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Números e os soldados de ATWA

atwa soldados Números e os soldados de ATWA

A população humana mundial está prevista para atingir sete bilhões de pessoas em outubro desse ano. Em 2050, as previsões mais otimistas sugerem que a mesma chegue a nove bilhões. Mantidas as previsões, no ano de 2100 chegaremos a 10 bilhões de seres humanos.

Apesar disso, o crescimento populacional é altamente desigual geograficamente. Na Alemanha, por exemplo, a tendência é que a população continue igual, ou até diminua um pouco nos próximos anos. Outros países europeus têm uma tendência semelhante.

Por outro lado, no continente africano a situação se inverte. A África será responsável por mais de um bilhão de pessoas do crescimento populacional mundial projetado para o ano 2050. Em outras palavras, 49% do crescimento populacional mundial está centralizado na África. Ironicamente, os países africanos também são os que têm mais dificuldade em produzir seu próprio alimento nos dias de hoje – sem contar na total escassez de água.

Ao mesmo tempo, mesmo considerando o crescimento populacional fora do padrão do resto do mundo, o estilo de vida africano é visivelmente menos agressivo com relação ao meio ambiente. Apesar das florestas africanas terem sido desmatadas em níveis semelhantes à destruição comandada pelo Ocidente, ao menos em termos de emissões nocivas os africanos permanecem pouco hostis. Isso deve ser considerado em qualquer ação por respeito à ATWA: imagine substituir a população africana por uma população menor, porém com estilo de vida com padrão Ocidental?

Fato é que os números são armadilhas. Homens de paletó adoram números, e são com números que eles enganam a todos. Qualquer número é relativo, e deve ser questionado. Não importa o número de pessoas – o que importa é quantos desses números representam soldados de ATWA, e quantos são soldados inimigos, trabalhando com as forças da morte. Esses são os números de ATWA. Se tivéssemos nos aproximando de sete bilhões de soldados de ATWA, certamente não haveria desarmonia com a Vida. Mas não é o caso.

E você… está aliado com o Exército de ATWA, ou com os inimigos da Vida?

 Números e os soldados de ATWA

© 2011 ATWA Brasil


Madre de Dios: Urgência por ATWA na América do Sul

atwa madrededios Madre de Dios: Urgência por ATWA na América do Sul

Visitantes não são bem-vindos em Guacamayo – uma das maiores áreas de garimpo ilegal do mundo, tão grande que é visível do espaço. Esse ponto, em meio à densa Floresta Amazônica do Peru, marca o início de onde árvores, plantas e animais não são mais encontrados. A vida natural foi substituída por um vasto deserto, pontilhado com barracas cobertas com lonas de plástico azul, onde milhares de garimpeiros vivem. Estamos diante da corrida do ouro do século 21, que está destruindo rapidamente a região conhecida como Madre de Dios (Mãe de Deus) da Amazônia, na região sudeste do Peru, que abriga a mais rica biodiversidade da Terra.

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente do Peru, estima-se que cerca de 10 mil garimpeiros ilegais já depredaram mais de 18 mil hectares da floresta virgem, despejando no processo cerca de 40 mil toneladas de mercúrio por ano sobre a terra e os rios da região. E tudo isso pela corrida do ouro, que abastece mercados europeus como Londres e Zurique.

Guacamayo representa a maior operação de garimpagem ilegal em Madre de Dios, embora inúmeros outros locais tenham surgido recentemente. A região, que nasceu há apenas três anos, ocupa hoje cerca de 155 quilômetros quadrados, crescendo a cada dia. Isso tudo acontece além das concessões de mineração legais, cujo número, de acordo com os sindicatos de mineiros, saltou de 500 em 2004 para mais de 2.600 hoje. O valor do ouro, que duplicou nos últimos dois anos e está em um recorde de alta atualmente, alimenta essa febre – uma conseqüência dos receios dos investidores sobre a crise econômica mundial.

Uma nova estrada que cortou um trecho enorme desse território uma vez inacessível está permitindo toda essa atividade. Os 1.600 quilômetros da Rodovia Transoceânica conectam os portos fluviais da Amazônia do Brasil com os portos do Oceano Pacífico do Peru. Após 40 anos de planejamento e construção, a estrada foi finalmente inaugurada em dezembro de 2010, acompanhando a alta do ouro e o aumento da exploração ilegal do minério. A rodovia é vista como o projeto do século da infra-estrutura da América do Sul. Mas ela representa a morte para o meio ambiente local, e desencadeou uma onda de exploração de terra e corrupção.

A Rodovia Transoceânica tornou muito mais fácil trazer os suprimentos essenciais exigidos para a extração do ouro: gasolina, tratores, escavadoras pesadas, e o mercúrio usado para separar a areia do metal precioso. O mercúrio, altamente tóxico, é importado dos Estados Unidos e da Espanha, e é vendido abertamente em lojas. Assim como o Ministério do Meio Ambiente do Peru, organizações ambientais estimam que mais de 40 mil toneladas do produto sejam despejadas todos os anos na região, poluindo rios a ponto de o dano ser irreparável.

