível com o petróleo barato, vai levar a um aumento da fome e doenças. Talvez o caos e o derramamento de sangue serão tão grandes que o problema da superpopulação será resolvido através da violência, mas isso é dificilmente um conforto.

James Lovelock, um cientista britânico independente que passou a maior parte de sua carreira fora do campo tradicional de pesquisas advertiu a várias décadas que perturbar o delicado equilíbrio da Terra, o qual ele refere como um corpo vivo, seria uma forma de suicídio coletivo. “A atmosfera da Terra – 21 por cento de oxigênio e 79 por cento de nitrogênio – não é comum entre os planetas”, observa ele. Esses gases são gerados e mantidos em um nível de igualdade para os processos da vida pelos próprios organismos vivos. Oxigênio e nitrogênio desapareceriam se a biosfera fosse destruída. O resultado seria uma atmosfera de gases com efeito similar ao de Vênus, um planeta que é, por conseguinte, centenas de graus mais quente do que a Terra.

Lovelock afirma que a atmosfera, os oceanos, as rochas e o solo são entidades vivas. Eles constituem, segundo ele, um sistema auto-regulador. Lovelock, em suporte a essa tese, olhou para o ciclo em que as algas nos oceanos produzem compostos sulfurados voláteis. Esses compostos atuam como sementes para formar nuvens oceânicas. Sem essas “sementes” de sulfuretos de dimetilo, as nuvens oceânicas de resfriamento estariam perdidas. Esse sistema de auto-regulação é notável porque mantém as condições favoráveis para a vida humana. Sua destruição não significaria a morte do planeta. Não significaria a morte das formas de vida. Mas isso significaria a morte do Homo sapiens – dos seres humanos.

Lovelock defende energia nuclear e energia térmica solar. Essa última, diz ele, pode ser produzida por enormes espelhos montados em desertos como os do Arizona e do Saara. Mas ele adverte que essas etapas serão ineficazes se não fizermos o controle do crescimento populacional primeiro. Ele acredita que a Terra está superpovoada por um fator de sete, ou seja, sete vezes mais pessoas do que a Terra é capaz de suportar considerando os níveis de consumo atual. À medida que o planeta se aquece – e ele acredita que não podemos fazer nada para parar este processo – a superpopulação tornará fútil todos os esforços para salvar o ecossistema.

Lovelock, em seu livro “A Vingança de Gaia”, explica que se nós não cortarmos radicalmente e imediatamente as emissões de gases de efeito estufa, a raça humana pode ainda não morrer, mas será reduzida a “uns poucos casais férteis”. Lovelock diz que um crescimento populacional contínuo fará com que a redução do uso de combustíveis fósseis seja impossível. Se não reduzirmos as nossas emissões em 60 por cento, algo que só poderá ser alcançado mantendo distância dos combustíveis fósseis, a raça humana estará condenada, ele argumenta. O tempo está acabando. Essa redução nunca acontecerá, diz ele, a menos que consigamos reduzir drasticamente a nossa taxa de natalidade em nível mundial.

Todos os esforços para estancar os efeitos da mudança climática não levarão a nada se não praticarmos um controle vigoroso da população. O crescimento da população é muitas vezes esquecido, ou na melhor das hipóteses considerado uma questão secundária por muitos ambientalistas, mas é tão fundamental para a nossa sobrevivência como a redução das emissões que estão derretendo os pólos gelados do planeta.

Para ler a matéria original, clique aqui

logo final

© 2009 ATWA Brasil


Extinção em massa: a vida na Terra ameaçada

dead earth Extinção em massa: a vida na Terra ameaçada

Embora o aquecimento global continue a ganhar sensibilização generalizada da opinião pública, uma ameaça ambiental potencialmente mais devastadora só começou recentemente a ser percebida. Essa ameaça é a extinção em massa, e os cientistas estão levando essa hipótese muito a sério.

Há uma crença generalizada entre a comunidade científica de que as atuais espécies de vida estão se tornando extintas em uma taxa mais de 1000 vezes maior do que o que é considerado normal. “Estamos no abismo do fim do mundo”, disse Chera Van Burg do grupo de cientistas Species Alliance.

Um asteróide causou a última extinção em massa no planeta, quando os dinossauros foram mortos há 65 milhões de anos. Mas alguns cientistas acreditam que, se um meteoro com mesma proporção colidisse contra a Terra hoje, o efeito sobre a vida seria pouco diferente do que o que pode já estar em curso. “De acordo com um consenso de biólogos do mundo, uma extinção em massa está acontecendo ou prestes a acontecer no planeta Terra”, disse David Ulansey da organização Massextinction. Os golfinhos do rio Yangtze representam apenas o exemplo mais recente de espécies que desapareceram no último mês.

Enquanto as pessoas que disseminam essas crenças apocalípticas estão no extremo da opinião científica, alguns biólogos acreditam que um cenário de extinção em massa poderia eliminar 50% das espécies existentes. Os seres humanos, e espécies associadas a eles, não estão ameaçados de extinção,mas se essa teoria de extinção em massa ocorresse, quebraria o ciclo da vida e levaria a um enorme declínio da vida humana.

Alguns cientistas dizem que a culpa é dos próprios seres humanos. “Se a nossa influência na Terra continuar a expandir, nós provavelmente perderemos metade ou mais das espécies de vida atuais”, explica Peter Vitousek, ecologista da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. “Se nós continuarmos nesse ritmo atual, virtualmente todas as espécies de peixes nos oceanos estarão extintas em 50 anos”.

