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Lição de ATWA: Contra-ataque aos Cordyceps

atwa cordyceps Lição de ATWA: Contra ataque aos Cordyceps

Aqui, um breve esboço de uma Guerra Santa de ATWA, que ilustra o verdadeiro amor pela Vida na Terra: o respeito pela inteligência que rege as leis deste planeta, e a incansável luta pela sobrevivência. Uma lição para a humanidade, para que acordem para urgência de se aliar a ATWA.


O ataque dos Cordyceps

Cordyceps é um gênero de fungo que inclui cerca de 400 espécies descritas. Todas as espécies são endoparasitóides, principalmente de insetos e outros artrópodes (são, portanto, fungos entomopatogênicos).

Uma vez que parte do micélio vegetativo do Cordyceps invade e substitui os tecidos vivos de sua vítima (geralmente formigas), estromas começam a crescer a partir do corpo do inseto atacado (uma frutificação alongada que pode ser cilíndrica ou ramificada). Depois de algumas semanas, o estroma começa a liberação de esporos, e muitos outros insetos também se tornam infectados.

Algumas espécies de Cordyceps são capazes de afetar o comportamento de seus insetos hospedeiros – por isso o termo “formigas zumbis”. O Cordyceps unilateralis, por exemplo, obriga as formigas a subirem para locais mais altos e anexarem-se em uma planta antes de morrerem. Isso garante o ambiente, temperatura, e umidade ideal ao parasita para a distribuição máxima dos esporos que brotam para fora do corpo do inseto morto.

Este fungo é capaz de causar o desaparecimento de uma colônia inteira de formigas. Por isso, normalmente ao sofrer os primeiros sintomas, a formiga infectada é imediatamente expulsa da colônia por outras que estão saudáveis.

Foram encontradas folhas fossilizadas que sugerem que esta capacidade do fungo Cordyceps de modificar o comportamento dos insetos evoluiu há mais de 48 milhões de anos.


O contra-ataque aos Cordyceps

Ao que tudo indica, a perseverança das formigas venceu, e os Cordyceps estão sendo contra-atacados por uma nova espécie de fungo. Cientistas americanos passaram a encontrar um grande número de formigas que foram capazes de sobreviver, apesar de machucadas, o ataque do fungo Cordyceps. Sabe-se que colônias atacadas geralmente instituem uma lei de escovação em todas as formigas, para identificar possíveis vítimas e potencialmente remover fungos e micróbios em estados iniciais de desenvolvimento. Mas as crescentes taxas de sobrevivência não podiam ser explicadas apenas por essa lei de emergência das colônias.

Foi então que os cientistas descobriram um novo tipo de fungo que passou a crescer dentro e ao redor de colônias atacadas pelo Cordyceps. Esse fungo é atraído pelas “formigas zumbis”, quando estão sob o efeito zumbificador do Cordyceps, e é capaz de neutralizar esse efeito, sabotando os órgãos que produzem esporos e impedindo-os de frutificação. Algumas formigas continuavam infectadas, mas o efeito zumbificador era neutralizado, possibilitando o prolongamento da vida.

Cada espécie de fungo Cordyceps atinge apenas uma única espécie. Essa espécie que ataca formigas, transformando-as em zumbis, é somente a mais conhecida. Existem casos de outros Cordyceps atacando lagartas e aranhas. Cientistas estão cientes que de possa existir outras variedades do Cordyceps, e a possibilidade de um fungo do gênero atacar seres humanos não é descartada.

Em todo caso, a existência de um fungo parasita capaz de atacar com tamanha complexidade e determinação uma única espécie é um fato fascinante o suficiente. Mas o surgimento de outro fungo, capaz de se especializar em atacar especificamente o Cordyceps, é um verdadeiro exemplo da densidade e da biodiversidade que se encontra nos domínios de ATWA.

 Lição de ATWA: Contra ataque aos Cordyceps

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