Anteriormente, grande parte da região de Madre de Dios poderia ser alcançada somente por pequenas embarcações. Mas a nova rodovia vai causar a mesma trilha de destruição que foi deixada no Brasil, quando a seção foi concluída em 1980. Os efeitos no Peru, porém, serão gritantes. Madre de Dios é a fonte da Amazônia, a bacia superior, onde tudo nasce. O modo como as sementes são dispersas, e os peixes que se deslocam para essa região para se reproduzir, são a base do ciclo de nutrientes. Se Madre de Dios desmoronar, tudo vai desmoronar – inclusive no Brasil.

Portanto, resgatar Madre de Dios é uma urgência por ATWA. Trata-se de um reflexo perfeito das ações humanas em todos os níveis da vida: a economia mundial (humana), a falta de visão (humana) com relação à ordem natural, a ignorância alarmante das massas (humanas), e o sistema explorador chamado por alguns (humanos) de “progresso”. E tudo isso retorna para ATWA.

Brasileiros, servidores da natureza nos Estados Unidos do Brasil: vocês têm o problema e a solução.

Abaixo, algumas imagens de Guacamayo, em Madre de Dios:

 Madre de Dios: Urgência por ATWA na América do Sul

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Extinção em massa: a vida na Terra ameaçada

dead earth Extinção em massa: a vida na Terra ameaçada

Embora o aquecimento global continue a ganhar sensibilização generalizada da opinião pública, uma ameaça ambiental potencialmente mais devastadora só começou recentemente a ser percebida. Essa ameaça é a extinção em massa, e os cientistas estão levando essa hipótese muito a sério.

Há uma crença generalizada entre a comunidade científica de que as atuais espécies de vida estão se tornando extintas em uma taxa mais de 1000 vezes maior do que o que é considerado normal. “Estamos no abismo do fim do mundo”, disse Chera Van Burg do grupo de cientistas Species Alliance.

Um asteróide causou a última extinção em massa no planeta, quando os dinossauros foram mortos há 65 milhões de anos. Mas alguns cientistas acreditam que, se um meteoro com mesma proporção colidisse contra a Terra hoje, o efeito sobre a vida seria pouco diferente do que o que pode já estar em curso. “De acordo com um consenso de biólogos do mundo, uma extinção em massa está acontecendo ou prestes a acontecer no planeta Terra”, disse David Ulansey da organização Massextinction. Os golfinhos do rio Yangtze representam apenas o exemplo mais recente de espécies que desapareceram no último mês.

Enquanto as pessoas que disseminam essas crenças apocalípticas estão no extremo da opinião científica, alguns biólogos acreditam que um cenário de extinção em massa poderia eliminar 50% das espécies existentes. Os seres humanos, e espécies associadas a eles, não estão ameaçados de extinção,mas se essa teoria de extinção em massa ocorresse, quebraria o ciclo da vida e levaria a um enorme declínio da vida humana.

Alguns cientistas dizem que a culpa é dos próprios seres humanos. “Se a nossa influência na Terra continuar a expandir, nós provavelmente perderemos metade ou mais das espécies de vida atuais”, explica Peter Vitousek, ecologista da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. “Se nós continuarmos nesse ritmo atual, virtualmente todas as espécies de peixes nos oceanos estarão extintas em 50 anos”.

E isso é algo que os pescadores profissionais dizem preocupá-los diariamente. “Somente agora as pessoas estão começando a perceber que todos esses gases que nós temos colocado na atmosfera têm causado um impacto que pode ameaçar a vida nesse planeta”, disse Zeke Grader, presidente de uma associação de pescadores dos Estados Unidos.

Biólogos dizem que a mudança climática representa somente um dos fatores que colaboram com o risco de extinção em massa. Segundo eles, o problema é muito maior. “Não é como o aquecimento global”, disse David Ulansey. “O problema não pode ser definido como CO2. Você não pode colocá-lo em uma caixa. O problema é o modo como nós vivemos. São todos os aspectos do nosso estilo de vida”.

E, de fato, todos os aspectos das nossas vidas têm conseqüências. Por exemplo, existem bilhões de telefones celulares em utilização. Cada um deles faz uso de um metal chamado coltan. Um dos raros lugares da Terra em que esse minério é encontrado, e de onde quase todo o coltan usado para telefones celulares é retirado, é a República do Congo – exatamente no meio do habitat natural dos gorilas das montanhas. Uma agência das Nações Unidas informou que a população de gorilas nessa região diminuiu em 90% nos últimos cinco anos apenas, em grande parte devido à operação de mineradores para a retirada do coltan. Pouca gente sabe que, no caso da ameaça de extinção dos gorilas africanos, a maioria das pessoas tem a sua parcela de responsabilidade.

E esse é somente um dos casos de influência inconseqüente humana. Especialistas estimam que mais de 15 mil espécies estejam ameaçadas hoje. E essas são somente aquelas que pesquisadores conseguiram colher dados sobre.

Biólogos acreditam que as seis maiores causas que levariam à extinção em massa são: destruição de habitat naturais, espécies invasivas, poluição, superpopulação humana, consumismo humano e mudança climática. A boa notícia é que ainda pode ser possível reverter esse quadro. A má é que o tempo é curto, quem sabe apenas uns 10 anos para fazer mudanças significativas no modo em que vivemos.

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