E isso é algo que os pescadores profissionais dizem preocupá-los diariamente. “Somente agora as pessoas estão começando a perceber que todos esses gases que nós temos colocado na atmosfera têm causado um impacto que pode ameaçar a vida nesse planeta”, disse Zeke Grader, presidente de uma associação de pescadores dos Estados Unidos.

Biólogos dizem que a mudança climática representa somente um dos fatores que colaboram com o risco de extinção em massa. Segundo eles, o problema é muito maior. “Não é como o aquecimento global”, disse David Ulansey. “O problema não pode ser definido como CO2. Você não pode colocá-lo em uma caixa. O problema é o modo como nós vivemos. São todos os aspectos do nosso estilo de vida”.

E, de fato, todos os aspectos das nossas vidas têm conseqüências. Por exemplo, existem bilhões de telefones celulares em utilização. Cada um deles faz uso de um metal chamado coltan. Um dos raros lugares da Terra em que esse minério é encontrado, e de onde quase todo o coltan usado para telefones celulares é retirado, é a República do Congo – exatamente no meio do habitat natural dos gorilas das montanhas. Uma agência das Nações Unidas informou que a população de gorilas nessa região diminuiu em 90% nos últimos cinco anos apenas, em grande parte devido à operação de mineradores para a retirada do coltan. Pouca gente sabe que, no caso da ameaça de extinção dos gorilas africanos, a maioria das pessoas tem a sua parcela de responsabilidade.

E esse é somente um dos casos de influência inconseqüente humana. Especialistas estimam que mais de 15 mil espécies estejam ameaçadas hoje. E essas são somente aquelas que pesquisadores conseguiram colher dados sobre.

Biólogos acreditam que as seis maiores causas que levariam à extinção em massa são: destruição de habitat naturais, espécies invasivas, poluição, superpopulação humana, consumismo humano e mudança climática. A boa notícia é que ainda pode ser possível reverter esse quadro. A má é que o tempo é curto, quem sabe apenas uns 10 anos para fazer mudanças significativas no modo em que vivemos.

Para ler a matéria original, clique aqui

logo final

© 2009 ATWA Brasil


Introdução à ATWA Brasil

logo final

Afinal, o que é ATWA Brasil?

Para essa pergunta, não existe uma única resposta. Assim como não existe uma resposta correta, não existe uma resposta errada. Assim como o próprio nome, o desenvolvimento dessa idéia acontece em paralelo com o mundo, com a interação dos seres humanos com o nosso planeta, e nunca haverá uma simples definição.

Enfim, quem quer uma simples definição? O ser humano parece ser guiado por definições. Enquanto as coisas estão definidas, enquanto existe um rótulo, o ser humano se sente seguro. É assim com tudo. O dia está quente, o dia está frio. O humor de alguém está bom, o humor está ruim. Aquela é uma pessoa boa, aquela é uma pessoa má. Hoje é primavera, amanhã será verão. Enquanto existe um rótulo, tudo parece estar sob controle.

O grande problema acontece quando não se sabe como rotular um caso. O ser humano se perde, fica imerso em uma completa escuridão. Acontece que tudo o que se rotula perde uma parte do que é de verdade. Quando se rotula um homem de paranóico, ele perde grande parte do que é ser um homem. Quando se rotula um incidente como “crime”, esse incidente perde qualquer racionalidade. Nesse contexto, é vital afirmar que a ATWA Brasil existe sem um rótulo. Não há o que se rotular porque não existe uma única definição, e assim deve permanecer. Sabe-se que está presente, que está entre nós, que faz parte de nós, mas não há uma classificação para isso.

A ATWA Brasil não é uma organização – não possui membros, associados, líderes ou seguidores. Trata-se de um estado de conscientização, de comprometimento com a sobrevivência. No contexto de que todos os seres humanos são irmãos nesse planeta, de que todas as ações devem ser balanceadas para que se tenha paz e a continuação da vida humana, a ATWA Brasil procura acordar e unir pessoas com o mesmo interesse e objetivo. Aqueles que tiverem empenho em buscar e fazer saberão naturalmente como agir.

Mas o que é ATWA?

Essa idéia deriva do acrônimo ATWA, que em inglês significa Air, Trees, Water, Animals (em português, “Ar, Árvores, Água, Animais”). Claramente, refere-se aos elementos da biosfera que são vitais para a sobrevivência do ser humano. O termo foi idealizado por Charles Manson na década de 1970, representando o sistema de vida do planeta Terra. Nesse contexto, ATWA é a inteligência que permite a vida nesse planeta, e ao mesmo tempo a oposição a tudo aquilo que representa uma ameaça a essa inteligência – uma ameaça à sobrevivência.

ATWA é um estado de conscientização radical contínua, um modo de pensar e agir para restaurar o que for possível da harmonia que sustenta o nosso planeta. Falando aqui em harmonia, não significa somente informar e combater o sistema poluidor que alimenta as sociedades modernas, mas também enfrentar os maus que a mídia corporativa nutre. Em termos de proteção da vida e conscientização, pode se dizer que a mídia corporativa representa o “inimigo em casa”.

A proposta de ATWA enfatiza a unidade da vida na Terra. Charles Manson descreveu esse contexto da seguinte forma: “Ecologia é Deus, porque sem ela nós estaremos mortos para sempre”. Essa perspectiva confirma a urgência moral de trabalhar por ATWA. Como explicou uma das idealizadoras do conceito, Sandra Good: “ATWA é a nossa sobrevivência na Terra. É uma revolução contra a poluição. ATWA é uma guerra santa. Ou você está trabalhando por ATWA, pela vida, ou você está trabalhando pela morte. Corrija e viva, ou corra disso e morra”.

logo final

© 2009 ATWA Brasil